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07.11.17
ED. 5740

Anúncio

A Gerdau vai anunciar nas próximas semanas a venda de sua usina na Índia.

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31.10.17
ED. 5736

Laminador

Meta perseguida pela Gerdau e, por ora, guardada a sete chaves pela companhia: achatar a relação dívida líquida/Ebitda a 2,5 vezes até o fim de 2018 – hoje o nível de alavancagem é de 3,5 para um. Ou seja: muito ativo ainda vai ser queimado no plano de desmobilização dos Gerdau, que já gerou quase R$ 3 bilhões.

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13.09.17
ED. 5703

Um candidato de aço

A Zelotes, ao que tudo indica, não tirou o prestígio de André Gerdau Johannpeter. O herdeiro da Gerdau está no radar do Partido Novo, que busca um nome para concorrer ao governo do Rio Grande do Sul. Ressalte-se que o empresário anunciou recentemente sua saída da presidência do grupo. Em tempo: o liaison entre o siderúrgico clã e o Partido Novo é feito pela estrela da sigla. Bernardinho, virtual candidato ao governo do Rio, não esconde sua admiração por Jorge Gerdau. Em suas palestras, costuma citar reflexões do empresário.

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28.08.17
ED. 5692

Saideira

Antes de deixar a presidência executiva da Gerdau, em janeiro, André Gerdau Johannpeter deverá assinar a venda de mais uma usina nos Estados Unidos, precisamente na Califórnia.

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08.08.17
ED. 5678

Braskem abre a porteira para um “Bye, bye, Brasil” corporativo

A virtual conversão da Braskem em empresa norte-americana, com a transferência da sua sede para os Estados Unidos e negociação das suas ações na New York Exchange, acendeu uma luz amarela. Há um movimento embrionário de êxodo das empresas brasileiras para o exterior. Segundo a fonte do RR, Gerdau e Ioschpe Maxion são duas das companhias que estariam com estudos avançados para realizar o seu “Bye, bye, Brasil”.

A Gerdau é a empresa brasileira com maior índice de transnacionalidade, com 57% das suas receitas provenientes de operações de fora do país. A Iochpe Maxion, que produz autopeças e equipamentos, é a segunda multinacional verde-amarela em internacionalização, segundo medição da Fundação Dom Cabral. Comenta-se que também a Camargo Corrêa analisa tornar-se uma firma europeia.

Procuradas, Gerdau e Camargo Corrêa negaram a transferência da sede. A Iochpe Maxion não se pronunciou. O argumento utilizado por grande parte dessas empresas é a manutenção da maior parte das suas operações no exterior. São fatores relevantes para a troca de nacionalidade a redução dos elevados ônus fiscal-tributário e financeiro e o descarte do Custo Brasil.

Em alguns casos, a Lava Jato também é levada em consideração. Em outubro do ano passado, o BNDES brecou a desnacionalização da JBS, cujo plano de reestruturação a tornaria uma empresa irlandesa com ações negociadas na bolsa norte-americana e transferência de ativos que representam 85% da geração de caixa operacional. A deterioração da economia do país e a percepção crescente de que a crise é estrutural são fortes estímulos para que casos pontuais se transformem em um efeito manada.

Até porque o mercado sanciona essa decisão com valorizações expressivas do capital das empresas. O legendário ex-presidente da Rhodia no país, Edson Musa, dizia que é tão ou mais preocupante do que o desejo dos brasileiros de deixar o país era o das empresas nacionais quererem transferir suas sedes para o exterior. A exportação do centro de decisão dessas companhias vai resgatando o Brasil-Colônia, no qual as elites comandam a distância as operações fabris e extrativistas.

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20.07.17
ED. 5665

Novo marco regulatório causa curto-circuito no setor elétrico

Nem bem foi anunciado, o modelo do novo marco regulatório do setor elétrico já deverá sofrer uma recauchutagem. No próprio governo, o entendimento é que algumas das mudanças apresentadas pelo ministro Fernando Coelho Filho no início do mês passaram do ponto. Desde já, o objetivo é aplanar as arestas com as geradoras e distribuidoras. As empresas têm torpedeado Coelho Filho com duras críticas ao texto da Medida Provisória, por entender que, como está, ele favorece em demasia os comercializadores e os grandes consumidores.

