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04.10.17
ED. 5718

“Valemig” é um facho de luz na área de geração

Agora que a Cemig perdeu seus anéis e a Vale ficou de fora da competição pelas quatro usinas da estatal mineira – São Simão, Miranda, Jaguara e Volta Grande – pode ter chegado a hora de decisão se a parceria entre ambas foi pontual e fugidia. Melhor seria se a Aliança Energia, joint venture entre as duas companhias que ficou escanteada no leilão, desse lugar a uma “Valemig”, empresa consolidadora, mais capitalizada, com baixa alavancagem e sem as amarras estatais. Tudo aquilo que a Cemig não é hoje e a Vale pode oferecer. Uma fonte do RR disse que o assunto tem vida própria e paira no ar. Se non è vero, è ben trovato.

Está faltando um player de energia nacional mais forte na geração, algo que a Cemig chegou a ser, antes de a gestão entortar e a companhia e se meter em relações perigosas, envolvendo políticos e empreiteiros. Não é de hoje que se discute a possibilidade de a Vale diversificar seu core business. Nos idos de Roger Agnelli, um caminho buscado foi o carvão, mas os negócios não tiveram a combustão que originalmente prometiam. Há alguns anos, a ideia da Vale ser também uma companhia de energia passeava nas reuniões de diretoria.

A “Valemig”, por sua vez, traria a estatal mineira de volta ao jogo. Hoje, a Cemig parece viver um apagão. Perdeu as quatro usinas retomadas pelo governo federal, que respondiam por quase um terço da sua produção de energia. Ao mesmo tempo, tem sido forçada a desmobilizar ativos para reduzir seu nível de alavancagem – equivalente a quatro vezes o Ebitda. Só a Cemig Geração e Transmissão carrega uma dívida da ordem de R$ 11 bilhões. A Vale é acionista de três hidrelétricas e quatro PCHs. A Cemig, por sua vez, controla ou tem participações em 82 hidrelétricas e PCHs – fora projetos ainda em andamento –, além de três térmicas e 32 usinas eólicas. Para completar, há ainda as sete hidrelétricas e um parque eólico, em construção, compartilhados pela dupla por meio da Aliança Energia.

A capacidade somada destas geradoras gira em torno de 9 GW. Ainda que a companhia mineira se desfizesse de algumas participações – dando sequência ao seu plano de desmobilização de ativos –, a “Valemig” não ficaria muito distante da franco-belga Engie (7,2 GW) e da China Three Gorges (8 GW), os dois maiores grupos privados de geração do país. À frente, apenas as subsidiárias da Eletrobras. Pensando na musculatura financeira e na consequente competitividade do negócio, o formato ideal de associação traria a Vale numa posição majoritária, como, aliás, é o caso da própria Aliança Energia – a mineradora tem 55% do capital e a Cemig, o restante.

Este desenho permitiria à “Valemig” ter acesso a crédito internacional mais barato e contar com uma gestão profissional, protegida de ingerências políticas. De quebra, funcionaria como um modelo cleaner da imagem da Cemig, que nos últimos anos ricocheteou entre interesses públicos e privados – não necessariamente o bom interesse privado. A hipótese contrária exigiria que a Vale aceitasse ser minoritária de uma estatal. Neste caso, entre pesos e contrapesos, a perda da posição de controle se justificaria pela possibilidade de ser sócia de um grande conglomerado da área de geração, o que permitiria à mineradora adicionar valor a ativos que estão fora do seu core business. Apenas como referência, a “Valemig” já nasceria com uma receita estimada entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões ao ano.

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18.09.17
ED. 5706

Votorantim avança rumo ao leilão das usinas da Cemig

O leilão das usinas da Cemig, previsto para o próximo dia 27, deverá contar com a participação de dois dos maiores conglomerados empresariais do país. A exemplo da Vale, o Votorantim pretende entrar na disputa pelas hidrelétricas que pertenciam à companhia mineira e foram retomadas pelo governo federal. Segundo o RR apurou, uma das hipóteses em estudo no grupo é buscar uma associação com a própria Cemig – não por coincidência modelo também cogitado pela mineradora.

A parceria funcionaria como um hedge, uma forma de evitar uma futura e provável contestação jurídica à venda das hidrelétricas. A participação do Votorantim na licitação é vista com bons olhos no governo por acirrar a disputa pelos ativos – o valor mínimo das quatro usinas (Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande) está fixado em R$ 11 bilhões. De quebra, crescem as chances de as geradoras permanecerem sob controle nacional – entre os principais candidatos ao leilão predominam empresas estrangeiras, como a chinesa State Power Investment Corporation, a franco-belga Engie e a espanhola Iberdrola. Aos olhos da terceira geração dos Ermírio de Moraes, o Votorantim está diante de uma oportunidade rara para se consolidar como um dos grandes grupos de geração do país com a compra de ativos amortizados e rentáveis.

Estima-se que construir quatro usinas equivalentes do zero custaria, por baixo, o valor mínimo da outorga estabelecido para o leilão. E isso sem a garantia de demanda, ao contrário do quarteto de geradoras, que tem comprador assegurado para praticamente toda a energia que produz. O que era uma operação auto-centrada, predominantemente voltada ao fornecimento de energia para as plantas industriais do próprio grupo, está se consolidando como um dos negócios mais promissores do Votorantim.

São 32 hidrelétricas e cinco térmicas, com capacidade somada próxima de 2,6 gigawatts (GW), que respondem por aproximadamente 10% do faturamento da holding, algo como R$ 3,5 bilhões por ano. A compra das usinas da Cemig colocaria a Votoratim Energia entre os três maiores grupos privados da área de geração no país, com 5,5 GW, atrás apenas da Engie e da China Three Gorges. Esse número, ressalte-se, seria ampliado em mais 600 megawatts já a partir de 2019, quando o complexo de usinas eólicas que o Votorantim está montando no Piauí atingir a produção máxima estimada – o investimento gira em torno de R$ 1,2 bilhão. Entram nesta conta ainda os 300 MW dos 11 projetos de pequenas centrais hidrelétricas em desenvolvimento no grupo.

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31.08.17
ED. 5695

Alvo elétrico

Segundo o RR apurou, a Engie, antiga Suez, vai entrar pesado no leilão de privatização da usina de São Simão, uma das hidrelétricas que eram da Cemig.

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25.08.17
ED. 5691

Desmobilização em dobro

Em meio ao contencioso com o governo federal pela posse de quatro hidrelétricas, a Cemig vai anunciar em setembro a venda de suas participações na Usina de Santo Antônio e na Renova Energia. Os dois virtuais compradores são, respectivamente, China State Power e Brookfield.

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16.08.17
ED. 5684

Fio desencapado

A inadimplência corrói o valuation da Light. Segundo om RR apurou, a italiana Enel está recalculando a proposta que pretende encaminhar à Cemig, com base no salto das contas em atraso da distribuidora fluminense. No último trimestre, o nível de inadimplência chegou a 3,1%, o dobro do índice registrado em junho de 2016.

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11.08.17
ED. 5681

Leilão de usinas da Cemig sofre um blecaute de candidatos

No que depender de alguns dos maiores grupos do setor elétrico, a equipe econômica já pode lançar R$ 11 bilhões a mais na coluna das receitas frustradas. Segundo alta fonte da Pasta de Minas e Energia, China Three Gorges (CTG), Neoenergia, Enel e Energisa já comunicaram ao ministro Fernando Coelho Filho que não participarão do leilão das hidrelétricas de Jaguará, São Simão, Volta Grande e Miranda caso o governo e a Cemig não cheguem a um acordo definitivo sobre a transferência das usinas. Outras empresas do setor deverão seguir o mesmo caminho.

