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31.07.17
ED. 5672

Kroton perde pontos em seu balanço

Depois da acachapante derrota na tentativa de fusão com a Estácio, a Kroton vai jogar uma nova ducha de água fria no mercado com a divulgação dos seus resultados trimestrais – prevista para o dia 11 de agosto. Segundo uma fonte que conhece de cor e salteado os números da empresa, a redução do total de matrículas no Fies impôs à rede de ensino uma queda em torno de três pontos percentuais na margem Ebitda.

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07.07.17
ED. 5656

Efeito Kroton

O revés da operação Kroton/Estácio no Cade acendeu todos os sinais de alerta no Ultra. O RR apurou que o grupo deverá se antecipar e apresentar ao órgão antitruste uma proposta na tentativa de viabilizar a fusão entre a Liquigás e a Ultragaz, sua controlada. A contrapartida envolve a venda de ativos nos cinco estados em que a nova empresa tiver participação de mercado próxima de 60% (Goiás, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo) – ver RR edição de 19 de junho.

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03.07.17
ED. 5652

“Fracass fee”

Após o velório, a dolorosa conta do sepultamento: os acionistas da Kroton terão de pagar cerca de R$ 50 milhões a advogados, consultores e lobistas que trabalharam na frustrada fusão com a Estácio.

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05.06.17
ED. 5633

Galindo quer dar um clinch no Cade

O presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, tenta convencer o Cade a adiar por 30 dias o prazo final para o julgamento da fusão com a Estácio, previsto para 27 de junho. Para todos os efeitos, alega que os advogados da companhia precisam de mais tempo para ajustar a defesa com base nas novas regras para o ensino a distância, publicadas pelo Ministério da Educação no último dia 26 de maio. No entorno de Galindo, há quem associe a manobra a uma confissão de que a batalha está perdida, mesmo após o executivo ter contratado todos os ex-dirigentes do Cade para defender a causa da Kroton. As sinalizações são desfavoráveis para o polvo da educação.

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05.04.17
ED. 5593

Os reforços da Kroton

O presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, montou uma tropa de ex-conselheiros do Cade para defender a fusão com a Estácio. Mas o maior reforço atende por José Eduardo Cardoso e tem a assinatura de Walfrido Mares Guia, um dos controladores da Kroton e desafeto de Galindo.

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30.03.17
ED. 5589

Estranha aritmética

Uma fonte do RR que auxilia as negociações entre a Kroton e a Estácio jura por todos os santos que há uma cláusula draconiana no acordo de fusão entre as duas empresas. Diz a fonte que se o Cade fizer exigências restritivas capazes de derrubar o faturamento do grupo em mais de 15%, a Kroton pode cancelar o agrément sem pagar multa. Já a Estácio terá de desembolsar R$ 150 milhões se desistir da operação pelos mesmos motivos da Kroton. O RR acha bem esquisito os dois pesos, mas registra o estranho acordo.

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16.03.17
ED. 5579

Estácio é uma maldição na vida de Rodrigo Galindo

O presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, chamaria o padre Merrin, o “Exorcista”, para extirpar a Estácio da sua vida caso tivesse o condão de transformar ficção em realidade. A empresa carioca demoniza a trajetória profissional de Galindo, rebaixado de cardeal para diácono devido a uma série de equívocos – e infortúnios, vamos admitir – desde que a instituição atravessou o seu caminho. O outrora bem-sucedido executivo tem sido visto como “incapacitado” – palavra de um dos acionistas – para conduzir com êxito a aquisição da empresa.

O adjetivo “incapacitado” não diz respeito a uma única voz. Galindo encontra-se sem apoio da maior parte dos controladores – leia-se os fundos Oppenheimer e Coronation. Galindo, que deitou na fama com a compra da Anhanguera, quis replicar a fórmula com a Estácio. Na primeira aquisição, apresentou uma defesa no Cade que continha dribles razoáveis sobre a acusação da Kroton tornar-se acintosamente dominadora do setor.

