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planos
10.10.17
ED. 5722

Vidas secas

Funcionários da Cedae estão convocando uma manifestação pública nas ruas do Rio, ainda neste mês, contra a venda da companhia. Do jeito que o funcionalismo público e a cidade andam de crista baixa, é capaz de não encherem um copo d ́água.

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23.08.17
ED. 5689

Governo do Rio resseca a Cedae

O próprio governo do Rio tem contribuído para turvar ainda mais a privatização da Cedae. Segundo o RR apurou, o estado não estaria cumprindo os termos firmados com a companhia para o pagamento de uma dívida de R$ 198 milhões. Os atrasos se arrastam desde o ano passado. Candidatos à compra da Cedae já manifestaram ao governo do Rio e ao BNDES que não participarão do leilão sem garantias firmes de que os débitos serão pagos ou compensados.

A agência de fomento e as autoridades do Rio discutem uma forma de decantar esta impureza das contas da Cedae. Uma das hipóteses cogitadas é uma contrapartida fiscal, com o abatimento futuro de ICMS. Outro caminho seria o próprio BNDES assumir o passivo, tendo como garantia ações da concessionária. Procurada, a Cedae confirmou os termos de compromisso com o estado.

No entanto, não se pronunciou quanto ao valor da dívida e aos atrasos do governo, sob a alegação que, “em obediência ao Código de Defesa do Consumidor, não pode fornecer informações de clientes.” Entre 8 de agosto de 2007 e 30 de dezembro de 2015, o governo do Rio de Janeiro e a Cedae celebraram sete termos de acordo com o intuito de realizar a compensação de saldos em aberto entre as partes. No fim de 2015, foi fechado mais um Termo de Encontro de Contas referente ao exercício de 2014, no montante de R$ 109 milhões. Os atrasos colocam em risco, desde já, a quitação dos passivos até 2020, prazo estabelecido nos acordos.

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21.07.17
ED. 5666

Porteira aberta

A Cedae abriu a porteira. O controle das empresas de saneamento do Pará e de Rondônia também poderá desaguar no BNDES.

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20.07.17
ED. 5665

Chinatown 2

A China Gezhouba Group Company (CGGC) surge como forte candidata à compra da Cedae, prestes a passar das mãos do governo do Rio para o BNDES, que conduzirá o processo de privatização. Com faturamento de US$ 15 bilhões por ano, a CGGC tem um vasto cardápio de negócios em infraestrutura.

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20.06.17
ED. 5643

Pezão na porta da Cedae

O governador Luiz Fernando Pezão alijou a diretoria da Cedae e, por extensão, seus funcionários, do processo de privatização da companhia – única moeda de troca do estado nas negociações para receber novos recursos federais. Para se ter uma ideia, o presidente da empresa, Jorge Luiz Ferreira Briard, sequer foi convidado para a solenidade do dia 12 de junho, quando Pezão e o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro assinaram o acordo de cooperação técnica para a venda da estatal. Informado da cerimônia pela imprensa, Briard chegou a ligar para o Palácio Guanabara no mesmo dia. Não foi atendido por Pezão. Os assessores do governador lhe disseram apenas que a formalização do acordo se tratava de “notícia velha”. Por meio de sua assessoria, o governo do Rio confirmou ao RR que “participaram da assinatura Luiz Fernando Pezão e Paulo Rabello de Castro”. Sobre a diretoria da Cedae, nenhuma palavra. Ao que parece, Pezão não está nem aí para manifestações, uma nova onda de quebra-quebra no Centro do Rio e, muito menos, para a sua popularidade junto aos servidores públicos. Talvez não haja mesmo outro jeito de privatizar a Cedae.

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24.05.17
ED. 5625

Água barrenta em São Paulo

Há algumas pontas soltas no modelo de capitalização da Sabesp apresentado por Geraldo Alckmin no início do mês a uma plateia de banqueiros em Nova York. Entre os investidores, o consenso é que a criação da nova holding e a venda de parte do seu capital dependem de regras mais claras para a política tarifária do setor no estado. A percepção é de que ela atende mais a critérios políticos do que técnicos. No mês passado, a estatal solicitou à Arsesp, agência reguladora, que adiasse os estudos para a revisão das tarifas de saneamento diante do risco de redução dos preços.

Água ainda mais barrenta no Rio de Janeiro

Acuado, o governador Luiz Fernando Pezão corre contra o relógio e entraves de ordem jurídica e política para lançar o edital de venda da Cedae até agosto. Nos cálculos do governo, é o limite para que o leilão ocorra ainda em 2017. Se ficar para 2018, ano eleitoral, a convicção no Palácio Guanabara é que a venda não sai nem por decreto.

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16.03.17
ED. 5579

Cedae entre o ideal e o real

A falta de um marco regulatório para a área de saneamento ameaça tirar preciosos bilhões do corroído cofre dos estados. Que o diga um dos mais combalidos de todos, o Rio de Janeiro. Segundo relatório que começou a ser enviado pelo BTG Pactual a seus clientes na semana passada, a privatização da Cedae tem potencial de gerar até R$10 bilhões caso seja realizada após a regulamentação dos serviços no setor. É quase o triplo do valor que o estado espera arrecadar com o atual modelo de venda da estatal – cerca de R$ 3,5 bilhões. A questão é casar o timing do governo federal, que trabalha a passos lentos na reconstrução do marco regulatório, com a desesperadora situação fiscal do Rio. Não há qualquer previsão de envio do projeto para o Congresso.Em tempo: no paper, o BTG aponta as empresas do setor elétrico como potenciais candidatas à compra das estatais de saneamento, em razão da sinergia entre ambas, notadamente no caso das companhias de geração hidrelétrica.

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02.03.17
ED. 5569

Água e pimenta nos olhos

Muita água e, provavelmente, muito gás lacrimogêneo ainda vão rolar até a venda da Cedae. Os funcionários da estatal estão organizando uma série de manifestações a partir da próxima semana. O objetivo é pressionar o governo Pezão a submeter a privatização a consulta popular. Pobres lojistas do Centro do Rio que pagam suas contas de água em dia…

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23.02.17
ED. 5567

Onipresente

Além da Cedae, Marcelo Crivella tenta interferir também na concessão do Maracanã. Crivella quer assegurar que os novos administradores liberem o estádio para eventos de interesse da Prefeitura. Aleluia!

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07.02.17
ED. 5555

MP do Rio quer brecar antecipação de royalties

O acordo de ajuda do governo federal ao Rio de Janeiro ainda vai dar muito pano para manga. Segundo o RR apurou, o Ministério Público do Rio vai entrar com um processo de ação civil pública contra o governo do estado para impedir a antecipação de receitas futuras de royalties do petróleo. Ao lado da privatização da Cedae, esta foi uma das principais contrapartidas apresentadas por Luiz Fernando Pezão para o Rio obter R$ 6,5 bilhões em empréstimos bancários com o aval do governo federal. O argumento do MP-RJ é que a receita dos royalties tem de ser destinada para investimentos públicos ou projetos extraordinários e não para cobrir contas fiscais do estado ou verbas de custeio. Procurado, o governo do Rio diz “desconhecer a informação, por enquanto”…

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