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planos
15.09.17
ED. 5705

Chegadas e partidas

O IPO do programa de milhagem da Azul, o Tudo Azul, enfim vai decolar. A operação estaria guardada no hangar por conta de uma questão na fronteira entre o pessoal e o corporativo: o divórcio e consequente partilha dos bens de David Neeleman.

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tap-rr-29
03.07.17
ED. 5652

Neeleman reavalia plano de voo após virar copiloto na TAP

A investida de David Neeleman, dono da Azul, na terrinha sofreu um looping, que até mesmo coloca em dúvida sua permanência na TAP. Segundo uma fonte próxima ao empresário, Neeleman já cogita vender sua participação na companhia aérea após os acontecimentos da última semana, quando o governo português, na prática, reestatizou a empresa. Operação selada na quinta-feira passada deu ao Estado 50% do capital da TAP.

O Atlantic Gateway, consórcio de investidores privados liderado por Neeleman, passou a ter 45%, contra 61% do formato anterior. Consultado pelo RR sobre a decisão do governo português, as circunstâncias em que ela se deu e o seu futuro na TAP, o empresário não quis se manifestar. Em declarações à mídia portuguesa, David Neeleman usou um tom conciliador em relação à mudança societária: falou de alinhamento de interesses com o governo e mencionou planos de expansão da TAP. No entanto, a própria imprensa local trata o episódio como algo nebuloso. Neeleman e seu principal sócio, Humberto Pedrosa, teriam sido pressionados pelo governo socialista do primeiro-ministro António Costa a aceitar a redução da sua fatia societária.

A mídia portuguesa levanta ainda insinuações por conta dos protagonistas deste enredo. A operação teria sido costurada por um personagem notório na vida pública local: o advogado Diogo Lacerda Machado, habitualmente tratado pela imprensa portuguesa de “melhor amigo” e “negociador sombra” de António Costa. Segundo os jornais de Lisboa, foram exatas 14 reuniões com os acionistas e administradores da TAP até que a nova configuração societária estivesse formatada. Lacerda Machado participou de todas. Foi também nomeado para o board da companhia aérea. Não menos controversa foi a indicação de Miguel Frasquilho como chairman. Frasquilho foi diretor do Banco Espírito Santo até quatro meses antes da sua quebra.

David Neeleman oficializou a compra da companhia portuguesa em novembro de 2015. Naquele mesmo mês, no entanto, António Costa assumiu o cargo de primeiro-ministro e elegeu a TAP como uma questão prioritária do seu governo. Neeleman passou a ter dificuldades em tocar a gestão da empresa, que se somou a uma relação turbulenta com o órgão regulador local e a ANA (administradora dos principais aeroportos portugueses) – ver RR edição de 17 de fevereiro. Não conseguiu impor sua agenda de contenção de custos, redução de ativos e, sobretudo, corte de pessoal – medidas, especialmente esta última, muito contestadas pelo governo de António Costa.

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04.04.17
ED. 5592

Chegadas…

David Neeleman vai estender sua temporada de IPOs. Tão logo seja concluída a dupla abertura de capital da Azul no Brasil e Nova York, prevista para a próxima sexta-feira, a companhia vai partir para a oferta de ações da Tudo Azul, seu programa de fidelidade. A meta, segundo o RR apurou, é bater o martelo na Bolsa em setembro.

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16.03.17
ED. 5579

Azul só no nome

David Neeleman pensa com os seus botões se é mesmo o melhor momento para abrir o capital da Azul. A companhia voltou a dar prejuízo nos dois primeiros meses de 2017. No ano passado, perdeu R$ 126 milhões.

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tap-rr-5567
23.02.17
ED. 5567

Neeleman é um comandante de mãos atadas na TAP

Se, do lado de cá do Atlântico, David Neeleman voa em céu de brigadeiro com o iminente IPO da Azul, em Portugal o empresário enfrenta fortes turbulências. A crescente interferência do governo português na gestão da TAP tem inviabilizado propostas apresentadas por Neeleman para cortar custos e debelar os seguidos prejuízos da companhia. Não se trata exclusivamente de uma questão além-mar. A operação brasileira da empresa é parte central do problema.