Galindo se apoiava em números bem menores de concentração do mercado e previa a venda de ativos de ensino a distância. Segundo fonte do Cade, estão na mesa duas hipóteses mefistofélicas para a Kroton: ou o Conselho desaprova a junção, o que é bastante provável, ou impõe restrições que inviabilizam o acordo, o que é mais provável ainda. Este último ponto tem um complemento: se a perda de receita com a venda de ativos for superior a 15%, qualquer uma das partes pode rescindir a operação sem pagamento de multa.

Galindo ganhou também a maldição de Walfrido dos Mares Guia, um dos controladores da Kroton. Quem conhece o ex-ministro sabe que ele é jeitoso, se relaciona bem. Com Galindo, Walfrido foi duro e deixou claro que é ele quem vai tratar do imbróglio Estácio/Cade. O ex-ministro aposta nas articulações políticas em Brasília para neutralizar a ação de grupos concorrentes, como a Ser Educacional e a Anima. Estes dois visitaram ministros e parlamentares para mostrar que a fusão da Kroton com a Estácio está criando um monstro monopolista.

A Superintendência Geral do Cade deu parecer recomendando pesadas restrições à fusão, o que deverá precipitar a decisão dos conselheiros. Até mesmo o preenchimento das duas vagas abertas na autarquia é uma incógnita. Não há nomes definidos e nem prazo para escolhê-los. Dependendo de quem entrar, poderia haver uma compreensão diferente do caso. Com os cinco conselheiros atuais, o jogo está praticamente perdido. Resta ver se Walfrido reencarna o Padre Merrin e exorciza o atual Cade. Galindo que cuide da sua própria sorte.

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15.02.17
ED. 5561

Kroton inicia o ano com notas baixas no Fies

Rodrigo Galindo, CEO da Kroton, começa o ano letivo com notas baixas. No momento em que o Cade ameaça dar um zero para a fusão com a Estácio, Galindo enfrenta também números frustrantes em relação ao Fies. Neste primeiro semestre, a Kroton registrou o menor volume de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil dos últimos cinco anos.

Foram 15.004 novos alunos, praticamente a metade dos 29.789 contabilizados no início de 2016. A um tíquete-médio mensal de R$ 794,30 por estudante, significa uma perda de faturamento de R$ 145 milhões ao longo de um ano. Procurada pelo RR, a Kroton confirma o número de inscrições pelo Fies. Mas afirma que “a taxa de conversão de matrículas (que mede a relação entre o número de potenciais candidatos a uma vaga e o de alunos efetivamente inscritos) foi positivo”. Está feito o registro.

O Fies representa aproximadamente 10% da receita da Kroton. Poderia ser mais se a empresa não tivesse perdido tanta participação na divisão do bolo. Em relação a janeiro do ano passado, sua participação sobre o número total de inscritos no Fies recuou de 11,9% para 9,8%. Se alguém perde, outro vem e acha. Foi o caso da Ser Educacional, que saiu de 6% para 8%. Esse pêndulo reflete uma fragilidade geoeconômica da Kroton. Os critérios para a divisão de vagas do Fies têm privilegiado os pedidos de financiamento em regiões mais carentes como o Norte e Nordeste, áreas onde o grupo tem uma operação modesta se comparada à sua estrutura no Sudeste e Sul do país.

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06.02.17
ED. 5554

Ser Educacional aplica as lições que recebeu na Estácio

Por mais dolorosa que tenha sido a lição, a derrota na disputa pela Estácio serviu como um pós-doutorado para Janguiê Diniz, dono da Ser Educacional. O novo plano de investimentos do grupo pernambucano, que está recebendo os últimos retoques, prevê a abertura de 18 unidades de ensino nas regiões Norte e Nordeste até 2018, além de outras 27 nos dois anos seguintes. Procurada, a empresa confirmou a meta de inaugurar 45 universidades até 2020. Informou ainda que nove delas já estão autorizadas pelo Ministério da Educação.

