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26.09.17
ED. 5712

Confissão

A Camargo Corrêa estaria negociando um acordo de leniência com o Cade, que investiga a formação de cartel nas obras do Arco Metropolitano do Rio. Comparado à Lava Jato, será a confissão de um pecadilho.

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22.08.17
ED. 5688

Lobby do cimento

A mobilização do Sindicato Nacional da Indústria Cimenteira, que tem enviado ao Cade estudos para mostrar a perda de competitividade das empresas do setor, colocou uma pulga atrás da orelha dos conselheiros do órgão antitruste. A leitura é que as cimenteiras estariam preparando o terreno para justificar alguma grande operação de M&A e a consequente concentração de mercado. Pode ser apenas uma cisma. Ou não. Não custa lembrar que, em 2014, o Cade multou Votorantim, Camargo Corrêa, Cimpor e cia. em R$ 3,1 bilhões por formação de cartel. E tem sido extremamente rigoroso ao analisar o impacto de fusões globais no mercado brasileiro, vide a operação Lafarge Holcim.

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21.08.17
ED. 5687

Mais uma pedra no caminho do Ultra e da Liquigás

Os revendedores de GLP estão torpedeando a venda da Liquigás para o Grupo Ultra junto ao Cade. Na semana passada, a Abragás, entidade que reúne as empresas do segmento de revenda, enviou ao órgão antitruste estudo sobre o grau de concentração de mercado que resultará da operação. O RR teve acesso ao documento. A Abragás põe foco, principalmente, na concentração de mercado em alguns dos maiores estados do país, a começar por São Paulo, onde a dupla Liquigás/Ultragaz passará dos 60%. A julgar pelo recente veto às fusões entre Ipiranga e Ale e Kroton e Estácio, o que não falta ao Cade é gás para brecar a operação e manter as duas empresas em botijões separados.

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02.08.17
ED. 5674

Ipiranga, Ale e o risco de uma pane seca

Nos últimos dois dias, postos bandeira branca abasteceram os conselheiros do Cade com uma saraivada de pareceres técnicos no intuito de comprovar os efeitos nocivos da associação entre Ipiranga e Ale. Estudos mostram que o preço dos combustíveis podem subir até 10%. Não é exagero dizer que estes estabelecimentos vivem hoje o seu Dia D. Ao abrir o julgamento da fusão Ipiranga/Ale, em certa medida o órgão antitruste estará decidindo o futuro dos postos sem bandeira fixa. A Ale abastece mais da metade destas unidades em todo o país – no Nordeste, este índice passa dos 70%. Só que a Ipiranga não distribui combustível para os revendedores bandeira branca. E, ao que tudo indica, o mesmo passará a ocorrer com a Ale em caso de incorporação, o que obrigaria estes postos (mais de 16 mil) a se amarrarem à marca de um dos grandes grupos do setor.

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25.07.17
ED. 5668

Raízen e Cade travam duelo na Justiça

A expectativa no Cade é que, ainda neste ano, a Justiça dê um desfecho a uma novela que se arrasta desde 2015. Naquele ano, o órgão antitruste condenou a Raízen a pagar uma multa de R$ 31 milhões por prática anticoncorrencial. Segundo o Cade, a distribuidora coagiu postos da bandeira Shell de São Carlos (SP) a praticarem preços predefinidos. Desde então, a Raízen tenta derrubar a decisão na Justiça. Até agora, em vão. A 29a Vara Federal do Rio de Janeiro ratificou o entendimento do colegiado do Cade. A questão agora está no Tribunal Regional Federal da 2a Região. O recurso, inclusive, já poderia ter sido julgado. No entanto, em 6 de março deste ano, o desembargador Aluisio Castro Mendes declarou sua suspeição para atuar no caso, por “motivo de foro íntimo”, o que forçou a redistribuição do processo. As provas contra a companhia colhidas pelo Cade são contundentes. No melhor estilo Joesley, o dono de um posto da bandeira Shell gravou conversa com um representante da distribuidora tentando impedi-lo de fazer promoções e baixar o preço dos combustíveis. Procurado pelo RR, o Cade confirmou a condenação e os recursos impetrados pela companhia na Justiça. A Raízen, por sua vez, não quis se pronunciar.

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14.07.17
ED. 5661

Arco da velha

O Ministério Público do Rio e o Cade têm alimentado um ao outro com saborosas informações sobre a construção do Arco Metropolitano do estado. Já são 29 empresas, entre construtoras e fornecedoras de serviço, na alça de mira. O Cade apura a formação de cartel nas obras, liderado por oito empreiteiras – como o próprio órgão antitruste confirmou ao RR. O mais quente, no entanto, está com o MP, que, só para não variar, investiga o pagamento de propinas a integrantes do governo de Sérgio Cabral. Em sua delação premiada, executivos da Odebrecht já deram a pista do caminho do dinheiro.

