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planos
02.10.17
ED. 5716

Presidência de honra

Fernando Henrique Cardoso tem feito gestões para ser convidado a assumir a presidência de honra do Partido Novo. Se vai aceitar é que são elas. FHC é da estirpe que manda carta para si próprio e fica matutando se responde.

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Geraldo Alckmin convidou Xico Graziano, ex-chefe de Gabinete de Fernando Henrique Cardoso na Presidência, para cuidar da sua estratégia de comunicação nas mídias digitais. Graziano cumpriu missão similar na campanha de Aécio Neves em 2014.

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11.09.17
ED. 5701

Diário da ex-presidência

João Doria está todo prosa com a presença de FHC no almoço que será organizado pelo Grupo Lide, hoje, no Grand Hyatt, em São Paulo. Entre conversas com aliados durante o fim de semana, chegou a dizer que se tratava de um sinal de apoio do ex-presidente.


Pois bem… Segundo o RR apurou, FHC está cobrando cerca de R$ 200 mil pela palestra que fará a empresários. A Fundação FHC confirmou a presença do ex-presidente no evento e a cobrança do cachê, sem entrar em detalhes quanto ao valor.


Aliás, enquanto o mundo caía em Brasília, com as novas gravações da JBS, FHC curtia a semana em Trancoso.

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27.06.17
ED. 5648

Como diria Shakespeare, muito barulho por nada. Ou tudo

Circulou no Congresso Nacional a informação de que um triângulo das Bermudas estava se formando no cume da política brasileira. Seus vértices seriam o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, o Comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, e o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. O trio estaria articulando um manifesto contra o estado de anomia que domina o país. Os virtuais signatários se autodenominariam representantes da “sabedoria, Justiça e da força”. Um tanto quanto cabotino. Mas não se pode deixar de reconhecer que os três pontífices são um maná de capacitação e autoridade em meio ao atual deserto de homens e ideias.

O RR foi procurar uma fonte estratégica. Ela desdenhou do rumor, afirmando que “conhecia os três e que, apesar de vaidosíssimos, não fariam uma coisa dessas por temer os riscos de interpretações equivocadas”. Ponderou, contudo, que Fernando Henrique, Gilmar e Villas Bôas têm estado mais próximos recentemente. De fato, surgiram alguns pontos de interseção entre os três cardeais. FHC e Gilmar Mendes têm uma antiga afinidade. O ex-presidente é palestrante de eventos internacionais promovidos pelo Instituto Brasiliense de Direito Público, mais conhecido pelo acrônimo IDP.

Um dado curioso: a instituição de ensino pertencente a Gilmar consegue ao mesmo tempo ser patrocinada por empresas estatais e controlada por um ministro do Supremo sem que ninguém acuse um conflito de interesse. Em 12 de outubro do ano passado, o presidente Michel Temer chamou FHC e Gilmar Mendes para um almoço privado com o objetivo de “um aconselhamento de alto nível”. O Comandante Villas Bôas, por sua vez, foi cortejado em ambas as casas neste segundo trimestre. Deu palestra no dia 24 de maio no Instituto FHC.

O evento repercutiu e foi considerado inoportuno por parlamentares e militares da reserva devido à circunstância política. No último dia 20 de junho, VB compareceu ao IDP, de Gilmar Mendes, onde foi homenageado com o título de Doutor Honoris Causa. Frente a assunto de tal impacto, o RR decidiu tirar a limpo a história. Consultou FHC que não se fez de rogado: “É tudo fantasioso. Nunca estivemos os três juntos e, separadamente, nas raras ocasiões em que os vi jamais cogitei de manifesto algum, nem seria apropriado”.

O Comandante Villas Bôas já tinha se posicionado de forma lacônica e peremptória: “No Instituto FHC, tratei de Defesa Nacional, Vigilância de Fronteira e Segurança Pública – o papel das Forças Armadas. É uma discussão vital para o país.” O Centro de Comunicação Social do Exército também se manifestou para afirmar o caráter protocolar dos eventos: “O Exmo. Senhor General de Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas compareceu ao Instituto Fernando Henrique Cardoso e no Instituto Brasiliense de Direito Público do Ministro Gilmar Mendes em sua condição de Comandante do Exército Brasileiro, representando a Força da qual está à frente, para proferir palestra e/ou participar de evento cultural como convidado.”

