Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
12.09.17
ED. 5702

Coluna do meio

A Caixa Econômica já tem pronto o projeto de TI para iniciar as apostas online em suas loterias em 2018. Pode ser excesso de planejamento. Ou uma aposta que a privatização da Lotex não sai. A Caixa confirma o projeto e diz que seu lançamento se dará em “momento oportuno.”

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

caixa-rr-29
06.09.17
ED. 5699

Caixa Econômica é a estatal mais “privatizável”, dizem assinantes do RR

A Caixa Econômica Federal é a primeira da fila entre as grandes estatais que deveriam ser imediatamente privatizadas, segundo enquete realizada pelo RR junto a uma parcela dos seus assinantes. A amostragem atingiu 269 nomes, distribuídos entre empresários, executivos, advogados, parlamentares, militares e dirigentes de variadas entidades de classe. Foram escolhidas as quatro estatais que não constam de qualquer programa de privatização e são consideradas as mais cobiçadas pelo mercado.

Os assinantes receberam um breve questionário com as seguintes perguntas: “Que estatal deveria ser imediatamente privatizada?”; “De acordo com sua resposta, qual o principal motivo para a privatização?”; “Que empresa teria mercado comprador mais fácil?” A sondagem foi feita no modelo de respostas fechadas – cabe enfatizar que a Eletrobras não foi incluída na relação, uma vez que sua venda já foi anunciada pelo governo. A CEF despontou com 41% das preferências, seguida da Embrapa, 26%; Petrobras, 24%; e Banco do Brasil, 9%. O principal motivo apontado pelos assinantes do RR para a privatização da CEF foi o fisiologismo, com 38% – ou seja, aos olhos dos entrevistados, o banco tem sido um “cabide de emprego”.

A geração de caixa para o governo surgiu a seguir, com 20%. Logo depois, vieram ganhos de eficiência, 12%; e aumento de competitividade (8%). A corrupção foi votada por 5%. Na opção “outros”, quando o entrevistado pode citar um fator não apresentado nas respostas, chamou a atenção o expressivo número dos que indicaram a superposição de funções como razão para a venda da Caixa (12%). Ressalte-se ainda o índice residual de 3% que mencionaram a irrelevância estratégica da instituição.

No caso do BB, o quesito “ganhos de eficiência” foi o mais votado, com 52%. O item “geração de caixa para o governo” foi apontado como a razão maior por 18%. O aumento de competitividade somou 11%. Ressalte-se que o fisiologismo recebeu só 9% dos votos, um número muito inferior ao atribuído à Caixa. A corrupção teve 4%. Curiosamente, 2% dos entrevistados descartaram a privatização do banco, sugerindo, no item “outros”, a fusão do BB com a CEF.

Na Embrapa, considerada uma das joias do setor público, o motivo disparado para sua privatização foram os ganhos de eficiência, com 85% das respostas. A concentração nesse quesito é tamanha que os entrevistados parecem ignorar o fato da empresa ser um case de eficiência mundial – ou consideram que, mesmo sendo referência, a Embrapa poderia ser muito melhor caso estivesse sob controle privado. Um dado chama a atenção: juntos, fisiologismo e corrupção não somaram 1%.

No caso da Petrobras, para 41% dos entrevistados, a razão para uma venda imediata também seriam os ganhos de eficiência, livrando a estatal da burocracia e demais amarras do Estado. Em segundo lugar, ficou a corrupção, com 23% – certamente um reflexo dos fatos recentes. O critério do aumento de competitividade foi indicado por 12%. Ao contrário do esperado, o item venda imediata da Petrobras visando geração de caixa para o Estado somente foi assinalado por 7% dos consultados. Provavelmente, os assinantes consideram que o momento não é o melhor para a privatização, estando a empresa em processo de reestruturação e seu valor de mercado bem abaixo dos preços históricos.

O fisiologismo teve 6% das indicações. Quando consultados sobre que empresa teria mercado comprador mais fácil, a Embrapa surgiu como o bombom da enquete, com 34% de interesse na aquisição, seguida da Petrobras (29%). Depois aparecem Caixa (21%) e BB (15%). A fusão BB e CEF surge novamente nessa questão, com 1% dos consultados sugerindo que um banco resultante das duas estatais teria o maior mercado comprador entre todos os demais. Faltaria combinar a junção com o Cade, o que parece uma hipótese fora de consideração.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

17.08.17
ED. 5685

Caixa e CNP reabrem conversações

A CNP Assurances voltou a bater na porta da Caixa Econômica Federal (CEF). Em pauta, a renovação do contrato que dá à Caixa Seguradora exclusividade no uso do balcão do banco – o acordo atual vence em 2021. A parceria é considerada primordial pela CNP. Por esta razão, segundo o RR apurou, os franceses já sinalizaram que concordam pagar algo em torno de R$ 10 bilhões.

É o valor que a CEF pede para manter sua “monogamia” comercial e vender apenas apólices da Caixa Seguradora, que preservou o nome, mas hoje é uma controlada da CNP – os franceses detêm 51,7% do capital; a Caixa segue com 47,2%. Na prática, é como se Caixa e CNP tivessem voltado no tempo, mais precisamente a meados de 2015. Na ocasião, os franceses aceitaram desembolsar os R$ 10 bilhões para garantir a prorrogação do contrato por 20 anos. Na hora H, no entanto, não houve acordo quanto à forma e aos prazos de pagamento.

Neste ano, houve uma nesga de tratativa e disso não passou. A Caixa logo encerrou as conversas assim que a CNP apareceu com um número de R$ 6 bilhões. O banco federal deixou claro que ganharia muito mais dinheiro se encerrasse o acordo, fatiasse seu balcão e tivesse um parceiro para cada segmento da área de seguros.

A pressão parece ter dado certo. Procurada pelo RR, a Caixa informou que “as negociações com a CNP Assurances têm caráter estritamente confidencial e divulgará novos fatos relevantes sempre que cabível.” O banco lembrou que, em 20 de junho desde ano, encerrou o período de “negociação exclusiva com a companhia francesa”. Em tese, significa que a Caixa está aberta a propostas de forasteiros. É justamente os que os franceses estão tentando evitar.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

15.08.17
ED. 5683

Conselho do conselho

Além do Conselho Curador, o governo planeja montar um comitê de compliance exclusivo para o FI-FGTS, que hoje pega carona na estrutura da Caixa Econômica. A Lava Jato está aí para mostrar que sempre há um Eduardo Cunha disposto a beliscar a grana dos trabalhadores.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.08.17
ED. 5681

Coluna do meio

Diante das dificuldades em definir o modelo para a privatização da Lotex, o governo já trabalha com um plano menos audacioso: conceder apenas o direito de implantação do serviço de apostas online das loterias da Caixa.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.08.17
ED. 5680

Banco imobiliário

Em recuperação judicial, a PDG tenta arrancar de seus dois maiores credores, Banco do Brasil e Caixa Econômica, uma dose extra de financiamento para acelerar obras em curso. Por ora,só tem ouvido “não”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

31.07.17
ED. 5672

Sempre cabe mais um no PDV da Caixa

Na esteira do novo Plano de Demissões Voluntárias (PDV) aberto há duas semanas, há um pleito dos administradores da Caixa Econômica para que o governo altere os estatutos do banco. A mudança teria como objetivo permitir que os diretores-executivos pudessem aderir ao PDV e, ainda assim, permanecer na instituição e em seus cargos atuais, na condição de comissionados. Querem isonomia com as castas mais altas da gestão e, com isso, a possibilidade de transformar o PDV em uma espécie de bonificação extra – sem o “D” de demissão.

Foi exatamente o que fizeram o próprio presidente da Caixa, Gilberto Occhi, e três vice-presidentes no mais recente plano de desligamentos do banco. Gilberto Occhi e os vice-presidentes Fábio Lenza, Roberto Derziê e Antonio Carlos Ferreira aderiram ao PDV encerrado em março deste ano. Funcionários de carreira da Caixa Econômica, os quatro foram formalmente demitidos e receberam suas respectivas bonificações.

Mesmo após o encerramento do vínculo empregatício, seguiram em seus cargos como comissionados, aproveitando-se do estatuto, que dá essa prerrogativa ao presidente e aos vice-presidentes. Agora que um novo PDV passa encilhado a sua frente, os diretores-executivos pleiteiam o mesmo direito, o que forçaria a instituição a refazer as contas e esticar o valor reservado para as indenizações. Procurada, a Caixa confirmou que Gilberto Occhi e três vice-presidentes aderiram ao PDV finalizado em março e já “encerraram seus respectivos vínculos”. Sobre o pleito de extensão do benefício aos diretores-executivos, o banco informou que “não comenta especulações sobre eventuais alterações estatutárias”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

26.07.17
ED. 5669

BB e Caixa pegam PDG no contrapé

A PDG enfrenta resistências de onde menos esperava. Banco do Brasil e Caixa Econômica têm se mostrado mais refratários do que as próprias instituições financeiras privadas ao pedido feito pela incorporadora para adiar a entrega do plano de reestruturação do seu passivo. Em recuperação judicial, a PDG carrega mais de R$ 5,75 bilhões em dívidas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.07.17
ED. 5658

Virou rotina na Funcef

Os fundos de pensão soçobram e seus beneficiários pagam a conta da má gestão. A Funcef já iniciou os estudos para um novo plano de equacionamento, o terceiro consecutivo. Aposentados e funcionários da Caixa serão chamados para cobrir o déficit atuarial registrado pelo fundo em 2016, na casa dos R$ 3 bilhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

temer-rr-5593
26.06.17
ED. 5647

Temer avança

O Banco do Brasil vai aumentar o volume de recursos disponíveis para o financiamento habitacional, em todas as faixas do mercado. Seguirá, assim, os passos da Caixa Econômica – ver RR de 13 de junho. Consultado, o BB não se pronunciou sobre o assunto.

