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29.05.17
ED. 5628

JHSF é um acrônimo em busca de dias melhores

O empresário José Auriemo Neto pretende vender parte ou mesmo o controle do aeroporto executivo Catarina, em São Roque (SP). A chegada de um novo investidor tornou-se fundamental para a continuidade do empreendimento. Nos cálculos da JHSF, a empresa de Auriemo, faltariam ainda cerca de R$ 50 milhões de um orçamento previsto de R$ 300 milhões para a conclusão da primeira fase das obras e a inauguração do terminal. Este é o menor dos problemas.

O investimento total chega a R$ 1,2 bilhão. Não é do caixa da JHSF que esse dinheiro vai decolar. Pelo planejamento original, o aeroporto deveria ter sido inaugurado no segundo semestre do ano passado, mas as obras perderam velocidade com as dificuldades de financiamento.

O aeroporto Catarina é o eixo central de um processo de desmobilização de ativos, fundamental para recolocar a JHSF nos trilhos. A companhia procura um sócio para os shoppings Bela Vista, em Salvador, e Ponta Negra, em Manaus. Estuda também reduzir ainda mais sua participação no Cidade Jardim, uma decisão particularmente dolorosa para Auriemo – o empreendimento é o xodó de “Zeco”, como o empresário é chamado pelos mais próximos. As circunstâncias, no entanto, pedem medidas mais duras. A empresa sentiu os efeitos da crise econômica, potencializados pelo endividamento do grupo.

Há pouco mais de um ano, a relação dívida líquida/Ebitda bateu em 5,2 vezes, disparando o sinal de alerta. Em 12 meses, essa proporção caiu a 2,8 vezes à custa de corte de investimentos e da venda de 33% do Shopping Cidade Jardim, para a israelense Gazit-Globe. Ainda não teria sido o suficiente.

O aeroporto Catarina é o emblema maior da diversificação dos negócios de Auriemo, o construtor por trás de alguns dos mais luxuosos projetos imobiliários de São Paulo. Mas é também o símbolo dos recentes desvãos na sua trajetória empresarial. Catarina levou Auriemo a fechar um acordo de delação premiada no âmbito da Operação Acrônimo.

O empresário confessou ter doado ilegalmente R$ 1 milhão para a campanha de Fernando Pimentel ao governo de Minas. Em troca, teria garantido o lobby do petista junto ao governo Dilma para facilitar a construção do aeroporto. A migração para o noticiário policial foi algo perturbador para um habitué das páginas de economia e das colunas sociais – pelos salões da mansão de Auriemo na Rua Nicarágua, nos Jardins, passam desde os maiores empresários do país a lideranças políticas e personagens do jet set internacional, como Príncipe Albert de Mônaco.

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27.01.17
ED. 5548

Sócios da JHSF querem distância do “Risco Auriemo”

Há uma intentona em curso na JHSF, uma das maiores administradoras de shopping centers do país. Sócios da companhia exigem que José Auriemo Neto se afaste imediatamente da presidência do Conselho de Administração, ao menos até que todas as investigações das quais é alvo sejam concluídas. A pressão vem dos mais diversos lados: desde o BTG, acionista minoritário da companhia e hoje, depois de tudo que passou, paranoico com sua imagem corporativa, à israelense Gazit-Globe, uma das maiores gestoras de shoppings do mundo e sócia da JHSF no Cidade Jardim.

Passa também por gestoras que se uniram a Auriemo em fundos de participações criados para empreendimentos específicos, caso da Rio Bravo, vendida recentemente por Gustavo Franco à chinesa Fosun. Segundo o RR apurou, a Gazit-Globe já teria cogitado até se desfazer da sua participação de 33% no Cidade Jardim. Procurada, a companhia israelense nega a venda. O fato é que o grupo responde a rígidas normas de compliance nos 20 países em que atua, incluindo os Estados Unidos.

É a ditadura do “diga-me com quem andas que eu te direi quem és”. Os sócios do empresário compartilham o receio de serem atingidos pelos recorrentes escândalos judiciais que cercam Auriemo. O castigo pode vir tanto pela esfera criminal quanto pelo bolso, devido ao potencial impacto destrutivo das acusações sobre os negócios e o próprio valor de mercado da JHSF.

É sintomático que José Auriemo tenha fechado um acordo de delação no âmbito da Operação Acrônimo e assumido as doações ilegais para campanha política, uma nítida estratégia jurídica para preservar suas empresas. A manobra, no entanto, não apaga a sequência de escândalos que cercam o empresário e a JHSF. As acusações respingam até no ministro da Justiça, Alexandre de Moraes.

Em 2010, logo após deixar o cargo de Secretário Municipal de Transportes, Moraes advogou para a JHSF em um processo contra a própria Prefeitura de São Paulo. Ao que consta, rodopiou na porta giratória entre a gestão pública e a iniciativa privada sem cumprir quarentena. À época, a JHSF enfrentava dificuldades na obtenção do alvará para a construção do Shopping Metrô Tucuruvi. O projeto saiu do papel, a companhia até já vendeu o shopping, em 2013, mas as suspeitas persistem. No ano passado, investigadores da Acrônimo encontrou pagamentos de R$ 4 milhões feitos, entre 2010 e 2014, pela JHSF ao escritório de Moraes.

