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planos
24.04.17
ED. 5604

BR Pharma busca um remédio para a dívida

Fechar a compra da BR Pharma e de suas 822 drogarias foi a parte mais simples da história. A Lyon Capital, gestora do ex-CEO da WTorre Paulo Remy, já começou a peregrinação por bancos e fornecedores para renegociar as dívidas de curto prazo da rede de drogarias, na casa dos R$ 600 milhões. Entre os maiores credores estão Itaú, Santander e Banco do Brasil. Na tentativa de mostrar que “as coisas mudaram na BR Pharma”, a Lyon Capital vai apresentar um plano para a redução dos prejuízos da empresa, incluindo o aperto dos custos operacionais e o fechamento de drogarias deficitárias. É o que não falta: no ano passado, a BR Pharma teve um prejuízo de R$ 630 milhões. Por essas e por outras é que o BTG Pactual praticamente pagou para se desfazer da rede. O banco transferiu a BR Pharma para a Lyon por um valor simbólico e ainda se comprometeu a financiar a varejista com a compra de até R$ 400 milhões em debêntures nos próximos 30 anos.

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16.03.17
ED. 5579

Cedae entre o ideal e o real

A falta de um marco regulatório para a área de saneamento ameaça tirar preciosos bilhões do corroído cofre dos estados. Que o diga um dos mais combalidos de todos, o Rio de Janeiro. Segundo relatório que começou a ser enviado pelo BTG Pactual a seus clientes na semana passada, a privatização da Cedae tem potencial de gerar até R$10 bilhões caso seja realizada após a regulamentação dos serviços no setor. É quase o triplo do valor que o estado espera arrecadar com o atual modelo de venda da estatal – cerca de R$ 3,5 bilhões. A questão é casar o timing do governo federal, que trabalha a passos lentos na reconstrução do marco regulatório, com a desesperadora situação fiscal do Rio. Não há qualquer previsão de envio do projeto para o Congresso.Em tempo: no paper, o BTG aponta as empresas do setor elétrico como potenciais candidatas à compra das estatais de saneamento, em razão da sinergia entre ambas, notadamente no caso das companhias de geração hidrelétrica.

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btg-pactual-ipo
10.03.17
ED. 5575

Prudential e Chubb avançam sobre participação do BTG

O frustrado acordo com a francesa CNP Assurances é página virada. O BTG Pactual já teria retomado as negociações para a venda da sua participação de 51% na Pan Seguros e na Pan Corretora. Segundo o RR apurou, o banco estaria em conversações com as norte-americanas Prudential e Chubb, que recentemente se uniu à suíça Ace. A operação gira em torno dos R$ 700 milhões.

O BTG já teria também acertado os ponteiros com a sócia Caixa Econômica, dona dos 49% restantes nas duas instituições. Os dois bancos deverão vender conjuntamente suas ações na seguradora e na corretora. Procurados, BTG e Prudential negaram as negociações. Já a Chubb não quis comentar o assunto.

A exigência de tag along feita pela Caixa Econômica teria inviabilizado o acerto entre o BTG Pactual e a CNP Assurances, que se recusou a comprar os 49% do banco estatal na Pan Seguros e na Pan Corretora. Neste caso, tudo leva a crer que o BTG pagou o preço pela conturbada relação entre os franceses e a própria Caixa. A CNP é controladora da Caixa Seguridade, com 51,75% do capital.

Desde o ano passado, tenta antecipar a renovação do contrato que lhe dá exclusividade na venda de seguros nas agências da CEF – o atual vence em 2021. Consta que a Caixa Econômica pediu mais do que os R$ 10 bilhões oferecidos pelos franceses para a renovação do contrato, R$ 2 bilhões a mais do que o valor do acordo em vigor. O banco estatal teria exigido ainda o pagamento antecipado de metade da cifra. A CNP discordou das condições impostas pela Caixa e interrompeu as tratativas.

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06.03.17
ED. 5571

Sócios do BTG desembarcam da Mitsubishi

A BTG MB, uma espécie de country club que reúne investimento sortidos dos sócios do BTG Pactual, estaria em busca de um comprador para a sua participação de 20% na MMC Automotores do Brasil, que representa a Mitsubishi no país. O negócio nasceu, sobretudo, da relação de amizade entre André Esteves e o empresário Eduardo Souza Ramos, a face da montadora japonesa no país. Procurado, o BTG nega a venda. Já a Mitsubishi não quis se pronunciar. Em tempo: a MMC também tem seus percalços com a Justiça, guardadas as devidas proporções em uma escala até maior. Dois de seus executivos, Robert de Macedo Rittcher e Paulo Arantes Ferraz, já foram condenados a quatro anos e dois meses de prisão no âmbito da Operação Zelotes por participar do esquema de pagamento de propinas a conselheiros do Carf.

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09.02.17
ED. 5557

BTG poda suas florestas

O BTG Pactual pretende vender seus ativos florestais na Estônia, na Hungria e na África do Sul. Coisa de US$ 200 milhões. São folhas de outono se comparadas à carteira total do banco no setor, avaliada em US$ 3 bilhões. A maior parte do 1,5 milhão de hectares sob gestão do fundo BTG Pactual Timberland está concentrada no Brasil, Estados Unidos e Uruguai.

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btg-rr-02
02.12.16
ED. 5508

BTG Pactual prepara seu retorno ao game das aquisições

O RR tem lá suas diferenças com o BTG Pactual, mas não se pode negar que o banco superou uma grave crise institucional, convenceu o mercado da sua capacidade de ajuste e, de quebra, recuperou a autoestima – os problemas de André Esteves já foram individualizados e serão resolvidos no devido Foro. No entanto, na percepção dos próprios sócios, o BTG só reconquistará de vez a imagem de winner quando voltar a protagonizar uma grande operação de M&A no setor. Por ora, é bom que se diga, tudo ainda está no campo das pretensões: são pensamentos embrionários que encantam particularmente o próprio Esteves. Ainda assim, nas tertúlias entre os acionistas do BTG, já começam a despontar alvos potenciais, objetos de desejo que se encaixariam com perfeição ao projeto de soerguimento do banco. Os dois nomes mais sussurrados são o Banrisul e a XP Investimentos. Procurado pelo RR, o BTG nega o interesse nas duas instituições. A XP, por sua vez, garante não ter mantido qualquer conversação neste sentido com o BTG. Já o Banrisul não quis se manifestar.

Os planos que vêm sendo anunciados pelo BTG para a sua operação digital são muito mais para constar, quase que apenas pela obrigação de acompanhar a tendência do setor, do que uma aposta na qual o banco efetivamente deposita suas expectativas de crescimento. A instituição não tem a pretensão de virar um player de peso nesse segmento. O BTG vai seguir os caminhos de sempre. Cada qual na sua raia, tanto o Banrisul quanto a XP lhe permitiriam recuperar ao menos parte da massa crítica que perdeu após o seu forçado processo de reestruturação. Com a compra do banco gaúcho, seu total de ativos pularia de R$ 128 bilhões para pouco mais de R$ 190 bilhões. Não seria o suficiente para o BTG voltar ao patamar de setembro de 2015 (R$ 302 bilhões) – última fotografia contábil antes da prisão de André Esteves. Tampouco provocaria mudanças no ranking bancário – a instituição permaneceria em quarto lugar entre os grupos privados, bem atrás do Santander (R$ 680 bilhões). Ainda assim, a aquisição daria novo fôlego à operação do BTG no varejo, seja pelos ganhos de escala, seja pelas sinergias com o Pan, do qual tem 51%.

A aquisição da XP Investimentos, por sua vez, teria um poder até maior de reaproximar o BTG do seu período de bonança, notadamente no que diz respeito à gestão de recursos de terceiros. A carteira de ativos do banco sairia dos atuais R$ 76 bilhões para algo em torno de R$ 116 bilhões, não muito distante, portanto, dos R$ 128 bilhões contabilizados em setembro do ano passado.

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pdg-rr-01
01.11.16
ED. 5487

Banco do Brasil e Caixa são o chão e o teto da PDG

 Ainda que indiretamente, o futuro da PDG Realty virou assunto de governo. Está nas mãos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal a decisão de dar um fôlego extra à maior incorporadora imobiliária do país ou lançá-la de vez no alçapão de uma recuperação judicial. É grande a pressão para que o BB e a Caixa acolham o pedido de um empréstimo emergencial feito pela companhia aos seus bancos credores, no valor aproximado de R$ 400 milhões. As duas instituições são vistas pela própria PDG como o fiel da balança na operação. Ambas respondem por mais de 30% da dívida de curto prazo da companhia, da ordem de R$ 5,5 bilhões. Se BB e Caixa concordarem com a proposta de refinanciamento, a expectativa da incorporadora é que os bancos privados – mais de uma dezena, entre eles Itaú e BTG – sigam em bloco o mesmo caminho. Assim tem sido durante as seguidas etapas de repactuação do passivo da PDG. A mais recente se deu em junho, quando a incorporadora conseguiu alongar por quatro anos o vencimento de R$ 2,3 bilhões em dívidas financeiras. Procurada, a Caixa não quis se manifestar, alegando que as “operações envolvendo a PDG são protegidas por sigilo bancário”. A incorporadora e o BB também não se pronunciaram.  O risco de uma iminente recuperação judicial é exatamente o maior – e único – instrumento de pressão da própria PDG sobre o BB e a CEF. Não há muito tempo para uma decisão dos dois bancos e, por extensão, dos demais credores. A contagem regressiva para a RJ é breve, talvez questões de dias – consta que a PDG já mantém conversações com a Alvarez & Marsal, especialista no assunto. O processo colocaria um ponto de interrogação sobre a capacidade da incorporadora de entregar os imóveis aos seus compradores. A companhia tem 35 projetos em andamento, o equivalente a mais de seis mil unidades. No entanto, a PDG teria em caixa pouco mais de R$ 200 milhões, recursos que não cobririam seus compromissos sequer até dezembro. O empréstimo emergencial dos bancos permitiria à incorporadora chegar até o primeiro trimestre de 2017, contando ainda com os recebíveis previstos até março do ano que vem – algo em torno de R$ 700 milhões.  Ainda assim, à luz dos números, fica a sensação de que a PDG tenta tratar de uma fratura exposta com arnica e band-aid. No mercado, a percepção é que mesmo um eventual acordo com os bancos para um novo aporte apenas adiará o inevitável: a recuperação judicial. Se o balanço do terceiro trimestre trouxer um prejuízo superior a R$ 1 bilhão – no primeiro semestre, as perdas foram de R$ 1,2 bilhão –, a empresa passará a ter patrimônio líquido negativo.

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fgv-rr-25
25.10.16
ED. 5482

Sussurros e carinho na festa do professor Porto

 Foi bonita a festa, pá. Na última sexta-feira, diversas safras de economistas que passaram pela Escola de Pós-Graduação e Economia (EPGE), atual Escola Brasileira de Economia e Finanças da FGV, se reuniram no salão nobre da instituição para celebrar os 70 anos do professor Antônio Carlos Porto Gonçalves, um craque na arte de se fazer querido. O que mais se ouviu no encontro fechado foram histórias da convivência acadêmica. Mas, catando aqui e acolá, puderam ser extraídas algumas observações valiosas sempre ditas aos sussurros: o governo de Michel Temer estaria blindado pela qualidade da sua equipe – Wilson Ferreira Jr., Maria Silvia, Pedro Parente etc – e tem os apoios político e da mídia para realizar o maior número de reformas conservadoras-modernizantes desde o movimento militar de 1964. Só tem de correr, pois a estrada da Lava Jato é acidentada, e 2018 já é dado como um ano morto. Quanto mais rapidamente as reformas forem aprovadas, mais célere as agências de rating elevarão a nota do Brasil, maiores serão as quedas dos juros e mais amplo o espaço para o crescimento dos investimentos.  Economistas ouvidos consideram que Michel Temer não vai repetir Lula. O ex-presidente assistiu ao Judiciário desmontar seu alto comando – José Dirceu, José Genoíno, Luiz Gushiken, Antonio Palocci etc – sem ter quadros à altura para substituir os alvejados. Temer estaria conversando não só com os que se encontram na linha de tiro, entre eles alguns de seus principais assessores, mas com potenciais ocupantes de cargos no governo. Um exemplo é o ex-multiministro e ex-juiz do STF Nelson Jobim, atualmente operando como um híbrido de sócio de compliance e diplomata jurídico do BTG. Um exagerado wishful thinking aposta que até FHC estaria a postos para entrar em campo e não deixar o barco adernar.  No espaço mais aristocrático da FGV, contudo, ninguém queria saber de conjuntura, previsões, econometria. A festa era para o grande Porto Gonçalves. Ele pertence à segunda geração heroica da EPGE, dirigida por Carlos Langoni – a primeira foi comandada por Mario Henrique Simonsen. As duas escolas ocuparam literalmente a área econômica do governo no seu tempo. Claudio Haddad, integrante da segunda geração, compareceu ao evento com grande fair play. Ele, que era uma espécie de Dartagnan do trio de mosqueteiros bilionários liderados por Jorge Paulo Lemannn, retornou a sua vertente acadêmica em uma escala compatível com sua fortuna: Haddad é o dono do Insper, maior concorrente da EPGE. Ele estava lá para dar abraços e apertos de mão e, principalmente, celebrar Porto Gonçalves, seu professor na EPGE. Presentes ainda Luiz Guilherme Schymura, Rubens Pena Cysne, Luiz Freitas e Joaquim Falcão, entre outros diretores de unidade. Também compareceram ex-alunos badalados como Maria Silvia Bastos Marques, Gustavo Loyola, e o presidente da FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal. Lá do firmamento Eugenio Gudin, Otávio Gouveia de Bulhões e Roberto Campos abençoavam o encontro, sensibilizados.