A percepção é que as mudanças criarão um desequilíbrio ainda maior no mercado, beneficiando alguns dos maiores grupos industriais do país que, nos últimos anos, praticamente transformaram a produção e comercialização de energia em seu core business, a exemplo de Gerdau, ArcelorMittal, Votorantim etc. Não por acaso, a proposta já está sendo chamada ironicamente no setor de “MP da Abraceel” – uma referência à Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia. O ponto nevrálgico é a redução da barreira de entrada no mercado livre. Hoje, apenas os consumidores com demanda a partir de três megawatts podem comprar energia no segmento. O novo marco deixa o sarrafo bem perto do chão, baixando essa exigência para 0,5 MW. Ou seja: um espectro ainda maior de consumidores poderá acessar o mercado livre, deixando de adquirir energia das distribuidoras.

Outra questão que tem gerado controvérsia e deverá ser revista pelo governo é a ampliação do limite de contratação livre nos leilões de energia de 50% para 75%. Ou seja: a demanda para o mercado cativo assegurada por lei passaria a ser de apenas 25%. Ao soltar as amarras do mercado livre e achatar o mercado cativo, o governo aplicará um duro golpe nos grupos que investiram na ampliação do seu parque gerador com base no atual arcabouço regulatório, além do potencial impacto negativo sobre projetos futuros no segmento.

Na avaliação das empresas de geração, as consequências serão ainda mais graves no caso das companhias que apostaram em fontes alternativas, casos, por exemplo, de CPFL, Brookfield e Enel. Isso para não falar do aumento das tarifas, já admitido pelo próprio ministro Coelho Filho. Consultado pelo RR, o Ministério de Minas e Energia disse que é “precipitado falar em alterações” e só avaliará a necessidade de mudanças após a fase de contribuições do setor. A Abraceel, por sua vez, afirmou que o texto é positivo e “beneficia todo o setor elétrico e não especialmente as comercializadoras”.

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31.05.17
ED. 5630

Gerdau passa a lâmina em seus ativos nos Estados Unidos

Depois de Ásia, Europa e América do Sul, o processo de desmobilização de ativos da Gerdau volta ao seu ponto de partida, os Estados Unidos. O grupo está em conversações com a japonesa Kyoei Steel para a venda de sua usina de Rancho Cucamonga, na Califórnia. A fábrica tem capacidade de produção de aproximadamente 750 mil toneladas de aços longos por ano.

Segundo o RR apurou, a negociação é o ponto de partida de uma nova temporada de alienação de ativos no mercado norte-americano. Entre 2015 e 2016, a Gerdau já havia se desfeito de cinco usinas nos Estados Unidos. Consultada, a companhia disse que “não comenta rumores de mercado”. Mas “enfatiza que segue com sua estratégia de avaliação de seus ativos, visando focar seus esforços naqueles que geram maior rentabilidade.”

Nem em seus tempos de seleção brasileira de hipismo, André Gerdau Johannpeter deparava-se com tantos obstáculos. O percurso do herdeiro de Jorge Gerdau tem sido dos mais acidentados. Inclui o indiciamento na Operação Zelotes por suspeita de pagamento de propina a conselheiros do Carf, uma constrangedora condução coercitiva pela Polícia Federal, a grave crise do setor siderúrgico nacional e a necessidade de se desfazer de ativos para cobrir os seguidos prejuízos contabilizados pelo grupo.

Os resultados da companhia derretem ano a ano. As perdas acumuladas em 2015 e 2016 passaram de R$ 7,3 bilhões. No ano passado, a receita global caiu 14%. Não fosse ele próprio o dono do haras, certamente André Gerdau já teria caído do cavalo. No ano passado, a Gerdau vendeu R$ 1,3 bilhão em ativos. Não deu nem para a saída. A meta é amealhar mais R$ 1,5 bilhão até junho de 2018. Nenhuma subsidiária está imune à lâmina dos Gerdau. A usina de Rancho Cucamonga se junta a outras operações da Gerdau que estão sobre o balcão neste momento: a mexicana Sidertul e a indiana SJK Steel Plant – a venda desta última foi antecipada pelo RR na edição de 31 de março.