Trata-se do mais agressivo projeto de expansão nos quase 24 anos da Ser Educacional. Caso o número previsto seja atingido, significa dizer que ao longo dos próximos quatro anos o grupo vai duplicar de tamanho – hoje são exatamente 45 universidades. E onde, afinal, a citada Estácio entra nesta história? Janguiê Diniz só pensa em voltar à mesa da consolidação do setor de educação, mas está convicto de que, antes, precisa ganhar musculatura para as quedas de braço que tais negociações exigem.

A prioridade neste momento é crescer pelo greenfield e reforçar a posição da Ser Educacional no Norte e Nordeste. Trata-se do caminho natural e mais seguro para aumentar a escala da companhia. Janguiê Diniz conhece cada canto de sala de aula nas duas regiões, que concentram aproximadamente 85% dos 130 mil alunos da Ser Educacional. Some-se a isso a necessidade da empresa defender seu território no momento em que grandes grupos do Sudeste ensaiam investimentos no Norte e Nordeste, casos da Ânima Educação e da própria Kroton, que, aliás, venceu o duelo pela Estácio e agora corre o risco de perder o negócio por decisão do Cade.

A Ser Educacional é uma das emergentes da área de ensino. Fatura cerca de R$ 1,2 bilhão e tem crescido, em média, 20% ao ano desde 2012. Um indicador reflete o bom desempenho da empresa: sua margem Ebitda, na casa dos 24%, é hoje bem superior à da própria Estácio, que patina em torno dos 15% desde o ano passado. Mas ainda está longe das espécies mais parrudas do setor, como a própria Kroton, que trabalha com margens próximas de 50%.

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10.01.17
ED. 5535

Bolso forrado

A Kroton está pedindo R$ 1,5 bilhão pela operação de ensino a distância da Estácio. A venda é condição sine qua nom para que a associação entre os dois grupos seja aprovada pelo Cade.

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06.12.16
ED. 5510

Perna engessada

A morosidade do Cade em analisar a fusão com a Estácio paralisou investimentos da Kroton da ordem de R$ 180 milhões, voltados à compra de faculdades no Norte e Nordeste do país. Rodrigo Galindo, presidente da empresa, acredita que a fusão só será concretizada no ano que vem.

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21.11.16
ED. 5499

Segunda época

Após a frustrada tentativa de fusão com a Estácio, a Ser Educacional caminha em nova direção: o Grupo Objetivo, de João Carlos Di Gênio.

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12.09.16
ED. 5452

Ensino a distância

 Nas mãos da Kroton, a Estácio deixará de ser carioca, apesar de ter metade dos 330 mil alunos no Rio de Janeiro. O novo grupo controlador já prepara a mudança da sede para São Paulo, que deverá ser feita tão logo o Cade aprove a aquisição. Com a transferência, a Kroton pretende reduzir os custos administrativos, incluindo demissões. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Kroton.

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09.09.16
ED. 5451

Trinca de universidades se une para subir de classe

  As universidades Unicesumar, Uninove e Cruzeiro do Sul decidiram fazer uma fusão inédita no país. Depois de emplacarem separadamente um total de dez aquisições de instituições de ensino superior de médio porte – em negócios que atingiram R$ 1,2 bilhão nos últimos quatro anos –, o trio resolveu partir para o jogo no andar de cima do segmento. As companhias pretendem unir suas salas de aula e formar o terceiro maior grupo universitário do país, com 5% de participação de mercado, atrás apenas da Kroton/Estácio, com 23,5%, e da Unip (6,6%).  A fonte do RR, que está ajudando na operação, informou que as tratativas começaram há duas semanas e preveem uma divisão desigual do capital da nova empresa que reunirá os ativos dos três grupos. As paulistas Uninove e Cruzeiro do Sul deverão ficar com 40% das ações cada uma. O restante será entregue à paranaense Unicesumar, a menor entre as futuras parceiras, com 80 mil matrículas, contra 150 mil da Uninove e 130 mil da Cruzeiro do Sul. Ressalte-se que a gestora inglesa Actis, acionista desta última, decidiu não participar do enlace. Os britânicos pretendem vender sua participação de 40% na Cruzeiro do Sul antes da fusão. Sua saída, segundo a fonte do RR, já havia sido acordada anteriormente com os controladores do grupo, o empresário Hermes Figueiredo e a família Padovese.  A nova empresa que deverá ser criada pela Unicesumar, Uninove e Cruzeiro do Sul terá um faturamento de R$ 2,5 bilhões, bem acima da atual terceira colocada no ranking, a Laureate, dona da Universidade Anhembi Morumbi, com receita de R$ 1,8 bilhão. O Ebitda do trio chega a R$ 300 milhões e uma relação entre a dívida líquida e o Ebitda de 2,5 vezes – abaixo da média do mercado educacional, próxima de três vezes. A fusão ainda dará um caixa que permitirá uma alavancagem de aproximadamente R$ 500 milhões para novas aquisições. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Unicesumar e Uninove e Cruzeiro do Sul.

