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14.09.17
ED. 5704

Michel Temer e as perigosas curvas da estrada de Santos

Se Rodrigo Janot ficasse mais tempo no cargo, teria um novo território onde escarafunchar uma terceira denúncia da PGR contra o presidente Michel Temer. A investigação de favorecimento à empresa Rodrimar é apenas o fio da meada das ações inconfessáveis no setor portuário. Outras facilidades foram concedidas por meio da Companhia Docas de Santos, antigo feudo de Temer.

Nos anos mais recentes, as operações passaram a ser conduzidas por Eduardo Cunha, que, a mando do atual presidente, passou a ser o interlocutor entre as empresas, a autoridade portuária, a Advocacia Geral da União e a miríade de agências reguladoras do setor. Basta lembrar de todas as artimanhas de Cunha para embarreirar a votação da MP dos Portos, em 2013. A favor de Temer, pesa o fato de que essa “prestação de serviços”, digamos assim, aconteceu antes de ele assumir a Presidência da República, o que o eximiria de responsabilidade criminal.

Entretanto, uma empresa, pelo menos, teria sido agraciada no início da gestão de Temer, quando Cunha tinha o mandato para representá-lo. Se o ex-presidente da Câmara acertar a delação premiada, as travessuras no Porto de Santos estarão entre as tramoias reveladas. Basta convocar os executivos das operadoras de terminais e da autoridade portuária. Todo mundo sabe. Ou já ouviu falar. Santos sempre foi uma vaca leiteira.

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Jorge Picciani está se tornando tutor político dos “órfãos” da Lava Jato. Mentor de Marco Antonio Cabral, filho de Sérgio Cabral, terá também participação direta na campanha de Danielle Dytz da Cunha à Câmara dos Deputados. Herdeira do capital político de Eduardo Cunha – sim, ele existe -, já é possível antever a jovem Danielle em palanques do interior do Rio, nas inúmeras cidades dominadas pelo PMDB, falando da “injustiça” que fizeram com seu pai.

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Ontem, o Palácio do Planalto foi chacoalhado pela informação de que Eduardo Cunha está prestes a encaminhar a Moreira Franco e Eliseu Padilha uma relação de perguntas demolidoras, como fez com Michel Temer. A conferir.

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01.08.17
ED. 5673

Corpo fechado

O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, pensou em se livrar do deputado Marcelo Aro, diretor de Ética e Transparência da entidade. Foi aconselhado a “não mexer nesse negócio”. Esse “negócio” atende pelo nome e sobrenome de Eduardo Cunha, responsável por “infiltrar” o parlamenta r na CBF.

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28.07.17
ED. 5671

Vitor ou Vitória?

No “toma lá dá cá” para barrar o pedido de abertura de inquérito contra Michel Temer, o governo está ressuscitando ou engavetando pautas no Congresso ao gosto do freguês. Para receber as bênçãos da bancada evangélica, por exemplo, promete apoiar o projeto de lei do deputado e pastor Hidekazu Takayama (PSC-PR), que proíbe o uso do
nome social de travestis e transexuais em órgãos da esfera federal, como estatais, autarquias e universidades. A proposta é tão polêmica, para se dizer o mínimo, que nem o evangélico Eduardo Cunha topou levá-la adiante quando comandava a Câmara.

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18.07.17
ED. 5663

“Bolsa gratidão”

O deputado Carlos Marun – o mais estridente defensor de Michel Temer, Eduardo Cunha et caterva no Congresso – tem colhido seus dividendos por tão desmedido apoio. Nas últimas semanas, vem fazendo um giro pelo interior do Mato Grosso do Sul para anunciar, todo pimpão, a liberação de verbas do governo federal para educação, saúde, saneamento etc.

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17.07.17
ED. 5662

O dono do pedaço

Segundo fonte do MP, o doleiro Lucio Funaro apontou que o suposto esquema de desvios de recursos do FI-FGTS prosseguiu mesmo após a prisão de Eduardo Cunha, o então “dono do pedaço”.

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22.06.17
ED. 5645

Longe do holofote

Claudia Cruz celebrou seu aniversário de 50 anos, na última segunda-feira, de forma reservada, junto a poucos familiares. Nada que lembrasse os concorridos festejos da senhora Eduardo Cunha nos últimos anos, especialmente as recepções na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados.

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20.06.17
ED. 5643

Cálculo de um “alto oficial” do PMDB

A delação de Eduardo Cunha vai arrastar, por baixo, por baixo, 150 parlamentares. Ao câmbio do dia, equivale a duas listas e meia da Odebrecht.

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03.05.17
ED. 5610

“Bombando” no twitter

Não deixa de ser curioso: Eduardo Cunha ganhou 40 mil seguidores no Twitter desde que foi preso, em outubro. Isso sem qualquer nova postagem de lá para cá, por motivos mais do que óbvios.

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25.04.17
ED. 5605

Voltando para o azul

O FI-FGTS, antigo cluster de Eduardo Cunha, voltou a operar no azul. Em 2015, a carteira de ativos registrou um prejuízo de R$ 900 milhões.

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19.04.17
ED. 5602

Se os elevadores falassem…

Entre os procuradores da Lava Jato, o tradicional Edifício Depaoli, no Centro do Rio, já ganhou a jocosa alcunha de “Propinão”. O prédio abriga escritórios do ex-deputado Eduardo Cunha, do senador Lindbergh Faria e da UTC Engenharia. Nos últimos meses, a presença de agentes da Polícia Federal no condomínio virou rotina.

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18.04.17
ED. 5601

Rádio pirata

A Lava Jato investiga se Eduardo Cunha ainda é sócio de uma rádio em Pernambuco que, segundo ele, teria sido vendida há dez anos. Entre os procuradores, a emissora já ganhou um slogan: “A rádio que toca propina”.

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07.04.17
ED. 5595

Prontuário

A defesa de Eduardo Cunha fez novo pedido de habeas corpus ao STF, fato confirmado ao RR pelos advogados do ex-deputado. Não custa lembrar que, em fevereiro, Cunha encaminhou à Justiça exames médicos para comprovar que é portador de um aneurisma intracraniano.

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cunha-rr-5590
31.03.17
ED. 5590

Os fundos de Cunha

A delação de Fabio Cleto, que era o homem de Eduardo Cunha na Caixa Econômica, empurra a Lava Jato para cima dos fundos de pensão Petros, Previ e Funcef. Cleto tem ajudado a força tarefa a mapear a interferência do próprio Cunha em investimentos da tríade, a começar pela malfadada Sete Brasil.

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27.03.17
ED. 5586

As contas de Cunha

Pelo visto, a família de Eduardo Cunha já conseguiu equacionar os problemas de liquidez que vinha acusando. O pagamento do condomínio das salas 3201, 3203, e 3212 do Edifício Di Paoli, no Centro do Rio, que chegou a acumular três meses de atraso, foi normalizado. As três pertencem a Cunha, conforme declaração de bens entregue ao TSE em 2014.

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13.03.17
ED. 5576

Renan, o “pobre órfão”

Renan Calheiros deu para se queixar de tudo. Além de bradar contra o poder de Eduardo Cunha junto ao Planalto, reclama também de perda de espaço no Senado para Eunício de Oliveira e Romero Jucá. Está bem, o RR acredita no coitadinho: Renan não apita mais nada no governo…

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14.02.17
ED. 5560

Sem Cunha, mas com melodia

Curioso: foi só Eduardo Cunha, maior nome do seu cast de apresentadores, sair de cena para a Rádio Melodia atingir, em janeiro, o maior ibope da sua história (2,3%). Ainda assim, corre no mercado que, depois da prisão do ex- deputado, o pastor evangélico Francisco Silva tem suado para pagar as contas da emissora, informação que a empresa nega.

