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planos
02.06.17
ED. 5632

Os pesos e medidas de Benjamin

Benjamin Steinbruch é o alvo da vez de Lírio Parisotto, híbrido de empresário, investidor ativista e máquina de contenciosos societários. Parisotto entrou com um recurso na Justiça com o objetivo de nomear um representante para o Conselho de Administração da CSN. Em abril, a siderúrgica conseguiu barrar a participação do investidor na eleição dos novos conselheiros, sob a alegação de conflito de interesse. Parisotto também é acionista da Usiminas. Assim como o próprio Benjamin…

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siderurgia-rr-5620
17.05.17
ED. 5620

Fator S11D dá um Norte à siderurgia brasileira

Enquanto as grandes produtoras de aços planos agonizam no Sudeste, há uma chamada para novos investimentos siderúrgicos no Norte no país. O chamado Fator S11D – maior empreendimento de exploração de ferro a céu aberto do mundo – tem as condições excepcionais para resgatar a antiga ideia de um polo siderúrgico na região. O projeto de extração mineral foi batizado com o nome do engenheiro Eliezer Batista, presidente icônico da companhia. Há um acerto de contas do destino com o personagem e aquela região: há cerca de 35 anos, Batista mostrava a dezenas de grandes empresários o “Projeto Grande Amazônia Oriental”, em evento patrocinado pelo banqueiro do Itaú Eudoro Vilella.

Sobravam engenhosidade e ambição nas maquinações do então presidente da Vale. Mas se ele tinha a escala de produção mineral e logística afiada, faltava o milagre da natureza. O teor de ferro contido no minério de S11D (66,7%), o maior do mundo, é a materialização desse milagre. Ele tem o potencial de reduzir expressivamente os custos da siderurgia nacional, segundo relatório produzido por um player internacional do setor, ao qual o RR teve acesso.

A proposta de um corredor de exportação de aços planos no Pará, mais especificamente no percurso que vai da S11D até o Maranhão é irmã gêmea do grandioso empreendimento na Amazônia Oriental, mais conhecido como “Carajazão”. A principal diferença é que a nova versão propõe um beneficiamento mais sofisticado, enquanto o “Carajazão” se concentrava na produção de ferro gusa. A alta pureza da matéria-prima de S11D é considerada uma espécie de artefato nuclear na competição pelo mercado de minério de ferro.Pode gerar muito mais riqueza para a Vale e o Brasil do que o primeiro Carajás.

Na lógica geoeconômica do projeto, o aço para exportação subiria de elevador para o Norte, aproveitando-se do Fator S11D e das condições logísticas e de suprimento de energia. Seriam construídas siderúrgicas de 20 milhões de toneladas – uma unidade representa praticamente dois terços da produção total brasileira de 30,2 milhões de toneladas – em sua grande parte com capitais chineses, sul-coreanos e japoneses. E a siderurgia do Sudeste? Teria de se reinventar, com uma inevitável consolidação e ingresso em aços siliciosos e outros especiais.

Usiminas, CSN, ArcelorMittal – à exceção da Aperam, ex-Acesita – caducam às vistas do mercado, exigindo subsídios e barreiras alfandegárias para continuarem a se manter de pé com alguma integridade. A Vale trouxe o novo e a redenção. Infelizmente, é necessária alguma destruição criativa para que a siderurgia brasileira se erga novamente. Em outros idos, o BNDES estaria estudando a oportunidade com afinco.

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03.05.17
ED. 5610

“Disclosure” sobre trilhos

O Ministério dos Transportes tem pressionado a CSN a publicar o balanço da Transnordestina Logística. A divulgação dos resultados ocorreria em março, mas foi adiada, oficialmente para ajustes na contabilização do impairment de ativos. O governo teme que haja outro caroço debaixo desse trilho. Ressalte-se que, em parecer preliminar sobre a Transnordestina, o TCU pontuou que “sequer existem elementos que permitam aferir o custo real da obra”.