De acordo com a mesma fonte, os chineses da CTG e os italianos da Enel foram mais além e já teriam solicitado o adiamento do leilão, marcado para 27 de setembro. Ninguém quer correr o risco de ganhar e não levar. Por ora, tudo é breu ao redor das quatro hidrelétricas, retomadas pelo governo federal. No dia 22 de agosto, o STF julgará ação cautelar impetrada pela Cemig requerendo a posse das usinas e a renovação dos contratos por mais 20 anos.

Mesmo que o pedido seja indeferido, a estatal mineira já anunciou sua disposição de entrar com novo recurso. Ou seja: o imbróglio tende a avançar setembro adentro. O leilão das quatro usinas é um curto-circuito jurisdicional sob os mais diversos aspectos. Além da bola dividida quanto ao controle das geradoras, há ainda o risco de o Tribunal de Contas da União brecar a licitação.

O órgão exigiu o recálculo da taxa interna de retorno do investimento (WACC, na sigla em inglês), sob a alegação de que as geradoras são operacionais e, portanto, os custos maiores já estão amortizados. Por esta razão, os vencedores do leilão não devem receber uma remuneração tão alta como se fossem erguer as geradoras do zero. A Aneel informou ter atendido as exigências técnicas, mas não explicou que contorcionismo permitiu incorporar as recomendações do TCU sem alterar o WACC de 8,08%.

Entre os candidatos à compra das usinas, a convicção é que o Tribunal não vai deixar barato e exigirá a redução da taxa. Faz sentido. Nem o governo Temer, que faz o que quer com o Congresso e já pegou o jeitinho de tocar o país com MPs, PECs e outras pinguelas legiferantes, tem conseguido conter o TCU. O órgão vem brecando concessões de infraestrutura e interrompendo obras (a Transnordestina é o caso mais notório). É bem verdade que, na última quarta-feira, rejeitou pedido de cautelar da Cemig para suspender o leilão. Na estatal mineira, no entanto, o entendimento é que a decisão se deveu muito mais a uma questão processual do que técnica – o plenário determinou que o pedido fosse juntado a outra ação que trata do tema.

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03.07.17
ED. 5652

Cemig faz um mau (bom) negócio

A iminente venda da participação de 10% na Hidrelétrica de Santo Antônio está longe de ter o desfecho sonhado pela diretoria da Cemig. Segundo o RR apurou, o acordo com a chinesa State Power Investment Overseas será assinado ainda nesta semana, envolvendo o pagamento de R$ 700 milhões. Quando iniciou as tratativas com os chineses, a pedida da Cemig estava em R$ 1,3 bilhão, colada ao valor contábil do ativo lançado em seu balanço. Entre o ideal e o factível, a estatal mineira teve de ceder para não perder o negócio. De acordo com uma fonte que participa da operação, o valor final do acordo foi achatado pelas pendências financeiras da Santo Antônio, a começar pelos litígios relacionados à venda de energia no mercado spot. A saída da usina será um passinho a mais na caminhada da Cemig para reduzir seu passivo. Se a empresa usar todos os recursos para pagar credores, a relação dívida líquida/ebitda cairá de 4,6 vezes para 4,4 vezes. Ou seja: ainda há muitas léguas a percorrer até que a Cemig consiga trazer sua alavancagem ao índice desejado de três para um.

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23.06.17
ED. 5646

Cinturão elétrico

A italiana Enel abriu negociações com a Cemig para a compra da Light. Tem interesse em fechar a porteira e ficar também com a participação do FIP Redentor. Teria, assim, 52% da Light e meio caminho andado para consumar a fusão com a Ampla, sua controlada.

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20.06.17
ED. 5643

Renova arruma a casa para futuro morador

A Renova Energia, braço da Cemig, encontra-se sob tratamento de choque. Está convocando os bancos para negociar um alongamento da dívida de curto prazo, na casa de R$ 1 bilhão, reduziu o número de contratos de venda de energia no mercado regulado e pretende acelerar a desmobilização de ativos. Recentemente, vendeu um conjunto de parques eólicos para a AES Tietê por R$ 650 milhões e transferiu sua participação na TerraForm, de energia eólica e solar, para a Brookfield. Tudo isso, no entanto, não passa de aquecimento. A grande operação ainda está por vir: a venda da parte das ações pertencente à Cemig. Consultada, a Renova informou que, até o momento, não foi notificada por seus controladores sobre o recebimento de oferta vinculante. A empresa confirmou a venda de ativos e o encerramento de contratos no mercado regulado.

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14.06.17
ED. 5640

Cemig escancara a porta de saída

A Cemig quer acelerar o bota-fora: aumentou o número de salários oferecidos aos funcionários que aderirem ao PDV aberto neste mês.

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01.06.17
ED. 5631

ISA faz contrapeso à State Grid na transmissão de energia

Há poucos anos se o CEO da colombiana ISA, Bernardo Vargas Gibsone, quisesse fazer negócios com a Cemig teria de passar por um ritual de iniciação. Uma das etapas, invariavelmente, seria uma conversa com Aécio Neves, uma espécie de chanceler da estatal. Sem o “Mineirinho” – Apud planilha da Odebrecht – Gibsone poderá ir direto a quem de direito e tratar sem rodeios do seu objeto de interesse: a compra da parte da Cemig na Taesa.

A fatia da distribuidora mineira está avaliada em aproximadamente R$ 1,8 bilhão. Com a aquisição, a ISA assumiria o controle da companhia de transmissão, pulando de 26% para 68% do capital votante – no início do ano, o grupo comprou as participações dos fundos Coliseu e Taurus. Seria uma antessala para o grande projeto dos colombianos no Brasil: costurar a fusão da Taesa com a CTEEP – já controlada pela ISA.

A ofensiva da ISA conta com a simpatia do governo – ainda que, a esta altura, já não se saiba se isso joga a favor ou contra os colombianos. A área de Minas e Energia e, mais especificamente, a própria Eletrobras consideram fundamental o surgimento de uma terceira força no segmento de transmissão, capaz de contrabalançar com o célere avanço da State Grid. O objetivo é evitar que os chineses tenham um peso excessivo na precificação do custo de transporte de energia no país.

Esta preocupação foi compartilhada com o próprio Gibsone, que, em fevereiro deste ano, cumpriu uma agenda de encontros com autoridades brasileiras. Na prática, a consolidação entre a CTEEP e a Taesa já começou – não obstante o fato de a ISA ainda manter uma participação minoritária nesta última. No leilão de transmissão realizado pela Aneel em abril, as duas empresas arremataram em conjunto o lote 1 de concessões.

É apenas a parte mais visível do amálgama. Segundo o RR apurou, desde o início do ano CTEEP e Taesa mantêm grupos de trabalho integrados em diversas áreas – financeiro, análise técnica de projetos e compras, entre outras. Já existem também negociações conjuntas para a contratação de empresas de engenharia e compra de equipamentos.

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23.05.17
ED. 5624

CTG quer as usinas da Cemig

A China Three Gorges (CTG) deverá entrar com carga extra no leilão das hidrelétricas que pertenciam à Cemig e serão relicitadas pelo governo federal – até prova em contrário, marcado para 30 de setembro. Como se não bastasse sua notória voltagem financeira, terá a companhia do compatriota Clai Fund, dono de uma carteira de US$ 12 bilhões. Trata-se do mesmo fundo que, recentemente, comprou uma participação na Duke Energy Paranapanema, controlada pela própria CTG. A CTG considera o leilão uma etapa crucial na escalada para se tornar o maior grupo privado de geração do Brasil, superando a Suez. A companhia tem especial interesse pela maior das hidrelétricas do pacote, a usina de São Simão, com capacidade de 1.710 MW. Segundo estimativas da própria Aneel, o lance pela hidrelétrica deverá ficar acima dos R$ 4 bilhões.