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03.04.17
ED. 5591

Um contencioso de alta voltagem

O governo entrou em rota de colisão com grandes grupos industriais intensivos em energia elétrica. Votorantim, Gerdau, Suzano e ArcelorMittal, entre outras, pressionam o Ministério de Minas e Energia a, ao menos, reduzir o repasse para o consumidor final do reajuste das tarifas realizado para viabilizar o pagamento da RBSE (Rede Básica do Sistema Existente), uma espécie de indenização paga às empresas de transmissão. Segundo estimativas preliminares da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriai de Energia (Abrace), o novo reajuste vai representar um aumento médio de 20% a 30% para a indústria. A tendência é que a Abrace leve o caso à Justiça caso as tratativas com o governo fracassem. O pagamento da RBSE foi uma exigência dos investidores da área de transmissão de energia para aderirem ao plano de renovação antecipada das concessões. No entanto, os grandes consumidores industriais alegam que a indenização não tem fundamento, uma vez que as licenças de transmissão nunca expiraram. Por esta razão, o reembolso de bens não depreciados não teria amparo legal.

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31.03.17
ED. 5590

Gerdau derrete mais uma usina no exterior

Se a Era Jorge Gerdau se notabilizou pela internacionalização do grupo, a gestão de André Gerdau Johannpeter poderá ficar marcada pelo desmonte de boa parte da operação da siderúrgica no exterior. A Gerdau colocou à venda sua usina de aços especiais na Índia. A negociação gira entre US$ 170 milhões e US$ 200 milhões.

A planta localizada na cidade de Tadipatri, com capacidade instalada de 320 mil toneladas/ano, se junta a uma já extensa lista de ativos desmobilizados desde 2015. Em menos de dois anos, a Gerdau se desfez das espanholas Sidenor e Forjanor, além de cinco usinas nos Estados Unidos. Até o momento, o grupo já amealhou cerca de US$ 600 milhões – um terço com a venda da Sidenor.

O plano de desmobilização de ativos da Gerdau representa, em certa medida, o desmanche do processo de ocupação geoeconômica conduzido por Jorge Gerdau, notadamente na virada da década de 90 para os anos 2000. Primeiro, a saída da Europa. Agora, a venda da única planta na Ásia. Com isso, toda a operação internacional do grupo ficará restrita às Américas.

E, ainda assim, a cartografia da Gerdau no continente não deverá permanecer a mesma por muito tempo. Além da já anunciada venda de 50% da colombiana Diaco, a siderúrgica pretende negociar outros sites na América Latina. Ao todo, a Gerdau está presente em 10 países da região. A meta da companhia é arrecadar entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão com a negociação de ativos ao longo dos próximos 18 meses.

André Gerdau, a personificação da terceira geração do clã no comando do grupo, é um homem premido pelas circunstâncias. A Gerdau tem se desfeito de ativos diante da necessidade de reduzir seu endividamento. A empresa terminou 2016 com uma dívida líquida em torno de R$ 14,5 bilhões. O objetivo é abater pouco mais de R$ 4,5 bilhões, trazendo essa incômoda cifra para um dígito e reduzindo a relação passivo/ebitda a algo próximo de três para um. Ao longo de 2016, a Gerdau conseguiu diminuir essa proporção de 4,2 para 3,5 vezes.

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20.02.17
ED. 5564

ArcelorMittal quer o aço dos Ermírio de Moraes

A ArcelorMittal estaria negociando a compra das usinas de aços longos da Votorantim Siderurgia em Resende e Barra Mansa, no sul fluminense. Segundo o RR apurou, a operação poderá envolver ainda as unidades internacionais da companhia, localizadas em Bragado, na Grande Buenos Aires, e em Boyacá, na Colômbia. O pacote estaria avaliado em aproximadamente US$ 500 milhões.