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 O acordo que a Pasa, do México, está costurando com a Estre Ambiental é mais rigoroso do que o habitual em contratos dessa natureza, notadamente no que diz respeito aos antecedentes da empresa brasileira. Os mexicanos exigem o direito de cancelar a fusão, sem qualquer ônus, caso a companhia seja chamada a responder por algum eventual ilícito do passado. O motivo da cautela da Pasa atende pelo nome de Lava Jato. Citada nas investigações, a companhia controlada pelo BTG e pelo empresário Wilson Quintella prestou serviços de coleta e tratamento de lixo à Petrobras entre 2010 e 2014, período no qual teria amealhado mais de R$ 700 milhões. Em dezembro do ano passado, não custa lembrar, a PF chegou a fazer uma operação de busca e apreensão no escritório da Estre em São Paulo. Procurada, a empresa não quis se pronunciar sobre o assunto.

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prateleiras-rr-14
14.10.16
ED. 5475

BTG esvazia sua prateleira de remédios

 O BTG está prestes a fechar duas operações que praticamente significarão o desmonte da BR Pharma , seu braço no varejo farmacêutico criado em 2009. Trata-se da venda das bandeiras Big Ben e Farmais, respectivamente para a Extrafarma, leia-se Grupo Ultra, e a Raia Drogasil. Segundo informações filtradas junto ao BTG, a dupla negociação deverá render algo em torno de R$ 1,5 bilhão. As duas bandeiras são as joias da coroa da BR Pharma. Reúnem aproximadamente 600 lojas e, juntas, deverão faturar neste ano cerca de R$ 2,8 bilhões, ou mais de 70% de toda a receita da holding.  No fim de setembro, o BTG já havia fechado a venda de outra bandeira, a Drogaria Rosário, para a Profarma por R$ 173 milhões. Ao consumar a negociação da Big Ben e da Farmais, faltarão apenas dois ativos de menor porte para o encerramento definitivo da BR Pharma: a baiana Sant´Ana e a pernambucana Guararapes. O BTG ainda tentou negociar todas as suas drogarias de uma só vez, mas faltou candidato disposto a assumir o frankenstein farmacêutico criado pelo banco, que reuniu na mesma empresa ativos com taxas de retorno tão díspares. As partes parecem ser melhores do que o todo, que tem exigido sucessivos aportes financeiros do BTG – a mais recente capitalização, em janeiro, consumiu R$ 400 milhões. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto:  BTG, Ultra e Raia Drogasil.

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11.10.16
ED. 5473

Página virada

 Carlos Fonseca estaria prestes a deixar o BTG . Fonseca, que já foi o queridinho de Andre Esteves e todo-poderoso da área de private banking do banco, está na unidade de investimentos imobiliários há mais de um ano. Procurado, o BTG nega a saída.

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07.10.16
ED. 5471

Multiplicação

 A Brookfield estaria em negociações para a compra da TTG Brasil, empresa de ativos florestais do BTG. Sua carteira reúne 110 mil hectares de terras, avaliados em aproximadamente US$ 800 milhões. Os canadenses, ressalte-se, já atuam neste setor no Brasil. Com a aquisição da TTG, passariam a ter mais de 400 mil hectares sob seu guarda-chuva. Procurada, a Brookfield nega a operação. Já o BTG não se pronunciou.

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05.10.16
ED. 5469

Rebatida

 Com a desistência do BTG, o banco português Banif está tentando empurrar suas operações no país para o Brasil Plural . • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Banif e Brasil Plural.

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 O Ultra renovou o acordo de exclusividade para negociar a compra da rede de drogarias Big Ben, controlada pela BR Pharma, leia-se BTG. O novo dead line é o fim de outubro. Com aproximadamente 260 farmácias, a Big Ben faturou no ano passado cerca de R$ 1,6 bilhão. A cifra é superior à receita da própria Extrafarma, o braço do Grupo Ultra no varejo farmacêutico (R$ 1,4 bilhão).

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 Antonio Bonchristiano, um dos manda-chuva da GP Investimentos, anda cansado do vai-e-vem entre Nova York e São Paulo. Deve ficar de vez na Big Apple. • • •  O dono do Insper, Claudio Haddad, uma espécie de Greta Garbo do debate econômico, está pouco otimista com o país no curto prazo. Para ele, o curto prazo demora 10 anos. • • •  Nelson Jobim está esculpindo a nova política de compliance do BTG, que, nas suas palavras, “transformará o banco em um santuário”.

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12.09.16
ED. 5452

Saneamento

 Há mais um ativo na prateleira do BTG. O banco colocou à venda sua participação de 27% na Estre Ambiental . • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: BTG.

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bahia-park-rr-30
30.08.16
ED. 5444

Indigo busca vaga no controle da BahiaPark

 No momento em que sócios entram e saem da Estapar – casos, respectivamente, do norte-americano Sam Zell e da Bozano Investimentos –, sua maior concorrente no Brasil acelera em busca de aquisições. O alvo da francesa Indigo, nova marca da Moving Vinci, é a BahiaPark, maior rede de estacionamentos do eixo Norte-Nordeste. A companhia é controlada pela Sinart, do empresário Henrique Pedreira, que atua ainda na gestão de terminais rodoviários, aeroportos e em hotelaria. Procurada, a Indigo confirmou que “está prospectando aquisições no Norte e Nordeste.” Disse também que a BahiaPark “ainda” não foi contatada. Para bom entendedor…  A Indigo tem mais de R$ 500 milhões para investir no Brasil. A incorporação da BahiaPark daria o maior gás aos números do grupo no país. O faturamento saltaria de R$ 450 milhões para mais de R$ 650 milhões por ano. Significa dizer que a participação do Brasil na receita global subiria de 15% para mais de 20%. O Ebitda da operação brasileira sairia dos atuais R$ 50 milhões para algo próximo de R$ 70 milhões. A Indigo saltaria ainda de 140 mil para quase 180 mil vagas em todo o país. No entanto, o caminho para a tão almejada liderança do setor ainda é longo. A Estapar, leia-se BTG, soma mil estacionamentos com mais de 360 mil vagas. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BahiaPark.

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29.08.16
ED. 5443

Máquina à venda

 Em busca de um comprador para a rede varejista Máquina de Vendas, o BTG teria batido à porta das gestoras norte-americanas Advent e Carlyle. Antes, manteve tratativas com o Magazine Luiza, mas a conversa não andou.

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10.08.16
ED. 5430

Cofre aberto

 O bilionário norte-americano Sam Zell está em busca de ativos na área de real estate no Brasil. Teria reservado o equivalente a R$ 1 bilhão para a compra de participações no setor. Na semana passada, não custa lembrar, Zell fechou um aporte de R$ 400 milhões na Estapar , operadora de estacionamentos controlada pelo BTG.

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 Além das negociações para a venda da Big Ben ao Grupo Ultra, a BR Pharma, leia-se BTG, também procura um comprador para a rede Farmais. A empresa, que reúne 400 drogarias no país, foi oferecida à norte-americana CVS . • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BR Pharma e CVS.

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02.08.16
ED. 5424

BTG se despede da UOL

 A presença do BTG na área de mídia está com os dias contados. O banco colocou à venda sua fatia de 6% no UOL . • Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BTG.

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pfizer-rr-28
28.07.16
ED. 5421

Sócios do Teuto brigam até o último comprimido

 A Pfizer e a família Melo, sócios no laboratório Teuto, não se entendem nem quando estão de acordo. Há cerca de dois meses, os norte-americanos e os herdeiros do empresá- rio Valterci Melo acertaram uma trégua e decidiram vender em conjunto o controle da farmacêutica goiana. O que parecia ser o ponto final de uma conflituosa relação iniciada em 2010 acabou se revelando um novo round nessa contenda societária. Acionistas majoritários, com 60% do capital, os Mello vêm tentando alijar os norte-americanos das negociações. Segundo o RR apurou, a Pfizer tem conhecimento de que a família, assessorada pelo BTG, estaria mantendo conversações paralelas com candidatos à compra do controle integral do laboratório. De acordo com uma fonte que acompanha as negocia- ções, há tratativas bem avançadas com a Cimed , grupo que atua na produção e distribuição de medicamentos. Outro pretendente seria o Aché, um dos maiores laboratórios farmacêuticos nacionais.  A Pfizer não abre mão da venda em conjunto do controle do Teuto, com o óbvio intuito de melhorar a precificação do ativo, notadamente da sua participação minoritária. É o que recomendaria qualquer bom manual. No entanto, a relação entre a multinacional e os herdeiros de Walterci Melo, morto em 2014, nunca foi marcada exatamente pela lógica e pelo jogo cooperativo. Muito pelo contrário. Os norte-americanos têm suas razões para manter um pé atrás em relação aos sócios. A multinacional já teria acusado a família Melo de maquiar os nú- meros do Teuto e inflar artificialmente o Ebitda da empresa para se beneficiar na eventual venda do controle para a própria Pfizer. Isso porque, ao acertar a aquisição dos 40% do laboratório goiano, a companhia norte-americana ficou com uma opção de compra do restante das ações, a ser exercida até 2017. Pelo contrato, nesse caso a precificação do Teuto equivaleria a 14,4 vezes a geração de caixa da companhia. Ou seja: quanto maior o Ebitda, mais a multinacional teria de pagar pela fatia dos controladores. Por conta disso, a Pfizer sempre confiou desconfiando dos números apresentados pelos Melo. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Teuto.

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27.07.16
ED. 5420

Veredicto

 Com o convite a Nelson Jobim para que seja sócio do banco, o BTG acaba de criar mais função para os ex-togados: “Bank cleaning judge”. Não foi feito ainda o valuation do passe do juiz Sérgio Moro, caso ele decida se tornar banqueiro.

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 O BTG tem usado os trunfos que lhe restaram para tentar repassar à Caixa Econômica a sua parte no Banco Pan .

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A diretoria do Banco do Brasil está disposta a fazer a baixa contábil de boa parte dos créditos contra a Sete Brasil, que totalizam R$ 3,5 bilhões. Seguiria, assim, os passos do BTG e da Petrobras, que já lançaram em balanço, respectivamente, R$ 1 bilhão e R$ 900 milhões em dívidas da companhia. Procurado, o BB não quis se pronunciar, alegando sigilo comercial e financeiro.

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 O plano do “Flamengo S/ A” idealizado pela diretoria do clube está virando uma lenda urbana. Até o momento, as gestões para a abertura de capital têm fracassado. Procurado, o Flamengo nega o projeto. No entanto, segundo o RR apurou, teriam ocorrido conversações com o BTG e o Gávea. A alternativa seria a criação de uma empresa em sociedade com investidores para administrar o elenco e viabilizar a construção de uma arena esportiva.

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br-properties
09.06.16
ED. 5386

BTG vira a página na BR Properties

 O BTG atravessou mais uma estação da via crucis que tem percorrido para vender ativos e recompor sua estrutura de capital. O banco desfez-se de quase toda a sua participação na BR Properties, na esteira da oferta pública realizada pelo GP – novo controlador da empresa de investimentos imobiliários. O BTG teria amealhado cerca de R$ 500 milhões com a negociação de 14% da BR Properties – em dezembro, já havia embolsado R$ 460 milhões com a venda de outro lote de ações. O banco ainda manteve uma fatia residual de 4%, mas, a partir de agora, sem qualquer participação na gestão. Será um mero espectador numa empresa que já foi sua.  Para as circunstâncias, aceitar a oferta do GP – com um ágio de mais de 37% sobre o atual valor de mercado – era o que de melhor o BTG poderia fazer com um papel que acumula queda de 20% nos últimos 12 meses e de 70% em três anos. Agora, o banco se volta para uma etapa bem mais complexa da sua peregrinação em busca de capital: a venda da sua participação na PetroAfrica, a associação com a Petrobras costurada por André Esteves que tanta controvérsia gerou. Mas essa já é outra história. A seguinte empresa não comentou o assunto: BTG.

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01.06.16
ED. 5380

Devolução

 O contencioso entre a família Furlan, ex-controladora da Lojas Seller, e a Leader Magazine, vendida recentemente pelo BTG ao empresário Fabio Carvalho, ganhou um novo capítulo. Carvalho quer desfazer a compra da Seller e devolver a empresa aos antigos acionistas. No entanto, os Furlan só admitem discutir uma possível devolução caso a Leader pague uma dívida de R$ 140 milhões ainda referente à aquisição da rede varejista, fechada em 2013. Trata-se de um dos tantos problemas da Leader que o BTG empurrou para o novo controlador. Procurada pelo RR, a Leader não comentou o assunto.