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11.05.17
ED. 5616

Andrade Gutierrez é entrave à venda da Usina de Santo Antônio

Os demais acionistas da Usina de Santo Antônio estão convictos de que as duas vozes contrárias à venda da hidrelétrica, na verdade, são uma só: a da Andrade Gutierrez. Na condição de sócia da Cemig e detentora de uma espécie de golden share invisível desde os tempos de Aécio Neves/Antonio Anastasia, a empreiteira estaria pressionando a estatal mineira a também recusar a oferta da chinesa State Power Investment Company (SPIC) pelo controle da geradora. Os asiáticos avaliaram a usinaem cerca de R$ 8 bilhões. Segundo fonte que participa da negociação, a Andrade Gutierrez não fecha negócio por menos de R$ 10 bilhões. A Cemig, que, a princípio, era favorável à proposta, subitamente também teria recuado. Consta, inclusive, que os representantes da distribuidora não teriam participado das últimas reuniões com a SPIC. Sem a unanimidade, a venda não sai, para irritação do comando de Furnas, principal acionista da hidrelétrica e maior interessada na operação.

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04.05.17
ED. 5611

Ponta do lápis

A Cemig pretende embolsar R$ 2,5 bilhões com a venda de sua fatia na usina de Santo Antônio.

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20.04.17
ED. 5603

Belo Monte em bloco

A chinesa Zhejiang Electric Power Construction (ZEPC) vai fazer um arrastão no capital de Belo Monte. Além de uma parcela das ações da Eletrobras, negocia também a compra das participações da Cemig e Light, que são uma só, e da Petros. A pescaria deverá dar à ZEPC mais de 30% da usina, transformando-a na segunda maior acionista, atrás apenas da própria Eletrobras.

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07.04.17
ED. 5595

Governo já trata usinas da Cemig como suas

O ministro Moreira Franco pretende anunciar até o fim de abril a inclusão das hidrelétricas de São Simão, Jaguará e Miranda no Programa de Parcerias para Investimentos (PPIs). Será o lance derradeiro na batalha jurídica entre a União e a Cemig. Será mesmo? A estatal mineira alega ter direito à renovação automática da concessão das três geradoras. Nos últimos dias, no entanto, o STF derrubou todas as liminares que mantinham a companhia como operadora das usinas. Caso se confirme, a perda em definitivo será um duro golpe para a Cemig: as três hidrelétricas respondem por quase 40% da sua capacidade de geração. A empresa, no entanto, não se dá por vencida, Procurada pelo RR, diz que “tem todo o direito sobre essa renovação e que a Justiça vai chegar à mesma conclusão”. A Cemig informa ainda que “existem processos em tramitação no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça, para que seja garantida a prorrogação conforme previsto no contrato 007/1997”.

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08.03.17
ED. 5573

Uma luz de emergência no caixa da Cemig

A operação da hidrelétrica de São Simão poderá representar a entrada de até R$ 5,2 milhões por dia no combalido cofre da Cemig. O fluxo de caixa excepcional será gerado com a venda da capacidade da usina (1.281 MW médios) no mercado à vista, graças à liminar concedida na última segunda-feira pela Justiça autorizando a estatal mineira a manter a licença até decisão final do STJ sobre a data de expiração da concessão (referente à Medida Provisória 579/2012). Até então, a estatal mineira obtinha uma remuneração fixa quase irrisória com a comercialização da capacidade da São Simão aos distribuidores.

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02.02.17
ED. 5552

Chinatown

Nesse ritmo, o Ministério de Minas e Energia terá de ficar em Pequim. A chinesa Three Gorges teria apresentado uma proposta pela participação da Cemig na Usina de Santo Antônio (20%). O dote passaria dos R$ 2,5 bilhões. Procurada, a Cemig diz “desconhecer a informação”.

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01.02.17
ED. 5551

“Gatos” salvam os números da Light

Enquanto o Rio de Janeiro persegue seus ratos, a Light corre atrás dos “gatos”. Com o perdão do infame trocadilho, é o que resta à presidente da companhia, Ana Marta Horta Veloso. Sem resultados mais lustrosos para apresentar, o grande feito de sua gestão tem sido o combate à “gatunagem” das ligações clandestinas.

Segundo o RR apurou, no ano passado a distribuidora fluminense conseguiu recuperar 683 GWh, contra 256 GWh em 2015. Na ponta do lápis, isso significará uma receita adicional da ordem de R$ 450 milhões para a Light – os números serão divulgados junto com o balanço da companhia, em 24 de março. Trata-se de um raro dado positivo em um ano de penumbra para a Light.

Entre janeiro e setembro de 2016, a receita líquida caiu 12,8% em relação a igual período em 2015. O lucro de R$ 109 milhões transformou-se em um prejuízo de R$ 119 milhões no mesmo intervalo de comparação. E o Ebitda despencou 22%. Estes indicadores aumentam a pressão sobre a presidente Ana Marta Horta Veloso, que convive com o fantasma da demissão desde a recente troca de comando na acionista controladora, a Cemig.

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24.01.17
ED. 5545

Cemig acelera venda de ativos com a privatização da Gasmig

A Cemig está em negociações para a venda integral da sua participação na Gasmig, de 99%. A operação, conduzida pelo Itaú BBA, gira em torno de R$ 1,6 bilhão. Os dois principais candidatos à compra da concessionária mineira vêm da Ásia: a Mitsui e a Beijing Gas. A Comgás, leia-se o Grupo Cosan, corre por fora.

A intenção da nova diretoria da Cemig é sacramentar o negócio até março, junto com a já engatilhada venda da participação de 20% na Hidrelétrica de Santo Antônio para a chinesa Three Gorges. O duplo anúncio servirá como um categórico cartão de visitas de Bernardo Salomão, que assumiu a presidência da Cemig em dezembro. Ao embalar em um só pacote duas operações que poderão render à estatal mais de R$ 4,5 bilhões, Salomão pretende mostrar ao mercado que o plano de desmobilização de ativos da empresa será intensificado.

Não custa lembrar que seu antecessor, Mauro Borges, deixou o cargo bastante criticado pelo timing na venda de participações da Cemig vis-à-vis às necessidades de caixa da companhia. No caso da Gasmig, os estudos para a privatização da empresa sofrem idas e vindas desde o início do mandato de Fernando Pimentel. A Gasmig vale quanto pesa. Trata-se da maior concessionária do setor ainda sob controle estatal. Sua receita passa de R$ 1,8 bilhão por ano. Em 2015, seu Ebitda foi de R$ 148 milhões, o equivalente a 15% do faturamento – índice expressivo para uma empresa que atua em um setor com preços regulados. Para efeito de comparação, o ebitda da Comgás no mesmo ano correspondeu a menos de 5% da receita.

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28.12.16
ED. 5526

Dosimetria

Após tirar Mauro Borges da presidência da Cemig, o governador Fernando Pimentel foi aconselhado por seus assessores a pisar no freio e suspender as mudanças que faria na Gasmig. Afastar o presidente da estatal, Eduardo Andrade, significaria romper de vez com o vice-governador e desafeto político Antonio Andrade (PMDB), pai do executivo.

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22.12.16
ED. 5522

Efeito cascata

A saída de Mauro Borges do comando da Cemig põe em risco a permanência de Ana Maria Horta na presidência da Light, controlada pela estatal mineira. Borges foi o artífice da indicação da executiva para o cargo, no fim do ano passado. Na ocasião, emplacou também o diretor de comunicação da Light, Ronald Cavalcante de Freitas, que foi seu assessor direto na presidência da Cemig.

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23.11.16
ED. 5501

Cemig Telecom

 A Cemig colocou mais um ativo sobre o balcão: a Cemig Telecom, subsidiária que administra mais de nove mil quilômetros de fibras ópticas em cinco estados.

• Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Cemig.

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04.11.16
ED. 5489

Prateleira

A Cemig pretende fechar ainda neste ano a venda de sua participação de 9,77% em Belo Monte. Conversa com a onipresente State Grid e fundos de investimento estrangeiros. É mais um capítulo no esforço da Cemig para fazer caixa e alongar uma dívida de R$ 11 bilhões. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Cemig.