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02.02.17
ED. 5552

Telefone sem fio

O deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) tem mantido assídua interlocução com o presidente Michel Temer. O que significa dizer que Eduardo Cunha tem mantido assídua interlocução com o presidente Michel Temer.

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27.01.17
ED. 5548

Fim de mandato

A trajetória profissional de Danielle Dytz Cunha, filha de Eduardo Cunha, sofreu um duro baque. Antes concorridíssima, a publicitária encerrou suas atividades de assessoria e consultoria a parlamentares.

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26.01.17
ED. 5547

Habeas corpus adiado

A morte de Teori Zavascki abalroou Eduardo Cunha. Seus advogados já dão como certo o adiamento do julgamento do pedido de habeas corpus previsto para 8 de fevereiro.

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13.01.17
ED. 5538

Apoio a distância

Diretamente do cárcere, Eduardo Cunha tem se empenhado em caçar votos para a candidatura de Jovair Arantes (PTB-GO) à presidência da Câmara dos Deputados. Pelo menos é o que a campanha de Rodrigo Maia faz questão de espalhar entre os congressistas.

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09.01.17
ED. 5534

Delação a caminho 2

Entre os parlamentares, há um consenso de que 8 de fevereiro é o dia D de Eduardo Cunha. Se o STF negar seu pedido de habeas corpus, previsto para ser julgado nessa data, o ex-deputado parte para a delação.

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05.01.17
ED. 5532

Réveillon 2

No vai e vem entre Curitiba e Rio de Janeiro, Claudia Cruz e as filhas de Eduardo Cunha tiveram um réveillon discreto. Bem diferente da passagem de 2015 para 2016, quando desfrutaram do conforto e luxo de um resort em Cuba, com direito às imagens de praxe nas redes sociais.

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27.12.16
ED. 5525

Lava Jato 1

A Lava Jato investiga as relações do doleiro e lobista Lucio Funaro com Furnas. O que significa dizer que ela investiga as guloseimas e travessuras de Eduardo Cunha na estatal.

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23.12.16
ED. 5523

Literatura policial

O sistema penitenciário brasileiro ainda vai acabar formando uma nova geração de escritores. A exemplo de Eduardo Cunha, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, condenado no julgamento do mensalão, aproveita o cárcere para rascunhar suas memórias. Antes do BB, Pizzolato passou pela Previ e trabalhou na campanha de Lula em 2002.

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22.12.16
ED. 5522

Dr. Delação

O advogado Marlus Arns de Oliveira, contratado por Eduardo Cunha e Claudia Cruz há menos de dois meses, tornou-se o principal estrategista da defesa do casal. Arns é especialista em delação premiada.

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Além de Michel Temer, Eduardo Cunha pretende chamar Jorge Picciani como sua testemunha de defesa. Nem que seja apenas para também lhe enviar uma lista de apimentadas perguntas.

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 Os ministros Eliseu Padilha e Geddel Vieira Lima foram destacados para monitorar a pulsação de Eduardo Cunha na prisão, notadamente seus batimentos cardíacos em relação a Michel Temer.

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01.11.16
ED. 5487

Evocação

 O Planalto tem sido pressionado pelo próprio PMDB para acelerar a substituição de André Moura (PSC-CE) na liderança do governo na Câmara. A presença de Moura no cargo traz a reboque o espectro de Eduardo Cunha, seu regente.

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28.10.16
ED. 5485

Calendário

 Coincidência que não quer calar: Constantino de Oliveira Junior saiu da presidência executiva da Gol em 2012. Ou seja: deixou de ser diretor estatutário exatamente no ano em que, segundo a Lava Jato, a companhia aérea começou a fazer pagamentos para empresas ligadas a Eduardo Cunha.

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28.10.16
ED. 5485

Quatro mãos

 A jornalista Claudia Cruz assumiu a função de ghostwriter do livro que seu marido, Eduardo Cunha, está escrevendo sobre os bastidores do impeachment.

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26.10.16
ED. 5483

Bons de bola

 A eventual delação de Eduardo Cunha causa apreensão também entre os cartolas da CBF. Cunha tem uma história de tabelinhas com a entidade. Foi ele, inclusive, quem indicou o deputado Marcelo Aro (PHS-MG) para a diretoria de ética e transparência da CBF.

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25.10.16
ED. 5482

Memórias

 O ex-deputado Eduardo Cunha manteve longas conversas telefônicas com o polêmico e antigo parceiro Arthur Falk. Apelidado de “Desfalque”, Falk foi um controvertido operador no mercado financeiro nos anos 90. Fez de tudo um pouco: vendeu barrilha e até agenciou modelos.

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20.10.16
ED. 5479

Fora de cobertura

 Apenas duas horas após a sua prisão, Eduardo Cunha já contabilizava cerca de mil seguidores a mais no Twitter, rompendo a marca dos 280 mil usuários. Só não se sabe muito bem o que essa turma vai seguir.

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07.10.16
ED. 5471

Show do Cunha

 Eduardo Cunha pensa em voltar ao rádio, a trincheira onde começou a construir sua popularidade, notadamente com o eleitorado evangélico.

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04.10.16
ED. 5468

Urubu

 Eduardo Cunha está se tornando um personagem pop nas redes sociais. Nos últimos dias, por exemplo, tem usado recorrentemente o Twitter para publicar mensagens de apoio ao Flamengo, sempre arrastando milhares de curtidas e compartilhamentos. Em tempo: o ex-congressista ainda assina sua conta como Deputado Eduardo Cunha.

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 Eduardo Cunha já foi procurado por produtores de cinema interessados em levar para a telona o livro que promete lançar em dezembro, revelando as entranhas do impeachment. •••  Os advogados de Lula deverão acionar o Google. Buscas pela expressão “Maior ladrão do Brasil” levam a imagens do ex-presidente. •••  O PSDB tenta emplacar o nome de Renato Villela, ex-secretário de Fazenda de Geraldo Alckmin, como ministro do Planejamento. Villela também está cotado para um cargo na Pasta da Fazenda.

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22.09.16
ED. 5460

A rede de Cunha

 Eduardo Cunha promete usar e abusar das redes sociais para destilar seu veneno. No último sábado, ele teve uma amostra do sucesso que a estratégia poderá alcançar. Em poucas horas, os ataques a Moreira Franco somaram mais de mil curtidas e compartilhamentos no Twitter.

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21.09.16
ED. 5459

De volta à Real Grandeza

 Sergio Wilson Fontes reassumirá, em outubro, a presidência da Fundação Real Grandeza, que administra um patrimônio da ordem de R$ 13 bilhões. Ainda que por vias oblíquas, sua indicação é uma forma de o governo Michel Temer asseverar o distanciamento de Eduardo Cunha. Em 2009, o próprio Fontes foi defenestrado do comando da Real Grandeza a pedido de Cunha e aliados, que, à época, emplacaram o nome de Aristides Leite França no comando do fundo de pensão. França faleceu no mês passado.

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01.09.16
ED. 5446

Benchmarking

 Ontem, logo após a votação em separado do impeachment e da inelegibilidade de Dilma Rousseff, Eduardo Cunha recebeu dezenas de telefonemas de saudação de aliados. Há a certeza de que ele será cassado. E a convicção de que voltará à Câmara em dois anos e meio.

