Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
10.11.17
ED. 5743

O RR também afaga

O professor Aloisio Araujo, do Impa e da FGV, está trabalhando que nem um mouro e fazendo milhares de modelos práticos e regressão. Ele está debruçado na elaboração de diversas propostas microeconômicas capazes de fazer um enorme bem à economia brasileira. Araujo tem na agulha projetos para reformas no regime de partilha nas licitações do pré-sal e sugestões para a melhoria operacional e da dinâmica de funcionamento do BNDES.

O economista participa do Comitê da Fazenda que discute mudanças na Lei de Falências, um projeto da sua lavra, para efetuar aperfeiçoamentos. Aloisio Araujo também teria algumas colaborações a dar na área da política monetária. Mas esse é um campo em que todos se tornam luminares do dia para a noite, e como tal, regurgitam soberbas e recusam-se a ouvir os mais gabaritados.

Araujo é o mais renomado economista brasileiro no exterior, autor do maior número de artigos acadêmicos publicados em revistas técnicas internacionais, em diversos debates que frequenta é prestigiado por Prêmios Nobel de economia. Seus aniversários são celebrados pelos economistas mais laureados do planeta, como da Econometrics Society. Não ouvir o homem só pode ser produto de disfunção cognitiva ou ignorância desinibida.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

24.10.17
ED. 5731

Quando Simonsen e a esquerda não estavam ausentes

Se o professor Mário Henrique Simonsen seguisse hoje entre nós, estaria como um Beckett da economia-política procurando a esquerda para debates. O ex-ministro sempre perfil ou entre os economistas de direita que gostava de terçar floretes com os socialistas esclarecidos. Verdade seja dita que Simonsen não era tão de direita assim. Topava controle de preços, estatização e subsídio, no melhor estilo Deng Xiaoping: “Não interessa a cor do gato se o inimigo é o rato”.

Ele convidava os antagonistas a irem à Escola de Pós-Graduação (EPGE) da Fundação Getulio Vargas (FGV) para participar de uma disputa elegante em torno das ideias. São rios de histórias. Uma das vezes, convidou o ex-ministro Celso Furtado para uma palestra aos seus alunos. O economista e seu fiel escudeiro, Moyses Glatt, galhofeiro por natureza, começou a fazer gozações e provocar Furtado em voz alta.

Simonsen virou-se para Glatt e fez um psiu que retumbou por toda a Praia de Botafogo, onde fica a sede da FGV. “Respeitem o professor”, ordenou. Mas os quindins de Simonsen realmente era a portuguesa Maria da Conceição Tavares, que, inclusive, por um breve tempo, chegou a dar aula na EPGE. O ex-ministro e a professora se atracavam na lousa com o giz na mão em intermináveis derivadas matemáticas. Simonsen ria dos destemperos de Conceição e avisava volta e meia: “Maria, o quadro negro acabou”. Simonsen foi-se, Furtado também, Conceição recolheu-se com problemas de coluna, e quase todos nós não andamos muito bem. A esquerda acadêmica, ausente, parece ter ido hibernar junto com as suas melhores memórias.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.10.17
ED. 5727

O homem que “engavetou” o comandante Che

O jornalista Ib Teixeira, que por mais de duas décadas escreveu para a revista Conjuntura Econômica, publicação do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), faleceu na semana passada levando consigo uma instigante história inédita. Ib foi a Cuba fazer uma série de matérias sobre a revolução, entre elas uma entrevista com o presidente do BC cubano, Che Guevara. Havia bastante curiosidade sobre como o médico guerrilheiro faria a gestão da moeda.

As reportagens foram escritas, mas a entrevista nunca chegou a ser publicada. Segundo Ib, Che não entendia bulhufas de economia e muito menos de política monetária. O depoimento seria uma entrevista ao avesso, ou seja, um texto sobre o seu desconhecimento radical em relação aos rudimentos necessários  para o exercício daquela função.

Ib preferiu, então, não divulgar a entrevista. Uma pena. São pequenos detalhes como estes que fazem o bordado da História. Em tempo: à época, o redator-chefe da Conjuntura Econômica era Paulo Rabello de Castro, atual presidente do BNDES. Ib era militante ferrenho do partidão e foi atraído para o lado contrário da força pelo encantador de serpentes, Roberto Campos, que adorava converter comunistas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19/10/17 9:06h

Altemo

disse:

Interessante encontrar aqui uma matéria sobre meu tio Ib Teixeira .

08.02.17
ED. 5556

Será 2018 o ano consecratio de Temer?