Caso seja sacramentada, a negociação lançará dúvidas sobre o próprio futuro dos Ermírio de Moraes na siderurgia. As quatro usinas somam uma capacidade da ordem de 2,4 milhões de toneladas, ou o equivalente a mais de 80% da produção da Votorantim Siderurgia. A princípio, a empresa ficaria apenas com uma usina, a Sitrel, joint venture com o empresário gaúcho Alexandre Grendene. Instalada em Três Lagoas (MS), ela tem capacidade para produzir 400 mil toneladas de aços longos.

Em 2011, os Ermírio de Moraes se desfizeram do seu principal e mais estratégico ativo na siderurgia: a participação de quase 13% no bloco de controle da Usiminas. Desde então, a permanência da Votorantim no setor tem sido alvo de especulações, alimentadas pelas seguidas sinalizações de que o grupo venderá ativos para fazer caixa e também pelos resultados cadentes da operação. Entre janeiro e setembro de 2016, a receita líquida da Votorantim Siderurgia caiu 20% em relação a igual período no ano anterior.

O prejuízo de R$ 10 milhões se transformou em uma perda de R$ 120 milhões. Ao comprar as usinas da Votorantim, a ArcelorMittal, por sua vez, aumentará ainda mais seu poder de fogo na precificação do aço longo no mercado brasileiro – primazia que já divide com a Gerdau. Isso em um momento curioso: historicamente o sobrepreço interno em relação às cotações internacionais sempre foi maior no segmento de produtos longos do que aços planos.

No ano passado, a situação se inverteu. Com a crise no setor de construção, principal destino do aço longo, as siderúrgicas tiveram de pisar no freio e sacrificar margens. Arcelor e Gerdau chegaram a oferecer descontos de até 20% sobre o preço de produtos importados para não perder mercado.

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05.12.16
ED. 5509

Uma joint venture que já nasce torta

A joint venture entre Gerdau, Sumitomo e JSW, voltada à produção de peças de aço para a indústria eólica, já nasce em um ambiente de fricção. O grupo gaúcho estaria insistindo em mudar a composição do controle antes mesmo de a associação ser formalmente constituída. O pomo da discórdia seria 1% do capital da empresa – exatamente aquele 1% que separa os que mandam dos que obedecem.

A Gerdau quer ter o controle acionário, com 51%, empurrando Sumitomo e JSW para uma posição de coadjuvantes. A dupla nipônica pretende dividir o capital meio a meio. Procurada, a Gerdau nega haver desavenças entre os sócios. Está feito o registro. Cada lado tem suas justificativas para o cabo de guerra societário: os gaúchos privilegiam os ativos industriais que serão aportados no empreendimento. Os equipamentos vão ser fabricados em parte da unidade da Gerdau em Pindamonhangaba (SP). Os japoneses, no entanto, entendem que de nada valeria o site se não fosse o seu aporte no empreendimento.

Por esta razão, querem fazer valer a sua condição de responsáveis pela maior parte da grana, de aproximadamente R$ 300 milhões. No fim, tudo vai se ajeitar entre Gerdau, Sumitomo e JSW, mas sabe-se lá que rusgas e eventuais rancores serão levados para o restante da relação.

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14.09.16
ED. 5454

Pequeno gigante

 Devagar, devagarinho, o investidor ativista Silvio Tini já soma quase 6% de ordinárias da Gerdau. Tini é conhecido por azucrinar a vida de acionistas controladores.

