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01.08.16
ED. 5423

Petrobras faz pré-venda na área de fertilizantes.

 Entre os pedregulhos deixados pelas gestões de Graça Foster e Aldemir Bendine, Pedro Parente foi garimpar um projeto abandonado que poderá render algumas centenas de milhões para o caixa da Petrobras . Segundo o RR apurou, três grandes grupos internacionais já demonstraram interesse em comprar uma participação ou mesmo o controle da futura unidade de fertilizantes nitrogenados da estatal em Três Lagoas (MS): a russa EuroChem, a chinesa CMOC e a norte-americana Mosaic. Estimativas preliminares da Petrobras indicam que a venda poderá gerar até R$ 1,5 bilhão. É mais do que o dobro do investimento necessário para a conclusão do projeto, em torno de R$ 700 milhões. As obras estão paradas desde 2014. Consultada, a Petrobras confirmou que “procura soluções para viabilizar a retomada das obras que passarão necessariamente pelo programa de parcerias e desinvestimento já em curso”.  O reinício das obras se deve única e exclusivamente à alta probabilidade de venda do ativo e ao avanço das conversações. Na própria Petrobras, a EuroChem e a CMOC são vistas como as mais fortes candidatas, por estarem montando um colar de fábricas no Brasil. Há um mês, os russos fecharam a compra da Fertilizantes Tocantins. Os chineses, por sua vez, ficaram com os negócios de fosfato e nióbio da Anglo American no país.

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27.05.16
ED. 5377

Mosaic avança sobre o novo eldorado do fosfato

 A indústria brasileira de fertilizantes está em ebulição. No momento em que a China Molybdenum (CMOC) desembarca no país com a compra de ativos da Anglo American e a Vale busca um parceiro no setor, a Mosaic negocia a aquisição de um dos mais cobiçados “pedacinhos” de terra deste mercado. Os norte-americanos já teriam feito uma oferta pela mina de fosfato localizada entre as cidades de Presidente Olegário e Patos de Minas, deixando para trás concorrentes como a norueguesa Yara . Os direitos de pesquisa e lavra pertencem ao Grupo Magnor. A jazida, que ocupa uma área de 900 hectares, é a principal reserva de fosfato de Minas Gerais e uma das cinco maiores do país: o volume estimado gira em torno de 1,5 bilhão de toneladas. O investimento necessário para torná-la economicamente viável beira os R$ 3,5 bilhões.  Os norte-americanos consideram o negócio absolutamente estratégico para a montagem de uma operação integrada. A mina deverá garantir mais de um terço do fosfato consumido pelas misturadoras da Mosaic no Brasil, reduzindo em mais de 25% os custos da empresa com a aquisição do insumo – hoje integramente importado. A investida se dá pouco mais de dois anos depois de o grupo desembolsar US$ 350 milhões para ficar com os ativos de fertilizantes da conterrânea ADM no Brasil e no Paraguai. Maior produtora mundial de fertilizantes, a Mosaic não tem poupado adubo financeiro para expandir sua operação no Brasil. Além da aquisição dos negócios da ADM, desembolsou no ano passado cerca de US$ 10 milhões para ampliar sua fábrica de Catalão (GO). Mas nem só de flores é feita a lavoura da empresa no país. Há pouco mais de um ano, Tobias Grasso deixou a presidência da Mosaic no Brasil, sendo substituído por Floris Bielders. Consta que Grasso desgastou-se com os norteamericanos ao conduzir exatamente o processo de compra dos ativos da ADM. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Mosaic, Grupo Magnor e OAS.

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17.05.16
ED. 5370

Segundo ato

 Após pagar US$ 1,5 bilhão pelos negócios de fosfato e nióbio da Anglo American no Brasil, a chinesa CMOC tem um novo alvo. Os asiáticos já teriam aberto conversações para a compra do controle da Heringer. O objetivo da CMOC é montar uma grande operação integrada no país, desde a matéria-prima até a produção de fertilizantes. Procurada pelo RR, a Heringer não comentou o assunto.

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