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12.08.16
ED. 5432

On the records II

 Em relação à informação publicada ontem, o empresário Ricardo Andrade Magro entrou em contato com o RR afirmando que não procurou Eduardo Cunha, motivo pelo qual “não é possível que o parlamentar tenha ficado intrigado”.

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11.08.16
ED. 5431

On the records

 Ricardo Andrade Magro, dono da Refinaria de Manguinhos e figurinha carimbada da Lava Jato, tentou por duas vezes um encontro com Eduardo Cunha. Não teve sequer resposta. Consta que Cunha ficou bastante intrigado com a insistência do antigo parceiro em revê-lo. Talvez tenha sentido um cheiro de “Sergio Machado” no ar.

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09.08.16
ED. 5429

Cunha manda CPI do Futebol para escanteio

 A CPI do Futebol é o mais novo exemplo do poder que Eduardo Cunha mantém na Câmara dos Deputados – ainda que um exemplo relativamente prosaico se comparado a algumas de suas maiores façanhas. Nos últimos dias de trabalho da CPI, encerrada há duas semanas, o ex-presidente da Câmara escalou alguns de seus melhores beques na Casa para garantir o esvaziamento da pauta, chutar as votações para escanteio e, sobretudo, proteger atuais e ex-dirigentes da CBF.  O desempenho da zaga de Eduardo Cunha – liderada pelos deputados Washington Reis (PMDB-RJ) e André Moura (PSC/CE), dois de seus mais fiéis aliados – não poderia ter sido melhor. A CPI chegou ao fim sem que o atual presidente da CBF, Marco Polo del Nero, tenha sido sequer convocado a depor. Os dois últimos caciques da entidade, José Maria Marin e Ricardo Teixeira, também escaparam ilesos. É mais um tento na lista de serviços prestados por Cunha à entidade. O parlamentar tem uma estreita relação com a CBF desde os tempos de Teixeira. Mais recentemente, foi o artífice da indicação do deputado mineiro Marcelo Aro para a diretoria de Ética e Transparência da Confederação.

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05.08.16
ED. 5427

Lava Jato AM

 A Rádio Satélite, de Pernambuco, estaria à venda. Trata-se de uma mais célebres emissoras do país desde o advento da Lava Jato. O Ministério Público Federal garante que ela pertence a Eduardo Cunha. O deputado, por sua vez, não se cansa de negar a propriedade da rádio, afirmando que a vendeu para o pastor RR Soares há quase dez anos.

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25.07.16
ED. 5418

Pela raiz

 Como se não bastasse a derrocada de Eduardo Cunha, a prisão de Ricardo Andrade Magro tem se revelado um duro golpe para as campanhas do PMDB e do PT a prefeituras do interior do Rio. Magro tinha um papel fundamental no project finance dos dois partidos.

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15.07.16
ED. 5412

Boa-fé

 Pastores ligados a Eduardo Cunha tentaram ao longo da semana organizar um dia de vigília e orações pelo ex-presidente da Câmara. No entanto, a ideia não frutificou entre os líderes da Assembleia de Deus de Madureira, frequentada pelo ainda deputado federal. O mote “A Igreja do Cunha” não lhes interessa mais.

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14.07.16
ED. 5411

Chapa única

 Ontem à tarde, poucas horas antes da eleição para a presidência da Câmara, Rogério Rosso (PSD-DF) ainda encontrava tempo para fazer corpo a corpo pelo adiamento da votação do processo de cassação de Eduardo Cunha na Comissão de Constituição e Justiça.

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01.07.16
ED. 5402

Vai ter troco?

 O próprio Eduardo Cunha já contabiliza 280 votos na Câmara favoráveis a sua cassação. Desses, há 70 deputados que ele computa na coluna da traição.

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13.06.16
ED. 5388

O vazio André Moura

 O criador perde força e a criatura derrete. Sutilmente, o Planalto vem esvaziando o deputado federal André Moura, líder do governo na Câmara – o que, em última instância, significa esvaziar o cada vez mais encalacrado Eduardo Cunha. Na prática, a liderança tem sido exercida por Pauderney Avellino (DEM-AM), que, entre outros predicados, tem ótimo trânsito junto ao sempre dúbio PSDB.

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09.06.16
ED. 5386

Fio condutor

 Tia Eron, dona do voto decisivo que cassará ou não o mandato de Eduardo Cunha no Conselho de Ética, nega que tenha conversado com o presidente afastado da Câmara nos últimos dias. É uma meia verdade. Ela só tem ouvidos para o deputado Washington Reis (PMDB-RJ). O que dá no mesmo.

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 O futuro da democracia brasileira passa, nas próximas semanas, pela antecipação da eleição direta para a Presidência, um pacto entre as principais lideranças políticas e os Poderes da República e a definição sobre a negociação de uma “janela” na Lava Jato para que o pleito possa se dar de forma soberana. A ordem dos fatores altera o produto. O pacto social antecede os demais, pois lubrifica as mudanças constitucionais necessárias e o novo ambiente institucional. O acordão por meio do qual pretende se legitimar as “Diretas Já” é primo distante daquele conspirado por Romero Jucá e Sérgio Machado. É motivado por intenções distintas, pode ser articulado e anunciado à luz do dia e, em vez de ser uma costura entre Eduardo Cunha, Michel Temer, Renan Calheiros et caterva, seria alinhavado, por cima, por Fernando Henrique Cardoso, Lula, Ciro Gomes, Dilma Rousseff, Jaques Wagner, Tasso Jereissati e, acreditem, Aécio Neves, além de empresários de primeira grandeza que voltaram a pensar no Brasil.  Os articuladores não acreditam em uma reação de Temer e sua turma, denunciando o “golpe dentro do golpe”, apesar de estarem atentos aos afagos cada vez mais explícitos do presidente interino aos comandantes militares. O professor de Direito Constitucional e suas eminências pardas sabem que a governança do país é extremamente frágil. Um “frentão” juntaria as ruas com a Av. Paulista e mudaria de direção o leme da imprensa. O espinho é o que fazer com a Lava Jato, que, se por um lado, descortinou as tenebrosas transações com a pátria mãe tão distraída, por outro, gangrenou a democracia com a criminalização do futuro. A instituição de uma “janela” na nossa Operazione Mani Pulite seria uma concessão para que as eleições diretas já não se dessem no ambiente de investigações, delações e aceitação de provas forjadas que sancionam a culpa antes mesmo da denúncia. Pensa-se em algo derivado a partir do modelo de anistia com punições razoáveis criado para a repatriação do capital estrangeiro: quem confessa sua irregularidade não é criminalizado, mas paga multa pecuniária.  Todos os participantes desse programa de adesão espontânea não teriam seus direitos eleitorais subtraídos inteiramente, mas somente no próximo pleito. A condição para que o próprio infrator confessasse a “malfeitoria de fato” sem ser criminalizado esterilizaria os porões das investigações, nos quais a intimidade do cidadão é devassada e revelada no limite dos seus pensamentos inconfessáveis, que nada têm a ver com qualquer dos delitos aventados. É nesse ponto crucial que surge a importância simbólica de Sérgio Moro em toda essa arrumação. Caberia a ele validar a seguinte mensagem: a Lava Jato não morreu, a Lava Jato entrou em uma nova fase. E não vai ter “golpe” e crime estampado diariamente nas bancas de jornais. Vai ter eleição e vai ter governança.

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 Os candidatos do PMDB do Rio às eleições municipais estão agoniados com as incertezas que cercam o futuro político de Eduardo Cunha. O presidente afastado da Câmara é peça chave para a montagem, digamos assim, do project finance das campanhas peemedebistas no interior do estado.