Villas Bôas, um oficial legalista e disciplinado, não transporia o Regulamento Disciplinar para assinar um manifesto no qual sua participação poderia ser confundida com a da Força Armada. O ministro Gilmar Mendes não respondeu por se encontrar no plenário do STF. De qualquer forma, bem melhor assim. Que os três se mantenham candidatos ao epíteto de estadistas, sem articulações ou manifestos que confundam ainda mais o ambiente político.

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19.06.17
ED. 5642

Fábula da corrupção inebriada

Era o início do segundo quartil da década de 90. O magnífico Príncipe governava o país, após um bem-sucedido plano econômico. As geniais inovações, contudo, não acharam continuidade no amadurecimento do plano. O magnífico Príncipe mandou às favas os escrúpulos e lançou mão do estelionato cambial.

Havia uma eleição a ser vencida. Crescer e segurar a tão prometida inflação baixa eram compromissos assumidos no seu reinado. Levaria a política de apreciação da moeda à frente, mesmo que ela custasse o sucateamento da indústria, a explosão do déficit externo e o salto da dívida pública interna. O magnífico Príncipe tinha o suporte do maior partido do Congresso Nacional, que trocava o seu apoio por cargos estratégicos na maior estatal do país, a Poderoso bras. A gigantesca empresa já vinha sendo roída por dentro havia algum tempo.

A holding era comandada por um quadro do regime anterior, muito ligado à bancada da base aliada do magnífico Príncipe em um dos três maiores estados da federação. Reza a lenda que a área de gás da mega-companhia começou naqueles idos a sua escalada na corrupção nacional. O maior partido do país exigiu um cargo na diretoria da Poderoso bras Distribuidora, subsidiária da estatal, como moeda de troca pelo seu apoio.

A empresa subsidiária era praticamente monopólica na comercialização do etanol. Seu diretor da área internacional – posteriormente preso – tinha sido escolhido a dedo para desenvolver um plano sinistro: embriagar a formação de preços do etanol. Contrariando toda a literatura econômica e o bom senso que a conjuntura exigia, o diretor da área internacional decidiu indexar o preço do etanol ao dólar. O supracitado diretor, é bom que se diga, respondia tão somente ao líder do partido hegemônico no Congresso. O acerto do preço foi feito com a influente entidade do setor de etanol sediada na maior unidade federativa.

A entidade era uma das maiores sustentações na área empresarial do líder do partido, que depois viria a se tornar presidente da Câmara dos Deputados. O desnorteante acordo de preços teria como contrapartida a transferência de propina para a campanha eleitoral de diversos políticos do mesmo partido, quando não para o próprio bolso deles. A decisão, tomada nas barbas dos presidentes da holding e da subsidiária, ia na contramão de todas as recomendações. O mercado apostava contra o câmbio sobrevalorizado e o FMI – a quem o governo recorreria desesperado – exigia a desvalorização da moeda. Pois correndo o risco mais do que certo, o diretor internacional fechou o contrato que pagaria a compra do etanol somente com a moeda forte.

A própria entidade empresarial surpreendeu-se com o acordo que envolvia todas as vendas da companhia. O magnífico Príncipe, que se reelegera com a “pedalada cambial”, realizou, então, a desvalorização monetária que estava prevista havia dois mil anos. Os preços do etanol foram aos píncaros. As perdas da Poderoso bras Distribuidora superaram R$ 1,2 bilhão, ganhos que foram engordar os balanços das empresas penduradas na influente entidade. Estas, por sua vez, regaram as campanhas dos políticos da grande unidade federativa. E jamais se viu um silêncio tão grande frente a um roubo tão gritante dos cofres públicos.

Na Poderoso bras até os auxiliares administrativos sabem o nome do líder político que embriagou os preços do etanol e transformou a subsidiária em um propinoduto. Hoje, a Poderoso bras Distribuidora usa uma fórmula de correção chamada Esalq (preço referenciado) combinada com a compra de 20% do combustível no mercado spot. É proibido falar em indexação dos preços ao câmbio na empresa.