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aporte
12.05.16
ED. 5367

Aporte nas estatais está no topo da agenda Temer

 As capitalizações da Petrobras e da Eletrobras, com recursos do governo, já está contratada junto ao futuro ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. É consenso entre os próceres de Michel Temer que o nível de endividamento das duas empresas superou a instância corporativa e beira a irresponsabilidade cívica. Ambas as estatais têm uma participação no crescimento econômico insubstituível. E encontram-se aos frangalhos devido a um passivo que não tem solução fora da injeção de recursos públicos. A estimativa é que a Petrobras não sai do ponto em que se encontra se não for capitalizada em R$ 100 bilhões. Essa ordem de grandeza não dispensa corte de despesas e de investimentos e venda de ativos. É uma medida indispensável, conforme Armínio Fraga, que vem sendo cogitado para a presidência da Petrobras. Quando o economista se manifesta publicamente a favor de um aporte de capital na estatal, existem pelo menos três hipóteses: ou ele está com a carteira da sua gestora de recursos abarrotada de papéis da dita cuja; ou faz o seu próprio lobby para o cargo; ou exerce o hábito de ser palpiteiro. O RR considera a terceira hipótese como a mais provável.  O modelo que está sendo cogitado é um derivativo da proposta do BTG de conversão da dívida da Petrobras junto aos bancos públicos. Em um novo ambiente econômico, com um dólar na faixa de R$ 3,20, previsão da própria estatal, a regulamentação das leis que retiram a obrigatoriedade de participação em 30% nos campos do pré-sal e o fim da exigência do similar nacional, é razoável esperar que a capitalização da empresa seja acompanhada pelo acionista minoritário. No final do ano passado, ainda com Joaquim Levy na Fazenda, e no início deste ano, com Nelson Barbosa na Pasta, Aldemir Bendine bateu na porta de ambos com o mesmo pedido. Não foi atendido. A perspectiva agora é a de que a dívida pública bruta é um problema consumado, para se resolver apenas mais à frente. O débito das estatais não pode mais ser ignorado.  A capitalização da Eletrobras será menos espetaculosa, mas não menos relevante do que a da Petrobras. Há engenhosidades sendo preparadas no laboratório de Minas e Energia de Michel Temer. Elas passam fundamentalmente pela área de transmissão. As participações da Chesf, Furnas, Eletronorte e Eletrosul no setor seriam transferidas para a própria holding, mais precisamente para um novo braço da estatal: a Eletrobras Transmissão. Esta empresa já nasceria como dona do maior colar de ativos no transporte de energia elétrica do país, com participação em quase metade das linhas transmissoras em operação e em fase de implantação. Ou seja: em uma das mãos, ativos maduros, já amortizados; na outra, a garantia de receitas futuras com a entrada em cena das novas concessões. Um mix que seria ofertado ao mercado numa bandeja de prata com a abertura de capital da Eletrobras Transmissão. Por vias oblíquas, o governo captaria recursos para a empresa-mãe tocar projetos prioritários, notadamente na área de geração – a começar pela construção das usinas do Tapajós. Nesse caso, aliás, Temer já vai receber de herança o modelo e o edital para a concessão das hidrelétricas.

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05.05.16
ED. 5362

Segunda época

 A Moving Vinci, segunda maior empresa de estacionamentos do país, teria retomado as conversações com o BTG para a compra da Estapar. A primeira rodada de conversas foi abruptamente interrompida em dezembro do ano passado, depois que os franceses se negaram a aceitar a contratação de um adviser em comum acordo para avaliar o ativo. Procurada, a Estapar nega a negociação. Já a Moving não se pronunciou.

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 Entre os acionistas da Sete Brasil, o BTG foi o principal artífice do pedido de recuperação judicial da empresa protocolado na última sexta-feira. Foi o banco quem levou para dentro da companhia a consultoria Alvarez & Marsal.

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18.04.16
ED. 5350

Corretagem

A liquidação de ativos do BTG deverá se estender ao Chile e à Colômbia. Segundo fonte ligada ao próprio banco, suas corretoras de valores nos dois países estariam à venda. Procurado, o BTG nega a negociação dos ativos. A conferir.

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30.03.16
ED. 5337

Lemann vasculha os canteiros do mercado imobiliário

 Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles estão garimpando o mercado de real estate em busca de pepitas escondidas entre os cascalhos do setor. Segundo o RR apurou, a São Carlos Empreendimentos e Participações, braço imobiliário do trio, estaria em negociações para a compra da WTorre Morumbi, projeto de alto padrão tocado pela WTorre e pelo BTG. De acordo com a mesma fonte, a companhia avalia também a compra da Torre B da EZ Towers, na Marginal Pinheiros, imóvel pertencente à incorporadora paulista Eztec. Caso o negócio seja sacramentado, a São Carlos passaria a controlar integralmente o empreendimento – em 2013, a própria empresa assumiu a Torre A. A operação, aliás, é um bom exemplo de como os ativos do setor estão a “preço de banana”. Há três anos, a companhia de Lemann, Sicupira e Telles pagou R$ 550 milhões pela Torre A da EZ Towers. Hoje, a Torre B, sua “irmã gêmea”, estaria avaliada em pouco mais de R$ 350 milhões.  A São Carlos tem em caixa cerca de R$ 400 milhões para novas aquisições – isso para não falar da retaguarda financeira que a companhia naturalmente possui. Como se não bastasse seu congênito poder de compra, a empresa se vale também de sua boa performance, na contramão do mercado imobiliário. Enquanto congêneres convivem com resultados declinantes e dívidas nas alturas e queimam seus estoques na bacia das almas, a São Carlos reduziu seu passivo líquido e tem aumentado continuamente sua geração de caixa. No ano passado, sua receita cresceu 55% em relação a 2014, chegando a R$ 480 milhões. O lucro, por sua vez, aumentou 39%.  As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: São Carlos, WTorre e BTG.

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18.03.16
ED. 5330

CPI do Carf lança seus holofotes sobre o UBS e o BTG

  O UBS deve lamentar profundamente o dia em que André Esteves cruzou o seu caminho. A compra do Pactual revelou-se uma enorme furada e sua venda de volta para o banqueiro, um fracasso ainda maior: na ocasião, os suíços perderam dinheiro e sofreram com a desleal captura de profissionais. Como se não bastassem essas subtrações, cinco anos depois essa antiga convivência com Esteves arrasta o grupo para um dos escândalos em cartaz no Brasil. É o que revela o primeiro ato oficial da recém-instaurada CPI do Carf. A recomendação para a convocação de executivos do UBS, que consta do plano de trabalho apresentado pelo relator João Carlos Bacelar (PR-BA) na última terça-feira, foi interpretado em Brasília como uma espécie de “vazamento oficial”. Trata-se de uma forte evidência de que o grupo suíço e o próprio BTG vêm sendo investigados no âmbito da Operação Zelotes – conforme antecipou o RR na edição de 17 de fevereiro. Procurados, UBS e BTG não quiseram se pronunciar.  Tudo leva a crer que o alvo da Polícia Federal é o processo nº 16682.720614/ 2012-61, por meio do qual o BTG contesta um auto de infração da Receita no valor de R$ 2,2 bilhões. No dia 19 de setembro de 2014, a 3ª Turma da 1ª Câmara da 1ª Seção do Carf confirmou a autuação do banco e sua condenação ao pagamento da multa pelo uso indevido de ágio na venda do Pactual para o UBS, em 2006. O BTG recorreu à Câmara Superior de Recursos Fiscais e aguarda novo julgamento.  Além de colar o UBS no escândalo do suposto esquema de compra de sentenças no Conselho de Recursos Fiscais, a CPI do Carf também traz à tona a disputa travada entre os pró- prios bancos. Desde a autuação da Receita Federal, um tenta jogar no colo do outro a responsabilidade pelo pagamento da multa – responsabilidade esta que, num sentido mais amplo, se estenderia a eventuais procedimentos pouco ortodoxos adotados na tentativa de reverter a condenação junto ao Carf. O BTG alega que o UBS era o controlador do Pactual na época da autuação e, portanto, confirmada a condenação, cabe a ele o pagamento da multa. Os suíços, no entanto, têm outro entendimento sobre o caso: ao recomprar o Pactual, o BTG teria assumido integralmente seu passivo e eventuais pendências fiscais.

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15.03.16
ED. 5327

Bendine deixa Sete Brasil a ver navios

  Carlos Lacerda dizia que Roberto Campos ia matar os pobres de fome e os ricos de raiva. Aldemir Bendine, por sua vez, vai matar os bancos tanto de fome quanto de raiva. O presidente da Petrobras não aceitou as propostas feitas até agora pelas instituições financeiras credoras da Sete Brasil. Ele descartou a recuperação judicial defendida pelo BTG. Não foi o único pleito da instituição financeira que esbarrou em Bendine. O executivo brecou também a proposta do BTG para que a Sete Brasil fosse incorporada pela própria estatal. Neste caso, a Petrobras emitiria um lote de ações especiais, que ficariam em poder dos credores. A engenharia foi recebida na petroleira com escárnio.  Aldemir Bendine já fez chegar aos acionistas e bancos que a Petrobras provavelmente precisará de apenas cinco das 28 sondas inicialmente contratadas junto à Sete Brasil. É mais uma ducha de água fria nos sócios e credores da companhia. Antes, havia a expectativa de que a Petrobras confirmaria a compra de, ao menos, dez equipamentos. Na visão dos acionistas da Sete Brasil, está claro que Bendine quer jogar o abacaxi no colo dos bancos, eximindo a estatal de qualquer responsabilidade sobre a recuperação da empresa. Procurada pelo Relatório Reservado, a seguinte empresa não retornou ou não comentou o assunto: Petrobras

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11.03.16
ED. 5325

Solução final

 O BTG já não enxerga outro caminho para a Leader Magazine. Segundo o RR apurou, são grandes as chances de que a rede varejista entre com um pedido de recuperação judicial até o fim do mês. A empresa acumula dívidas superiores a R$ 1 bilhão. Procurada pelo RR, a BTG não comentou o assunto.

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08.03.16
ED. 5322

Ultra escolhe os melhores frascos na farmácia do BTG

 O BTG está sendo apresentado ao jeito Ultra de negociar. O modus operandi inclui baixíssima flexibilidade, imposição de rígidas exigências contratuais e, sobretudo, uma enorme disposição para achatar mais e mais o preço do ativo, até comprá-lo na bacia das almas. Este é o arsenal que o Grupo Ultra tem utilizado nas tratativas para a aquisição da Big Ben, uma das redes de drogarias que compõem a BR Pharma, braço farmacêutico do banco. Uma a uma, as principais premissas que o BTG imaginou para a operação têm sido derrubadas na mesa de negociações. Sua intenção era vender integralmente a BR Pharma, empurrando para o outro lado do balcão o que há de melhor e de pior nesse frasco – leia-se todas as cinco bandeiras penduradas na holding. O Ultra, no entanto, rejeitou este modelo, condicionando o acordo ao fatiamento da empresa e à compra apenas da Big Ben, a mais rentável das subsidiárias.  No capítulo preço, mais uma derrota à vista para o BTG. Segundo uma fonte familiarizada com a negociação, o banco havia fixado o preço da rede de farmácias em R$ 400 milhões. Nesse patamar, é grande a chance de que os comprimidos da Big Ben encalhem na prateleira. O mesmo informante garante que o Ultra quer impor um deságio de pelo menos 25% sobre esse valor, na certeza de que o BTG não conseguirá uma oferta mais alta do que essa.  É por essas e outras que, historicamente, analistas consideram os bonds do Ultra entre os mais seguros do mercado. O grupo tem uma longa tradição em gerir seu caixa com austeridade e comprar ativos lá no chão, nem que para isso tenha de deixar algumas oportunidades passarem – em certos casos, nem tão oportunidades assim, vide o exemplo do Comperj. No caso da Big Ben, o Ultra tem todas as circunstâncias a seu favor. A expectativa de resultados cadentes joga o preço do ativo ainda mais para baixo. Procurada pelo RR, a BTG não comentou o assunto.

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23.02.16
ED. 5312

Farmacêutico

 Claudio Galeazzi – sócio e, desde dezembro, integrante do comitê de auditoria do BTG – teria sido destacado para uma nova missão no banco: comandar a reestruturação e a venda da BR Pharma . Procurado, o BTG nega.

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18.02.16
ED. 5309

Sete Brasil é um território partido ao meio

 A Sete Brasil vive sua Guerra da Secessão. O RR apurou que um grupo de acionistas, encabeçado por Previ, Funcef e BTG, estaria se articulando para entrar na Justiça contra a Petros, também sócia da empresa. O objetivo seria impedir o fundo de pensão de votar nas próximas reuniões de Conselho. A alegação é de que existe um conflito de interesses por conta do duplo chapéu da Petrobras – sócia e maior cliente da Sete Brasil. Puro jogo de cena. A manobra teria como finalidade abrir caminho para a aprovação do pedido de recuperação judicial da companhia. Hoje, entre os maiores acionistas, a Petros seria o único contrário à medida. Procurada, a Sete Brasil disse desconhecer o assunto. Ressalte-se que a empresa contratou os préstimos da consultoria Alvarez & Marsal, sinônimo de recuperação judicial.

