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30.06.20

O FMI não está à altura de Guedes

Segundo o RR apurou, o Brasil foi convidado a participar da teleconferência realizada na última quarta-feira entre países da América Latina, Espanha, FMI e Banco Mundial para discutir os impactos econômicos da pandemia. Mas, Paulo Guedes preferiu ficar de fora. No que diz respeito ao FMI, Guedes acha que seus economistas “chutam demais” e “vão errar” na previsão de queda do PIB brasileiro de 9% em 2020. Quem conhece bem o ministro garante que, em outras circunstâncias, ele iria a Washington dar uma aula magna aos “meninos” do FMI.

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23.06.20

A lista de Weintraub

O ex-ministro da Educação e indicado para a diretoria do Banco Mundial, Abraham Weintraub, deixou como generosa contribuição um verdadeiro almanaque de indicações para todos os Conselhos da Pasta. São sete nomes para a Câmara de Educação Básica (CEB), cinco para a Câmara de Educação Superior (CSE) e outros cinco para o Conselho Nacional de Educação (CNE). Desses 17 nomes, seis são discípulos do guru Olavo de Carvalho.

Não está contemplado nenhum militar, poucos doutores e nenhum com produção acadêmica. Weintraub cercou bem o perímetro para manter sua influência e de “Olavão” no Ministério. Em geral, o ministro da Educação indica à Casa Civil os nomes que formarão os colegiados dos Conselhos. É fora do protocolo que um exministro apresente nomes, ainda mais a granel, para ocupar cargos de relevância, notadamente no CNE. Weintraub teve o cuidado de deixar encaminhada a “privatização” do CNE.

Do trio indicado, dois são empresários do setor – Antonio Veronezi (Universidade de Santo Amaro) e Wilson Matos (Unicesumar). Ambos não têm doutorado, uma exigência tácita para a presença no CNE, algo que durante a gestão do ex-ministro passou a ser desconsiderado como requisito. A lista de Weintraub exclui nomes indicados pelas instituições acadêmicas. O atual presidente da Câmara de Ensino Superior do CNE e pró-reitor da FGV, Antônio Freitas, teve sua recondução pedida pela maioria do setor. Ele sequer consta da lista dos 17 nomes de Weintraub, o que, a essa altura, pode até significar um distintivo. A julgar pelo abraço de despedida do ex-ministro em Jair Bolsonaro, frente às câmeras, é improvável que Weintraub e “Olavão” não emplaquem vários nomes nos Conselhos da Pasta.

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19.06.20

Inadimplência internacional

Em função da pandemia, alguns governadores, como Mauro Mendes, do Mato Grosso, estão batendo na porta do Banco Mundial tentando um waiver para o pagamento de empréstimos. Todos têm ouvido “não”. Agora, com o ex-ministro Abraham Weintraub batendo ponto no banco… não vai mudar rigorosamente nada.

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25.09.18

Inflation target fora do alvo

Quem avisa amigo é. O presidente do BC, Ilan Goldfajn, deveria ter escutado o conselho do economista Sérgio Werlang, contrário à redução da meta de inflação. O alerta era sobre a probabilidade do BC ter que subir os juros em qualquer sacolejo sofrido pela economia. Dito e feito: com as eleições e o cenário internacional sombrio, a projeção de inflação para o ano que vem já está em 4,5%. Como a meta desceu para 4,25%, a pressão sobre os juros já começou na reunião do Copom de setembro. Em tempo: Sérgio Werlang foi diretor do BC e implementador do sistema de inflation target no país.

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03.08.17

Duplo crachá

O IFC, leia-se Banco Mundial, está na Sabesp com duplo crachá. É consultor do processo de capitalização e deverá ficar com um pedacinho da estatal.