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31.05.17
ED. 5630

Memórias de Janot

Rodrigo Janot, que deixa a PGR em setembro, foi procurado por uma grande editora interessada em publicar suas “memórias premiadas” da Lava Jato. Por que não? Até FHC fez.

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12.05.17
ED. 5617

FHC reza a missa leiga por um “novo messias”

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está convencido de que tem um papel histórico a desempenhar na gravíssima crise que assola o país. FHC acredita que somente a precipitação de apoio a novos nomes na vida pública pode levar a uma distensão e desarmamento dos espíritos, confidenciou a um dos seus principais interlocutores e fonte antiga do RR. Quer ter a franquia da modernidade na política da mesma forma que se apoderou da bandeira da descriminalização do uso da maconha.

É nesse contexto que deve ser entendida a convocação feita pelo ex-presidente para que sejam observadas as potenciais candidaturas de Luciano Huck e João Doria. Elas significam a descontaminação da política, pois correm em paralelo ao tecido necrosado dos grupos de interesse que capturaram a Nação em nome da corrupção ou do combate a ela mesmo com os expedientes mais nocivos. FHC não tem na ponta da língua um nome novo de candidato da centro-esquerda, mas, se tivesse, sopraria junto com os outros dois midiáticos.

Ele tem convicção de que o país está rachado, vive um pré-estágio de convulsão e atravessa a maior queima de lideranças da história republicana. Há uma combinação de variáveis altamente explosivas: uma plêiade de procuradores em cruzada santa e sem limite de responsabilidade; uma oligarquia midiática disposta a tudo e sem fissura entre si; as redes sociais com poder exponencial de destruição de imagem; uma desconstrução ideológica dos pilares da economia sem qualquer planejamento de médio e longo prazos; um ajuste fiscal feito com base na transferência de renda do trabalho para o capital; e, coroando a conjuntura aterradora, o terceiro maior desemprego do mundo com um até então desconhecido delay em relação ao crescimento do PIB. Sem a reciclagem da política, o país vai para a batalha campal.

Com as mídias convencional e digital inteiramente focadas na destruição de reputações, não há parlamentar, empresário, eminência do STF, juízes de todas as instâncias, jornalistas, formadores de opinião, em síntese qualquer integrante do ancien régime que não corra a ameaça de ter sua ficha enlameada. Mas as mídias são só o cavalo da crise. São condições para esse emporcalhamento desenfreado a espetacularização como estratégia de criminalização e a evidente manipulação de fatos, todos amparados nos expedientes das delações sem provas e debaixo do tacão da prisão preventiva, “substituto democrático” dos porões ditadura.

A divisão do país entre os que enxergam, enfim, um golpe de morte na corrupção, doam os seus métodos a quem doer, e os que estão dispostos a guerrear em defesa do estado de direito já constitui um cenário de secessão nacional, com a ameaça iminente de colocar em xeque o sistema bancário – leia-se o risco da possível delação de Antonio Palocci. Não existe solução legal para qualquer problema que, em contra-partida, e simultaneamente, desperte instintos primitivos coletivos, congregue estados de irracionalidade, dissemine o ódio, ameace a ordem, desmoralize em massa, amplie a tragédia social e criminalize o futuro. Talvez o velho presidente tenha razão. A hora não é a da perplexidade frente ao mal que Joseph Conrad traduziu para a eternidade em quatro palavras: o horror, o horror. A hora é do novo. Que venham Doria, Huck, Bernardinho, Gregorio Duvivier, o sindicalista Rafael Marques e quem mais chegar.

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28.04.17
ED. 5608

Não está fácil

Não está fácil para ninguém. Ontem, em Brasília, FHC fez palestra em evento sobre o primeiro ano do exame toxicológico para motoristas profissionais. Ganhou uma baba. Mas não tragou!

