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Além da Uniasselvi, a GP Investimentos ronda o Grupo Objetivo, uma das maiores redes de ensino de São Paulo, pertencente a João Carlos Di Gênio.

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04.09.17
ED. 5697

GP muda o penteado

A GP Investimentos está colocando o maior gás na estratégia de internacionalização da Beleza Natural, que abriu recentemente uma filial em Nova York. Vê na operação uma janela para a venda de sua participação de 33% na rede de salões de beleza.

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14.08.17
ED. 5682

Saldão imobiliário

A BR Properties está fazendo um carnaval com a crise do setor imobiliário. Em pouco mais de um ano, a empresa da GP Investimentos gastou R$ 1,2 bilhão na compra de ativos e tem ainda outro bilhãozinho reservado para aquisições.

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31.05.17
ED. 5630

GP diz adeus à BRZ

A GP colocou à venda sua participação na BRZ Investimentos, que administra R$ 3 bilhões em ativos. No ano passado, já havia se desfeito do braço de gestão de fortunas da BRZ.

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04.04.17
ED. 5592

GP vende ativos de olho na última linha do balanço

A GP Investimentos pretende acelerar a venda de ativos “maduros”. Qualquer semelhança entre a estratégia e os decepcionantes resultados da gestora de recursos não é mera coincidência. Segundo o RR apurou, a companhia já estaria preparando a negociação de suas participações na rede de varejo Centauro e na fabricante de cosméticos Beleza Natural. Esta última, inclusive, tem passado por alguns percalços financeiros que obrigaram a gestora de recursos a remarcar o valor do ativo em seu balanço: de US$ 15,9 milhões, em setembro, para US$ 10,5 milhões em dezembro do ano passado.

Por essas e outras, a GP tem contabilizado números bem aquém dos seus padrões históricos. A empresa até fechou 2016 no azul, com um lucro de US$ 15,5 milhões, contra perdas de US$ 67 milhões no ano anterior. No entanto, o último trimestre foi de lascar. Entre setembro e dezembro do ano passado, o prejuízo da GP chegou a US$ 59 milhões. A mudança no timing do desinvestimento de alguns de seus fundos permitiria à GP lustrar seus demonstrativos financeiros já neste semestre.

O pontapé inicial foi dado em meados de fevereiro. A companhia se desfez do equivalente a 5,1% do capital da Wix, novo nome da Par Corretora de Seguros, braço de vendas da Caixa Seguradora. A negociação se deu por meio de seguidas operações de block trade em bolsa, totalizando aproximadamente US$ 35 milhões. A GP permaneceu ainda com 4% das ações da corretora. Vai ser por pouco tempo. Os títulos deverão ser negociados em junho, tão logo termine o acordo de lock-up previsto no IPO da Wix, que proíbe a venda dos papéis por um determinado prazo. Procurada pelo RR, a GP não quis se pronunciar.

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14.03.17
ED. 5577

O check out da GP

A GP Investimentos pretende deixar de vez a hotelaria. Após entregar a gestão de 26 hotéis para a Accor, procura um investidor que assuma as 20 unidades restantes da BHG, seu braço no setor.

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06.03.17
ED. 5571

Crise do Rio deixa BR Properties com dois elefantes brancos

A BR Properties, braço de empreendimentos comerciais da GP Investimentos, foi atingida em cheio pela crise econômica do Rio de Janeiro. Nem mesmo a estratégia comercial de guerra adotada pela empresa tem sido suficiente para povoar as 137 salas comerciais e 37 lojas do Passeio Corporate, seu maior empreendimento na cidade – o custo total beirou os R$ 400 milhões. A BR Properties já baixou o valor do metro quadrado dos escritórios de R$ 120 para algo em torno de R$ 80. Ainda assim, não conseguiu encontrar uma corporação disposta a alugar integralmente as salas comerciais, como seu foi a sua pretensão. No limite, a empresa vai ser obrigada a fazer o que não queria: locar separadamente os espaços. Ressalte-se que o Passeio Corporate não é um espécime isolado na carteira da BR Properties. A empresa tem outro elefante branco na cidade: a Torre do Almirante. A companhia pena tentando achar substitutos para o vazio deixado pela Petrobras, que devolveu o edifício no ano passado. Não poderia haver momento mais perverso para isso. Em meio à maior crise econômica do estado do Rio, a BR Properties tem 36 andares ou 41 mil metros quadrados encalhados.

