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17.08.17
ED. 5685

Largou o barco

A investida da Lava Jato sobre o ex-secretário Rodrigo Bethlem calou fundo no entorno de Eduardo Paes. Bethlem é
tido como “volúvel”. Basta lembrar que, no meio da eleição, pulou para o barco de Marcelo Crivella.

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10.08.17
ED. 5680

Em nome do filho

O nome de Leonardo Picciani surge, desde já, como o estepe do PMDB para 2018 caso a Lava Jato afogue a candidatura de Eduardo Paes ao governo do Rio. O que divide o coração de seu pai, Jorge Picciani, é o risco do rebento não ganhar a eleição, terminar seu mandato de deputado federal e acordar em 1 de janeiro de 2019 sem imunidade parlamentar.

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02.08.17
ED. 5674

Sob encomenda

Meio de brincadeira, meio a sério, Eduardo Paes tem comentado com aliados a possibilidade de virar enredo na Marques de Sapucaí em 2018. Funcionaria como o lançamento da sua campanha ao governo do Rio. Isso, claro, se a Lava Jato não atravessar o samba do ex-prefeito.

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16.06.17
ED. 5641

A brisa que sopra do outro lado da Baía

Contavam-se nos dedos as mesas ocupadas, na última terça-feira à noite, no restaurante Alloro, requintado estabelecimento gastronômico do Rio, localizado no térreo do Hotel Windsor Atlântica. No mesmo prédio, em outros idos, jorraram do alto cascatas de fogos iluminando o réveillon da cidade. Eram 20h10, um horário em que casas daquele gabarito começam a acender os fornos na cozinha.

Chamava a atenção na meia luz do ambiente o beija-mão que os raros presentes concediam a um casal jantando discretamente em uma mesa próxima à janela. As mesuras eram feitas em voz baixa. Evitavam declamar em bom som o nome do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves. A palavra de ordem podia ser entreouvida: “Nosso governador”. Alguns até iam mais fundo: “Se o Eduardo Paes vier candidato, vai ser uma lavada”.

Neves é filiado ao Partido Verde e substituiu o ex-prefeito Jorge Roberto Silveira como latifundiário da política no município fluminense. Entre um gole e outro na taça trans-lúcida, fazia um ligeiro aceno de mão. Ali no Alloro, de repente, não mais que de repente, a reputada culinária do norte da Itália tornou-se um detalhe.

A trufa do dia era o político jovial que todos pareciam saborear. A julgar pela adulação, um senhor candidato ao governo do mais desmilinguido estado do país. Em tempo: o último prefeito de Niterói que atravessou a Baía e assumiu o Palácio Guanabara foi Moreira Franco.

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07.06.17
ED. 5635

Rio Negócios é uma etapa nada nobre no currículo de Olavo Monteiro de Carvalho

O marquês de Salamanca meteu-se em um embrulho muito além da sua vã filosofia. Para os neófitos, o título nobiliárquico pertence ao empresário Olavo Monteiro de Carvalho,  presidente do Grupo Monteiro Aranha, que, junto com o Pão de Açúcar, Corcovado, Maracanã e outros monumentos mais e menos votados, é um dos símbolos do Rio de Janeiro. Olavo é presidente do Conselho da Rio Negócios, uma agência sem fins lucrativos, criada como um satélite independente da gestão Eduardo Paes e voltada para a promoção de novos empreendimentos, meio ambiente e desenvolvimento urbano.

Uma boa ideia, que entre tantas outras, depende da qualidade do seu entorno. Paes e Sérgio Cabral não são o melhor exemplo de parceria para qualquer agência. A dependência de ambos acabou deixando a Rio Negócios a ver navios. E o marquês de Salamanca, pendurado com a brocha na mão. Olavo Monteiro de Carvalho, como presidente do Conselho, é, em última instância, o responsável pelo “pepinódromo” que se tornou a Rio Negócios.

