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31.10.17
ED. 5736

Unificação de fundos

Na paralela do processo de privatização da Eletrobras, o governo articula a unificação dos fundos de pensão do grupo, com a fusão da Eletros, Real Grandeza, Fachesf e Previnorte.

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20.10.17
ED. 5729

Baixa voltagem

Uma medida do curto circuito financeiro das distribuidoras que serão vendidas pela Eletrobras por um valor simbólico: só a Amazonas Energia e a Ceron, de Rondônia, precisam de aportes próximos de R$ 1 bilhão.

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18.10.17
ED. 5727

“Juca Abdalla” atende de primeira à chamada da Eletrobras

O banqueiro José João Abdalla Filho, o “Juca Abdalla”, está decidido a ser personagem-chave na “descotização” da Eletrobras. O dono do Banco Clássico não esconde de ninguém que pretende aumentar sua participação na companhia, hoje em torno de 12% das ações ordinárias – somando-se os papéis em poder do banco e do fundo de investimento Dinâmica Energia. Mesmo sem uma data prevista para a privatização, Abdalla já está se preparando para a operação. Tem feito seguidas reuniões sobre o assunto com seus executivos mais próximos, notadamente José Pais Rangel, vice-presidente do Clássico e sua voz no Conselho da Eletrobras.

O próximo passo de Abdalla, segundo a fonte do RR, é a contratação de um banco de investimentos para ser o adviser da operação. “Juca Abdalla” parte de uma posição privilegiada. Sua fatia acionária é superior, por exemplo, à do 3g Radar, que tem como sócio Jorge Paulo Lemann. O fundo, tido como forte interessado na privatização da Eletrobras, detém apenas 5,1% das preferenciais.

Abdalla e seus executivos dedicam-se a desenhar possíveis cenários decorrentes da sua maior participação acionária, desde uma presença mais ativa na administração da Eletrobras – hoje ele tem apenas uma cadeira no Conselho – a eventuais oportunidades de parceria com outras empresas de energia. “Juca Abdalla”, cabe ressaltar, é um ponto de interseção entre grandes grupos do setor. Além da Eletrobras, tem participações relevantes na Cemig, Engie (antiga Tractebel), Eneva e Equatorial Energia.

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14.09.17
ED. 5704

Prata da casa

A Brookfield, que já tem mais de R$ 60 bilhões em ativos no Brasil, está contratando um ex-dirigente da Eletrobras para assessorá-la nos assuntos da privatização da empresa.

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08.09.17
ED. 5700

Fernando Coelho desata o nó entre Eletrobras e Petrobras

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho, acredita ter encontrado a solução para a dívida de quase R$ 16 bilhões da Eletrobras com a Petrobras, referente ao fornecimento de gás para termelétricas. O modelo sobre a mesa passa pela transferência de ativos da Amazonas Energia, controlada pela holding do setor elétrico. Fariam parte do pacote as usinas Mauá e Aparecida.

São as duas grandes térmicas da Amazonas Energia, responsáveis pela maior parte da encomenda de gás à Petrobras e, consequentemente, dos débitos junto à petroleira. A ideia da Pasta de Minas e Energia é que uma proposta seja alinhavada e apresentada aos Conselhos de ambas as empresas em outubro. Consultado pelo RR, o Ministério não quis se pronunciar.

O modelo muy amigo do ministro Coelho – e de um governo que tem conseguido impor suas vontades – não está sendo pensado exatamente para resolver o passivo da Petrobras, mas para evitar que o imbróglio possa atrapalhar a “descotização” da Eletrobras. E, ao mesmo tempo, impedir uma tungada fiscal e uma nova frustração de receita do governo. A petroleira já soltou um balão de ensaio solicitando a inclusão de um artigo na MP do setor elétrico que lhe dê primazia no recebimento de recursos amealhados com a “descotização” da Eletrobras.

Com as devidas ressalvas, a proposta guarda alguma semelhança com a operação feita entre o governo federal, o BNDES e a Cedae. A estatal de saneamento será jogada no colo do banco como lastro do empréstimo emergencial ao Rio de Janeiro, sem que possa ser privatizada agora. No seu caso, mesmo ganhando, a Petrobras vai perder. Se o projeto seguir adiante, a empresa acabará assumindo ativos que não serão vendidos no curto prazo e tampouco fazem parte do seu core business. Paciência! Quem sabe não surge uma proposta melhor para a Petrobras se um dia ela for privatizada…

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01.09.17
ED. 5696

Eletrobras reluz aos olhos de Jorge Paulo Lemann

Não é novidade nos corredores da Eletrobras o interesse da trinca Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira na privatização da companhia. Trata-se de um casamento de interesses quase perfeito, a despeito do mérito da venda da empresa e do modelo a ser escolhido. Lemann está para a Eletrobras assim como um ketchup para um hambúrguer. A holding de energia elétrica seria um monopólio sob medida para os seus atributos e sua consagração como empresário do setor real da economia.

A gestora 3G Radar, associada da 3G Capital, do trio Lemann/Telles/ Sicupira, já é acionista minoritária da Eletrobras. Ela está vasculhando informações sobre a estatal, produzindo relatórios e colaborando informalmente com a modelagem da operação. Um dos quadros da 3G Radar é um interlocutor constante do Ministério de Minas e Energia.

Para o governo, a atração de Jorge Paulo Lemann vai ao encontro do seu cronograma prioritário: a privatização da Eletrobras tem de sair em 2018. O megaempresário traz a grife do sucesso internacional, carrega a bandeira verde amarela, é altamente capitalizado, tem crédito no mercado, é um gerador de ebitda, tem uma tradição de reestruturação de custos e ganhos de eficiência e será bem precificado pelas bolsas. Para Lemann, quanto maior for a barafunda nos passivos, contingências, contratos etc., mais atrativo torna-se o negócio.

A contradição em termos explica-se pela assimetria de competências: o que é um problema para uns é a oportunidade para o notório desbravador de complicados M&As. E a política? E a exposição da Eletrobras nesse universo de interesses locais? Não seria nada do outro mundo.

A Ambev deu a Jorge Paulo Lemann a experiência de lidar com as bancadas regionais de parlamentares do Brasil inteiro. E a disposição do governo em criar uma corporation com controle pulverizado? Moleza para Lemann montar uma engenharia que lhe permita ter o “controle sem ter o controle”. Basta lembrar do nascimento da Imbev, a associação entre a Ambev e a belga Interbrew.

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29.08.17
ED. 5693

Erro de timing

Dessa vez, o costumeiro faro do investidor ativista Victor Adler não funcionou. Nos últimos meses, Adler se desfez de praticamente toda a sua posição no capital da Eletrobras – chegou a ter 36% das ações preferenciais e recentemente reduziu o quinhão para menos de 1%. Se esperasse um pouquinho mais, poderia ter embolsado uma bolada na semana passada, quando a ação disparou 50%.

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28.08.17
ED. 5692

Viúvo de Furnas

Mesmo antes da privatização da Eletrobrás virar realidade, Aécio Neves já se sente viúvo de Furnas. É um longo relacionamento que pode estar chegando ao fim.

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25.08.17
ED. 5691

Sobre a Eletrobras

Existe pelo menos uma variável tranquilizadora em relação à privatização da Eletrobras: a presença de Wilson Ferreira Júnior à frente do projeto.

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25.08.17
ED. 5691

Dedo de prosa sobre o bazar das estatais

Se o governo está fazendo piruetas para misturar concessão com privatização e obter uma receita extra orçamentária de R$ 30 bilhões com a Eletrobras, só resta uma conclusão: o déficit primário projetado para o próximo ano não é de R$ 159 bilhões, mas, sim, de R$ 189 bilhões. Privatizações feitas a toque de caixa são a tradução perfeita para um buraco orçamentário maior do que o previsto. E o estouro dos fogos de artifício no céu do mercado leva a crer que o governo deu somente a sua primeira estocada mortal no triângulo das grandes estatais.

As 49 empresas elencadas no PPI têm um efeito mais confeiteiro. Várias delas já tiveram sua venda anunciada anteriormente inúmeras vezes. Mas a inclusão da Eletrobras muda o enredo completamente. O mencionado expediente da golden share tem mil utilidades, inclusive a de eventualmente não ter utilidade alguma ou ser uma trucagem eficaz. Sua insuficiência imunológica já forçou o BNDES a ingressar no capital de ex-estatal para evitar que fosse descumprido o escrito e o combinado.

