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30.11.21

Chineses são candidatos à vaga da Andrade Gutierrez na CCR

A Andrade Gutierrez está buscando no mercado chinês um comprador para a sua participação de 14,8% na CCR. Segundo o RR apurou, há conversações com a CCCC (China Communications Construction Company), um dos maiores grupos de construção pesada do país asiático e controlador, no Brasil, da Concremat. A fatia acionária da Andrade Gutierrez está avaliada em aproximadamente R$ 5 bilhões.

Trata-se de um montante fundamental para a empreiteira de Sergio Andrade afrouxar o garrote financeiro que lhe sufoca – um passivo da ordem de R$ 5,5 bilhões. Procurados, Andrade Gutierrez, CCCC e CCR não se pronunciaram. A operação é complexa, cheia de curvas. Um dos principais entraves para a venda da participação da Andrade Gutierrez está dentro da própria CCR: os outros dois sócios relevantes da empresa – Grupo Mover, leia-se Camargo Corrêa, e Soares Penido. Ambos têm resistido à inclusão de um novo investidor no acordo de acionistas.

Esta foi uma das razões para a fracassada tentativa da Andrade Gutierrez de vender sua parte para a IG4. A gestora de recursos tinha planos, inclusive, de transformar a CCR em uma public company, com capital pulverizado – projeto que não contou com a simpatia da Mover e da Soares Penido.

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O Grupo Brisa, um dos maiores operadores rodoviários de Portugal, fez chegar ao Ministério da Infraestrutura seu interesse em  participar dos leilões do setor programados para 2022. Seria o retorno da empresa ao país: o Brisa chegou a ser um dos acionistas da CCR.

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21.10.21

Estrada verde

A CCR, concessionária da Nova Dutra e forte candidata ao novo leilão da rodovia, no próximo dia 29, tem planos de fazer uma emissão de títulos verdes caso vença a licitação. A captação estaria vinculada ao cumprimento de uma série de ações socioambientais ao longo da Dutra. Consultada, a CCR diz que “está sempre avaliando todas as alternativas de financiamento possíveis”.

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14.10.21

Voo cruzado

A CCR teria planos de juntar as concessões de Confins e da Pampulha, arrematada na semana passada, em uma única empresa. O senão são as turbulências com a Zurich Airport, sua sócia em Confins – ver RR de 8 de outubro.

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08.10.21

Chegadas e partidas

Segundo o RR apurou, as relações entre a CCR e a Zurich Airport, controladoras do aeroporto de Confins, estão turbulentas. A ponto
de os suíços repensarem sua permanência no negócio.

Em tempo: a Zurich Airport seria candidata a adquirir parte ou a totalidade da concessão do Galeão. A Changi Airports International,
de Cingapura, busca um sócio ou um comprador para a sua participação – conforme antecipou o RR na edição de 23 de setembro.

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02.09.21

Última obra

De saída da CCR, a Andrade Gutierrez tenta pavimentar sua última estrada na companhia: garantir que os demais sócios – Camargo Corrêa e Soares Penido – permitam o ingresso da IG4 no acordo de acionistas. E, consequentemente, concordem com a entrada de representantes da gestora no board. A IG4 está comprando os 14,8% da Andrade Gutierrez na CCR por R$ 5 bilhões.

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09.07.21

Pista de mão dupla

A CCR está em negociações avançadas com a Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) para estender a concessão da Autoban por mais 25 anos. É a contrapartida depois da empresa pagar uma indenização ao governo de São Paulo da ordem de R$ 1,2 bilhão, referente ao reequilíbrio econômico-financeiro de contratos com o estado.

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09.07.20

CCR e Triunfo são quebra-molas no caminho de Tarcisio Freitas

O ministro Tarcisio Freitas vai ter de dar nó em pingo d´água para equacionar o impasse em torno da Nova Dutra e da RioJuiz de Fora. Suas controladoras, respectivamente CCR e Triunfo Participações, estão pleiteando contrapartidas financeiras para permanecer à frente do negócio até que ocorra a relicitação das duas concessões rodoviárias. A CRT, operadora da Rio-Além Paraíba, deve ir pelo mesmo caminho.

Uma das condicionantes seria a flexibilização para o aumento do pedágio, até como forma de compensar as perdas decorrentes da quarentena. A esta altura, o problema é do governo e não das empresas. A rigor, CCR, Triunfo e CRT estarão livres para devolver as concessões à União em fevereiro de 2021, quando se encerram os contratos. Seria um timing mais do que confortável para o governo realizar os três leilões ainda neste ano, como era o plano inicial.

Mas, havia uma pandemia no meio do caminho. Nas últimas semanas, Tarcisio Freitas abriu conversações com os três grupos para que eles sigam no comando das concessões por mais alguns meses em 2021, até a realização da nova licitação. Qual o tempo de vigor desse contrato-tampão? Aí é que está a questão. Com a crise, a probabilidade dos leilões ocorrerem apenas no segundo semestre é alta, e os investidores não vão arcar com eventuais prejuízo.

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23.06.20

“Bolsa asfalto”

O governo Doria acelera as tratativas com os grupos do setor – a exemplo de CCR e Arteris – para a renovação antecipada de concessões rodoviárias de São Paulo. A medida funcionará como uma espécie de “bolsa asfalto”, leia-se uma compensação pelas perdas sofridas pelas concessionárias com a pandemia.

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30.03.20

Tarcísio Freitas lança operação “SOS rodovias”

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, prepara uma Medida Provisória na tentativa de amortecer o impacto do novo coronavírus sobre as concessões rodoviárias. A principal medida deverá ser a suspensão da cobrança das outorgas fixas e variáveis previstas nos contratos, provavelmente até dezembro – nos moldes da MP 925, voltada ao setor aeroportuário. O governo planeja também uma flexibilização das exigências de investimento, com um prazo maior para o cumprimento de projetos de expansão e modernização de rodovias.

Com as restrições à circulação em vários estados do país, o fluxo das rodovias nacionais despencou, em média, 60%. Tarcisio Freitas e sua equipe temem que o efeito cascata decorrente da Covid-19 provoque uma onda de devoluções de licenças. Um movimento como este seria um problema a presente e a futuro, dado o seu potencial de retardar ainda mais o processo de retomada de investimentos de infraestrutura. A maior preocupação do Ministério de Infraestrutura é um bloco de concessões realizadas em 2013, no governo Dilma, entre as quais figuram a BR163 (CCR) e a BR-040 (Invepar).

São operações altamente deficitárias e já com dívidas acumuladas com a União. Elas carregam problemas congênitos do próprio modelo de licitação: o do menor pedágio. Todas jogaram suas tarifas lá para baixo para ganhar o leilão e nunca deram lucro. Há também outros exemplos de fragilidade no setor: é o caso da Rodovias do Tietê, que está em recuperação judicial, com uma dívida superior a R$ 1,6 bilhão.

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