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23.09.16
ED. 5461

Cemig declara guerra à Aneel para ficar com hidrelétricas

 A Cemig decidiu buscar na Justiça a renovação de quatro concessões de hidrelétricas que não conseguiu no âmbito administrativo da Aneel e do Ministério de Minas e Energia. Duas dessas usinas já estão sendo discutidas no judiciário. No caso de Jaguara (424 MW), cujo pedido foi negado pelo Ministério, a estatal mineira tem conseguido manter a concessão com base no Mandado de Segurança nº 20.432/2013, interposto no STJ, e na ação cautelar ajuizada no Supremo Tribunal Federal (STF). Pela decisão da Justiça, a geradora permanecerá com a Cemig até que seja realizada Audiência de Conciliação, determinada pelo ministro relator Dias Toffoli, e julgado o mérito da questão. Em situação semelhante está a usina de São Simão, a maior do quarteto, com 1.170 MW, mantida com a Cemig com base no Mandado de Segurança nº 21.465/2014, impetrado no STJ. Para evitar o impasse jurídico, após inúmeras decisões sobre o caso, o Ministério baixou a Portaria nº 432/2015, que designa a Cemig como operadora da usina São Simão até que nova licitação seja feita.  As próximas investidas judiciais serão destinadas à manutenção das concessões das usinas de Miranda (408 MW) e de Volta Grande (380 MW), com os contratos vencendo em 2016 e 2017 respectivamente. Em ambos os casos, a Cemig vai apelar ao STJ usando como ações correlatas as que foram impetradas sobre Jaguara e São Simão. Está em jogo a permanência no parque gerador da empresa de quatro hidrelétricas que somam 2,9 mil megawatts, equivalente a um terço da capacidade de geração do grupo. A receita anual dessas unidades é de R$ 2,5 bilhões de um faturamento total de R$ 7,3 bilhões da Cemig GT, o braço de geração e transmissão da estatal. Esses ativos estão avaliados no mercado em R$ 10 bilhões. Sem as geradoras, a Cemig GT perde cerca de 30% do seu Ebitda – R$ 4,2 bilhões em 2015. • Procuradas, as seguintes empresas não se retornaram ou não comentaram o assunto: Cemig.

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16.09.16
ED. 5456

Venda casada

 A Cemig deverá fazer uma venda dupla para a Ferrovial . Além da Transchile Charruá Trasmisión, linha de transmissão chilena alienada recentemente, o grupo espanhol negocia a aquisição da participação de 45% da estatal mineira na Taesa. A companhia é uma das líderes no transporte de energia, com quase dez mil quilômetros de linhas no país. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto:  Cemig e Ferrovial.

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 Além da Cemig e da Light, o InfraBrasil também deverá vender sua participação na Renova Energia. Administrado pela Angra Partners, o fundo de infraestrutura tem 9% do capital da empresa.

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23.08.16
ED. 5439

Esforço de caixa

 Além da venda de ativos, a engenharia financeira da Cemig para o alongamento da dívida prevê uma emissão de títulos no exterior ainda este ano. É coisa para mais de R$ 50 milhões.

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22.08.16
ED. 5438

Dois em um

Cemig e Light – ou seja, Cemig e Cemig – negociam a venda conjunta de suas participações na Norte Energia, consórcio responsável pela usina de Belo Monte. Donas de 10% do negócio, ambas não suportam mais os seguidos aportes de capital que o projeto tem exigido. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Cemig e Light.

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05.08.16
ED. 5427

Renova Energia é mais uma lâmpada queimada na Cemig

 O colar de ativos da Cemig nas áreas de distribuição, transmissão e geração está se desmanchando na velocidade da luz. Além da Light e da Taesa , que já estão na prateleira, a companhia também colocou à venda sua participação na Renova Energia. A Cemig é a maior acionista individual, com 44% do capital ordinário. Segundo o RR apurou, o negócio já foi oferecido à canadense Brookfield e à chinesa Three Gorges . Ressalte-se que os asiáticos são apontados também como fortes candidatos à aquisição da parte da própria Light na Renova (20,8%). A operação é conduzida paralelamente e deve ser concluída antes mesmo de uma eventual venda do controle da distribuidora fluminense.  A Cemig quer não apenas fazer caixa com a venda da participação na Renova Energia, mas, sobretudo, se livrar das futuras obrigações financeiras com a empresa. Estima-se que apenas as 25 usinas eólicas na Bahia exijam dos sócios um desembolso da ordem de R$ 3,5 bilhões pelos próximos 12 meses. A Renova Energia se tornou uma máquina de moer dinheiro, notadamente dinheiro do Tesouro de Minas Gerais. No início deste ano, a Cemig foi a única acionista a subscrever a chamada de capital na Renova Energia de aproximadamente R$ 700 milhões, sendo obrigada a aumentar a fórceps a sua fatia no capital. Dois anos antes, os sócios já haviam aportado outros R$ 3,5 bilhões na empresa. No meio do caminho, mais precisamente em maio de 2015, a Renova ainda vendeu um pacote de usinas eólicas por cerca de R$ 1,6 bilhão. Não deu nem para a saída. Os recursos foram rapidamente tragados por projetos, àquela altura, ainda em fase de implantação. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Cemig, Brookfield e Three Gorges.

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19.07.16
ED. 5414

A insistência da Cemig

 Apesar do esperneio da Cemig, que já brigou na Justiça e fez diversas tentativas de acordo, o governo federal vai licitar três hidrelétricas da estatal mineira que não tiveram suas concessões renovadas. São dois mil megawatts de potência instalada. A decisão do Ministério de Minas e Energia está baseada na convicção de que a Cemig vai tentar recuperar as três hidrelétricas nos leilões e terá de aceitar tarifas menores porque são usinas amortizadas.

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24.06.16
ED. 5397

Pimentel recorre à venda da Light para acender a luz na Cemig

 O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, quer fazer da Cemig a sua agenda positiva. Busca uma solução a jato para os péssimos resultados financeiros da estatal mineira. Pimentel foi denunciado por prática de corrupção na Operação Acrônimo e seu afastamento do cargo está sendo analisado pelo Superior Tribunal de Justiça. Dificilmente a Cemig conseguirá se livrar da desmobilização de ativos como saída para reduzir o passivo. O endividamento tem uma relação dívida líquida/Ebitda de quatro vezes. Segundo projeções da própria empresa, deverá bater em cinco vezes até o fim do ano. O resultado é exatamente o dobro do limite estipulado nos estatutos da Cemig, que é de 2,5 vezes.  O prato principal do programa de venda de controladas da companhia deverá ser a Light, da qual a Cemig tem 26%. Somente com essa transação, a estatal projeta receber em torno de R$ 1,5 bilhão – valor baseado na cotação média dos últimos dois anos, mais um prêmio de controle da distribuidora de energia elétrica carioca. O valor é equivalente a 10% do total do endividamento da companhia mineira. A opção pela venda da Light ganhou força após a aquisição esse mês da gaúcha AES Sul pela CPFL por R$ 1,7 bilhão. O acordo no Rio Grande do Sul é visto no mercado como o ponto de partida de um intenso processo de consolidação no setor de energia elétrica. Esse cenário torna a venda da Light muito mais atraente para investidores, já que a empresa ocupa o quinto lugar no ranking de distribuição do país, com receita de R$ 11 bilhões e área de concessão no segundo maior mercado consumidor de energia do país. A CPFL é vista pela Cemig como uma candidata natural ao negócio em função de sua estratégia de se consolidar como líder no segmento – tem 15% de mercado, à frente da Eletropaulo e da Cemig. A Enel, dona da Ampla, já teria sido procurada pela estatal. A Light e a Ampla têm áreas de concessão contíguas no Rio de Janeiro. Com a transação, a Enel terá ganhos operacionais e ainda passará a ter 8% de participação na distribuição de energia, do mesmo tamanho da Cemig. As seguintes empresas não se pronunciaram: Cemig.