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13.10.16
ED. 5474

Liquidação

 Após uma frustrada tentativa de take over da BR Malls, a israelense Gazit Globe está se desfazendo no mercado do que ainda lhe resta de ações na administradora de shopping centers. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Gazit Globe.

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  A Brookfield, que acaba de fechar a aquisição da Nova Transportadora do Sudeste junto à Petrobras , avança agora sobre o mercado de shopping centers. Os canadenses querem comprar o controle da BR Malls, maior empresa do setor no país. Com 45 shoppings, a companhia faturou no ano passado R$ 1,3 bilhão. Tem ainda a melhor margem NOI (Net Operating Income) do segmento, em torno de 90% – ou seja, cada R$ 100 de receita líquida geram R$ 90 de caixa. Apesar destes números luzidios, a BR Malls não escapou ilesa ao impacto da crise econômica sobre o setor de shopping centers. Vide a depreciação do seu valor de mercado. Hoje, sua ação é negociada a R$ 12, praticamente a metade da máxima histórica de R$ 23, alcançada em 2012. Não por acaso, a Brookfield está convencida de que este é o momento propício para dar o bote sobre a BR Malls, antes que uma recuperação do consumo se reflita na valoração do ativo. Aliás, assim também pensavam a norte-americana Blackstone e a israelense GazitGlobe, que recentemente fizeram frustradas investidas sobre a empresa brasileira – esta última por meio de uma mal-sucedida tentativa de take over em bolsa (ver RR edição de 18 de julho).  A Brookfield almoça, janta, devora Brasil. Já são mais de R$ 45 bilhões em participações sob o seu guarda-chuva. Somente no último ano, além da malha de gasodutos da Petrobras, os canadenses compraram ativos no setor elétrico, concessões rodoviárias e imóveis. No caso da BR Malls, a operação passaria quase que obrigatoriamente por uma Oferta Pública para Aquisição (OPA) em bolsa, uma vez que a empresa tem o controle difuso e nenhum acionista soma mais do que 6% das ordinárias.  Procurada, a Brookfield nega a investida sobre a BR Malls. No entanto, segundo informações filtradas junto à própria administradora de shoppings, os canadenses já teriam mantido conversações com o presidente da companhia, Carlos Medeiros. Qualquer negociação de compra da BR Malls passa obrigatoriamente pela sua sala. Egresso da GP Investimentos, que fundou a BR Malls em parceria com o norte-americano Sam Zell, Medeiros está no cargo há mais de uma década e é conhecido no setor como “o executivo que manda no acionista”. Com enorme ascendência sobre a babel de investidores institucionais que coabitam o capital da empresa, é voz decisiva em qualquer decisão estratégica da BR Malls. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BR Malls.

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18.07.16
ED. 5413

Gazit-Globe fracassa em tentativa de take over da BR Malls

  A Gazit-Globe – uma das maiores gestoras de shopping centers do mundo, com mais de 500 empreendimentos em 20 países –, tem muito a aprender com a Kroton. A investida dos israelenses para tomar o controle da BR Malls , dona da maior carteira de shoppings do país, falhou justamente naquilo que não pode faltar em um take over: capacidade de articulação e dinheiro. Segundo o RR apurou junto a um dos fundos sócios da companhia brasileira, a Gazit-Globe teria descumprido acordos com outros acionistas, que seriam peças fundamentais para a operação, a começar pelas gestoras norte-americanas Dodge & Cox e BlackRock – em certo momento, a dupla chegou a ter mais de 18% das ações da BR Malls.  De acordo com a mesma fonte, após acenar com a aquisição de mais de 20% do capital, a Gazit-Globe recusou-se a fechar a compra das participações de outros investidores, tudo para não ter de disparar a pílula de veneno e pagar o devido ágio pelo papel. E olhe que, no caso da BR Malls, o dispositivo previsto no estatuto é relativamente brando, conhecido no mercado como “placebo”. Ao atingir 20% das ações, a Gazit-Globe seria obrigada a fazer uma oferta pelo restante dos títulos, mas pagando apenas a maior cotação dos últimos 12 meses (algo em torno de R$ 13) – sem, portanto, o prêmio de controle normalmente fixado nas pílulas de veneno. Procuradas pelo RR, BR Malls e Gazit-Globe não quiseram se pronunciar.  Os israelenses, ao que tudo indica, pagaram para ver. Apostaram que, com apenas 8% do capital ordinário e alguns acionistas como aliados, conseguiriam tomar a gestão executiva da BR Malls pelas beiradas, sem ter de passar pelo rito de uma oferta de ações. Perderam a aposta. Mesmo porque do outro lado havia os acionistas que apoiam a administração de Carlos Medeiros, todo-poderoso da BR Malls desde os tempos em que a empresa era controlada pela GP Investimentos. A derrota foi inevitável. Os israelenses não conseguiram apoio sequer para mudar a cláusula do estatuto que veda a presença de concorrentes no Conselho. A Gazit-Globe já comunicou ao mercado a redução da sua participação no capital da empresa brasileira para 4,48%. É provável que muito em breve se desfaça do resto e vá procura outra praça de alimentação.

