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estreambiental-rr-5636
06.06.17
ED. 5634

Venda da Estre Ambiental é um rio contaminado pela Lava Jato

O empresário Wilson Quintella Filho tem duas prioridades cruciais neste momento: desvencilhar-se da Lava Jato, que insiste em arrastá-lo para o seu redemoinho, e encontrar um comprador para a Estre Ambiental, uma das maiores empresas privadas de saneamento do país. A primeira questão interfere decisivamente na segunda. Interessados na companhia existem. Segundo o RR apurou, há canais abertos de negociação com a espanhola Acciona e a canadense Brookfield.

A mexicana Pasa, que no ano passado esteve muito perto de se associar à Estre, ainda corre por fora. No entanto, mais do que a elevada dívida, que já estaria na casa de R$ 1,5 bilhão, a pressão dos bancos credores e os maus resultados da companhia, o maior entrave à venda do controle vem de outra direção. Todos os resíduos e dejetos da Estre Ambiental parecem escoar para um único local: Curitiba.

O turbilhão da Lava Jato ameaça invadir a Estre dos mais diversos lados. Pode vir dos depoimentos de Fabio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa e ex-gestor do FI-FGTS, ao qual a companhia solicitou um aporte de R$ 500 milhões, que acabou não se realizando; ou de uma eventual delação do próprio Eduardo Cunha, o condutor dos passos de Cleto, a quem, digamos assim, recomendou que aprovasse a capitalização da empresa. O maior risco, no entanto, está dentroda própria Estre: o BTG, importante sócio da companhia, com 27,4% do capital.

Os persistentes rumores de que André Esteves já teria feito um acordo de delação premiada calam fundo em Wilson Quintella. É por ali que um veio de lama pode invadir os reservatórios da Estre. Enquanto a venda não sai e o fantasma da Lava Jato espreita à porta, a Estre Ambiental acumula prejuízos.

Até o momento, a empresa não divulgou os resultados de 2016, mas é pouco provável que tenha conseguido estancar a sangria dos anos anteriores: as perdas somadas entre 2013 e 2015 passaram dos R$ 800 milhões. O passivo, por sua vez, teria superado a marca de 3,5 vezes o Ebitda. Wilson Quintella Filho quer distância desta água barrenta. Por todos os motivos.

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05.06.17
ED. 5633

Esteves ganha espaço

Com a deserção de sócios e a iminente saída de outros, a participação de André Esteves no BTG está aumentando. Já foi bem mais glamouroso ser partnership do banco.

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09.05.17
ED. 5614

BTG Digital

Cinco meses após abrir seu banco digital, o BTG vai avançar mais algumas casas na operação. Hoje praticamente restrita a investimentos, a plataforma está sendo preparada para possibilitar outras transações, como empréstimos e venda de seguros.

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btg-rr-5560
14.02.17
ED. 5560

André Esteves back to the game?

Há uma certa expectativa de que André Esteves ressurja das brumas da Lava Jato amanhã, participando da divulgação dos resultados do BTG e da teleconferência com analistas. Por ora, os acionistas estão rachados em relação ao retorno de Esteves à ribalta. Quem defende sua exposição entende que o banqueiro não tem nada a temer, e a inclusão do seu nome na Lava Jato foi um equívoco. Já estaria mais do que na hora de virar a página e seguir em frente. A presença de Esteves também seria oportuna para demonstrar a unidade dos acionistas no momento em que um dos sócios, o ex-chefe de fusões e aquisições, Marco Gonçalves, foi praticamente expulso em um episódio controverso de inadimplência de um valor ínfimo frente às cifras auferidas pelos donos do BTG. O RR torce pela reaparição do destemido banqueiro.

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02.02.17
ED. 5552

Hora da verdade

Maio é o dead line da Leader Magazine, segundo informações filtradas junto à própria empresa. Este é o tempo que Fabio Carvalho, novo controlador da rede varejista, se deu para renegociar as dívidas de R$ 1 bilhão. Caso contrário, a companhia deverá partir para a recuperação judicial. É a herança da gestão BTG, ex-acionista da Leader.