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12.04.17
ED. 5598

Caixa e BB no caminho de Benjamin

Como se não bastasse a Transnordestina, com seus atrasos e processos no TCU, Benjamin Steinbruch tem outra aresta pontiaguda com o governo. Trata-se da complexa e arrastada renegociação do endividamento de curto prazo da CSN com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica. Neste momento, a siderúrgica tenta alongar os passivos com vencimento em 2017 e 2018, que somam R$ 4,9 bilhões. É a menor parte do problema. A chapa esquenta ainda mais quando o assunto são as dívidas que vencem em 2019 e 2020, em torno de R$ 15 bilhões. No caso específico do BB, não custa lembrar, Benjamin tem do outro lado da mesa um ex-colaborador: o atual presidente do banco, Paulo Rogério Caffarelli, que foi diretor executivo da própria CSN. O que isso quer dizer? Até agora, nada!

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09.02.17
ED. 5557

Aço derretido

Benjamin Steinbruch tem sido aconselhado por executivos e advisers da CSN a se desfazer da Lusosider. A siderúrgica portuguesa é considerada uma ilha dentro do grupo. Responsável por 7% da produção total de aço da CSN, tem reduzida rentabilidade e baixíssima sinergia com as operações no Brasil. Por ora, no entanto, Benjamin trata a recomendação com a habitual empáfia.

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31.01.17
ED. 5550

Estilo Benjamin

Benjamin Steinbruch tem dado uma canseira nos chineses da CBSteel, interessados na compra de uma participação de até 25% na Congonhas Minérios, braço da CSN. Quando os asiáticos acham que o negócio vai andar, Benjamin chega e dá mais uma puxadinha no preço do ativo.

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30.11.16
ED. 5506

Na lata

O valor de venda da Metalic, fabricante de latas de aço que pertencia à CSN, causou estranheza no mercado. Os demais fabricantes do setor não conseguem entender o que a polonesa CanPack viu na companhia para pagar US$ 98 milhões a Benjamin Steinbruch. Até então, a maior oferta que o empresário havia recebido, da norte-americana Crown, não passou de US$ 40 milhões. A Metalic tem apenas 4% do mercado de embalagens e atende praticamente a um só cliente: Tasso Jereissati.

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28.11.16
ED. 5504

Projeto maior

Da lista de ativos negociáveis da CSN, aquele que Benjamin Steinbruch mais reluta em se desfazer é a participação de 17% na Usiminas. O empresário não desiste da ideia de um dia mandar naquele pedaço.

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19.10.16
ED. 5478

Bola de neve

 A  não ser que consiga concluir a venda de um pedaço da Congonhas Minério ainda neste ano, a CSN caminha para fechar 2016 com um passivo superior a R$ 27 bilhões e uma relação dívida líquida/Ebitda de nove para um. Há cerca de um ano e meio, este índice era de “apenas” 6,5 vezes.

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 “Pedro”, conforme Parente é formalmente chamado na Petrobras, tem pedido que todos os funcionários leiam os recortes do noticiário. O clipping tem sido ótimo para “Pedro”. •••  O “maior lobista do Brasil”, Jorge Serpa, está fora de combate. Como dizia o poeta austríaco Karl Kraus, a idade é a maior doença da vida. ••• Se vender parte da Congonhas Minérios para a CB Steel, Benjamin Steinbruch vai abater um bocado da dívida da CSN e comprar um outro tanto de ações da Usiminas. Ele só pensa naquilo.

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23.09.16
ED. 5461

Lata enferrujada

 A canadense CanPack , que pagou US$ 98 milhões pela Metalic, estima que terá de gastar mais de US$ 20 milhões para colocar a ex-fabricante de latas de aço de Benjamin Steinbruch na ponta dos cascos. Há tempos que a CSN não investia na empresa.

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28.07.16
ED. 5421

Aposta dupla

 A PSA, de Cingapura, decidiu abrir o cofre no Brasil. Na disputa para a compra de uma participação no Sepetiba Tecon, da CSN , o grupo asiático vai participar também da próxima rodada de licitações da Antaq, prevista ainda para este ano.