_________________

Por falar em banco público, a Caixa Econômica deverá se juntar ao BNDES no apoio à privatização de concessionárias de saneamento.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

13.06.17
ED. 5639

Torneiras abertas

A Caixa Econômica deverá anunciar no início do segundo semestre o aumento do volume de recursos disponíveis para crédito habitacional. O banco confirma a informação e diz ainda que estuda a redução das taxas do Sistema Financeiro de Habitação.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

06.06.17
ED. 5634

Sinal de alerta

A Caixa Econômica está contratando uma auditoria externa para passar um pente fino nos financiamentos e participações societárias acima de R$ 1 bilhão. Para não variar, as mais enroladas passam por aportes nas empresas da Lava Jato.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.06.17
ED. 5632

Pé na porta da PDG

Os grandes credores da PDG –notadamente BB, Caixa e Itaú – fecham o cerco. Exigem que os acionistas aportem dinheiro na construtora. Sem isso, não aprovam o plano de recuperação judicial.

____________________

A propósito: a PDG promete apresentar seu plano de recuperação, no máximo, em até dez dias – o prazo inicial era a primeira semana de maio.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.05.17
ED. 5623

Royal straight flush

Ronaldo Fenômeno é o comandante de ataque de um grupo de investidores europeus dispostos a fazer uma fezinha no Brasil. Na mira, a abertura de cassinos e a possível privatização das loterias da Caixa Econômica. Ronaldo, ressalte-se, é garoto propaganda de uma das grandes empresas de jogos online do mundo, a PokerStars.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.05.17
ED. 5615

Caixa cria seu próprio marketing de emboscada

A Caixa Econômica está passando um pente fino em contratos de patrocínio a eventos públicos para avaliar, caso a caso, os riscos de viés político. Tenta, assim, evitar o constrangimento do 1º de maio. As celebrações da Força Sindical pelo Dia do Trabalhador, em São Paulo, viraram um comício do deputado Paulinho da Força contra as reformas. Ao redor do parlamentar, não faltavam galhardetes com a logomarca da Caixa, patrocinadora do evento. Procurado, o banco informou que “analisa as propostas de patrocínio baseada em critérios técnicos, tendo como política priorizar o apoio a eventos alinhados a seus objetivos estatutários” ou que possam gerar “novos negócios.”

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.05.17
ED. 5611

Fornada do FI-FGTS

O FI-FGTS, administrado pela Caixa Econômica, deverá liberar até o fim do mês um pacote de financiamentos para projetos na área de infraestrutura em torno de R$ 6 bilhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.05.17
ED. 5609

Fezinha

A Winbet, gigante mundial do setor, é candidata à sócia da empresa de apostas eletrônicas que está sendo montada pela Caixa Econômica. O banco confirma os estudos, mas diz que, “por falta de legislação específica, não há como definir o modelo para a modalidade”. O governo já ensaiou uma MP, recuou e agora deve partir para um projeto de lei.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

13.04.17
ED. 5599

Loteria privatizada

A Caixa Econômica está com tudo pronto para privatizar suas loterias a partir de julho. A previsão mais otimista de receita bate nos R$ 4 bilhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

cunha-rr-5590
31.03.17
ED. 5590

Os fundos de Cunha

A delação de Fabio Cleto, que era o homem de Eduardo Cunha na Caixa Econômica, empurra a Lava Jato para cima dos fundos de pensão Petros, Previ e Funcef. Cleto tem ajudado a força tarefa a mapear a interferência do próprio Cunha em investimentos da tríade, a começar pela malfadada Sete Brasil.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

btg-pactual-ipo
10.03.17
ED. 5575

Prudential e Chubb avançam sobre participação do BTG

O frustrado acordo com a francesa CNP Assurances é página virada. O BTG Pactual já teria retomado as negociações para a venda da sua participação de 51% na Pan Seguros e na Pan Corretora. Segundo o RR apurou, o banco estaria em conversações com as norte-americanas Prudential e Chubb, que recentemente se uniu à suíça Ace. A operação gira em torno dos R$ 700 milhões.

O BTG já teria também acertado os ponteiros com a sócia Caixa Econômica, dona dos 49% restantes nas duas instituições. Os dois bancos deverão vender conjuntamente suas ações na seguradora e na corretora. Procurados, BTG e Prudential negaram as negociações. Já a Chubb não quis comentar o assunto.

A exigência de tag along feita pela Caixa Econômica teria inviabilizado o acerto entre o BTG Pactual e a CNP Assurances, que se recusou a comprar os 49% do banco estatal na Pan Seguros e na Pan Corretora. Neste caso, tudo leva a crer que o BTG pagou o preço pela conturbada relação entre os franceses e a própria Caixa. A CNP é controladora da Caixa Seguridade, com 51,75% do capital.

Desde o ano passado, tenta antecipar a renovação do contrato que lhe dá exclusividade na venda de seguros nas agências da CEF – o atual vence em 2021. Consta que a Caixa Econômica pediu mais do que os R$ 10 bilhões oferecidos pelos franceses para a renovação do contrato, R$ 2 bilhões a mais do que o valor do acordo em vigor. O banco estatal teria exigido ainda o pagamento antecipado de metade da cifra. A CNP discordou das condições impostas pela Caixa e interrompeu as tratativas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

Os nove processos de investigação abertos pela Caixa Econômica para apurar irregularidades no FI-FGTS perigam acabar em pizza. Por ora, todos apontam em uma única e conveniente direção: o ex-vice-presidente e delator Fabio Cleto. Consultada, a Caixa diz apenas que “está em contato permanente com as autoridades”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

17.02.17
ED. 5563

Casaca, casaca…

A Caixa Econômica e o presidente do Vasco, o afamado Eurico Miranda, têm travado um clássico para a renovação do patrocínio ao clube. O banco oferece R$ 11 milhões. O cartola exige R$ 15 milhões. Quem tem acesso ao pay per view das negociações garante que o jogo de cena termina nos R$ 12 milhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.02.17
ED. 5562

Fezinha

A norte-americana Scientific Games é vista na Caixa Econômica como forte candidata ao IPO da Lotex, braço de loterias do banco.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.02.17
ED. 5558

Gato angorá

Corre em Brasília a informação de que Fabio Cleto delatou à Lava Jato esquemas que já estariam pendurados na vice-presidência de Governo da Caixa Econômica antes de sua chegada ao cargo, em 2011. Um ano antes quem estava no mesmo posto era Moreira Franco.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.02.17
ED. 5555

Bom de bola

O senador Renan Calheiros tem se dedicado bastante ao esporte, mais precisamente à modalidade de arrastar a marca da Caixa Econômica para a camisa do clube alagoano CSA. Por sinal, seu maior rival, o CRB, ostenta a logomarca do banco.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.01.17
ED. 5542

Temer cozinha o “risco Derziê” em banho-maria

Desde o fim de semana, assessores palacianos tentam persuadir Michel Temer a matar o mal pela raiz e afastar o vice-presidente de Governo da Caixa Econômica, Roberto Derziê. Por ora, o presidente tem optado por manter tudo como está para ver como é que fica, como é do seu feitio em casos desta natureza. Antigo assessor de Temer, com que trabalhou na vice-presidência da República e na articulação política, Derziê ameaça empurrar a Lava Jato algumas jardas a mais para dentro do Palácio do Planalto. O executivo está citado na Operação Cui Bono, deflagrada na semana passada. Ele é investigado pela suposta participação em um esquema para o desvio de verbas da Caixa à BR Vias, da família Constantino.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

17.01.17
ED. 5540

Segundo ato

Além da operação da última semana contra Geddel Vieira Lima, a delação do ex-vice-presidente da Caixa Econômica – Fabio Cleto ainda deverá render um rescaldo nos próximos dias. Os alvos são empresas da área de infraestrutura que bateram à porta do FI-FGTS.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

Está reaberta a temporada de caça a cargos públicos. No governo estima-se que mais de uma centena de distintos dirigentes do Banco do Brasil, Caixa, Petrobras, Correios, Infraero etc. não atendam às novas regras da recém-promulgada Lei de Responsabilidade das Estatais.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

caixa-rr-29
29.12.16
ED. 5527

Efeito dominó

A delação do ex-vice-presidente da Caixa Econômica Fabio Cleto está permitindo à Lava Jato montar um novo e instigante quebra-cabeças: as peças revelam as relações entre empresas interessadas em obter recursos do FI-FGTS, administrado pela Caixa, e uma miríade de parlamentares que orbitavam em torno de Eduardo Cunha.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.12.16
ED. 5527

O “ciclo olímpico” do ajuste

Foi dada a largada na temporada de cortes nos patrocínios estatais aos esportes olímpicos – conforme antecipou o RR na edição de 7 de novembro. Quem saiu na frente foi o Banco do Brasil, que fechou um novo acordo com a Confederação Brasileira de Vôlei no valor de R$ 218 milhões para o próximo quatriênio, 25% a menos do que o contrato anterior. Nos primeiros dias de 2017, será a vez de os Correios anunciarem os novos termos da parceria com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA): os valores para o próximo ciclo olímpico deverão girar em torno de R$ 45 milhões, menos da metade dos R$ 95 milhões investidos entre 2012 e 2016.