Fica acertado, portanto, que a golden share funciona como uma apólice de segurança junto à sociedade para a venda de ativos com maior sensibilidade política. Alguém aí falou Petrobras? O Banco do Brasil e a Caixa Econômica já podem ir para a prateleira. A engenharia de privatização da Eletrobrás tem serventia para todo o triângulo das grandes estatais.

A Petrobras, sem dúvida, seria a missão mais difícil, pois necessitaria de negociação complexa no Congresso para a mudança constitucional que veda sua alienação. BB e CEF estão à disposição. A transferência de empresas públicas para a iniciativa privada é sempre desejável em termos de ganho de eficiência. Mas vender monopólios ou quase monopólios é uma contradição do capitalismo.

Em qualquer hipótese, a desmobilização deve ser feita com o maior retorno para a sociedade. Vender na baixa é condenável segundo cláusula pétrea das leis do mercado. O ex-ministro Mário Henrique Simonsen dizia: se por acaso privatizar, a receita tem de ir para abater dívida pública e não para saldar o gasto corrente. Ou seja: não é boa medida vender as estatais e esterilizar os recursos cobrindo o déficit primário.

O decano das privatizações, o economista Ignacio Rangel, pregava que o retorno das vendas de ativos maduros deveria ser aplicado em setores nos quais o país estivesse demasiadamente atrasado. Que tal tecnologia hospitalar, inovações, para não dizer da velha senhora, a infraestrutura? Há quem diga ainda que a privatização contribuiria para reduzir a cultura de corrupção no país. Mais ou menos.

A criação de empresas monumentais aumentaria a capacidade de corrompimento e captura do Estado por esses agentes. Ah, mas a urgência do ajuste fiscal justificaria atos de coragem. Pode ser. Mas, quando se trata de patrimônio público, é um despropósito fazer da correria uma estratégia para a alienação dos ativos. Para quem já chegou até aqui, melhor seria menos açodamento

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23.08.17
ED. 5689

Sugere-se um “fundo elétrico” para a Previdência

A título de sugestão, o Ministério da Fazenda poderia refletir sobre um modelo alternativo ao de descotização, feito a partir das unidades regionais (Eletronorte, Furnas e Eletrosul, com a redefinição do papel da Chesf). Por essa ótica, as ações da União deveriam ser transferidas integralmente para um fundo de recursos vinculados ao financiamento da Previdência, que após a reavaliação e reestruturação, serviriam para dar liquidez às obrigações com aposentadoria e pensões. Em um horizonte mais longo, o modelo poderia evoluir para a privatização setorial, com a venda de participações nas controladas e a transferência dos recursos arrecadados para o fundo. Nos dois casos, haveria um contrato de gestão, com a seleção de um administrador profissional. Com esse “fundo âncora” o fluxo de necessidade de recursos para a Previdência tende a diminuir, e por conseguinte, as transferências do Orçamento. O sistema Eletrobras, reestruturado e saneado, vale pelo fluxo de dividendos e valorização dos ativos no mínimo dez vezes mais do que os R$ 10 bilhões estimados no comunicado ao mercado do Ministério de Minas e Energia. Basta que seja feita a reavaliação dos ativos pelo real valor econômico (atualizado pelos índices de correção monetária de balanço sem o expurgo). Esse modelo incorporaria o trabalho sério de reestruturação que vem sendo feito pela diretoria da Eletrobras.

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10.08.17
ED. 5680

Cinturão nordestino

A Equatorial Energia surge como um forte candidato à compra das distribuidoras do Piauí (Cepisa) e de Alagoas (Ceal), que deverão ser privatizadas pela Eletrobras ainda neste ano. Logo ali “ao lado”, a Equatorial controla a maranhense Cemar.

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30.06.17
ED. 5651

Governo busca uma saída para os passivos judiciais do setor elétrico

O governo trata como uma das condições sine qua nom para a retomada dos investimentos na área de energia a “desjudicialização” do setor elétrico, leia-se a redução do emaranhado de contenciosos que opõem o Estado e a iniciativa privada. O estoque de ações contra a União soma quase R$ 100 bilhões. O mais agudo movimento do governo para reverter esse cenário se dará nos próximos dias, quando o Ministério de Minas e Energia deverá apresentar uma nova proposta para o pagamento da dívida de R$ 62,2 bilhões referente à RBSE – Rede Básica de Sistemas Existentes, indenização paga a concessionárias de transmissão.

A solução prevê o parcelamento do valor devido – a área técnica do ministério e a Aneel ainda vão definir o prazo e os critérios para o cálculo das prestações. Metade do passivo da RBSE está “dentro de casa”: o governo federal deve à Eletrobras, sua controlada, R$ 36,5 bilhões. O equacionamento passa ainda pelas distribuidoras. O governo vai propor descontos graduais no repasse dessa dívida para as tarifas de energia.

Será uma tentativa de solucionar um imbróglio jurídico paralelo, criado no início deste ano, quando um percentual da RBSE passou a ser cobrado nas taxas de consumo. Conforme o RR antecipou na edição de 3 de abril, a Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace) entrou na Justiça contra a transferência do passivo para os preços da energia. O governo quebra a cabeça para resolver outros passivos judiciais do setor elétrico.

É o caso da dívida de R$ 10 bilhões das distribuidoras da Eletrobras com a Petrobras, referente à compra de gás. Nada, no entanto, se compara à extensão e às cifras da RBSE. Em valores, esta é a maior fatura decorrente do desarranjo regulatório que o governo Dilma provocou no setor elétrico. O instrumento funciona como uma indenização às companhias de transmissão por investimentos não amortizados realizados antes de maio de 2000. Estas concessionárias aceitaram renovar antecipadamente suas licenças em 2012, com base na MP 579. A partir daí, governo e empresas entraram em um quarto escuro, sem regras definidas para a valoração dos ativos e a quitação da RBSE.

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26.05.17
ED. 5627

Empreiteira chinesa é um atraso só em Belo Monte

State Grid e Eletrobrás, sócias da Belo Monte Transmissora de Energia (BMTE), deverão entrar na Justiça para rescindir o contrato com a Sepco, uma das maiores empreiteiras chinesas. A intenção é buscar uma construtora que assuma a toque de caixa as obras de instalação de um terço dos mais de 2,1 mil quilômetros de linhas de transmissão de Belo Monte, a cargo dos asiáticos. O imbróglio chegou a tal ponto que nem mesmo a State Grid, controladora da BMTE com 51%, parece disposta a salvar a pele da conterrânea.

Não há patriotismo capaz de apagar os maus serviços e atrasos da Sepco. Para quem acredita que abrir as portas da construção pesada aos chineses pode ser um remédio contra a hecatombe do setor, Belo Monte oferece um episódio didático. Até março, a Sepco já teria recebido cerca de R$ 9 milhões em multas aplicadas pela BMTE por descumprimento do cronograma.

Mesmo com as penalidades, pouco ou nada mudou. Das 1,5 mil torres de transmissão a cargo da Sepco, apenas 600 teriam sido fincadas. Dos oito lotes de construção, somente três estão atrasados: todos de responsabilidade de construtora chinesa. Os esforços da State Grid e da Eletrobras se concentram agora em reduzir o prejuízo e os atrasos. Ambas já dão como quase certo que dificilmente conseguirão energizar integralmente o linhão de Belo Monte em fevereiro de 2018, como prevê o cronograma original.

Consultada pelo RR, a BMTE não se pronunciou especificamente sobre os atrasos e as multas. Disse que “não confirma as informações”, mas admitiu que “está discutindo amistosamente com a Sepco para que ela atenda suas metas dentro do prazo”. Para bom entendedor… A empreiteira chinesa, por sua vez, não retornou.

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20.04.17
ED. 5603

Belo Monte em bloco

A chinesa Zhejiang Electric Power Construction (ZEPC) vai fazer um arrastão no capital de Belo Monte. Além de uma parcela das ações da Eletrobras, negocia também a compra das participações da Cemig e Light, que são uma só, e da Petros. A pescaria deverá dar à ZEPC mais de 30% da usina, transformando-a na segunda maior acionista, atrás apenas da própria Eletrobras.