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12.08.16
ED. 5432

Maia serve um aperitivo do parlamentarismo branco

 Os principais empresários do país experimentaram as delícias de um semi-parlamentarismo, na última quarta-feira, em Brasília. O Instituto Talento, híbrido de centro de pesquisas e núcleo de articulação política dos dirigentes do setor privado, conduziu sua caravana para uma reunião histórica entre a nata do empresariado e o novo estamento pós-PT. As reuniões com Henrique Meirelles, na parte da manhã, e Michel Temer, à tarde, foram fartamente noticiadas. Pouco se falou, contudo, da reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, esta, sim, a grande surpresa do dia. Antes de colocar tintas mais vivas no episódio, é bom situar quem estava presente na comitiva do Instituto Talento, em ordem decrescente por vulcanização dos neurônios – avaliação por conta e risco do RR: Luiz Carlos Trabuco (Bradesco), Beto Sicupira (Ambev), Pedro Moreira Salles (Itaú -Unibanco), Pedro Passos (Natura), Carlos Jereissati (Jereissati Participações), Vicente Falconi (Consultoria Falconi) Josué Gomes da Silva (Coteminas), Edson Bueno (Dasa) e Jorge Gerdau Johannpeter (Gerdau). O empresário José Roberto Ermírio de Moraes deveria estar presente, mas, por motivos de agenda, deixou ficar para outra oportunidade. Sim, porque deverão ocorrer outros encontros, inclusive para evitar que este inicial se caracterize como um espasmo tão somente.  A primeira das novidades foi a transferência da reunião formal que estava prevista com Rodrigo Maia, na sala da presidência da Câmara dos Deputados, para um almoço descontraído em sua residência oficial. O que estava por vir seria ainda mais surpreendente. Maia recebeu os presentes ao lado do deputado Orlando Silva (PCdoB), ex-ministro dos Esportes de Dilma Rousseff. Exatos dois minutos após as mesuras de praxe, adentrou ao gramado o deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA), uma das vozes mais aguerridas contra a presidente que vai ser julgada pelo Senado Federal, mas também envolvido em caso de propina. O desfile dos líderes seguiu embalado e com intervalos curtos de chegada: André Moura (PSC-SE), líder do governo na Câmara; Heráclito Fortes (PSB-PI); Weverton Rocha (PDT-MA); Rubem Bueno (PPS-PR); e, pasmem, Vicente Cândido (PT-SP). O líder do PT na Câmara é assim e assado com Luiz Inácio Lula da Silva. Os empresários interpretaram sua presença no evento como uma representação do próprio Lula. Mas Maia foi quem deitou e rolou.  Jorge Gerdau, o mais escolado nas práticas de Brasília, disse em bom tom que nunca viu um presidente da Câmara dos Deputados que tivesse convidado todas as lideranças partidárias para uma reunião com empresários – algumas só faltaram porque o convite foi feito de véspera. “No máximo, chamavam uma ou duas”. Não houve conversa de pé de ouvido. Todos sem exceção fizeram uma breve exposição. Os empresários foram convocados a se fazer mais presentes em debate de mérito. Estes, por sua vez, anunciaram que entendem não ser possível reduzir a carga tributária nesse cenário e defendem a preservação das políticas sociais como premissa no ajuste fiscal. O ponto mais alto: os líderes se comprometeram a apoiar todos os projetos voltados a suspender a recessão que assola o país. Depois do almoço, a sensação dos presentes era que o clima seco de Brasília tornou-se arejado, civilizadíssimo. Pelo menos por um dia. Não entrou em pauta a tão almejada revogação de direitos constitucionais em prol da eficiência e da produtividade empresarial. O resultado já estava de bom tamanho.

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01.07.16
ED. 5402

Paternidade

 Todos querem André Johannpeter Gerdau. Seis deputados federais integrantes da CPI do Carf já apresentaram requerimento para a convocação do presidente da Gerdau .

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13.04.16
ED. 5347

Retiro espiritual

 Jorge Gerdau se fechou em copas desde que a Operação Zelotes bateu à sua porta. O episódio abateu psicologicamente o barão do aço.