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20.05.16
ED. 5373

“Governo Cunha” avança novas jardas

  A cada dia que passa, Eduardo Cunha amplia seu raio de ação e estende um novo tentáculo no governo Michel Temer. Cunha mira agora nos bancos estatais. Na Caixa Econômica Federal, a bola da vez é o deputado Manoel Junior (PMDB-RJ), forte candidato à vice-presidência de Operações Corporativas. O parlamentar carrega como maior credencial para o cargo o fato de ser um dos mais fiéis aliados de Cunha no Congresso. Ao mesmo tempo, o presidente afastado da Câmara estaria cavando uma diretoria do Banco do Brasil para o executivo Joaquim Cruz, funcionário de carreira da instituição. Neste caso, a indicação pode ser atribuída a um “consórcio” entre Cunha e Ciro Nogueira, presidente do PP. Foi o próprio Nogueira que há cerca de dois meses garantiu a nomeação de Joaquim Cruz para a diretoria de negócios do Banco do Nordeste .  O que mais chama a atenção é a investida de Eduardo Cunha sobre a Caixa Econômica. Caso se confirme, a nomeação de Manoel Junior configurará caso de reincidência. Durante o governo Dilma Rousseff, Cunha manteve os dois pés no banco com a presença de Fabio Cleto na vice-presidência de Governo e Loterias. Deu no que deu. Hoje, Cleto negocia um acordo de delação premiada com a Lava Jato. Ele já teria confirmado aos procuradores de Curitiba que Eduardo Cunha recebia propina de empresas beneficiadas com recursos do FI-FGTS, fundo administrado pela Caixa.

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16.05.16
ED. 5369

Cunha não para

 Eduardo Cunha articula 24 horas por dia para que André Moura (PSC-SE), um de seus mais fiéis aliados, seja o novo líder do governo na Câmara. De quebra, trata de manter em alta a “candidatura” de Jovair Arantes (PTB-GO) para o seu lugar caso seja definitivamente afastado da presidência da Casa.

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10.05.16
ED. 5365

Enigma de Renan Calheiros

 Como não ser o Eduardo Cunha da vez logo após a votação do impeachment no Senado? Cartas para a redação

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29.04.16
ED. 5358

Carro de som

 O deputado Paulinho da Força – uma espécie de imediato de Eduardo Cunha no Congresso – está pessoalmente empenhado na organização dos eventos da Força Sindical para o Dia do Trabalho, no próximo domingo. Seu objetivo é mostrar o apoio da “classe trabalhadora” ao iminente governo Michel Temer.

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26.04.16
ED. 5355

Real Grandeza

 Os poucos deputados da Comissão de Ética da Câmara que fazem oposição a Eduardo Cunha querem aproveitar o depoimento de Fernando Baiano, hoje, para questioná-lo sobre as ligações do parlamentar com o Real Grandeza. Consta que o fundo de pensão estava na “jurisdição” do lobista do PMDB.

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25.04.16
ED. 5354

Ascensão de Cunha

 Por razões óbvias, o fato não mereceu destaque na grande mídia: em meio ao processo de impeachment, Eduardo Cunha assumiu a presidência da AP-CPLP, associação que reúne os parlamentos dos países de língua portuguesa. Aliás, durante a cerimônia de posse, realizada em Brasília, congressistas ironizavam a “coerência” na linha de comando da entidade. Cunha recebeu o cargo do presidente da Assembleia Nacional Angolana, Fernando Piedade dos Santos, alvo de inúmeras denúncias de corrupção. Há, ao menos, uma diferença: Fernando Piedade é acusado de agir em nome dos interesses do presidente da República, José Eduardo dos Santos, há 37 anos no Poder.

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05.04.16
ED. 5341

Alugue um sócio

 A filha de Eduardo Cunha, Danielle Ditz Cunha, estaria desfazendo sua sociedade com o site Rent a Local Friend no Brasil – como diz o nome, especializado no “aluguel” de amigos para turistas. Consultada, a empresa garante que não há mudanças previstas no quadro societário.

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28.03.16
ED. 5335

Em cadeia

 O ardoroso fã clube de Eduardo Cunha no Congresso não tem mesmo limites. Seus aliados estão espalhando que Cunha pretende fazer um pronunciamento em rede nacional, às vésperas da votação do impeachment, para, digamos assim, apresentar à população um balanço das atividades “mais recentes” da Câmara. Isso, claro, se a Lava Jato permitir.

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23.03.16
ED. 5333

PMDB vs. PMDB

 Em meio ao processo de impeachment na Câmara, o deputado federal Jarbas Vasconcelos tem circulado entre os bálcãs do PMDB em busca de apoio para a expulsão de Eduardo Cunha do partido. Ao RR, Jarbas negou que trabalhe pela saída de Cunha do PMDB, embora o considere “sem nenhuma condição ética e moral de conduzir a Câmara”.

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  Michel Temer reza todos os dias pelo impeachment de Dilma Rousseff. A mudança do Palácio do Jaburu para o Alvorada representa bem mais do que um projeto de poder. Significa também a conquista de um salvo-conduto, ainda que simbólico. Colocar a faixa de Presidente da República seria o mais convincente aceno a Sergio Moro e seus procuradores para que deixassem suas denúncias em banho-maria, pois o país não suportaria outro processo de impedimento.  Temer é citado na Lava Jato por uma suposta participação em um esquema de propina vinculado à compra irregular de etanol pela BR Distribuidora. A história de que o vice-presidente recebeu por muitos anos uma mesada informal da estatal já virou lugar-comum, mas essa não seria sua única travessura. Ele teria reinado na Cia. Docas de Santos, uma informação igualmente requentada, não constasse da delação de Delcídio do Amaral. Por meio de sua assessoria, o vice-presidente Michel Temer nega as acusações.  Temer está convicto de que a Presidência da República é um antibiótico de largo espectro. Mesmo porque ele deverá se deparar com um quadro bem mais favorável, marcado pelo arrefecimento da crise política e por um Congresso novamente domável. Na economia, ele herdaria um momento de melhorias já contratadas no governo Dilma, em razão do aumento dos investimentos estrangeiros, do crescimento das exportações e da queda da inflação.  Com relação à mídia, por sua vez, a expectativa é de um noticiário igualmente mais ameno. Sem a queda de Dilma, entretanto, Temer é candidato a um distúrbio neurovegetativo. Fica difícil imaginar que o vice sairá ileso caso a Lava Jato siga no trilho atual. Segundo o RR apurou, a delação de Delcídio do Amaral avançou muitas jardas em relação às denúncias feitas pelo exdiretor da BR João Augusto Henriques, preso desde setembro – vide RR edição 28/ 9. De acordo com uma fonte, Delcidio revelou em novos depoimentos que Temer teria se beneficiado do esquema da BR por mais de uma década. Os pagamentos teriam se iniciado antes da nomeação de Henriques para a diretoria da estatal e perdurado mesmo após a sua saída do cargo. Ainda segundo o informante do RR, Delcídio informou que os recursos repassados a Temer giravam em torno de R$ 70 mil por mês.  A princípio, se comparado aos valores bilionários que caracterizam a Lava Jato, a cifra soa como modesta. Mas, partindo-se da denúncia de que o esquema durou mais de 10 anos, uma conta matemática simples mostra que o vice-presidente teria recebido algo superior a R$ 8 milhões. Ainda segundo a fonte do RR, Temer não seria o único figurão alvejado pela revelação do propinoduto da BR. De acordo com Delcídio, Eduardo Cunha e o então presidente do PMDB em Minas Gerais, o deputado federal Fernando Diniz, já falecido, também se favoreciam do esquema do etanol.

