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24.02.22

Com todo o gás

A TAG – leia-se Engie e o fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec – negocia um acordo de arrendamento da sua malha de gasodutos com uma grande petroleira chinesa, que atua em exploração e produção no Brasil. A empresa, ex-Petrobras, já fechou contratos semelhantes com Shell, Galp, Equinor, entre outros.

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07.06.21

O “vai ou racha” para a térmica da Engie

Está chegando a hora da verdade para a termelétrica Jorge Lacerda, empreendimento da Engie em Capivari de Baixo (SC). O grupo franco-belga mantém conversações com a Fram Capital para a venda da usina. No entanto, segundo o RR apurou, há um dead line no horizonte da companhia: se a venda não for selada até julho, a térmica a carvão será fechada em definitivo. A geradora é tida como obsoleta e representa um passivo ambiental para a Engie. Procurada pelo RR, a empresa confirma as negociações com a Fram: “A evolução da negociação é esperada para ocorrer ainda no primeiro semestre deste ano”. E se isso não acontecer? Mais uma vez, o RR acerta na mosca: “o planejamento de descomissionamento faseado do ativo deverá ser implementado, com o fechamento gradual até 2025”.

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10.07.20

Geradoras de energia cobram sua “Conta Covid”

A “Conta Covid” está longe de resolver o curto-circuito no setor elétrico, causado pela pandemia. Os grandes grupos de geração – a exemplo de State Grid, Engie, Three Gorges/EDP, entre outros – estão pleiteando ao governo um pacote de ajuda específico para o segmento, similar ao concedido às distribuidoras no valor de R$ 16 bilhões. No modelo elaborado pelo Ministério de Minas e Energia e pela Aneel e anunciado na semana passada, em tese caberá às empresas de distribuição receber os empréstimos da União e fazer com que esses recursos irriguem toda a cadeia do setor elétrico. Em tese. Na prática, as geradoras alegam que não vão ver a cor desse dinheiro. O argumento é que a maior parte do empréstimo será tragada na “fonte”, cobrindo os prejuízos das próprias distribuidoras. Até agora, das 53 concessionárias do segmento, 50 já solicitaram sua adesão à “Conta-Covid”.

As empresas de geração pressionam o governo valendo-se do principal trunfo que têm à mão: acenam com o risco de um apagão de investimentos no setor caso não recebam recursos públicos para atravessar a pandemia. O estoque de projetos do segmento soma mais de R$ 310 bilhões, contabilizando-se os leilões promovidos pela Aneel até o fim de 2019. A questão é de onde o Ministério de Minas e Energia vai tirar o dinheiro para uma eventual ajuda às geradoras? A cúpula do setor elétrico levou quase
quatro meses da pandemia para fechar o modelo da “Conta Covid” com a equipe econômica.

Em 16 de abril, a Aneel soltou uma nota técnica recomendando uma renegociação entre agentes de geração e distribuição para a “modulação de pagamentos relativos à compra de energia”. Para hidrelétricas, térmicas e congêneres foi o popular “resolvam vocês aí”. Além do risco de suspensão de investimentos na área de geração, em um cenário mais radical o Ministério de Minas e Energia já vislumbra uma nova onda de ações na Justiça. Como se o passivo judicial do setor elétrico no Brasil, da ordem de R$ 40 bilhões, já não fosse o suficiente.

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26.12.19

Assim fica difícil investir…

A Delta Geração está cobrando do governo garantia firme de fornecimento do gás boliviano. A empresa depende do combustível para religar as turbinas da térmica William Arjona, no Mato Grosso do Sul. A Delta comprou a usina da Engie, mas, até agora, nem sinal de gás. Procurada, a Delta diz que “mantém bom relacionamento com as autoridades e órgãos reguladores” e espera retomar as atividades da térmica no segundo semestre de 2020.

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13.12.19

Segunda etapa

A franco-belga Engie e o canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec, que compraram 90% da TAG por US$ 8,5 bilhões, já abriram conversações com a Petrobras para ficar com os 10% restantes. A dupla tem direito de preferência sobre o último pedacinho da transportadora de gás.

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04.10.19

Blockbuster da Bolsa

A Engie e o fundo Caisse de Dépôt et Placement du Québec, que arremataram a TAG junto à Petrobras, já discutem a abertura de capital da transportadora de gás. Pode vir a ser a maior oferta da bolsa brasileira em 2020; Por baixo, por baixo, o valuation da companhia é estimado em quase R$ 40 bilhões.

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03.01.19

Uma rajada de recursos para a Engie

A franco-belga Engie prepara uma nova emissão de debêntures incentivadas de infraestrutura para sair do forno ainda no primeiro trimestre. O valor deverá passar da marca de R$2 bilhões, acima, portanto, do lançamento de aproximadamente R$ 1,8 bilhão realizado em junho do ano passado. Os recursos serão destinados para o segmento de energia renovável, notadamente geração eólica. Os franco-belgas estão debruçados sobre dois novos projetos para o Nordeste, possivelmente na própria Bahia, já “tomada” pelo grupo. Em dezembro, entrou em operação o Conjunto Eólico de Campo Largo, no qual a Engie investiu mais de R$ 2 bilhões. Em outro front, a companhia está ultimando os preparativos para ligar as turbinas do complexo gerador da cidade de Umburanas, também na Bahia. Em tempo: ao passo que avança na geração de energia limpa, a Engie pretende retomar o processo de venda das três termelétricas a carvão localizadas em Capivari de Baixo (SC). Em pouco mais de um ano e meio, a companhia fez duas tentativas de negociar o ativo, mas não alcançou o preço esperado.

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08.11.18

Transmissão sem dívida

A franco-belga Engie é nome certo no leilão de linhas de transmissão da Aneel marcado para 20 de dezembro. Desde já, no entanto, os estrategistas financeiros do grupo quebram a cabeça para garantir a participação do grupo na disputa sem carregar em demasia o nível de endividamento. A Engie Brasil vem de uma temporada de pesados investimentos que fizeram sua dívida líquida crescer mais de 300% em pouco mais de um ano.

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05.09.18

Lusco-fusco na hidrelétrica de Jirau

A decisão da franco-belga Engie de suspender a venda de sua participação na hidrelétrica de Jirau jogou uma ducha de água fria sobre a Eletrobras. A estatal planejava aproveitar o embalo para se desfazer de parte da sua fatia na usina (40%) em conjunto com os europeus, como forma de valorizar o dote. Recentemente, teriam ocorrido duas reuniões com executivos da Engie para tratar do assunto. Seria um dos movimentos mais agudos no plano de desmobilização de ativos da Eletrobras. Agora, o negócio fica para 2019. Como, aliás, quase tudo neste crepúsculo do governo Temer.

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08.05.18

O Plano B da Engie

A venda das usinas a carvão da Engie no Brasil voltou à estaca zero. Dos 15 interessados, apenas a inglesa Contour Global apresentou uma proposta pelo complexo termelétrico de Jorge Lacerda (SC) e pelo projeto da usina Pampa Sul (RS). Ainda assim, o valor ofertado teria sido quase um terço inferior à pedida da Engie e as negociações foram encerradas. Agora, o grupo avalia alternativas para o seu plano de descarbonização. Uma das hipóteses é buscar um sócio para Pampa Sul, o maior e mais custoso dos problemas. Em construção, a usina gaúcha ainda exigirá investimentos da ordem de R$ 800 milhões.

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