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17.03.16
ED. 5329

Gerdau prepara sua saída da Espanha e da Índia

  Ao contrário do tom evasivo que marcou as declarações de André Gerdau Johannpeter a analistas de mercado, a venda de ativos da Gerdau não é uma possibilidade em estudo, mas, sim, um fato decidido e já em curso. Segundo o RR apurou, o grupo procura um comprador para suas operações de aços especiais na Espanha e na Índia, reunidas, respectivamente, sob as controladas Sidenor e SJK Steel. O pacote inclui três usinas nas cidades espanholas de Reinosa, Basauri e Vitoria e uma planta industrial em Tadipatri, próximo a Bangalore. As quatro unidades somam uma produção de aproximadamente um milhão de toneladas/ano. Significa dizer que a Gerdau está se desfazendo de quase 20% de sua capacidade instalada no segmento, em torno de 4,5 milhões de toneladas. Uma vez sacramentada, a venda da Sidenor e da SJK representará ainda uma guinada do ponto de vista geoeconômico: o grupo passará a concentrar todas as suas operações de aços especiais no Brasil e nos Estados Unidos. Consultada, a Gerdau afirma que ainda não há decisão “sobre a venda desses ativos”.  A combinação de fatores que obriga a Gerdau a se desfazer de ativos vai além do prejuízo recorde de R$ 4,6 bilhões registrado no ano passado. Um dos pontos mais delicados é a escalada da dívida do grupo. A Gerdau não é a Usiminas e tampouco a CSN, mas seu nível de alavancagem avança em um ritmo preocupante. Nos últimos 12 meses, a relação dívida líquida/Ebitda saltou de 2,7 vezes para 4,2 vezes. Acima de todas as demais motivações, há quem veja na medida uma ação profilática dos Gerdau contra o “Risco Carf”. O grupo tem pendências fiscais de R$ 1,5 bilhão, objeto de recursos que deverão ser julgados pelo Conselho Administrativo ainda neste ano – processos estes que, como se sabe, tragaram a siderúrgica para dentro da Operação Zelotes. Ressalte-se que a própria empresa admitiu não ter feito qualquer provisão para o eventual débito fiscal. E este não é o único risco. Além da dívida tributária em si, há a ameaça de que a Gerdau tenha de arcar com uma pesada multa caso seja comprovado seu envolvimento no esquema de compra de sentenças no Carf. A cifra que atormenta os Gerdau chega a R$ 5 bilhões – número soprado pelo próprio Procurador da República Frederico Paiva, responsável pelas investigações no âmbito da Zelotes.

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02.02.16
ED. 5300

 Todo sabido tem seu dia de “mané”

 O banqueiro Daniel Dantas perdeu uma grana alta com ações da Gerdau do e Itaú. Mas, no mercado, diz-se que o prejuízo maior foi com ações do BTG.

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22.12.15
ED. 5274

Altíssimo-forno

 Enquanto Jorge Gerdau fala em um pacto nacional, André Gerdau Johannpeter derrete empregos. O empresário estuda o fechamento em definitivo da usina de aços longos da Gerdau na Bahia, a Usiba. A produção está temporariamente suspensa, e cerca de 120 funcionários já foram demitidos. Procurada, a Gerdau confirmou a “hibernação da área de laminação”, mas garantiu que a medida é “temporária”.

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01.10.15
ED. 5218

Holofotes sobre a Gerdau

A Gerdau tem fortes motivos para acompanhar a 19ª Reunião da CPI do Carf, programada para hoje, às 9h. Está prevista a votação do requerimento do senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), com o pedido de acareação entre Hugo Rodrigues Borges e Gegliane Maria Bessa Pinto. Os parlamentares estão convictos de que conseguirão extrair desse encontro face a face novas revelações sobre as empresas investigadas na Operação Zelotes, mais particularmente a Gerdau. Hugo e Gegliane trabalhavam no J.R. Silva Advogados & Associados, escritório de advocacia de José Ricardo da Silva, ex-integrante do Carf e, segundo as investigações, um dos principais beneficiados do suposto esquema de propinas montado no Conselho. Em seus depoimentos individuais à CPI, ambos deram detalhes das relações do escritório com políticos e empresas. Neste caso, os holofotes se voltam na direção da Gerdau. José Ricardo da Silva foi relator de duas causas movidos pela Gerdau para contestar cobranças do Fisco da ordem de R$ 4 bilhões. Em janeiro do ano passado, a conselheira Susy Hoffmann pediu vistas dos dois processos, interrompendo o julgamento. Poucos dias depois, Silva deixou o Carf.