A agência está dando um calote no mercado de R$ 1,7 milhão. Só à Associação Comercial do Rio deve R$ 500 mil em aluguéis atrasados. Fora dessa conta estão os passivos trabalhistas, com várias rescisões feitas sem o pagamento dos compromissos fiscais correspondentes. O número de negócios expressivos feitos pela Rio Negócios forma um conjunto vazio. Mas os dedos das duas mãos teriam de ser multiplicados para enumerar o número de viagens de Marcelo Haddad, seu superintendente-geral.

Muita gente boa entrou nesse barco, junto com Olavo, mas, como ele assumiu o timão, ficará com o ônus dos desajustes e ineficiências da gestão. Marcelo Crivella, que quer distância do antecessor, não renovou o contrato firmado por Eduardo Paes, uma das âncoras financeiras da agência. Por enquanto, a saída encontrada é para lá de provinciana: abrir uma Niterói Negócios, no município do outro lado da ponte. O marquês de Salamanca entrou nessa por amor ao Rio, emprestando nome e tradição. Vai parar encalhado na terra de Arariboia com o espeto das contas na mão. Não era para ser assim.

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15.03.17
ED. 5578

Um candidato de risco

Eduardo Paes interrompeu sua temporada em Nova York para assistir ao desfile das campeãs na Marquês de Sapucaí, voltou a dar a entrevistas e está mais ativo do que nunca nas redes sociais. Não há dúvidas: Paes já está em campanha para o governo do Rio, seja a eleição em 2018 ou antes. Isso, claro, se Curitiba deixar.

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27.12.16
ED. 5525

Currículo

Correm a boca miúda diferentes versões sobre a repentina desistência de Eduardo Paes em dar aula na Universidade de Columbia. Uma delas diz que a instituição simplesmente teria cancelado os cursos sobre desenvolvimento urbano para os quais o prefeito havia sido convidado. A outra é que o próprio Paes declinou do convite por “livre e espontânea vontade” depois que a direção da universidade criou uma série de empecilhos para a sua contratação.

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14.11.16
ED. 5495

Primárias

Eduardo Paes pretende manter um blog durante o período em que dará aulas na Universidade de Columbia. Para não perder, digamos assim, contato com a gente do Rio.

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 Henrique Meirelles e Ilan Goldfajn mantêm a relação de chefe e subordinado que tinham no Banco Central, no governo Lula. Melhor não mexer: talvez seja assim que as coisas funcionam bem. •••  Joseph Safra, que se mudou para Mônaco há cerca de seis meses, não tem planos de voltar tão cedo para o Brasil. •••  Comentário de um tucano de alta plumagem sobre a promessa de João Doria de não disputar a reeleição: “Ele vai repetir o Serra e deixar a Prefeitura em 2018 para disputar o governo do estado.” Vale o dito e o desdito. •••  Derrotado nas eleições, Pedro Paulo deve retomar seu mandato na Câmara dos Deputados antes mesmo do fim do governo de Eduardo Paes.

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26.09.16
ED. 5462

De férias

 Eduardo Paes deverá deixar a licitação do parque olímpico para o próximo prefeito. É muito desgaste para pouco dividendo político.

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 Eduardo Paes recomendou a Pedro Paulo que pegue leve com Marcelo Freixo e Jandira Feghali. Ambos poderão ser muito úteis em um eventual segundo turno.

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 Até ontem à noite, a agenda olímpica do candidato Pedro Paulo previa sua presença em mais de 70 eventos até o fim da Rio 2016, quase sempre ao lado do prefeito Eduardo Paes. Não demora muito vai ter concorrente acionando o TRE. Não custa lembrar que, oficialmente, a campanha eleitoral começa apenas em 16 de agosto.