Essa também deverá ser a linha de corte da Caixa Econômica: a área de marketing do banco trabalha com uma cifra 50% inferior para a parceria com as confederações de atletismo, ginástica, ciclismo e lutas, que receberam R$ 250 milhões nos últimos quatro anos. Procurada, a Caixa informou que sua “estratégia para o próximo ciclo olímpico só será definida em janeiro”. Os Correios, por sua vez, disseram que o acordo com a CBDA ainda está em negociação.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

petrobras-rr-27
27.12.16
ED. 5525

Ecovix aguarda por uma boia de salvação da Petrobras

O futuro de quase 10% dos empregos no setor de construção naval dependerá, em grande parte, da boa vontade da Petrobras. Caberá à estatal o papel de árbitro da sobrevivência ou não da Ecovix, que teve seu pedido de recuperação judicial aprovado pela 2a Vara Federal de Rio Grande na semana passada. O estaleiro tenta convencer a Petrobras a retomar o pedido de três cascos para navios-plataforma, suspenso recentemente. Neste caldeirão entra também a pressão do ambiente psicossocial. Segundo o RR apurou, os metalúrgicos de Rio Grande, sede do estaleiro, preparam uma série de manifestações na tentativa de sensibilizar a Petrobras.

Se a investida der certo, a Ecovix ganha um sopro de vida e um contrato da ordem de US$ 800 milhões, uma garantia de fluxo de caixa pelo menos para os próximos dois anos – prazo estimado para a entrega das estruturas. No entanto, se a Petrobras fizer jogo duro, provavelmente o estaleiro gaúcho afundará de vez, levando consigo mais de 3,5 mil trabalhadores. Haja metalúrgico nas ruas para convencer a Petrobras a retroceder de sua decisão. Os três benditos cascos fazem parte de uma encomenda originalmente de oito unidades, feita em 2010.

Destas, apenas três foram efetivamente entregues. Por decisão da Petrobras, a construção das duas restantes foi transferida para estaleiros da China quando a crise financeira da empresa gaúcha se acentuou. Procurada, a estatal alega que, no passado recente, manteve várias negociações com a Ecovix com o objetivo de concluir o contrato. “Contudo, devido à grave situação financeira enfrentada pela empresa e a situação deficitária dos contratos”, as tratativas resultaram em um “distrato amigável”. Para não dizer que o peso sobre o destino da Ecovix recai apenas sobre a Petrobras, há ainda o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, coadjuvantes de luxo deste folhetim naval.

Os dois bancos são considerados o fiel da balança para a renegociação das dívidas bancárias do estaleiro. Ambos concentram cerca de R$ 700 milhões, metade do passivo financeiro da companhia. Se BB e Caixa concordarem com uma expressiva renegociação deste valor, no âmbito da recuperação judicial, o entendimento é que as demais instituições financeiras seguirão o mesmo caminho. Mas até lá a Ecovix precisa continuar com as escotilhas acima do nível do mar.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

20.12.16
ED. 5520

Conta conjunta

José Sarney levou todo o crédito sozinho, mas, justiça seja feita, a permanência de Fabio Lenza na vice-presidência de Negócios Emergentes da Caixa Econômica também deve ser lançada na conta de Renan Calheiros.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

funcef-rr-24
15.12.16
ED. 5517

Funcef faz a sua própria “reforma da previdência”

Depois da porta arrombada por um déficit atuarial de R$ 7,7 bilhões, a Funcef corre para instalar as trancas, entre elas uma mudança de rota em sua estratégia de investimentos. A missão está nas mãos do ex-secretário de Fazenda do Rio e de São Paulo e novo diretor de Participações da fundação, Renato Villela. O ajuste passa pela redução das carteiras de renda variável e imobiliária. Na fundação, já se dá como certa, por exemplo, a venda da participação de 10% no consórcio Norte Energia, responsável pela usina de Belo Monte.

A carteira de ações da Funcef registrou um desempenho negativo de 15% no primeiro semestre. As aplicações em imóveis ainda renderam 9,2% no período, nada, no entanto, que se compare à renda fixa, notadamente títulos públicos – alta de 17%. Vale ressaltar que o fundo de pensão já vem diminuindo gradativamente sua exposição em renda variável: há três anos, a carteira de ações chegou a responder por quase 40% do total de ativos.

Esse índice deve fechar o ano em torno dos 25%. A guinada na política de investimentos pode ser considerada a parte mais indolor do equacionamento dos graves prejuízos da Funcef. Guardadas as devidas proporções, a “reforma da previdência” da entidade segue o espírito da original: sangue, suor e lágrimas para o andar de baixo e um cascudo de leve nas castas mais altas, leia-se, neste caso, a própria fundação. Conforme o RR antecipou na edição de 24 de novembro, os funcionários e aposentados da Caixa Econômica terão de aumentar suas contribuições para cobrir metade do déficit atuarial de R$ 7,7 bilhões – o restante ficará a cargo do próprio banco.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

bb-rr-05
05.12.16
ED. 5509

“Lei da RJ” do setor público bate direto nos bancos estatais

A “lei de recuperação judicial” dos estados e municípios que está sendo estudada pelo governo federal representa, na prática, uma moratória no pagamento das dividas junto com os bancos estatais – Banco do Brasil, Caixa Econômica e BNDES. Antes que o leitor do RR se espante com a ousadia da proposta, trata-se de uma moratória com hedge. O projeto prevê a restituição dos recursos às instituições financeiras, após a conclusão da recuperação, em qualquer circunstância.

Uma novidade é que o projeto deverá ser abençoado pelo Supremo Tribunal Federal para dar garantia legal à implementação da medida. O Congresso e a Secretaria do Tesouro também participarão do processo. A lei está sendo construída desde a reunião dos governadores com o presidente Michel Temer, no último dia 22 de novembro. Desde então, foi guardada a sete chaves e sob o manto do teatro encenado por Henrique Meirelles et caterva. As metas que os estados terão de cumprir serão rigorosas, à semelhança da própria lei de recuperação judicial de companhias. Comparativamente, a PEC do Teto soará como brincadeira. Procurados, o Banco do Brasil e a Caixa informaram que não comentam projetos ou estudos em discussão. Já o BNDES não se pronunciou.

Tudo indica que os cortes radicais que estão sendo feitos por Banco do Brasil e Caixa, com fechamento de agências e planos de demissão voluntária, não são apenas para atender à Basileia. Ambos já estariam se preparando para o pior, tamanha a exposição ao setor público. Os dois bancos negam que exista relação entre as medidas adotadas e a eventual moratória de estados e municípios. O débito do setor público com bancos estatais é de R$ 120 bilhões – ou cerca de um quarto de todo o estoque da dívida das províncias e das cidades com a União, em torno dos R$ 480 bilhões.

O maior credor é o BNDES, com R$ 49,6 bilhões – para efeito de comparação, praticamente a metade dos R$ 100 bilhões que a agência de fomento está devolvendo ao Tesouro Nacional. Seguem Banco do Brasil (R$ 38 bilhões) e Caixa Econômica (R$ 33 bilhões). Esses valores aumentaram razoavelmente desde o ano passado, quando as finanças dos estados e municípios já derretiam a olhos vistos. A maior parcela dessas faturas recentes caiu no colo da Caixa. Entre setembro de 2015 e setembro de 2016, seus empréstimos para o setor público subiram 22,1%.

No caso do BNDES, a alta foi de 11%. Só o BB puxou o freio de mão. Sua carteira de crédito a estados e municípios ficou praticamente congelada nesse período, crescendo apenas 1,7%. O estrago, no entanto, já estava feito. Os fatos e dados revelam que a crise dos estados é muito mais grave do que as partes envolvidas deixam transparecer.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.12.16
ED. 5508

Pé de apoio

Como gesto simbólico, há uma mobilização da diretoria da Caixa Econômica para antecipar a renovação do contrato de patrocínio à Chapecoense, que expira em janeiro. Procurado, o banco confirmou “ter interesse em seguir com a parceria”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

30.11.16
ED. 5506

Caixa Seguridade

O governo pretende dar a partida no processo de abertura de capital da Caixa Seguridade em janeiro.

• As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Caixa Seguridade.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.11.16
ED. 5504

Porta de saída

 A Caixa Econômica deverá aproveitar a oferta de ações da Sanepar para vender integralmente sua participação, de 14% das PNs.

• As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Caixa Econômica.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

funcef-rr-24
24.11.16
ED. 5502

Funcef distribui a fatura do déficit atuarial

A conta pelo rombo atuarial da Funcef chegou aos funcionários e aposentados da Caixa Econômica. O Conselho Deliberativo da fundação aprovou a cobrança de uma contribui- ção adicional aos mais de 63 mil participantes dos planos REG/Replan Saldado e REG/Replan Não Saldado. No primeiro caso, a “cota extra” será de 7,9%; no segundo, variará de 2,53% a 11,75%. Os dois planos carregam um déficit acumulado de R$ 7,6 bilhões. Não deve parar por aí. Na Funcef, já se dá como certo que a cobrança adicional será estendida às outras duas carteiras da fundação, o Novo Plano e a REB, atingindo mais 106 mil beneficiários. Procurado, o fundo de pensão confirma a contribuição extra para as duas modalidades do REG/Replan, mas nega que os participantes dos demais planos também serão afetados.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

banrisul-rr-23
23.11.16
ED. 5501

Venda do Banrisul é o botão de emergência do governo gaúcho

Com o Rio Grande do Sul em estado de calamidade financeira, o governador José Ivo Sartori vem mantendo conversações preliminares com o ministro Henrique Meirelles em torno da venda do Banrisul. A operação se daria no modelo de leilão. Banco do Brasil e Caixa Econômica seriam o fiel da balança na operação. Em tese, a presença dos bancos estatais aumentaria a disputa e a probabilidade de um ágio maior sobre o valor mínimo de venda do Banrisul. Parte dos recursos arrecadados estaria previamente vinculada à amortização da dívida com a União. No ranking da penúria das províncias, o Rio Grande do Sul ocupa o quarto lugar (atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais), com um endividamento total de R$ 53 bilhões junto ao Tesouro Federal.