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JHSF-rr-5548
27.01.17
ED. 5548

Sócios da JHSF querem distância do “Risco Auriemo”

Há uma intentona em curso na JHSF, uma das maiores administradoras de shopping centers do país. Sócios da companhia exigem que José Auriemo Neto se afaste imediatamente da presidência do Conselho de Administração, ao menos até que todas as investigações das quais é alvo sejam concluídas. A pressão vem dos mais diversos lados: desde o BTG, acionista minoritário da companhia e hoje, depois de tudo que passou, paranoico com sua imagem corporativa, à israelense Gazit-Globe, uma das maiores gestoras de shoppings do mundo e sócia da JHSF no Cidade Jardim.

Passa também por gestoras que se uniram a Auriemo em fundos de participações criados para empreendimentos específicos, caso da Rio Bravo, vendida recentemente por Gustavo Franco à chinesa Fosun. Segundo o RR apurou, a Gazit-Globe já teria cogitado até se desfazer da sua participação de 33% no Cidade Jardim. Procurada, a companhia israelense nega a venda. O fato é que o grupo responde a rígidas normas de compliance nos 20 países em que atua, incluindo os Estados Unidos.

É a ditadura do “diga-me com quem andas que eu te direi quem és”. Os sócios do empresário compartilham o receio de serem atingidos pelos recorrentes escândalos judiciais que cercam Auriemo. O castigo pode vir tanto pela esfera criminal quanto pelo bolso, devido ao potencial impacto destrutivo das acusações sobre os negócios e o próprio valor de mercado da JHSF.

É sintomático que José Auriemo tenha fechado um acordo de delação no âmbito da Operação Acrônimo e assumido as doações ilegais para campanha política, uma nítida estratégia jurídica para preservar suas empresas. A manobra, no entanto, não apaga a sequência de escândalos que cercam o empresário e a JHSF. As acusações respingam até no ministro da Justiça, Alexandre de Moraes.

Em 2010, logo após deixar o cargo de Secretário Municipal de Transportes, Moraes advogou para a JHSF em um processo contra a própria Prefeitura de São Paulo. Ao que consta, rodopiou na porta giratória entre a gestão pública e a iniciativa privada sem cumprir quarentena. À época, a JHSF enfrentava dificuldades na obtenção do alvará para a construção do Shopping Metrô Tucuruvi. O projeto saiu do papel, a companhia até já vendeu o shopping, em 2013, mas as suspeitas persistem. No ano passado, investigadores da Acrônimo encontrou pagamentos de R$ 4 milhões feitos, entre 2010 e 2014, pela JHSF ao escritório de Moraes.

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20.01.17
ED. 5543

Que Deus a ouça…

As empreiteiras tiveram uma rara boa notícia, vinda da vice-presidente da Moody ́s Cristiane Spercel. Ontem, durante café da manhã com executivos do BTG, Cristiane afirmou com todas as letras que os projetos paralisados em função de atrasos de pagamento serão retomados. E cravou que as construtoras voltarão aos leilões de concessões.

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12.01.17
ED. 5537

Ansiolítico

A BR Pharma, leia-se BTG, teria oferecido o controle da rede de drogarias Big Ben para a norte-americana CVS. Com mais de 260 farmácias, a bandeira esteve perto de ser vendida para o Grupo Ultra. No entanto, as negociações foram suspensas no fim do ano passado por falta de acordo em relação ao preço.

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29.12.16
ED. 5527

Do ônus ao bônus

Os sócios do BTG discutem a retomada do pagamento de bônus aos administradores em 2017. O valor simbólico é grande: o variável está suspenso desde que o mundo do banco quase caiu.

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21.11.16
ED. 5499

Domínio do fato

 Mesmo após a venda da Leader Magazine, a turbulenta passagem pela companhia ainda rende sérios problemas ao BTG. O Banco IBM está entrando na Justiça para cobrar um empréstimo de R$ 65 milhões não honrado pela rede varejista. Alega que o BTG era o controlador da Leader e, em última instância, responsável pelo pagamento do débito.

• Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BTG Pactual e Banco IBM.

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11.11.16
ED. 5494

Questão de saúde

• Abilio Diniz só pensa em saúde, mais precisamente nas redes de drogarias da BR Pharma/BTG. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Península Participações e BR Pharma.

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unimed-rr-03
26.10.16
ED. 5483

Teuto e Medley chegam ao seu prazo de validade

  A Pfizer e os herdeiros do empresário Valterci de Melo – donos, respectivamente, de 60% e 40% do Teuto – vão anunciar até o início de dezembro a venda do controle do laboratório. Estima-se que a operação, conduzida pelo JP Morgan e pelo BTG, fique em torno de R$ 1 bilhão. Dos seis concorrentes que iniciaram a disputa apenas três entraram na reta final: as gestoras norte-americanas Advent e Bain Capital e a indiana Torrent Pharmaceuticals, já presente no Brasil. A venda do Teuto encerrará uma relação societária esquizofrênica: desde que se uniram, em 2010, a Pfizer e a família Melo vivem num ambiente de hostilidade mútua e alguma dose de paranoia. Os norte-americanos sempre alimentaram a suspeita de que os sócios, à frente da gestão, usaram de artifícios contábeis para inflar os números da companhia e, com isso, aumentar o valor de venda dos seus 40%. Em meio às enfermidades societárias, o Teuto vem apresentando um desempenho financeiro frustrante. Para não perder mercado, abusou de uma agressiva política de preços nas negociações com o varejo – em alguns casos de até 80% –, asfixiando sua rentabilidade. Sua margem Ebitda, que, há dois anos, beirava os 30%, já estaria abaixo dos 15%, o menor índice desde 2012. Procurado, o Teuto não quis comentar o assunto. Torrent, Advent e Bain Capital também não se pronunciaram.  A venda do Teuto terá razoável impacto no mercado de genéricos – segmento responsável por mais de 60% do seu faturamento (R$ 560 milhões no ano passado). O laboratório é o oitavo maior fabricante de medicamentos sem patente do país. Foi exatamente este o fator que atraiu para a disputa a Torrent Pharmaceuticals, que fatura mais de US$ 3 bilhões por ano em todo o mundo. O grupo, que atua há 14 anos no mercado brasileiro apenas importando medicamentos da Índia, está decidido a ter uma produção própria de genéricos no país. O apetite dos indianos pode ser medido pela sua presença nas duas grandes operações de M&A em curso no setor. Além da proposta pelo Teuto, a Torrent também estaria em conversações com a Sanofi Aventis, que teria colocado à venda o controle do Medley – outros candidatos seriam os laboratórios brasileiros Cimed e Aché. Consultada, a Sanofi “não confirma que o Medley esteja à venda”. Cimed e Aché não se pronunciaram.  Esta, sim, seria uma operação capaz de chacoalhar o ranking do mercado brasileiro de genéricos. O Medley é o segundo maior fabricante do país, atrás apenas da EMS . Neste ano, deverá faturar mais de R$ 1 bilhão no segmento. Para o Aché, por exemplo, a aquisição valeria a liderança na venda de genéricos no Brasil, com mais de R$ 1,5 bilhão de receita anual. A exemplo do Teuto, o Medley desperta a cobiça da concorrência mais pela sua estratégica posição de mercado do que exatamente pela performance financeira. O futuro controlador terá trabalho: o laboratório dá prejuízo há dois anos, apesar da profunda reestruturação conduzida pela Sanofi Aventis. Os franceses perderam mais tempo tentando consertar a herança que receberam do que pensando na expansão do negócio. A Medley tinha uma pesadíssima estrutura de custos. Por custos, entenda-se não apenas os corporativos como os de seus controladores. Em um ano, o laboratório teria desembolsado quase R$ 100 milhões para pagar despesas pessoais da família Negão, sua antiga controladora.

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