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07.07.17
ED. 5656

Efeito Kroton

O revés da operação Kroton/Estácio no Cade acendeu todos os sinais de alerta no Ultra. O RR apurou que o grupo deverá se antecipar e apresentar ao órgão antitruste uma proposta na tentativa de viabilizar a fusão entre a Liquigás e a Ultragaz, sua controlada. A contrapartida envolve a venda de ativos nos cinco estados em que a nova empresa tiver participação de mercado próxima de 60% (Goiás, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo) – ver RR edição de 19 de junho.

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26.06.17
ED. 5647

Fundo de Cingapura é o novo adversário da Kroton

A Kroton está prestes a ser abalroada por dois bólidos: de um lado, o Cade; do outro, o GIC, que surge como novo consolidador do mercado de educação. O fundo soberano de Cingapura se aproveita do duplo chapéu de acionista tanto da Cruzeiro do Sul Educacional quanto da Somos Educação para costurar a associação entre as duas companhias. Da primeira, os asiáticos têm 40%; da segunda, 18%. As tratativas são conduzidas por Eduardo Samara, que assumiu, em fevereiro, o posto de vice-presidente sênior do GIC no Brasil.

A proposta de fusão conta com o apoio de outros acionistas das duas empresas, sobretudo daqueles que mais pesam na balança, tanto de um lado quanto do outro: pela Cruzeiro do Sul, as famílias Figueiredo e Padovese, fundadoras e ainda acionistas majoritárias; pela Somos, a Tarpon Investimentos, dona de 74,8% da companhia. Todos, assim como a própria GIC, teriam uma participação relevante na nova empresa. As duas redes de ensino vivem circunstâncias distintas. Desde que assumiu o controle da antiga Abril Educação no lugar dos Civita, há pouco mais de dois anos, a Tarpon corta um dobrado para colocar o negócio nos eixos. Em 2015, amargou um prejuízo de mais de R$ 600 milhões.

No ano passado, à custa de muitos cortes, conseguiu reduzir as perdas para R$ 70 milhões. Nesse período, ainda teve de desmantelar um esquema montado por alguns funcionários da Somos para a compra irregular de material no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático (PNDL). A Cruzeiro do Sul tem tirado melhores notas no quesito performance financeira.

Nos últimos dois anos, teve um lucro combinado de quase R$ 150 milhões. Ainda assim, falta-lhe escala e capilaridade para concorrer com os grandes grupos do setor – sua atuação está praticamente restrita a São Paulo. Há pelo menos dois anos, as famílias Figueiredo e Padovese alimentam a ideia do IPO do grupo. No entanto, a chegada do GIC, que, em janeiro deste ano, comprou a participação do fundo inglês Actis, colocou no horizonte a possibilidade de fusão com a Somos. A combinação resultaria em um grupo com um Ebitda de mais de R$ 600 milhões e um faturamento de R$ 2,6 bilhões, a números de 2016 – para efeito de referência, algo como um terço da receita somada de Kroton e Estácio.

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19.06.17
ED. 5642

Cade lança uma faísca sobre o botijão da Ultragaz

O Grupo Ultra está prestes a sofrer um duro revés no Cade. Segundo informações filtradas da própria autarquia, o Departamento de Estudos Econômicos do órgão antitruste deverá recomendar a adoção do critério de concentração por estado no julgamento da venda da Liquigás para a Ultragaz. Se os conselheiros acatarem o parecer, são praticamente nulas as chances de aprovação do negócio sem restrições.

Em pelo menos cinco estados brasileiros, a dupla soma mais de 50% de participação no mercado de GLP: Goiás, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Neste último, o market share beira os 60%. É exatamente onde o botijão da Ultragaz mais pode “vazar”. O maior receio da companhia é que o Cade, entre outras exigências, determine a venda de parte da operação no maior mercado consumidor do país.

Consultado, o Cade informou que ” não comenta aspectos de mérito sobre operações em análise.” O Ultra não se pronunciou. Os advogados da Ultragaz defendem que o julgamento se dê com base nas vendas por município. Por sua vez, as concorrentes alegam que o Grupo Ultra quer impor um truque de ilusionismo para mascarar a concentração de mercado da nova empresa. Não são poucos os adversários. Os dois mais combativos são a Supergasbrás, leia-se a holandesa SHV, e a Copagaz, do empresário Ueze Zahran.

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05.06.17
ED. 5633

Galindo quer dar um clinch no Cade

O presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, tenta convencer o Cade a adiar por 30 dias o prazo final para o julgamento da fusão com a Estácio, previsto para 27 de junho. Para todos os efeitos, alega que os advogados da companhia precisam de mais tempo para ajustar a defesa com base nas novas regras para o ensino a distância, publicadas pelo Ministério da Educação no último dia 26 de maio. No entorno de Galindo, há quem associe a manobra a uma confissão de que a batalha está perdida, mesmo após o executivo ter contratado todos os ex-dirigentes do Cade para defender a causa da Kroton. As sinalizações são desfavoráveis para o polvo da educação.