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 Romário está sorrindo de orelha a orelha. Pesquisa recém-chegada às suas mãos, feita apenas dois dias após o anúncio da sua candidatura, o coloca empatado com Marcelo Crivella na disputa pela Prefeitura do Rio, ambos com 28%. No entanto, o que mais deu prazer ao Baixinho foi ver a posição de Pedro Paulo. O candidato do desafeto Eduardo Paes não chega a 5%. Ao olhar os números do peemedebista, Romário disse, com sua tradicional voz sibilada: “Esse daí, Peixe, já caiu para a segundona”.

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 Não é só Michel Temer que deverá passar por uma saia justa na cerimônia de abertura da Olimpíada, caso Dilma Rousseff decida comparecer ao evento. Para constrangimento de Eduardo Paes e de seu candidato a tiracolo, Pedro Paulo, Romário já avisou que pretende marcar presença entre as autoridades. A dois meses das eleições, aproveitará a efeméride para testar sua popularidade.

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 Jorge Picciani e Eduardo Paes estão mais tensos do que os zagueiros que tinham de marcar o Baixinho. Ao olhar dos caciques peemedebistas, o recuo do serpenteante Romário em relação ao impeachment de Dilma Rousseff é um sinal de que ele poderá relançar sua candidatura a prefeito do Rio com o apoio do PT.

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 Uma fração do PT do Rio insiste em manter o apoio à candidatura de Pedro Paulo à Prefeitura do Rio. Os dissidentes são liderados por Adilson Pires, atual vice-prefeito de Eduardo Paes.

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28.04.16
ED. 5357

Passe errado

 Frase atribuída ao senador Romário ao se referir à sigilosa passagem de Eduardo Paes por Genebra para uma suposta reunião com dirigentes do COI: “Minhas viagens à Suíça são públicas e registradas nas redes sociais”. Romário não perdoa Paes. Para ele, o prefeito do Rio teria sido o responsável por vazar a informação de que o ex-jogador teria uma conta secreta em um banco suíço.

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22.04.16
ED. 5353

Novas alianças

 Com a decisão do PT de retirar o apoio à candidatura de Pedro Paulo para prefeito do Rio, Eduardo Paes busca novas alianças. O principal alvo é o PDT, de Carlos Lupi.

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 Às portas de uma ruptura no plano nacional, PT e PMDB se esforçam para seguir dançando de rosto coladinho no Rio. Eduardo Paes promete apoiar a reeleição de Lindbergh Farias ao Senado caso ele pare com o discurso separatista e mergulhe de cabeça na candidatura de Pedro Paulo à Prefeitura.

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 Eduardo Paes combinou com o governador Pezão e Sérgio Cabral que deflagrará a campanha de Pedro Paulo à Prefeitura do Rio antes mesmo da Olimpíada.

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 No staff de Eduardo Paes, a palavra de ordem é paciência. A aposta é que o escândalo envolvendo Pedro Paulo Carvalho, candidato à sucessão de Paes, só fica em cartaz no noticiário até o fim do ano.

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 Romário tem se aproximado de Eduardo Paes. É o velho faro de artilheiro. O senador e potencial candidato à Prefeitura do Rio acredita que o apoio de Paes poderá cair no seu colo, como uma das tantas bolas que se ofereciam a ele na quina da pequena área. Como se sabe, o eterno candidato de Paes, Pedro Paulo Carvalho, caminha sobre uma corda bamba desde que teve seu nome citado no noticiário policial.

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 Ao menos no Rio, Dilma Rousseff parece estar com o corpo fechado. Além da tropa de choque formada por Sergio Cabral, Pezão e Eduardo Paes, Dilma tem mantido frequente interlocução com Marcelo Crivella.

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06.07.15
ED. 5156

Maratona

Eduardo Paes pretende visitar várias capitais brasileiras para falar sobre o case Rio 2016. Não, não! Antes que alguém venha com caramingola na cabeça, o projeto antecede a pesquisa Datafolha, que lhe deu mirradinhos 2% de intenções de voto numa eventual candidatura a  presidência.

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