 O governo gaúcho nega a venda do Banrisul. É assim desde que Sartori assumiu, em 2015. No Palácio Piratini, a hipótese de abrir mão do banco sempre foi tratada como a última linha, uma espécie de “Bomba H” na hierarquia das medidas contra a crise fiscal. As circunstâncias se encarregaram de aproximar o indicador de Sartori do botão vermelho. Se o decreto de estado de calamidade anunciado ontem permite a adoção de “medidas excepcionais”, a venda do Banrisul talvez seja a maior delas. O rombo fiscal do Rio Grande do Sul neste ano deverá superar os R$ 6,5 bilhões. O sistema de previdência pública do estado tem o pior resultado entre todas as unidades da federação: a estimativa para este ano é de um déficit de R$ 9 bilhões, que se somarão às perdas de R$ 7,5 bilhões em 2015. Os salários do funcionalismo têm sido pagos de forma parcelada desde fevereiro. Nas ruas, o caos na segurança pública: os índices de criminalidade dispararam. Diante deste cenário, o governo gaúcho está convencido de que não dá mais para guardar o Banrisul em uma redoma.

 A venda do Banrisul não provocará mudanças significativas no topo do ranking bancário. Seus R$ 68 bilhões em ativos são insuficientes para mexer com as posições tanto dos três maiores bancos privados – Itaú, Bradesco e Santander – quanto dos próprios BB e Caixa Econômica. Ressalte-se ainda que a instituição está longe de seus melhores dias. No ano passado, a rentabilidade sobre o patrimônio foi de 13,5%, um pouco melhor do que os 12,1% de 2014, mas ainda longe dos 20,3% registrados em 2011. Ainda assim, o Banrisul tem seus atrativos, a começar pelo fato de se tratar do último grande banco estadual. Outro aspecto importante é o fator geoeconômico, leia-se a capilaridade na segunda região mais rica do país: são 525 agências nos três estados do Sul. À exceção talvez do BB, que já conta com 1.057 unidades de atendimento, o Banrisul faria uma razoável diferença para a operação dos outros quatro grandes bancos nos três estados do Sul – Bradesco (716 agências), Caixa (646), Itaú (586) e Santander (376).

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.11.16
ED. 5501

Rastilho

A direção da Caixa Econômica, um dos maiores financiadores da PDG Realty, está particularmente preocupada com os mais de mil imóveis que a incorporadora – prestes a entrar em recuperação judicial – tem a entregar em 2017. A companhia tem se desdobrado para honrar todos os compromissos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.11.16
ED. 5496

Boa aposta?

O governo pretende lançar até março do ano que vem um sistema de apostas para as loterias federais pela internet. Seria um preparativo para a privatização de todos os jogos hoje administrados pela Caixa Econômica Federal. As casas lotéricas iriam no mesmo pacote.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

pdg-rr-01
01.11.16
ED. 5487

Banco do Brasil e Caixa são o chão e o teto da PDG

 Ainda que indiretamente, o futuro da PDG Realty virou assunto de governo. Está nas mãos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal a decisão de dar um fôlego extra à maior incorporadora imobiliária do país ou lançá-la de vez no alçapão de uma recuperação judicial. É grande a pressão para que o BB e a Caixa acolham o pedido de um empréstimo emergencial feito pela companhia aos seus bancos credores, no valor aproximado de R$ 400 milhões. As duas instituições são vistas pela própria PDG como o fiel da balança na operação. Ambas respondem por mais de 30% da dívida de curto prazo da companhia, da ordem de R$ 5,5 bilhões. Se BB e Caixa concordarem com a proposta de refinanciamento, a expectativa da incorporadora é que os bancos privados – mais de uma dezena, entre eles Itaú e BTG – sigam em bloco o mesmo caminho. Assim tem sido durante as seguidas etapas de repactuação do passivo da PDG. A mais recente se deu em junho, quando a incorporadora conseguiu alongar por quatro anos o vencimento de R$ 2,3 bilhões em dívidas financeiras. Procurada, a Caixa não quis se manifestar, alegando que as “operações envolvendo a PDG são protegidas por sigilo bancário”. A incorporadora e o BB também não se pronunciaram.  O risco de uma iminente recuperação judicial é exatamente o maior – e único – instrumento de pressão da própria PDG sobre o BB e a CEF. Não há muito tempo para uma decisão dos dois bancos e, por extensão, dos demais credores. A contagem regressiva para a RJ é breve, talvez questões de dias – consta que a PDG já mantém conversações com a Alvarez & Marsal, especialista no assunto. O processo colocaria um ponto de interrogação sobre a capacidade da incorporadora de entregar os imóveis aos seus compradores. A companhia tem 35 projetos em andamento, o equivalente a mais de seis mil unidades. No entanto, a PDG teria em caixa pouco mais de R$ 200 milhões, recursos que não cobririam seus compromissos sequer até dezembro. O empréstimo emergencial dos bancos permitiria à incorporadora chegar até o primeiro trimestre de 2017, contando ainda com os recebíveis previstos até março do ano que vem – algo em torno de R$ 700 milhões.  Ainda assim, à luz dos números, fica a sensação de que a PDG tenta tratar de uma fratura exposta com arnica e band-aid. No mercado, a percepção é que mesmo um eventual acordo com os bancos para um novo aporte apenas adiará o inevitável: a recuperação judicial. Se o balanço do terceiro trimestre trouxer um prejuízo superior a R$ 1 bilhão – no primeiro semestre, as perdas foram de R$ 1,2 bilhão –, a empresa passará a ter patrimônio líquido negativo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.10.16
ED. 5478

Banco Postal

 Há uma articulação no governo para que a Caixa Econômica entre no leilão do Banco Postal para salvar o certame, que, a princípio, não despertou o interesse das grandes instituições de varejo. A questão é o que a CEF fará com as mais de seis mil agências dos Correios já tendo uma rede de correspondentes bancários formada pelas mais de sete mil lotéricas em todo o país. Consultada, a Caixa disse “não confirmar” sua participação no leilão.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

27.09.16
ED. 5463

Um novo mergulho

 A Caixa Econômica estaria contratando uma auditoria externa para mergulhar nos contratos de financiamento firmados por meio do FI-FGTS , administrado pelo banco. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Caixa Econômica.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 A Operação Greenfield, deflagrada pela Polícia Federal na última segunda-feira, começa com o nome trocado. Deveria se chamar “Operação Investimentos Maduros”. A obsessão pelas estatais Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica e Correios, e seus respectivos fundos de pensão, assim como o desejo de achar algum petista envolvido em qualquer tramoia, acaba por dirigir a investigação para desequilíbrios atuariais ou irregularidades no trade. Melhor seria se a PF colocasse a lente na pilha de associações de rentabilidade inaceitável, revolvendo os investimentos de M&A, onde se encontram as piores e inexplicáveis participações das fundações. É lá que está o mapa das propinas. É pesquisa para mais de 30 anos.  No governo FHC despachar o mico para os fundos de pensão virou lugar comum. É bem verdade, nem tudo foram urtigas: houve aquisições positivas, como a Vale. Mas uma grande parcela das compras foi de companhias em situação lastimável, que vêm sugando as reservas dos fundos até hoje. Em algumas delas, as fundações, mais especificamente a Previ, não poderiam participar por determinação estatutária. E mesmo assim entravam ilegal e desarvoradamente no capital de empresas deficitárias. O RR não vai nominar nem uma das centenas de companhias passíveis de um “Lava Fundos”. Mas o mercado todo sabe. Tanto quanto sabia das propinas das empreiteiras em obras públicas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.08.16
ED. 5438

Questão de target

 O governo vai usar os bancos públicos para alavancar o crédito imobiliário, de olho notadamente na classe média. O próximo passo neste sentido é o aumento dos limites de financiamento habitacional do Banco do Brasil, a exemplo do que já fez a Caixa Econômica. A meta é subir o teto dos empréstimos no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) de R$ 750 mil para R$ 2 milhões. Consultado, o BB nega a mudança.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.08.16
ED. 5430

Fica para depois

 Alguns dos maiores institutos de opinião do país foram pegos de surpresa, na última segunda-feira, com a súbita decisão da Caixa Econômica de adiar a licitação nº 530/ 7066-2016. A concorrência de R$ 10 milhões é destinada à contratação de até quatro empresas para a realização de pesquisas quantitativas e qualitativas. A decisão veio no dia previsto para a entrega das propostas. A direção da CEF teria identificado pontos nebulosos no edital, a começar pela dispensa do comprovante de solidez financeira das empresas participantes. Consultado, o banco confirmou o adiamento e disse que “irá observar os prazos legais caso haja necessidade de republicação do edital”. Para bom entendedor…

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

09.08.16
ED. 5429

Troca-troca

 Logo após a votação final do impeachment, Michel Temer vai concluir a dança das cadeiras nas diretorias da Caixa Econômica e do Banco do Brasil. Na CEF, por exemplo, praticamente todos os vice-presidentes ainda são os mesmos do governo Dilma.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 O BTG tem usado os trunfos que lhe restaram para tentar repassar à Caixa Econômica a sua parte no Banco Pan .