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09.12.16
ED. 5513

RHI engole a Magnesita

A definição do alto comando da maior fabricante de refratários do mundo confirmará o que já se sabia: a associação entre a Magnesita e a RHI não passa de uma aquisição em pele de fusão. O presidente da nova companhia será indicado pelo grupo austríaco, que nomeará também a maioria esmagadora do board. A GP, controladora da velha Magnesita, deverá ter apenas um assento no Conselho de Administração.

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09.11.16
ED. 5492

Bola dividida

 A relação entre Sebastião Bonfim Filho, fundador e acionista majoritário da rede de lojas Centauro, e a sócia GP Investimentos está nos 44 do segundo tempo por conta de seguidos desentendimentos. Bonfim confidenciou a uma fonte do RR que é dono, mas não consegue mandar. Consultados, Bonfim e GP garantem não ter divergências.

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03.11.16
ED. 5488

Check out

 A GP Investimentos pretende vender sua participação na BHG e deixar o mercado de hotelaria. A empresa é uma das maiores holdings do setor no país, com 50 hotéis em 14 estados. Mas sofre com as reduzidas margens e as altas taxas de ociosidade – que, na média, já estariam na casa dos 50%. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto:  GP.

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10.10.16
ED. 5472

Conexão Londres

 A incorporação da Magnesita pela austríaca RHI foi a primeira grande alquimia societária conduzida por Fersen Lambranho a partir de Londres, para onde se mudou há dois anos. Um dos comandantes em chefe da GP, principal acionista da fabricante de refratários, Fersen se dedica ainda à montagem de um novo fundo de investimentos. A operação se dará com a placa da Splice, braço da GP na Suíça.

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 Antonio Bonchristiano, um dos manda-chuva da GP Investimentos, anda cansado do vai-e-vem entre Nova York e São Paulo. Deve ficar de vez na Big Apple. • • •  O dono do Insper, Claudio Haddad, uma espécie de Greta Garbo do debate econômico, está pouco otimista com o país no curto prazo. Para ele, o curto prazo demora 10 anos. • • •  Nelson Jobim está esculpindo a nova política de compliance do BTG, que, nas suas palavras, “transformará o banco em um santuário”.

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  A Brookfield, que acaba de fechar a aquisição da Nova Transportadora do Sudeste junto à Petrobras , avança agora sobre o mercado de shopping centers. Os canadenses querem comprar o controle da BR Malls, maior empresa do setor no país. Com 45 shoppings, a companhia faturou no ano passado R$ 1,3 bilhão. Tem ainda a melhor margem NOI (Net Operating Income) do segmento, em torno de 90% – ou seja, cada R$ 100 de receita líquida geram R$ 90 de caixa. Apesar destes números luzidios, a BR Malls não escapou ilesa ao impacto da crise econômica sobre o setor de shopping centers. Vide a depreciação do seu valor de mercado. Hoje, sua ação é negociada a R$ 12, praticamente a metade da máxima histórica de R$ 23, alcançada em 2012. Não por acaso, a Brookfield está convencida de que este é o momento propício para dar o bote sobre a BR Malls, antes que uma recuperação do consumo se reflita na valoração do ativo. Aliás, assim também pensavam a norte-americana Blackstone e a israelense GazitGlobe, que recentemente fizeram frustradas investidas sobre a empresa brasileira – esta última por meio de uma mal-sucedida tentativa de take over em bolsa (ver RR edição de 18 de julho).  A Brookfield almoça, janta, devora Brasil. Já são mais de R$ 45 bilhões em participações sob o seu guarda-chuva. Somente no último ano, além da malha de gasodutos da Petrobras, os canadenses compraram ativos no setor elétrico, concessões rodoviárias e imóveis. No caso da BR Malls, a operação passaria quase que obrigatoriamente por uma Oferta Pública para Aquisição (OPA) em bolsa, uma vez que a empresa tem o controle difuso e nenhum acionista soma mais do que 6% das ordinárias.  Procurada, a Brookfield nega a investida sobre a BR Malls. No entanto, segundo informações filtradas junto à própria administradora de shoppings, os canadenses já teriam mantido conversações com o presidente da companhia, Carlos Medeiros. Qualquer negociação de compra da BR Malls passa obrigatoriamente pela sua sala. Egresso da GP Investimentos, que fundou a BR Malls em parceria com o norte-americano Sam Zell, Medeiros está no cargo há mais de uma década e é conhecido no setor como “o executivo que manda no acionista”. Com enorme ascendência sobre a babel de investidores institucionais que coabitam o capital da empresa, é voz decisiva em qualquer decisão estratégica da BR Malls. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BR Malls.

