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15.12.17
ED. 5767

Com lupa

As gestoras Advent e BlackRock acompanham com lupa o processo de privatização da Eletrobras.

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18.07.16
ED. 5413

Gazit-Globe fracassa em tentativa de take over da BR Malls

  A Gazit-Globe – uma das maiores gestoras de shopping centers do mundo, com mais de 500 empreendimentos em 20 países –, tem muito a aprender com a Kroton. A investida dos israelenses para tomar o controle da BR Malls , dona da maior carteira de shoppings do país, falhou justamente naquilo que não pode faltar em um take over: capacidade de articulação e dinheiro. Segundo o RR apurou junto a um dos fundos sócios da companhia brasileira, a Gazit-Globe teria descumprido acordos com outros acionistas, que seriam peças fundamentais para a operação, a começar pelas gestoras norte-americanas Dodge & Cox e BlackRock – em certo momento, a dupla chegou a ter mais de 18% das ações da BR Malls.  De acordo com a mesma fonte, após acenar com a aquisição de mais de 20% do capital, a Gazit-Globe recusou-se a fechar a compra das participações de outros investidores, tudo para não ter de disparar a pílula de veneno e pagar o devido ágio pelo papel. E olhe que, no caso da BR Malls, o dispositivo previsto no estatuto é relativamente brando, conhecido no mercado como “placebo”. Ao atingir 20% das ações, a Gazit-Globe seria obrigada a fazer uma oferta pelo restante dos títulos, mas pagando apenas a maior cotação dos últimos 12 meses (algo em torno de R$ 13) – sem, portanto, o prêmio de controle normalmente fixado nas pílulas de veneno. Procuradas pelo RR, BR Malls e Gazit-Globe não quiseram se pronunciar.  Os israelenses, ao que tudo indica, pagaram para ver. Apostaram que, com apenas 8% do capital ordinário e alguns acionistas como aliados, conseguiriam tomar a gestão executiva da BR Malls pelas beiradas, sem ter de passar pelo rito de uma oferta de ações. Perderam a aposta. Mesmo porque do outro lado havia os acionistas que apoiam a administração de Carlos Medeiros, todo-poderoso da BR Malls desde os tempos em que a empresa era controlada pela GP Investimentos. A derrota foi inevitável. Os israelenses não conseguiram apoio sequer para mudar a cláusula do estatuto que veda a presença de concorrentes no Conselho. A Gazit-Globe já comunicou ao mercado a redução da sua participação no capital da empresa brasileira para 4,48%. É provável que muito em breve se desfaça do resto e vá procura outra praça de alimentação.

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15.06.16
ED. 5390

Acionista da Estácio ergue uma barricada contra a Kroton

 O empresário Chaim Zaher resolveu partir para o contra-ataque e tentar barrar a operação de fusão da Estácio com a Kroton . Zaher já deixou claro para os fundos Oppenheimer , Coronation, Capital e BlackRock – sócios dos dois grupos educacionais e artífices da transação – ser contrário ao acordo e que, no limite, deixará o capital da Estácio se houver a junção sem o pagamento de um prêmio sobre o valor da ação. Mas esse é, digamos, o detalhe técnico do processo. Zaher identifica no movimento uma tentativa nada sutil do quarteto de tirá-lo da condição de segundo maior acionista da universidade carioca, atrás apenas do Oppenheimer, para transformá-lo em um nanico no capital da gigante criada a partir da eventual fusão. Na nova condição, teria pouco ou nenhuma influência na gestão do grupo e passaria a ser novamente refém do estilo financista de governar dos fundos, mais preocupados com a tabuada dos números do balanço do que os resultados dentro da sala de aula.  A movimentação dos fundos ocorre pouco depois da eleição do conselho de administração, realizada há 45 dias, que deu a Zaher influência direta sobre os rumos da Estácio. O acordo selado com os fundos para a troca de conselheiros permitiu que fosse encerrado o reinado do desafeto Eduardo Alcalay como chairman – ver RR de 26 de junho. Em contrapartida, o empresário teve de engolir um batráquio com a confirmação de Rogério Melzi, ligado aos fundos, como CEO da empresa. Apesar de ter menos força no capital da Estácio se comparado ao quarteto – dono de 40% do capital, contra apenas 13% de Zaher –, o empresário carrega suas cartas na manga.  Além de poder jogar sozinho a fusão nos tribunais, a partir do questionamento dos interesses cruzados dos fundos, que estão na Estácio e na Kroton, o empresário tem grande chance de barrar a proposta da Kroton no Conselho da Estácio. Zaher detém quase metade dos assentos, fora a influência sobre outros conselheiros. Nesse caso, a proponente seria obrigada a partir para um incerto take over. O capital da Estácio é pulverizado, com 85% das ações em circulação na Bolsa. Para ter sucesso na oferta hostil, Oppenheimer, Coronation, Capital e BlackRock precisam conquistar o apoio de 10% dos minoritários. Juntando com o que têm, conseguiriam assim chegar a 51% de aprovação à fusão entre a Kroton e a Estácio.