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03.02.17
ED. 5553

Pêndulo

O governo ainda quebra a cabeça na busca por uma fórmula para a venda das seis distribuidoras de energia penduradas na Eletrobras. Ora, pende para a negociação conjunta do sexteto; ora, para a divisão do pacote em dois grupos de três.

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25.01.17
ED. 5546

Fiação elétrica

A Eletrobras pretende acertar com a Aneel um caminho alternativo que acabe com a proibição da Chesf e da Eletronorte de participarem de leilões de linhas de transmissão de energia elétrica em função de atrasos em obras no segmento. A tratativa passa pela concessão de um waiver pela agência às duas estatais, que poderiam disputar os próximos leilões mediante a assinatura de um termo de compromisso. Por ele, Chesf e Eletronorte terão novos prazos para acabar com o descumprimento de cronogramas, mas, se não forem honrados, as empresas perdem as concessões arrematadas nos novos leilões. A Chesf tem 1,5 mil dias de atraso médio nos empreendimentos e a Eletronorte, 500 dias.

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23.01.17
ED. 5544

Eletrobras em curto

Contas feitas por uma fonte muito próxima da Eletrobras apontam para um balanço de 2016 inesquecível. No pior dos sentidos. Somente com Angra 3, Amazonas Energia e o empréstimo compulsório sobre grandes consumidores de energia, criado nos anos 70, as perdas devem chegar a R$ 10 bilhões.

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16.12.16
ED. 5518

Muralhas da China

  • A State Grid vai disputar a compra de quatro distribuidoras de energia que serão leiloadas pela Eletrobras na Amazônia. A vontade de aquisição é grande. O plano dos chineses é reunir as concessionárias do Acre, Rondônia, Amazonas e Boa Vista (RR) em uma subholding. A fonte do RR informou que a State Grid prevê gastar em torno de R$ 5 bilhões para raspar o tacho amazônico.

 

  •  A CNOOC já definiu os parceiros para dar sustentação em suas novas incursões na compra de blocos de exploração e produção de petróleo: o Bank of America e o conterrâneo Industrial and Commercial Bank of China (ICBC). O foco será o pré-sal. A boa nova é que a CNOOC decidiu participar das próximas licitações com ou sem a Petrobras, com quem tinha um acordo de investimento.

 

  • A Camargo Corrêa está vendo escorrer entre os dedos o maior interessado na compra da construtora, a China Communications Construction Company (CCCC). O grupo chinês, que adquiriu recentemente a Concremat, teria deixado a mesa de negociações sem dar muitas explicações. Procurada pelo RR, a Camargo Corrêa evitou, de todas as formas, se pronunciar sobre o assunto.

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01.12.16
ED. 5507

Dentro do possível

A título de registro: a cifra de R$ 1,1 bilhão que a Eletrobras arrecadou com o leilão da Celg D, realizado ontem, mal cobre os cerca de R$ 960 milhões de prejuízos que a distribuidora goiana gerou para a holding federal apenas em 2015. Mas foi o possível.

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23.11.16
ED. 5501

Moto contínuo

O GIC, fundo soberano de Cingapura, não para de comprar ações da Eletrobras. Já teria rompido o patamar de 5% das preferenciais.

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03.10.16
ED. 5467

Eletrobras

 A Eletrobras vai vender em até cinco lotes as 174 participações que tem em Sociedades de Propósito Específico (SPE) nas áreas de geração e transmissão de energia elétrica. Cada lote terá um adviser diferente e a divisão seguirá critérios de proximidade geográfica dos ativos e nível de receita. A estatal espera arrecadar ao menos R$ 20 bilhões com os negócios.

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 A “reforma da previdência” vai começar pelos fundos de pensão do setor elétrico, que têm acumulado recorrentes déficits atuariais. O governo costura a fusão do Real Grandeza (Furnas), Eletros (Eletrobras), Fachesf (Chesf) e Previnorte (Eletronorte). O assunto é conduzido pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. A associação daria origem a uma fundação com R$ 15 bilhões de patrimônio.

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12.09.16
ED. 5452

Operação Decantação avança sobre a Celg

 Em meio a um turbulento processo de privatização, a Celg ainda enfrenta o risco de um escândalo policial. Segundo o RR apurou, a Polícia Federal apura o envolvimento da empresa no esquema de corrupção investigado na Operação Decantação, que levou à recente prisão do presidente do PSDB de Goiás, Afreni Gonçalves, e do ex-secretário de Fazenda de Marconi Perillo e atual número 1 da Saneago, José Taveira Rocha. Há indícios de que a distribuidora de energia goiana também teria sido usada para desviar recursos públicos por meio de licitações fraudulentas. As irregularidades teriam ocorrido entre 2010 e 2012, quando, então, a Celg, em grave crise financeira, foi federalizada. Neste momento, a empresa passou à gestão da Eletrobras, e a fonte secou. Com isso, o esquema de corrupção teria se mudado de mala e cuia para a Saneago.  Em Goiás, o caso já é chamado de “Lava Jatinho tucana”. Segundo cálculos preliminares da PF, cerca de R$ 4,5 milhões em recursos públicos teriam sido desviados da Saneago para beneficiar políticos do PSDB. Esta cifra, no entanto, tende a se multiplicar caso fique comprovado que o esquema também agiu na Celg. No último dia 24 de agosto, a Operação Decantação cumpriu 120 mandados judiciais.  Trata-se de um fato a mais a tumultuar a vida da Celg, justo no momento em que o governo federal tenta se desfazer do seu controle. O leilão marcado para o último dia 16 de agosto foi suspenso por falta de candidatos. Nova tentativa está prevista para o dia 25 de novembro.

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17.08.16
ED. 5435

Linhão

 A Eletrobras pretende se desfazer de boa parte de sua rede de transmissão, com 61 mil quilômetros de linhas, metade do que o Brasil tem. A ordem é fazer caixa.

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09.08.16
ED. 5429

Eletrobras cola todas as peças do quebra-cabeças nuclear

 Na arrumação que será feita na Eletrobras o novo presidente da companhia, Wilson Ferreira Jr., passará uma borracha no atual diagrama de divisão de tarefas, responsabilidades, projetos e gestão do setor nuclear. Ferreira vai assumir a missão atômica de desmontar uma estrutura de blattarias ou isópteros, espécies que simbolizam a resistência de vida no planeta. As baratas são metáforas para o aparelho nuclear do Estado. Alinhado com a Casa Civil e os Ministérios de Minas e Energia e de Ciência e Tecnologia, Ferreira deverá refundar o segmento dos pés à cabeça. De cara, será criada uma empresa para integração da cadeia nuclear, juntando a INB – produtora e processadora do urânio –, a Nuclebrás Equipamentos Pesados e a Eletronuclear – operadora das usinas. Há ganhos para todos os lados na reorganização dessa estrutura esclerótica e fracionada. A consolidação compensa as perdas de capital humano qualificado devido aos programas de demissão, agiliza as decisões e reduz o custo administrativo de funcionamento da máquina em 30%.  Feito o dever de casa, Ferreira traz para o seu colo a retomada da instalação de Angra 3 com um novo modelo. A diferença, pela proposta em estudo, é que o novo construtor bancará com recursos próprios a obra, mas terá a garantia de retorno com a assinatura de um Power Purchase Agreement. Por esse modelo, parte da energia gerada será do construtor, mas a operação da usina ficará com a nova companhia criada para enfeixar a área nuclear.  A reorganização de toda a operação com a captura de multi sinergias, vai facilitar a celebração de acordos da Eletrobras com investidores privados para a viabilização das novas usinas. Isso acontecerá mesmo que não seja aprovada no curto prazo a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permite a participação majoritária de empresas privadas na operação de usinas nucleares. A nova estatal nuclear terá força suficiente para negociar com esses investidores, em um mesmo pacote, o fornecimento do combustível, a operação da usina e a venda da energia. Essas empresas podem entrar como minoritárias nos projetos – como já aconteceu em outros países, como Estados Unidos e França – e aguardar a aprovação da PEC para assumir o controle das geradoras nucleares. Ferreira promete reger essa orquestra de elementos radioativos com luvas de chumbo e batutas de urânio. Vai extrair mú- sica dos radioisótopos. Currí- culo para isso, ele tem.

