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planos
24.11.16
ED. 5502

A hora da verdade para as empreiteiras da segunda divisão

As empreiteiras do time reserva estão esperando com apreensão a segunda onda de delações e acordos de leniência. São empresas de menor porte, tais como C.R. Almeida, Barbosa Mello e Metropolitana, que vivem a dramática expectativa de serem incluídas nas denúncias de propina. O medo se justifica por todos os motivos. Mesmo que não tenham nada a ver com qualquer dos casos de corrupção citados, basta que o nome da companhia seja mencionado para que haja restrições ao pagamento de obras em curso e à participação em novas licitações. O risco de a Lava Jato atingir essas empresas tem sido discutido no governo, que conta com as empreiteiras emergentes para participarem de maneira consorciada nas PPPs, ou mesmo em associação com as gigantes chineses, dando o tempero nacional nas obras de construção pesada.

 O governo também considera que as empresas menores poderiam assumir, em associação ou individualmente, algumas das empreiteiras de maior porte em recuperação judicial. A preocupação é a mesma: evitar que todos os planos para o setor sejam dependentes do capital estrangeiro. A Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) vem mantendo reuniões com empresários e autoridades buscando discutir medidas profiláticas. A entidade mais ativa, contudo, é o Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo (Sinicesp), que tem procurado, inclusive, articular uma pequena reserva de mercado para as empreiteiras estaduais.

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25.10.16
ED. 5482

Impregilo

 A italiana Impregilo planeja participar da primeira leva de licitações do governo Temer. Será seu retorno ao setor de concessões rodoviárias no Brasil. Desta vez, sem a companhia da CR Almeida, de quem foi sócia até 2012 numa relação com mais curvas do que a velha estrada de Santos. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Impregilo.

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05.10.16
ED. 5469

Justiça desmonta antigo latifúndio de Cecílio Almeida

  Após duas décadas de disputas jurídicas entre a CR Almeida e o Ministério Público Federal do Pará (MPFPA), Incra, Ibama e Iterpa (Instituto de Terras do Pará), o polêmico império fundiário montado pelo empreiteiro Cecílio do Rego Almeida na Floresta Amazônica está se esfarelando. Dos seis milhões de hectares reclamados pela Incenxil e pela Amazônia Projetos Ecológicos – ambas controladas pelos herdeiros do empresário, morto em 2008 –, cerca de cinco milhões de hectares tiveram os seus títulos de terra definitivamente anulados pela Justiça. A 9 a Vara Federal de Belém determinou a retomada da Fazenda Curuá, localizada na Terra do Meio, região central do Pará. O processo (nº 0044157-81.2010.4.01.3900) já transitou em julgado, portanto não cabem mais recursos. A Justiça entendeu que Cecílio forjou documentos para se apropriar ilegalmente de uma área equivalente ao tamanho da Holanda e da Bélgica juntas – um colosso que rendeu ao empreiteiro a alcunha de “maior grileiro do mundo”. Procurada pelo RR, a CR Almeida não quis se pronunciar.  Cecílio do Rego Almeida construiu uma trajetória empresarial cercada de névoas, episódios controversos e acusações de diversas naturezas que lhe foram imputadas – da grilagem de terras ao hábito de grampear tanto desafetos como sócios. Ao morrer, deixou para os seis filhos um patrimônio, a números de hoje, de aproximadamente R$ 10 bilhões. São participações na construção civil, em concessões rodoviárias, ativos imobiliários e terras, muitas terras. Deixou também um rastro de contenciosos que ainda hoje acompanham a CR Almeida. No caso do escândalo na Amazônia, o grupo responde ainda a uma ação penal por desmatamento na terra grilada – processo nº 2008.39.03.000970-1, em tramitação na Vara de Altamira.  A derrota já está consumada com a perda da fazenda Curuá, mas os herdeiros de Cecílio do Rego Almeida ainda tentam sair deste episódio com alguns dobrões. Há outros dois processos em curso na 9 a Vara de Belém relacionados ao caso, estes movidos pelas subsidiárias da CR Almeida. A Incenxil entrou com uma ação contra a União (nº 0025750-27.2010.4.01.3900). A empresa exige uma indenização por supostas benfeitorias em terras indígenas que foram devolvidas às tribos locais como condicionante do processo de licenciamento ambiental da usina de Belo Monte. Como a fraude cartorial que deu origem à grilagem de terras pela Incenxil já foi comprovada, o MPF-PA requereu o bloqueio de qualquer pagamento à empresa, mas a conclusão do caso ainda depende de perícia judicial. Situação semelhante envolve a Amazônia Projetos Ecológicos, que também pleiteia indenização por melhorias na Terra Indígena Apiterewa, na mesma região. O processo (nº 0026162-55.2010.4.01.3900) também está parado à espera de laudos periciais. Segundo o RR apurou, a expectativa dos procuradores é que as duas ações sejam julgadas em, no máximo, um ano.

