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05.01.17
ED. 5532

Bola fora

Em conversas reservadas, João Adibe Marques, dono do laboratório farmacêutico Cimed, não esconde seu desapontamento com os resultados do contrato de patrocínio firmado com a CBF. É muito escândalo para pouco recall da marca. O problema é que ainda faltam três anos para o fim do acordo. Ou não. Procurada, a Cimed nega o descontentamento e a possibilidade de ruptura do acordo.

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26.10.16
ED. 5483

Teuto e Medley chegam ao seu prazo de validade

  A Pfizer e os herdeiros do empresário Valterci de Melo – donos, respectivamente, de 60% e 40% do Teuto – vão anunciar até o início de dezembro a venda do controle do laboratório. Estima-se que a operação, conduzida pelo JP Morgan e pelo BTG, fique em torno de R$ 1 bilhão. Dos seis concorrentes que iniciaram a disputa apenas três entraram na reta final: as gestoras norte-americanas Advent e Bain Capital e a indiana Torrent Pharmaceuticals, já presente no Brasil. A venda do Teuto encerrará uma relação societária esquizofrênica: desde que se uniram, em 2010, a Pfizer e a família Melo vivem num ambiente de hostilidade mútua e alguma dose de paranoia. Os norte-americanos sempre alimentaram a suspeita de que os sócios, à frente da gestão, usaram de artifícios contábeis para inflar os números da companhia e, com isso, aumentar o valor de venda dos seus 40%. Em meio às enfermidades societárias, o Teuto vem apresentando um desempenho financeiro frustrante. Para não perder mercado, abusou de uma agressiva política de preços nas negociações com o varejo – em alguns casos de até 80% –, asfixiando sua rentabilidade. Sua margem Ebitda, que, há dois anos, beirava os 30%, já estaria abaixo dos 15%, o menor índice desde 2012. Procurado, o Teuto não quis comentar o assunto. Torrent, Advent e Bain Capital também não se pronunciaram.  A venda do Teuto terá razoável impacto no mercado de genéricos – segmento responsável por mais de 60% do seu faturamento (R$ 560 milhões no ano passado). O laboratório é o oitavo maior fabricante de medicamentos sem patente do país. Foi exatamente este o fator que atraiu para a disputa a Torrent Pharmaceuticals, que fatura mais de US$ 3 bilhões por ano em todo o mundo. O grupo, que atua há 14 anos no mercado brasileiro apenas importando medicamentos da Índia, está decidido a ter uma produção própria de genéricos no país. O apetite dos indianos pode ser medido pela sua presença nas duas grandes operações de M&A em curso no setor. Além da proposta pelo Teuto, a Torrent também estaria em conversações com a Sanofi Aventis, que teria colocado à venda o controle do Medley – outros candidatos seriam os laboratórios brasileiros Cimed e Aché. Consultada, a Sanofi “não confirma que o Medley esteja à venda”. Cimed e Aché não se pronunciaram.  Esta, sim, seria uma operação capaz de chacoalhar o ranking do mercado brasileiro de genéricos. O Medley é o segundo maior fabricante do país, atrás apenas da EMS . Neste ano, deverá faturar mais de R$ 1 bilhão no segmento. Para o Aché, por exemplo, a aquisição valeria a liderança na venda de genéricos no Brasil, com mais de R$ 1,5 bilhão de receita anual. A exemplo do Teuto, o Medley desperta a cobiça da concorrência mais pela sua estratégica posição de mercado do que exatamente pela performance financeira. O futuro controlador terá trabalho: o laboratório dá prejuízo há dois anos, apesar da profunda reestruturação conduzida pela Sanofi Aventis. Os franceses perderam mais tempo tentando consertar a herança que receberam do que pensando na expansão do negócio. A Medley tinha uma pesadíssima estrutura de custos. Por custos, entenda-se não apenas os corporativos como os de seus controladores. Em um ano, o laboratório teria desembolsado quase R$ 100 milhões para pagar despesas pessoais da família Negão, sua antiga controladora.

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21.09.16
ED. 5459

Biotônico

 O Aché, das famílias Siaulys, Baptista e Depieri, entrou na disputa pelo Medley. Vai duelar com a Cimed e a EMS, outros candidatos à compra do laboratório, controlado pela francesa Sanofi Aventis. Estima-se que o Medley valha algo perto dos R$ 600 milhões. No ano passado, a empresa faturou R$ 1 bilhão, mas, lucro que é bom, os franceses não veem há muito tempo.

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28.07.16
ED. 5421

Sócios do Teuto brigam até o último comprimido

 A Pfizer e a família Melo, sócios no laboratório Teuto, não se entendem nem quando estão de acordo. Há cerca de dois meses, os norte-americanos e os herdeiros do empresá- rio Valterci Melo acertaram uma trégua e decidiram vender em conjunto o controle da farmacêutica goiana. O que parecia ser o ponto final de uma conflituosa relação iniciada em 2010 acabou se revelando um novo round nessa contenda societária. Acionistas majoritários, com 60% do capital, os Mello vêm tentando alijar os norte-americanos das negociações. Segundo o RR apurou, a Pfizer tem conhecimento de que a família, assessorada pelo BTG, estaria mantendo conversações paralelas com candidatos à compra do controle integral do laboratório. De acordo com uma fonte que acompanha as negocia- ções, há tratativas bem avançadas com a Cimed , grupo que atua na produção e distribuição de medicamentos. Outro pretendente seria o Aché, um dos maiores laboratórios farmacêuticos nacionais.  A Pfizer não abre mão da venda em conjunto do controle do Teuto, com o óbvio intuito de melhorar a precificação do ativo, notadamente da sua participação minoritária. É o que recomendaria qualquer bom manual. No entanto, a relação entre a multinacional e os herdeiros de Walterci Melo, morto em 2014, nunca foi marcada exatamente pela lógica e pelo jogo cooperativo. Muito pelo contrário. Os norte-americanos têm suas razões para manter um pé atrás em relação aos sócios. A multinacional já teria acusado a família Melo de maquiar os nú- meros do Teuto e inflar artificialmente o Ebitda da empresa para se beneficiar na eventual venda do controle para a própria Pfizer. Isso porque, ao acertar a aquisição dos 40% do laboratório goiano, a companhia norte-americana ficou com uma opção de compra do restante das ações, a ser exercida até 2017. Pelo contrato, nesse caso a precificação do Teuto equivaleria a 14,4 vezes a geração de caixa da companhia. Ou seja: quanto maior o Ebitda, mais a multinacional teria de pagar pela fatia dos controladores. Por conta disso, a Pfizer sempre confiou desconfiando dos números apresentados pelos Melo. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Teuto.

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