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07.04.17
ED. 5595

Ipiranga vive um momento de alta combustão

Onde tem uma distribuidora de combustíveis que vem perdendo market share, enfrenta percalços com seus revendedores e, ainda por cima, corre o risco de ver seu maior investimento barrado pelo Cade? Pergunta lá no posto Ipiranga. Por trás do bordão publicitário mais conhecido do Brasil, encontra-se uma companhia fora da sua zona de conforto. Enquanto o órgão antitruste não dá seu veredito em relação à compra da Ale, a Ipiranga está no meio de uma dura rodada de negociações com os postos que usam sua bandeira – estima-se que um quinto dos contratos vença neste ano.

A companhia controlada pelo Grupo Ultra tem sido inflexível na negociação dos preços dos combustíveis e dos prazos de pagamento. A postura pode ter um efeito colateral: não são poucos os postos assediados por concorrentes, notadamente a Raízen, que tem colocado sobre a mesa luvas razoavelmente generosas para convencê-los a trocar de bandeira. Este, aliás, é um ponto nevrálgico que a Ipiranga terá de distensionar caso a compra da Ale seja aprovada pelo Cade.

Há uma considerável diferença na composição das duas redes de revenda. Cerca de 30% da base de distribuição da Ale são postos de bandeira branca, para os quais o preço fala muito mais alto do que qualquer acordo de fidelidade. No caso da Ipiranga, esse índice é de apenas 5%. A empresa terá dificuldade de segurar os “infiéis”, uma vez que os seus preços, hoje, são mais altos do que os praticados pela Ale.

A rígida posição da Ipiranga na negociação com os revendedores tem uma premissa: preservar as margens de lucro a qualquer custo, nem que para isso o preço seja deixar alguns postos menos rentáveis pelo acostamento. A companhia tem uma perfomance a zelar: em 2016, seu Ebitda cresceu 11%. Só os executivos da Ipiranga sabem o quanto tiveram de suar para entregar este resultado em um ambiente econômico tão desfavorável.

Não fosse o notório padrão Ultra de gestão, dificilmente esse número teria sido atingido. Até porque a empresa passa por um raro momento de estiagem, com perda de participação em alguns segmentos. Nas vendas da gasolina, seu market share caiu de 20,7% para 20% ao longo do último ano – a BR Distribuidora, mesmo com o seu “vende, não vende”, recuperou dois pontos percentuais. Na comercialização de etanol, a fatia da Ipiranga caiu de 19% para 17%.

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05.04.17
ED. 5593

Os reforços da Kroton

O presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, montou uma tropa de ex-conselheiros do Cade para defender a fusão com a Estácio. Mas o maior reforço atende por José Eduardo Cardoso e tem a assinatura de Walfrido Mares Guia, um dos controladores da Kroton e desafeto de Galindo.

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30.03.17
ED. 5589

Estranha aritmética

Uma fonte do RR que auxilia as negociações entre a Kroton e a Estácio jura por todos os santos que há uma cláusula draconiana no acordo de fusão entre as duas empresas. Diz a fonte que se o Cade fizer exigências restritivas capazes de derrubar o faturamento do grupo em mais de 15%, a Kroton pode cancelar o agrément sem pagar multa. Já a Estácio terá de desembolsar R$ 150 milhões se desistir da operação pelos mesmos motivos da Kroton. O RR acha bem esquisito os dois pesos, mas registra o estranho acordo.

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16.03.17
ED. 5579

Estácio é uma maldição na vida de Rodrigo Galindo

O presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, chamaria o padre Merrin, o “Exorcista”, para extirpar a Estácio da sua vida caso tivesse o condão de transformar ficção em realidade. A empresa carioca demoniza a trajetória profissional de Galindo, rebaixado de cardeal para diácono devido a uma série de equívocos – e infortúnios, vamos admitir – desde que a instituição atravessou o seu caminho. O outrora bem-sucedido executivo tem sido visto como “incapacitado” – palavra de um dos acionistas – para conduzir com êxito a aquisição da empresa.

O adjetivo “incapacitado” não diz respeito a uma única voz. Galindo encontra-se sem apoio da maior parte dos controladores – leia-se os fundos Oppenheimer e Coronation. Galindo, que deitou na fama com a compra da Anhanguera, quis replicar a fórmula com a Estácio. Na primeira aquisição, apresentou uma defesa no Cade que continha dribles razoáveis sobre a acusação da Kroton tornar-se acintosamente dominadora do setor.