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31.08.16
ED. 5445

GP na Europa

 A GP Investimentos está montando um fundo para aquisições na Europa. Em tempo: Fersen Lambranho, um dos generais cinco estrelas da GP , passa mais tempo em Londres do que em São Paulo.

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03.08.16
ED. 5425

GP mostra à Centauro que o lucro é seu único esporte

 A Centauro, maior rede de varejo esportivo do país, virou um caldeirão societário. Dona de 30% do capital, a GP Investimentos está usando de todo o seu arsenal para interferir na gestão da companhia e reduzir o poder do sócio majoritário Sebastião Bomfim Filho. A gestora de recursos, ressalte-se, conta com dois representantes no Conselho de Administração da varejista – Fersen Lambranho e Danilo Gamboa –, o que lhe dá um poder de fogo ainda maior. A GP estaria por de trás de uma série de mudanças na estratégia e na gestão adotadas pela Centauro nos últimos meses, que atingiram o próprio Bomfim. Após a pressão dos sócios, o empresário entregou um de seus anéis mais valiosos, compartilhando o comando executivo da empresa. Para todos os efeitos, Bomfim segue na cadeira de presidente. Mas o cargo de CEO foi entregue ao executivo Pedro Zemel. Consultada, a Centauro garante que a GP não exerce pressão por mudanças na gestão. A companhia afirma ainda que o próprio Bomfim propôs o novo modelo administrativo, com a criação dos cargos de presidente e CEO. A GP, por sua vez, não quis se pronunciar.  A GP aponta para uma série de erros cometidos pela gestão da Centauro que contribuíram para piorar sua situação financeira, a começar pela demora em reconhecer o tamanho da crise e adotar medidas contracionistas. Só no primeiro trimestre deste ano, quando já carregava um prejuízo de R$ 200 milhões no balanço de 2015, os executivos da Centauro tiraram a navalha do bolso, partindo para o fechamento de lojas e demissões em série. Apenas na bandeira BY Tennis, uma das marcas do grupo, 32 pontos de venda foram desativados. A Centauro confirma os cortes, o fechamento das lojas da By Tennis, mas garante que todas as medidas de “ajuste de custos foram acordadas entre os acionistas”.  Fersen Lambranho e seus pares têm motivo de sobra para cuspir marimbondos contra a gestão da Centauro. Os prejuízos da rede varejista obrigaram a GP a reduzir em seu balanço o valor da participação na companhia. No ano passado, a cifra contabilizada foi de US$ 38 milhões, apenas 60% do montante investido na varejista em 2012. A gestora de recursos utilizará toda a munição necessária para recuperar o dinheiro perdido. No que depender da GP, a reestruturação da Centauro ainda está longe do seu desfecho. Na sua visão, há espaço para mais cortes de custos, revisão do tamanho das lojas e aperto nas administradoras de shopping centers para a redução do aluguel dos pontos de venda.

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 GP Investimentos e Tamweelview European Holdings, braço do fundo soberano de Abu Dhabi, estão se unindo para investimentos imobiliários no Brasil. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: GP.