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17.02.16
ED. 5308

TPG faz um plano de saúde na Hapvida

  O Texas Pacific Group (TPG), que administra US$ 80 bilhões em recursos, vem mantendo negociações para a compra de uma participação na cearense Hapvida. Trata-se da maior empresa de medicina de grupo do Norte e Nordeste, com mais de três milhões de vidas e faturamento de R$ 3 bilhões. Segundo o RR apurou, o médico Candido Pinheiro Lima, fundador da companhia, seguirá como acionista majoritário. Já há algum tempo a porta da Hapvida está entreaberta para a chegada de novos sócios. No ano passado, a empresa chegou a contratar o BTG e o Credit Suisse para conduzir seu IPO, mas a operação não resistiu às condições adversas do mercado.  No fim do ano passado, o TPG fez uma dupla oferta pelo controle dos hospitais Santa Joana e Memorial São José, em Recife, mas foi superado, respectivamente, pelo empresário Edson Bueno e pela Rede D´Or. Sem o aperitivo, os norte-americanos decidiram partir para o prato principal. Como prato principal entenda-se a oportunidade de ter uma participação relevante na maior operação integrada do setor no Norte e Nordeste. Além da gestão de planos de saú- de, a Hapvida congrega duas dezenas de hospitais, 70 clínicas e uma rede com mais de 100 laboratórios. Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto:  TGP e Hapvida.

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17.02.16
ED. 5308

Zelotes trisca nos calcanhares de André Esteves

  O banqueiro André Esteves corre o risco de sentir saudades da Lava Jato. No lugar desta primeira experiência supostamente criminal da sua vida, entraria a Operação Zelotes, com muito mais nitroglicerina do que a antecedente, responsável pela temporada de Esteves no cárcere. A fonte do RR é um lobista que tem colaborado com a Zelotes. Segundo o informante, o balcão de interesses do ex-dono do BTG seria amplo. Nele caberiam medidas provisórias sob encomenda, incluindo setores diversos além da área bancária, facilidades para a compra do Bamerindus e um balaio de créditos podres carregados pelo Banco Central. Os procedimentos incestuosos incluiriam até o Banco Pan, uma aquisição que não se revelou um bom negócio, mas vinha indexada a um pacote de futuras oportunidades. Esteves era somente a ponta financeira dessa ramificação da Zelotes. A carta que fechava a canastra na partida seria o ex-ministro Guido Mantega, principal interlocutor, confidente e, digamos assim, facilitador do ex-todo-poderoso banqueiro.  Não é de hoje que Mantega vem sendo cozido em banho-maria pelos procuradores e policiais. Ele tem ligações com vários casos, ainda em fase de investigação. Mas, quando se fala em André Esteves, dificilmente as linhas de um e de outro deixam de estar embaraçadas. Uma dessas simbióticas operações é um fundo aparentemente prosaico criado pelo Ministério da Fazenda para investimento nos países da África, cuja exigência para sua criação era a presença do BTG como gestor. O caso está sob investigação.  Em um tempo de impunidade, no qual o limite da separação entre os interesses do setor público e do privado era extremamente flexível, as relações entre Esteves e Mantega até podiam ser compreendidas como uma assessoria informal visando à colaboração com o Estado. Sob esse prisma não haveria nada de mais na frequência exagerada de encontros entre ambos, inicialmente, em restaurantes discretos, mas depois abertamente, inclusive no badalado Fasano. Ocorre que essa licorosa versão não era verdadeira. Esteves não era um generoso assessor de Mantega. E Mantega não estava somente em busca de bons conselhos. O sumo dos interesses entre ambos é o que a Operação Zelotes está tentando espremer com suas averiguações.

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11.02.16
ED. 5304

Estre Ambiental é um copo cheio de impurezas

  Acusação de sonegação de impostos da ordem de R$ 110 milhões pelo Ministério Público Federal em São Paulo, cadeira cativa na Operação Lava-Jato, queda de receita, prejuízos, alto endividamento. A água da Estre Ambiental é imprópria para consumo humano. O empresário Wilson Quintella vê o que já foi um dos maiores grupos privados de serviços ambientais do país se evaporar sem encontrar uma solução para a encruzilhada em que o negócio se encontra. Uma parte expressiva dos contratos de concessão vence nos próximos 12 meses. A dívida de quase R$ 2 bilhões exige novos aportes de capital no curto prazo. De “dentro de casa”, o dinheiro dificilmente virá. A Angra Partners, dona de 8% do capital, não está disposta a colocar mais recursos na Estre e dá sinais de que quer pular fora do negócio. O BTG, então, nem se fala. Neste momento, o banco, que detém 32% da companhia, mal consegue ajudar a si próprio. Quintella foi buscar uma saída da porta para fora da empresa. Nos últimos meses, vem tentando fisgar um novo investidor, até o momento sem sucesso. As recentes gestões com a GP Investments e a espanhola GS Inima, que comprou recentemente ativos de saneamento do grupo OAS, esbarram na intransigência do empresário, que quer permanecer no negócio como um acionista relevante e tomar conta da gestão.  Wilson Quintella não se dá por vencido. Cria do ex-rei da soja, o falecido Olacyr de Moraes, de quem foi sócio na Constran – posteriormente comprada pela UTC (incrível como as águas da Lava-Jato sempre se encontram em algum ponto) –, o empresário já virou o jogo diversas outras vezes na vida. Às vezes, quando o jogo sequer havia começado. Do zero construiu uma holding na área de saneamento e serviços ambientais com 17 centros de tratamento de resíduos no Brasil, Argentina e Colômbia e faturamento de R$ 2,5 bilhões ao ano. Mas hoje as circunstâncias lhe são cada vez menos favoráveis. O alívio poderia vir do fundo FIFGTS, ao qual a Estre Ambiental solicitou um aporte da ordem de R$ 500 milhões. No entanto, o processo está parado no conselho curador do Fundo desde 2014 e não há qualquer previsão para ser concluído, ainda mais com a Lava-Jato no encalço da Estre e de Quintella.  A empresa Estre Ambiental não retornou ou não comentou o assunto.

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02.02.16
ED. 5300

Bate e volta

 Raul Aguilera já teria apresentado ao BTG uma proposta para recomprar a Big Ben, vendida em 2011 para a Brasil Pharma – braço deficitário do BTG no varejo farmacêutico. Á época, embolsou US$ 260 milhões. Hoje, a Big Ben talvez não valha a metade. O BTG não retornou o assunto.

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02.02.16
ED. 5300

 Todo sabido tem seu dia de “mané”

 O banqueiro Daniel Dantas perdeu uma grana alta com ações da Gerdau do e Itaú. Mas, no mercado, diz-se que o prejuízo maior foi com ações do BTG.

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01.02.16
ED. 5299

BTG atola no capital da Mitsubishi

  Vai ser preciso muita tração nas quatro rodas para o BTG desatolar do capital da Mitsubishi Motors do Brasil (MMC). Guardadas as devidas proporções, os próprios acionistas do banco tratam a participação de 15% na montadora como um ativo tão difícil de ser passado adiante quanto as deficitárias Leader Magazine e BR Pharma – a incomparável Sete Brasil, claro, nem entra nesta conta. O BTG já ofereceu as ações ao sócio controlador da MMC, Eduardo de Souza Ramos, mas o empresário e amigo de longa data de André Esteves se recusa a recomprar a participação, mesmo com um expressivo deságio. O Plano B, a transferência para a própria Mitsubishi do Japão, também já foi descartado.  Sem uma solução caseira, o BTG partiu em busca de um comprador no mercado. Consultado, o banco nega a venda das ações. Mas, segundo fonte próxima à empresa, o problema é que uma série de circunstâncias joga contra o negócio, a começar pela performance da Mitsubishi do Brasil. Desde que desembarcou na empresa, em 2010, o banco já teria acumulado um prejuízo de quase US$ 150 milhões com o investimento. Além disso, se associar à montadora neste momento significa cair de paraquedas na Operação Zelotes. A MMC é uma das empresas suspeitas de participar do esquema de pagamento de propina a conselheiros do Carf.

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01.02.16
ED. 5299

Amigos do BTG

 O ex-banqueiro Luiz Cezar Fernandes enviou mensagem de apoio a André Esteves, seu sucessor no Banco Pactual, hoje BTG . Curiosa a história dos dois personagens. Esteves, que hoje se encontra no desterro, foi o algoz de Fernandes no banco e depois se tornou seu salvador quando este último esteve por perder a residência – a fazenda Samambaia – devido a dívidas não honradas.

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21.01.16
ED. 5292

Consolação

 O BTG esperava embolsar cerca de R$ 2,2 bilhões pela sua participação de 51% na Pan Seguros. Provavelmente, terá de se contentar com a oferta de R$ 1,5 bilhão da francesa CNP Assurances, a maior até o momento. A BTG não comentou o assunto.

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19.01.16
ED. 5290

Carlyle e GIC avançam sobre o controle da Rede D´Or

 A estratégia do Carlyle e do GIC para a Rede D’Or vai além da Rede D’Or. A companhia será a ponta de lança de um abrangente projeto de consolidação na área de saúde. A estratégia da gestora norte-americana e do fundo soberano de Cingapura é transformar a Rede D’Or em um grande grupo de healthcare, uma holding com participações em hospitais, laboratórios de medicina diagnóstica e clínicas especializadas em doenças de alta complexidade. Carlyle e GIC pretendem jogar para dentro da empresa suas futuras aquisições na área médica no Brasil. Antes, no entanto, querem se assegurar de que terão as rédeas do negócio. Para isso, estariam articulando um novo aporte de capital na Rede D’Or com o objetivo de assumir o controle. Segundo uma fonte que acompanha as conversações, as cifras podem chegar a R$ 3 bilhões. A operação envolveria a transferência de aproximadamente 15% das ações. Com a nova capitalização, a participação da família Moll – fundadora e maior acionista da Rede D’Or – seria diluída dos atuais 64% para 49%. Consequentemente, a dupla GIC e Carlyle sairia de 36% para 51%, assumindo o controle da companhia. Assim como ocorreu nas recentes capitalizações realizadas pelos dois investidores internacionais, os novos recursos iriam direto para o caixa da Rede D’Or, com o objetivo de financiar futuras aquisições e também os projetos greenfield. Para este ano, estão programados investimentos da ordem de R$ 500 milhões na expansão e modernização da rede hospitalar.  Consultada pelo RR, a Rede D´Or garantiu que “não há negociação em andamento neste momento”. Está feito o registro. No entanto, os fatos recentes sugerem que a transferência do controle da empresa vem se desenhando gradativamente, com os seguidos avanços do Carlyle e do GIC sobre a participação dos demais sócios. Em abril do ano passado, no embalo da nova legislação que permitiu a entrada de investidores estrangeiros na área hospitalar, os norte-americanos pagaram cerca de R$ 1,75 bilhão ao BTG para ficar com 8,3%. Um mês depois, foi a vez de o fundo soberano de Cingapura comprar 14% junto à própria instituição financeira e à família Moll. Em dezembro, os asiá- ticos fisgaram os 11,7% que ainda estavam em poder do BTG. Esta operação, ressalte-se, já estava engatilhada, mas a intenção do banco era seguir na mesma toada e vender o restante das suas ações ao longo do primeiro semestre deste ano. A Lava Jato precipitou os fatos.

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 O rating de Eneas Pestana, dispensado da presidência da Máquina de Vendas, anda mesmo em baixa. Os sócios do BTG também consideram que a consultoria de Pestana para a Leader já deu o que tinha que dar. Aliás, não deu.

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08.01.16
ED. 5283

À espera

O BTG aguarda para os próximos dias uma oferta do Credit Suisse pelo BSI .

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07.01.16
ED. 5282

Pinga-pinga

 Mais um capítulo no processo de encolhimento do BTG: o banco planeja arrecadar, ainda neste mês, cerca de R$ 450 milhões com a venda do restante da sua participação na BR Properties (18,83%). A BTG não comentou o assunto.

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04.01.16
ED. 5279

Intelbras

 Em busca de um maior fôlego financeiro, a catarinense Intelbras está de portas abertas para a chegada de um fundo de investimento. Recentemente, a fabricante de equipamentos de telecomunicações teria conversado, vejam só, com o BTG. Mas, hoje, como se sabe, o telefone de André Esteves só dá fora de área. Consultada, a Intelbras nega a venda de uma participação.

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23.12.15
ED. 5275

Santander

 O Santander é candidato à compra da operação de investment banking do BTG . A Santander e o BTG não retornaram ou não comentaram o assunto.

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21.12.15
ED. 5273

Vai sobrar vaga

 Há um impasse em torno da venda da Estapar, a rede de estacionamentos controlada pelo BTG. A francesa Vinci quer comprar apenas alguns ativos da empresa e não o pacote completo. Ou seja: nesse modelo, o banco ainda terá de sair à caça de um segundo comprador para as operações menos atraentes da companhia. Procurada pelo RR, a BTG não retornou e não comentou o assunto.

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14.12.15
ED. 5268

Portas fechadas

 O BTG vai desativar boa parte de seus escritórios no exterior. Entre outras localidades, o banco tem representações na Ucrânia, Costa Rica e Quênia, uma excentricidade que, na atual circunstância, não faz o menor sentido. O BTG não retornou o nosso contato.