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ardagh-group
05.07.16
ED. 5404

Ardagh quer as latinhas de Steinbruch

 A Ardagh, uma das maiores produtoras de embalagens de alumínio da Europa, surge como a solução para um antigo problema da , : a cada vez mais deficitária Metalic. O grupo sediado em Luxemburgo teria apresentado uma oferta de aproximadamente US$ 30 milhões pela fabricante de latas de aço controlada pela siderúrgica. Se dependesse apenas da vontade dos executivos da CSN, a Metalic já teria sido vendida há muito tempo. Trata-se de um ativo que não para de depreciar. Há cerca de três anos, Benjamin recusou propostas na casa dos US$ 70 milhões. Em setembro do ano passado, a norte-americana Crown ofereceu US$ 40 milhões pela Metalic. Nessa toada, chegará um dia em que a CSN terá de pagar para se livrar da controlada.  A Metalic é uma espécie de “alienígena” entre os fabricantes de latas para bebidas do país. Trata-se da única empresa que utiliza o aço como matéria-prima. Totaliza apenas 4% de participação no mercado e vende praticamente para um único cliente: Tasso Jereissati. A companhia sofre com a baixíssima escala e com um custo logístico incomparavelmente superior ao da concorrência. Com apenas uma fábrica em Maracanaú, na Grande Fortaleza, não tem condições de competir com a própria Crown e a Ball /Rexam, que contam com unidades espalhadas em todo o país. Além disso, precisa arcar com o transporte do aço desde a usina da CSN em Volta Redonda até o Ceará. Nessas circunstâncias, a Metalic só faz sentido para um grupo que esteja chegando ao país e precisa montar um colar industrial, exatamente como é o caso da Ardagh. Presente em 21 países e com um faturamento global superior a US$ 8 bilhões, o grupo herdou suas duas primeiras fábricas no Brasil no início deste ano, ao comprar um pacote global de ativos da Ball/Rexam. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: CSN.

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Ferrovias-Nova-Transnordestina
23.05.16
ED. 5374

Transnordestina passa pela Ásia para chegar à estação final

 A rumorosa saída de Ciro Gomes da Transnordestina se dá justo no momento em que Benjamin Steinbruch joga uma cartada decisiva para a continuidade do projeto. A CSN estaria negociando a venda de parte de suas ações na Transnordestina Logística para a CK Holdings, de Hong Kong. Segundo o RR apurou, o acordo envolveria a transferência de 25% do capital ordinário – a siderúrgica permaneceria no controle, com 74%. Estima-se que a operação possa injetar cerca de US$ 500 milhões na concessionária, recursos fundamentais para tirar o empreendimento do atoleiro. Do percurso total de 1,8 mil quilômetros, até o momento apenas a metade foi entregue – o cronograma original previa a conclusão da obra em 2010.  A venda de um pedaço da Transnordestina conta com o aval do governo, parte mais do que interessada no equacionamento dos graves problemas financeiros da concessionária. Só nos últimos dois anos, o Tesouro Nacional despejou mais de R$ 800 milhões na empresa, recursos que acabaram convertidos em equity, com o aumento da participação da Valec de 8% para 32% das ações preferenciais. Na semana passada – coincidência ou não, no mesmo dia em que Ciro Gomes deixou a empresa para evitar que “perseguições políticas interfiram ainda mais no projeto” – o TCU proibiu novos repasses da União à Transnordestina. Se o cofre do Tesouro está fechado, da cartola de Benjamin Steinbruch, então, é que não sairá coelho algum. Com uma dívida de R$ 27 bilhões – oito vezes o seu patrimônio –, a CSN não tem condições de arcar com os mais de R$ 4 bilhões que faltam para complementar o orçamento.  Fôlego financeiro é exatamente o que sobra à CK Holdings. Trata-se de um dos maiores grupos de investimento de Hong Kong, com participações nas áreas de transporte, energia elétrica, telecomunicações, real estate e hotelaria, que somam quase US$ 900 bilhões. Recentemente, após uma série de atritos com o governo local, a CK vendeu todos os ativos na China. Colocou mais de US$ 16 bilhões no caixa e decidiu que era hora de se aventurar na América Latina. A Transnordestina, tudo indica, será a primeira estação. Procurada pelo RR, a CSN não comentou o assunto.