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18.07.16
ED. 5413

Gazit-Globe fracassa em tentativa de take over da BR Malls

  A Gazit-Globe – uma das maiores gestoras de shopping centers do mundo, com mais de 500 empreendimentos em 20 países –, tem muito a aprender com a Kroton. A investida dos israelenses para tomar o controle da BR Malls , dona da maior carteira de shoppings do país, falhou justamente naquilo que não pode faltar em um take over: capacidade de articulação e dinheiro. Segundo o RR apurou junto a um dos fundos sócios da companhia brasileira, a Gazit-Globe teria descumprido acordos com outros acionistas, que seriam peças fundamentais para a operação, a começar pelas gestoras norte-americanas Dodge & Cox e BlackRock – em certo momento, a dupla chegou a ter mais de 18% das ações da BR Malls.  De acordo com a mesma fonte, após acenar com a aquisição de mais de 20% do capital, a Gazit-Globe recusou-se a fechar a compra das participações de outros investidores, tudo para não ter de disparar a pílula de veneno e pagar o devido ágio pelo papel. E olhe que, no caso da BR Malls, o dispositivo previsto no estatuto é relativamente brando, conhecido no mercado como “placebo”. Ao atingir 20% das ações, a Gazit-Globe seria obrigada a fazer uma oferta pelo restante dos títulos, mas pagando apenas a maior cotação dos últimos 12 meses (algo em torno de R$ 13) – sem, portanto, o prêmio de controle normalmente fixado nas pílulas de veneno. Procuradas pelo RR, BR Malls e Gazit-Globe não quiseram se pronunciar.  Os israelenses, ao que tudo indica, pagaram para ver. Apostaram que, com apenas 8% do capital ordinário e alguns acionistas como aliados, conseguiriam tomar a gestão executiva da BR Malls pelas beiradas, sem ter de passar pelo rito de uma oferta de ações. Perderam a aposta. Mesmo porque do outro lado havia os acionistas que apoiam a administração de Carlos Medeiros, todo-poderoso da BR Malls desde os tempos em que a empresa era controlada pela GP Investimentos. A derrota foi inevitável. Os israelenses não conseguiram apoio sequer para mudar a cláusula do estatuto que veda a presença de concorrentes no Conselho. A Gazit-Globe já comunicou ao mercado a redução da sua participação no capital da empresa brasileira para 4,48%. É provável que muito em breve se desfaça do resto e vá procura outra praça de alimentação.

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18.07.16
ED. 5413

Beleza?

 A GP Investimentos deverá se desfazer de sua fatia de 33% na rede de salões e marca de cosméticos Beleza Natural. É prejuízo na certa. Quando a GP entrou no negócio, há três anos, desembolsou US$ 32 milhões. Hoje, a participação está avaliada pela própria gestora em US$ 18 milhões. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: GP Investimento.

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 O Atacadão, o mais próspero negócio do Carrefour no Brasil, prepara-se para uma grande aquisição neste ano. O principal alvo é a Roldão Atacado, que fatura R$ 2 bilhões por ano. Controlada pela família Severini, a rede atacadista esteve perto de ser comprada pelo Casino em 2012. Depois, flertou com a GP .

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20.06.16
ED. 5393

Venda da BR esbarra no espírito de corpo

 Obter o sinal verde do governo, atrair o interesse dos investidores e conquistar o apoio dos stakeholders externos da Petrobras promete ser a parte mais simples do processo de venda do controle da BR Distribuidora. A maior dificuldade de Pedro Parente será dobrar a própria corporação. A resistência começa no Conselho de Administração. A matéria publicada pelo RR na última quinta-feira, revelando que GP e Advent apresentaram propostas pelo controle da companhia, causou um alvoroço na estatal. No mesmo dia, o representante dos trabalhadores no Conselho, Bruno Paiva, enviou uma mensagem aos funcionários questionando a hipótese de venda do controle. O tom foi de conclamação do espírito de corpo: “Lembrem, meus caros, que a BR é uma empresa comercial e estatal. São muitos os interessados em dominar nosso negócio, de políticos a empresários. E uma força de trabalho desmotivada, sem concentração, sem foco em nossos objetivos empresariais, será alvo fácil para nossos algozes.” Paiva falou também ao bolso dos trabalhadores: “É óbvio que uma eventual privatização vai impactar a vida de todos, assim como já impactou o não pagamento de PLR”.  Segundo o RR apurou, Bruno Paiva foi cobrado pelos funcionários por conta da notícia sobre as ofertas pelo controle da BR. Não por acaso, em sua mensagem o conselheiro esforçou-se para desconstruir a informação: “Qualquer um de nós pode apresentar uma proposta pela BR. Se a Petrobras vai aceitar ou não, é o que realmente importa. Não há novidade no material publicado.” No dia seguinte, era desmentido pelo próprio Pedro Parente. Em entrevista, o presidente da Petrobras confirmou ter recebido no início da semana as propostas de compra da BR. A batalha está só começando.