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20.04.17
ED. 5603

A Lava Jato aos olhos do “Príncipe”

Um uspiano da corte do “Príncipe dos Sociólogos” fez um apanhado das sacadas de FHC sobre o impacto das delações da Odebrecht na psicologia dos grãos-tucanos presidenciáveis: “O Serra, como sempre, vai ser o mais frio, mantendo-se calado e distante, no aguardo de que o desenrolar dos fatos o favoreça. O Aécio, com seu jeito brigão, mais parece um furacão que espalha areia para todos os lados e aquece os assuntos mais do que deveria. O Alckmin é o mais sereno e quem está tratando os assuntos como se deve, rebatendo as acusações com firmeza e da forma mais contida”. FHC confia que o fator tempo tornará cada vez mais viva a responsabilidade do PT sobre os escândalos denunciados. “O PT protagonizou na primeira hora a Lava Jato. Até prova em contrário, a primeira versão é aquela que deixa marcas indeléveis”.

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27.03.17
ED. 5586

Vale um Kikito de melhor plano econômico

Consta que FHC ficou encasquetado com a data de lançamento do filme “Real – O plano por trás da História”, previsto para maio. Comenta-se que ele fez chegar suavemente aos diretores e produtores suas indagações. Por que não lançá-lo em julho, quando o Real faz aniversário? Ou, então, em 2018, quando o calendário eleitoral chamaria ainda mais a atenção de um filme com nítidas conotações políticas? Fazem sentido as elegantes indagações de FHC. A película é o melhor momento dos tucanos. Mas as conversas, sempre sutis, parecem ter deixado claro que os produtores não querem que a obra seja vista como instrumento de divulgação política. Pois é. Na versão cinematográfica do Real, Gustavo Franco é o cara, é o cara e é o cara. FHC ganha o prêmio de melhor coadjuvante.

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21.03.17
ED. 5582

O velório de um porta-aviões

O comando da Marinha ainda discute o destino do A-12 São Paulo, o único porta-aviões de combate de sua frota, que será desativado. A ideia original era buscar um comprador, mas dificilmente um país vai se aventurar a adquirir uma embarcação que exige cerca de US$ 300 milhões para ser modernizada. O A-12 foi comprado à França em 2000 pelo então presidente Fernando Henrique, por US$ 12 milhões. Procurada, a Marinha confirmou que a desmobilização do navio será feita em três anos. Disse ainda que estuda a “solução mais vantajosa para a União Federal”.

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07.02.17
ED. 5555

Best seller

O mercado tudo converte. Uma editora paulista já encomendou um livro sobre as relações entre Lula e FHC.

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07.02.17
ED. 5555

O velório e o velório de Lula

Palavras de um politólogo que já foi badalado, militou nas hostes do PT e hoje se mantém à sombra: “Foi trágico para o Lula. Primeiramente, a fatalidade com a Marisa, que o quebrou por dentro. Depois, a sucessão de operações políticas florentinas, vestidas de atos de humanidade e comportamento íntegro.

Fernando Henrique, com espetacular senso de oportunidade, antecipou-se aos demais e ofereceu o abraço irrecusável na circunstância em troca da foto de U$$ 1 milhão. Depois, a chegada da caravana Planaltina, dos inimigos figadais, que conseguiram arrancar de um homem destroçado a declaração de que quer dialogar com seus torturadores. É o Lulinha paz e amor sofrendo da síndrome de Estocolmo.

Finalmente, o tombo do político experiente, que, debruçado ao esquife da mulher, cede à tentação de um discurso político que mais produz piedade do que comoção, em um evento que decepcionou pela presença rasa não só de militantes como de pessoas comuns sensíveis e solidárias. A morte da Marisa e os episódios consequentes foram mutilações do Lula”.

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12.12.16
ED. 5514

FHC no Congresso

A presença de Fernando Henrique Cardoso está sendo requisitada no Congresso Nacional. Antes que alguém pense “naquilo”, o motivo não é nada nobre. O deputado Jorge Solla (PT-BA), integrante da CPI da Lei da Rouanet, solicitou a convocação do ex-presidente e a quebra do sigilo bancário e fiscal do Instituto FHC. Ainda não há data para a votação dos requerimentos.

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