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11.03.16

Lula e Dilma só teriam a Força em outra galáxia

  Há um tempo não mensurável, em uma galáxia nas cercanias, personagens replicantes se confrontam em manifestações pelas ruas da cidade. Os seres análogos a Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, acuados pelas denúncias da oposição, veem exauridas as possibilidades de reagir ao adversário. Ambos perderam seu contato com a Força, leia-se a maioria da população sofrida e carente daquelas paragens do universo. Em um governo de coalizão com a traiçoeira timocracia e fragilizados pelos malfeitos de sua própria espécie, estão encurralados entre a masmorra e o abismo. Em meio à recessão, ao desemprego e à desesperança que se abatem sobre a República, a escolha só poderia ser governar para o povo e com o povo. A política de ajuste focada somente na redução do emprego, na desaceleração da economia e na queda do salário real seria revertida, tornando-se um fabuloso programa social e de retomada do investimento. Com essa decisão, “Dilma do B” unificaria sua base partidária, que se sentia traída pela adoção do receituário das hostes inimigas. O Lula intergaláctico, por sua vez, se tornaria ministro plenipotenciário para assuntos de Estado, com a missão de viabilizar o projeto o mais rapidamente possível, sem que isso significasse um ato de exceção diante de uma eventual condenação da Justiça.  Os replicantes Dilma e Lula ganhariam tempo para conseguir a tonicidade necessária à implementação das grandes reformas estruturais, que teriam sua realização garantida a partir do primeiro biênio de vigência das medidas. Como prova da solidez das iniciativas e da integridade das suas intenções, a dupla proporia a instituição do recall em um ano, contado a partir da data de anúncio das ações. A desaprovação popular, portanto, poderia  ceifar o mandato dessa “Dilma espacial” em pouco mais da metade da sua gestão. Ambos prestariam contas semanalmente em rede nacional de TV sobre os avanços e resultados do novo programa.  Os recursos seriam obtidos em fontes que não exigissem aprovação no Congresso, notadamente mudanças na Constituição, e tampouco implicassem a disparada da dívida pública bruta. A Petrobras seria capitalizada por meio da conversão do seu endividamento junto a bancos públicos em participação acionária e recompra de passivos por um fundo soberano constituído por fração das reservas cambiais. Os recursos da repatriação de capital, da securitização da dívida ativa da União, da venda emergencial de estatais e todo o patrimônio disponível seriam canalizados para esse “New Deal interestelar”. O orçamento da União seria preservado de uma contribuição maior. O governo iria buscar recursos no Banco Mundial, no BID, no Banco dos Brics e, eventualmente, através de dívida soberana para financiar o programa de recuperação do consumo. Os dois simulacros fariam da nova agenda a sua bala de prata para confrontar o exército inimigo. Mesmo que derrotados nessa guerra das estrelas, o ideário da República sobreviveria a um tempo de equívocos e arrependimentos. Cabe a pergunta: a Força estará com eles?

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23.02.16

Ativos nacionais em tempos de Black Friday

 O governo federal vai incluir no seu esforço para atrair investidores internacionais um pacote de mudanças em áreas em que ainda há restrições ao capital estrangeiro ou, ao menos, obrigatoriedade de associação com estatais. O cenário não poderia ser mais propício. Misturando-se o dólar valorizado e a depreciação das empresas com uma demanda reprimida do capital estrangeiro em alguns setores, o negócio vai ser uma verdadeira Black Friday dos ativos nacionais. A missão foi delegada a um grupo interministerial coordenado pela Fazenda. O projeto será inserido no plano que está sendo desenhado pelo secretário de Acompanhamento Econômico da Fazenda, Paulo Corrêa, com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Banco Mundial e da Global Infrastructure Facility, criada pelo G-20 para desenvolver projetos de infraestrutura. O Ministério da Justiça, com o auxílio do Cade, fez um mapeamento de setores em que há limitações à participação de grupos internacionais, mas restringiu o grupo a áreas prioritárias em que haja condições políticas de mudanças na legislação. Ficaram de fora, por ora, os setores nuclear e aeroespacial, afinal não é momento de melindrar os quartéis. Do que sobrou, o governo federal vai priorizar imóveis rurais, serviços postais, radiodifusão e aviação.  As tratativas do grupo interministerial estão mais avançadas na questão dos imóveis rurais, que não exige mudança constitucional ou mesmo na legislação específica. O que há mais precisamente é um imbróglio jurídico a partir de uma revisão do posicionamento da Advocacia Geral da União (AGU) sobre a aplicação da Lei 5.709/71, que estabelece restrições à compra de terras por empresas sediadas no exterior. O parecer da AGU é mais restritivo porque classifica a empresa estrangeira pelo critério do efetivo poder de controle, mesmo que não detenha a maioria do capital social e, para piorar, a análise deve ser estendida a toda a cadeia societária. A proposta em estudo pelo grupo interministerial é que a AGU simplesmente reconsidere seu posicionamento e deixe o assunto a cargo do Supremo Tribunal Federal (STF), que julga uma ação sobre o assunto apresentada pela Sociedade Rural Brasileira. Nos setores de serviços postais, radiodifusão e aviação, por sua vez, que exigem alterações na legislação ou na Constituição, o que está em estudo no Ministério da Justiça é embalar tudo em um mesmo pacote de propostas de emenda à Constituição (PEC) e projetos de lei que deverão ser apresentados no Congresso no segundo semestre desse ano.  Cada situação está sendo estudada separadamente porque existem diferenças jurídicas e regulatórias, mas a ideia é que em todos esses setores haja um aumento expressivo da participação do capital estrangeiro, inclusive com a desnacionalização integral, como é o caso da aviação civil. Do grupo liderado pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) partiu a ideia de retirar a obrigatoriedade da participação da Infraero em concessões privadas aeroportuárias, o fim da proibição à fusão entre distribuidoras de energia elétrica – o que está em análise na Aneel – e a abertura do segmento hospitalar.