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16.06.16
ED. 5391

BR Distribuidora dá a ignição no programa de privatizações

 A volta do governo Michel Temer ao passado já tem endereço certo: a BR Distribuidora. A venda da companhia marcará a retomada do processo de privatização encerrado junto com a gestão FHC. Das três propostas recebidas pela Petrobras no início desta semana, a preferência da diretoria da estatal recai sobre as ofertas apresentadas pela GP Investimentos e pela Advent. Nos dois casos, segundo o RR apurou, a negociação envolve a transferência do controle da BR. A exceção é a Vitol, uma das maiores tradings de petróleo e derivados do mundo, com sede na Suíça, O grupo teria formalizado seu interesse em ficar com uma participação inferior a 49% da distribuidora. Ressalte-se que dentro da Petrobras ainda não há um consenso em relação ao desfecho da operação. Representantes dos trabalhadores no Conselho ainda consideram a distribuição de combustíveis um negócio estratégico para a companhia e discordam da venda do controle da BR. No entanto, a vontade de Pedro Parente e, portanto, do governo deverá prevalecer. Até prova em contrário, o executivo chegou à estatal com carta branca para tudo.  Dói à alta direção da Petrobras que, no atual cenário, a companhia seja forçada a engolir a venda da BR a um preço subavaliado. Em outro momento, a operação representaria um reforço de caixa substancial para a empresa. Mas, em outro momento, talvez nem fosse necessário se desfazer da distribuidora. Engessada pelas limitações financeiras da sua nave-mãe, a BR tem visto a concorrência encostar nos seus calcanhares, algo que parecia inimaginável há alguns anos. A pressão ficou ainda maior com o anúncio da venda da Ale para o Grupo Ultra. Com a operação, a bandeira Ipiranga ultrapassará a estatal em número de postos: 9,2 mil contra 8,1 mil. Na venda de gasolina, a disputa irá para o photochart: o Ultra atingirá uma participação de mercado de 25,3%, milímetros atrás da BR (25,8%). No segmento de etanol, a ultrapassagem já está consumada. Com a Ale, a rede Ipiranga passará a ter quase 21% das vendas de álcool no país, contra 20% da BR. Procurada pelo RR, a Petrobras não comentou o assunto.

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09.06.16
ED. 5386

BTG vira a página na BR Properties

 O BTG atravessou mais uma estação da via crucis que tem percorrido para vender ativos e recompor sua estrutura de capital. O banco desfez-se de quase toda a sua participação na BR Properties, na esteira da oferta pública realizada pelo GP – novo controlador da empresa de investimentos imobiliários. O BTG teria amealhado cerca de R$ 500 milhões com a negociação de 14% da BR Properties – em dezembro, já havia embolsado R$ 460 milhões com a venda de outro lote de ações. O banco ainda manteve uma fatia residual de 4%, mas, a partir de agora, sem qualquer participação na gestão. Será um mero espectador numa empresa que já foi sua.  Para as circunstâncias, aceitar a oferta do GP – com um ágio de mais de 37% sobre o atual valor de mercado – era o que de melhor o BTG poderia fazer com um papel que acumula queda de 20% nos últimos 12 meses e de 70% em três anos. Agora, o banco se volta para uma etapa bem mais complexa da sua peregrinação em busca de capital: a venda da sua participação na PetroAfrica, a associação com a Petrobras costurada por André Esteves que tanta controvérsia gerou. Mas essa já é outra história. A seguinte empresa não comentou o assunto: BTG.

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26.04.16
ED. 5355

Sócios da Estácio selam tratado de paz

 A desarmonia societária da Estácio Participações está com os dias contados. Nesta quarta-feira, os principais acionistas vão se reunir na sede da companhia, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, para hastear a bandeira branca e selar importantes mudanças na administração. O empresário Chaim Zaher, maior acionista individual do grupo, com quase 15% do capital, firmou um acordo com os fundos de private equity para mudar a composição do conselho de administração da companhia. O atual chairman da Estácio, Eduardo Alcalay, deixará o cargo, voltando para a GP Investimentos. Será o fim de uma etapa. Alcalay é o executivo mais identificado com a velha ordem societária do grupo educacional, que era comandado pela GP – a gestora de recursos vendeu suas ações para Chaim em 2013.  No lugar de Eduardo Alcalay, assumirá o executivo João Cox, ex-presidente da Claro. Nome de consenso entre Chaim Zaher e os fundos de private equity que permanecem na sociedade, Oppenheimer, Lazard e Coronation, Cox emprestará seu prestígio à reestruturação da Estácio. Chaim terá a maior parte dos assentos no Conselho, com exceção dos membros independentes. Além dele, sua filha Thamila estará no conselho. Como parte do acordo, a diretoria será integralmente mantida sob o comando de Rogério Melzi por mais dois anos.