Neeleman considera vital uma drástica redução da estrutura da TAP no Brasil, notadamente na área de manutenção. No entanto, enfrenta a resistência do governo socialista do primeiro-ministro Antonio Costa, contrário a qualquer medida que passe por demissões em maior escala – principalmente se Neeleman quiser adotar o receituário em Portugal. A divisão de reparos no Brasil é um dos maiores sorvedouros de recursos da TAP, uma herança maldita que remete à finada Varig – em 2005, os portugueses compraram a Varig Engenharia e Manutenção (VEM).

São cinco hangares em Porto Alegre e um no Rio de Janeiro. A unidade brasileira fechou 2016 com perdas superiores a 60 milhões de euros. Segundo a mídia portuguesa, os prejuízos acumulados pela antiga VEM entre 2010 e 2015 chegaram a 289 milhões de euros.

David Neeleman nunca se iludiu: sempre soube que, na prática, a TAP não havia sido efetivamente privatizada. Mas a ingerência do governo português cresceu consideravelmente com a ascensão ao poder do socialista Antonio Costa, apenas três meses após o leilão da companhia aérea. Uma de suas primeiras medidas foi refazer o acordo de acionistas, aumentando a participação do Estado português de 39% para 50%. Neeleman e seu sócio português, o empresário Humberto Pedrosa, do Grupo Barraqueiros, têm hoje 45%. Devem chegar aos mesmos 50% com a aquisição de ações em poder dos empregados. A batalha aérea promete.

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16.09.16
ED. 5456

Escalada

 Nos cálculos de David Neeleman, a TAP só voltará ao azul em meados de 2017. No primeiro semestre deste ano, a companhia portuguesa teve prejuízo de 28 milhões de euros – é bem verdade que 74% a menos do que a perda em igual período em 2015.

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 O empresário David Neeleman, dono da Azul, tem dito que é candidatíssimo à compra da Aerolíneas Argentinas se o governo de Mauricio Macri levar adiante o projeto de privatização da companhia. Procurada pelo RR, a Azul não comentou o assunto.

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17.02.16
ED. 5308

Sombra no radar

  A Triunfo e a francesa Egis, concessionárias do Aeroporto de Viracopos, têm uma sombra em seu radar. David Neeleman, sócio da Azul, vêm pressionando duramente o consórcio para reduzir os custos de uso do terminal. Estaria, inclusive, ameaçando rever a condição do aeroporto como hub da sua empresa. A companhia aérea nega e diz que tem “forte parceria” com o terminal. Faltou combinar com o consórcio. O próprio aeroporto de Viracopos confirmou que a Azul e outras companhias “possuem esta demanda para reduzir custos, tendo em vista as apertadas margens com que operam”.

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 David Neeleman já admite intramuros que será preciso negociar com o governo de Portugal a acordada injeção de 800 milhões de euros na TAP. A liquidez secou em todas as fontes: no BNDES o dinheiro está curto, o IPO da Azul na BM&F Bovespa melou e a alternativa de emissão de ADRs em Nova York está pinando antes de decolar. A saída está em intrincadíssimas engenharias financeiras.

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09.09.15
ED. 5202

Tal lá como cá

 A prioridade nº 1 de David Neeleman é concluir a capitalização de 338 milhões de euros na TAP e alongar o pesado passivo da companhia, superior a um bilhão de euros. Logo atrás, coladinha, vem a renegociação dos passivos de curto prazo da Azul, na casa dos R$ 300 milhões.