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19.05.16
ED. 5372

CR Almeida

A CR Almeida teria planos de se desfazer de parte de suas terras na Amazônia – muitas compradas pelo empreiteiro Cecílio do Rego Almeida, em polêmicas operações nos anos 90. Os recursos seriam usados para cobrir prejuízos na área de construção e de concessões rodoviárias. Procurada, a empresa nega a venda dos ativos.

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19.02.16
ED. 5310

Mendes Junior deixa o metrô passar

  Por vias oblíquas, a Lava Jato desembocou no metrô paulista. O Palácio dos Bandeirantes já dá como certa a necessidade de uma nova licitação para a conclusão das obras do monotrilho da linha 17 ao longo da Avenida Jornalista Roberto Marinho, um dos projetos viários mais encruados da cidade. O mais provável é que a concorrência seja realizada no segundo semestre, o que empurraria a retomada dos trabalhos para 2017.  Mesmo que indiretamente, é mais um projeto de infraestrutura abalroado pelo petrolão. Convocada pelo governo paulista para tocar o empreendimento, de R$ 260 milhões, a Mendes Junior – segunda colocada na licitação em parceria com a construtora Heleno & Fonseca – já teria sinalizado que não vai pegar este trem andando. Falta-lhe fôlego para assumir a operação. Atropelada pela Lava Jato – o herdeiro Sergio Mendes Cunha já foi condenado a 19 anos de prisão –, a empreiteira se contorce para concluir os projetos em andamento. Consultado, o Metrô paulista informou que poderá abrir novo processo licitatório caso “os segundos colocados não tenham interesse” em assumir a obra.  A própria postura do governo paulista não ajuda a desatar o nó do projeto. Que o digam a Andrade Gutierrez e a CR Almeida. Vencedoras da concorrência e responsáveis pelas obras, as duas construtoras entraram com uma ação na Justiça para rescindir o contrato. O Metrô de São Paulo não estaria cumprindo uma série de cláusulas do contrato, algo que a concessionária nega. Procurado pelo RR, a Mendes Junior não comentou o assunto.

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23.12.15
ED. 5275

A sinuosa estrada entre a CR Almeida e Beto Richa

 Em meio aos rumores sobre a venda da CR Almeida, os herdeiros de Cecilio do Rego Almeida tremulam a bandeira branca na direção de Beto Richa. A reaproximação com o governador do Paraná tem sido conduzida por Marcelo Almeida, um dos acionistas do grupo. Na prática, o ex-deputado federal está reconstruindo a ponte que ele mesmo dinamitou. Em 2014, em sua campanha para o Senado, Almeida fez duros ataques a Richa. Acabou angariando um adversário para o grupo.  A tentativa de armistício com Richa carrega alta dose de pragmatismo. Nos últimos meses, Richa tem ameaçado rever os contratos de concessão de rodovias estaduais, sob o argumento de que alguns são lesivos aos interesses do Estado. Para muitos, o tiro tem endereço certo. A medida atingiria em cheio a Ecorodovias, da CR Almeida, que administra duas estradas. O risco de perda das licenças afetaria a precificação do grupo no caso de venda do controle. Consultado, o governo do Paraná confirmou estar disposto a renovar as concessões mediante novas exigências, como redução de tarifas e aumento dos investimentos. A CR Almeida, por sua vez, não quis se pronunciar.

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17.11.15
ED. 5249

Para onde vai a estrada da CR Almeida?

 As placas na estrada indicam que faltam poucos quilômetros para os herdeiros de Cecilio do Rego Almeida desembarcarem do controle da CR Almeida. A companhia estaria desativando o escritório de São Paulo, medida que deverá se estender também à filial do Rio de Janeiro. Na sede do grupo, em Curitiba, fornecedores e prestadores de serviços teriam sido convocados para negociar uma drástica redução dos valores de seus contratos. Vistas de maneira isolada, parecem medidas até comezinhas, forçadas pela conjuntura econômica e pelo impacto da Lava Jato sobre a área de infraestrutura como um todo. No entanto, se coladas a outras peças, está formado o mosaico da venda do controle da CR Almeida e, por extensão, da EcoRodovias, seu braço na área de concessões. A CR Almeida nega a venda do controle e as medidas de corte de custos. Mas, já há algum tempo, espocam boatos sobre a saída da família do negócio. O nome da Merrill Lynch é citado como provável adviser. Entre os candidatos estaria a canadense Brookfield. Motivos para a decisão não faltam. A crise na área de construção e a escassez de crédito se juntam a crescentes desentendimentos familiares e aos baixos resultados da EcoRodovias. No terceiro trimestre, a receita e o lucro da empresa caíram 3%.