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 A BRZ Investimentos , que anda meio apagadinha, deverá voltar ao noticiário nos próximos dias. A gestora de recursos, nascida da costela da GP, estaria perto de se associar à Maricota Alimentos, empresa com faturamento de R$ 250 milhões. O aporte giraria em torno de R$ 80 milhões. Procurada, a Maricota nega a operação. Já a BRZ não quis se pronunciar.

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  A dupla Fersen Lambranho e Antonio Bonchristiano parece estar voltando à antiga forma. A GP Investimentos – que, nos últimos tempos, se notabilizou por negócios desastrosos, a exemplo de San Antonio, Lupatech e Imbra, e por seguidos prejuízos – está à frente de duas grandes operações de M&A. Além da oferta pública pelo controle da BR Properties, costura a associação entre a BHG, seu braço hoteleiro, e a Atlantica Hotels. O acordo daria origem ao segundo maior grupo do setor no Brasil e em condições reais de brigar pelo topo do ranking com a Accor. Juntas, BHG e Atlantica Hotels somariam 133 hotéis e 24 mil quartos, contra 170 unidades e cerca de 31 mil habitações da rede francesa no país. A operação contaria ainda com outros hóspedes de luxo. O novo grupo abrigaria em seu capital os fundos GTIS Partners, sócio da BHG, Tao Invest e Quantum, de George Soros – os dois últimos, acionistas da Atlantica Hotels. Procuradas, BHG e Atlantica Hotels negaram a negociação.  O grande desafio da GP neste momento é provar que seus alquimistas financeiros não perderam a mão. Nos últimos três anos, na contramão da sua história, a gestora de recursos transformou ouro em pedra. Entre 2013 e 2015, seu patrimônio em moeda forte caiu cerca de US$ 400 milhões devido à baixa contábil de ativos que prometiam grande retorno e se revelaram um fiasco. A empresa de planos dentários Imbra e o parque temático Hopi Hari, por exemplo, foram passados adiante por um valor simbólico. Entre janeiro e setembro do ano passado, a GP acumulou um prejuízo próximo dos R$ 100 milhões.  BHG e Atlantica Hotels, que administra bandeiras populares, como Quality e Confort, buscam maior escala para atravessar a baixa temporada do setor hoteleiro no Brasil. Em 2014 e 2015, a receita por apartamento cresceu apenas 1%, o índice mais baixo em uma década. Nos últimos quatro anos, a ocupação média no país recuou de 69% para 65%. Tanto a BHG quanto a Atlantica têm operado com taxas de rentabilidade cada vez menores.

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11.02.16
ED. 5304

Estre Ambiental é um copo cheio de impurezas

  Acusação de sonegação de impostos da ordem de R$ 110 milhões pelo Ministério Público Federal em São Paulo, cadeira cativa na Operação Lava-Jato, queda de receita, prejuízos, alto endividamento. A água da Estre Ambiental é imprópria para consumo humano. O empresário Wilson Quintella vê o que já foi um dos maiores grupos privados de serviços ambientais do país se evaporar sem encontrar uma solução para a encruzilhada em que o negócio se encontra. Uma parte expressiva dos contratos de concessão vence nos próximos 12 meses. A dívida de quase R$ 2 bilhões exige novos aportes de capital no curto prazo. De “dentro de casa”, o dinheiro dificilmente virá. A Angra Partners, dona de 8% do capital, não está disposta a colocar mais recursos na Estre e dá sinais de que quer pular fora do negócio. O BTG, então, nem se fala. Neste momento, o banco, que detém 32% da companhia, mal consegue ajudar a si próprio. Quintella foi buscar uma saída da porta para fora da empresa. Nos últimos meses, vem tentando fisgar um novo investidor, até o momento sem sucesso. As recentes gestões com a GP Investments e a espanhola GS Inima, que comprou recentemente ativos de saneamento do grupo OAS, esbarram na intransigência do empresário, que quer permanecer no negócio como um acionista relevante e tomar conta da gestão.  Wilson Quintella não se dá por vencido. Cria do ex-rei da soja, o falecido Olacyr de Moraes, de quem foi sócio na Constran – posteriormente comprada pela UTC (incrível como as águas da Lava-Jato sempre se encontram em algum ponto) –, o empresário já virou o jogo diversas outras vezes na vida. Às vezes, quando o jogo sequer havia começado. Do zero construiu uma holding na área de saneamento e serviços ambientais com 17 centros de tratamento de resíduos no Brasil, Argentina e Colômbia e faturamento de R$ 2,5 bilhões ao ano. Mas hoje as circunstâncias lhe são cada vez menos favoráveis. O alívio poderia vir do fundo FIFGTS, ao qual a Estre Ambiental solicitou um aporte da ordem de R$ 500 milhões. No entanto, o processo está parado no conselho curador do Fundo desde 2014 e não há qualquer previsão para ser concluído, ainda mais com a Lava-Jato no encalço da Estre e de Quintella.  A empresa Estre Ambiental não retornou ou não comentou o assunto.