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

21.06.16
ED. 5394

Minha Casa

 O presidente da Caixa Econômica, Gilberto Occhi, começou a convocar as construtoras para alinhavar a nova fase do “Minha Casa, Minha Vida”. A meta é entregar cerca de 1,2 milhão de imóveis até 2018. O investimento total beira os R$ 40 bilhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

esportes
20.06.16
ED. 5393

Temer entra de carrinho nos patrocínios esportivos das estatais

 Após gerar indignação na classe artística com a extinção do Ministério da Cultura, Michel Temer corre o risco de despertar a revolta de zagueiros, cabeças de área, e, no limite, ginastas, judocas e remadores – para não falar da cartolagem em geral. Há uma crescente disposição do Planalto de rever o volume de recursos estatais destinados a patrocínios esportivos. A justificativa para a antipática medida combinaria argumentos técnicos e políticos. Na visão de Temer, muitos dos contratos de publicidade mantidos por empresas públicas não trazem o retorno esperado em termos de exposição da marca e teriam como principal motivação beneficiar aliados do PT. Um caso emblemático é o do patrocínio da Caixa Econômica ao Corinthians, do deputado federal petista Andrés Sanchez, ex-presidente do clube e muito ligado a Lula. Não por acaso, os maiores cortes atingiriam exatamente as verbas de marketing da Caixa para o futebol. Para este ano, o banco fechou acordos de patrocínio com 12 clubes brasileiros, entre eles Corinthians, Flamengo, Vasco, Atlético-MG e Cruzeiro, com um investimento somado da ordem de R$ 125 milhões.  Por ora, os esportes olímpicos seriam preservados. No entanto, entre os próprios dirigentes das mais diversas confederações apoiadas por empresas estatais, o receio é que o dead line para a trégua seja a Olimpíada. Logo após o evento, as torneiras começariam a ser fechadas. Independentemente do timing, o governo está cutucando um vespeiro. Caso os cortes se confirmem, a economia será extremamente pequena vis-à-vis o desgaste político – mais um – que a medida poderá proporcionar. Tome-se como exemplo os esportes olímpicos. Ao longo de todo o ciclo 2012-2016, estima-se que as empresas estatais desembolsarão cerca de R$ 2,5 bilhões, ou pouco mais de R$ 600 milhões/ano, em patrocínios a diversas modalidades. O Banco do Brasil, por exemplo, gasta por ano R$ 70 milhões com a Confederação Brasileira de Vôlei – diga-se de passagem, contrato que já esteve no centro de um escândalo de desvio de recursos públicos. Os Correios investem por ano outros R$ 68 milhões, a maior parte endereçada à Confederação de Desportos Aquáticos. Neste cesto, é bom que se diga, há recursos fundamentais para a formação de atletas, verbas que trafegam no limite entre o esporte e a educação.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

furnas
09.06.16
ED. 5386

Furnas é candidata a abre-alas do programa de privatizações

  Assim como encontrou no “Ordem e Progresso” um slogan para o seu governo, o presidente interino Michel Temer acredita ter achado o emblema do seu programa de privatizações. Furnas deverá ser a escolhida para puxar a fila de estatais ofertadas à iniciativa privada. No entendimento do governo, a subsidiária da Eletrobras tem o “physique du rôle” adequado para inaugurar o processo de desmobilização de ativos da União. Se não tem o porte de uma Caixa Econômica Federal ou, quiçá, de uma Petrobras, nem de longe resvala nas arestas que praticamente inviabilizam qualquer tentativa de venda de dois colossos como estes – no caso da petroleira, então, seria um suicídio político.  Ainda que não esteja no top five das estatais, Furnas tem um notório peso no setor elétrico. Responde por um quarto do parque gerador do Sistema Eletrobras, com 10 mil MW de capacidade instalada entre 12 hidrelétricas e duas térmicas. Concentra praticamente um terço da rede de transmissão do grupo, com 23 mil quilômetros de linhas. É bem verdade que o futuro controlador terá a missão de fazer um ajuste na companhia, que vem de recorrentes prejuízos – quase R$ 500 milhões nos últimos dois anos. Em contrapartida, quem comprar a estatal carregará mais de 20% da receita total da Eletrobras, ou algo em torno de R$ 6,5 bilhões ao ano. Por essas razões, o governo interino de Michel Temer está convicto de que Furnas tem o punch necessário não apenas para simbolizar o programa de desestatização, mas, sobretudo, para afiançar ao mercado que ele não é apenas uma “promessa de campanha”.  Caberá ao secretário de investimento, Moreira Franco, a missão de clonar o programa de privatizações puro-sangue da era FHC. Aliás, vem de lá a disposição de se desfazer da joia da coroa do Sistema Eletrobras. A ideia surgiu no segundo mandato de Fernando Henrique. Muito antes de Sergio Moro ou de Rodrigo Janot, o então governador Aécio Neves também se manifestava favorável à privatização da empresa. Com modelos diferentes, a alienação de parte do capital de Furnas foi cogitada também nos governos Lula e Dilma.  Bem recentemente, o presidente de Furnas, Flávio Decat, executivo de confiança da presidente afastada Dilma Rousseff, reuniuse com representantes sindicais para apresentar uma proposta de abertura de capital da empresa. A ideia era vender até 49% da companhia. A venda do pedaço com a manutenção do controle, no entanto, não interessa a Temer e cia. O secretário de investimentos já disse em boa voz: “Vamos privatizar de verdade e não para fazer cena”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

31.05.16
ED. 5379

Fundo perdido

 PMDB e PP, do novo presidente da Caixa Econômica, Gilberto Occhi, se engalfinham pelo direito de emplacar o maior número de representantes no conselho gestor do FI-FGTS. O que está em jogo é o controle de um caixa de R$ 23 bilhões disponíveis para novos investimentos em infraestrutura.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 A alardeada blindagem dos bancos públicos contra indicações políticas é cheia de porosidades. Depois de o PP emplacar Gilberto Occhi na presidência da Caixa – a contragosto do ministro Henrique Meirelles –, agora é José Sarney que pressiona o governo pela permanência de Fabio Lenza no banco. Lenza ocupa a vice-presidência de Mercados Emergentes desde 2007.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

michel-temer-e-eduardo-cunha
20.05.16
ED. 5373

“Governo Cunha” avança novas jardas

  A cada dia que passa, Eduardo Cunha amplia seu raio de ação e estende um novo tentáculo no governo Michel Temer. Cunha mira agora nos bancos estatais. Na Caixa Econômica Federal, a bola da vez é o deputado Manoel Junior (PMDB-RJ), forte candidato à vice-presidência de Operações Corporativas. O parlamentar carrega como maior credencial para o cargo o fato de ser um dos mais fiéis aliados de Cunha no Congresso. Ao mesmo tempo, o presidente afastado da Câmara estaria cavando uma diretoria do Banco do Brasil para o executivo Joaquim Cruz, funcionário de carreira da instituição. Neste caso, a indicação pode ser atribuída a um “consórcio” entre Cunha e Ciro Nogueira, presidente do PP. Foi o próprio Nogueira que há cerca de dois meses garantiu a nomeação de Joaquim Cruz para a diretoria de negócios do Banco do Nordeste .  O que mais chama a atenção é a investida de Eduardo Cunha sobre a Caixa Econômica. Caso se confirme, a nomeação de Manoel Junior configurará caso de reincidência. Durante o governo Dilma Rousseff, Cunha manteve os dois pés no banco com a presença de Fabio Cleto na vice-presidência de Governo e Loterias. Deu no que deu. Hoje, Cleto negocia um acordo de delação premiada com a Lava Jato. Ele já teria confirmado aos procuradores de Curitiba que Eduardo Cunha recebia propina de empresas beneficiadas com recursos do FI-FGTS, fundo administrado pela Caixa.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

13.05.16
ED. 5368

Fim de férias

 Ligado a Michel Temer, Roberto Derziê de Santanna está cotado a reassumir uma diretoria na Caixa. Ele foi exonerado por Dilma Rousseff no início de abril.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.05.16
ED. 5361

Cessar-fogo

 Aliados de Michel Temer tentam demovê-lo da ideia de realizar auditorias nos bancos públicos, notadamente a Caixa Econômica. Numas dessas, o tiro se volta contra o sniper. O próprio PMDB chegou a ter seis vice-presidências na CEF durante o governo Dilma.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

03.05.16
ED. 5360

Profundezas

 Em sua delação premiada, o ex-vice-presidente da Caixa Econômica Fabio Cleto teria mergulhado nas relações entre Eduardo Cunha e Emival Caiado, primo do senador Ronaldo Caiado e dono da usina eólica Rialma. Cleto, homem de confiança de Cunha na CEF, era um dos gestores do FI-FGTS quando o fundo liberou R$ 571 milhões para a geradora.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.04.16
ED. 5358

Overbooking

Michel Temer, ao que tudo indica, vendeu o mesmo assento no teatro para dois espectadores diferentes. Além do retorno ao Ministério das Cidades, Gilberto Kassab espalha que terá o direito de nomear o novo presidente da Caixa Econômica. O PP, por sua vez, garante que a cadeira é sua e ninguém tasca: o partido já teria, inclusive, indicado o ex-ministro Gilberto Occhi.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.04.16
ED. 5353

Marca do pênalti

 Os dirigentes de Corinthians e Vasco respiram aliviados. No momento em que Michel Temer já aquece à beira do gramado, os dois clubes foram os últimos a renovar o contrato de patrocínio com a Caixa Econômica Federal – os cariocas por metade do valor do ano passado. A cartolada está convicta de que a fonte vai secar em um provável governo Temer.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.03.16
ED. 5333