Galindo se apoiava em números bem menores de concentração do mercado e previa a venda de ativos de ensino a distância. Segundo fonte do Cade, estão na mesa duas hipóteses mefistofélicas para a Kroton: ou o Conselho desaprova a junção, o que é bastante provável, ou impõe restrições que inviabilizam o acordo, o que é mais provável ainda. Este último ponto tem um complemento: se a perda de receita com a venda de ativos for superior a 15%, qualquer uma das partes pode rescindir a operação sem pagamento de multa.

Galindo ganhou também a maldição de Walfrido dos Mares Guia, um dos controladores da Kroton. Quem conhece o ex-ministro sabe que ele é jeitoso, se relaciona bem. Com Galindo, Walfrido foi duro e deixou claro que é ele quem vai tratar do imbróglio Estácio/Cade. O ex-ministro aposta nas articulações políticas em Brasília para neutralizar a ação de grupos concorrentes, como a Ser Educacional e a Anima. Estes dois visitaram ministros e parlamentares para mostrar que a fusão da Kroton com a Estácio está criando um monstro monopolista.

A Superintendência Geral do Cade deu parecer recomendando pesadas restrições à fusão, o que deverá precipitar a decisão dos conselheiros. Até mesmo o preenchimento das duas vagas abertas na autarquia é uma incógnita. Não há nomes definidos e nem prazo para escolhê-los. Dependendo de quem entrar, poderia haver uma compreensão diferente do caso. Com os cinco conselheiros atuais, o jogo está praticamente perdido. Resta ver se Walfrido reencarna o Padre Merrin e exorciza o atual Cade. Galindo que cuide da sua própria sorte.

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15.03.17
ED. 5578

Desconstruindo a Ale

A aprovação do Cade pode até sair, mas a direção do Grupo Ultra já se pergunta se a compra da Ale valerá a pena diante das condições que deverão ser impostas pelo órgão antitruste. No Ultra, o maior temor é que o Cade determine a venda de parte da rede de postos no Sudeste.

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17.02.17
ED. 5563

BM&F e Cetip jogam seu naipe de ases

Por mais paradoxal que possa soar, ao pedir ao Cade a prorrogação do prazo por mais 60 dias, BM&F Bovespa e Cetip lançaram uma cartada na tentativa de antecipar o julgamento da fusão entre ambas. Explica-se. O dead line está previsto para o próximo dia 23 de fevereiro, mas as duas empresas identificaram a disposição do próprio Cade de estender a análise do processo por mais 90 dias – conforme antecipou o RR na edição de 27 de janeiro. Se isso acontecer, o veredito só sairá no fim de maio. Daí a manobra da dupla. Se o pedido de adiamento feito pelas companhias for aceito pelo Cade, o calendário muda automaticamente e o julgamento ocorre até o fim de abril quem sabe até mesmo antes da antes da assembleia geral de acionistas da BM&F Bovespa, prevista para o dia 28 do mês? Não custa tentar…

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15.02.17
ED. 5561

Kroton inicia o ano com notas baixas no Fies

Rodrigo Galindo, CEO da Kroton, começa o ano letivo com notas baixas. No momento em que o Cade ameaça dar um zero para a fusão com a Estácio, Galindo enfrenta também números frustrantes em relação ao Fies. Neste primeiro semestre, a Kroton registrou o menor volume de contratos do Fundo de Financiamento Estudantil dos últimos cinco anos.

Foram 15.004 novos alunos, praticamente a metade dos 29.789 contabilizados no início de 2016. A um tíquete-médio mensal de R$ 794,30 por estudante, significa uma perda de faturamento de R$ 145 milhões ao longo de um ano. Procurada pelo RR, a Kroton confirma o número de inscrições pelo Fies. Mas afirma que “a taxa de conversão de matrículas (que mede a relação entre o número de potenciais candidatos a uma vaga e o de alunos efetivamente inscritos) foi positivo”. Está feito o registro.

O Fies representa aproximadamente 10% da receita da Kroton. Poderia ser mais se a empresa não tivesse perdido tanta participação na divisão do bolo. Em relação a janeiro do ano passado, sua participação sobre o número total de inscritos no Fies recuou de 11,9% para 9,8%. Se alguém perde, outro vem e acha. Foi o caso da Ser Educacional, que saiu de 6% para 8%. Esse pêndulo reflete uma fragilidade geoeconômica da Kroton. Os critérios para a divisão de vagas do Fies têm privilegiado os pedidos de financiamento em regiões mais carentes como o Norte e Nordeste, áreas onde o grupo tem uma operação modesta se comparada à sua estrutura no Sudeste e Sul do país.

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10.01.17
ED. 5535

Bolso forrado

A Kroton está pedindo R$ 1,5 bilhão pela operação de ensino a distância da Estácio. A venda é condição sine qua nom para que a associação entre os dois grupos seja aprovada pelo Cade.

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