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07.07.17
ED. 5656

Grupo Galvão é alvejado por todos os lados

Dois golpes sincronizados – um desferido em Brasília e o outro, no Mato Grosso – têm tudo para agravar a sangria do Grupo Galvão e comprometer ainda mais seu processo de recuperação judicial. Segundo o RR apurou, o Ministério dos Transportes acelera os trâmites para anunciar até o fim deste mês a caducidade da concessão da BR-153, arrematada pela companhia em 2014. O governo conduz a questão a toque de caixa, no intuito de reprivatizar a rodovia ainda neste ano. Em outro front, a Prefeitura de Cuiabá deverá sacramentar também nas próximas semanas a cassação da licença do serviço de saneamento na cidade, a cargo da CAB Ambiental, controlada pela Galvão.

Procurado, o Ministério dos Transportes confirmou que o decreto de caducidade da BR-153 já se encontra em análise técnica e jurídica para posterior encaminhamento à Presidência da República. A Prefeitura de Cuiabá e a própria Galvão não se pronunciaram. Para a Galvão, o caso de maior impacto é o da CAB. Caso se confirme, a perda da concessão em Cuiabá vai desidratar a empresa em 40% da sua receita.

A holding de saneamento está avaliada em R$ 800 milhões. Sem o contrato de Cuiabá, essa cifra despenca. Ressalte-se que o processo de recuperação judicial da Galvão e a renegociação da dívida de R$ 2 bilhões se baseiam na desmobilização de ativos. A iminente perda das duas concessões, ambas por descumprimento de contato, reflete o enfraquecimento do Grupo Galvão após a Lava Jato. Seus principais dirigentes foram condenados por Sergio Moro, a começar pelo maior acionista, Dario de Queiroz Galvão Filho, herdeiro de um dos fundadores da Queiroz Galvão.

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15.09.16
ED. 5455

Água potável

 Os sul-coreanos da GS Inima estão debruçados sobre os números da CAB Ambiental, braço de saneamento do Grupo Galvão. Os asiáticos já têm oito concessões no Brasil.

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21.12.15
ED. 5273

Fazendo-se de difícil

 A decisão da Aegea de pular fora do leilão de venda da CAB Ambiental, que ocorreu no último dia 10 de dezembro, não passou de jogo de cena. A empresa segue interessada na operação de saneamento do Grupo Galvão, mas usa o tempo a seu favor. Primeiro, aproveita-se da delicada situação financeira da Galvão para forçar uma redução do preço do ativo, fixado em R$ 600 milhões. Além disso, quer uma garantia firme dos credores do grupo de que não herdará qualquer dívida da CAB.

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  A GP Investimentos enxergou um veio de água potável minando entre os destroços da Lava Jato. A gestora de recursos está em negociações para a compra da OAS Soluções Ambientais e da CAB Ambiental, do Grupo Galvão. Segundo o RR apurou, o braço de saneamento da empreiteira de Cesar Mata Pires está avaliado em aproximadamente R$ 200 milhões. No caso da CAB, os valores sobre a mesa giram em torno dos R$ 500 milhões. Uma vez cravada a dupla aquisição, o caminho das pedras está traçado: o objetivo da GP é consolidar as duas companhias e criar um dos maiores grupos privados de saneamento do país. Juntas, CAB e OAS Soluções Ambientais somam um faturamento em torno de R$ 700 milhões, 20 concessões em cinco estados e aproximadamente 10% de market share. Entre as empresas privadas, a dupla ficaria atrás somente da Águas do Brasil e da Odebrecht Ambiental .  A GP se aproveita do momento de fragilidade de um setor umbilicalmente ligado às grandes empresas de construção pesada do país e, por isso mesmo, superofertado de ativos – outra empresa à venda é a Aegea, do Grupo Equipav.. A empresa nega a informação e ainda afirma que analisa oportunidades de aquisição. CAB e OAS Soluções Ambientais são companheiras de calvário. Seus acionistas controladores foram arrastados pelo “petrolão”, entraram em recuperação judicial e precisam vender ativos o quanto antes para salvar a própria pele. Como não poderia deixar de ser, tanto de um lado quanto de outro, a fonte secou. Enquanto a venda não sai, CAB e OAS não têm outra opção se não sugar o próprio caixa para tocar os projetos em curso em suas concessões. Não obstante a realidade dos fatos, a GP aposta suas fichas no potencial de crescimento das duas empresas. Com 18 concessões, a CAB cresceu 6% no ano passado, rompendo a marca de R$ 600 milhões em receita. A OAS tem um faturamento bem menor, em torno de R$ 80 milhões. Em compensação, como boa parte dos projetos entrou recentemente em operação, a empresa ainda está no período dos longos saltos. No ano passado, sua receita subiu 500%

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