Invepar é um risco para os fundos de pensão

 A venda de parte da Invepar deverá deflagrar uma sangrenta batalha nos tribunais. Segundo o RR apurou, as principais entidades que representam os participantes dos três maiores fundos de pensão do Brasil – Associação de Mantenedores-Beneficiários da Petros (Ambep), Associação de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil (AAPBB) e Associação Nacional Independente dos Participantes e Assistidos da Funcef (Anipa) – pretendem entrar na Justiça. O objetivo é impedir que as fundações exerçam o direito de preferência sobre a participação da OAS e aumentem sua fatia no capital da Invepar. Procurada, a Ambep confirmou que “está participando de ações que defendem o patrimônio do Petros e mantém contatos para mobilizar os participantes da Previ e da Funcef”. A Anipa, por sua vez, disse “não participar da referida articulação”. Já a AAPBB não quis se pronunciar.  No caso de um novo aporte de capital na Invepar, a conta a ser compartilhada pelos três fundos de pensão seria de R$ 1,3 bilhão. Entre os beneficiários das fundações, o temor é que Previ, Petros e Funcef sejam quase que obrigadas a engolir esse batráquio pelas mais variadas motivações. Uma delas: por vias oblíquas, a compra da participação da OAS na Invepar permitiria à construtora honrar uma dívida de R$ 330 milhões com o FIFGTS, administrado pela própria Caixa Econômica. A probabilidade de a batata quente da Invepar cair no colo dos três fundos de pensão aumentou consideravelmente nos últimos dias, após uma sequência de frustradas negociações. Primeiro, a Brookfield desistiu de assumir a participação da OAS. As ações foram a leilão na semana passada, mas não apareceu um só candidato. O plano de recuperação judicial da OAS prevê a hipótese de transferência do ativo para os credores da empreiteira. Antes, no entanto, as ações terão de ser oferecidas a Previ, Petros e Funcef, que possuem direito de preferência. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Previ, Petros e Funcef.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.02.16
ED. 5312

Peixe na rede

 Para todos os efeitos, a Caixa diz que os portões estão fechados. Mas o Santos ainda tenta conseguir um lugar na lista de patrocínios do banco, que firmou acordo com dez clubes.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.01.16
ED. 5283

Clubes fazem romaria na porta da Caixa

 Nada de Renato Augusto, Lugano ou Fred. O nome mais repetido pelos cartolas brasileiros neste início de temporada é o da presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior. Em meio ao cenário de recessão e à forte queda dos investimentos privados em marketing esportivo, o banco tornou-se peça chave no “esquema tático” de alguns dos maiores clubes do país para 2016. A fila de times que tentam se proteger sob a marquise da Caixa não para de crescer. Nos próximos dias, Atlético-MG e Cruzeiro deverão selar formalmente o acordo de patrocínio com o banco. Segundo o RR apurou, dirigentes dos dois clubes e executivos da CEF estiveram reunidos na última segunda-feira para acertar os detalhes finais dos contratos: cada um receberá, ao longo do ano, cerca de R$ 13 milhões.  Outro clube em avançadas negociações com a Caixa é o Santa Cruz, que subiu para a Série A do Campeonato Brasileiro. As cifras sobre a mesa giram em torno dos R$ 6 milhões, o mesmo valor que o banco paga ao outro time pernambucano da primeira divisão, o Sport. Segundo o RR apurou, nos últimos dias, Bahia, América-MG e Goiás também abriram conversações com a instituição financeira. Estima-se que os três contratos somados beirem os R$ 12 milhões ao ano. Em tempo: o próprio governador Fernando Pimentel teria intercedido junto ao banco a favor do América-MG.  A Caixa Econômica ainda não fechou o valor destinado ao futebol em 2016. Mas, somando-se as novas parcerias e a eventual manutenção de todos os contratos atuais, o orçamento poderá passar dos R$ 160 milhões, o que representaria uma alta de 45% sobre as cifras do ano passado. A renovação dos contratos com Corinthians, Flamengo e Vasco já está bem encaminhada. A tendência é que sejam mantidos os valores de 2015, respectivamente R$ 30 milhões, R$ 25 milhões e R$ 15 milhões. O mesmo se aplica à prorrogação dos acordos com nove clubes restantes da atual carteira de patrocínios da Caixa. A  Caixa Econômica não retornou o assunto.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.12.15
ED. 5274

Venda da Embasa

 Consta nos búzios, garantem os Orixás que o governador da Bahia, Rui Costa, pretende vender até 49% da Embasa. Com os cortes no orçamento público, a entrada de um novo sócio é vista pelo governo baiano como a forma de garantir o programa de investimentos da estatal e a extensão da rede de saneamento no estado. Uma das hipóteses sobre a mesa é uma operação com o FI-FGTS, da Caixa Econômica, que compraria debêntures conversíveis em ações da Embasa. Procuradas pelo RR, o Governo da Bahia não comentou o assunto.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

13.11.15
ED. 5247

Coalizão

 Vender a alma ao Congresso dá nisso. Até o líder do PTB, deputado Jovair Arantes, se sente o próprio Eduardo Cunha dos bons tempos. Não satisfeito em garantir a transferência de Rubens Rodrigues para a cobiçada vice-presidência corporativa da Caixa, Arantes já avisou ao governo que não vota nada se não emplacar também o substituto do executivo na Conab. Imaginem se fosse a presidência da Petrobras…

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

11.11.15
ED. 5245

Novo endereço

 Wagner Pinheiro não ficará ao relento após deixar os Correios. O ministro Ricardo Berzoini trabalha pela sua nomeação para uma vice-presidência da Caixa. Talvez fosse melhor não perder tempo com isso.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

27.10.15
ED. 5235

Limpando a barra

 A direção da Caixa Econômica discute a criação de uma linha de crédito para estatais de saneamento. O financiamento seria vinculado à venda de ações das concessionárias. Seria uma forma indireta de injetar recursos nos estados. O Rio Grande do Sul, por exemplo, tem interesse em vender parte da Corsan. Oficialmente, a Caixa nega a operação

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

09.10.15
ED. 5224

Um governo de espécies exóticas

O que esperar de um governo esquisito se não atos estranhos, dúbios, que despertam as mais variadas interpretações? A gestão Dilma Rousseff apresenta uma generosa fauna de decisões, no mínimo, inquietantes. Dois novos exemplos desta biodiversidade saltam aos olhos neste momento. O primeiro deles, a edição da Medida Provisória 695, que autoriza o Banco do Brasil e a Caixa Econômica a adquirirem participações em instituições financeiras até 2018. O objetivo principal é permitir que os bancos públicos disputem ativos no mercado em condições de igualdade com instituições privadas. Tem todo o nexo, sobretudo no momento em que o governo se esforça para valorizar seus ativos. O problema é que a paranoia está no ar. A iniciativa tem servido de combustível para as mais temerárias ilações: o que o governo sabe e ainda não foi revelado? Há instituições precisando de socorro? Estas são algumas das indagações que têm circulado no mercado nos últimos dois dias, desde que a MP foi anunciada. A segunda estranheza que entrou em cartaz na semana foi a proposta do Ministério da Fazenda de se criar um seguro contra mudanças regulatórias, como forma de estimular a entrada de capital estrangeiro em projetos de infraestrutura. Sentido até faz: todos sabem que o governo quebra regras. O que chama a atenção é o sincericídio prévio no convite ao investidor externo, na linha “Nós vamos, sim, mudar a regra do jogo. Tenha à mão o número da sua seguradora”. Talvez fosse o caso também de se estabelecer uma apólice para aumento de impostos, redução de renda mediante confiscos, cortes em programas sociais. Fica a sugestão.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

09.09.15
ED. 5202

Eduardo Cunha resiste na base aliada na Caixa Econômica

Há um enigma na Caixa Econômica Federal, um mistério que atende pelo nome e sobrenome de Fabio Ferreira Cleto, vice-presidente de Governo e de Loterias da instituição. Seus próprios pares na diretoria da Caixa se perguntam: até quando Cleto, uma notória extensão de Eduardo Cunha, se manterá intocado no alto-comando do segundo maior banco público do país? Sai executivo, entra executivo e o tentáculo do presidente da Câmara dos Deputados segue com suas ventosas presas ao cobiçado cargo. Aliás, dois cobiçados cargos. Cleto tem assento também no conselho do FI-FGTS. É, portanto, uma das 11 vozes que decidem o destino dos mais de R$ 32 bilhões em recursos do Funde Investimento reservados para projetos de infraestrutura. Entredentes, seus pares no conselho do FI-FGTS se referem a Cleto como “o quinta coluna”. Em julho, quando as relações entre o nº 1 da Câmara dos Deputados e o Planalto já tinham avinagrado de vez, o vice-presidente da Caixa foi o único conselheiro a votar contra o repasse de R$ 10 bilhões do fundo para o BNDES. Perdeu por 10 a um, porém, mais uma vez, não desperdiçou a chance de demonstrar enorme fidelidade ao seu fiador. Na Caixa Econômica, havia a expectativa de que Fabio Cleto pudesse receber o bilhete azul há cerca de duas semanas, quando foram anunciadas novas mudanças na gestão do banco. No entanto, seu nome passou longe da canetada que, de uma só vez, exonerou três vice-presidentes – José Urbano Duarte, José Carlos Medaglia Filho e Sergio Pinheiro Rodrigues. Assim tem sido desde que o governo iniciou a dança das cadeiras no banco. Não é por falta de tentativas em contrário. A própria presidente da Caixa, Miriam Belchior, tratou diretamente da saída de Clero com o ministro Aloizio Mercadante, que tem centralizado as articulações políticas para a montagem da nova diretoria do banco. No entanto, por ora o executivo sobrevive ao troca-troca. Não se sabe se pela ação de forças ocultas, se por mais uma demonstração de inércia do próprio governo ou se, quando o assunto é Caixa Econômica, a prioridade de Mercadante é trabalhar pela permanência de Marcio Percival. Homem forte da área de finanças do banco, Percival foi indicado ao cargo pelo ministro da Casa Civil. * A Caixa não retornou ao contato do RR.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.09.15
ED. 5198