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28.04.16
ED. 5357

Pato de aço

 O presidente da CSN , Benjamin Steinbruch, já avisou que dessa vez não será o tapa buraco da Fiesp. O barão do aço está imerso em seus problemáticos negócios e atravessando um período pessoal ruim. Além do mais, sabe que a Fiesp hoje é uma miríade de indústrias de araque mescladas com corretores de seguros. É esse exército de brancaleone que iria comandar caso topasse ir para o sacrifício.

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07.04.16
ED. 5343

Redenção siderúrgica

 Benjamin Steinbruch dá como favas contadas seu ingresso no bloco de controle da Usiminas se a cisão entre a Ternium e a Nippon Steel se confirmar. Esse movimento pode significar a redenção da siderúrgica mineira e da CSN.

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20.10.15
ED. 5230

CSN e Usiminas fazem duelo de perdedoras

   Por mais de uma década, CSN e Usiminas disputaram o rali do protagonismo no setor de aços planos. No caminho, Benjamin Steinbruch chegou a cogitar a aquisição da concorrente – ficou com 17% fora do bloco de controle, que acabou se tornando parte do problema e não da solução. As duas empresas mantêm a sina de concorrer entre si, mas agora competem em outra modalidade, o enduro das desgraçadas, uma corrida às avessas na qual o objetivo é chegar em segundo, ou melhor, jamais cruzar a linha fatal. O cronômetro também gira na contramão, numa contagem regressiva que entra em seu momento crucial. No curto prazo, CSN e Usiminas terão de enfrentar situações decisivas para o seu futuro, como endividamento, redefinições estratégicas, venda de ativos e mudanças societárias.  A premissa para o reequilíbrio financeiro das duas empresas é a repactuação de seus massacrantes passivos. A Usiminas tem um caminho menos pedregoso; claro, no comparativo com a CSN. A dívida líquida chegou a R$ 4,8 bilhões em agosto – 3,7 vezes o Ebitda. Esse índice ultrapassou os covenants acordados com os credores (3,5 vezes). Por ora, os bancos concederam um waver à Usiminas e não vão pedir a liquidação antecipada das dívidas ou executar as garantias. Ou seja: a siderúrgica está nas mãos dos credores como nunca esteve. Mas não tanto quanto a CSN.  O endividamento líquido da CSN é de R$ 22 bilhões, ou 5,6 vezes o Ebitda. Vai piorar. Bancos de investimentos ja soltaram relatórios indicando que esse índice deverá chegar a sete vezes até o fim do ano. A recente renegociação dos débitos com BB e Caixa apenas descomprimiu o curto prazo, empurrando vários pagamentos para o período entre 2018 e 2022. Há quem questione se a CSN saiu mesmo ganhando, pois já tinha R$ 17 bilhões em compromissos que vencem nesse intervalo.  Para os males causados pelo alto endividamento, a dupla do aço derretido só tem o remédio da venda de ativos. A CSN tem mais lenha para queimar, incluindo a Usiminas. Avaliações preliminares apontam que a venda dos 17% da siderúrgica mineira, do excedente de ações na MRS , do Tecon Sepetiba e de duas hidrelétricas, além de outros ativos, poderia render cerca de R$ 5 bilhões. Ainda restaria a Steinbruch a hipótese de se desfazer de sua pedra mais preciosa: os ativos de mineração. O problema é o timing: essas participações estão muito depreciadas, a começar pela Usiminas – no ano, suas ações caíram 30%. Se, nesse aspecto está ruim para a CSN, imaginem para a Usiminas que praticamente só tem a si própria como ativo.  A CSN tem outra vantagem: é empresa de um dono só. O que Steinbruch decidir está decidido. Já Minas Gerais é um território conflagrado. A Usiminas é uma empresa rachada ao meio entre Nippon Steel e Techint, inimigas, o que torna praticamente impossível qualquer decisão corporativa de maior peso. Não por acaso, muitos defendem que o soerguimento da companhia depende da mudança do controle.  O fato é que as diferenças entre Usiminas e CSN mais aproximam do que afastam. Quanto mais aceleram maior a sensação de que uma está acorrentada à outra e suas raias se cruzarão definitivamente em algum ponto. Neste pega ao reverso, é grande a probabilidade de que o vencedor, na verdade o perdedor, caia na rede do perdedor, neste caso o real vencedor, viabilizando, por uma via invertida, a mais lógica e esperada fusão da siderurgia nacional. Seria uma associação de aleijados, em que um se escoraria no outro. Que outra solução?

