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O espólio da Delta Engenharia, ao que parece, não resistiu à ausência de Fernando Cavendish e, sobretudo, de suas conhecidas práticas. A Allianza Infraestruturas do Brasil, que sucedeu a malfadada empreiteira após sua venda para a espanhola Essentium, enfrenta uma situação complicada. Segundo o RR apurou, a companhia vem padecendo com a falta de contratos de porte e as dívidas acumuladas.

O passivo estaria na casa dos R$ 400 milhões. A própria Essentium segurou as pontas por alguns meses, mas teria estancado os aportes na controlada. No escritório da companhia, o senso comum é que os espanhóis só não foram embora do país porque ainda têm a expectativa de desbloquear ao menos parte dos R$ 740 milhões em bens retidos por decisão judicial para cobrir passivos da Delta.

Para a Justiça, a Allianza e, portanto, a Essentium são sucessoras não só dos ativos e da carteira de contratos, mas também das dívidas da empreiteira. O RR fez várias tentativas de contato com a Allianza e a Essentium, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. E Fernando Cavendish? O velho amigo de Sergio Cabral não está nem aí. Disparou os débitos da Delta, deixou o rojão para a Essentium e hoje desfruta do que amealhou nos tempos em que era um dos donos dos canteiros de obras no Rio, sabe-se muito bem a que custo.

Está sempre na varanda de seu mega-apartamento no fim da Delfim Moreira, na Praia do Leblon, o metro quadrado mais caro do Brasil. Gosta de abrir garrafas de champanhe pelo método. O sujeito quebra a garrafa com uma espada sarracena na altura da rolha. Faz isso de modo que as pessoas na praia possam vê-lo se exibindo. Costuma também correr no calçadão acompanhado de personal trainer. É um dos homens mais felizes da cidade que ajudou a afundar.

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25.07.17
ED. 5668

Mais uma flecha

Vem aí mais uma flecha de Rodrigo Janot: a delação do empreiteiro Fernando Cavendish já está sobre a sua mesa.

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20.04.17
ED. 5603

Cavendish deixa sua marca na Marginal

A iminente delação de Paulo Preto, ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), deverá jogar luz sobre a ainda pouco badalada atuação do empreiteiro Fernando Cavendish em São Paulo. Durante a gestão tucana, a Delta Engenharia teria contabilizado mais de R$ 1,2 bilhão em contratos com o governo do estado. O maior deles, no valor aproximado de R$ 800 milhões, envolveu as obras de ampliação da Marginal do Tietê. Paulo Preto poderá falar com a propriedade de quem participou da contratação da Delta, mais conhecida pelas suas travessuras no governo Cabral. Procurada, a Dersa informa não ter conhecimento de qualquer denúncia relacionada à referida obra.

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17.02.17
ED. 5563

Um celular na mão e uma propina na cabeça

A delação premiada de Fernando Cavendish oferece uma videoteca que merecia ser disponibilizada ao público. Os próprios procuradores estão impressionados com a recorrência com que o empreiteiro costumava gravar filmetes de seus encontros com Sérgio Cabral, a exemplo do já notório registro de um jantar entre casais em Paris. Nessas ocasiões, corruptor e subornado costumavam falar as maiores barbaridades quase em tom de galhofa.

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02.02.17
ED. 5552

Oriente Construção é mais uma obra do governo Cabral

A Lava Jato está revelando o inacreditável ecossistema criado em torno de Sérgio Cabral. Um dos personagens desse universo de relações incestuosas, o empreiteiro Cesar Farid Fiat, sócio da Oriente Construção Civil, carrega um currículo no qual se misturam denúncias de pagamento de propina, contratos públicos sob suspeita, e até acusações de grilagem de terras. A prisão, em novembro, de Alex Sardinha Veiga, representante da Oriente, tem ajudado a esquadrinhar as ligações entre o empreiteiro e o governo Cabral. Somente no ano de 2011 o estado contratou a construtora para quatro obras na Região dos Lagos, no valor total de R$ 11,4 milhões.

Consta que a Oriente atuou em parceria com a já notória Delta, de Fernando Cavendish. O governo Cabral era uma grande família. Também por volta de 2011, Geraldo André de Miranda Santos – acionista da Oriente e filho de Lina Maria Miranda Santos, esposa de Farid Fiat – se associou ao deputado estadual Paulo Melo, um dos políticos mais influentes do estado. Ambos criaram a PMGA Incorporação e Construção, dona de terrenos exatamente na Região dos Lagos. À época, a mulher de Paulo Melo, Francianne Motta, era prefeita de Saquarema, um dos municípios locais.

Como se não bastassem as denúncias contra a Oriente, ainda repousa sobre Cesar Farid Fiat a acusação de ocupação ilegal de terras localizadas no município de Silva Jardim. Coincidência ou não, trata-se de um dos latifúndios eleitorais de Paulo Melo no interior do estado. Farid Fiat é dono da Fazenda Santa Maria. Ou, pelo menos diz ser. Em 1996, o empreiteiro ingressou na Justiça com diversos processos requerendo o usucapião da área.

Quatro desses pedidos foram atendidos, abrangendo aproximadamente 50 alqueires. Hoje, no entanto, ele se apresenta como proprietário de todos os 300 alqueires da Santa Maria. Desde dezembro, por sinal, cerca de 180 famílias estão acampadas na fazenda. São lavradores que tentam reconhecer na Justiça a legitimidade da posse da área.

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10.01.17
ED. 5535

Fator Delta

Os procuradores do Rio estão convictos de que o empreiteiro Fernando Cavendish pode ajudar, e muito, a desvendar uma história até hoje muito mal explicada: a repentina interdição do estádio do Engenhão, por decisão de Eduardo Paes, às vésperas da licitação do Maracanã. A Delta, de Cavendish, construiu o Engenhão.

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21.12.16
ED. 5521

Turma do guardanapo

A expectativa dos advogados de Fernando Cavendish é que o acordo de delação premiada do empreiteiro seja homologado até fevereiro. Ou seja: o inferno de Sergio Cabral e seus pares está apenas começando.

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