Renner e Caixa Econômica desafiam a conjuntura adversa

 No momento em que o varejo atinge temperaturas cada vez mais baixas e os índices de inadimplência fervem, Lojas Renner e Caixa Econômica Federal costuram a primeira grande associação na área de crédito ao consumidor desde que o “finado” HSBC Brasil se uniu à Máquina de Vendas (Ricardo Eletro e Insinuante), em 2012.  O que está em jogo é a montagem de uma operação que, no seu primeiro ano, deverá movimentar cerca de R$ 1 bilhão. O ponto de partida é a criação da nova financeira da Renner. Segundo o RR apurou, o pedido de autorização será encaminhado ao Banco Central nos próximos dias. A Caixa ficaria com 50% do capital da nova empresa. Teria ainda participação direta na gestão, com a indicação de um ou até dois diretores.  Procuradas, Renner e CEF negaram as negociações. Caso a operação se consume, a Renner, voltada às classes B e C, contará com a escolta financeira de um banco que entende de povo como poucos. A Caixa Econômica, por sua vez, terá acesso a um balcão que não para de crescer. Hoje, são 180 lojas, número que ganha um reforço se computados os 30 pontos de venda da Camicado, especializada em artigos para o lar. Sabe-se, no entanto, que a Renner pretende duplicar sua rede, com a abertura de 200 lojas nos próximos cinco anos.  E a crise no varejo? Por ora, a empresa é a exceção que confirma a regra. No ano, acumula um aumento de 10% no tíquete médio, um avanço de 20% na receita e um crescimento do lucro na casa dos 30% – o maior entre as redes do segmento de vestuário. Para a Caixa Econômica, o acordo com a Renner teria anda um forte valor simbólico.  A CEF é uma instituição financeira em busca do tempo perdido. No auge do crédito direto ao consumidor, no governo Lula, a Caixa não entrou para valer na briga pelo balcão das grandes redes varejistas, um duelo protagonizado pela banca privada. Nesse período, amarrada às atribuições de agente público, a CEF se concentrou, notadamente, na tarefa de injetar recursos em pequenas e médias redes do comércio. Agora, põe o pé na Renner em um momento de provação do varejo e do crédito ao consumo. O comércio acumula queda de 1,2% no ano e, nos últimos 12 meses, o número de inadimplentes no Brasil saltou de 51 milhões para quase 57 milhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

31.08.15
ED. 5196

Ajuste fiscal

A Eletrobras cancelou a construção da nova sede na Av. Chile. A Caixa Econômica, que faria o financiamento, já foi comunicada. A alta direção da estatal permanecerá no prédio da Av. Presidente Vargas, no Centro do Rio. Aliás, a Eletrobras deverá cancelar o aluguel de escritórios na cidade. Aperta daqui, encolhe dali, e todos os executivos serão agrupados no edifício sede. * A Eletrobras não quis comentar sobre o cancelamento.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

20.07.15
ED. 5166

Conta-gotas

O repasse emergencial de R$ 3,8 bilhões da Caixa Econômica para a Eletronorte resolveu apenas parte do problema. A subsidiária da Eletrobras ainda precisa de R$ 11 bilhões para garantir a execução das obras de Angra 3.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.07.15
ED. 5164

Pinga-pinga

Cresce a fila de estatais da área de saneamento paradas na porta da Caixa Econômica à  espera de financiamento. Lá estão a baiana Embasa, a paranaense Sanepar e a mineira Copasa, entre outras menos votadas.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.07.15
ED. 5162

Caixa Econômica

 O projeto de revitalização da Zona Portuária do Rio, o chamado Porto Maravilha, está prestes a sofrer um duro desfalque. A Caixa Econômica deverá reduzir ou mesmo suspender, de uma só vez, o financiamento a cinco grandes empreendimentos imobiliários na área, no valor de R$ 1,5 bilhão. Oficialmente, a CEF nega os cortes.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

13.07.15
ED. 5161

Fazenda peneira novas pepitas no veio do ajuste fiscal

Em sua busca para extração de riquezas, o garimpo do Ministério da Fazenda já identificou na bateia duas pepitas, pequenas é bem verdade, que, devidamente polidas, podem prestar sua colaboração para o ajuste fiscal. A pepita menos opaca, que aparece bem a  vista em meio ao cascalho das demais ideias, é a instituição do imposto sobre heranças. Não se trata de uma descoberta nova, nem de uma grande jazida. O governo nem considera expressiva a arrecadação proveniente. Mas a medida pode ter uma utilidade maior para a negociação de joias bem mais raras no Congresso Nacional. Seria especialmente um aceno para o PT, que considera o imposto uma resposta fundamental para o programa de austeridade econômica. No arrastão tributário, poderiam ser negociadas outras medidas microeconômicas capazes de ampliar a arrecadação do Estado. O salto percentual do imposto não seria tão acanhado. A proposta é que a alíquota média do tributo sobre as heranças suba dos atuais 3,86% para 8% a 10%. Um número vistoso a  primeira vista, mas conservador se comparado com outros países, tais como o Chile (13%), França (32,5%) e Inglaterra (40%). O discurso de sustentação é justo, justíssimo: o Brasil é um dos últimos do ranking das contribuições do imposto sobre herança – Suécia, Noruega e Austrália não gravam a transmissão de riquezas. Se a medida fiscal já se encontra quase reluzente, a pepita inesperada é a venda de carteiras de créditos maduros do BNDES e da Caixa Econômica Federal a  banca privada. O Banco do Brasil não poderia ser incluso no programa devido a sua condição de companhia aberta, o que exigiria a  realização de um aumento de capital. A ideia é devolver parcela dos repasses do Tesouro a essas instituições. Bancos como Bradesco, Itaú e Santander – somente para citar os privados, longe de qualquer ilação de caráter político – seriam compradores potenciais desses créditos. Trata- se de uma mina de altíssimo teor. A carteira de empréstimos e repasses do BNDES soma R$ 698 bilhões. Desse total, cerca de 41%, ou R$ 286 bilhões, se referem a operações com os 10 maiores clientes do banco. A clientela do segundo andar é bem mais pulverizada é constituída de muitas empresas líderes nos seus mercados. A Caixa Econômica, por sua vez, que sempre teve uma atuação mais voltada para a pessoa física, tem ampliado significativamente a carteira de crédito a empresas. Os empréstimos a pessoa jurídicas somam hoje cerca de R$ 125 bilhões. Com esta medida, os dois bancos públicos fariam caixa e antecipariam receita. Ambos estariam comprando ativos creditícios valiosos. O Tesouro agradeceria, sensibilizado. Um bom negócio para gregos e troianos. Não há consenso ainda sobre o timing de uso das duas pepitas. As pedras, inclusive, ainda estão sendo valoradas. A expectativa é que sejam lustradas e, em breve, venham a público.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.07.15
ED. 5154

“B” de boi, de BNDES e de bilhões

 No que depender do BNDES, vai ter, sim, mais dinheiro para a JBS. As portas do banco estão abertas a novos financiamentos para o grupo, se assim as circunstâncias pedirem. A assertiva se sustenta em duas premissas, uma de ordem regulatória e outra financeira. A resolução publicada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na semana passada, referente aos limites para a exposição da BNDESPar a uma única empresa, em nada afeta a possibilidade de futuros aportes na JBS. Segundo uma fonte do BNDES, o atual peso da companhia no estoque de operações da agência de fomento sequer arranha o limite de 25% do Patrimônio de Referência imposto pelo CMN. O banco não divulga o percentual por considerá-lo informação sigilosa. Mas não custa lembrar que a triangulação feita com o Tesouro e a Caixa Econômica Federal em 2012 abriu ainda mais espaço para um eventual aumento da participação no grupo. Na ocasião, o BNDES transferiu o equivalente a 10% da JBS para a União, que, ato contínuo, repassou o ativo para a CEF, como forma de capitalizar o banco. Para o BNDES, o maior estímulo a novas operações com a empresa de alimentos vem da última linha do balanço. Como se costuma dizer na própria área técnica do banco, quem dera houvesse outras JBS. A participação representa a melhor taxa de retorno entre todos os investimentos realizados pela BNDESPar desde 2007, ano em que a instituição fez seu primeiro aporte na companhia. Somente nos últimos cinco anos, a alta das ações da JBS foi de 102% – no mesmo período, a variação do DI ficou em 61%. Conforme consta do estudo de caso recém-divulgado pelo próprio BNDES, o investimento na JBS já rendeu ao banco cerca de R$ 6 bilhões, cifra referente ao crescimento do valor de mercado da empresa ao longo de oito anos. Para o BNDES, além do retorno financeiro per si, há ainda outro ganho decorrente do investimento na JBS, tão ou mais valioso do que aquele reportado em seu balanço. O maior alvo das críticas ao modelo adotado pelo banco nos últimos anos tornou-se exatamente a sua principal peça de defesa e desqualificação de seus detratores. Os resultados da companhia são a melhor resposta aos grupos de interesse que dispararam contra a política de cavalos vencedores, usando-a como mote para fazer as piores ilações em relação aos critérios e procedimentos do BNDES.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

Tishman Speyer, CHL e Sandria, entre outras incorporadoras menos votadas, entraram em estado de alerta no Rio de Janeiro. Nada a ver com as chuvas de verão. A Caixa Econômica estaria revendo novos financiamentos para a compra de imóveis comerciais em construção no Porto Maravilha – formalmente, o banco nega. Só a Tishman Speyer está investindo R$ 1,5 bilhão na região.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

30.01.15
ED. 5052

Ninguém mexe

Na Caixa Econômica, já se dá como certo que Fabio Cleto, indicado por Eduardo Cunha para a vice-presidência de Governo e Loterias, seguirá firme e forte no cargo se o padrinho vencer a eleição para o comando da Câmara dos Deputados. E se perder também.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.01.15
ED. 5046

Boas vindas

A Caixa Econômica e a Funcef aguardam Miriam Belchior para que seja tomada uma espinhosa decisão: um aporte no fundo de pensão de R$ 4 bilhões, valor ainda inferior ao déficit atuarial registrado pela Funcef entre janeiro e setembro do ano passado, de R$ 4,9 bilhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.04.14
ED. 4843

“Caixa Maravilha”

 A Caixa Econômica Federal vai se juntar a investidores do setor imobiliário para levantar cinco torres comerciais na área do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. O banco deverá entrar na empreitada com duplo chapéu: como financiador e sócio dos projetos. O desembolso da CEF pode chegar aos R$ 500 milhões.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

07.01.14
ED. 4811

Caixa maravilha

A Caixa Econômica vai anunciar em breve um pacote de financiamento para projetos imobiliários no Porto Maravilha, no Rio. O crédito será liberado por meio da emissão de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs).

