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24.02.17
ED. 5568

Palha de aço

O investidor ativista Silvio Tini já teria atingido 8% do capital da Bombril. Com o acionista majoritário Ronaldo Sampaio Ferreira fragilizado pelo alto endividamento da companhia, não demora muito e Tini coloca suas garras de fora e começa a mandar e desmandar no Conselho e na gestão. Vide o histórico do personagem, a começar pela Paranapanema.

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19.01.17
ED. 5542

Bombril faz faxina para evitar recuperação judicial

Da Bombril periga sobrar apenas o bombril. Na tentativa de exorcizar o fantasma de uma segunda recuperação judicial no intervalo de uma década, o empresário Ronaldo Sampaio Ferreira decidiu colocar à venda boa parte das linhas de produtos da companhia. De acordo com informações filtradas junto à própria Bombril, o amaciante Mon Bijou já foi oferecido à Unilever.

Ferreira também busca um comprador para suas marcas de alvejante e de tira-manchas. Segundo o RR apurou, a norte-americana Reckitt Benckiser tem interesse no negócio. Estima-se que a venda destas três linhas renderia à Bombril algo em torno de R$ 200 milhões. A situação da Bombril é bastante delicada. No ano passado, após mudanças na gestão – Luiz Gustavo Figueiredo da Silva assumiu a presidência em março – a companhia até voltou a dar lucro. Mas carrega uma dívida líquida de R$ 112 milhões, quase sete vezes o Ebitda.

O patrimônio líquido está negativo em mais de R$ 300 milhões. Nos últimos dois anos, a empresa tem sofrido com uma geração de caixa continuamente baixa – a disponibilidade tem girado entre R$ 10 milhões e R$ 20 milhões. Ronaldo Sampaio Ferreira resistiu ao máximo à ideia de esquartejar a Bombril e vender ativos para salvar a companhia. Acabou convencido pelos números – e pelo consultor Ricardo  K, à frente do processo de reestruturação da empresa desde o início do ano passado. A princípio, além da tradicional palha de aço que dá nome à Bombril, Ferreira considera fundamental preservar também a linha de detergentes Limpol. No mais drástico dos cenários, a manutenção destes dois negócios garantiria à empresa cerca de 60% da sua atual receita, ou algo correspondente a R$ 600 milhões/ano.

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26.08.15
ED. 5193

Unilever reserva um espaço na gôndola para a Bombril

A Unilever partiu para cima da Bombril. A concorrente é vista pelos anglo-holandeses como uma presa suscetível a uma boa oferta pelo controle. Por boa oferta leia-se algo em torno de oito vezes o Ebitda – aproximadamente US$ 250 milhões. A Bombril está às voltas com um crônico histórico de prejuízos, que desde 2012 se aproximam de R$ 250 milhões. Seu market share no setor de limpeza estagnou nos 6% – a Unilever, para efeito de comparação, domina 25% do mercado. Oficialmente, a Bombril garante que não está passando por nenhum processo de fusão ou venda do controle. Além da proposta feita ao empresário Ronaldo Sampaio Ferreira, dono integral das ações ordinárias da Bombril, a Unilever pressiona pelos flancos, construindo alianças com os sócios preferencialistas. Apesar de não dispor de poder de veto sobre as decisões de Ferreira, BNDESPar e Previ têm peso suficiente para influenciar no futuro da empresa. Tanto BNDESPar quanto Previ receberam com tapete vermelho a oferta da Unilever. Sonham em pular fora desse barco não é de hoje. A Unilever tem a solução final para resolver os mil e um problemas da Bombril: fechar o capital, enxugar o número de produtos, com mais de 400 itens, e transformar a companhia em um apêndice da nova estratégia dos anglo-holandeses de focar principalmente em produtos populares. O plano é simplesmente absorver a Bombril e misturá-la ao portfólio da companhia no Brasil. O reforço faz parte da estratégia de engorda da operação brasileira, que já é a segunda maior do grupo no mundo, com receita de US$ 2,5 bilhões. * A Unilever não comentou sobre o assunto.

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