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29.07.15
ED. 5173

Só Neeleman enxerga a TAP em céu Azul

 A pressa com que David Neeleman expandiu seus negócios de aviação tem deixado um rastro de dúvidas na Azul. A maior oposição vem da Texas Pacific Group (TPG), que lidera um grupo de minoritários disposto a questionar o projeto de Neeleman de usar a Azul para capitalizar a TAP, comprada por ele no mês passado e com dívida de um bilhão de euros. O principal acionista da companhia aérea brasileira tem uma proposta pronta para que a Azul se torne sócia do consórcio Gateway, novo controlador da voadora portuguesa. Se depender de Neeleman, a Azul será uma das maiores sócias da TAP. A operação tem não somente o apoio como o incentivo explícito da United, que tem 5% da Azul. O grupo norte-americano enxerga na operação o caminho mais rápido para a internacionalização da empresa brasileira, que passaria a ter uma operação própria na Europa. Difícil será convencer o TPG, que enxerga mais dúvidas do que certezas na operação, em função dos números ruins da TAP. A Azul teria que necessariamente se capitalizar. Pelos cálculos do fundo, a brincadeira não sairia por menos de R$ 1,5 bilhão. David Neeleman tenta convencer os sócios com a ideia de atrair o BNDES para o financiamento, já que seria a terceira aérea brasileira a ter presença forte no exterior. Terá que gastar muita lábia, pois o banco tem estado arredio a operações de tão grande risco.

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15.06.15
ED. 5141

Usucapião

 O presidente da TAP, Fernando Pinto, comunicou ao governo português que só fica no cargo até a transferência efetiva do controle para a Azul. Na companhia brasileira, no entanto, a impressão é de que o executivo está apenas fazendo charme, a  espera de um convite de David Neeleman para seguir na mesma cadeira onde está há 15 anos.

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26.05.15
ED. 5128

David vs. German

 David Neeleman e German Efromovich travam uma disputa cada vez mais acirrada. Além do duelo pela TAP, a Azul vai ampliar o número de voos para capitais latino-americanas, a começar por Bogotá e La Paz. Trata-se de uma região onde a Avianca, do boliviano Efromovich, tem expressiva atuação. Oficialmente, a Azul desconversa e garante que, no momento, sua prioridade é aumentar os voos para os Estados Unidos.

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03.09.14
ED. 4949

Azul é a cor mais cruel para a Embraer

 O executivo que multiplicou os resultados da Embraer e abriu novas fronteiras, entre elas o cobiçado mercado chinês, ou o dirigente que comandava a empresa em uma de suas mais humilhantes derrotas comerciais? A julgar pelas circunstâncias, a gestão de Frederico Curado será lembrada pela bipolaridade de seus feitos. A companhia está prestes a sofrer um duríssimo golpe – pessoalmente, talvez o maior dos fracassos de Curado em seus quase oito anos a  frente da presidência. A Bombardier deverá anunciar em breve um acordo com a Azul para a venda de seu jato CSeries, com capacidade para 120 passageiros. De acordo com fontes que acompanham as negociações, a operação envolve o fornecimento de até 20 aeronaves – o contrato pode passar de US$ 1,5 bilhão. Segundo o RR apurou, os canadenses já colocaram sobre a mesa garantias firmes de financiamento. Mas não são apenas as vantagens financeiras que giram esta turbina. Avião por avião, o da Bombardier é muito mais completo e com uma tecnologia mais moderna do que a aeronave montada pela Embraer. Palavra de um técnico da própria Azul. Por si só, a abertura de um canal de comunicação entre a Bombardier e a Azul já revela uma falha grave no aparato de defesa institucional da Embraer. Desde a sua fundação, a companhia de David Neeleman é praticamente um território cativo da fabricante brasileira, jamais ameaçado por seus maiores concorrentes. Das 144 aeronaves usadas pela Azul, 82 delas, exatamente as de maior porte, saíram de São José dos Campos – o restante da frota é composto por turboélices produzidos pela franco-italiana ATR. Consta que a alta direção da Embraer tomou conhecimento das primeiras tratativas entre a Bombardier e a companhia aérea no início do ano. Talvez tenha subestimado o perigo; talvez tenha sido induzida pela própria Azul a fazê-lo, ao receber a sinalização de que a empresa não faria novas encomendas neste ano. De qualquer forma, a ordem das parcelas não altera o resultado final. A Embraer está perto de ter seu espaço aéreo invadido pela maior rival. Nas últimas semanas, Curado teria batido a  porta de sempre: o BNDES. Com o apoio do banco, a Embraer poderia oferecer a  Azul um vantajoso acordo para a venda de aeronaves E-195, que concorrem na mesma faixa do CSeries. Oficialmente, o BNDES afirmou que “só comenta operações já aprovadas”. Também procurada, a Embraer negou que tenha procurado o banco para tratar do assunto. Está feito o registro. Digamos, então, que os contatos ainda estivessem por ser feitos. Neste caso, Curado acabaria jogando no colo de um acionista da Embraer uma questão comercial que ele próprio e os demais dirigentes da companhia não teriam sido capazes de resolver. Cutucaria um vespeiro justo no momento em que a abelha rainha está mais abespinhada. O momento político reduz consideravelmente a margem de manobra do banco. Além disso, no próprio BNDES, há um crescente questionamento ao peso da Embraer na carteira de crédito da instituição. Não obstante a importância da fabricante de aeronaves para a própria balança comercial, a área técnica do banco considera que o nível de exposição a  companhia já está exageradamente alto. Atualmente, a empresa soma 40% de todo o volume de empréstimos do BNDES vinculados a contratos de exportação. O imbróglio da Azul só alimentou as discussões sobre a dependência da Embraer em relação ao banco.

