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09.03.18
ED. 5822

Montadoras correm atrás dos títulos verdes

Grandes montadoras, a exemplo de Volkswagen e Ford, estão mobilizadas em torno da aprovação do projeto de lei 284/2014, em tramitação no Senado. O PL propõe que projetos industriais com contrapartidas ambientais pos- sam ser financiados com a emissão dos chamados títulos verdes. A produção de veículos menos poluentes seria uma das atividades beneficiadas. A indústria automobilística usa o apelo social como forma de convencimento dos parlamentares: mostra estudos de que o custo de financiamento mais baixo vai acelerar as recontratações no setor. Em tempo: no caso específico da Volkswagen, a possibilidade de investimento em automóveis menos poluentes serviria como uma espécie de purga de seus pecados na matéria. A companhia admitiu ter fraudado testes de emissão de gases da linha Amarok.

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17.10.16
ED. 5476

Montadoras duelam por algum combustível fiscal

 A grave crise na indústria automobilística acentuou o racha entre as montadoras com e sem fábrica no Brasil. Na tentativa de melhorar suas respectivas vendas à custa de mudanças no regime tributário, os dois lados travam uma queda de braço nos gabinetes de Brasília. A Anfavea colocou sua poderosa estrutura de lobby em ação para convencer o governo a aumentar as alíquotas de importação de veículos com a justificativa de salvaguardar as empresas que fizeram pesados investimentos na construção de plantas industriais no Brasil. A mobilização atende não apenas aos interesses das quatro grandes irmãs do setor – Volkswagen, General Motors, Fiat e Ford –, mas também de montadoras que passaram a produzir no país de um ano pra cá, a exemplo da Jaguar Land Rover e da Mercedes-Benz.  Trata-se de uma contraofensiva às manobras feitas pelas concorrentes sem produção local – como Kia Motors , JAC Motors e Lifan. Estas companhias reivindicam a extinção da sobretaxa para os automóveis importados da China e da Coreia do Sul, origem das principais companhias que atuam no país sem uma fábrica in loco. Estes veículos sofrem uma cobrança extra de 30 pontos percentuais sobre o IPI. Faz bastante diferença: cada ponto percentual significa até 0,9% a mais no preço final – na maioria dos casos, modelos que custam acima dos R$ 100 mil. Em junho, dirigentes da Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) se reuniram com o ministro Henrique Meirelles para tratar do assunto. Até o momento, não obtiveram qualquer resposta sobre o seu pleito.  Se houver um vencedor neste duelo, todas as circunstâncias apontam para as montadoras com produção nacional. Ainda que a Anfavea não ostente o prestígio e o poder de outros tempos, os grandes fabricantes sempre carregam a seu favor o fato de terem investido bilhões de reais em capital fixo – muito embora tenham tirado outro tanto do país com agressivas políticas de remessas de lucro para a matriz nos recentes anos de bonança do setor. Ao mesmo tempo, diante das seguidas quedas na arrecadação federal, o lobby da Anfavea pelo aumento do IPI para os importados parece bem mais adequado ao momento. Além do efeito fiscal de curto prazo, muitos no governo também defendem a maior taxação como forma de pressionar os “sem fábrica” a investir na montagem de uma estrutura industrial no Brasil.  Na década passada, os importados chegaram a ter mais de 4,5% do mercado nacional. Hoje, este número está em 3,7% e a estimativa é que chegue a 3% em 2017. A diferenciação tributária já é uma desvantagem competitiva para as marcas sem fábrica no Brasil. No caso destes veículos, estima-se que a tributação represente até 90% do preço final ao consumidor. Nos automóveis made in Brazil, essa incidência varia de 39% a 78%. Neste momento especificamente, o aumento das alíquotas seria um golpe ainda mais duro para os “forasteiros”. As vendas de importados entre janeiro e agosto caíram 43% no comparativo com o mesmo período de 2015. Trata-se de uma situação ainda mais dramática do que a vivida pelas montadoras com fábrica no Brasil. Volks, Ford, GM, Fiat e cia. acumulam uma queda de 23% na comercialização de automóveis de passeio no mesmo intervalo. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Anfavea e Abeifa.

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04.03.16
ED. 5320

Troca de piloto

 Steven Armstrong, presidente da Ford Brasil, cansou de pilotar más notícias, seguidos prejuízos e anúncios de demissão. Nos próximos meses, deverá deixar o volante e assumir um novo cargo em outra operação do grupo. A Ford declarou para o RR que, no curto prazo, não há previsão de mudança.

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18.01.16
ED. 5289

Chineses aumentam a tração da TAC Motors

  Em meio à grave crise na indústria automobilística brasileira, a chinesa Zotye atravessou o mundo e desembolsou R$ 200 milhões na compra da fabricante de jipes TAC Motors. Menos de três meses depois, os asiáticos dão nova mostra de que têm estômago forte: aprovaram um investimento de R$ 150 milhões na montadora cearense. A maior parte dos recursos será usada na expansão da fábrica de Sobral. A Zotye pretende antecipar para o início do segundo semestre o lançamento de uma picape 4×4, inicialmente previsto para janeiro de 2017.  Tudo o que os chineses discutem, planejam e executam têm um só objetivo: tirar mercado da Troller. A marca da Ford detém 10% das vendas de jipes no Brasil. É o alvo a ser batido. Para isso, o plano de investimentos da Zotye prevê também a abertura de 20 pontos de revenda em até dois anos. Os dois primeiros, provavelmente em Brasília e Belo Horizonte, serão inaugurados até junho. A TAC Motors ainda não tem concessionárias, mesmo porque esta era a última das preocupações do grupo de investidores catarinenses que fundou a montadora, capitaneados pelo empresário Neimar Braga. Nos meses que antecederam a venda para os chineses, a companhia praticamente interrompeu sua produção. Sem recursos, fabricou o jipe Stark, seu único modelo, apenas sob encomenda. A empresa TAC Motors não comentou assunto.

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28.12.15
ED. 5276

Corte

 A navalha está fiada na Ford. A exemplo de Camaçari, a montadora também pretende abrir um plano de demissões voluntárias na fábrica de São Bernardo do Campo. A Ford não retornou o assunto.

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06.10.15
ED. 5221

Ponto morto

O ano acabou para a Ford. Após conceder, em setembro, três semanas de férias coletivas na fábrica de Camaçari, a montadora programa duas novas e extensas paralisações na unidade, em novembro e dezembro. O mesmo deverá ocorrer no complexo de São Caetano do Sul.

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24.06.15
ED. 5148

Mais demissões

O chão de fábrica ferve na Ford de Taubaté. O Sindicato dos Metalúrgicos da região já dá como certa uma nova rodada de demissões na unidade. Os cortes deverão atingir cerca de 150 operários, que se juntariam aos 137 degolados de abril. Procurada, a Ford disse “não confirmar a informação”.

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08.05.15
ED. 5116

Atoleiro

As projeções mais conservadoras da Ford Brasil apontam para uma perda de receita da ordem de US$ 500 milhões decorrente da queda nas vendas de caminhões em 2015.

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