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O RR apurou que o Ministério Público Federal vai abrir um inquérito contra o DNIT para apurar as condições que levaram à interdição de parte da BR-101, na divisa de Sergipe com Alagoas. O problema provocado pelas chuvas está justamente no trecho de 40km, que Jair Bolsonaro inaugurou com pompa em maio, com o ministro Tarcísio Freitas a tiracolo. O dinheiro foi gasto, a obra correu a toque de caixa e a rodovia se desmancha com água. O DNIT não tem conhecimento de qualquer notificação.

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12.05.22

Pé na estrada

Segundo o RR apurou, nos próximos dias o Conselho do PPI vai aprovar a relicitação da BR-263. O DNIT já concedeu um parecer favorável ao acordo entre o governo e a Rota do Oeste para a devolução da concessão.

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Valdemar da Costa Neto está mexendo os pauzinhos junto ao Palácio do Planalto para colocar gente sua nas superintendências do DNIT na Bahia e Ceará. Trata-se de uma volta ao passado: Costa Neto já foi o “dono” dos cargos os governos Dilma e Temer.

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09.02.22

Blindagem no DNIT

Se Tarcísio Freitas não fosse o ministro forte que é, o general Antonio Leite dos Santos Filho já teria sido apeado da diretoria-geral do DNIT. Freitas é a casamata que tem protegido o militar das investidas de Valdemar Costa Neto para fisgar o comando da autarquia. E, consequentemente, a gestão de um orçamento da ordem de R$ 5,9 bilhões para este ano.

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07.01.22

Há um MPF no meio do caminho

O Ministério Público Federal (MPF) deverá acionar a Justiça para impedir que o DNIT leve adiante o projeto de construção de uma nova rodovia entre Brasil e Peru, saindo do Acre. O traçado da estrada atravessa unidades de conservação ambiental, mais precisamente na Serra do Divisor. A entrada em cena do MPF praticamente joga por terra os planos do DNIT de iniciar as obras em 2022. O Departamento já tinha, inclusive, reservado R$ 6 milhões para a contratação da empresa responsável por elaborar o projeto básico e executivo. O que, convenhamos, é uma ninharia.

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16.12.21

Recapeamento

O general Antonio Leite dos Santos Filho, atual diretor-geral do DNIT, está cotado para assumir um cargo no Palácio do Planalto. O remanejamento não poderia ser mais conveniente: o comando do Departamento Nacional de Infraestrutura já estaria prometido ao PL. Junto com ele um orçamento anual da ordem de R$ 4 bilhões. A indicação, ressalte-se, não tem nada a ver com o coronel Tarcisio Freitas.

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25.11.21

Alta patente

O PP, de Ciro Nogueira, está ávido para fisgar a diretoria-geral do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Não é fácil: o titular do cargo, o general Antônio Leite dos Santos Filho, é próximo a Jair Bolsonaro e conta com o apoio do ministro Tarcísio Freitas.

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29.01.21

Chegou a hora de o governo privatizar o DNIT?

O DNIT virou uma bilionária moeda de troca do Palácio do Planalto na eleição à presidência da Câmara. O governo montou um balcão de verbas e emendas orçamentárias na autarquia em troca de votos para Arthur Lira. A fila do “toma lá, dá cá” é grande e passa pelos gabinetes dos ministros Luiz Eduardo Ramos e Tarcísio Freitas. Segundo informações obtidas pelo RR junto a líderes partidários, parlamentares do Pará, por exemplo, devem levar algo próximo a R$ 300 milhões para obras em rodovias, como as BRs-155, 158 e 163, e no Aeroporto de Breves. Em Santa Catarina, o governo acena com aproximadamente R$ 80 milhões para a duplicação da BR-280.

Na mesa de negociações com os deputados da Bahia, as fichas somam quase R$ 500 milhões, recursos que seriam usados na duplicação da BR-101 e da BR-116, além de projetos de pavimentação na BR-135 e na BR-030. Não por acaso, o Ministério da Infraestrutura já havia anunciado que perseguiria, neste ano, um total de R$ 3,4 bilhões para investimentos por meio de emendas parlamentares, contra R$ 2 bilhões em 2020. Dá-lhe, Lira! Em vez de apenas leiloar concessões de ferrovias e rodovias, talvez esteja na hora do governo privatizar o próprio DNIT. O frenético vai-e-vem de verbas em troca de apoio a Arthur Lira ilustra a conveniente função que a autarquia passou a ter para sucessivos governos.

Nos últimos anos, a estatal ficou marcada como um foco de corrupção no aparelho de Estado. O escândalo mais recente e de maior proporção vem de Minas Gerais. A Polícia Federal investiga desvios de recursos da autarquia estimados em R$ 500 milhões. No âmbito da Operação Circuito Fechado, por sua vez, a PF investiga possíveis fraudes de R$ 40 milhões em contratos do DNIT com a empresa de tecnologia B2T. O primeiro acordo remonta a 2012, no governo Dilma, quando curiosamente Tarcísio Freitas era diretor da estatal. Em outro front, no ano de 2019, a 3a Vara Federal Criminal chegou a decretar a prisão de funcionários do DNIT em Rondônia, entre os quais o então superintendente do órgão no estado, Claudio Andre Neves.

Todos foram investigados na Operação Mão Dupla, por supostas ilegalidades em contratos de pavimentação asfáltica. Procurado, o DNIT informa que, “em 6 de outubro de 2020, aprovou sua Política Antifraude e Anticorrupção”. Antes tarde do que nunca. A autarquia afirma que a “Auditoria Interna realizará trabalho na regional de Minas Gerais, com foco na Governança, Controles Internos e Gestão de Riscos”. Em relação à B2T, o órgão diz que a empresa “não possui contrato ativo com o DNIT”.

A estatal informa ainda que algumas das operações realizadas pela PF “decorreram de relatos encaminhados pelo próprio DNIT, que possui suas instâncias de fiscalização”. O curioso é o empenho da autarquia em empurrar para seus servidores a culpa pelos malfeitos, não obstante a escala de denúncias: “É importante esclarecer que tais questões se relacionam a atos dos gestores que, de nenhuma forma, podem ser confundidos com a instituição”, diz o DNIT. Não é exatamente o que pensa a delegada da PF Marcia Versieux, à frente das investigações contra a estatal em Minas Gerais. Em dezembro, ao deflagrar a operação no estado, Marcia foi enfática: “O crime está institucionalizado dentro do DNIT.”

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28.10.20

O preço da gratidão

O senador Nelsinho Trad recebeu do Palácio do Planalto garantia de que o Dnit vai liberar, ainda neste ano, cerca de R$ 40 milhões para obras rodoviárias no Mato Grosso do Sul, estado do parlamentar. Não deixa de ser um sinal de gratidão de Jair Bolsonaro, ainda que tardio. No ano passado, quando Bolsonaro pai cogitou nomear Eduardo Bolsonaro para a Embaixada em Washington, Trad, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, batalhou junto a seus colegas para aprovar a indicação – que acabaria não se consumando.

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29.06.20

Estrada esburacada

O PL, de Valdemar da Costa Neto, quer uma diretoria do DNIT. O partido tem notórios serviços prestados à autarquia. Que o diga a Lava Jato.

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