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09.03.16
ED. 5323

Passe disputado

 O deputado Fausto Pinato, o primeiro relator do processo contra Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Câmara, aproveita seus minutos de fama. Prestes a deixar o PRP, é cortejado pelo PP e pelo DEM.

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08.03.16
ED. 5322

Que base aliada é essa?

 Mais uma da série “Que base aliada é essa?” O PR capturou todo o Ministério dos Transportes, acaba de indicar o novo presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e, ainda assim, o líder do partido na Câmara dos Deputados, Mauricio Quintella, é hoje um dos mais fiéis aliados de Eduardo Cunha.

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01.03.16
ED. 5317

Presidência da Câmara

 A um ano da eleição para a presidência da Câmara – isso se Eduardo Cunha completar o mandato – o PMDB já trabalha para se manter no cargo. A prioridade de Michel Temer, neste momento, é debelar disputas internas e sancionar uma candidatura desde já. O nome de sua preferência seria o de Jarbas Vasconcelos, de Pernambuco.

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26.01.16
ED. 5295

Mendonça Filho no jogo

 Mendonça Filho, líder do DEM na Câmara, promete iniciar o ano legislativo agitando duas bandeiras: além do impeachment de Dilma Rousseff, seu estandarte maior, vai trabalhar com afinco para emplacar o projeto de lei de sua autoria que propõe uma nova regulamentação para a venda de direitos de transmissão de jogos de futebol – assunto que está na ordem do dia. Ele garante ter o apoio de Eduardo Cunha para acelerar a votação do projeto. Sob a lógica que rege a ética parlamentar, é mais do que justo. Graças ao empenho de Mendonça Filho, a bancada do DEM está fechada com Eduardo Cunha.

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20.01.16
ED. 5291

Minuto do Cunha

 Eduardo Cunha vai falar mais e mais. Com a justificativa de divulgar o trabalho da Presidência da Casa, Cunha pretende gravar vídeos diários, no formato de pequenos boletins, que serão usados para bombardear redes sociais, YouTube, blogs e, claro, a própria TV Câmara.

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07.01.16
ED. 5282

Novos hábitos

 Eduardo Cunha, que teve três smartphones apreendidos pela Polícia Federal em dezembro – todos já devidamente substituídos por novos aparelhos –, reduziu consideravelmente o uso de SMS e WhatsApp. Aderiu a aplicativos que utilizam sistemas criptográficos mais apurados. Além disso, adquiriu o hábito de apagar todas as mensagens assim que as envia ou as recebe.

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 O pastor Marco Antonio Feliciano costura o apoio da bancada evangélica para lançar sua candidatura à presidência da Câmara caso o irmão Eduardo Cunha seja afastado do cargo.

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24.11.15
ED. 5254

Última manobra

 No fim da tarde de ontem, Eduardo Cunha ainda se articulava com o objetivo de tirar seu processo da pauta da reunião de hoje do Conselho de Ética da Câmara. Sua tropa de choque no Conselho é liderada pelo deputado Washington Reis.

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18.11.15
ED. 5250

Ação e reação

 A presidente Dilma Rousseff tem só hoje e um pedacinho desta quinta-feira para positivar as expectativas com algum gesto de impacto. Explica-se a correria: amanhã é a data que o próprio Eduardo Cunha tem vazado sobre sua decisão de aceitar o pedido de impeachement. Seria um bom momento para Dilma anunciar a nomeação de Henrique Meirelles.

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 Paulinho da Força não passa um dia sem conversar com o corregedor da Câmara, o deputado Carlos Manato. Ou seja: Eduardo Cunha não passa um dia sem falar com Manato.

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Notícia que Michel Temer, Renan Calheiros e Eduardo Cunha não gostariam de ler. Na Lava Jato, a expectativa é que o acordo de delação premiada do lobista João Augusto Henriques seja sacramentado na próxima semana.

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30.10.15
ED. 5238

Investigação virtual

 Os procuradores da Lava Jato querem ouvir o ex-funcionário do Congresso Luiz Antônio Souza da Eira. Para quem não está ligando o nome à pessoa, trata-se do ex-diretor de informática da Câmara dos Deputados, demitido por Eduardo Cunha em abril deste ano. Em sua delação premiada, o lobista Fernando “Baiano” trouxe à tona novos fatos relacionados ao rumoroso episódio dos requerimentos encaminhados à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, em 2011, cujo objetivo seria pressionar a Mitsui. Suspeita-se que Eduardo Cunha tenha sido o verdadeiro autor dos documentos, que, para todos os efeitos, foram registrados no sistema da Casa em nome da então deputada Solange Almeida.

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20.10.15
ED. 5230

Siameses

 Artur Falk, que vive em uma agitada ponte aérea Rio-Moscou, tem frouxos de riso toda vez que ouve sobre o flagrante dado nas contas offshore de Eduardo Cunha. Falk e Cunha ensaiaram uma série de negócios nos anos 80. É uma incógnita se alguns desses estranhos negócios prosperaram. Mas Falk ri bastante dos infortúnios do velho parceiro.

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19.10.15
ED. 5229

O orixá que habita o Palácio do Planalto

 Diz-se na Bahia que o ministro chefe do Gabinete Civil, Jaques Wagner é filho de Xangô, orixá do trovão e ligado à justiça. Que seja, mas ele também reza pela benção do profeta Davi. É preciso mesmo estar ungido para desenrolar as missões que lhe foram incumbidas. Wagner foi despachado para o Planalto com o múnus de rabiscar a minuta de uma II Carta ao Povo Brasileiro, bala de prata para enfrentamento da incredibilidade econômica, a ser usada após a superação do round golpista. Paralelamente vai afinar, dentro do Palácio, o jogo de espelhos, especialidade do chefe Lula. Algo mais ou menos como simular que o ex-presidente não pensa aquilo que disse, mas que o que disse está combinado com a presidenta e que Dilma vocaliza e governa diferente do que Lula supostamente deseja, mas no fundo, pasmem, é tudo a mesma coisa. Dessa tradução do realismo fantástico dependeria o futuro do PT e, é claro, sua performance nas eleições de 2018.   Assim, em suas articulações no núcleo duro do governo e nas entranhas do Congresso, Wagner garante, por exemplo, que o ex-presidente é a favor do ajuste fiscal, enquanto “o chefe” manda brasas no palanque contra a recessão, queda do salário real e no próprio Joaquim Levy. Tido como o mais manhoso dos petistas, cabe a Wagner negociar com o ministro da Fazenda. A diferença em relação à difícil conversa com Aloizio Mercadante é abissal. O baiano é bom de bico, fala mansa. Mal sabe Levy que Wagner vem fazendo sua cama para que, já já, venha, então, o messias Henrique Meirelles. Por enquanto, nesse finzinho de crepúsculo, o titular da Casa Civil vai acertando com seu companheiro da Fazenda os detalhes para encerrar, de uma vez por todas, a novela das empreiteiras, que está empatada há meses no mesmo capítulo, congelando a infraestrutura do país no período pré-cambriano. Wagner tem negociado com as construtoras o acordo de leniência engendrado por Levy para o desembargo das construtoras.   Nos préstimos do bom baiano pode também ser creditada a recente e indigesta rodada de conversações com Eduardo Cunha, reabrindo um canal de diálogo com o presidente da Câmara. Wagner assumiu o lugar de Temer na negociação política com suavidade, deixou Renan plácido como as águas da praia de Itacimirim, e, pasmem, conseguiu que Dilma ficasse restrita a suas aptidões, fazendo conferências sobre como estocar o vento. Wagner fala ao telefone com Lula todos os dias. Diz que gosta mesmo é de ficar em casa, um apartamento de classe média alta, no bairro da Federação, em Salvador, com vista para o mar ao fundo. Do lado, se encontra a Igreja de São Lázaro. Um conhecido médico baiano, considerado o maior parceiro de Wagner, conta que ele toma cervejinha com o pior desafeto da mesma forma que bebe com os amigos. O cabra é protegido.