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29.07.16
ED. 5422

Cadeira cativa

A Energisa, da família Botelho, é vista na própria Eletrobras como a mais forte candidata à compra da Celg. O leilão da distribuidora goiana está marcado para o próximo dia 19.

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29.07.16
ED. 5422

Austeridade

 O novo presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira, vai cortar o número de secretárias (hoje são três), o efetivo de dez assistentes e as salas exclusivas no Rio e em Brasília. A ordem é reduzir tudo ao mínimo. Nenhum diretor terá mais secretária exclusiva. E vem mais por aí.

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14.07.16
ED. 5411

O crepúsculo dos deuses da estatização

 O secretário Moreira Franco parece ter lido a Filosofia do Martelo, de Friedrich Nietzsche. Moreira, assim como o filósofo alemão, quer bater na estátua de barro das concessões e privatizações para que ela tilinte como moeda, mesmo com o risco de quebrá-la. O tempo das marteladas no Estado brasileiro vai ter início com a votação do impeachment de Dilma Rousseff. A partir daí, às favas com os pruridos. O governo terá de emitir uma sinalização aguda. Entregar dedos e anéis. Pode ser redução do valor cobrado pela outorga, alívio na Taxa Interna de Retorno (TIR), diminuição das restrições à liberdade tarifária, apoio financeiro ao seguro garantia, desobstrução dos entraves ambientais, muita grana barata (não há mais dúvida que o BNDES voltará a ser o banco das privatizações) e desembaraço regulatório. A percepção é que Dilma deificou as dificuldades, afastando os investidores e construindo uma rota de fuga para aqueles que da boca para fora queria atrair.  O governo Temer só tem essa bala de prata: contratar o maior número de concessões e privatizações jamais visto na história deste país. Ou seja, fazer o Dilma III, só que com êxito. Dilma tentou o PAC e leilões e licitações, mas deixando o investidor na sala dos fundos. Temer, levado nas asas do querubim Moreira, vai alojar o investidor na sua cama. Há nessa decisão afinidade ideológica, racionalidade política e acerto com o empresariado pelo apoio ao impeachment. Uma parcela do ajuste fiscal teria de ser paga com a privatização e transferência do Estado. A lógica da desestatização é oportuna, no caso também oportunista, mas não tem nada a ver com fantasias lisérgicas de que o FBI estaria por trás de tudo – apud PT. Temer pretende entregar mais do que o bureau norte-americano jamais teria imaginado. Isso vale tanto para o número de projetos quanto para a intensidade dos leilões de oferta de ativos, cobranças mais baixas pelo Estado e liberdade de ações para os vencedores dos certames.  Mesmo nas áreas onde há resistência corporativa forte, a exemplo de Petrobras e Eletrobras, a ideia é forçar a venda de 100% de empresas controladas, tais como BR e Furnas, que, por serem emblemáticas, entrariam também na conta do efeito demonstração. Para os que pensam na contramão, más notícias: os preços de liquidação dos ativos no Brasil vão trazer, sim, interessados; uma grande parte desses investidores será composta por aqueles grupos esquisitos russos, chineses, árabes e africanos; o tal choque de eficiência previsto será grande parte em cima do emprego; e a dinheirama com a venda será impressionante em termos absolutos e decepcionante em termos relativos. Essas preocupações primitivas com entreguismo, qualidade dos parceiros e preço de banana estão banidas do governo Temer. Se depender do secretário Moreira Franco, que parece ter lido Nietzsche, mais precisamente o Crepúsculo dos Deuses – a outra face da Filosofia do Martelo – mitos existem para serem quebrados. E ele o fará a golpes de malho.

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12.07.16
ED. 5409

Um espelho de Pedro Parente na Eletrobras

 O novo presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira, vai assumir o cargo, no próximo dia 22, em condições similares às de Pedro Parente, na Petrobras. Terá carta branca para tocar a gestão. Como primeira medida, Ferreira pretende acabar com as ilhas autônomas em que se transformaram Furnas , Chesf e Eletronorte. Vai apresentar ao ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, uma proposta de extinção das presidências das controladas e substituí-las por diretorias-gerais. É uma demonstração de força. Historicamente, as presidências das estatais são ocupadas por políticos ou seus protegidos. Ferreira quer um técnico em cada diretoria-geral. Motivos para a profissionalização não faltam: as elétricas estão envolvidas em suspeitas de corrupção, têm sido tratadas como feudos por gatos gordos da área política e precisam ser preparadas para uma eventual privatização, ocorra ela ou não. A premissa é que a gestão tem que ser privatizante.

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27.06.16
ED. 5398

Descarga elétrica

 Uma das missões da nova diretoria da Eletrobras é a extinção da Eletropar . A controlada da holding estatal é acionista de cinco empresas de energia, com participações inferiores a 1,5% de cada uma. Em 2015, teve um modesto lucro de R$ 5 mil e despesas de R$ 1,5 milhão apenas com a remuneração de diretores e conselheiros.

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20.06.16
ED. 5393

Novo capítulo

A Petrobras, que já cobra judicialmente quase R$ 2 bilhões em dívidas da Eletrobras relacionadas ao fornecimento de combustíveis para distribuidoras do grupo, deverá acrescentar mais alguns valores no contencioso. A companhia estuda levar para os tribunais uma dívida de R$ 5 bilhões que a Eletrobras tem com a Cigás. Procurada, a Eletrobras diz que negociou a dívida. Faltou combinar com a Petrobras: segundo ela, o assunto ainda está pendente.

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17.06.16
ED. 5392

Cepisa

 Os planos do governo de privatizar ainda neste ano a Cepisa, uma das distribuidoras federalizadas pela Eletrobras, podem esbarrar na Aneel. Na agência, já se discute a possibilidade de intervenção na distribuidora piauiense. A decisão seria motivada pela piora dos indicadores técnicos e operacionais e pela preocupante situação financeira da companhia. A Cepisa tem um passivo a descoberto da ordem de R$ 700 milhões. Ou seja: se a Aneel nada fizer, a questão é saber que investidor se candidata a pegar essa lâmpada incandescente.

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16.06.16
ED. 5391

Eletrobras reduz o “custo Belo Monte”

Há uma negociação em curso para que a Eletrobras e suas controladas reduzam à metade a sua participação na Usina de Belo Monte, hoje de 49%. Segundo o RR apurou, a Chesf já teria oferecido sua fatia de 15% no consórcio Norte Energia para a chinesa Three Gorges. A tendência é que a própria Eletrobras negocie uma parcela das suas ações em conjunto com a subsidiária, reduzindo, assim, sua participação de 15% para 5%. A princípio, apenas a Eletronorte manteria sua fração atual, de 20%. A medida tem como objetivo reduzir a pressão sobre o caixa do Grupo Eletrobras. Ainda em construção, Belo Monte é um sugadouro de capital. Até o fim do ano, exigirá um aporte da ordem de R$ 1,1 bilhão.  De certa forma, com a redução da presença da Eletrobras, Belo Monte voltará ao figurino societário original. A licitação se deu no modelo de livro aberto: todos os investidores chamados a participar do projeto passaram a dividir o controle do empreendimento, com parcelas do capital não superiores a 10%. Posteriormente, a estatal viria a aumentar sua fatia acionária. Com as mudanças, a Eletrobras permanecerá como a maior acionista individual, mas não terá mais a primazia na escolha da maioria do Conselho e da gestão executiva da Norte Energia. Procurada pelo RR, a Eletrobras não comentou o assunto.

