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Fernando Henrique Cardoso

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12.05.17
ED. 5617

FHC reza a missa leiga por um “novo messias”

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está convencido de que tem um papel histórico a desempenhar na gravíssima crise que assola o país. FHC acredita que somente a precipitação de apoio a novos nomes na vida pública pode levar a uma distensão e desarmamento dos espíritos, confidenciou a um dos seus principais interlocutores e fonte antiga do RR. Quer ter a franquia da modernidade na política da mesma forma que se apoderou da bandeira da descriminalização do uso da maconha.

É nesse contexto que deve ser entendida a convocação feita pelo ex-presidente para que sejam observadas as potenciais candidaturas de Luciano Huck e João Doria. Elas significam a descontaminação da política, pois correm em paralelo ao tecido necrosado dos grupos de interesse que capturaram a Nação em nome da corrupção ou do combate a ela mesmo com os expedientes mais nocivos. FHC não tem na ponta da língua um nome novo de candidato da centro-esquerda, mas, se tivesse, sopraria junto com os outros dois midiáticos.

Ele tem convicção de que o país está rachado, vive um pré-estágio de convulsão e atravessa a maior queima de lideranças da história republicana. Há uma combinação de variáveis altamente explosivas: uma plêiade de procuradores em cruzada santa e sem limite de responsabilidade; uma oligarquia midiática disposta a tudo e sem fissura entre si; as redes sociais com poder exponencial de destruição de imagem; uma desconstrução ideológica dos pilares da economia sem qualquer planejamento de médio e longo prazos; um ajuste fiscal feito com base na transferência de renda do trabalho para o capital; e, coroando a conjuntura aterradora, o terceiro maior desemprego do mundo com um até então desconhecido delay em relação ao crescimento do PIB. Sem a reciclagem da política, o país vai para a batalha campal.

Com as mídias convencional e digital inteiramente focadas na destruição de reputações, não há parlamentar, empresário, eminência do STF, juízes de todas as instâncias, jornalistas, formadores de opinião, em síntese qualquer integrante do ancien régime que não corra a ameaça de ter sua ficha enlameada. Mas as mídias são só o cavalo da crise. São condições para esse emporcalhamento desenfreado a espetacularização como estratégia de criminalização e a evidente manipulação de fatos, todos amparados nos expedientes das delações sem provas e debaixo do tacão da prisão preventiva, “substituto democrático” dos porões ditadura.

A divisão do país entre os que enxergam, enfim, um golpe de morte na corrupção, doam os seus métodos a quem doer, e os que estão dispostos a guerrear em defesa do estado de direito já constitui um cenário de secessão nacional, com a ameaça iminente de colocar em xeque o sistema bancário – leia-se o risco da possível delação de Antonio Palocci. Não existe solução legal para qualquer problema que, em contra-partida, e simultaneamente, desperte instintos primitivos coletivos, congregue estados de irracionalidade, dissemine o ódio, ameace a ordem, desmoralize em massa, amplie a tragédia social e criminalize o futuro. Talvez o velho presidente tenha razão. A hora não é a da perplexidade frente ao mal que Joseph Conrad traduziu para a eternidade em quatro palavras: o horror, o horror. A hora é do novo. Que venham Doria, Huck, Bernardinho, Gregorio Duvivier, o sindicalista Rafael Marques e quem mais chegar.

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28.04.17
ED. 5608

Não está fácil

Não está fácil para ninguém. Ontem, em Brasília, FHC fez palestra em evento sobre o primeiro ano do exame toxicológico para motoristas profissionais. Ganhou uma baba. Mas não tragou!