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11.12.15
ED. 5267

Macunaímas da elite financeira

 A prisão de André Esteves inicia a era do tropicalismo bancário, com direito a cenas de tribalismo e antropofagia entre homens vestidos de instituições financeiras e vice-versa. Os operadores de mercado ostentam seus parangolés e ensaiam uma reza forte nas mesas de compra e venda. O caldeirão fervente dos cérebros aflitos vaporiza eflúvios de predição. Quem tiraria o BTG dessa feijoada? Grande Otelo berra do além com a voz esganiçada: “Lavínio, mangalô, três vezes”. Lavínio? “Não Armínio”, se corrige o Grande. As teclas dos computadores começam a digitar sozinhas, os visores piscam sem parar e repetem “Eureka!”, “Eureka!”. Só o pajé-mor, Armínio Fraga, teria o sacundim sacundô capaz de levar credibilidade à antiga moradia bancária de um suspeito de meliância.  Com a zabumba na mão e bananas para dar e vender, Armínio aportaria os ativos do Gávea no ex-banco de André Esteves e sopraria o apito na direção de um George Soros ou de um J.P. Morgan da vida. Eles tocariam na banda do baile do BTG, regido por Fraga, é claro. Dindin não faltaria. Nesse mundo bizarro, Armínio, um ex-futuro-ministro-banqueiro, a base de muito quebranto e patuá, chegaria ao tão almejado cargo de czar da economia, reproduzindo em condições distintas, com o quebra-galho Pérsio Arida, a relação fraternal que André Esteves manteve com Guido Mantega. O ex-presidente do BTG, em meio a essa carnavalização bancária, se mimetizaria mais uma vez, demonstrando que não suporta soluções simples. Esteves se livraria do xilindró e passaria a escrever livros de autoajuda. Com o apoio de Vicente Falconi e da Fundação Lemann se tornaria uma espécie de Michael Milken tupiniquim, ganhando um rio Amazonas de dinheiro. É o tico tico lá, o tico tico cá. Uma sopa de maxixe tropicalista.

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09.12.15
ED. 5265

Na mira do Safra

 O Safra, que vem deitando e rolando na captura dos antigos clientes de André Esteves, é forte candidato à compra do BSI, o banco do BTG na Suíça.

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08.12.15
ED. 5264

Mundo BTG

 O Banco Safra tem sido uma das instituições mais agressivas na captura de clientes do BTG, notadamente na área de gestão de fortunas.  Os sócios do BTG temem um novo rebaixamento da nota de crédito pela S&P ainda neste ano. Na semana passada, a agência rebaixou o rating do banco de BB para BB-, retirando o grau de investimento.  A Bravante, empresa de logística marítima da qual o BTG é acionista, estaria atrasando o pagamento de fornecedores. Procuradas pelo RR, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BTG e Bravante

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07.12.15
ED. 5263

Liquidação

 A investida do BTG no varejo pode chegar ao fim com a realização de um sonoro prejuízo. A família Gouvêa, que mantém 30% da Leader, está se mobilizando para recomprar o controle na bacia das almas, bem distante do R$ 1 bilhão que o banco pagou por 70% da empresa. O BTG vai vender integralmente sua participação de 35% na BR Properties. Na semana passada, o banco já havia leiloado R$ 182 milhões em ações da empresa. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BTG e Leader

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01.12.15
ED. 5259

CPI de festim

 Por ora, a movimentação de deputados dispostos a instalar uma CPI do BTG é puro jogo de cena. No momento, há cinco comissões parlamentares de inquérito em andamento na Câmara, limite máximo imposto pelo regimento interno da Casa.

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30.11.15
ED. 5258

Esteira separada

 Crise na academia: as relações entre Alexandre Accioly e o BTG, sócio da Bodytech, azedaram de vez. O empresário já se movimenta para recomprar a participação do banco – agora, aliás, ficou bem mais fácil. Accioly nega as desavenças e diz que o BTG é “o melhor sócio que já teve”. A seguinte empresa não retornou ou não comentou o assunto: BTG

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27.11.15
ED. 5257

Por que Mr. Batista chora e ri com a Lava Jato

  Os fatos da última quarta-feira devem ter despertado em Eike Batista as lembranças e os sentimentos mais antagônicos. Tanto André Esteves quanto Delcídio do Amaral estão indissociavelmente ligados a sua trajetória, ainda que em polos opostos. O banqueiro remete a alguns dos maiores insucessos de Eike. Em sua biografia, Esteves aparece como o adviser de dupla face, por vezes mais empenhado em ludibriá-lo e tirar proveito dos problemas do empresário do que ajudar a solucioná-los. Já Delcídio é o parceiro fiel que o conduziu pela mão entre os corredores mais estreitos do poder e ajudou Eike a se livrar do complexo de não ser um “empresário do PT”, como ele mesmo dizia.  Para Eike, André Esteves foi quase sempre sinônimo de operações sinuosas e malsucedidas. Foi Esteves quem expôs o empresário a uma situação constrangedora ao convencê-lo a visitar o Bradesco e externar sua disposição de comprar a participação do banco na Vale. Poucos dias depois, o banqueiro vazava aos jornais o interesse de Eike e a fictícia negociação. Aliás, não foram poucas as vezes em que as reais intenções de Esteves só se revelariam posteriormente. Assim foi por ocasião do IPO da OSX, em 2010. Só bem mais tarde Eike identificou que o BTG usava um duplo chapéu. Adviser da operação, o banco trabalhou na ponta contrária e forçou a oferta a um piso mais baixo, com o propósito de ele próprio encarteirar os títulos. Algo similar ocorreu em 2013, quando os negócios de Eike já derretiam. Convocado para assessorar a EBX na venda de ativos, o banco avaliou a LLX a um preço três vezes menor do que, posteriormente, o grupo viria a conseguir no mercado. Mais uma vez, o BTG estava nas duas pontas. Esteves teria subapreciado o negócio com o objetivo de fazer uma oferta pela LLX por meio de um fundo. Antes da ruptura em definitivo, o banqueiro ofertou a Eike um crédito de R$ 1 bilhão e pediu participação nos resultados das empresas, um modelo que se revelaria um trampolim para uma tentativa de take over do grupo.  Já Delcídio sempre se notabilizou-se por ser um grande facilitador para os negócios da EBX. A relação começou por conta do projeto de Eike de construir um complexo minero-siderúrgico em Corumbá (MS). Ainda no governo FHC, antes de deixar a diretoria de gás e energia da Petrobras, Delcidio modelou, juntamente com Nestor Cerveró, o controverso contrato que beneficiaria a EBX e, em especial, a Termoluma com um retorno inusitado para o setor. Gradativamente, o petista se tornou um dos mais importantes canais de interlocução entre Eike e o governo Lula. Com o tempo, passou a recrutar executivos para o grupo, sobretudo na Petrobras. Paulo Monteiro, que formalmente cuidava da área de sustentabilidade, transformou-se em uma extensão do parlamentar na EBX tanto quanto uma extensão do empresário no gabinete de Delcídio. Foi o senador também quem aproximou Eike de José Dirceu, na frustrada tentativa de equacionar um imbroglio com o governo boliviano. Por todos estes fatos, os novos capítulos da Lava Jato deixaram Eike dividido. Os sentimentos difusos não somam um resultado conclusivo. Nessa pororoca de emoções, talvez o melhor mesmo é que nem Esteves nem Delcídio tivessem passado por sua vida.

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27.11.15
ED. 5257

Black week

 Piada infame que circulava ontem pelas mesas do mercado. O BTG antecipou sua Black Friday em dois dias: na quarta-feira, foi possível comprar ações do banco com quase 40% de desconto.

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26.11.15
ED. 5256

Como Esteves tentou forçar o silêncio do RR

  André Esteves sempre foi um vencedor, mas não necessariamente um bom desportista. Quando contrariado, o banqueiro tentou invariavelmente pressionar o RR. Em abril deste ano, entrou com uma ação na Justiça com o claro propósito de coagir, da pior maneira, a publicação e evitar a divulgação de novas informações eventualmente avessas aos seus interesses. No processo, além de um pedido de indenização na casa dos seis dígitos, Esteves evocou a figura do crime contra o Sistema Financeiro Nacional, com menção à possível reclusão de dois a seis anos, o que tornou ainda mais flagrante o objetivo de constranger a newsletter. O RR jamais fez menção ou levantou qualquer dúvida em relação à saúde financeira do BTG. Muito pelo contrário. Uma busca no site da publicação revela uma série de notas e matérias vinculando o banco a importantes negociações de M&A ou a investimentos na área de private equity. Em todos os casos, ressalte-se, o RR abriu espaço para o posicionamento da instituição, que, na maioria das vezes, optou por não se pronunciar. Agora, sabe-se por quê.  No processo, André Esteves faz menção fundamentalmente à matéria veiculada na edição de 27 de março, com o título “Esteves mergulha nas águas viscosas da Petrobras”. O banqueiro questionou a veracidade de informações que, hoje, à luz dos fatos, no mínimo são objeto de averiguação da força-tarefa da Lava Jato, como a compra de 50% de uma série de blocos de óleo e gás da Petrobras na África. Em sua defesa, Esteves afirmou que pagou o “nada módico” preço de US$ 1,525 bilhão. Depende do ponto de vista. Há fartas evidências de que os ativos foram subapreciados – inicialmente, os blocos estavam avaliados em US$ 7 bilhões. Curiosamente, deve-se dizer, tais operações estavam sob a esfera da diretoria internacional da Petrobras, no passado recente ocupada por Nestor Cerveró, personagem central dos fatos que levaram a Justiça a decretar a prisão de André Esteves. A operação lembra, por vias tortas, o caso da refinaria de Pasadena, pois o contrato permitia a Esteves abandonar o negócio sem aportar os investimentos acordados.  André Esteves contestou também informações relacionadas à compra de postos da BR Distribuidora pela Derivados do Brasil (DVBR). Como não poderia negar a existência da operação, o banqueiro procurou o expediente do diversionismo ao dizer que a DVBR “não integra o Grupo BTG” e é controlada pela “BTG Alpha, companhia de um grupo de acionistas do BTG Pactual”. Neste ponto, o banqueiro tentou fazer crer que a publicação creditava ao BTG Pactual a participação no episódio, como se tal associação colocasse em risco a credibilidade da instituição financeira. Só que em nenhum momento o RR atribuiu o negócio ao banco, mas, sim, ao próprio Esteves. O banqueiro negou também qualquer relação com o doleiro Alberto Youssef, desmentindo todos os veículos de comunicação do país. Nota  O RR não se jacta do desenrolar dos fatos e, como todos, espera que as denúncias relacionadas à Lava Jato sejam investigadas a fundo. Diante das circunstâncias, apenas se sente no dever de esclarecer algumas questões, em respeito aos seus leitores e a sua própria história, prestes a completar meio século. André Esteves não precisa constranger um veículo jornalístico cuja função é produzir subsídios para analistas argutos, a exemplo do que dizia o saudoso ex-ministro Mario Henrique Simonsen. O banqueiro sempre foi um vencedor. Ao menos até ontem.

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26.11.15
ED. 5256

BTG News

 Pérsio Arida assumiu e sumiu.

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13.11.15
ED. 5247

Uma estrela que cai na constelação do BTG Pactual

O Google exibe uma única foto de André Esteves e Carlos Fonseca juntos. Talvez nunca mais exista outra. Responsável por algumas das mais engenhosas operações financeiras feitas pelo BTG nos últimos anos – a ponto de ser incensado pela mídia e tratado por muitos como uma espécie de “André Esteves” do André Esteves –, Fonseca sofreu um downgrade em sua reputação. O outrora todo-poderoso comandante da área de private equity, onde chegou a ter sob seus condões quase R$ 40 bilhões aplicados em mais de três dezenas de empresas, tem perdido influência sobre esse e outros setores da instituição financeira. Aos poucos, suas funções estariam sendo absorvidas por outros sócios, notadamente Marcello Hallack, seu par na chamada divisão de Merchant Banking. Das tantas atribuições que tinha, estaria se dedicando basicamente à ingrata missão de administrar uma série de ativos problemáticos do BTG, entre eles um fundo de real estate que só dá dor de cabeça e, sobretudo, as participações deficitárias do banco, a começar pela Leader Magazine e pela BR Pharma. Boa parte dessas operações foi engendrada pelo próprio Fonseca. Procurado pelo RR, o BTG nega que o executivo tenha sido afastado de suas funções na área de Merchant Banking. Pode ser que tudo não passe de uma condição temporária e, dependendo dos resultados da faxina na carteira de participações do BTG, Carlos Fonseca saia do seu purgatório particular; pode ser que sua travessia pela barca de Caronte seja um caminho sem volta. O fato é que ele não está sozinho nessa viagem. Sua delicada posição dentro do BTG neste momento é reflexo da estratégia demasiadamente agressiva e, muitas vezes, desmedida adotada pelo banco para crescer na área de private equity. No afã de avançar rapidamente, a instituição imprimiu um ritmo frenético. Entre 2008 e 2012, houve períodos em que Fonseca chegou a fechar uma nova aquisição a cada trimestre. Já diz o adágio popular que a pressa e a perfeição não convivem em harmonia. Até hoje, algumas dessas operações são alvo de críticas dentro do próprio banco. Um dos casos mais emblemáticos é a compra de 70% da Leader Magazine, conduzida por Fonseca. Um negócio razoavelmente complexo teria sido fechado com uma ligeireza incomum. Entre as primeiras tratativas com os controladores da rede varejista e a assinatura do cheque, não teria se passado sequer um mês. Consta que o BTG dispensou a due diligence e aceitou pagar algo em torno de R$ 1 bilhão – três meses antes, a GP Investimentos havia oferecido R$ 700 milhões pela mesma participação. Hoje, a Leader dá seguidos prejuízos e precisa de uma capitalização emergencial, da ordem de R$ 300 milhões. É um caso similar ao da BR Pharma, que terá de receber um aporte de R$ 600 milhões para cobrir os prejuízos e reduzir seu endividamento. Aliás, a venda da bandeira Mais Econômica, anunciada nesta semana, é um exemplo bem acabado de como o BTG tem perdido dinheiro com seus negócios em private equity. Segundo o valor divulgado, a rede de farmácias gaúcha foi vendida à Verti Capital por apenas R$ 44 milhões, ou aproximadamente US$ 12 milhões. Estima-se que, em fevereiro de 2011, o banco não pagou menos de US$ 120 milhões pela empresa.