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09.06.16
ED. 5386

Furnas é candidata a abre-alas do programa de privatizações

  Assim como encontrou no “Ordem e Progresso” um slogan para o seu governo, o presidente interino Michel Temer acredita ter achado o emblema do seu programa de privatizações. Furnas deverá ser a escolhida para puxar a fila de estatais ofertadas à iniciativa privada. No entendimento do governo, a subsidiária da Eletrobras tem o “physique du rôle” adequado para inaugurar o processo de desmobilização de ativos da União. Se não tem o porte de uma Caixa Econômica Federal ou, quiçá, de uma Petrobras, nem de longe resvala nas arestas que praticamente inviabilizam qualquer tentativa de venda de dois colossos como estes – no caso da petroleira, então, seria um suicídio político.  Ainda que não esteja no top five das estatais, Furnas tem um notório peso no setor elétrico. Responde por um quarto do parque gerador do Sistema Eletrobras, com 10 mil MW de capacidade instalada entre 12 hidrelétricas e duas térmicas. Concentra praticamente um terço da rede de transmissão do grupo, com 23 mil quilômetros de linhas. É bem verdade que o futuro controlador terá a missão de fazer um ajuste na companhia, que vem de recorrentes prejuízos – quase R$ 500 milhões nos últimos dois anos. Em contrapartida, quem comprar a estatal carregará mais de 20% da receita total da Eletrobras, ou algo em torno de R$ 6,5 bilhões ao ano. Por essas razões, o governo interino de Michel Temer está convicto de que Furnas tem o punch necessário não apenas para simbolizar o programa de desestatização, mas, sobretudo, para afiançar ao mercado que ele não é apenas uma “promessa de campanha”.  Caberá ao secretário de investimento, Moreira Franco, a missão de clonar o programa de privatizações puro-sangue da era FHC. Aliás, vem de lá a disposição de se desfazer da joia da coroa do Sistema Eletrobras. A ideia surgiu no segundo mandato de Fernando Henrique. Muito antes de Sergio Moro ou de Rodrigo Janot, o então governador Aécio Neves também se manifestava favorável à privatização da empresa. Com modelos diferentes, a alienação de parte do capital de Furnas foi cogitada também nos governos Lula e Dilma.  Bem recentemente, o presidente de Furnas, Flávio Decat, executivo de confiança da presidente afastada Dilma Rousseff, reuniuse com representantes sindicais para apresentar uma proposta de abertura de capital da empresa. A ideia era vender até 49% da companhia. A venda do pedaço com a manutenção do controle, no entanto, não interessa a Temer e cia. O secretário de investimentos já disse em boa voz: “Vamos privatizar de verdade e não para fazer cena”.

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03.06.16
ED. 5382

Petrobras já conta com o dinheiro das elétricas no caixa

 O novo comandante da Petrobras, Pedro Parente, conta como líquido e certo que Michel Temer vai sancionar nos próximos dias a Medida Provisória 706, aprovada pelo Senado na última terça-feira, véspera da posse do executivo. Parente já ganhou do governo federal a promessa de que os reajustes dos preços dos combustíveis não mais estarão subordinados à política econômica. Conta agora com o apoio do governo federal para obter um reforço no caixa da companhia. Se a MP for sancionada, a Petrobras conseguirá receber ainda nesse ano a totalidade ou a maior parte do pagamento de uma dívida de aproximadamente R$ 10 bilhões da Eletrobras com a companhia. O débito está relacionado à compra de combustível para o abastecimento de termelétricas que fornecem energia a distribuidoras da holding de eletricidade na Região Norte. É o maior crédito da petroleira no mercado brasileiro, cujo valor chega bem perto do que a companhia pretende arrecadar com o plano de vendas de ativos em 2016 – aproximadamente R$ 14 bilhões.  O caso mais grave está localizado no Amazonas. A Eletrobras tem se valido de seguidas liminares na Justiça para impedir que a Petrobras venda combustível à distribuidora amazonense apenas mediante pagamento à vista. A MP 706 não apenas autoriza que as dívidas das distribuidoras de Rondônia, Roraima, Amapá e Amazonas sejam pagas parcialmente com o aumento das tarifas de energia elétrica em todo o país como também autoriza que o restante seja quitado com repasses do Tesouro para o grupo Eletrobras.  Joga a favor do pleito de Parente o fato de que, se não houver repasse das dívidas para as tarifas, o Tesouro terá de arcar com tudo ou, no limite, deixar o endividamento contaminar cada vez mais o caixa dessas distribuidoras até o limite da insolvência. A situação impediria a privatização das companhias e ainda abriria espaço para uma – há bem pouco tempo impensável – intervenção da Aneel nas quatro distribuidoras. —  Na cerimônia de posse da presidência da Petrobras, Pedro Parente deu a entender que não conta com um aporte do Tesouro na Petrobras. Bulhufas! Parente estava na frente de Henrique Meirelles, que projetou um déficit primário de R$ 170 bilhões; um déficit que pode ser ainda maior. Se dissesse o contrário, abriria uma crise no governo logo após a conclusão da sua posse. Mas todos sabem que cortar gastos e vender ativos não é suficiente frente ao tamanho do passivo da empresa. Uma forma mimética de capitalizar a estatal seria fazer um encontro de contas entre a Petrobras, BNDES e Tesouro Nacional. Em vez de repassar R$ 40 bilhões à União, conforme está previsto, os recursos seriam destinados à Petrobras. A capitalização, de uma forma ou de outra, não tarda. A não ser que haja intenções inconfessáveis em relação à estatal.

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02.06.16
ED. 5381

Enel Brasil busca ativos para não virar uma lâmpada queimada

O novo presidente da Enel Brasil, Carlo Zorzoli, chegou à empresa como um salvador da pátria. Das duas uma: ou o executivo consegue impor seu plano de negócios e inaugurar uma temporada de aquisições ou a companhia está fadada a virar uma mera produtora de fagulhas ou algo que valha, em razão do progressivo processo de esvaziamento da operação brasileira. Zorzoli está empenhado em transformar a primeira hipótese em realidade e já saiu a campo em busca de ativos para engordar a operação da Enel no Brasil. No topo da lista está a AES Sul. A norte-americana AES já decidiu vender a distribuidora para se concentrar no Sudeste, por meio da Eletropaulo. A intenção de Zorzoli é não apenas avançar em um mercado de razoável proporção, como o gaúcho, como também transformar a AES Sul em plataforma para a compra de outras distribuidoras na região. Com a empresa gaúcha, os italianos ficariam bem posicionados, por exemplo, para participar da privatização da área de distribuição da CEEE, que tem área de concessão contígua à da AES Sul. Muito provavelmente terá como adversária a CPFL, que já tem uma distribuidora no estado, a RGE. O cardápio de oportunidades para a Enel se estende ainda a outros estados, diante do desejo manifesto do governo em privatizar as nove concessões de distribuição penduradas na Eletrobras. Zorzoli chegou ao país em circunstância hostil e acabou se transformando na grande esperança de uma subsidiária que, gradativamente, vem perdendo poder na operação da Enel na América Latina. Os italianos estão transferindo o centro de decisões do grupo na região para o Chile, mais precisamente para a controlada Enersis. Neste momento, a companhia está passando por um processo de cisão, que dará origem a duas empresas, a Enersis Chile e a Enersis América – , ambas com ações na Bolsa de Santiago. A subsidiária brasileira ficará subordinada à segunda. Zorzoli se esforça para evitar que estas mudanças reduzam ainda mais a importância relativa da Enel Brasil e inviabilize seus planos para a companhia, que, além de aquisições, incluem uma reorganização societária. O executivo pretende juntar os ativos de geração e distribuição da antiga Endesa Brasil – incluindo a Ampla e a Coelce –, com os da Enel Green Power, de energias renováveis. Esta nova estrutura transformaria a Enel em um grande grupo integrado da área de energia elétrica, algo bem diferente do atual condomínio de empresas que operam praticamente uma de costas para as outras. * Citada, a Enel não retornou o nosso contato.

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27.05.16
ED. 5377

Controle chinês

 A Eletrobras colocou à venda um de seus principais ativos de transmissão: a fatia de 49% no primeiro linhão de Belo Monte. A participação já teria sido oferecida à State Grid, detentora dos demais 51%. Caso feche o negócio, os chineses controlarão todo o sistema de transmissão de Belo Monte. A State Grid já é dona de 100% do segundo linhão.

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 O Planalto escalou uma tropa de choque para garantir que o Senado aprove a polêmica Medida Provisória 706. Na linha de frente, estão os ministros Romero Jucá e Geddel Vieira Lima, que têm notória influência sobre o Congresso. Entre os senadores, o trabalho de convencimento é conduzido pelos peemedebistas Eduardo Braga e Edison Lobão – não por coincidência, dois ex-ministros de Minas e Energia. A MP 706 prevê o repasse aos consumidores de energia de R$ 3,5 bilhões relativos a perdas das distribuidoras federalizadas pela Eletrobras. A proposta passou sem problemas pela Câmara dos Deputados. Mas, devido à forte reação contrária das empresas de energia e da própria Aneel, o governo colocou seus centuriões em campo para evitar uma reviravolta no Senado.