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15.10.15
ED. 5227

Nota

 Jaques Wagner já esteve quatro vezes com Eduardo Cunha nas últimas 192 horas.

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13.10.15
ED. 5225

Dr. No do Twitter

O Twitter de Eduardo Cunha virou a “Tribuna do Desmentido”. Em apenas uma semana, o presidente da Câmara negou ter se encontrado com Aécio Neves, negou ter participado de um movimento para a dissolução do bloco do PMDB na base governista, negou ter trabalhado para ser diretor da Petrobras no governo de FHC e negou que tenha dito a famosa frase “Não caio antes dela”. Sobre a Suíça, nenhuma linha.

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06.10.15
ED. 5221

Vai ter rabanada no Natal de Dilma Rousseff

 O Natal de Dilma Rousseff deverá surpreender a ela própria. Graças a uma imprevista combinação de fatos – alguns criados pelo próprio governo e outros surgidos praticamente por combustão espontânea –, a presidente deverá tirar uma folga da crise que a vem afogando desde o início do segundo mandato. No território político, o acordão com o PMDB e a consequente abdução do Congresso – por mais que não se saiba ao certo quem capturou quem – aumentaram suas chances de sobrevivência. Na noite da última quinta-feira, enquanto Dilma dava a definitiva demão de tinta na reforma ministerial, um cada vez mais fragilizado Eduardo Cunha – aliás, um raro “presente” de Sergio Moro para o Planalto – arquivava outros dois pedidos de impeachment. O arresto do Legislativo se dá em um momento crucial também pela iminente reprovação das contas de Dilma em 2014. Se o troca-troca ministerial foi o “toma lá”, o governo espera que o Congresso e, em especial, a bancada do PMDB saibam retribuir com o “dá cá” ao apreciar o parecer do TCU. O mesmo se aplica à votação das medidas para o ajuste fiscal. As propostas fundamentais para o reordenamento das contas públicas, como a CPMF, a repatriação de recursos e o adiamento do reajuste de servidores, dependem dos parlamentares. Para os brindes de fim de ano serem feitos antecipadamente, fica faltando só o encerramento do processo no TSE, previsto para esta terça-feira. Há pontos de descompressão, digamos assim, involuntários, que passam ao largo de ações deliberadas do governo. Antes mesmo que o eventual desanuviamento do ambiente político se espraiasse pela economia, a crise engendrou seu próprio ajuste parcial. Quanto maior a crueldade do binômio desemprego/queda do salário real, maior a blindagem da inflação ao pass through do câmbio. A própria disparada do câmbio foi mal que veio para o bem. A balança comercial projeta superávits cada vez maiores, com o aumento das exportações e a substituição de importações. De quebra, o câmbio tem promovido uma arrumada dos estoques das empresas, principalmente na indústria. Previsões indicam aumento nas vendas natalinas do comércio de até 2% em relação a 2014, o que há pouco tempo não era esperado. O agrobusiness continua bombando. E o desemprego, que deu um salto de cerca de um ponto percentual em um único mês, deve ser amainado pelo presente da maior absorção de mão de obra que Noel traz todos os anos para os trabalhadores. Ressalte-se que estes fatos somados trazem a expectativa de um alívio apenas para o curtíssimo prazo. Os tijolos que Dilma Rousseff conseguiu juntar não permitem a construção de uma ponte muito longa. O Natal da presidente está salvo? Hoje é uma aposta razoável, não obstante a impressionante volatilidade que caracteriza o atual governo. Mas do Dia de Reis para a frente, tudo é incógnita. A agenda para 2016 é sombria: todas as projeções para a economia dão o ano como perdido, a começar pela expectativa de uma queda do PIB de 1% – sobre uma redução prevista de 2,8% em 2015 –, aumento do déficit nominal, aumento da relação dívida bruta/PIB de 2,5%, expansão do desemprego, queda da renda e do salário real, mais impostos etc. Mas mesmo nesse oxigenado interstício que vai de agora até o Natal, não se pode desprezar a notória capacidade de autossabotagem da própria presidente da República. Dilma está sempre pronta para colocar mais um bode na sala de cada brasileiro. Mesmo que seja no período de festas.

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 A indicação de Celso Pansera para o Ministério da Ciência e Tecnologia é uma prova de que a alardeada ruptura entre Eduardo Cunha e os Picciani não passa de teatro. O nome de Pansera só entrou na dança depois que Cunha e Leonardo Picciani conversaram diretamente com Dilma Rousseff e deram o duplo aval.

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Para um ministro petista, que se deu ao trabalho de cronometrar as falas de cada um dos participantes do programa do PMDB, na última quinta-feira à noite, o partido fez questão de expor em rede nacional o isolamento de Eduardo Cunha. Além do “candidato” Michel Temer, o âncora do show, todos os demais líderes da sigla tiveram ao menos 10 segundos para proferir suas mensagens dúbias em relação ao governo Dilma. Moreira Franco ficou no ar por 16 segundos. O governador gaúcho José Ivo Sartori, 14 segundos. Renan Calheiros falou por 10 segundos. Já o presidente da Câmara teve somente sete segundos na edição final, o suficiente para uma única frase. Para efeito de comparação, foi o mesmo tempo concedido à novata Simone Morgado, que cumpre apenas seu primeiro mandato como deputada federal. Se serve de consolo para Cunha, Leonardo Picciani, o aluno que deu uma volta no mestre, teve os mesmos sete segundos.

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24.09.15
ED. 5213

Barganha

O deputado Celso Pansera, indicado por Eduardo Cunha para o novo Ministério da Infraestrutura, é um dos mais fieis integrantes da tropa de choque do presidente da Câmara. Cunha costuma despachá-lo em seu lugar para reuniões de menor calibre para tratar de assuntos miúdos. Isso quando Pansera não está se dedicando ao seu restaurante em Caxias (RJ), que atende pelo sugestivo nome de “Barganha”.

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23.09.15
ED. 5212

UUUhhhh

Eduardo Cunha, ao que parece, pegou gosto em ser vaiado. Após as homenagens que recebeu do público no Estádio Mané Garrincha, no jogo entre Flamengo e Coritiba, e no Rock in Rio, no último domingo, é esperada a sua presença na quadra do Salgueiro no próximo sábado, quando a escola escolherá seu samba-enredo para 2016. A quem quiser interagir com o espetáculo recomenda-se levar uma vuvuzela.

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 À luz do dia, Eduardo Cunha posterga a apreciação dos pedidos de impeachment de Dilma Rousseff; na calada da noite, estaria instruindo deputados do PSDB e do DEM de como usar o próprio regimento da Câmara para acelerar a tramitação das requisições.

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 Conselho de um marechal do PMDB do Rio ao testemunhar, no último fim de semana, o deslumbramento com que Leonardo Picciani – até outro dia braço direito e esquerdo de Eduardo Cunha – relatava suas recorrentes idas ao Planalto: “Meu jovem, torça para o Eduardo sangrar até morrer. Se não, o que é seu está guardado”.

