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10.11.16
ED. 5493

Dólar turismo

 Está difícil para a Embratur honrar os gastos das suas representações no exterior. Na estatal, já se fala no fechamento de escritórios. Procurada, a estatal afirma que os contratos foram renovados e o orçamento do ano passado, mantido.

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 Renan Calheiros e o ex-deputado Henrique Alves disputam um cabo de guerra para indicar o novo ministro do Turismo. O primeiro trabalha junto a Michel Temer pela nomeação do deputado Marx Beltrão; o segundo, pelo ex-presidente da Embratur, Vinicius Lummertz.

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14.09.16
ED. 5454

Ministério do Turismo desperdiça o legado olímpico

 Justo no momento em que o Brasil deveria surfar na onda olímpica para impulsionar o fluxo de visitantes estrangeiros, a Pasta do Turismo é um ponto cego na Esplanada dos Ministérios. Desde que Michel Temer assumiu interinamente a presidência, em maio, a área está acéfala: Alberto Alves ocupa o cargo de ministro interinamente. A indefinição política combinada aos graves problemas de orçamento têm afetado os principais projetos do Ministério. Os Jogos Olímpicos passaram e a Embratur não sabe se terá verba para viabilizar uma campanha de marketing no exterior com o objetivo de capitalizar o sucesso do evento. Até o momento, segundo o RR apurou, não há qualquer movimentação para o lançamento da concorrência e consequente contratação da agência responsável pela ação publicitária. A esquerda tem sido mais bem sucedida em vender o discurso do golpe no exterior do que o governo em propagandear as atrações turísticas do Brasil.  A participação em feiras e congressos internacionais, fundamental para o setor hoteleiro, também está sob risco. No ano passado, a estatal marcou presença em 15 eventos. Neste ano, o número não chegará a dez. Além disso, para alguns deles, a Embratur tem enviado apenas um funcionário, contra uma média de cinco no ano passado. Consultada pelo RR, a empresa confirmou “que as restrições orçamentárias impedem a execução de projetos de promoção turística no exterior”. A empresa informou ainda que está em tratativas com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) em busca de apoio para realizar uma “campanha consistente nos principais centros emissores de turistas”.  Em 2015, o orçamento da estatal para o Programa de Promoção Internacional ficou em US$ 17 milhões. Não deu nem para a saída. A comparação com outros países da América Latina, competidores diretos do Brasil na busca por turistas, chega a ser uma covardia. No ano passado, o México gastou mais de US$ 470 milhões para propagandear suas atrações no exterior. Colômbia e Equador, por sua vez, desembolsaram algo em torno de US$ 100 milhões cada um. Já a Argentina investiu US$ 57 milhões. Vá lá que o governo Michel Temer tenha outras prioridades, mas cada ponto percentual de queda na indústria do turismo significa uma perda de aproximadamente R$ 2 bilhões.

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07.06.16
ED. 5384

Vai dar tempo?

 Conforme o RR antecipou na edição de 19 de maio, Vinicius Lummertz reassumirá a presidência da Embratur ainda nesta semana. Isso, claro, se o seu padrinho, o ministro do Turismo, Henrique Alves, permanecer no cargo até o dia da posse.

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19.05.16
ED. 5372

Indicação

 Vinícius Renê Lummertz Silva, que comandou a Embratur durante a primeira passagem de Henrique Alves pelo Ministério do Turismo, está bem cotado para reassumir a presidência da estatal. É mais um sinal do peso do Congresso – de onde saíram 13 ministros – na composição do governo Temer. O nome de Lummertz é uma indicação da bancada do PMDB de Santa Catarina.

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04.11.15
ED. 5240

Embratur é um turista com dinheiro contado

 A Embratur está tomada pelo desânimo. Nos corredores da estatal já se fala até na possibilidade de Vinicius Lummertz, que assumiu a presidência da empresa há apenas cinco meses, pegar seu boné e deixar o cargo. O motivo é a estiagem financeira da companhia. A menos de nove meses da Olimpíada do Rio, a Embratur ainda não teria fechado uma sé- rie de ações e eventos relacionados aos Jogos. Entre os projetos em atraso estaria a realização de uma ampla campanha de marketing no exterior com o objetivo não apenas de aumentar o fluxo de turistas no Rio como estimular a circulação por outras cidades do país durante a Olimpíada. Estima-se que a empreitada não saia por menos de US$ 20 milhões. Consultada, a Embratur negou atrasos nas ações referentes à Olimpíada e garante que veiculará uma “campanha publicitária nos mercados externos em 2016”. A empresa disse ainda desconhecer a possibilidade de saída de Vinicius Lummertz.  O fato é que o Ministério do Turismo foi um dos mais afetados pelos cortes no orçamento da União. O total de recursos previsto para este ano caiu de R$ 1,8 bilhão para R$ 476 milhões. Até o momento, no entanto, a Pasta só teria recebido algo em torno de R$ 70 milhões. Para 2016, está prevista mais uma redução. O orçamento elaborado pelo governo prevê um dispêndio da ordem de R$ 350 milhões.

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