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19.08.16
ED. 5437

Bertelsmann e Pearson fazem um dueto na área de educação

 Uma aliança anglo-saxônica, formada por dois gigantes globais da área de educação, promete chacoalhar ainda mais o mercado brasileiro. A alemã Bertelsmann e a britânica Pearson estão se unindo para a aquisição de universidades no país. De acordo com a fonte do Relatório Reservado, que conhece como poucos os movimentos dos ingleses no Brasil, a dupla deverá contar ainda com a luxuosa companhia da Bozano Investimentos, gestora de um fundo para a área de educação que tem os próprios alemães como principais cotistas. O objetivo da Bertelsmann e da Pearson é adquirir universidades de razoável porte que não podem mais ser incorporadas pelos grandes grupos do setor, a começar pela dobradinha Kroton/Estácio, porque fatalmente a operação esbarraria nos órgãos de defesa da concorrência. Enquadra-se nesse perfil a Unip, do empresário João Carlos Di Gênio, um dos ativos do setor mais cobiçados por investidores internacionais.  Alemães e britânicos têm um ponto em comum: por ora, não possuem ativos físicos na área de educação no Brasil. Tanto Bertelsmann quanto Pearson já compraram sistemas de ensino, mas se ressentem da falta de uma operação presencial que dê escala aos seus negócios no país. A operação tem como base financeira, além dos recursos de caixa da dupla, o fundo Bozano Educacional II, com R$ 800 milhões captados, sendo 40% da Bertelsmann. A proposta é que a Pearson compre cotas e amplie para R$ 1 bilhão os recursos disponíveis. Deverá ser ainda lançado outro fundo, desvinculado da Bozano e com estimativa de captação bem maior. No total, entre recursos próprios e do mercado financeiro, a Bertelsmann e a Pearson terão à disposição em torno de R$ 2 bilhões para o plano de aquisições de concorrentes de médio e grande portes.  As duas empresas já têm um ponto em comum no Brasil. São sócias da Companhia das Letras , com 45% da editora por meio da Penguin Random House. Os alemães e britânicos enxergam uma lição de sinergia entre os mercados editorial e de educação. As universidades compradas pela dupla formariam um mercado cativo para o material didático produzido por suas próprias editoras. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Bertelsmann e Pearson.

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10.08.16
ED. 5430

Questão de honra

 A Ser Educacional vai brigar tanto no Cade quanto na Justiça para melar a fusão da Kroton com a Estácio . Quer retardar o processo e dificultar o plano de expansão da concorrente. Mas, de antemão, já perdeu.

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29.07.16
ED. 5422

Custo Kroton

O programa de arrumação da Estácio pela Kroton passa pelo fechamento de unidades e cursos menos rentáveis no Norte e Nordeste, além de demissões. Para dar um lustre no marketing, a empresa deverá ainda montar algumas escolas apenas para alunos de alto rendimento, de olho na melhoria da avaliação da universidade pelo Ministério da Educação. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Kroton.