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24.05.16
ED. 5375

Novo diretor do ONS está sentado em uma cadeira elétrica

  A julgar pelo agressivo bote do governo Temer sobre o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), não haverá blindagem ou tempo de mandato capazes de proteger os diretores de agências reguladoras e congêneres de interferências políticas. Há apenas uma semana no cargo e com quatro anos de gestão pela frente, o novo diretor-geral do ONS, Luiz Eduardo Barata, já é um “cabra marcado para morrer”. Segundo o RR apurou, o ministro da Casa Civil, Geddel Vieira Lima, e o titular da Pasta de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, articulam com aliados e empresas do setor elétrico a derrubada de Barata e a consequente tomada do controle do ONS. O nome mais cotado para substitui-lo é o de Jerson Kelman, ligado ao PSDB. Atual presidente da Sabesp, Kelman já presidiu a Aneel e a Agência Nacional de Águas (ANA), esta última ainda na gestão FHC. Também comandou a Light, controlada pela Cemig, entre 2010 e 2012, portanto durante o governo do tucano Antonio Anastasia em Minas Gerais.  O governo e, em especial, a cúpula do setor elétrico não abrem mão de ter o comando do ONS, cargo estratégico pelo seu poder sobre a operação de todo o sistema interligado de energia do país. Aproveitam-se do fato de que Luiz Eduardo Barata é um personagem fragilizado. Sua permanência no cargo depende de uma capacidade de articulação política e do apoio das empresas privadas, fios que dificilmente ele conseguirá juntar neste momento. Ex-secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Barata carrega o que na atual circunstância é um passivo fatal: sua proximidade com Dilma Rousseff. A ligação vem desde os tempos em que Dilma comandava a Pasta, ainda no Lula I.  Em tempo: independentemente do nome, o diretor-geral do ONS terá a missão de desarmar uma bomba-relógio deixada pelo antecessor, Hermes Chipp. A Aneel apura indícios de irregularidades financeiras no Operador do Sistema. Em relatório preliminar da Superintendência de Fiscalização Econômica e Financeira (SFF), a agência fez uma série de ressalvas à última prestação de contas da entidade no ciclo 2013/2014. Consultada pelo RR, a Aneel informou que “aguarda manifestação do ONS para dar prosseguimento ao processo que continua em fase de análise.” Procurada pelo RR, a ONS não comentou o assunto.

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20.05.16
ED. 5373

Light espalha suas geradoras sobre o balcão

 A Light prepara um plano emergencial de desmobilização de ativos, notadamente na área de geração, para fazer frente a sua delicada situação financeira. Segundo o RR apurou, a proposta deverá ser submetida ao Conselho de Administração na reunião prevista para a próxima semana. A companhia pretende se desfazer da sua participação na Renova Energia, maior geradora de fontes renováveis do país, e na usina de Belo Monte . Também seriam colocadas à venda cinco usinas hidrelétricas no Rio e em São Paulo, com capacidade total de 855 MW. Segundo o RR apurou, a empresa espera arrecadar algo em torno de R$ 3 bilhões com a alienação dos ativos e, assim, ganhar fôlego para atravessar sua maior crise desde a privatização, há exatos 20 anos.  A Light está no meio da tempestade perfeita. A queda no consumo de energia, o avanço da inadimplência, o rombo fiscal de R$ 9 bilhões em Minas Gerais – o que inviabiliza qualquer novo aporte de capital da Cemig, seu controlador – e a escalada do passivo têm formado uma combinação explosiva para a distribuidora fluminense. Nos últimos 12 meses, a relação dívida líquida/Ebitda pulou de 3,7 para 4,3 vezes e a situação tende a se agravar. Segundo o RR apurou, as projeções da própria Light indicam que esse índice vai romper o patamar de cinco para um até o fim do ano. Um dos casos mais delicados – não exatamente pelo montante, mas pelo potencial impacto sobre a própria operação da companhia – é o passivo com Itaipu. Há cerca de dois meses, a Light abriu uma nova rodada de negociações na tentativa de repactuar o pagamento da dívida de US$ 80 milhões referente à compra de energia. No entanto, segundo fontes próximas à empresa, as conversações fracassaram e a geradora exige a imediata quitação dos valores atrasados. A dívida com Itaipu é um fio desencapado que se estende até a Aneel. A presidente da Light, Ana Horta Veloso, solicitou à agência reguladora uma revisão tarifária extraordinária, dois anos antes do previsto. A justificativa da companhia é que ela fez uma série de investimentos adicionais, sobretudo por conta dos Jogos Olímpicos no Rio. No entanto, a direção da Aneel já deixou claro que qualquer discussão está condicionada à quitação dos pagamentos atrasados à Itaipu.  Por falar em inadimplência, na outra ponta a Light sofre com o crescente atraso no pagamento das contas de luz. No primeiro trimestre deste ano, a companhia registrou em balanço cerca de R$ 50 milhões em provisões para recebíveis de liquidação duvidosa. Ou seja: em apenas três meses, a empresa provisionou mais de 60% do valor lançado ao longo de todo o ano de 2015 (R$ 80 milhões). Procurada pelo RR, a Light não comentou o assunto.

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16.05.16
ED. 5369

Transferência

 Flavio Decat, atual presidente de Furnas, tem convite do governador Fernando Pimentel para assumir o comando da Taesa. Trata-se da joint venture entre a Cemig e investidores privados na área de transmissão.

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06.04.16
ED. 5342

Cemig descarrega suas baterias na Renova

 A Cemig cansou de carregar a Renova Energia sozinha nas costas. A estatal negocia com fundos europeus focados em projetos de energia renovável a venda de metade da sua participação na empresa, hoje em torno de 70%. Cemig descarrega suas baterias na Renova Única acionista a subscrever o aumento de capital de R$ 700 milhões realizado no início do ano, a Cemig rechaçou a proposta feita pelo fundo InfraBrasil, dono de 11% do capital da Renova, para um novo aporte na companhia. Em tempo: segundo a fonte do RR, a Renova Energia é o menor dos problemas da estatal. A julgar pelos depoimentos de Delcídio do Amaral, a maior ameaça à companhia é o “Fator Aécio”. Mas essa é outra história. A seguinte empresa não retornou ou não comentou o assunto: Cemig.

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30.03.16
ED. 5337

Eletrobras é o fio de esperança na transmissão

 A Eletrobras é a Petrobras às avessas. Se, de um lado, o governo abriu mão da presença compulsória da petroleira no pré-sal; do outro, a holding do setor elétrico terá de engolir a fórceps quilômetros e mais quilômetros de linhas de transmissão. Diferentemente do que previa o modelo original, a Eletrobras vai entrar nos leilões do segmento previstos para abril e julho. A companhia terá participações minoritárias nos consórcios vencedores por meio das controladas Furnas, Eletronorte e Eletrosul. Apenas a Chesf ficará de fora – a companhia foi proibida pela Aneel de participar de novos empreendimentos de transmissão por conta de atrasos em antigos projetos. A entrada em cena da Eletrobras é vista no governo como a única maneira de viabilizar as novas licitações e evitar a repetição do fracasso registrado em novembro do ano passado: das 12 licenças ofertadas, apenas quatro receberam propostas. Na ocasião, a Aneel conseguiu arrecadar apenas R$ 3,5 bilhões, menos de 45% da receita estimada. Consultada, a Eletrobras não quis comentar o assunto.  A escassez de investidores e a ameaça de um novo insucesso falaram mais alto do que a intenção do governo de preservar o caixa da Eletrobras. Mesmo depois de a Aneel incorporar uma série de determinações feitas pelo TCU – a começar pelo fatiamento das licenças em dois leilões e o aumento da taxa de remuneração dos projetos de 8,5% para 9,5% –, faltam candidatos para a licitação. Segundo alta fonte do Ministério de Minas e Energia, até o momento apenas a Taesa – leia-se Cemig e o FIP Coliseu – garantiu sua presença na concorrência de abril. Ainda assim, condiciona sua participação à associação com a Eletrobras.  O desembarque nas duas próximas licitações da Aneel exigirá um contorcionismo financeiro da Eletrobras. A companhia terá de fazer ajustes no seu orçamento, remanejando recursos que estavam originalmente destinados a outros projetos na área de transmissão – o plano de investimentos da estatal prevê cerca de R$ 5 bilhões para este segmento.