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20.04.17
ED. 5603

A Lava Jato aos olhos do “Príncipe”

Um uspiano da corte do “Príncipe dos Sociólogos” fez um apanhado das sacadas de FHC sobre o impacto das delações da Odebrecht na psicologia dos grãos-tucanos presidenciáveis: “O Serra, como sempre, vai ser o mais frio, mantendo-se calado e distante, no aguardo de que o desenrolar dos fatos o favoreça. O Aécio, com seu jeito brigão, mais parece um furacão que espalha areia para todos os lados e aquece os assuntos mais do que deveria. O Alckmin é o mais sereno e quem está tratando os assuntos como se deve, rebatendo as acusações com firmeza e da forma mais contida”. FHC confia que o fator tempo tornará cada vez mais viva a responsabilidade do PT sobre os escândalos denunciados. “O PT protagonizou na primeira hora a Lava Jato. Até prova em contrário, a primeira versão é aquela que deixa marcas indeléveis”.

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27.03.17
ED. 5586

Vale um Kikito de melhor plano econômico

Consta que FHC ficou encasquetado com a data de lançamento do filme “Real – O plano por trás da História”, previsto para maio. Comenta-se que ele fez chegar suavemente aos diretores e produtores suas indagações. Por que não lançá-lo em julho, quando o Real faz aniversário? Ou, então, em 2018, quando o calendário eleitoral chamaria ainda mais a atenção de um filme com nítidas conotações políticas? Fazem sentido as elegantes indagações de FHC. A película é o melhor momento dos tucanos. Mas as conversas, sempre sutis, parecem ter deixado claro que os produtores não querem que a obra seja vista como instrumento de divulgação política. Pois é. Na versão cinematográfica do Real, Gustavo Franco é o cara, é o cara e é o cara. FHC ganha o prêmio de melhor coadjuvante.

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21.03.17
ED. 5582

O velório de um porta-aviões

O comando da Marinha ainda discute o destino do A-12 São Paulo, o único porta-aviões de combate de sua frota, que será desativado. A ideia original era buscar um comprador, mas dificilmente um país vai se aventurar a adquirir uma embarcação que exige cerca de US$ 300 milhões para ser modernizada. O A-12 foi comprado à França em 2000 pelo então presidente Fernando Henrique, por US$ 12 milhões. Procurada, a Marinha confirmou que a desmobilização do navio será feita em três anos. Disse ainda que estuda a “solução mais vantajosa para a União Federal”.

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07.02.17
ED. 5555

Best seller

O mercado tudo converte. Uma editora paulista já encomendou um livro sobre as relações entre Lula e FHC.

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07.02.17
ED. 5555

O velório e o velório de Lula

Palavras de um politólogo que já foi badalado, militou nas hostes do PT e hoje se mantém à sombra: “Foi trágico para o Lula. Primeiramente, a fatalidade com a Marisa, que o quebrou por dentro. Depois, a sucessão de operações políticas florentinas, vestidas de atos de humanidade e comportamento íntegro.

Fernando Henrique, com espetacular senso de oportunidade, antecipou-se aos demais e ofereceu o abraço irrecusável na circunstância em troca da foto de U$$ 1 milhão. Depois, a chegada da caravana Planaltina, dos inimigos figadais, que conseguiram arrancar de um homem destroçado a declaração de que quer dialogar com seus torturadores. É o Lulinha paz e amor sofrendo da síndrome de Estocolmo.

Finalmente, o tombo do político experiente, que, debruçado ao esquife da mulher, cede à tentação de um discurso político que mais produz piedade do que comoção, em um evento que decepcionou pela presença rasa não só de militantes como de pessoas comuns sensíveis e solidárias. A morte da Marisa e os episódios consequentes foram mutilações do Lula”.

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fhc-rr-12
12.12.16
ED. 5514

FHC no Congresso

A presença de Fernando Henrique Cardoso está sendo requisitada no Congresso Nacional. Antes que alguém pense “naquilo”, o motivo não é nada nobre. O deputado Jorge Solla (PT-BA), integrante da CPI da Lei da Rouanet, solicitou a convocação do ex-presidente e a quebra do sigilo bancário e fiscal do Instituto FHC. Ainda não há data para a votação dos requerimentos.

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