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12.11.15
ED. 5246

Novo BC

 Em meio à febre em torno da possível nomeação de Henrique Meirelles para a Fazenda, já estão sendo feitas as apostas sobre quem vai ocupar a presidência do Banco Central, no lugar de Alexandre Tombini. O economista Eduardo Loyo, atualmente no BTG, está na pole position. Loyo ocupou a diretoria de estudos especiais do BC e sempre foi tido como os quindins de Meirelles. Para todos os efeitos, Tombini tem dito aos stakeholders que pretende se aposentar.

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12.11.15
ED. 5246

Bye, bye, BTG

 O Ontario Teachers’ Pension Plan perdeu o encanto por Andre Esteves. Gradativamente, o fundo de pensão canadense tem reduzido sua participação no BTG. Seu naco já estaria abaixo dos 4%. Mantido o ritmo atual, o adeus definitivo viria no início de 2016. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: BTG

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 O BTG vai vender mais 5% da Rede D’Or, o que poderá gerar cerca de R$ 1 bilhão. Um alívio para a contabilidade da área de private equity, que tem batráquios como BR Pharma e Sete Brasil? Nada disso. O dinheiro vai quase todo para o bolso dos sócios, responsáveis pelo aporte para a compra da fatia da rede hospitalar. A empresa não se pronunciou.

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09.11.15
ED. 5243

BR Pharma

 O fantasma de um novo rebaixamento do rating pela Moody´s, ainda neste ano, paira sobre a BR Pharma .Em setembro, a agência reduziu a nota do braço de varejo farmacêutico do BTG. A empresa tem em caixa apenas R$ 50 milhões, o que não paga nem 8% da dívida líquida.

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15.10.15
ED. 5227

Pacote fechado

O BTG está tentando empurrar a BR Pharma para a norte-americana CVS. A operação de André Esteves no varejo farmacêutico, que reúne mais de mil drogarias, só dá prejuízo – R$ 168 milhões apenas no primeiro semestre desse ano.

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09.10.15
ED. 5224

Rotas opostas

A joint venture entre o BTG e a Deep Sea Suply está prestes a emborcar. A empresa sediada no Chipre procura um comprador para sua participação de 50% no negócio. A companhia de apoio a embarcações offshore estava quase toda ancorada na Petrobras. Já viram, né?

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28.09.15
ED. 5215

Leader é um problema a mais na prateleira do BTG

O que colocaram na água de André Esteves? Como se não bastassem o iminente naufrágio da Sete Brasil e os seguidos problemas financeiros da BR Pharma, a Leader Magazine está com o nome sujo na praça. Controlada pelo BTG, a rede varejista tem encontrado dificuldades para honrar seus compromissos. Desde o início do ano, estaria atrasando sistematicamente o pagamento de salários e, sobretudo, de fornecedores. Os casos mais graves envolveriam a Seller, rede com 50 lojas em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul comprada pela Leader em junho de 2013. Há indústrias do setor têxtil, particularmente do segmento de cama e mesa, e fabricantes de utensílios domésticos que estariam há mais de quatro meses sem receber. O grupo varejista teria se comprometido a normalizar os pagamentos em julho, quando seria concluída a integração contábil entre a Leader e a Seller. Mas, segundo dois fornecedores ouvidos pelo RR, isso não ocorreu. Dívida, como se sabe, é bala que ricocheteia. Há casos de empresas têxteis de pequeno e médio porte que estariam com dificuldade de manter suas próprias operações em função dos atrasos da Leader – alguns destes credores têm a receber não mais do que R$ 200 mil. De acordo com uma das fontes do RR, um grupo de fornecedores já se articula para entrar na Justiça contra o grupo varejista. À medida que o tempo passa maior a pressão sobre o BTG, dono de 70% da Leader – os 30% restantes pertencem aos acionistas fundadores, a família Gouvêa. No início do ano, o banco acenou com um aporte de até R$ 300 milhões na rede varejista, mas recuou com o agravamento da crise financeira da companhia. Nos últimos meses, o BTG vem tentando arrumar a casa com o objetivo de vender a empresa e se livrar de um aumento de capital que cairia integralmente na sua conta – os Gouvêa não têm interesse em acompanhar o desembolso. No entanto, até o momento, a reestruturação conduzida pelo ex-Pão de Açúcar Enéas Pestana não surtiu o efeito esperado. O próprio Pestana desembarcou no negócio com a intenção de fazer uma oferta pelo controle – ver RR edição nº 5.147 –, mas teria recuado ao constatar que o braseiro é muito mais incandescente.

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18.09.15
ED. 5209

Triunfo põe mais ativos sobre o balcão

Após se desfazer das hidrelétricas de Salto e de Garibaldi, a Triunfo deverá deixar mais dois anéis pelo caminho. O grupo estaria em busca de um comprador para as suas participações no Tijoá, consórcio responsável pela Usina de Três Irmãos (a maior do Sistema Tietê), e na Portonave, que administra um terminal portuário em Navegantes (SC). Em ambos os casos, a companhia detém metade do capital. Mais uma vez, o mandato estaria nas mãos do onipresente BTG. Oficialmente, a Triunfo garante que seu processo de desmobilização de ativos está encerrado e que o contrato com o banco de André Esteves limitava-se à venda das usinas de Salto e Garibaldi. A prioridade da Triunfo neste momento é reduzir o nível de alavancagem e, desta forma, ganhar fôlego para novos investimentos em suas concessões, notadamente no Aeroporto de Viracopos. A relação passivo de curto prazo/Ebitda chegou a preocupantes 4,5 vezes no semestre passado. Com a venda de Salto e Garibaldi, deve cair para três. Para os padrões históricos do grupo, ainda é alto demais. A meta da Triunfo é afrouxar essa corda e trazer a dívida líquida para 1,5 vez o Ebitda.

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 A Estre Ambiental, que recebeu um novo aporte do BTG, estaria negociando a compra de uma participação na Águas do Brasil. A holding reúne 13 concessões de saneamento no Rio de Janeiro, São Paulo e Amazonas. Procurada, a Águas do Brasil garante que não está à venda. * A Estre não nos respondeu quando perguntada sobre a negociação.

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26.08.15
ED. 5193

O mundo gira

O empresário Raul Aguilera está com a mão coçando. Em 2011, vendeu sua rede de drogarias, a Big Ben, para o BTG por US$ 260 milhões. Desde então, o negócio deteriorou de tal maneira que Aguilera tem convicção de que, se colocar US$ 150 milhões sobre a mesa, recompra a empresa. Aliás, o que estará acontecendo com André Esteves? * A BTG não nos retornou.

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04.08.15
ED. 5177

O inferno astral de Eduardo Plass

Uma conjugação de fatos inconvenientes, para se dizer o mínimo, trouxe o banqueiro Eduardo Plass de volta aos holofotes com uma intensidade que não se via desde os seus tempos de Pactual. De um lado, Plass vê seu nome citado no SwissLeaks, como um dos brasileiros que supostamente mantiveram contas irregulares no HSBC da Suíça; do outro, o TG Bank, banco de sua propriedade com sede no Panamá, foi intimado pela PF a prestar esclarecimentos sobre as empresas Golden Rock e Blue Diamond, suas clientes – ambas suspeitas de fazer pagamentos ilícitos a políticos brasileiros. E, no meio de tanta tormenta, a reestruturação em curso na sua gestora de recursos, a Opus, parece não ter fim. Nos últimos meses, a Opus praticamente exterminou a equipe de renda fixa e reduziu à metade a divisão de renda variável. O alvo agora seria a operação de private equity. Segundo uma fonte bem próxima a Plass, além de novas demissões, a Opus vai reduzir gradativamente sua carteira de participações. Oficialmente, a gestora nega o enxugamento da área de private equity. No entanto, de acordo com a mesma fonte, Plass estaria em busca de um comprador para a sua fatia de 16% na Ideiasnet. As ações já teriam sido oferecidas à Itaú Asset Management, também acionista da incubadora de empresas de internet.

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03.08.15
ED. 5176

Sete Brasil

O estaleiro Jurong, de Cingapura, até está disposto a entrar no capital da Sete Brasil. Mas desde que os fundos de pensão e o BTG aumentem sua participação no negócio. Procurada, a Sete Brasil disse que “segue em busca da viabilização de seu plano de reestruturação”.

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29.07.15
ED. 5173

Sócios da Positivo Educação divergem até no acordo

Se há um consenso entre as várias famílias que controlam a Positivo Educação é de que o momento é oportuno para passar adiante o negócio. Até aí morreu Neves. A questão é a qual preço. A empresa está entre as dez maiores do setor, reúne 30 mil alunos, colégios, universidade, lucro anual entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões desde 2010 e taxa de crescimento de receita superior a 20%. A ânsia vendedora se explica pela acelerada consolidação do setor educacional no país, com a entrada em massa de grandes grupos internacionais que não param de comprar. A preocupação dos sócios da Positivo, à  frente o fundador Oriovisto Guimarães, tendo como fiel escudeiro seu filho Lucas, é perder o bonde. Aliás, melhor seria dizer continuar perdendo o bonde. Oriovisto se reuniu com uma trinca de gestoras norte-americanas pesopesado – Texas Pacific Group (TPG), General Atlantic e Carlyle, que juntas administram nada menos do que US$ 280 bilhões em ativos. De sobra, ainda houve conversa com o fundo Gera, de Jorge Paulo Lemann. Pena que pode ter sido tudo à  toa. As mesmas famílias que querem vender não se entendem sobre o valor a ser cobrado. Todos os interessados ofereceram em torno de R$ 1 bilhão, mas o montante é considerado café pequeno pelos sócios Samuel Lago e Rodrigo Formighieri e seus respectivos parentes. O dilema é que ninguém tem maioria absoluta do capital, bastante pulverizado. Os maiores acionistas têm 15% cada um. O desentendimento sobre valores mais parece uma sina ou uma saga familiar. Há dois anos, a história se repete. Oriovisto tem tentado usar sua ascendência, digamos, histórica, para convencer os sócios a encontrar um denominador comum. Contratou o BTG Pactual para fazer uma reestruturação na gestão da companhia, profissionalizar tudo e apresentar uma proposta financeira. Procurada pelo RR, a Positivo limitou-se a dizer que “não tem conhecimento de tais informações”. O banco deve apresentar uma solução que idealmente precifique melhor o ativo e atenda às expectativas de todos os sócios controladores. A solução mais desenhada é fazer uma oferta privada (private placement) com base em um valuation acima de dez vezes o Ebitda. A opção seria uma alternativa ao IPO, defendido por sócios anteriormente. Parece simples, não? Mas vá fazer os “positivos” se entenderem. Até hoje essa foi uma missão inglória.

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23.07.15
ED. 5169

O BTG decidiu dobrar

O BTG decidiu dobrar uma aposta de alto risco: deverá aportar mais R$ 500 milhões na deficitária Brasil Pharma.

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07.07.15
ED. 5157

Na Rede D’Or

Na Rede D’Or, o que se diz é que o BTG Pactual deverá zerar sua posição na rede de hospitais até o fim do ano. O banco chegou a ter quase 30% do capital; hoje, controla 15%. Oficialmente, o BTG nega a intenção de deixar o negócio.

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14.05.15
ED. 5120

Após sacramentar a venda

Após sacramentar a venda de 8% da Rede D’Or para o Carlyle, o BTG e o empresário Jorge Moll deverão negociar em breve mais um lote de suas ações na companhia.

