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11.12.17
ED. 5763

CSN e Usiminas batem de frente com montadoras

As negociações entre o setor automotivo e a indústria siderúrgica em torno do reajuste dos preços do aço para 2018 têm sido mais duras do que o habitual. As montadoras – leia-se, notadamente, Volkswagen, Fiat, General Motors e Ford – ameaçam reduzir encomendas no mercado interno e aumentar as importações do insumo caso os fabricantes da matéria-prima não recuem em suas exigências. Na outra ponta deste cabo de guerra estão Usiminas e CSN, as duas principais fornecedoras para o segmento automotivo.

A siderúrgica mineira tenta impor um aumento da ordem de 25%. Já a companhia de Benjamin Steinbruch teria colocado sobre a mesa um reajuste entre 30% e 35%. Na média, os fabricantes de veículos consideram que o limite do razoável é um índice de 20%. Procurada, a Usiminas confirmou o pedido de 25% e garantiu que “as negociações com cada cliente seguem normalmente.” CSN, Fiat, Volkswagen, GM, Ford e Anfavea não se pronunciaram.

Nos bastidores, as montadoras acusam as siderúrgicas de pressionar o governo a aumentar as alíquotas de importação do aço. Uma vez adotada. a medida enfraqueceria o principal trunfo da indústria automobilística na queda de braço com os fornecedores. Consultado, o Instituto Aço Brasil diz não ter conhecimento sobre “pleito de elevação de imposto de importação”. Haveria ainda outro fator de colisão entre as duas partes: o prazo de vigência dos contratos. As siderúrgicas querem fechar acordos com validade de seis meses, um indício de que tentarão mais um reajuste em junho. As montadoras exigem contratos de um ano. Insistem que a lenta recuperação do mercado não suporta o aumento exigido pelos fabricantes de aço e muito menos um bis no meio do ano.

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05.12.17
ED. 5759

Gás carbônico

O novo presidente da Volkswagen no Brasil, Pablo Di Si, já assume o cargo com múltiplas pressões. Ele terá não só a missão de recolocar a montadora no topo do mercado nacional – hoje está atrás de GM e Fiat –, mas também de melhorar sua posição no confronto direto com as demais subsidiárias do próprio grupo alemão. Na gestão de seu antecessor, David Powels, o Brasil caiu do quinto para o sétimo lugar no faturamento global da Volkswagen. Aliás, a era Powels foi inesquecível. Durante sua administração, estourou a denúncia de que a montadora havia fraudado testes feitos no Brasil para medir o nível de emissão de poluentes da picape Amarok.

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21.06.17
ED. 5644

Reta final

Ex-presidente da Fiat nos tempos em que a montadora assumiu a liderança do mercado brasileiro, Cledorvino Belini estaria percorrendo seus últimos quilômetros na companhia. Desde que deixou o comando da operação América Latina, em 2015, Belini tem cumprido missões mais honoríficas do que executivas. A Fiat não nega nem confirma. Diz apenas não ter “informações a respeito”.