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15.09.15

Sala de espera

 O economista Otaviano Canuto, ex-Banco Mundial e hoje representante do Brasil no FMI, é tido como nome certo na reforma ministerial. Vai errar quem tirar conclusões precipitadas.

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25.08.15

Depois de Washington, as línguas viperinas de Brasília

A viagem de Joaquim Levy a Washington, no último fim de semana, desencadeou um pipocar de ruidosos boatos. Tudo foi dito, a começar pela sua própria saída do cargo, passando por uma crise de estresse e uma missão secreta junto ao Banco Mundial para a negociação de uma linha especial de financiamento às concessões de obras públicas. Todos os tiros passaram longe do alvo. As motivações reais foram bem mais prosaicas. A ida aos Estados Unidos teve um objetivo regenerativo. Levy é disparadamente o ministro mais sacrificado do governo, seja pela agenda extensa e pressões políticas, seja por se manter afastado da família, que reside na capital norte-americana. Espera-se que a breve passagem por Washington tenha sido revigorante. Ao regressar ao Brasil, não restará outra alternativa ao ministro da Fazenda se não se reencontrar com a realidade que tanto tem lhe nauseado. A cada tentativa de avanço em direção ao equilíbrio fiscal, tome uma saraivada de metralhadora. Para cada pequena redução de despesa, parte integrante do grande mosaico da política fiscal, há um Mansueto de Almeida ou um Armínio Fraga reclamando a sua insuficiência – mesmo sabendo seu valor no somatório. A medida pontual de criação de uma linha de crédito do BB para o destroçado setor automobilístico é destratada como um subsídio inspirado na nova matriz econômica, quando os recursos foram captados no mercado e não houve sequer o repasse de um grão do Tesouro. A reoneração, por sua vez, é vilipendiada como novo gravame, quando, na verdade, é simplesmente o retorno às condições anteriores à efeméride de Guido Mantega. De todas as agruras, contudo, não são as aleivosias e trapaças o que mais incomoda o ministro. Joaquim Levy detesta quando lhe põem o epíteto de “ministro da derrama”. É dez milhões de vezes melhor ser chamado de “mãos de tesoura”. Até porque este último apelido é verdadeiro. O ministro é disparado o mais ortodoxo do governo e só não desbasta mais os gastos por saber que um superávit estrutural exigirá mudanças constitucionais. Agora, como é notório, a política econômica tem de pedir bênção ao estamento parlamentar. Nesse ambiente ardido, Levy dá sua permissão para que duvidem de qualquer afirmação de que ele planeja aumentar a carga tributária nacional. A bola da vez são medidas que aumentem a produtividade do país e a desmobilização de ativos do Estado. Imposto mesmo só na sua massacrante rotina. É por essas e por outras que Levy foi a Washington adoçar um pouco a vida.

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