A proposta do economista Aloisio Araujo (FGV) de fazer uma reforma tributária em 2021, virtual segundo ano de superávit primário, tocou fundo os corações e mentes do alto comando peemedebista. Eis aí a potencial bandeira da campanha presidencial de Michel Temer. Ela foi hasteada no alto do mastro do Palácio do Planalto. Os ministros da casa, Eliseu Padilha e Moreira Franco, fizeram o presidente Temer ler duas vezes o artigo de Aloisio Araujo, segundo fonte do RR. Mas o que parece um achado é, na verdade, a algaravia de reformas, com reações alternadas em tempos distintos, que levariam o país ao crescimento sustentado. Seria o dia em que a oposição diria: “Ok, Temer! Com seus truques vampirescos, você venceu”.

O primeiro passo veio com a PEC 241. Foi pouco. No projeto do professor Aloisio Araújo, o governo tem que mostrar sua força e aprovar as reformas da previdência e trabalhista. Essas mudanças nas regulamentações permitiriam um forte choque de expectativa capaz de aumentar a arrecadação em 2018, ano chave para o enlace de todos os fatos. Segundo a FGV, o PIB no último trimestre de 2017 estará crescendo 3% na margem, o que vai puxar o índice acima de 1,5% – a projeção mais otimista para 2018.

O PIB maior traz recursos tributários provenientes do aquecimento da economia, que interagem com a PEC do Teto por meio da geração de superávit primário. Em 2020, o país já estaria com folga fiscal. Em 2021, o superávit permitiria a estabilização da dívida bruta/PIB. A ideia é o governo marcar previamente este período como aquele da reforma tributária, que seria a pedra de toque do programa político eleitoral. Quando ouvem falar em reforma tributária, empresários, governadores e prefeitos tendem a sacar a pistola.

O que Temer oferece é um bombom: repartir algum dinheiro do primário para os estados e municípios e reduzir a carga tributária, agraciando os empresários. Aloisio Araujo, o matemático, garante que vai ter dinheiro, aliás quem garante é a PEC 241, a tal do Teto, que vai blindar o orçamento, liberando verba tributária novinha em folha. Como a dívida estará paralisada e os juros, mais baixos, o abatimento do passivo interno poderia ser feito sem pressa, com apenas uma parte do resultado primário. A outra iria para o desenvolvimento, ou seja, redução do custo empresarial e aumento dos repasses condicionados às obras de estados e municípios.

E o povaréu nesta equação? Ó, xente, até meados de 2018, o governo estima que voltem entre 500 mil e 700 mil empregos, mais ou menos lá por outubro. É um número pequeno se confrontado com a projeção de 13 milhões de desempregados em 2017. Mas a partir daí o crescimento das vagas seria exponencial. Em 2021, o Brasil voltaria novamente a nadar em pleno emprego. Os recuos de conquistas sociais e direitos seriam o preço a ofertar no altar do mercado. Não é impensável, portanto, imaginar Michel Temer candidato, um “andador que no tiene otra solución si no seguir el camiño que ha elegido”. O professor Aloisio Araujo já terraplenou um trecho para que o mordomo de vampiro prossiga sua assombração.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

27.01.17
ED. 5548

“Seu Brandão”

Um dos mais esperados depoimentos biográficos, o do presidente do Conselho do Bradesco, Lázaro Brandão, vem aí sob a forma de livro. O título é “Senda de um executivo brasileiro”. O depoimento foi dado aos pesquisadores Celso Castro e Sérgio França, do CPDOC, o Centro de Pesquisa e Documentação da Fundação Getúlio Vargas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

12.01.17
ED. 5537

Vip pass

Armando Castellar, do IBRE/FGV, é hoje o nome fora da equipe econômica com maior entrada no Palácio do Planalto.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

09.12.16
ED. 5513

Trump não é Reagan. Pena!

O diretor do Centro de Estudos FGV – Crescimento e Desenvolvimento, Roberto Castello Branco, bateu um papinho rápido com o RR sobre a “Trumpmania”. Ele colocou no lugar certo as elucubrações que o RR insistia em fazer sobre pontos em comum entre Donald Trump e Ronald Reagan. São palavras do economista:

“Reagan, antes de ser presidente, foi governador da Califórnia por oito anos, onde fez uma boa gestão. Apesar de muito firme em suas ideias, era um conciliador. A evidência disso é que atraia simpatizantes do Partido Democrata. Uma arma para ganhar eleições se constituía nos chamados ‘Reagan Democrats’.