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A disposição de Dilma Rousseff em criar um núcleo duro empresarial no seu governo, com forte participação em uma futura reforma ministerial, está esbarrando na diversidade dos interesses e ideias da categoria. O apoio do empresariado foi apresentado à presidente como uma terceira via para lidar com a borrasca perfeita do seu governo: base aliada dividida, Congresso hostil, crash de popularidade, corrupção, ministério fisiológico, inflação, recessão etc. A ideia de trazer a burguesia para compor a regência é um chiclete mastigado. Lula defende um diálogo maior com o setor privado desde a formação do ministério do segundo mandato. O chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que tem bons amigos entre os empresários, é entusiasta antigo dessa aproximação e adepto da criação de um conselho consultivo de dirigentes do setor privado – a presidente ouve falar em conselheiros e quer logo pegar em uma pistola. Na última vez, mirou o alvo e assassinou o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Joaquim Levy veio bater na mesma tecla de atração do empresariado. A estratégia caiu na boca do povo, e ministros como Armando Monteiro e Nelson Barbosa, além dos “aliados” Michel Temer e Renan Calheiros, correram para os braços dos empresários. Os interesses nesses jantares, almoços e reuniões variam do oportunismo mais rastaquera até nobres tentativas de apoio. Em comum, o fato de que todos batem cabeça. Os empresários não têm “uma agenda para o desenvolvimento”, até porque, “agendas” – enfatize-se o plural – é o que não falta. Não há nada nesse empresariado que lembre os Srs. Augusto Trajano de Azevedo Antunes, Gastão Bueno Vidigal, Antonio Gallotti, Walther Moreira Salles, Amador Aguiar, Cândido Guinle de Paula Machado e… Roberto Marinho. Uma elite orgânica, conservadora modernizante, frequentadora entre si, empreendedora, com um projeto permanente de conquista do Estado e ciosa de previsibilidade. O atual rating dos endinheirados varia conforme as notas sobre a gradação financeira, respeitabilidade, presença na mídia e dependência financeira do governo. Há análises combinatórias. O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, tem relacionamentos com o governo, respeitabilidade e porte financeiro. O presidente do Itaú, Roberto Setubal, respeitabilidade e grana, mas nunca foi bem visto no Planalto. Jorge Gerdau, arroz de festa nas especulações ministeriais, é, no momento, potencial candidato a pedir o auxílio do governo. O presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva, já foi aspirante a ministro da Fazenda antes de Joaquim Levy. É identificado como um sincero colaborador. Os dirigentes da Natura, Guilherme Leal e Pedro Passos – este último presidente do IEDI – são anunciados como presentes em todos os encontros, mas nunca participaram de nenhum. E tome de Benjamin Steinbruch, Rubens Ometto, Edson Bueno, Cledorvino Belini, Joesley Batista e tantos e tantos outros. Ressalvas para Paulo Skaf, considerado pelos seus pares o “Guido Mantega do empresariado”. São tantas as diferenças para um único consenso: Dilma é vista por todos como um estorvo. Se a realidade refletir o que é dito pelos empresários à boca pequena, o apoio à presidente não passa de um autoengano de Dilma.

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17.08.15
ED. 5186

Gerdau

No epicentro da Operação Zelotes, a Gerdau estuda retirar os processos no Carf por meio dos quais contesta a cobrança de R$ 1 bilhão em impostos. O ato seguinte seria a adesão ao Programa de Redução de Litígios Tributários da Fazenda. Do ponto de vista fiscal, resolveria a pendenga. No aspecto jurídico-criminal, no entanto, talvez seja tarde demais. Consultada, a Gerdau disse que não comenta processos em andamento.

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13.07.15
ED. 5161

Lacuna

“Quando a CPI do Carf começa para valer?”. A pergunta tem sido feita nos corredores do Senado. Sai convocado, entra convocado e nada de a CPI convidar qualquer dirigente da Gerdau, apontada pelas investigações como uma das principais beneficiadas pelo suposto esquema de venda de decisões do Carf.

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03.07.15
ED. 5155

Trilho chinês

A chinesa Pangnang procura um parceiro para montar uma fábrica de trilhos no Brasil. Poderia – quem sabe? – bater na porta da Gerdau. Este é um projeto antigo de Jorge Gerdau, que vai e volta, vai e volta, vai e volta.