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 O consórcio Norte Energia, responsável pela Usina de Belo Monte, está sofrendo um blecaute financeiro. Além da Chesf, Eletrobras e Eletronorte também estariam postergando repasses à empresa. Somados, os atrasos seriam da ordem de R$ 300 milhões. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Norte Energia e Eletrobras.

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13.05.16
ED. 5368

Aviso prévio

O nº 1 da Eletrobras, José da Costa Neto, não deverá esperar pelo cartão vermelho. Segundo o RR apurou, entregará sua carta de demissão ao longo da próxima semana.

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12.05.16
ED. 5367

Aporte nas estatais está no topo da agenda Temer

 As capitalizações da Petrobras e da Eletrobras, com recursos do governo, já está contratada junto ao futuro ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. É consenso entre os próceres de Michel Temer que o nível de endividamento das duas empresas superou a instância corporativa e beira a irresponsabilidade cívica. Ambas as estatais têm uma participação no crescimento econômico insubstituível. E encontram-se aos frangalhos devido a um passivo que não tem solução fora da injeção de recursos públicos. A estimativa é que a Petrobras não sai do ponto em que se encontra se não for capitalizada em R$ 100 bilhões. Essa ordem de grandeza não dispensa corte de despesas e de investimentos e venda de ativos. É uma medida indispensável, conforme Armínio Fraga, que vem sendo cogitado para a presidência da Petrobras. Quando o economista se manifesta publicamente a favor de um aporte de capital na estatal, existem pelo menos três hipóteses: ou ele está com a carteira da sua gestora de recursos abarrotada de papéis da dita cuja; ou faz o seu próprio lobby para o cargo; ou exerce o hábito de ser palpiteiro. O RR considera a terceira hipótese como a mais provável.  O modelo que está sendo cogitado é um derivativo da proposta do BTG de conversão da dívida da Petrobras junto aos bancos públicos. Em um novo ambiente econômico, com um dólar na faixa de R$ 3,20, previsão da própria estatal, a regulamentação das leis que retiram a obrigatoriedade de participação em 30% nos campos do pré-sal e o fim da exigência do similar nacional, é razoável esperar que a capitalização da empresa seja acompanhada pelo acionista minoritário. No final do ano passado, ainda com Joaquim Levy na Fazenda, e no início deste ano, com Nelson Barbosa na Pasta, Aldemir Bendine bateu na porta de ambos com o mesmo pedido. Não foi atendido. A perspectiva agora é a de que a dívida pública bruta é um problema consumado, para se resolver apenas mais à frente. O débito das estatais não pode mais ser ignorado.  A capitalização da Eletrobras será menos espetaculosa, mas não menos relevante do que a da Petrobras. Há engenhosidades sendo preparadas no laboratório de Minas e Energia de Michel Temer. Elas passam fundamentalmente pela área de transmissão. As participações da Chesf, Furnas, Eletronorte e Eletrosul no setor seriam transferidas para a própria holding, mais precisamente para um novo braço da estatal: a Eletrobras Transmissão. Esta empresa já nasceria como dona do maior colar de ativos no transporte de energia elétrica do país, com participação em quase metade das linhas transmissoras em operação e em fase de implantação. Ou seja: em uma das mãos, ativos maduros, já amortizados; na outra, a garantia de receitas futuras com a entrada em cena das novas concessões. Um mix que seria ofertado ao mercado numa bandeja de prata com a abertura de capital da Eletrobras Transmissão. Por vias oblíquas, o governo captaria recursos para a empresa-mãe tocar projetos prioritários, notadamente na área de geração – a começar pela construção das usinas do Tapajós. Nesse caso, aliás, Temer já vai receber de herança o modelo e o edital para a concessão das hidrelétricas.

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12.05.16
ED. 5367

Fiação elétrica

 Ex-presidente da Eletrobras, Firmino Sampaio vem mantendo intensa interlocução com o novo diretor-geral do ONS, Luiz Eduardo Barata. Ligado ao DEM, Firmino é forte candidato a voltar ao governo na gestão Michel Temer.

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30.03.16
ED. 5337

Eletrobras é o fio de esperança na transmissão

 A Eletrobras é a Petrobras às avessas. Se, de um lado, o governo abriu mão da presença compulsória da petroleira no pré-sal; do outro, a holding do setor elétrico terá de engolir a fórceps quilômetros e mais quilômetros de linhas de transmissão. Diferentemente do que previa o modelo original, a Eletrobras vai entrar nos leilões do segmento previstos para abril e julho. A companhia terá participações minoritárias nos consórcios vencedores por meio das controladas Furnas, Eletronorte e Eletrosul. Apenas a Chesf ficará de fora – a companhia foi proibida pela Aneel de participar de novos empreendimentos de transmissão por conta de atrasos em antigos projetos. A entrada em cena da Eletrobras é vista no governo como a única maneira de viabilizar as novas licitações e evitar a repetição do fracasso registrado em novembro do ano passado: das 12 licenças ofertadas, apenas quatro receberam propostas. Na ocasião, a Aneel conseguiu arrecadar apenas R$ 3,5 bilhões, menos de 45% da receita estimada. Consultada, a Eletrobras não quis comentar o assunto.  A escassez de investidores e a ameaça de um novo insucesso falaram mais alto do que a intenção do governo de preservar o caixa da Eletrobras. Mesmo depois de a Aneel incorporar uma série de determinações feitas pelo TCU – a começar pelo fatiamento das licenças em dois leilões e o aumento da taxa de remuneração dos projetos de 8,5% para 9,5% –, faltam candidatos para a licitação. Segundo alta fonte do Ministério de Minas e Energia, até o momento apenas a Taesa – leia-se Cemig e o FIP Coliseu – garantiu sua presença na concorrência de abril. Ainda assim, condiciona sua participação à associação com a Eletrobras.  O desembarque nas duas próximas licitações da Aneel exigirá um contorcionismo financeiro da Eletrobras. A companhia terá de fazer ajustes no seu orçamento, remanejando recursos que estavam originalmente destinados a outros projetos na área de transmissão – o plano de investimentos da estatal prevê cerca de R$ 5 bilhões para este segmento.

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22.03.16
ED. 5332

Bota fora

Além da venda das nove distribuidoras federalizadas, a Eletrobras estuda reduzir sua participação em outras empresas para fazer caixa. A derrama começaria pela Celesc.

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  Acionistas da Eletrobras, entre eles o BlackRock e Victor Adler, um dos mais agressivos minoritários do mercado de capitais brasileiro, se articulam para entrar na Justiça contra a estatal. O objetivo é barrar o aporte de R$ 150 milhões de Furnas na Santo Antônio Energia que foi aprovado pela subsidiária sem ser submetido ao Conselho de Administração da holding. Procurada pelo RR, a Eletrobras não comentou o assunto.

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10.03.16
ED. 5324

Imobiliária

 A Eletrobras deverá ocupar o prédio da rua da Quitanda, 196, no Centro do Rio, que até dois anos atrás abrigava a sede do ONS. O Eletros, fundo de pensão da própria estatal e dono do imóvel, agradece. Desde que o ONS deixou o local, jamais conseguiu encontrar um novo inquilino.

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08.03.16
ED. 5322

Venda da Celg

 O Ministério de Minas e Energia deverá divulgar ainda neste mês o edital de privatização da goiana Celg, uma das distribuidoras sob gestão emergencial da Eletrobras.

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19.02.16
ED. 5310

Descarga elétrica

 A Amazônia Energia , uma das distribuidoras federalizadas, deverá receber um aporte emergencial da Eletrobras, da ordem de R$ 500 milhões. Consultada, a Eletrobras confirmou que marcará uma AGE para tratar do assunto.