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09.09.15
ED. 5202

Eduardo Cunha resiste na base aliada na Caixa Econômica

Há um enigma na Caixa Econômica Federal, um mistério que atende pelo nome e sobrenome de Fabio Ferreira Cleto, vice-presidente de Governo e de Loterias da instituição. Seus próprios pares na diretoria da Caixa se perguntam: até quando Cleto, uma notória extensão de Eduardo Cunha, se manterá intocado no alto-comando do segundo maior banco público do país? Sai executivo, entra executivo e o tentáculo do presidente da Câmara dos Deputados segue com suas ventosas presas ao cobiçado cargo. Aliás, dois cobiçados cargos. Cleto tem assento também no conselho do FI-FGTS. É, portanto, uma das 11 vozes que decidem o destino dos mais de R$ 32 bilhões em recursos do Funde Investimento reservados para projetos de infraestrutura. Entredentes, seus pares no conselho do FI-FGTS se referem a Cleto como “o quinta coluna”. Em julho, quando as relações entre o nº 1 da Câmara dos Deputados e o Planalto já tinham avinagrado de vez, o vice-presidente da Caixa foi o único conselheiro a votar contra o repasse de R$ 10 bilhões do fundo para o BNDES. Perdeu por 10 a um, porém, mais uma vez, não desperdiçou a chance de demonstrar enorme fidelidade ao seu fiador. Na Caixa Econômica, havia a expectativa de que Fabio Cleto pudesse receber o bilhete azul há cerca de duas semanas, quando foram anunciadas novas mudanças na gestão do banco. No entanto, seu nome passou longe da canetada que, de uma só vez, exonerou três vice-presidentes – José Urbano Duarte, José Carlos Medaglia Filho e Sergio Pinheiro Rodrigues. Assim tem sido desde que o governo iniciou a dança das cadeiras no banco. Não é por falta de tentativas em contrário. A própria presidente da Caixa, Miriam Belchior, tratou diretamente da saída de Clero com o ministro Aloizio Mercadante, que tem centralizado as articulações políticas para a montagem da nova diretoria do banco. No entanto, por ora o executivo sobrevive ao troca-troca. Não se sabe se pela ação de forças ocultas, se por mais uma demonstração de inércia do próprio governo ou se, quando o assunto é Caixa Econômica, a prioridade de Mercadante é trabalhar pela permanência de Marcio Percival. Homem forte da área de finanças do banco, Percival foi indicado ao cargo pelo ministro da Casa Civil. * A Caixa não retornou ao contato do RR.

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Foi Sergio Cabral quem convenceu Eduardo Cunha a ter uma conversa com Dilma Rousseff. Cunha ligou, então, para a presidente e disse que ela ficaria mais à vontade se, para todos os efeitos, o convite para a reunião partisse do próprio Planalto. Feito isso, poucas pessoas no Palácio tiveram conhecimento do encontro. Algumas horas depois a conversa estava no noticiário. Nesse caso, há dois vazadores em potencial: um é o próprio Cunha; o outro, o bigode mais indiscreto da República.

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25.08.15
ED. 5192

Momento de fé

Há um frisson na Assembleia de Deus de Madureira, no Rio. Corre a informação de que seu mais célebre e pródigo fiel, Eduardo Cunha, participará da noite de orações programada para a próxima sexta-feira. O nome do evento é que parece um tanto quanto despropositado para a ocasião: “Vigília da Vitória Total”.

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19.08.15
ED. 5188

Albert Einstein avança na educação

O semblante carregado com que Eduardo Cunha chegou para o jantar com um grupo de empresários no apartamento de Claudio Lottenberg, na segunda-feira da semana passada, contrastava com a euforia do anfitrião. Naquele mesmo dia, conforme fez questão de confidenciar a alguns dos convidados, o presidente do Albert Einstein passou boa parte do seu tempo debruçado sobre o projeto de expansão do grupo na área de educação, hoje a menina dos olhos do executivo. A Ensino Einstein, que atua nos segmentos de graduação, pós-graduação e educação a distância, vai duplicar sua rede, abrindo três novas unidades na capital paulista até o início do próximo ano. Oficialmente, o Einstein nega a expansão. Mas, segundo o RR apurou, na empresa fala-se não apenas na abertura de novas escolas como na possibilidade de se atrair um investidor para o negócio. O grande salto do Albert Einstein na área de educação está previsto para 2016. Depois de dois anos à espera do imprimatur, o hospital, enfim, foi autorizado pelo MEC a abrir sua faculdade de medicina a partir do próximo ano letivo. Por ora, será uma operação razoavelmente modesta. A licença do ministério permite a oferta de apenas 100 vagas, metade em cada semestre. A expectativa é que o Einstein seja autorizado pelo MEC a duplicar este número em 2017. Aliás, ao fim do jantar, os convivas perceberam que Lottenberg cochichou algo ao pé do ouvido de Eduardo Cunha, prontamente respondido pelo deputado com um sorriso melífluo. De súbito, parece que um cheiro de éter tomou conta do ambiente.

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 Todos os dias, Michel Temer tem reservado um tempo para afagar e catequisar Leonardo Picciani, líder do PMDB na Câmara dos Deputados. Não é de se estranhar, portanto, o gradual afastamento entre Picciani e Eduardo Cunha.

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14.08.15
ED. 5185

Contra-ataque

Eduardo Cunha não vai ficar em segundo plano. A partir de ontem, iniciou a operação “Documentalhaço”. Trata-se da divulgação de centenas de pedidos de informação encaminhados à Dilma Rousseff desde que ela era ministra de Minas e Energia.

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12.08.15
ED. 5183

Renan tem seus 15 minutos de fama e descrédito

Renan Calheiros quer tudo ao mesmo tempo agora: criar um oceano entre ele e Eduardo Cunha, resgatar o protagonismo perdido para Michel Temer e purificar-se aos olhos incautos dos consumidores de factoides. Quem sabe não queira também fincar as bases de um “parlamentarismo branco”, de olho na disputa em seu próprio partido. A agenda da Terra do Nunca apresentada pelo presidente do Senado ao ministro Joaquim Levy é um conjunto de 27 propostas que vem se arrastando no Congresso como um ser invertebrado. As medidas, quando passaram pela porta do Executivo, foram malhadas de pancada pelo corporativismo dos  Ibamas, Feemas e Funais da vida (casos do fast track para a aprovação de licenças ambientais e da flexibilização das regras para investimentos em zonas costeiras e áreas naturais). Difícil dizer onde termina o compromisso com a governabilidade e começam a astúcia e a venda de ilusões. O imposto sobre heranças faz parte de qualquer compêndio sobre ludíbrios. Ficou faltando o tributo sobre fortunas. São medidas desejáveis desde sempre. É provável que Aécio Neves, em off the records, assinasse embaixo a maior parte delas. Mas com  o Congresso sublevado, por que milagre a agenda da salvação seria aprovada? Para o gáudio dos dois santos do PMDB, Renan e Temer? Ou para a redenção de Dilma Rousseff? É mais provável que a resposta se encontre nas entranhas da Lava Jato. Renan é um homem bem informado. E desembainhar suas armas ao lado de Cunha mais parece um convite à autoimolação. É possível que sobre uma coisa ou outra desse exagerado balão de ensaio. Roberto Campos, em sua peroração ultraliberal, dizia que costumava jogar dez iscas para fisgar um único peixe. Em meio ao colar de medidas salvacio­nistas, a repatriação de capital como fórmula de financiamento da reforma do ICMS pode ser o lambari a ser pescado. Digamos que seja uma tainha, afinal não é tão pouca coisa assim. A manobra diversionista, no melhor dos mundos, permitiria, inclusive, que o governo reduzisse um pouco a draconia­na multa com a qual pretende saudar os capitais que se dispuserem a tomar o risco do retorno. O fato é que Renan, pelo menos por um dia, saiu da última fila entre os líderes do PMDB e assumiu a pole position da política nacional. Os motivos para que nada aconteça, contudo, são muitos. A consequência mais antirrepublicana dessa fábrica de miragens fomentada por esses homens públicos e probos é fazer com que as pessoas, já descrentes, simplesmente não acreditem em fato algum. Mesmo sem saberem do que se trata.  