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30.05.16
ED. 5378

BlackRock à compra

 A BlackRock estaria negociando a compra de 30% da Vision, companhia de investimentos em imóveis urbanos e propriedades rurais criada pelo ex-executivos do BofA Amaury Junior e Fabio Greco. A gestora norte-americana teria planos de aportar até R$ 500 milhões no negócio, com foco na compra de terras improdutivas, que seriam usadas na produção de grãos e frutas. Procurada, a Vision disse “não ter conhecimento do assunto”. Procurada pelo RR, a BlackRock não comentou o assunto.

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  Acionistas da Eletrobras, entre eles o BlackRock e Victor Adler, um dos mais agressivos minoritários do mercado de capitais brasileiro, se articulam para entrar na Justiça contra a estatal. O objetivo é barrar o aporte de R$ 150 milhões de Furnas na Santo Antônio Energia que foi aprovado pela subsidiária sem ser submetido ao Conselho de Administração da holding. Procurada pelo RR, a Eletrobras não comentou o assunto.

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14.03.16
ED. 5326

BlackRock avança várias casas no capital da Qualicorp

 Às vezes, uma operação na bolsa não passa de uma operação na bolsa, tanto quanto um charuto pode ser apenas um charuto, como diria Freud. No entanto, haveria um “algo a mais” na sorrateira escalada do BlackRock no capital da Qualicorp. Por meio de seguidas aquisições feitas nas últimas semanas, a gestora norte-americana já amealhou cerca de 6% da empresa de planos de saúde, o suficiente para se tornar o segundo maior acionista individual, atrás apenas do sócio fundador da empresa, José Seripieri Jr. – dono de 20,2% por meio da L2 Participações. O BlackRock está longe de pisar no freio. O RR apurou que a administradora de recursos avança sobre a participação de outros minoritários: as negociações já engatilhadas lhe deixariam com algo próximo de 10% do capital. Desta forma, os norte-americanos passariam a ter uma posição extremamente privilegiada na Qualicorp, com condições de indicar um conselheiro e participar diretamente da gestão da companhia.  O BlackRock, que chegou a ser sócio minoritário da Dasa no início da década, tem planos de investir na área de saúde no Brasil, atraído pela desvalorização da moeda local e pelo baixo custo dos ativos na economia real. A Qualicorp é o típico exemplo de uma empresa arrumada, com uma boa posição em seu mercado e, sobretudo, depreciada. A ação da companhia está em seu menor patamar dos últimos cinco anos. Em 12 meses, caiu 45%. Em tempo: olhando-se para a empresa através de uma grande-angular, há quem enxergue que o momento seria propício até mesmo para uma investida da BlackRock sobre a participação do próprio José Seripieri, personagem que volta e meia surge sob os holofotes por conta da sua relação com o ex-presidente Lula. Mas isso é outra história. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Qualicorp e BlackRock

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23.11.15
ED. 5253

Gazit Globe prepara o bote sobre a BR Malls

 A israelense Gazit Globe desembarcou na BR Malls com 2% do capital. Há cerca de dois meses, atingiu o patamar de 5%. De lá para cá, com novas aquisições em mercado – algumas delas realizadas por meio de outros veículos de investimento –, já estaria perto dos 10%, tornando-se um dos três principais acionistas. A julgar pela célere escalada e pelo tamanho dos israelenses – um dos maiores grupos mundiais do setor, com mais de 530 centros de compra em 20 países –, a Gazit Globe não entrou nos shoppings da BR Malls a passeio. Toda a coreografia indica que os israelenses estão montando uma posição expressiva no capital com o objetivo de participar ou mesmo assumir a gestão da maior empresa do segmento no Brasil, com 46 empreendimentos e receita anual de R$ 1,5 bilhão. BR Malls e Gazit Globe não comentam o assunto.  O capital pulverizado da BR Malls favorece a ofensiva da Gazit Globe. No limite, o grupo nem precisa atingir os 20% das ações ordinárias – o que, pelo estatuto da empresa, detonaria a pílula de veneno e o obrigaria a fazer uma oferta por todos os títulos em mercado. A rigor, bastam 14% para se transformar no maior sócio individual, posição que hoje cabe à gestora norte-americana Dodge & Cox, com 13,8%. Uma composição com outros acionistas expressivos, como a própria Dodge ou a também norte-americana BlackRock, daria à companhia israelense as condições necessárias para assumir a gestão da BR Malls. A Gazit Globe já desembolsou mais de R$ 1 bilhão na compra de oito shopping centers no Brasil, mas nada que se compare ao gigantismo da BR Malls. Ao assumir a empresa nascida de uma costela da GP Investimentos – e até hoje comandada pelo GP Boy Carlos Medeiros –, o grupo israelense praticamente quintuplicaria sua Área Bruta Locável (ABL) no Brasil, superando os 500 mil metros quadrados de lojas.

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