Trump, por sua vez, não tem qualquer experiência política ou na gestão pública. Mesmo sua trajetória como homem de negócios é no mínimo controvertida e, como sabemos, desperta ódio até mesmo no Partido Republicano. Trump é protecionista; Reagan era a favor do livre comércio. Quando Reagan e Gorbachev se encontraram pela primeira vez, Reagan chamou o russo para um bate papo informal. Disse que ambos haviam nascido em cidadezinhas cujos nomes não se sabia e que, na juventude, ninguém daria nada pelos dois. No entanto, naquele instante estavam ali como homens com poder para destruir o mundo. Então, propôs Reagan, era hora de ambos voltarem a serem homens simples e chegarem a um acordo razoável para seus países.

Faço essas miúdas reflexões, relembrando o almoço de que participei em 1990 no The Plaza, em Nova York, com a presença de Fernando Collor e Trump. Ele já era um empresário famoso, mas nunca pensei que fosse dar tanto o que falar…”

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

25.10.16
ED. 5482

Sussurros e carinho na festa do professor Porto

 Foi bonita a festa, pá. Na última sexta-feira, diversas safras de economistas que passaram pela Escola de Pós-Graduação e Economia (EPGE), atual Escola Brasileira de Economia e Finanças da FGV, se reuniram no salão nobre da instituição para celebrar os 70 anos do professor Antônio Carlos Porto Gonçalves, um craque na arte de se fazer querido. O que mais se ouviu no encontro fechado foram histórias da convivência acadêmica. Mas, catando aqui e acolá, puderam ser extraídas algumas observações valiosas sempre ditas aos sussurros: o governo de Michel Temer estaria blindado pela qualidade da sua equipe – Wilson Ferreira Jr., Maria Silvia, Pedro Parente etc – e tem os apoios político e da mídia para realizar o maior número de reformas conservadoras-modernizantes desde o movimento militar de 1964. Só tem de correr, pois a estrada da Lava Jato é acidentada, e 2018 já é dado como um ano morto. Quanto mais rapidamente as reformas forem aprovadas, mais célere as agências de rating elevarão a nota do Brasil, maiores serão as quedas dos juros e mais amplo o espaço para o crescimento dos investimentos.  Economistas ouvidos consideram que Michel Temer não vai repetir Lula. O ex-presidente assistiu ao Judiciário desmontar seu alto comando – José Dirceu, José Genoíno, Luiz Gushiken, Antonio Palocci etc – sem ter quadros à altura para substituir os alvejados. Temer estaria conversando não só com os que se encontram na linha de tiro, entre eles alguns de seus principais assessores, mas com potenciais ocupantes de cargos no governo. Um exemplo é o ex-multiministro e ex-juiz do STF Nelson Jobim, atualmente operando como um híbrido de sócio de compliance e diplomata jurídico do BTG. Um exagerado wishful thinking aposta que até FHC estaria a postos para entrar em campo e não deixar o barco adernar.  No espaço mais aristocrático da FGV, contudo, ninguém queria saber de conjuntura, previsões, econometria. A festa era para o grande Porto Gonçalves. Ele pertence à segunda geração heroica da EPGE, dirigida por Carlos Langoni – a primeira foi comandada por Mario Henrique Simonsen. As duas escolas ocuparam literalmente a área econômica do governo no seu tempo. Claudio Haddad, integrante da segunda geração, compareceu ao evento com grande fair play. Ele, que era uma espécie de Dartagnan do trio de mosqueteiros bilionários liderados por Jorge Paulo Lemannn, retornou a sua vertente acadêmica em uma escala compatível com sua fortuna: Haddad é o dono do Insper, maior concorrente da EPGE. Ele estava lá para dar abraços e apertos de mão e, principalmente, celebrar Porto Gonçalves, seu professor na EPGE. Presentes ainda Luiz Guilherme Schymura, Rubens Pena Cysne, Luiz Freitas e Joaquim Falcão, entre outros diretores de unidade. Também compareceram ex-alunos badalados como Maria Silvia Bastos Marques, Gustavo Loyola, e o presidente da FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal. Lá do firmamento Eugenio Gudin, Otávio Gouveia de Bulhões e Roberto Campos abençoavam o encontro, sensibilizados.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.06.16
ED. 5381

Nova publicação

 O novo presidente do IBGE, Paulo Rabello de Castro, carrega consigo a ideia de criar uma publicação do instituto. Ele é do ramo: foi o primeiro redator da revista Conjuntura Econômica, da FGV.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

17.08.15
ED. 5186

O retorno

O banqueiro Daniel Dantas ressurgiu publicamente na última sexta-feira. Compareceu a seminário realizado pela Fundação Getulio Vargas. Sua aparição foi festejada pelos acadêmicos. Antes de ingressar no setor financeiro, Dantas figurava no top ten dos economistas mais reputados do país.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.