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05.08.15
ED. 5178

Entre os aliados

Entre os aliados e assessores de Eduardo Cunha, a diversão do momento é se referir ao presidente da Câmara pela alcunha de Mr. Kroll.

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04.08.15
ED. 5177

Nada consta

O convescote da semana passada, patrocinado por João Doria Jr., foi apenas a partida. Eduardo Cunha pretende manter uma agenda regular de encontros com o empresariado, como forma de demonstrar que seu poder e sua capacidade de interlocução seguem inabalados mesmo após as denúncias na Lava Jato. A bola da vez são federações de indústrias e associações comerciais.

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A esquadrilha de Eduardo Cunha começou a bombardear o BNDES. Circula na internet a informação de que o banco financiou a compra de 20 aviões da Embraer pela Austral, subsidiária da Aerolíneas Argentinas, no valor de US$ 700 milhões. Segundo a denúncia, o contrato apresenta indícios de sobrepreços.

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Pergunta que tem sido repetida nos corredores de Furnas: será que a CPI dos fundos de pensão vai mergulhar para valer no Real Grandeza, onde ainda se aninham muitos apadrinhados de Eduardo Cunha?

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23.07.15
ED. 5169

Bala perdida

Eduardo Cunha gasta tudo que tem de munição. Logo após o recesso parlamentar, aliados do deputado vão voltar à  carga com força redobrada para que o ex-presidente Lula e os ministros Aloizio Mercadante e José Eduardo Cardozo sejam ouvidos na CPI da Petrobras.

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Aliás, FHC tem dado o maior apoio à  aproximação entre Aécio Neves e Eduardo Cunha. Geraldo Alckmin e José Serra agradecem.

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22.07.15
ED. 5168

Eduardianas

A CPI que está saindo do pacote de vendettas de Eduardo Cunha não provocou nem soluços no BNDES. Segundo o entendimento da área jurídica, o banco está absolutamente forrado e garantido quanto à  constitucionalidade do sigilo das suas operações. *** Por falar em Eduardo Cunha, o presidente da Câmara vem sendo chamado no Congresso de Jânio Quadros versão malévolo 2.0. A comparação não se deve aos óculos horrorosos comuns a ambos, mas ao entendimento de que Cunha renunciou a uma posição confortável, que lhe permitia ditar as ordens na Câmara, em nome da obsessão em cindir o PMDB.

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18.06.15
ED. 5144

Eduardo Cunha

Eduardo Cunha pretende levar mais um explosivo tema para a Câmara dos Deputados: uma legislação para as empresas “grandes demais para quebrar”. Já viram, né?

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25.05.15
ED. 5127

Fiéis seguidores

A conta é de um cabo eleitoral do peemedebista: se Eduardo Cunha quiser mesmo levar o assunto adiante, já chega a 300 o número de deputados que apoiariam a PEC para a reeleição na presidência da Câmara. Pergunta de um parlamentar que não está nessa estatística: “Serão os mesmos 300 da célebre música de Herbert Vianna?”

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12.05.15
ED. 5118

Segunda pele

Para todos os efeitos, Jader Barbalho veste a camisa de Michel Temer e do governo no Congresso. Mas há momentos em que o vice-presidente tem a impressão de enxergar a silhueta de Eduardo Cunha levemente esmaecida sob as vestes do senador paraense.

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07.05.15
ED. 5115

Cunha e Renan decidem a sorte do programa nuclear

 O programa nuclear brasileiro está nas mãos do PMDB. Em breve, a dupla radioativa Eduardo Cunha e Renan Calheiros terá o poder de deslanchar ou sentar em cima dos planos do governo de retomar a construção de usinas atômicas no país. Em até 90 dias, a Presidência da República deverá encaminhar ao Congresso uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), com o objetivo de permitir a entrada de investidores privados, inclusive estrangeiros, nas novas geradoras. Cunha e Renan, uma mistura de césio 137 com urânio enriquecido, sabem muito bem a importância deste projeto para o Planalto, o que só aumenta o potencial explosivo da dupla na condução do assunto no Legislativo. Dilma Rousseff gostaria de incluir a licitação de pelo menos duas usinas nucleares no pacote de concessões que será anunciado em novembro. Mas já se dará por satisfeita se puder ofertá-las até 2016. Esta é uma missão para Michel Temer. Dilma Rousseff já convocou seu vice-presidente e articulador político para aparar as arestas e negociar com os presidentes da Câmara e do Senado uma rápida tramitação da PEC nas duas casas. Em outro front, também por dever de ofício, caberá a Jaques Wagner reduzir a sensibilidade das Forças Armadas a  entrada de forasteiros em um setor que caminha lado a lado a  área de segurança nacional. Perto da pedreira que Temer terá de dinamitar, a missão do ministro da Defesa promete ser mais simples. A intenção do governo é permitir que os grupos privados tenham uma participação de até 49% nos consórcios responsáveis pela instalação das futuras geradoras – a Eletronuclear será sempre majoritária. Originalmente, o programa nuclear já aprovado pelo Conselho Nacional de Política Energética prevê a construção de 12 usinas até 2050, sendo um terço delas nos próximos 15 anos. Para que estes prazos sejam cumpridos, ao menos quatro projetos terão de ser licitados em até dois anos. Nas atuais circunstâncias, no entanto, o próprio governo considera essa meta praticamente inexequível.

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24.04.15
ED. 5107

A Real Grandeza

A Real Grandeza, leia-se Furnas, é o maior foco de resistência aos planos do governo de reunir sob o mesmo teto todos os fundos de pensão das estatais do setor. E olha que a atual diretoria da fundação nem “pertence” a Eduardo Cunha.

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30.03.15
ED. 5090

Um conto sem fadas na Câmara

Eduardo Cunha tomou uma decisão sobre sua trajetória a  frente da Câmara dos Deputados: vai governar o país. Cunha pretende exercer plenamente o poder, deixando clara sua condição de condutor do destino nacional. Segundo fonte ligada ao deputado – inclusive, por diversas vezes, parceira no noticiário dos jornais -, Cunha se preparou para exercer esse papel ao longo dos dois anos de seu mandato na presidência da Câmara. Cabe lembrar que não há reeleição na mesma legislatura, a não ser com uma mudança no regimento – mas, aí, são outros quinhentos. Contando nos dedos os aliados certos, prováveis adesistas e os “Maria vai com as outras”, Cunha já soma duas centenas de votos na Casa. É a Branca de Neve com seus duzentos anões. Se caminhar na direção do governo, vota com o PT. Se for na contramão, vota com o PSDB. Seu projeto é temperar o domínio sobre os congressistas com a aparente isenção em relação ao fato político. O sal do seu apoio é a satisfação da sua base aliada. Lá no futuro, quem sabe ele não unifique as vontades do Executivo e Legislativo. Por enquanto, Dilma Rousseff terá de compartilhar seu governo, ao que tudo indica, inexoravelmente. Cunha, ao contrário da presidenta, acha que o passar do tempo só fortalece o seu intento. O Brasil agora tem dois mandatários.

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