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12.02.16
ED. 5305

Furnas é um condado nas Minas e Energia

   O recente vazamento do eventual projeto de abertura do capital de Furnas, prontamente desmentido pelo governo, mostrou o quanto é sinuosa e cheia de atalhos a estrutura hierárquica na área de Minas e Energia. O presidente da estatal, Flavio Decat, levou o assunto para a reunião com sindicalistas realizada no último dia 13 de janeiro – e de lá para a mídia – sem consultar formalmente o ministro Eduardo Braga e o seu superior imediato, o nº 1 da Eletrobras, José da Costa Neto. Segundo o RR apurou, a proposta de IPO de Furnas chegou a ser discutida no ano passado, dentro de um plano maior que previa também a oferta de ações da Eletronorte, Chesf e Eletrosul. No entanto, ela foi engavetada pelo próprio Eduardo Braga, que considerou o timing inadequado – nas reuniões, o ministro chegou a usar como exemplo as dificuldades da Petrobras para vender parte da BR. Decat não tomou ciência de Braga e desarquivou essa agenda por conta própria. Não foi o primeiro curto-circuito entre ambos. Consultada, a Eletrobras informou que “não há, neste momento, qualquer autorização governamental para a operação”.  Em condições normais de temperatura e pressão, o prazo de validade de Flavio Decat na presidência de Furnas já teria se esgotado – talvez antes mesmo deste último episódio –, devido ao seu, digamos assim, excesso de proatividade. Mas o organograma da cúpula do setor elétrico tem suas sutilezas. Decat pertence à cota pessoal de Dilma Rousseff, a quem é muito ligado desde os tempos em que ela estava no Ministério de Minas e Energia. Costuma ser recebido no Planalto com frequência superior à de muitos ministros. O próprio Eduardo Braga tem dificuldade em medir se o vazamento dos planos para um IPO de Furnas ocorreu por mero voluntarismo de Decat ou se esse balão subiu aos céus soprado pelo Planalto. Braga talvez prefira nem saber.

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25.01.16
ED. 5294

Conta de luz

 Há uma articulação para que a Eletrobras e suas subsidiárias Chesf e Eletronorte assumam o novo aporte de capital na Usina de Belo Monte, aumentando sua participação no consórcio. Os demais sócios, que já injetaram R$ 590 milhões no fim de 2015, resistem a aportar mais de R$ 500 milhões. É o valor de que Belo Monte precisa para honrar seus compromissos de curto prazo.

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16.12.15
ED. 5270

A fagulha que falta para as usinas do Tapajós

  O ministro Eduardo Braga e a direção da Eletrobras estão montando uma tour de force financeira para viabilizar a entrada da Eletronorte na licitação das usinas do Rio Tapajós. A operação passa por um acordo com um pool de bancos de fomento da Alemanha e da China encabeçado pelo KfW e pelo China Development Bank. A própria participação da estatal no consórcio será dada como garantia para o empréstimo. Os pagamentos, por sua vez, serão vinculados à venda futura de energia das hidrelétricas.  Inicialmente, a Eletronorte ficaria de fora do leilão. Mas, na atual conjuntura, o governo está convicto de que a privatização das usinas só sairá do papel com a garantia de que a estatal participará do consórcio vencedor. A licitação das duas hidrelétricas do Tapajós – São Luiz e Jatobá – é o grande evento do setor elé- trico programado para 2016. Mais do que isso: é fundamental para o reequilíbrio das contas públicas em 2016. A expectativa do governo é arrecadar de R$ 15 bilhões a R$ 20 bilhões com a venda das duas usinas. A seguinte empresa não retornou ou não comentou o assunto: Eletrobras

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14.12.15
ED. 5268

Bazar elétrico

 A Eletrobras está contando dinheiro no fundo da gaveta. Além da venda das distribuidoras federalizadas, vai se desfazer de suas participações na Celesc e na CEEE. Tomando-se como base o valor de mercado das duas empresas, não dá mais do que R$ 100 milhões. Uma merreca. Eletrobras não comentou o assunto.

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10.12.15
ED. 5266

Alta voltagem

 A CPFL vai surpreender pelo tamanho do seu apetite. É candidata à aquisição de praticamente todas as distribuidoras federalizadas que serão negociadas pela Eletrobras nos próximos meses.

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02.12.15
ED. 5260

Tractebel aposta suas fichas nas térmicas a carvão

 Para horror dos ambientalistas, o carvão venceu, tornando-se um elemento cada vez mais importante na equação energética do país. Que o diga a Tractebel, maior grupo de geração privado do Brasil. A companhia franco-belga está investindo cerca de R$ 2 bilhões para aumentar sua produção de energia térmica a carvão. Além da aposta no greenfield, o grupo articula uma operação capaz de lhe garantir a primazia sobre algo em torno de 8% das reservas do mineral em território brasileiro. Para isso, costura uma associação com a Copelmi, controlada pelo empresário gaúcho Roberto Faria. A Tractebel aportaria no negócio suas duas térmicas no país e uma terceira, ainda em fase de construção. Já a Copelmi entraria na operação com a termelétrica de Seival e sua participação de 70% em uma unidade de regaseificação de carvão – os 30% restantes pertencem à sul-coreana Posco. Mas o principal fio condutor da operação está no subsolo do Rio Grande do Sul. Pelo acordo, a Tractebel garantiria o direito de preferência na compra de carvão das seis minas da Copelmi, cujas reservas superam 2,5 bilhões de toneladas. Consultada, a Tractebel não quis se pronunciar. Já a Copelmi disse “não confirmar a informação”.  A Tractebel considera a operação estratégica. A participação do carvão na matriz energética brasileira tem crescido seguidamente. Entre 2013 e 2014, este índice passou de 2,4% para 2,9%. Neste ano, deverá atingir 3,5%. Mesmo com a retra- ção da economia e a queda do consumo energético, a expectativa é que este patamar chegue a 5% em dois anos. Além da usina em construção no Rio Grande do Sul, a Tractebel planeja a instalação de mais duas geradoras no país. Ao se associar à Copelmi e incorporar a térmica de Seival ao seu portfólio, o grupo passará a ter uma capacidade da ordem de 1,2 mil MW, distanciando-se da Eletrobras (816 MW no total) como o maior produtor de energia térmica a carvão do país

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02.12.15
ED. 5260

Eletrobras

 A Eletrobras trabalha com o prazo de fevereiro para concluir a venda de sua participação de 50,3% na Celg, uma das nove distribuidoras de energia federalizadas. Para a estatal, já vai tarde.

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25.11.15
ED. 5255

Tratamento de choque

 A diretoria da Eletrobras vai adotar um tratamento de choque para reequilibrar o caixa da Chesf, subsidiária do grupo em situação financeira mais delicada. Além da venda de participações em projetos de geração, a empresa deverá ficar de fora dos leilões de transmissão programados para 2016. A medida já teria o aval do Conselho da Eletrobras e do próprio ministro Eduardo Braga. A projeção de caixa da Chesf para o próximo ano não permite que a estatal se comprometa com novos aportes no segmento. Ressalte-se que a empresa já havia sido proibida pela Aneel de participar da última licitação de linhas de transmissão deste ano, realizada no dia 6 de novembro, por conta do atraso médio de mil dias em suas obras no setor.

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11.11.15
ED. 5245

Eletrosul fecha o ano com “saldão” de ativos

 Se depender do presidente da Eletrosul, Djalma Berger, o governo Dilma Rousseff vai se tornar o mais privatista da história. Berger encaminhou ao Conselho da Eletrobras um plano de desmobilização de ativos capaz de enrubescer os economistas tucanos. Entre as “mercadorias” mais relevantes destacam-se a hidrelétrica de Mauá, no Paraná, e metade da participação da companhia na usina de Jirau, hoje de 20%. Na categoria “contrapeso”, o prato da balança chega a transbordar. Entram nesse pacote as linhas de transmissão dos Lotes A e E arrematadas pela estatal no leilão da Aneel de agosto do ano passado, o Complexo Eólico Cerro Chato, em Sant’Ana do Livramento (RS), as PCHs Barra do Rio Chapéu e João Borges, em Santa Catarina, e a hidrelétrica de São Domingo, no Mato Grosso do Sul. O Credit Suisse já foi contratado para avaliar os ativos e formatar o modelo de venda.  O clima na Eletrosul é de barata-voa. A Eletrobras é, ao mesmo tempo, algoz e vítima. Ela foi a responsável por cortar em 30% o orçamento da controlada. Mas o que fazer se ela própria é vítima do degringolamento das contas públicas? O fato é que Djalma Berger pretende colocar a holding em córner. Vai levar como alternativa o atraso ou mesmo o cancelamento de projetos de geração. Todas as saídas são ruins, inclusive a própria desmobilização, já que não há candidatos e, se existirem,  será na bacia das almas. Procurada pelo Relatório Reservado, a seguinte empresa não retornou ou não comentou o assunto: Eletrosul.