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08.05.15
ED. 5116

Esteves quer levar o HSBC sem concorrência

 André Esteves é incorrigível. O balão de ensaio plantado na mídia de que ele é o ?cavalo vencedor? na disputa pelo HSBC é um filme trash já visto por todos. O enredo é autotélico. Esteves acha que somente o BTG pode disputar o certame pela compra do HSBC porque o sistema bancário brasileiro é concentrado. E ponto final. Só não diz concentrado em relação a quem? Confrontado com os Estados Unidos, o mercado brasileiro é super concentrado. Na comparação com a França, estamos mais ou menos ao par. Quando a referência é a Espanha, a correlação numérica de instituições bancárias é a mesma. Agora, se o parâmetro for a andia, o Brasil tem o dobro de bancos.  O argumento de André Esteves é casuísta e atende unicamente ao seu próprio interesse. A compra do HSBC permitiria a ele alavancar seus negócios, saindo de uma situação, digamos assim, desconfortável. Como é sabido, o banqueiro não tem sido exitoso em diversas das suas operações. O modelo para colocar o HSBC no bolso, Esteves conhece de cor. É uma derivada da fórmula vendida a Eike Batista para juntar a Vale com o Grupo X, desafogando este último em função do aumento da alavancagem. Sim, a palavra chave é esta: alavancagem. É em nome do abate desta presa que ele busca imobilizar a banca comercial mais bem equipada e situada no ranking do setor. Em vez de dizer solidez, Esteves esfaqueia com a palavra concentração. Espera-se que não seja mais um logro. Em tempos recentes, André Esteves ajudou a aumentar a concentração bancária com a compra do Banco Pan-Americano. Parceira no negócio, a Caixa Econômica deu mais uma engordada com o aperitivo. Ou seja: o manda-chuva do BTG diz uma coisa e faz outra. Apesar das semelhanças, contudo, ainda é muito cedo para dizer que André Esteves é um Eike II.

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29.04.15
ED. 5110

BTG e Safra disputam ativos do Société Générale

Justamente no momento em que têm seus nomes citados em dois grandes escândalos da República – o primeiro na Lava Jato e o segundo, no caso Carf -, BTG Pactual e Safra travam uma disputa particular no ranking bancário nacional. Esta trama tem um coadjuvante de luxo: o Société Générale. O encerramento das atividades do Cacique e do Pecúnia e a consequente saída do varejo foram apenas o início do fim do banco francês no país. Segundo informações filtradas junto ao próprio Société, o grupo procura um comprador para o que restou das suas operações no Brasil – leia-se a unidade de corporate & investment banking. É justamente neste ponto do enredo que entram em cena o BTG e o Safra. As duas instituições estariam mantendo conversações com o Société Générale. Ambas olham para o banco francês e enxergam a possibilidade de avançar uma casa no tabuleiro da banca nacional. O interesse do BTG e do Safra traz um ingrediente extra para a operação. A saída do Société Générale do Brasil poderá ter um impacto sobre o ranking bancário nacional que provavelmente não teria caso fossem outros os candidatos ao negócio. Com a aquisição, a casa bancária dos Safra pularia de R$ 140 bilhões para aproximadamente R$ 158 bilhões em ativos, ultrapassando no photochart o BTG, que atualmente soma cerca de R$ 154 bilhões. Por sua vez, ao ficar com as operações do grupo francês no Brasil, o banco de André Esteves não apenas abriria distância do Safra como ainda tomaria a posição do HSBC no ranking bancário, tornando-se o quarto maior banco privado do país em ativos. Além do avanço no tabuleiro do setor, a operação teria uma mais-valia tanto para o BTG quanto para o Safra. O eventual vencedor do duelo poderá dar uma lustrada na sua imagem no momento em que seu nome aparece nos jornais associado a investigações policiais. O Société Générale protagoniza uma das mais anunciadas – e negadas – despedidas do setor. Mesmo após anunciar o fechamento de seus dois bancos de varejo, em fevereiro deste ano, os franceses desmentiram que estivessem prestes a deixar o país. a€quela altura, no entanto, provavelmente já arrumavam as malas. Aliás, o próprio CEO do banco no Brasil, Francis Repka, já teria acertado seu retorno a  Europa para dirigir outra subsidiária do grupo.

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23.04.15
ED. 5106

Esteves, BNDES e as tetas da traição

 O banqueiro André Esteves está sendo chamado de assador de porcos entre os técnicos do BNDES – uma alusão a uma fábula de origem espanhola que ficou célebre após ser citada na publicação argentina “Juicio a la escuela”, de 1976. Os funcionários do banco nunca simpatizaram com o estilo predador do dono do BTG. Mas agora ele teria passado dos limites. Esteves detonou a agência de fomento, chamando a instituição de “um monstrengo que beira o disfuncional”. Disse que o “uso dos recursos deve ser represado” e que estaria “menos preocupado com a qualidade técnica e até com casos de corrupção do que com o tamanho do BNDES”. No banco, o mínimo que se diz é que o banqueiro é um bufão – não confundir com porcão. A dinheirama que ele queria tirar para si não vale para os outros. Quem não se lembra da tentativa de Esteves de juntar o Pão de Açúcar com o Carrefour com o dinheiro – de quem? – do BNDES. E da rocambolesca operação de fusão da EBX com a Vale, igualmente envolvendo o capital do banco.  Esteves é o personagem certo para a fábula do porco assado. Certa vez, aconteceu um incêndio num bosque onde havia alguns porcos, que foram assados pelo fogo. Os donos dos animais, acostumados a comê-los crus, experimentaram e acharam a carne assada deliciosa. A partir daí, toda a vez que queriam comer porco assado incendiavam um bosque. O BTG, como se sabe, bem que tentou assar alguns projetos emporcalhados no BNDES, mas o banco, que obedece a critérios técnicos, não deixou Esteves queimar o bosque. Até surgir a oportunidade de torrar um novo suíno, o banqueiro vai mandar a ripa no lombo do BNDES.

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16.04.15
ED. 5102

Mitsubishi Motors é mais um prejuízo na conta do BTG

Em meio ao naufrágio da Sete Brasil e a  delicada situação financeira da Brasil Pharma e da Eneva, um novo fracasso paira sobre André Esteves. Cinco anos após se associar a  Mitsubishi Motors do Brasil, o BTG Pactual prepara- se para deixar o negócio. O banco já teria oferecido sua participação na montadora aos próprios japoneses da Mitsubishi e a private equities internacionais. Vai sair pela garagem dos fundos, levando no bagageiro um razoável prejuízo. Segundo informações filtradas junto ao próprio banco, as perdas chegam a US$ 150 milhões. A ocasião não poderia ser menos propícia para o desinvestimento. Quando se uniu a  Mitsubishi Motors, no início de 2010, o setor automotivo estava na crista da onda e a montadora havia acabado de concluir a expansão da sua fábrica em Catalão (GO). a€ época, a companhia acenava com investimentos de R$ 1 bilhão para aumentar a produção, mas, ao que consta, não chegou a desembolsar sequer a metade deste valor. A meta de duplicar a capacidade de produção da fábrica goiana perdeu sentido diante das circunstâncias do mercado. Entre janeiro e março deste ano, as vendas da Mitsubishi caíram 25% em relação aos três primeiros meses de 2014. Mesmo entre os demais acionistas do BTG, a associação com a montadora sempre foi vista mais como uma ação entre amigos do que exatamente como um investimento puro-sangue do banco. André Esteves e o empresário Eduardo de Souza Ramos, controlador da Mitsubishi Motors do Brasil e representante da marca japonesa no país desde a década de 90, se conhecem há mais de 15 anos e mantêm outros investimentos conjuntos. a€ época, não obstante o momento de pujança da indústria automobilística, sócios de Esteves teriam, inclusive, questionado a operação, mas manda quem pode e obedece quem tem juízo. De todo o modo, sempre chamou a atenção o extremo sigilo em torno da negociação entre o BTG e a Mitsubishi. Até hoje, as duas partes jamais confirmaram oficialmente o valor do aporte e sequer o tamanho da participação societária envolvida no acordo.

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13.04.15
ED. 5099

BTG vs. Eneva

Maior credor da Eneva, o BTG Pactual tem sido o principal empecilho a  operação de aumento de capital da empresa proposta pela alemã E.on, sua controladora. Não custa lembrar que o banco de André Esteves já provisionou em balanço quase R$ 300 milhões em créditos contra a companhia.

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09.04.15
ED. 5097

Bula da Profarma indica a venda do controle

Firmar-se como um consolidador do varejo farmacêutico – e, desta forma, dar continuidade a uma saga iniciada há mais de cinco décadas – ou aproveitar uma oportunidade de ouro para vender o negócio da família e colocar um caminhão de dinheiro no bolso? Para muitos, esta poderia ser uma Escolha de Sofia, mas, ao que parece, não é o caso de Sammy Birmarcker, herdeiro e presidente da Profarma. Segundo fontes próximas ao empresário, Birmarcker está cada vez mais seduzido pelo canto de uma sereia chamada AmerisourceBergen. Dono de 20% da Profarma, o grupo norte-americano está disposto a abrir o cofre para assumir o controle da empresa e fincar definitivamente sua bandeira no mercado brasileiro. Estima-se que a operação possa chegar perto de R$ 1 bilhão. Procurada pelo RR, a Profarma não quis comentar o assunto, mas informou que “qualquer fato relevante será de conhecimento público”. A venda da Profarma – uma das grandes distribuidoras de medicamentos do Brasil e dona de 130 farmácias sob as marcas Drogasmil, Farmalife e Tamoio – é uma operação razoavelmente intrincada. Depende de um acordo entre os quatro principais acionistas – além de Sammy, o bloco de controle é composto pelo fundador da empresa, Manoel Birmarcker, sua esposa, Cacilda, e a outra filha do casal, Deborah. De todos, o patriarca seria o mais hostil a  negociação com os norte-americanos. No entanto, a resistência de Manoel Birmarcker parece ser um muro poroso, como indica a própria venda de um quinto do capital para a Amerisource- Bergen, no ano passado. A negociação do controle livraria os Birmarcker de ter de pedalar o crescimento da Profarma em um mercado de escalas cada vez mais inalcançáveis. Não custa lembrar que, no ano passado, a família chegou a negociar a fusão da Profarma com a Brasil Pharma, do BTG. A associação, no entanto, esbarrou nos desacertos, equívocos estratégicos e crescentes prejuízos da operação farmacêutica de André Esteves.

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27.03.15
ED. 5089

Esteves mergulha nas águas viscosas da Petrobras

 André Esteves nunca escondeu que não tem pruridos em escavar ativos podres. Eis aí a carcaça do Bamerindus como prova inconteste. Mas, neste momento, é melhor não mexer com as mãos limpas em projetos que atravessam a calçada da Lava Jato. O banqueiro vai usar luvas cirúrgicas e terceirizar sua participação para entrar de banda no setor da construção pesada. A Petrobras, como sempre, é a meca. Esteves quer aproveitar a crise de liquidez das empreiteiras de estirpe para reservar seu assento em futuras cartas- convite da estatal. O expediente encontrado é a compra de um pedaço da Triunfo por meio de um fundo offshore. Receita manjada, essa operação ficará no quintal. Na sala, a Triunfo contratará o BTG para vender participação em algumas subsidiárias. O objetivo de ambas as iniciativas é gerar recursos para a compra de uma empresa do setor que agregue a  Triunfo capital humano e maior tecnologia em obras do ramo. Em idos nem tão distantes, Esteves namorou uma empresa da construção pesada, a Delta, mas a aquisição não andou. É provável que André Esteves não tenha a menor ideia, mas existiu no Brasil, nos idos dos anos 30, um híbrido de banqueiro e empreiteiro que prestou os melhores serviços ao país, notadamente a  indústria nacional. Trata-se de Roberto Cochrane Simonsen, flor rara da elite empresarial. O presidente do BTG se identifica com outras espécies, a dos predadores financeiros e os caçadores de tesouros públicos desprotegidos. O Esteves predador não é nenhuma novidade. Mas, o caçador de arcas mal cuidadas é um ente em desenvolvimento. Fincou seu primeiro pé na Petrobras, em 2012, em um ativo desguarnecido. Comprou 50% dos blocos da estatal na africa; raspou o que tinha na Nigéria, Tanzânia, Angola, Benin, Gabão e Namíbia. Na primeira estimativa, o valor total dos campos foi calculado em US$ 7 bilhões. Depois, foi recalculado em US$ 4,5 bilhões, posteriormente reduzido para US$ 3,05 bilhões. Moral da história: a operação de compra acabou sendo fechada em US$ 1,5 bilhão. O BTG pagou o menor dos menores preços – o TCU investiga se foi ele quem arbitrou o valor -, auferiu dividendos de US$ 150 milhões no oitavo mês, prevê ganhar US$ 1,8 bilhão em três anos e pode realizar a cláusula do contrato de abandonar o negócio, sem fazer qualquer investimento, a qualquer tempo (uma espécie de “Pasadena das savanas”). Esteves também bicou a Petrobras via BR Distribuidora, no fatídico ano de 2012. Nesse ponto da história, o assunto se torna mais periclitante devido ao ingresso na trama do doleiro Alberto Youssef. Ele associa Esteves ao propinódromo da estatal. Junto com seu sócio Carlos Santiago, o “Carlinhos”, na Derivados do Brasil (DVBR), o banqueiro teria embolsado R$ 300 milhões em investimentos nos postos, ao custo módico de R$ 6 milhões em propina. Com a Triunfo, Esteves passaria também a ser dono do aeroporto de Viracopos e de rodovias. O verdadeiro oceano a ser singrado, contudo, são as águas viscosas da Petrobras.