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25.02.16
ED. 5314

Desistências em série no leilão de transmissão

 O próximo leilão de linhas de transmissão já tem data marcada, 13 de abril. Agora só falta o principal: investidor. Alguns dos maiores grupos do setor, que tradicionalmente batem ponto nas licitações da Aneel, não deverão participar desta rodada. Segundo o RR apurou junto à alta fonte do Ministério de Minas e Energia, a colombiana ISA, dona da CTEEP, a Copel e a Cemig já sinalizaram que não entrarão no leilão, mesmo com as mudanças nas regras exigidas pelo TCU. A esta lista some-se também a Abengoa, que enfrenta graves problemas financeiros – o mais provável, inclusive, é que os espanhóis se desfaçam de alguns de seus negócios no país.  A tentativa do governo de estimular a entrada de novos investidores no setor de transmissão também tem sido um tiro n´água, vide o road show comandado pelo presidente da EPE, Maurício Tolmasquim em dezembro. De acordo com a mesma fonte, a EDF, ex-controladora da Light, e a inglesa National Grid foram procuradas e disseram não ter interesse em investir no setor. O governo tem menos de dois meses para preencher essas lacunas.

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24.02.16
ED. 5313

Dinheiro na mão

 A Cemig deverá fechar nos próximos dias um empréstimo com um pool de bancos, entre eles BB e CEF, para financiar as concessões arrematadas no leilão de geração da Aneel. Melhor assim. O mercado estava reticente quanto à possibilidade da estatal fechar captação dos R$ 2,3 bilhões em tempo hábil.

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13.01.16
ED. 5286

“Cemigzação”

  A Cemig voltou a mandar no dia a dia da Light. Há pouco mais de um mês na presidência da distribuidora fluminense, Ana Marta Veloso não dá um passo sem consultar a estatal mineira. Essa ascensão incomoda profundamente o governo do Rio.

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09.12.15
ED. 5265

Cemig provoca mais um curto circuito na Light

 A conturbada saída de Paulo Roberto Pinto do comando da Light é apenas a ponta mais visível do fio desencapado que se estica entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais. A distribuidora fluminense está rachada ao meio pelas disputas de poder entre os governos dos dois estados. O mais novo round passa pela composição societária da empresa. À revelia do governo do Rio, Fernando Pimentel decidiu vender uma parcela da participação da Cemig na Light. Dona de 26% do capital, a estatal mineira pretende se desfazer de até 10% da companhia. A operação poderá envolver também uma parte das ações da Cemig alocadas na Parati, veículo de investimento criado com o único objetivo de diluir a presença da empresa mineira e, assim, evitar a estatização do controle da Light. Segundo o RR apurou, há três candidatos ao negócio: a Endesa , dona da Ampla, a canadense Brookfield e a Equatorial Energia – não por coincidência de onde saiu a executiva Ana Marta Horta Veloso, que ocupa interinamente a presidência da Light e deverá ser nomeada em definitivo para o cargo na reunião do Conselho de Administração marcada para a próxima sexta-feira. Consultada sobre a venda de ações, a Cemig disse que “não confirma a informação”.  O temor do governo do Rio é que o novo acionista da Light não assuma, na devida proporção, os aportes financeiros que hoje cabem à Cemig. O plano de investimentos da distribuidora fluminense para 2016 soma cerca de R$ 1,2 bilhão. Quase um terço deste valor sai da conta da estatal mineira. Há ainda uma questão em particular: se o governo do Rio já não simpatiza com a chegada de um novo sócio tem ainda menos motivos para simpatizar com o ingresso da Endesa no capital da Light. As autoridades do estado têm cobrado permanentemente da empresa a melhoria dos serviços prestados. No ano passado, a Ampla foi considerada pela Aneel a pior distribuidora de energia da Região Sudeste e a quinta pior do Brasil. Em tese, esta é uma corrida em que Luiz Fernando Pezão já sai alguns corpos atrás de Fernando Pimentel. O governo do Rio tem poder político sobre a Light, mas não societário, uma vez que vendeu integralmente suas ações. Para brecar a venda de um naco das ações da Cemig, Pezão precisa buscar o apoio de outros sócios da distribuidora, como, por exemplo, o BNDES, dono de 9% do capital.

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24.11.15
ED. 5254

Sem voz

 A sensação de esvaziamento do seu poder tem deixado o presidente da Light, Paulo Roberto Pinto, extremamente tenso. Em recente reunião de diretoria, por exemplo, chegou a discutir asperamente com o CFO da empresa, Claudio de Moraes. Aos colaboradores mais próximos, Paulo Roberto tem se queixado da falta de autonomia até mesmo para tomar decisões corriqueiras, como a indicação do novo diretor de comunicação – a Cemig, controladora da Light, já vetou três nomes apresentados pelo executivo. Não custa lembrar que Paulo Roberto só foi confirmado para mais um mandato à frente da empresa após um pedido direto do próprio governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, ao seu colega mineiro, Fernando Pimentel.

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20.11.15
ED. 5252

Fio desencapado

  Às vésperas do conturbado leilão das hidrelétricas, os nervos estão à flor da pele no Ministério de Minas e Energia. Na última segunda-feira, os atritos entre o secretário executivo, Luiz Eduardo Barata, e o ministro Eduardo Braga bateram nos píncaros. A ponto de Barata ameaçar pedir demissão.   Por falar em leilão, até ontem à noite a Cemig ainda não havia encontrado um parceiro para disputar a licitação. Com isso, uma emissão de debêntures é dada como inevitável, mesmo com a garantia de financiamento do pool de bancos.

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26.10.15
ED. 5234

Figurino novo

A Cemig prepara uma reestruturação societária na Light. O dever de casa passa pela incorporação das ações da Luce e da RME. A Cemig nega a operação. Não poderia ser diferente: informar ao RR antes do mercado…

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16.09.15
ED. 5207

AES avança sobre as termelétricas da Petrobras

A venda dos ativos termelétricos da Petrobras avançou algumas casas nos últimos dias. A AES teria apresentado uma oferta para adquirir uma participação minoritária de até 30% em sete das 21 térmicas a gás e a diesel controladas pela estatal. Os valores sobre a mesa giram em torno dos US$ 300 milhões. Segundo o RR apurou, fariam parte do pacote as duas maiores geradoras da Petrobras: Governador Leonel Brizola e Mario Lago, ambas no Rio de Janeiro, com capacidade somada de quase 2 mil MW. A proposta da AES incluiria ainda uma opção de compra futura do controle das geradoras. Esta cláusula teria deixado o grupo norteamericano em posição de vantagem em relação a outros candidatos ao negócio, como a Cemig e a Gas Natural Fenosa. A dupla não exibe a mesma disposição para colocar a mão no bolso: mineiros e espanhóis até admitem a compra de participações minoritárias nas usinas, mas seu modelo predileto é uma aliança estratégica com a Petrobras, o que reduziria a necessidade de aportes na operação. De todas as participações societárias que repousam sobre o balcão da Petrobras, em termos relativos as geradoras a gás e a diesel talvez sejam aquelas com maior valor potencial de venda. O momento é extremamente favorável para a negociação de parte ou mesmo do controle das térmicas. A escassez de recursos hídricos elevou os preços da energia e, consequentemente, a precificação dos ativos de geração. Segundo números da própria estatal, em pouco mais de um ano o valuation de todas as suas térmicas subiu de US$ 6,5 bilhões para quase US$ 8 bilhões. Além da negociação com a AES, a Petrobras ainda busca um sócio ou um comprador para outras de suas termelétricas. A desmobilização destes ativos é uma peça importante no quebra- cabeças que a empresa terá de montar para cumprir sua meta de desinvestimento. Ao todo, a área de energia e gás responde por quase 40% dos cortes de US$ 13,7 bilhões no plano estratégico da estatal entre 2015 e 2016. Do lado da AES, a operação alçaria o grupo a um novo patamar no mercado brasileiro de geração. Nos cálculos dos norte-americanos, sua capacidade instalada no Brasil cresceria de 2,6 mil MW para mais de 3,5 mil MW apenas com a compra das participações minoritárias. A AES se distanciaria, assim, da EDP, que produz cerca de 2,7 mil MW no país. Entre as empresas privadas, ficaria atrás apenas da Tractebel, com nove mil MW.