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15.07.16
ED. 5412

Chaim Zaher promete pegar a Kroton na próxima curva

 Chaim Zaher não vai deixar barato para a Kroton a perda da Estácio. O empresário abriu os seus planos em conversa com o RR e, já na partida, deixou claro que a nova dona da universidade carioca deverá ganhar um concorrente de peso. “Não vou me aposentar. Estou pronto para a luta”, dispara. Chaim pretende juntar em uma mesma sala de aula a Unip, de João Carlos Di Genio; a Anima, liderada por Daniel Faccini Castanho; a Uniasselvi, dos fundos Carlyle e Vinci Partners; e a Ser Educacional, de Janguiê Diniz. Sua entrada no time se dará por intermédio de um fundo de investimentos em educação que ele pretende montar. Da salada sairia um grupo com 9% de mercado no ensino superior – maior do que a Estácio antes da fusão. Como um bom libanês, ex-mascate, Chaim é cauteloso nas assertivas até para não atiçar a gula dos concorrentes. “Temos um bom relacionamento com esses grupos e sabemos que a Kroton precisará de um tempo até conseguir aprovar a fusão no Cade e deglutir de vez a Estácio”, avalia o empresário de olho no gap de tempo que lhe é favorável. “Conversei com eles para comprarmos juntos a Está- cio. Não deu, mas estamos negociando intensamente sobre o que fazer”. Segundo Chaim, o que os une é um “atestado de sobrevivência”. Vai ser cada vez mais difícil concorrer com esse polvo gigante chamado Kroton-Estácio.  Ele aposta todas as suas fichas que o Cade vai aprovar a fusão da Kroton com a Estácio, estabelecendo apenas pequenas restrições. A gigante terá 23,5% de market share por número de matrículas, o que é relevante para um setor em que o segundo colocado soma 6,6%. A avaliação do empresário não esconde o sorriso no canto da boca. Afinal, se o Cade aprovar essa fusão, o caminho estará livre para que outro grupo semelhante seja formado. Com uma grande diferença. EnquanChaim Zaher promete pegar a Kroton na próxima curva to a Kroton segue uma estratégia de expansão com base em um modelo supermercadista, amontoando grupos em uma prateleira, Chaim pretende formar uma corporation controlada por lideranças do setor, com um projeto educacional de longo prazo  Apesar do indisfarçável abatimento, após 30 dias de batalha inclemente contra uma miríade de investidores de mercado instalados nos dois lados, tanto da Estácio quanto da Kroton, Chaim se diz fortalecido por aprender a lição. “Essa cara de cansado não dura dois dias”, diz. Ele descarta ser minoritário de fundos de private equity. “A lógica e o tempo de maturação dos projetos para eles são diferentes dos que são equacionados pelos empresários educadores.” E argumenta: “Comecei a montar um plano de crescimento para a Estácio, que levou dois anos, mas nunca consegui dar ideias e sugestões como educador para a companhia porque os gestores não deixavam”.  Chaim afirma que, quando vendeu a UniSEB para a Estácio, prometeram a ele a presidência do conselho, o que nunca foi cumprido. Para evitar uma guerra de foice, resolveu compor com Eduardo Alcalay, então chairman, para juntos formarem uma chapa única para o conselho da Estácio, em abril deste ano. “Meu objetivo era compor um conselho mais próximo de mim e fazer em seguida uma Oferta Pública de Ações”. No meio do caminho, surgiu a oferta hostil da Kroton, que derrubou tudo. Diante da falta de apoio dos fundos e da desistência da tropa de choque, formada por Ser Educacional, Uniasselvi e Anima, Chaim jogou a toalha. O esforço não foi em vão. Ele deverá sair da Está- cio com quase R$ 1 bilhão no bolso e uma disposição redobrada de formar um novo grande grupo educacional que, pelo menos, dê um freio nas pretensões monopolistas da Kroton. “Respeito o Rodrigo Galindo (presidente da Kroton), mas seremos adversários”, assegura.