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23.11.15
ED. 5253

Gazit Globe prepara o bote sobre a BR Malls

 A israelense Gazit Globe desembarcou na BR Malls com 2% do capital. Há cerca de dois meses, atingiu o patamar de 5%. De lá para cá, com novas aquisições em mercado – algumas delas realizadas por meio de outros veículos de investimento –, já estaria perto dos 10%, tornando-se um dos três principais acionistas. A julgar pela célere escalada e pelo tamanho dos israelenses – um dos maiores grupos mundiais do setor, com mais de 530 centros de compra em 20 países –, a Gazit Globe não entrou nos shoppings da BR Malls a passeio. Toda a coreografia indica que os israelenses estão montando uma posição expressiva no capital com o objetivo de participar ou mesmo assumir a gestão da maior empresa do segmento no Brasil, com 46 empreendimentos e receita anual de R$ 1,5 bilhão. BR Malls e Gazit Globe não comentam o assunto.  O capital pulverizado da BR Malls favorece a ofensiva da Gazit Globe. No limite, o grupo nem precisa atingir os 20% das ações ordinárias – o que, pelo estatuto da empresa, detonaria a pílula de veneno e o obrigaria a fazer uma oferta por todos os títulos em mercado. A rigor, bastam 14% para se transformar no maior sócio individual, posição que hoje cabe à gestora norte-americana Dodge & Cox, com 13,8%. Uma composição com outros acionistas expressivos, como a própria Dodge ou a também norte-americana BlackRock, daria à companhia israelense as condições necessárias para assumir a gestão da BR Malls. A Gazit Globe já desembolsou mais de R$ 1 bilhão na compra de oito shopping centers no Brasil, mas nada que se compare ao gigantismo da BR Malls. Ao assumir a empresa nascida de uma costela da GP Investimentos – e até hoje comandada pelo GP Boy Carlos Medeiros –, o grupo israelense praticamente quintuplicaria sua Área Bruta Locável (ABL) no Brasil, superando os 500 mil metros quadrados de lojas.

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  A GP Investimentos enxergou um veio de água potável minando entre os destroços da Lava Jato. A gestora de recursos está em negociações para a compra da OAS Soluções Ambientais e da CAB Ambiental, do Grupo Galvão. Segundo o RR apurou, o braço de saneamento da empreiteira de Cesar Mata Pires está avaliado em aproximadamente R$ 200 milhões. No caso da CAB, os valores sobre a mesa giram em torno dos R$ 500 milhões. Uma vez cravada a dupla aquisição, o caminho das pedras está traçado: o objetivo da GP é consolidar as duas companhias e criar um dos maiores grupos privados de saneamento do país. Juntas, CAB e OAS Soluções Ambientais somam um faturamento em torno de R$ 700 milhões, 20 concessões em cinco estados e aproximadamente 10% de market share. Entre as empresas privadas, a dupla ficaria atrás somente da Águas do Brasil e da Odebrecht Ambiental .  A GP se aproveita do momento de fragilidade de um setor umbilicalmente ligado às grandes empresas de construção pesada do país e, por isso mesmo, superofertado de ativos – outra empresa à venda é a Aegea, do Grupo Equipav.. A empresa nega a informação e ainda afirma que analisa oportunidades de aquisição. CAB e OAS Soluções Ambientais são companheiras de calvário. Seus acionistas controladores foram arrastados pelo “petrolão”, entraram em recuperação judicial e precisam vender ativos o quanto antes para salvar a própria pele. Como não poderia deixar de ser, tanto de um lado quanto de outro, a fonte secou. Enquanto a venda não sai, CAB e OAS não têm outra opção se não sugar o próprio caixa para tocar os projetos em curso em suas concessões. Não obstante a realidade dos fatos, a GP aposta suas fichas no potencial de crescimento das duas empresas. Com 18 concessões, a CAB cresceu 6% no ano passado, rompendo a marca de R$ 600 milhões em receita. A OAS tem um faturamento bem menor, em torno de R$ 80 milhões. Em compensação, como boa parte dos projetos entrou recentemente em operação, a empresa ainda está no período dos longos saltos. No ano passado, sua receita subiu 500%