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24.01.14
ED. 4824

Gol daria um bom reclame comercial para a Azul

 David Neeleman, que adora uma moda, bem poderia pegar uma carona na ideia da Air France de comprar – sabe-se lá para que – 1,5% do capital da Gol. Marqueteiro que só ele, Neeleman poderia adquirir, por exemplo, 0,0999 ação da companhia pelo valor de R$ 999 mil. Mas para que essa prova dos nove? Ora, para publicizar o cabalístico preço de R$ 999, alardeado pela Azul como o teto para suas tarifas durante a Copa do Mundo. Fica a sugestão. Quem sabe, assim, o público esquece que a promoção da companhia é fake, já que o valor propagandeado corresponde apenas a uma perna da viagem. A outra perna? Tomara que não seja a da rasteira no consumidor.  A Gol, por sua vez, pode prosseguir na operação de capitalização no modelo caça-níquel, constituindo uma espécie de cédula pignoratícia de empresas aéreas, onde grandes grupos do setor vão depositar um dinheirinho no cofrinho em troca de um pedacinho. Não se trata de caçoar a companhia, pois a maioria democrática também constrói fortunas. Com umas 500 empresas de aviação como sócias e picotando o capital, quem sabe a Gol consegue decolar.

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26.12.13
ED. 4805

Tarifa oculta

 O dono da Azul, David Neeleman, embaralha os números e ninguém vê. A tarifa máxima de R$ 999 anunciada para a Copa do Mundo revela só uma perna do percurso. O que Neeleman não falou é que a passagem de ida e volta vai custar R$ 2 mil, arredondando uns centavinhos. Ontem, nos sites das demais companhias aéreas, quase todas ofertavam preços de ida e volta abaixo da “pechincha” de Neeleman. Diferentemente do título do filme “O azul é a cor mais quente”, nas asas do empresário azul é a cor do engodo.

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07.01.14
ED. 4811

Azul

O empresário David Neeleman já cogita abrir mão da “super” ação preferencial prevista no novo estatuto da Azul. É o preço a ser pago para destravar a abertura de capital e garantir a entrada de novos sócios na empresa. No fim do ano passado, a CVM negou o pedido de registro de companhia aberta da Azul por conta da “platinum share” proposta por Neeleman, que teria um peso 75 vezes maior do que qualquer outra ação da empresa. Procurada, a Azul disse apenas que “está acompanhando o mercado de capitais para determinar o melhor momento para a oferta pública de ações”, mas não se pronunciou quanto a  super ação preferencial.

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06.09.13
ED. 4729

Pouso forçado

David Neeleman, dono da Azul, teria voltado a bater na porta do BNDES em busca de apoio para a compra da TAP. Mais uma vez, encontrou o sinal vermelho. Procurada, a Azul nega o interesse na TAP. Já o banco não quis se pronunciar.

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02.07.13
ED. 4681

Chama o síndico

 O presidente da Azul, David Neeleman, que anda cercando a TAP e a Jet Blue (a ordem dos fatores não é relevante), não quer saber do fado “Ai, Mouraria” nem do standard americano “Blue Velvet”. Vai receber os passageiros da sua aerolinha com “Azul da cor do Mar”, de Tim Maria. É sério! Vai ser essa mesmo a trilha sonora.

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