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04.07.16
ED. 5403

Carta na manga

 Chaim Zaher vai testar a disposição da Kroton, na reunião do Conselho da Estácio marcada para a próxima sexta-feira, dia 8, com uma proposta ousada para a compra do controle da universidade. É um jogo de ganha-ganha. Se a Kroton subir a oferta pela aquisição da Estácio também está ótimo para ele.

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15.06.16
ED. 5390

Acionista da Estácio ergue uma barricada contra a Kroton

 O empresário Chaim Zaher resolveu partir para o contra-ataque e tentar barrar a operação de fusão da Estácio com a Kroton . Zaher já deixou claro para os fundos Oppenheimer , Coronation, Capital e BlackRock – sócios dos dois grupos educacionais e artífices da transação – ser contrário ao acordo e que, no limite, deixará o capital da Estácio se houver a junção sem o pagamento de um prêmio sobre o valor da ação. Mas esse é, digamos, o detalhe técnico do processo. Zaher identifica no movimento uma tentativa nada sutil do quarteto de tirá-lo da condição de segundo maior acionista da universidade carioca, atrás apenas do Oppenheimer, para transformá-lo em um nanico no capital da gigante criada a partir da eventual fusão. Na nova condição, teria pouco ou nenhuma influência na gestão do grupo e passaria a ser novamente refém do estilo financista de governar dos fundos, mais preocupados com a tabuada dos números do balanço do que os resultados dentro da sala de aula.  A movimentação dos fundos ocorre pouco depois da eleição do conselho de administração, realizada há 45 dias, que deu a Zaher influência direta sobre os rumos da Estácio. O acordo selado com os fundos para a troca de conselheiros permitiu que fosse encerrado o reinado do desafeto Eduardo Alcalay como chairman – ver RR de 26 de junho. Em contrapartida, o empresário teve de engolir um batráquio com a confirmação de Rogério Melzi, ligado aos fundos, como CEO da empresa. Apesar de ter menos força no capital da Estácio se comparado ao quarteto – dono de 40% do capital, contra apenas 13% de Zaher –, o empresário carrega suas cartas na manga.  Além de poder jogar sozinho a fusão nos tribunais, a partir do questionamento dos interesses cruzados dos fundos, que estão na Estácio e na Kroton, o empresário tem grande chance de barrar a proposta da Kroton no Conselho da Estácio. Zaher detém quase metade dos assentos, fora a influência sobre outros conselheiros. Nesse caso, a proponente seria obrigada a partir para um incerto take over. O capital da Estácio é pulverizado, com 85% das ações em circulação na Bolsa. Para ter sucesso na oferta hostil, Oppenheimer, Coronation, Capital e BlackRock precisam conquistar o apoio de 10% dos minoritários. Juntando com o que têm, conseguiriam assim chegar a 51% de aprovação à fusão entre a Kroton e a Estácio.

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10.06.16
ED. 5387

Anima perde o rumo da Estácio

 Se arrependimento matasse, os controladores da Anima Educação já estariam debaixo de sete palmos. A companhia detinha uma proposta pronta e acabada de fusão com a Estácio que deveria ter sido apresentada no fim de maio, antes do anúncio feito pela Kroton, no dia 2 deste mês. A proposta é muito semelhante à que foi feita pela Ser Educacional, de troca de ações mais o pagamento de um prêmio aos acionistas da Estácio. Agora, Inês é morta. A Ser Educacional, que tem receita na faixa de R$ 1 bilhão, próxima à da Anima, foi mais rápida no gatilho e restringiu o espaço para uma oferta semelhante.  A indecisão da Anima de tomar a iniciativa de procurar a Estácio deixou um rastro de mágoas e ressentimentos entre os principais sócios da companhia. De um lado, a Península Investimentos, de Abilio Diniz, dona de 8% do capital. Do outro, o empresário Daniel Faccini Castanho, maior acionista individual da Anima. A turma de Diniz credita a Castanho a indecisão de envio da proposta de fusão. Ficou sentado em cima da ideia observando o ambiente enquanto a Kroton e a Ser resolveram agir. Procurada pelo RR, a Anima Educação não comentou o assunto.