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08.06.15
ED. 5136

Frente e verso

Há dois meses espocam no noticiário seguidos detalhes sobre o envolvimento da Gerdau no escândalo do Carf. Ainda assim, sempre que procurado sobre o tema, o grupo insiste em dizer que, até o momento, não recebeu qualquer notificação formal das autoridades. Estranho! Quando essas duas realidades vão se encontrar?

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06.05.15
ED. 5114

Decantação

Envolvida no escândalo do Carf, a Gerdau quer deixar as páginas policiais e voltar ao noticiário corporativo. Após a temporada de mudanças no Conselho, com a ascensão da quinta geração da família, o grupo deverá anunciar uma reestruturação societária. Um dos pontos principais seria a criação de uma empresa de participações que absorverá negócios fora da siderurgia. Procurada, a Gerdau disse “não confirmar a informação”.

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17.04.15
ED. 5103

Gerdau, Carf e um rastilho de coincidências

Pouco a pouco, algumas peças vão se encaixando no quebra-cabeças da Operação Zelotes. No caso específico do ex-conselheiro do Carf José Ricardo Silva e da Gerdau, a imagem que começa a se formar é a mais nebulosa possível. A cronologia dos derradeiros passos do ex-conselheiro lança mais dúvidas sobre seu relacionamento com o grupo gaúcho. Há inexplicadas coincidências entre o timing da saída de Silva do Carf e o julgamento dos processos de nos 10680.724392/2010- 28 e 11080.723701/2010- 74, por meio dos quais a siderúrgica contesta autuações do Fisco da ordem de R$ 4 bilhões. Os fatos só agravam a situação dos Gerdau, que, segundo as investigações da Polícia Federal, teriam negociado o pagamento de propina em troca de decisões favoráveis no Carf. Aliás, neste momento, não há nada que irrite mais Jorge Gerdau do que ser chamado de corrupto, um epíteto que não se coaduna com sua ilibada trajetória. Os dois procedimentos administrativos entraram na pauta de julgamento da sessão de 28 de janeiro de 2014 da 1ª Turma da Câmara Superior de Recursos Fiscais (CSRF). No entanto, como mostra a ata da sessão, a então vice-presidente do Carf Susy Hoffmann pediu vista dos processos. A Gerdau se encheu de esperanças. Desnecessário dizer que estes procedimentos administrativos tinham como relator exatamente José Ricardo da Silva, apontado pela PF como um dos líderes do suposto esquema de propinas no Carf. Apenas dois dias depois deste pedido de vista, ou seja, em 30 de janeiro de 2014, Silva protocolou seu pedido de dispensa do Carf, conforme consta do processo no 15169.000010/2014- 11. Sua saída se formalizou em portaria publicada no DOU de 7 de fevereiro, a dois anos e dois meses do fim do seu mandato. Por alguma razão, Silva considerou que sua missão no Carf já estava cumprida. Há ainda outra insólita proximidade de datas. Segundo informações vazadas na imprensa, a PF começou a investigar as denúncias de propina dentro do Carf em fevereiro de 2014, a partir de cartas anônimas certamente recebidas antes do pedido de dispensa protocolado por Silva. A saída de José Ricardo da Silva do conselho não encerra a sequência de estranhezas. Pelo regimento do Carf, nos casos de pedido de vista, o processo deve ser obrigatoriamente incluído na pauta de julgamentos da reunião subsequente. Entretanto, não foi o que ocorreu no caso da Gerdau. A 1ª Turma da CSRF voltou a se reunir no dia 18 de março de 2014, mas os dois processos não entraram em pauta. Até hoje aguardam julgamento. Consultada, a Gerdau disse que “até o momento não foi contatada por nenhuma autoridade pública a respeito da Operação Zelotes”. Garantiu ainda que “nenhuma importância foi paga a qualquer pessoa física ou jurídica por conta de sua atuação em nome da Gerdau junto ao Carf”. O RR fez várias tentativas de contato com José Ricardo da Silva, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.

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