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25.09.15
ED. 5214

Benjamin Steinbruch tem uma lata vazia para vender

Mais uma da série “As voltas que o mundo dá”. Há pouco mais de três anos, Benjamin Steinbruch recusou propostas na casa dos US$ 70 milhões pela Metalic, fabricante de embalagens de aço. Dizia, à época, que por menos de US$ 100 milhões sequer se sentava para conversar. Pois hoje, a mesma CSN tenta, sem sucesso, se desfazer da controlada em bases bem mais modestas. A pedida estaria na casa dos US$ 50 milhões. Ninguém paga. Recentemente, segundo o RR apurou, a Metalic teria sido oferecida à Crown Embalagens, que, no passado recente, demonstrou interesse pelo ativo. Agora, no entanto, quem não tem pressa é a joint venture entre a norte-americana Crown Holdings e a gaúcha Évora. O tempo joga a seu favor. A fusão mundial entre a britânica Rexam e a norte-americana Ball praticamente tirou de circulação dois candidatos ao negócio. Com 75% das vendas de latas no país, dificilmente a nova empresa conseguiria aprovar qualquer aquisição junto aos órgãos de defesa da concorrência. Entre as grandes, portanto, sobrou a Crown, vice-líder do setor, com 12% de participação. No setor, a aposta geral é que ela fica com a Metalic, mas vai deixar para comer esse prato bem frio. A Metalic é um grânulo no universo da CSN. Seu faturamento, em torno de R$ 300 milhões ao ano, não chega sequer a 2% da receita total do grupo. A empresa responde por apenas 4% das latas consumidas pela indústria brasileira de bebidas. Praticamente toda a sua produção está indexada a um único cliente: Tasso Jereissati. Por essas e outras é que, na própria CSN, já há algum tempo a manutenção da Metalic é vista como um capricho de Benjamin Steinbruch. A teimosia, ao que parece, é página virada. A venda da empresa tiraria da frente um negócio pouco rentável, fora do foco estratégico da siderúrgica e com reduzida escala. Não é hora de a CSN se dispersar com latas vazias

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04.09.15
ED. 5200

Aço derretido

Além das negociações com os principais bancos credores da CSN em busca do alongamento do passivo da empresa, na casa dos R$ 32 bilhões, Benjamin Steinbruch estaria agora convocando a McKinsey. A missão da consultoria seria comandar uma drástica reestruturação na companhia. Oficialmente, a CSN nega a contratação da McKinsey.

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24.08.15
ED. 5191

Aço derretido

Não há dúvidas de que Benjamin Steinbruch precisa fazer caixa o quanto antes, mas será mesmo a hora de vender a participação da CSN na Usiminas? Nos últimos dois meses, tomando-se como base o preço da ação, o valor do ativo caiu de R$ 1,7 bilhão para algo em torno de R$ 850 milhões. Sair agora é confissão de desespero.

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 No que depender de Aldemir Bendine, um executivo de fora da Petrobras – portanto, à  sua imagem e semelhança – assume a presidência da BR Distribuidora e a missão de conduzir o processo de IPO. Indicado pelo ex-ministro Edison Lobão, o atual nº 1 da BR, José Andrade de Lima Neto, está por um fio. *** Bendine, aliás, lamenta com seus botões que Paulo Rogério Caffarelli não esteja mais no mercado. Recentemente contratado pela CSN, Caffarelli foi um dos principais colaboradores da gestão Bendine no BB.

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24.06.15
ED. 5148

Risco CSN

Até onde a CSN suportará tamanho nível de alavancagem? Em pouco mais de nove meses, a relação dívida líquida/Ebitda disparou de três para 4,8 vezes. Na própria siderúrgica, o prognóstico é que essa proporção chegue a seis para um até dezembro, com um endividamento superior a R$ 22 bilhões. Novos cortes de investimento são dados como inevitáveis.

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