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14.09.15
ED. 5205

Venda da Renova Energia entra em curto-circuito

A venda da participação da Light na Renova Energia corre sério risco de ser eletrocutada nos tribunais. Um grupo de acionistas da Brasil PCH, subsidiária da empresa de energia renovável, se articula para entrar na Justiça com o objetivo de brecar a transferência das ações para a norte-americana SunEdison – um negócio da ordem de US$ 250 milhões. O alvo nº 1 do contencioso é a Cemig, controladora da Light e artífice da operação. Estes investidores, capitaneados pela BSB Energia, acusam a estatal mineira de ter rasgado o acordo de acionistas da Brasil PCH – dona de um colar de 13 pequenas centrais hidrelétricas no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás – ao fechar negociação com os norte-americanos. A alegação é que, antes de abrir conversações com a SunEdison ou qualquer outro pretendente, a Cemig teria obrigatoriamente de ter ofertado a participação da Light na Renova para os sócios das subsidiárias do grupo, incluindo seus parceiros na Brasil PCH. A explicação está no intrincado acordo de acionistas da companhia, que, num efeito cascata de baixo para cima, se estende a toda a estrutura societária da Renova Energia. A Renova é sócia majoritária da Chipley, que,  por sua vez, é controladora da Brasil PCH. O acordo de acionistas desta última prevê que os sócios da empresa têm direito de preferência em qualquer negociação que altere o controle da própria Renova e, por extensão, de suas subsidiárias. Para os demais  acionistas da Brasil PCH, a estatal mineira ignorou esta condição com o deliberado objetivo de promover um “leilão” em mercado e, desta maneira, amealhar um valor mais alto pela participação da Light. A Cemig enxerga os fatos de outra forma. Segundo a companhia, apenas o BNDES, acionista minoritário da Renova, tem direito de referência sobre a participação dos demais sócios.

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14.08.15
ED. 5185

Mudança na Light

Paulo Roberto Pinto está de saída da presidência da Light. A Cemig, controladora da empresa, deverá anunciar o nome do substituto nos próximos dias.

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13.07.15
ED. 5161

Baixa tensão

A Cemig e o fundo FIP Coliseu, administrado pelo Banco Modal, têm feito uma peregrinação em busca de um sócio para a Taesa – criada a partir do spinoff da área de transmissão da estatal mineira. Até o momento, a dupla tem colecionado algumas negativas. A mais recente veio da colombiana Empresas Públicas de Medellin.

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02.07.15
ED. 5154

Desmobilização

A Cemig estaria negociando com um grupo de investidores locais sua participação em uma linha de transmissão no Chile.

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01.06.15
ED. 5132

Cemig é uma usina de planos perdidos

Uma a uma, as “promessas de campanha” de Fernando Pimentel para a Cemig estão se esfarelando junto com as contas públicas de Minas Gerais. O plano de investimentos de R$ 5 bilhões previsto para este ano e o compromisso de manter a distribuição de 50% dos lucros já são páginas viradas no folhetim da estatal – ver RR nº 5.125. Agora, o que está se transformando em fumaça é um dos principais projetos não apenas da companhia como do próprio estado. A Cemig deverá suspender a construção de um gasoduto de 475 quilômetros, a maior parte localizada no Triângulo Mineiro – empreendimento orçado em aproximadamente R$ 2 bilhões. Segundo o RR apurou, o governo mineiro interrompeu as conversas que vinham sendo mantidas desde o ano passado com um grupo de investidores chineses que participaria do projeto – entre eles a fabricante de equipamentos XCMG, recém-instalada na cidade de Pouso Alegre. Procurada pelo RR, a Cemig disse “desconhecer as informações”. Caso o projeto do gasoduto seja efetivamente engavetado, o governador Fernando Pimentel e a direção da Cemig ao menos poderão jogar parte da culpa sobre os ombros da Petrobras. Até agora, não há qualquer garantia de que a estatal levará adiante a construção de uma fábrica de amônia em Uberaba. Um dos principais motivadores para a instalação do pipeline sempre foi o fornecimento de gás para a planta industrial da Petrobras. Sem ela, a viabilidade econômica do gasoduto fica bastante comprometida.

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21.05.15
ED. 5125

Cemig caminha para o menor investimento em uma década

O ajuste fiscal chegou com toda a força na Cemig. O presidente da companhia, Mauro Borges, está debruçado sobre um rigoroso plano de cortes, que atingirá não apenas as despesas operacionais, mas, sobretudo, o programa de investimentos e a política de dividendos da estatal. Os números deverão ser fechados nas próximas duas semanas. Mas, segundo informações filtradas junto a  própria Cemig, a redução dos aportes poderá chegar a 60% das cifras originalmente previstas. Significa dizer que os investimentos para este ano cairão de R$ 5 bilhões para algo em torno de R$ 2 bilhões. Trata-se da menor soma em quase uma década. A princípio, apenas a unidade de distribuição escapará ilesa: o desembolso de R$ 1 bilhão está mantido. a€s vésperas da renovação da concessão, que vence em fevereiro de 2016, o corte dos valores representaria um curto circuito do ponto de vista político. A área de geração não terá a mesma sorte. A navalhada será de quase 80%. Além da venda da Brasil PCH, dona de 13 pequenas centrais, a Cemig vai se desfazer de outros ativos no segmento, notadamente usinas hidrelétricas e térmicas. Ressalte-se que a estatal acaba de pagar cerca de R$ 360 milhões para ficar com o controle da Renova, focada em energia eólica. Na unidade de transmissão, mais uma tesourada: a empresa está vendendo participações em negócios tanto no Brasil quanto no Chile. Os sócios da Cemig também terão a sua cota de sacrifício, a começar pelo próprio governo do estado. Assim que chegou a  Cemig, no início do ano, Mauro Borges afirmou que a empresa manteria a média histórica de distribuir 50% do lucro. No entanto, a promessa de Borges não resistiu aos fatos. Bastaram cinco meses para o cenário econômico se agravar, levando a empresa a rever sua política de dividendos. A remuneração aos acionistas ficou próxima dos 25% o mínimo fixado para as empresas do nível 1 do Novo Mercado, caso da estatal mineira. Ressalte-se que os cortes de investimento se dão em um momento bastante delicado para a Cemig. Se, de um lado, a empresa prepara- se para a complexa renovação da sua licença em distribuição, do outro terá sua capacidade de geração consideravelmente reduzida nos próximos meses. Até dezembro, a companhia terá de devolver a concessão de 21 hidrelétricas.

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05.05.15
ED. 5113

A Cemig está revendo sua participação

A Cemig está revendo sua participação em uma linha de transmissão no Chile. O projeto, uma parceria com a Alusa, remete a tempos de prosperidade que ficaram no passado.