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07.08.14
ED. 4930

A insônia de Chieko Aoki e o véu sobre a Blue Tree

 Lady Chieko Aoki desconhece o remanso. O sono é só ameaça. Passa noites e noites como se estivesse carregando correntes. Ela recita com a voz cálida: “A vida é apenas uma sombra que passa, um pobre ator que se agita, se exibe por uma hora no palco e depois se cala.” A Lady de olhos amendoados contorce-se como se fosse de luxúria ao estrilar que a noite efêmera da hotelaria é apenas “um relato cheio de som e fúria, narrado por um idiota e que não significa nada”. O futuro da Blue Tree – afirma a dona do condão – não teme diante da pintura do demônio. As imagens fazem curvas na mente de Lady Aoki. O que é o sonho? O que é a realidade? É devaneio ou verdade que o Santander detém o mandato para a venda da Blue Tree? Será uma profecia soprada pelo vento a existência de dois contendores de adaga em punho disputando a compra do grupo? Lady Aoki não teme a fraqueza da vontade. Insone, absolutamente lívida, na fronteira da exaustão, enxerga-se sentada frente a frente, ora com executivos da francesa Accor, ora com representantes da BHG, braço hoteleiro da GP. Será delírio? A bela do oriente acha que somente os adormecidos e mortos são imagens. Não são os lacaios com os olhos cobertos de sangue e pintados de ouro que revelam a intenção da BHG de usar a marca Blue Tree em substituição a  bandeira Golden Tulip, sobre a qual a empresa é obrigada a pagar royalties a  norteamericana Starwood. “Não há farsa nessa convicção”, afirma rodopiante em volta de si própria. A crueza do mundo real fere. Mas não há dor maior do que a dos tumores lancinando o templo das ideias. Oh, espíritos, o Blue Tree é um bom negócio? Sim, mesmo que sirva tão somente para evitar a vitória na disputa entre os fariseus concorrentes. Só o tempo poderá dizer o que é magma e o que é onírico nas digressões de Lady Aoki. Mas não é o enevoado da dúvida que neblina o momento do Blue Tree. Até os deuses mais incorruptíveis ecoam que, nos últimos anos, a rede ficou marcada pelas sucessivas perdas de hotéis. Foram degolados como criancinhas em um sabá de bruxas os resorts de Cabo de Santo Agostinho (PE) e de Angra dos Reis (RJ), ambos pertencentes a  Funcef. Como se tivesse a bênção de miseráveis espíritos, foi arrancada do corpo a unidade da Alameda Santos, em São Paulo, engolfada pelo Ramada e seu oceano. Nos olhos de Lady nasceram teias e seu marejado é viscoso. Ela pragueja contra as divindades e o grupo norte-americano Radisson, que lhe extraiu um hotel em Porto Alegre e deixou-lhe uma cicatriz. Lady Aoki enxerga um mar se tingindo da cor sanguínea nas terras onde foram erguidos o Blue Tree Faria Lima, na capital paulista, e outro resort, agora em Búzios, na Região dos Lagos fluminense. A rainha da sedução aponta o indicador para impostores alardeando a insatisfação com os resultados da operação hoteleira. As labaredas de um lugar infecto cospem dejetos sobre a rede da Blue Tree na Região Amazônica. Restrita a um solitário hotel, ela sofreria de inanição. Em seus devaneios, Lady chicoteia os mercadores que teriam recusado sua oferta para um hotel cinco estrelas em Belém. Parece até que o tampo da eternidade irá desabrir sobre a Blue Tree. Empoleirado em seu ombro, o corvo grasna: “Deixem Lady Chieko Aoki em paz com sua insônia.”

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