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10.08.15
ED. 5181

Ecorodovias aterrissa no aeroporto de Brasília

Derrotada nas licitações dos aeroportos do Galeão e de Guarulhos, a Ecorodovias não desiste do seu sonho de Ícaro. Em meio à Lava Jato e à retração dos investimentos em infraestrutura, a companhia abriu negociações com a argentina Corporación América para a compra de 50% da Inframérica. A holding é concessionária do aeroporto de Brasília, além do terminal de São Gonçalo do Amarante (RN). Segundo fontes que acompanham as negociações, a oferta da Ecorodovias gira em torno de R$ 350 milhões, um pouco abaixo, portanto, dos R$ 400 milhões pagos pela Corporación América à Engevix. A concessionária, controlada pela CR Almeida, acena também com futuros aportes e um bilhete marcado para os próximos leilões do setor. De acordo com as mesmas fontes, o principal alvo do interesse é a concessão do Aeroporto Salgado Filho, de Porto Alegre. Procurada, a Corporación América negou a venda de parte da Inframérica, mas disse não descartar “novos parceiros para os próximos leilões”. O braço de concessões da CR Almeida vive uma dicotomia. No setor, muitos se perguntam qual é a verdadeira Ecorodovias: a empresa que vence seguidos leilões de concessões rodoviárias, como no caso recente da Ponte Rio-Niterói, ou a que não consegue deslanchar seu planos de expansão e cumprir a meta de entrar em novos segmentos de negócio, notadamente na gestão de aeroportos? A companhia espera quebrar esta bipolaridade muito em breve. As conversações foram deflagradas há cerca de um mês. Trata-se da perfeita simbiose entre a vontade de comprar e, sobretudo, o desejo de vender. Se a Ecorodovias tenta preencher uma lacuna em seu plano de negócios, a Corporación América, do empresário portenho Eduardo Eurnekian, quer ocupar o mais rapidamente possível o assento deixado pela Infravix. Sem musculatura suficiente para seguir no negócio, a empresa do Grupo Engevix vendeu sua participação de 51% no consórcio para os argentinos. A Corporación América, no entanto, não tem o menor interesse de pilotar esse Boeing sozinha. O plano de voo exige investimentos da ordem dde R$ 1,5 bilhão, divididos quase que igualitariamente entre os aeroportos de Brasília e de São Gonçalo do Amarante.

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03.08.15
ED. 5176

Sustentabilidade

Os irmãos Marcelo e César Almeida, da CR Almeida, divergem em quase tudo, menos na hora de preservar o patrimônio da família. A dupla guarda a sete chaves um projeto voltado à  produção de eucalipto na Amazônia. Ao tornar as terras produtivas, os Almeida esperam conter as investidas da Justiça, que têm cassado propriedades da família na região por suposta prática de grilagem. Procurada, a CR Almeida negou o investimento.

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02.02.15
ED. 5053

Herdeiros da CR Almeida não falam a mesma língua

A CR Almeida está parecendo uma versão paranaense da OAS, que vive um inferno astral e vê sua imagem ser desmanchada pelo escândalo do “Petrolão”. Ela tem sofrido as dores de ser incluída entre os suspeitos de envolvimento em irregularidades na construção da linha 5 do Metrô de São Paulo. Além disso, padece com as brigas de poder entre os filhos do fundador do grupo, Cecílio do Rego Almeida, perda de parceiro e fracasso em licitações de rodovias e aeroportos. A derrota do filho caçula de Cecílio, Marcelo Almeida, na disputa recente por uma vaga ao Senado pelo Paraná apenas agravou os problemas. Marcelo esteve bastante afastado dos assuntos do grupo por quase um ano em função da disputa eleitoral. Encerrada a campanha, voltou com carga total. Se por um lado, o seu entusiasmo é motivador; por outro, desagrega. Ele tem medido forças na companhia com o irmão César e com o cunhado Marco Antônio Cassou, conselheiros da CR Almeida. Os argumentos e planos do filho caçula de Cecílio para retomar o comando cabem em uma plataforma eleitoral. Ele defende que a construtora precisa de uma nova estratégia e de um choque de gestão para sair do ostracismo e ocupar novamente espaço no cenário nacional. O primeiro passo seria encontrar um parceiro que ocupe o vazio deixado pela Impregilo, ex-sócia na EcoRodovias, e pela Invepar, que fez parte do consórcio derrotado na licitação do Galeão. Marcelo sonha em atrair um grupo internacional para marchar junto. Abriu, por conta própria, negociações com a espanhola ACS, um dos maiores grupos de construção no mundo, interessado em surfar na onda do enfraquecimento de grandes construtoras nacionais por causa do “Petrolão”. O difícil será Marcelo avançar nas negociações sem antes acertar os ponteiros com César, que leva alguns corpos de vantagem porque conta com o apoio dos outros três irmãos. Além disso, enquanto Marcelo buscava votos para a sua candidatura ao Senado, César, junto com Cassou, se movimentou a  vontade no comando do grupo, deixando o campo minado para a volta do caçula. A disputa fratricida permanece, e qualquer resultado aparenta ser menos favorável aos interesses da companhia, pois, com toda a certeza, dividirá ainda mais o clã dos Almeida. Consultada, a CR Almeida afirmou não ter “disputas de poder”, mas apenas “diferenças de visão estratégica”.

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