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30.04.15
ED. 5111

Termelétrica

A Cemig já teria manifestado a  Petrobras o interesse em comprar a termelétrica da estatal em Juiz de Fora (MG).

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13.04.15
ED. 5099

Conta conjunta

O plano da Cemig de construir uma nova fornada de PCHs é uma luz que, por ora, acende apenas no papel. A tendência é que estatal só tire o projeto da prancheta após fechar parcerias com investidores privados ou fundos especializados na área de infraestrutura.

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18.03.15
ED. 5082

S.O.S Tapajós

O ministro Eduardo Braga apelou a Fernando Pimentel para que a Cemig entre no leilão das usinas do Tapajós, que deverá ocorrer ainda neste ano. O governo teme um deserto de candidatos na licitação, sobrecarregando a participação da Eletrobras no consórcio vencedor.

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26.02.15
ED. 5068

Mitsui e Sumitomo ensaiam um dueto no mercado de gás

Se Cemig e Gas Natural estão prestes a romper a associação anunciada no ano passado – ver RR edição nº 5.052 -, Mitsui e Sumitomo caminham na direção oposta. Os dois grupos estariam negociando a criação de uma joint venture para atuar no mercado brasileiro de distribuição de gás natural. O colar já chegaria a  vitrine com alguns pingentes. A Mitsui aportaria na nova empresa parte ou até mesmo a totalidade de suas participações em sete concessionárias estaduais de gás, que um dia pertenceram a s Gaspart, leia-se a finada e nada saudosa Enron. A carteira do grupo engloba aproximadamente 8% do mercado nacional – entre os principais ativos, estão a Bahiagás e a paranaense Compagás. Em termos absolutos, não há como comparar a eventual associação entre a Mitsui e a Sumitomo com a fusão dos ativos da Cemig e da Gas Natural no setor. A parceria entre mineiros e espanhóis, seriamente ameaçada devido a  recusa do governo Fernando Pimentel em privatizar a Gasmig, poderá – ou poderia, já não se sabe ao certo – dar origem a  maior distribuidora de gás do país, responsável por atender mais de 20% do mercado nacional. Na partida, Mitsui e Sumitomo não chegarão sequer a  metade desse market share. Ainda assim, a dobradinha nipônica manteria acesa a perspectiva de uma consolidação do setor e de uma maior participação do capital privado. Hoje, a  exceção de Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais este mercado é uma sesmaria dos governos estaduais e, sobretudo, da Gaspetro, presente no capital de mais de duas dezenas de concessionárias. A associação entre Mitsui e Sumitomo na distribuição de gás encanado poderia ser o ponto de partida para outros negócios em conjunto. As duas tradings japoneses teriam planos de, mais a  frente, montar uma comercializada do combustível, focada não apenas na compra e venda do insumo, mas também na importação e exportação de gás natural liquefeito (GNL).

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19.02.15
ED. 5063

Os maus ventos da Impsa sopram na direção de Furnas

Flavio Decat flertou com a Cemig, esteve perto da Eletrobras e, por alguns instantes, chegou até mesmo a sonhar com o Ministério de Minas e Energia. Pelo jeito, no entanto, terá de se contentar em seguir na presidência de Furnas. E, logo na partida do seu “segundo mandato”, precisará desarmar o curto-circuito que atingiu o maior investimento da estatal na área de geração eólica. O fio desencapado em questão são os dois contratos com a Wind Power Energia (WPE), leia-se o moribundo grupo argentino Impsa, para a compra de aerogeradores, no valor de US$ 750 milhões. Em recuperação judicial desde dezembro, a WPE não se compromete mais a entregar os equipamentos até o fim deste ano, como prevê o contrato. A empresa foi duramente afetada pela crise financeira da Impsa. A WPE colocou ativos a  venda e está promovendo drásticos cortes na fábrica de aerogeradores de Suape (PE). Em pouco mais de dois meses, um quarto dos funcionários foi demitido. Segundo fontes ligadas a Furnas, nas últimas semanas Flavio Decat teve duas tensas reuniões com representantes da WPE. A empresa reafirmou que as possibilidades de entregar os aerogeradores dentro do prazo são cada vez mais reduzidas. Além de comprometer o cronograma de instalação dos parques eólicos do Rio Grande do Norte e do Ceará – ambos resultados de parcerias entre Furnas e investidores privados -, o atraso deverá trazer um considerável prejuízo financeiro para a estatal. Parte da energia futura das usinas eólicas já está contratada. Se Furnas não começar a entregar o insumo na data acordada, janeiro de 2016, terá de pagar pesadas multas. Formalmente, a estatal diz que “está envidando todos os esforços para que a WPE cumpra os prazos”. O RR também fez contato com a empresa argentina, mas não obteve retorno. Furnas está entre a cruz e a caldeirinha. Em condições normais de temperatura e pressão, a solução mais plausível seria a transferência da encomenda para outro fabricante, o cancelamento do contrato e uma ação contra a WPE na Justiça, exigindo uma indenização pelas perdas decorrentes do atraso na entrega de energia. Mas, na atual circunstância, de quem a estatal vai cobrar? A Impsa está se esfarelando e a WPE vai pelo mesmo caminho, com um passivo total da ordem de R$ 2,5 bilhões.

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12.02.15
ED. 5061

Petrobras

Sinal dos tempos na Petrobras: há mais de seis meses, a estatal não arrenda uma nova sonda. No Porto do Rio, o movimento se dá na mão contrária: é cada vez maior o número de equipamentos que deixam o país, devolvidos pela companhia. *** Por falar em Petrobras, apesar dos pesares, o projeto de construção de um gasoduto entre Ribeirão Preto e Uberaba avançou algumas jardas. Até junho, a área técnica da estatal deve concluir o estudo de viabilidade. A segunda parte é convencer a Cemig a entrar no negócio mesmo com a iminente ruptura da associação com a Gas Natural – ver RR nº 5.052. A Petrobras confia em Fernando Pimentel.

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30.01.15
ED. 5052

Cemig e Gas Natural estão a um passo do rompimento

A associação entre a Cemig e a Gas Natural Fenosa surgiu como uma grande labareda, mas, ao que tudo indica, não passará de um efêmero fogacho. Seis meses após o anúncio do acordo e da criação do maior grupo de distribuição de gás do Brasil, as duas companhias estão a s portas da ruptura. Segundo fonte do governo mineiro, o cancelamento da operação deverá ser formalizado nas próximas semanas. A Gasmig está no epicentro do distrato. De acordo com a mesma fonte, o governador Fernando Pimentel já comunicou aos espanhóis que não pretende privatizar a distribuidora estadual. O Projeto de Emenda Constitucional 68, que tratava da desestatização da concessionária, foi arquivado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais no fim do ano passado e, no que depender de Pimentel, é por lá que ficará, no fundo das gavetas do parlamento mineiro. Para a Gas Natural Fenosa, sem a privatização da Gasmig não há mais negócio. A transferência da distribuidora de gás para a nova holding, que reuniria ainda a CEG e a CEG Rio, era um dos pilares do acordo firmado com a Cemig no ano passado. O acordo com a Gas Natural Fenosa foi costurado ainda durante o governo de Antonio Anastasia – embora tenha sido formalmente anunciado em junho, quando ele já havia renunciado ao cargo para concorrer ao Senado. A privatização da Gasmig cabia perfeitamente no figurino tucano, mas está fora de cogitação no governo de Fernando Pimentel. Caso se confirme, o rompimento da associação entre a Cemig e os espanhóis não apenas jogará por terra a criação de um grupo com o dobro do tamanho da paulista Comgás como significará também a suspensão de outros projetos vinculados a  operação. O principal deles é a construção de um gasoduto de 470 quilômetros entre Belo Horizonte e Uberaba, que abasteceria a futura fábrica de fertilizantes da Petrobras no Triângulo Mineiro.

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