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17.10.16
ED. 5476

Montadoras duelam por algum combustível fiscal

 A grave crise na indústria automobilística acentuou o racha entre as montadoras com e sem fábrica no Brasil. Na tentativa de melhorar suas respectivas vendas à custa de mudanças no regime tributário, os dois lados travam uma queda de braço nos gabinetes de Brasília. A Anfavea colocou sua poderosa estrutura de lobby em ação para convencer o governo a aumentar as alíquotas de importação de veículos com a justificativa de salvaguardar as empresas que fizeram pesados investimentos na construção de plantas industriais no Brasil. A mobilização atende não apenas aos interesses das quatro grandes irmãs do setor – Volkswagen, General Motors, Fiat e Ford –, mas também de montadoras que passaram a produzir no país de um ano pra cá, a exemplo da Jaguar Land Rover e da Mercedes-Benz.  Trata-se de uma contraofensiva às manobras feitas pelas concorrentes sem produção local – como Kia Motors , JAC Motors e Lifan. Estas companhias reivindicam a extinção da sobretaxa para os automóveis importados da China e da Coreia do Sul, origem das principais companhias que atuam no país sem uma fábrica in loco. Estes veículos sofrem uma cobrança extra de 30 pontos percentuais sobre o IPI. Faz bastante diferença: cada ponto percentual significa até 0,9% a mais no preço final – na maioria dos casos, modelos que custam acima dos R$ 100 mil. Em junho, dirigentes da Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) se reuniram com o ministro Henrique Meirelles para tratar do assunto. Até o momento, não obtiveram qualquer resposta sobre o seu pleito.  Se houver um vencedor neste duelo, todas as circunstâncias apontam para as montadoras com produção nacional. Ainda que a Anfavea não ostente o prestígio e o poder de outros tempos, os grandes fabricantes sempre carregam a seu favor o fato de terem investido bilhões de reais em capital fixo – muito embora tenham tirado outro tanto do país com agressivas políticas de remessas de lucro para a matriz nos recentes anos de bonança do setor. Ao mesmo tempo, diante das seguidas quedas na arrecadação federal, o lobby da Anfavea pelo aumento do IPI para os importados parece bem mais adequado ao momento. Além do efeito fiscal de curto prazo, muitos no governo também defendem a maior taxação como forma de pressionar os “sem fábrica” a investir na montagem de uma estrutura industrial no Brasil.  Na década passada, os importados chegaram a ter mais de 4,5% do mercado nacional. Hoje, este número está em 3,7% e a estimativa é que chegue a 3% em 2017. A diferenciação tributária já é uma desvantagem competitiva para as marcas sem fábrica no Brasil. No caso destes veículos, estima-se que a tributação represente até 90% do preço final ao consumidor. Nos automóveis made in Brazil, essa incidência varia de 39% a 78%. Neste momento especificamente, o aumento das alíquotas seria um golpe ainda mais duro para os “forasteiros”. As vendas de importados entre janeiro e agosto caíram 43% no comparativo com o mesmo período de 2015. Trata-se de uma situação ainda mais dramática do que a vivida pelas montadoras com fábrica no Brasil. Volks, Ford, GM, Fiat e cia. acumulam uma queda de 23% na comercialização de automóveis de passeio no mesmo intervalo. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Anfavea e Abeifa.

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19.08.16
ED. 5437

Dois corpos não ocupam o mesmo espaço

 A Fiat tem se mostrado pequena demais para abrigar os executivos Stefan Ketter e Cledorvino Bellini, respectivamente o ex e o atual presidente da montadora no Brasil. Não satisfeito com o comando da operação brasileira, Ketter vem tentando interferir em assuntos que cabem a Bellini na condição de nº 1 do grupo na América Latina. É o caso, por exemplo, das negociações de contratos de exportação com outros países da região. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Fiat.

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04.02.16
ED. 5302

Marcha a ré

 Stefan Ketter assumiu a direção da Fiat na América Latina com os dois pés esquerdos. A empresa teve a maior queda de vendas em 2015 (30%) entre as grandes montadoras, índice que teria se repetido em janeiro. Estimativas da própria Fiat indicam que seu market share poderá cair de 16% para 14% em 2016. Há cinco anos, era de 25%. Procurada pelo RR, Fiat não comentou o assunto.

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18.11.15
ED. 5250

Iveco é um caminhão de pneus arriados

 Em 2016, Vilmar Fistarol completará 25 anos de Grupo Fiat, mas, ao que tudo indica, terá pouco ou nenhum motivo para celebrar a data. Uma dura combinação entre queda de receita, rentabilidade quase zero e decisões estratégicas vistas por seus superiores como equivocadas ameaça empurrar o executivo para longe do volante da CNH Industrial na América Latina, empresa que ele preside há pouco mais de dois anos. Os maiores problemas dizem respeito à performance da subsidiária Iveco, a fabricante de caminhões do conglomerado italiano. A situação chegou a tal ponto que a Fiat já teria interrompido o programa de investimentos da empresa: do R$ 1 bilhão que estava previsto, cerca de R$ 300 milhões teriam sido retidos pelos italianos em razão da piora do mercado brasileiro e do fraco desempenho da companhia.  Entre os grandes fabricantes de caminhões do Brasil, proporcionalmente a Iveco é quem mais tem sofrido os efeitos negativos da conjuntura econômica. A empresa perdeu o quinto lugar do ranking para a Scania. A queda acumulada das vendas no ano passa dos 50%, contra 44% do mercado como um todo. A montadora caminha para fechar 2015 com 5% de market share, contra 6,5% no ano passado, portanto, longe, muito longe da meta dos italianos de atingir 20% até 2018. Que o airbag proteja Vilmar Fistarol!

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