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04.03.16
ED. 5320

Shopping center

 Dona de apenas 4%, a israelense Gazit negocia o aumento da sua participação no Shopping Eldorado.

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23.11.15
ED. 5253

Gazit Globe prepara o bote sobre a BR Malls

 A israelense Gazit Globe desembarcou na BR Malls com 2% do capital. Há cerca de dois meses, atingiu o patamar de 5%. De lá para cá, com novas aquisições em mercado – algumas delas realizadas por meio de outros veículos de investimento –, já estaria perto dos 10%, tornando-se um dos três principais acionistas. A julgar pela célere escalada e pelo tamanho dos israelenses – um dos maiores grupos mundiais do setor, com mais de 530 centros de compra em 20 países –, a Gazit Globe não entrou nos shoppings da BR Malls a passeio. Toda a coreografia indica que os israelenses estão montando uma posição expressiva no capital com o objetivo de participar ou mesmo assumir a gestão da maior empresa do segmento no Brasil, com 46 empreendimentos e receita anual de R$ 1,5 bilhão. BR Malls e Gazit Globe não comentam o assunto.  O capital pulverizado da BR Malls favorece a ofensiva da Gazit Globe. No limite, o grupo nem precisa atingir os 20% das ações ordinárias – o que, pelo estatuto da empresa, detonaria a pílula de veneno e o obrigaria a fazer uma oferta por todos os títulos em mercado. A rigor, bastam 14% para se transformar no maior sócio individual, posição que hoje cabe à gestora norte-americana Dodge & Cox, com 13,8%. Uma composição com outros acionistas expressivos, como a própria Dodge ou a também norte-americana BlackRock, daria à companhia israelense as condições necessárias para assumir a gestão da BR Malls. A Gazit Globe já desembolsou mais de R$ 1 bilhão na compra de oito shopping centers no Brasil, mas nada que se compare ao gigantismo da BR Malls. Ao assumir a empresa nascida de uma costela da GP Investimentos – e até hoje comandada pelo GP Boy Carlos Medeiros –, o grupo israelense praticamente quintuplicaria sua Área Bruta Locável (ABL) no Brasil, superando os 500 mil metros quadrados de lojas.

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14.07.15
ED. 5162

Aliansce e Gazit-Globe têm um encontro marcado no shopping

No momento em que o consumo despenca e o varejo faz demissões em série, está em gestação o que pode vir a ser uma das maiores operações de M&A já realizadas no mercado brasileiro de shopping centers. De um lado, a israelense Gazit-Globe, um gigante global com 524 shoppings em 20 países e um total de ativos da ordem de US$ 21 bilhões; do outro, a Aliansce, uma das maiores empresas do setor no Brasil, com 30 centros comerciais em dez estados. Das conversas que vêm sendo mantidas no maior sigilo entre as duas companhias poderá surgir um grupo com quase 50 shoppings no país e uma receita anual superior a R$ 800 milhões. Estima-se que as operações dos dois grupos estejam avaliadas em mais de R$ 5 bilhões. Para efeito de comparação, desde 2007, quando algumas das maiores administradoras do país abriram o capital na Bolsa, a maior movimentação de ativos no setor se deu no ano passado, em um total de R$ 500 milhões. Procurada pelo RR, a Gazit-Globe negou as conversas com a Aliansce. Estranho seria o contrário. Por sua vez, a empresa carioca não quis se pronunciar sobre o assunto. O cupido deste enredo atende pelo nome de Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB), maior acionista individual da Aliansce, com 29%. Principal responsável pela aproximação com os israelenses, o CPPIB teria uma participação expressiva na nova companhia. O mesmo se aplicaria ao empresário Renato Rique, fundador e presidente da Aliansce, da qual ainda detém 23%. Uma vez confirmada, a operação com a Gazit- Globe será, portanto, uma demonstração do poder do CPPIB na Aliansce. Desde que desembarcou no negócio, em 2013, com a compra da participação da norte-americana General Growth Properties (GGP), o fundo de pensão canadense jamais escondeu o desejo de ver a companhia associada a outro grande grupo do setor. O encontro entre os dois grupos se dá em um período de contrastes. A Gazit- Globe avança a largas passadas no Brasil: foram oito aquisições nos últimos sete anos. Já a Aliansce está, digamos assim, fechada para balanço. Pressionada por um endividamento de R$ 1,5 bilhão (equivalente a 4,2 vezes o Ebitda) e pela queda das vendas no varejo, a empresa carioca, dona do Shopping Leblon, se viu forçada a reduzir seus investimentos.

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