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.11.13
ED. 4783

Esteves acha um atalho para o Banco Votorantim

 É impressionante como Eike Batista, ou melhor, como a débâcle de Eike Batista faz bem a André Esteves. O banqueiro foi muito bem remunerado para ser adviser de uma reestruturação que sequer chegou a entregar. Só na venda da MPX, teria embolsado aproximadamente R$ 50 milhões, isso para não falar do valor intangível do acesso a s mais intestinas informações do Grupo EBX – um conhecimento que pode ter mil e uma serventias. No entanto, nessa curiosa e bem recompensada convivência, o maior dos ganhos obtidos por Esteves não deverá vir pelo seu figurino de conselheiro. Por vias transversas, Eike tem tudo para ser o responsável pela consumação do maior e mais cobiçado projeto do banqueiro: ser sócio, a um só tempo, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. O “X” da questão é a execução da garantia dada pelo Banco Votorantim ao empréstimo de US$ 228 milhões do BNDES a  OSX. Ao que tudo indica, o pagamento da carta-fiança, anunciado nesta semana, foi a gota d’água na conflituosa sociedade entre o BB e os Ermírio de Moraes, sócios no Votorantim. O desembolso dos US$ 228 milhões praticamente aniquilou qualquer possibilidade de o banco fechar o último trimestre do ano no azul e interromper a longa sequência de prejuízos. Somando-se os balanços de 2011 e de 2012, as perdas chegam a impressionantes R$ 2,2 bilhões. Nos noves primeiros meses deste ano, o déficit acumulado é de R$ 633 milhões. Ressalte-se que a direção do Votorantim teria aprovado a concessão da carta-fiança sem a anuência do BB. O resultado não poderia ser outro. Segundo fontes ligadas a  instituição, a situação acicatou de tal forma o relacionamento entre as partes que já se dá como certo o rompimento – leia-se a saída dos Ermírio de Moraes, que, aliás, querem deixar esse barco não é de hoje. Neste caso, todos os caminhos levam na direção do BTG Pactual. Há tempos que André Esteves se movimenta para fincar sua bandeira no Votorantim – ver RR edição nº 4.374. Desta forma, o dono do BTG fecharia seu tão sonhado Grand Slam bancário, tornando- se parceiro da Caixa, por meio do Banco Pan (o antigo PanAmericano), e do BB, no Votorantim. A partir daí, as derivações não têm limite. Esteves poderia, por exemplo, criar uma holding onde penduraria suas participações nos dois bancos. O passo seguinte? Bem ao estilo do BTG, que tal um IPO desta futura empresa? O disfarçado incesto da banca pública – o banqueiro privado fecha os vértices do triângulo com o BB e a CEF – deixará André Esteves em posição privilegiadíssima no setor. A interseção societária com o BB e a Caixa significará o acesso a dois dos maiores canais de distribuição do varejo bancário no Brasil: a dupla soma mais de oito mil agências. A operação, diga-se de passagem, viria em um momento oportuno. O Pan não é o sofrido Banco Votorantim, mas o BTG também tem suado para colocar a casa em ordem. Um caso emblemático é área de crédito imobiliário. Nem mesmo a coabitação societária com a Caixa tem sido suficiente para alavancar o negócio. Muito pelo contrário. Nos últimos meses, o Banco Pan reduziu a oferta de recursos e adotou critérios mais rigorosos para a concessão de empréstimos, inclusive com a suspensão de uma leva de contratos que já estavam pré-aprovados.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

 Relembrando Drummond: André Esteves assessorou Eike Batista, que tem como um de seus grandes financiadores o Santander, que foi buscar no Banco Votorantim garantias para os empréstimos ao Grupo X, que também deve, e muito, a  Caixa Econômica, que é sócia de Esteves no PanAmericano… Mundo pequeno, não?

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

10.07.13
ED. 4687

Caixa maravilha

Aviso aos navegantes dispostos a atracar no Porto Maravilha, o superprojeto imobiliário e urbanístico na zona portuária do Rio. A Caixa Econômica Federal vai negociar cerca de R$ 300 milhões em Certificados de Potencial Adicional de Construção, os Cepacs. Os títulos poderão ser usados para o financiamento de obras na região.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

31.05.13
ED. 4659

Tishman Speyer finca suas pilastras no Porto do Rio

 A norte-americana Tishman Speyer, uma das mais importantes incorporadoras imobiliárias do mundo, está montando um cantinho para chamar de seu na Zona Portuária do Rio de Janeiro. Faltam poucos tijolos e uma pá de massa para a companhia fechar o que promete ser o seu maior projeto já feito no Brasil: a construção, em uma só tacada, de quatro grandes empreendimentos comerciais na região. O investimento deve passar de R$ 1 bilhão. Parte destes recursos deverá sair do Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha (FII PM), criado pela Caixa Econômica Federal para financiar projetos na área.  A Zona Portuária tornou- se um eldorado imobiliário no Rio de Janeiro. A área está passando por um grande projeto de reurbanização com vistas aos Jogos Olímpicos. Nos últimos cinco anos, o valor do metro quadrado na região já subiu mais de 300%. O empreendimento da Tishman Speyer prevê a construção de quatro torres comerciais de alto padrão. Duas delas ficarão na área conhecida como Porto Maravilha. A terceira será erguida no início da Avenida Brasil, em frente do Porto do Rio. O quarto prédio subirá em frente a  Cidade do Samba, em terreno localizado no chamado Pátio da Marinha.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

20.02.13
ED. 4590

Caixa Econômica cria um clone da “BNDESPar”

 O que veio ao mundo apenas e tão somente como uma inusitada solução para um problema de ordem fiscal e contábil da Caixa Econômica Federal (CEF) está se revelando o ponto de partida para o surgimento de um espelho, ainda que embaçado, da BNDESPar. A direção da CEF discute a criação de um braço de participações nos moldes do musculoso tentáculo do BNDES. A proxy desta nova instituição é a carteira com ações de oito empresas que a Caixa herdou do próprio banco de fomento no fim do ano passado – a transferência foi resultado de uma engenhoca financeira elaborada pelo governo para concluir um aporte de capital de R$ 5,44 bilhões na CEF. Esta coqueteleira societária reúne papéis de titãs empresariais, como Vale, JBS e Petrobras, e de companhias que, embora estejam alguns degraus abaixo, são players importantes em seus respectivos setores – Cesp, Paranapanema, Romi, Metalfrio e Mangels. O governo usaria está espécie de “Caixa Participações” como mais um instrumento de capitalização da empresa nacional. Ou seja: o país passaria a ter não apenas um, mas, sim, dois grandes agentes dedicados ao fortalecimento da indústria local através do mercado de capitais. Seria o luxo do luxo em se tratando de uma nação que já tem uma instituição de fomento com orçamento superior ao do Banco Mundial, como é o caso do BNDES.  Ressalte-se que este novo braço de participações da CEF não teria qualquer ligação com a CaixaPar. A instituição foi criada em 2008, durante o governo Lula, com o objetivo de estimular novos investimentos no mercado imobiliário mediante a compra de participações em empresas do setor. No entanto, este apêndice da Caixa Econômica supurou. De um lado, não cumpriu sua missão original, pouco, ou nada, ajudando no robustecimento da construção civil; do outro, tornou-se um Frankenstein societário, ao reunir sob seu teto participações em empresas de setores díspares, como o Pan- Americano, e a CPM Braxis, da área de TI.  A criação desta unidade de participações da Caixa vai ao encontro dos planos do governo não apenas de promover o fortalecimento de grupos nacionais, mas também de tornar o mercado de capitais mais musculoso. O novo braço da CEF poderá estimular o financiamento de empresas mediante o lançamento de títulos em Bolsa, notadamente debêntures conversíveis em ações. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas, diante desta iminente duplicidade de agentes de fomento, há uma pergunta que não quer calar: como e onde ficará a fronteira entre o BNDES e a Caixa? Isso se ela existir. Vai ser, no mínimo, curioso se a CEF também decidir escolher seus próprios cavalos campeões no meio empresarial. Haja raia para tanto alazão!

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.01.13
ED. 4570

Caixa Econômica Federal

 Geddel Vieira Lima, responsável pela área de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, está batendo de frente com Marcio Percival, vice de finanças e espécie de primeiro-ministro do banco. Como se Geddel tivesse bala para tanto. O ex-deputado federal está entalado na garganta do governo desde que apoiou ACM Neto no segundo turno das eleições para a prefeitura de Salvador.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

13.11.12
ED. 4527

Caixa Econômica

 A cabeça do diretor de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, o peemedebista Geddel Vieira Lima, já está em uma bandeja de prata sobre a mesa de Dilma Rousseff. É o pagamento pelo pecado de ter apoiado ACM Neto na eleição em Salvador. Mas, logo, logo, vem mais um peemedebista por aí.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

09.10.12
ED. 4504

Título sem fundo

 Ainda é cedo para se dizer que a CEF fez um mau negócio. Mas os Cepacs, títulos relacionados a  construção de imóveis em áreas urbanas remodeladas, são uma nota furada. Por ora, não entrou um único centavo privado nos fundos que o banco criou com Cepacs do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. O negócio deverá ser retomado apenas em 2013. Procurada, a Caixa silenciou.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.