Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
03.02.17
ED. 5553

A usina sem dono e o dono sem dinheiro

A decisão da Justiça de bloquear os bens do pecuarista José Carlos Bumlai ricocheteia nos credores da Usina São Fernando. Os bancos, entre eles, BB e BNP Paribas, fornecedores e plantadores de cana tentam provar judicialmente que Bumlai é o acionista controlador da sucroalcooleira pra cobrar dele, na física, uma dívida superior a R$ 1 bilhão. A São Fernando sempre negou pertencer a Bumlai, garantindo que o controle está nas mãos de seus filhos, Mauricio e Guilherme

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.01.17
ED. 5531

À francesa

O BNP Paribas não sabe o que fazer com sua operação de varejo no Brasil, leia-se a carteira de crédito ao consumidor da Cetelem. Quer dizer, saber até sabe. O difícil é encontrar quem pague o valor que os franceses querem pelo ativo.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.12.16
ED. 5527

Usina dos Bumlai corre o risco de virar bagaço

Como se já não bastassem os efeitos devastadores da Lava Jato, a família Bumlai está na iminência de sofrer um duro golpe, que praticamente seria a pá de cal sobre seus negócios agropecuários. A recente decisão do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul de suspender a assembleia de credores da Usina São Fernando aumentou consideravelmente o risco de bancarrota da companhia. O fundo norte-americano Amerra Capital Management, visto como a última solução para a empresa, recuou nas negociações para a compra da usina sucroalcooleira. O motivo é a intransigência dos credores em aceitar a proposta de deságio de quase 50% do passivo da São Fernando, na casa de R$ 1,5 bilhão.

Entre os bancos, o mais agressivo é o BNP Paribas, que já entrou na Justiça com o pedido de falência da empresa. Os franceses têm o apoio de outras instituições financeiras. O próprio BNDES, que tem a receber cerca de R$ 300 milhões, já lavou as mãos em relação à companhia dos Bumlai. No caso de falência, os ativos – a usina de álcool e açúcar de Dourados (MS) e as unidades de cogeração São Fernando I e São Fernando II – seriam vendidos para o pagamento dos credores. A família ainda tenta um acordo com os bancos que permita a retomada das conversações com o Amerra, mas a tarefa é árdua.

O próprio fundo norte-americano não teria apresentado garantias firmes para o pagamento das dívidas, ainda que com expressivo desconto. Além disso, o passado dos Bumlai joga contra. E isso não se aplica apenas à Lava Jato. Os credores da São Fernando têm os dois pés atrás com os controladores da empresa. A família é acusada por agricultores da região, por exemplo, de ter provocado um incêndio criminoso em suas plantações de cana, em 2013, por falta de recursos para arcar com a moagem da matéria-prima – ver RR edição de 29 de outubro de 2015.

A proximidade com o poder fez a fortuna e a desgraça dos Bumlai, um dos mais importantes sobrenomes do agronegócio no Centro-Oeste. A agonia da Usina São Fernando – para todos os efeitos de propriedade de Guilherme e Maurício, filhos de José Carlos Bumlai – é apenas a parte mais visível da debacle dos negócios do clã. Das mais de 200 mil cabeças de gado contabilizadas há cerca de três anos, sobraram menos de duas mil, no que mal pode ser chamado de um “family office agropecuário”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.