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20.02.15
ED. 5064

BTG Pactual se esquiva dos respingos da Lava Jato

Das duas uma: ou André Esteves acredita que a situação da Petrobras vai piorar ainda mais ou, então, avalia que o risco político não compensa qualquer proximidade da companhia neste momento. Só isso explica a decisão do BTG Pactual de se despir do figurino de fornecedor da estatal e vender suas empresas na área de óleo e gás mesmo com a forte depreciação dos ativos do setor. O banco procura um comprador para a DSB Investimentos, holding que controla a Deep Sea Supply BTG (Dess BTG) e a Bravante. As duas empresas são donas de uma das maiores frotas de apoio a atividades offshore do país, que atende, notadamente, a  Petrobras. São 60 embarcações, entre equipamentos próprios e de terceiros. O principal candidato a  aquisição está sentado bem ao lado do BTG. Trata-se do FIP Brasil a“leo & Gás, fundo administrado pela Valora Gestão de Investimentos, que, desde maio deste ano, detém uma participação minoritária na DSB. Quem corre por fora é a Goldman Sachs. O banco norte-americano está montando um fundo de participações na América Latina com foco na área de energia, notadamente petróleo e gás e atividades afins. Com a venda da DSB, André Esteves enterra de vez a pretensão de montar uma grande operação integrada de supply chain. Na outra ponta, o BTG Pactual já jogou a toalha em relação a  recuperação da Sete Brasil, da qual é acionista. A empresa, que fornece sondas para a Petrobras, vive uma situação dramática. Precisa levantar cerca de R$ 2 bilhões para honrar dívidas que vencem no curto prazo. Não é de hoje que o BTG sinaliza a disposição de pular fora do setor. A evidência mais aguda veio em 2013, quando o banco desistiu da compra da Companhia Brasileira de Offshore (CBO), então pertencente ao Grupo Fischer e posteriormente arrematada pelas gestoras Vinci e P2. Desde então, Esteves e cia. têm reduzido consideravelmente os aportes na Dess BTG e na Bravante. Originalmente, o plano de investimento das duas empresas para o biênio 2014/2015 girava em torno dos US$ 600 milhões – a maior parte destes recursos destinada a  compra de dez navios. Metade seria construída nos Estados Unidos e o restante, no estaleiro da própria Bravante, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Até agora, no entanto, apenas um terço da cifra foi efetivamente desembolsada e a direção da DSB trabalha com a expectativa de encomenda de apenas cinco novas embarcações. Em tempo: e os campos de petróleo na africa que o BTG adquiriu junto a  Petrobras em condições de mãe para filho? Nesses, o banco não mexe. Trata-se de um operação rentável, cujo risco político já está devidamente amortizado.

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19.02.15
ED. 5063

Alguns sócios do BTG andam preocupados com a exposição do banco

Alguns sócios do BTG andam preocupados com a exposição do banco a riscos maiores. Do jeito que vai, acaba sendo o Votorantim a comprar o BTG e não o contrário, como estava escrito no zodíaco.

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09.01.15
ED. 5037

BTG na estrada

O BTG Pactual está construindo uma ponte societária para unir as estradas da Ecorodovias, da qual é acionista, e do Grupo Triunfo, controlador de quatro concessões.

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05.01.15
ED. 5033

Walgreens busca um biotônico nas prateleiras da Panvel

Há uma invasão estrangeira em curso no varejo farmacêutico nacional. Se, de um lado, a norte-americana CVS já comprou a Onofre e há meses tenta fisgar também a Drogarias Pacheco São Paulo (DPSP), por outro a não menos gigantesca Walgreens estaria em negociações para a compra da Panvel. Tratase da maior rede de drogarias da Região Sul, com 350 lojas e um faturamento anual próximo dos R$ 2,3 bilhões. Estima-se que o valor do negócio possa chegar a 15 vezes o Ebitda da Panvel, o equivalente a algo em torno de R$ 1,4 bilhão. A rede gaúcha é controlada pelo Grupo Dimed, do empresário Julio Mottin Neto, um dos maiores distribuidores de medicamentos do país. Uma fatia minoritária do capital – aproximadamente 16% – está nas mãos da gestora de recursos Investidor Profissional. A Walgreens não deverá entrar sozinha no negócio. Traz a reboque o grupo varejista europeu Alliance Boots, numa parceria doméstica: os norte-americanos são acionistas da empresa de origem anglo-suíça, com 45% do capital. Desde 2012, quando houve a associação, a dupla tornou- se a maior rede de distribuição e comercialização de medicamentos do mundo, um colosso com mais de 11 mil farmácias e uma receita superior a US$ 120 bilhões. A rigor, Walgreens e Alliance Boots já têm um pé no Brasil: em maio, ao comprarem o controle da rede de drogarias mexicana Saba, herdaram as lojas da GNC no país. O negócio, no entanto, é uma pilulazinha no fundo da prateleira do varejo farmacêutico. A empresa reúne somente 18 lojas especializadas na venda de vitaminas e produtos naturais. A Panvel, por sua vez, se encaixa perfeitamente no perfil do ativo que Walgreens e Alliance Boots procuram no Brasil: redes de forte presença regional, mas sem o fôlego financeiro necessário para montar uma operação em escala nacional. Em tempo: do lado específico da Walgreens, esta não é a primeira tentativa de cravar uma aquisição de peso no Brasil. No ano passado, os norte-americanos fizeram uma oferta pela BR Pharma, holding controlada pelo BTG Pactual, que congrega seis redes de drogarias. Na época, o banco rechaçou a proposta. Se fosse hoje… O BTG não vê a hora de deixar a empresa, que vive grave crise financeira e se tornou um sugadouro de recursos: neste ano, André Esteves e cia. tiveram de fazer um aporte emergencial de R$ 400 milhões na BR Pharma.

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29.07.14
ED. 4923

Estre Ambiental

 As negociações entre o empresário Wilson Quintella, controlador da Estre Ambiental, e um fundo ligado a George Soros viraram água. Resultado: mesmo com o apoio financeiro do BTG Pactual, Quintella já saiu em busca de um novo sócio para a companhia.

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18.07.14
ED. 4916

BTG Pactual

 Paralelamente a  emissão de ações que será feita para a compra do suíço BSI, André Esteves estaria costurando com os fundos soberanos da China, de Cingapura e de Abu Dhabi um aumento de capital do BTG Pactual. Hoje, o trio detém 19% do banco.

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22.11.13
ED. 4783

Esteves acha um atalho para o Banco Votorantim

 É impressionante como Eike Batista, ou melhor, como a débâcle de Eike Batista faz bem a André Esteves. O banqueiro foi muito bem remunerado para ser adviser de uma reestruturação que sequer chegou a entregar. Só na venda da MPX, teria embolsado aproximadamente R$ 50 milhões, isso para não falar do valor intangível do acesso a s mais intestinas informações do Grupo EBX – um conhecimento que pode ter mil e uma serventias. No entanto, nessa curiosa e bem recompensada convivência, o maior dos ganhos obtidos por Esteves não deverá vir pelo seu figurino de conselheiro. Por vias transversas, Eike tem tudo para ser o responsável pela consumação do maior e mais cobiçado projeto do banqueiro: ser sócio, a um só tempo, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. O “X” da questão é a execução da garantia dada pelo Banco Votorantim ao empréstimo de US$ 228 milhões do BNDES a  OSX. Ao que tudo indica, o pagamento da carta-fiança, anunciado nesta semana, foi a gota d’água na conflituosa sociedade entre o BB e os Ermírio de Moraes, sócios no Votorantim. O desembolso dos US$ 228 milhões praticamente aniquilou qualquer possibilidade de o banco fechar o último trimestre do ano no azul e interromper a longa sequência de prejuízos. Somando-se os balanços de 2011 e de 2012, as perdas chegam a impressionantes R$ 2,2 bilhões. Nos noves primeiros meses deste ano, o déficit acumulado é de R$ 633 milhões. Ressalte-se que a direção do Votorantim teria aprovado a concessão da carta-fiança sem a anuência do BB. O resultado não poderia ser outro. Segundo fontes ligadas a  instituição, a situação acicatou de tal forma o relacionamento entre as partes que já se dá como certo o rompimento – leia-se a saída dos Ermírio de Moraes, que, aliás, querem deixar esse barco não é de hoje. Neste caso, todos os caminhos levam na direção do BTG Pactual. Há tempos que André Esteves se movimenta para fincar sua bandeira no Votorantim – ver RR edição nº 4.374. Desta forma, o dono do BTG fecharia seu tão sonhado Grand Slam bancário, tornando- se parceiro da Caixa, por meio do Banco Pan (o antigo PanAmericano), e do BB, no Votorantim. A partir daí, as derivações não têm limite. Esteves poderia, por exemplo, criar uma holding onde penduraria suas participações nos dois bancos. O passo seguinte? Bem ao estilo do BTG, que tal um IPO desta futura empresa? O disfarçado incesto da banca pública – o banqueiro privado fecha os vértices do triângulo com o BB e a CEF – deixará André Esteves em posição privilegiadíssima no setor. A interseção societária com o BB e a Caixa significará o acesso a dois dos maiores canais de distribuição do varejo bancário no Brasil: a dupla soma mais de oito mil agências. A operação, diga-se de passagem, viria em um momento oportuno. O Pan não é o sofrido Banco Votorantim, mas o BTG também tem suado para colocar a casa em ordem. Um caso emblemático é área de crédito imobiliário. Nem mesmo a coabitação societária com a Caixa tem sido suficiente para alavancar o negócio. Muito pelo contrário. Nos últimos meses, o Banco Pan reduziu a oferta de recursos e adotou critérios mais rigorosos para a concessão de empréstimos, inclusive com a suspensão de uma leva de contratos que já estavam pré-aprovados.

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16.10.13
ED. 4757

Esteves 1

A investida do BTG Pactual sobre o Banco Votorantim, desejo antigo de André Esteves – ver RR edição nº 4.374 -, esbarrou na tentativa do banqueiro de dar uma de João-sem-braço. Esteves, vejam só, quis pagar pelo Votorantim como se os prejuízos históricos da instituição já não tivessem sido contabilizados.

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23.08.13
ED. 4719

Esteves avança na direção do Carrefour

 Nem o ego atrofiado o impede de confessar: André Esteves, maior acionista do BTG, sonha acordar no corpo de Jorge Paulo Lemann quando se tornar adulto. A maturidade de Esteves, digamos assim, chama- se Carrefour. Não a operação brasileira, mas, sim, a rede varejista global. Não custa lembrar que o banqueiro esteve com um pé dentro do supermercado aqui no Brasil, quando foi adviser da tentativa de aquisição do Carrefour pelo Pão de Açúcar. Era ele também que traria o funding complementar ao merger. aguas passadas.  O tempo curou feridas e permitiu que Esteves fosse montando o chamado quebra-cabeça Carrefour. Trata-se da maior aquisição internacional já realizada por brasileiros. Isso, é claro, se a engenharia der certo. O banqueiro já teria conversado com o ministro Guido Mantega, de quem é próximo. Um argumento que vai além do negócio é a importância da renacionalização do setor supermercadista, que arranha a conta- corrente do país com unhas cada vez mais longas. Hoje, falar no grande varejo do país, significa citar três nomes: Casino, Walmart e o suprarreferido Carrefour. A missão exige diplomacia no nível do assunto de Estado, até porque o governo francês costuma encrencar quando se trata da venda dos seus ícones empresariais. Basta recordar a indignada reação gaulesa quando, há alguns anos, surgiram especulações de que o Walmart faria uma oferta pelo controle global do Carrefour – se bem que, talvez, um brasileiro com ares de investidor do mundo cause menos afronta ao orgulho francês do que uma família saída da América profunda. De qualquer forma, trata-se de uma missão para um empresário do porte de Jorge Paulo. Esteves pretende juntar várias pontas de um novelo complexo para dar cabo da empreitada: fundos de pensão, investidores estrangeiros, governo e um trunfo guardado a sete chaves. É nessa tacada não visível e nada convencional que o empresário aposta suas fichas. O modelo de negócio tem um irmão gêmeo mais velho: o banqueiro e seus partners ficariam com uma participação majoritária, ao menos no início, mas a gestão seria entregue a grupo brasileiro. Bem parecido com a InBev, não? Esteves adoraria essa comparação. Aliás, por falar em comparação, dependendo de onde se olhe, o Carrefour é uma espécie maior do que a própria InBev. É verdade que existe uma galáxia de distância entre os valores de mercado dos dois grupos: aproximadamente US$ 118 bilhões no caso da cervejeira, e pouco mais de US$ 20 bilhões para a rede varejista. No entanto, em termos de faturamento, o placar vira. No ano passado, o Carrefour teve uma receita de US$ 100 bilhões, contra US$ 40 bilhões da InBev. No caso de uma operação bem-sucedida, Esteves laçaria uma hidra com quase 10 mil lojas (metade delas na França) e 365 mil empregados em 33 países. É um trabalho de Hércules, atenda ele pelo nome de Jorge ou de André? Ou André e Jorge

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