Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
22.12.17
ED. 5772

Samba dos juros doidos

Recordando o economista Francisco Lopes, autor da exótica banda diagonal de juros, as taxas cobradas para os empréstimos bancários estão em um “perene movimento de avanço endógeno retroalimentador”. O que quer dizer isso? Nada. Ou quem sabe um argumento da Febraban para justificar a resiliência do custo dos empréstimos. Traduzindo, significa que os juros não vão cair, mesmo que a Selic desça para 6,75 pontos percentuais, a reforma da Previdência seja aprovada, o recolhimento compulsório bancário caia e o Brasil ganhe a Copa do Mundo. Os juros são a saúva do nosso tempo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.12.17
ED. 5763

O eterno paradoxo dos juros

Com a queda da Selic, os juros do tomador deveriam ter desabado para algum patamar mais próximo ao das 40 nações cujas taxas são inferiores às nossas. A Insight Comunicação, que edita o Relatório Reservado, fez um longo documento sobre essa deformidade. Uma das partes do estudo é uma sondagem com especialistas do setor. A concentração bancária é considerada um dos principais motivos dos juros ignominiosos. A Febraban, contudo, diz que a concentração nada tem a ver com as taxas siderais e elege razões paleolíticas que, em muito, favorecem as instituições financeiras e nada garantem quanto à reciprocidade em relação ao custo dos empréstimos. Juros não podem ser tratados de forma dogmática, mas já está mais do que na hora da Febraban apresentar um conjunto de soluções, que, embaladas em uma contextualização macroeconômica, permita aos bancos se comprometerem com um retorno positivo para o conjunto da economia nacional.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.12.16
ED. 5516

E a carga tributária, ministro?

Se Henrique Meirelles quiser subsídios para discutir o pleito que fez aos associados da Febraban na última segunda-feira, pode pedir a colaboração da Insight Comunicação, que edita o Relatório Reservado. O “Documento Setorial Bancos”, minucioso paper sobre o setor produzido pela empresa por encomenda de instituições financeiras e concluído em outubro, mostra que é necessário muito mais do que o dedo em riste de um ministro da Fazenda para a redução das taxas de juros. Sondagem realizada junto a 14 especialistas indica que os spreads bancários são, sim, um dos principais ingredientes do indigesto bolo, mas estão longe de ser o único fermento dos altos juros.

Convidados a classificar cada uma das variáveis determinantes para a formação das taxas em uma escala que ia de “Muito baixo” a “Muito alto”, o risco de inadimplência foi citado como o fator de maior peso. Para 92% dos entrevistados, o impacto dos maus pagadores na composição dos juros é “Alto” ou “Muito Alto”. Um índice maior do que o conferido pelos consultados aos spreads bancários: 85,8%. Os bancos podem reduzir o tamanho da mordida? Claro que podem. Mas seria bom se o próprio governo fizesse o mesmo. Para 82,8% dos entrevistados, a tributação tem um impacto “Alto” ou “Muito alto” nos juros cobrados pelas instituições financeiras. Os consultados citaram ainda o risco jurisdicional, que, na opinião de 57,2% dos especialistas, tem uma influência “Alta” ou “Muito alta” na formação das taxas. Por fim, aparece o crédito score, com apenas 50% das respostas.

A propósito: se Meireles entregar a redução do recolhimento compulsório dos bancos – o que Ilan Goldfajn chama de “simplificação” – as instituições financeiras topam reduzir o spread bancário. Por que? Porque a liberação, qualquer que seja, dos recursos retidos é altamente rentável para a banca. A questão é saber o quantum de queda do recolhimento e redução dos spreads.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.