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03.11.15
ED. 5239

E o dinheiro?

 Segundo o RR apurou, o orçamento da Eletrobras para 2016 que será encaminhado ao Conselho nos próximos dias não prevê recursos para o polêmico projeto de construção de uma hidrelétrica na Nicarágua. Consultada, a empresa informa que “a participação em empreendimentos de geração em outros países faz parte da sua estratégia”.

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13.10.15
ED. 5225

Descarga

O presidente da Chesf, José Miranda, deverá ser eletrocutado do cargo até o fim do ano. A estatal virou recordista de atrasos no Sistema Eletrobras: quase uma centena de projetos da área de transmissão estaria com o cronograma descumprido. Aliás, o ministro Eduardo Braga costuma se referir a Miranda como “aquele que só me traz problema”.

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23.09.15
ED. 5212

“Eletrolão”

Recentemente, com uma discrição pouco habitual, agentes da Polícia Federal e representantes do Ministério Público teriam ido à sede da Eletrobras, no Centro do Rio, para apreender documentos e computadores. Oficialmente, a estatal nega a operação.

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01.09.15
ED. 5197

Luz apagada

O nº 1 de Furnas, Flavio Decat, tem despachado diretamente com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. É como se o presidente da Eletrobras, José da Costa Neto, sequer existisse.

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31.08.15
ED. 5196

Ajuste fiscal

A Eletrobras cancelou a construção da nova sede na Av. Chile. A Caixa Econômica, que faria o financiamento, já foi comunicada. A alta direção da estatal permanecerá no prédio da Av. Presidente Vargas, no Centro do Rio. Aliás, a Eletrobras deverá cancelar o aluguel de escritórios na cidade. Aperta daqui, encolhe dali, e todos os executivos serão agrupados no edifício sede. * A Eletrobras não quis comentar sobre o cancelamento.

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28.08.15
ED. 5195

Cardeal fora

Citado em depoimento do empreiteiro Ricardo Pessoa, Valter Cardeal se licenciou da diretoria de geração da Eletrobras. Mera formalidade, um rito de passagem até o desligamento efetivo do cargo. * A Eletrobras não nos retornou.

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24.08.15
ED. 5191

Venda em série

Se conseguir emplacar a privatização da Celg neste ano, a intenção da Eletrobras é vender as distribuidoras do Piauí e de Roraima no primeiro trimestre de 2016.

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20.08.15
ED. 5189

Curto circuito

Está saindo faísca na relação entre Delcídio do Amaral e o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. O motivo é a pressão do senador petista em indicar nomes para a diretoria da Eletrobras e de suas subsidiárias. Noutro dia, Braga chegou a desabafar com um assessor: “O Delcidio sabe que não está em condições de pressionar ninguém”.

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Na semana passada, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, conversou longamente com o presidente do Senado, Renan Calheiros, sobre os riscos da Lava Jato avançar sobre as empresas do Sistema Eletrobras. Após o encontro, Braga confidenciou a um colaborador que saiu da reunião mais intranquilo do que entrou.

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Em seu mais recente depoimento, o delator premiado Ricardo Pessoa, da UTC, teria feito novas revelações sobre desvios de recursos no Sistema Eletrobras.

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Na famosa reunião da última sexta-feira no Palácio da Alvorada, entre os diversos impropérios que disparou, a presidente Dilma Rousseff citou, de forma nada lisonjeira, o diretor de geração da Eletrobras, Valter Cardeal. Mais novo “premiado” pela delação do empreiteiro Ricardo Pessoa, Cardeal sempre foi um dos colaboradores mais próximos de Dilma na área de energia.

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15.07.15
ED. 5163

Eletrobras

O presidente da Eletrobras, José Carvalho Neto, tem trabalhado feito um mouro para montar o programa de desmobilização de ativos da estatal. Além das distribuidoras federalizadas, o pacote inclui as participações na CTEEP, de transmissão, na gaúcha CEEE e na catarinense Celesc.

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08.07.15
ED. 5158

Peneira elétrica

O presidente da AES Eletropaulo, Britaldo Soares, tenta convencer os norte-americanos a investir na compra de uma das distribuidoras de energia que serão vendidas pela Eletrobras. Soares defende que, no meio daquele joio, há algum trigo. Oficialmente, a companhia tira o corpo fora e nega o interesse nas distribuidoras federalizadas.

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07.07.15
ED. 5157

Delcídio X

O senador Delcídio do Amaral tenta emplacar o ex-diretor da EBX Paulo Monteiro na Eletrobras ou em uma de suas controladas.

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29.05.15
ED. 5131

Eletrocarma

Um sentimento derrotista paira sobre os executivos destacados pela Eletrobras para tocar a venda das distribuidoras federalizadas. Na própria companhia já se fala num Plano B – ou Z, como ironizam alguns: a criação da Eletrobras Distribuição, um braço que reuniria a participação da estatal nas seis concessionárias sob sua gestão. E haja estômago para suportar os prejuízos dessas empresas.

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07.05.15
ED. 5115

Eletrobras

O governo estuda transferir toda a diretoria da Eletrobras para Brasília. O objetivo seria aproximar o comando da estatal da cúpula do setor elétrico, a começar pelo próprio Ministério de Minas e Energia. Na prática, seria como tirar a sede da empresa do Rio. Consultada pelo RR, a Eletrobras disse “não confirmar a transferência da diretoria”.

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20.04.15
ED. 5104

Eletrobras

As motivações são distintas. Mas, a exemplo da Petrobras, a Eletrobras estaria embalando um pacote de ativos que será colocado sobre o balcão. O embrulho, segundo o RR apurou, teria de tudo um pouco: linhas de transmissão, projetos de geração e participações em distribuidoras. Oficialmente, a estatal nega estudos para a venda de ativos.

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26.01.15
ED. 5048

Eletrobras pluga seus investimentos na State Grid

 Se, no passado, a State Grid era uma pulga atrás da orelha do governo, desconfiado de suas reais intenções no país, agora os chineses pisam em tapete vermelho. Os asiáticos mereceram a distinção de uma reunião com Eduardo Braga no fim de dezembro, antes, portanto, de ele assumir formalmente o Ministério de Minas e Energia. Motivo do encontro: o governo quer estender a parceria entre a Eletrobras e a State Grid, por ora restrita a  construção da linha de transmissão de Belo Monte. O foco é a área de geração. Em pauta, a construção não apenas de hidrelétricas, mas também de termelétricas a gás natural, carvão e biomassa, usinas eólicas e solares. As duas empresas deverão assinar um protocolo de intenções tão logo seja definida a nova diretoria da Eletrobras. Em português claro: a área de Minas e Energia quer transformar o grupo chinês em parceiro preferencial da estatal para investimentos no segmento de geração. O que mais a Eletrobras precisa, a State Grid tem de sobra. Os chineses já desembolsaram mais de R$ 8 bilhões no Brasil em investimentos no setor de transmissão. Prometem outro tanto para os próximos quatro anos. A parceria com a estatal no segmento de geração envolveria aportes da ordem de R$ 12 bilhões em três anos, valor equivalente a um quarto do que a Eletrobras prevê investir no período para a expansão do parque gerador brasileiro. Ou seja: a aliança com os asiáticos, se consumada, trará um refrigério para o caixa da companhia. O estreitamento das relações entre a Eletrobras e a State Grid tem também um forte caráter profilático. Por razões mais do que óbvias, o Ministério de Minas e Energia trabalha com a expectativa de uma redução dos aportes das grandes construtoras em projetos hidrelétricos. Ao que tudo indica, ainda há muita água para passar pelas turbinas da Operação Lava Jato. As negociações com a State Grid preveem ainda a atração de outros parceiros internacionais, como as nipônicas Itochu e Sumitomo, interessadas em participar como investidoras de projetos na área de geração.

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15.01.15
ED. 5041

Eletrobras

O presidente da Eletrobras, José da Costa Neto, não está sozinho na corda bamba. O diretor de distribuição, Marcos Aurelio Madureira, também está na lista de trocas da estatal. O substituto deverá sair da lavra do PMDB de Minas. A pasta cuida das problemáticas distribuidoras federalizadas.

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