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09.06.16
ED. 5386

Prova final

 A temperatura no setor de educação beira os mil graus celsius. Além do múltiplo assédio sobre a Estácio, o norte-americano Apollo voltou à carga sobre o Prova final, de João Carlos Di Gênio. Recentemente, o private equity fez sua primeira aquisição no Brasil com a incorporação da Fael, rede de ensino à distância. Consultado, o Objetivo confirma que tem sido procurado por “várias instituições”.

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26.04.16
ED. 5355

Sócios da Estácio selam tratado de paz

 A desarmonia societária da Estácio Participações está com os dias contados. Nesta quarta-feira, os principais acionistas vão se reunir na sede da companhia, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, para hastear a bandeira branca e selar importantes mudanças na administração. O empresário Chaim Zaher, maior acionista individual do grupo, com quase 15% do capital, firmou um acordo com os fundos de private equity para mudar a composição do conselho de administração da companhia. O atual chairman da Estácio, Eduardo Alcalay, deixará o cargo, voltando para a GP Investimentos. Será o fim de uma etapa. Alcalay é o executivo mais identificado com a velha ordem societária do grupo educacional, que era comandado pela GP – a gestora de recursos vendeu suas ações para Chaim em 2013.  No lugar de Eduardo Alcalay, assumirá o executivo João Cox, ex-presidente da Claro. Nome de consenso entre Chaim Zaher e os fundos de private equity que permanecem na sociedade, Oppenheimer, Lazard e Coronation, Cox emprestará seu prestígio à reestruturação da Estácio. Chaim terá a maior parte dos assentos no Conselho, com exceção dos membros independentes. Além dele, sua filha Thamila estará no conselho. Como parte do acordo, a diretoria será integralmente mantida sob o comando de Rogério Melzi por mais dois anos.

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23.11.15
ED. 5253

CVM apura insider em operação da Estácio

 Em matéria de governança corporativa, a Estácio vai fechar o ano letivo em segunda época. A CVM averigua denúncias de insider information na aquisição da Faculdade de Castanhal, anunciada pelo grupo na última terça-feira, dia 17. Segundo o RR apurou, a autarquia já solicitou esclarecimentos ao diretor financeiro e de RI da Estácio, Virgílio Capobianco Gibbon – de acordo com a liturgia do órgão regulador do mercado de capitais, o procedimento costuma preceder a abertura de um processo administrativo. Aos olhos da CVM, a compra da universidade paraense é uma lição de casa cheia de rasuras.  Na tarde do dia 17, poucas horas antes de ser oficialmente protocolado na Bolsa, como manda o figurino, o Fato Relevante da Estácio sobre a aquisição da Castanhal chegou às mãos do diretor de outra empresa da área de educação. Surpreso, o executivo relatou o caso à própria CVM. Naquela mesma tarde, o comunicado teria circulado também em um grupo de WhatsApp que reúne seletos investidores do mercado de capitais. Coincidência ou não, a ação da Estácio pulou feito pipoca no pregão da Bovespa do dia 17. Ao todo, foram 8,5 mil negócios com os títulos da empresa, 35% a mais do que a média diária do mês de outubro – o Morgan Stanley e o Citi teriam sido os dois maiores compradores. A cotação, que até então acumulava uma queda de 31% no ano, subiu 10% em um único dia. São números que certamente não passaram despercebidos à CVM. Procurada, a autarquia disse que “não comenta casos específicos, para não afetar trabalhos de análise ou apuração que entenda necessários”. Já a Estácio não quis se pronunciar.

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31.08.15
ED. 5196

“Nova Estácio”

A Estácio, que construiu toda a sua história no segmento universitário, prepara sua entrada no ensino médio. A intenção é criar uma empresa à parte para o negócio. * Ainda não obtivemos retorno da Estácio.

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