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planos
24.11.17
ED. 5752

BB busca uma cura para o seu enfermo plano de saúde

O presidente do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, prepara duras medidas na tentativa de sanear as finanças da Cassi, plano de saúde dos funcionários do BB, e, com isso, afastar o fantasma de uma intervenção por parte da ANS. Segundo o RR apurou, a proposta mais aguda e que certamente provocará maior celeuma no banco prevê um novo reajuste na contribuição obrigatória feita por funcionários e aposentados para a empresa de medicina de grupo. O remédio é amargo, sobretudo pela reincidência da dose.

No ano passado, o BB aumentou em 1% o repasse para a Cassi. A medida resultou em um valor adicional de aproximadamente R$ 40 milhões mensais – R$ 17 milhões egressos dos participantes e o restante, do caixa do próprio banco. A transfusão financeira, no entanto, não deu nem para a saída. A Cassi não consegue garantir sequer sua própria saúde. Nos últimos anos, tem acumulado déficit atrás de déficit.

Somente em 2015 e 2016, a hemorragia beirou os R$ 400 milhões. O descompasso atuarial é flagrante. No ano passado, o Plano de Associados, o maior da operadora, arrecadou R$ 1,7 bilhão e gastou R$ 2,1 bilhão. A reestruturação da Cassi prevê outras ações impopulares, como regras mais rígidas para a autorização de exames e demais procedimentos médicos.

Segundo informações filtradas do próprio BB, todas as medidas deverão ser levadas ao Conselho de Administração do banco ainda neste ano, tão logo a consultoria Accenture conclua a tomografia que está realizando nas contas do plano de saúde – o que está previsto para as próximas duas semanas. Consultado, o BB confirmou que o estudo está prestes a ser apresentado, mas disse que “não é possível falar sobre as conclusões e nem sobre medidas a serem implementadas.” Sobre o risco de intervenção da ANS na Cassi, o banco afirmou que “não vislumbra essa situação”.

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29.06.17
ED. 5650

Tratamento intensivo

A ANS está apertando o cerco a operadoras de medicina de grupo, notadamente de médio e pequeno porte, que têm usado e abusado da venda casada de planos de saúde e odontológicos. Vem punição dura pela frente. A agência reguladora anda mesmo com a mão pesada. No início do mês, suspendeu a venda de 38 planos de 14 operadoras.

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04.05.17
ED. 5611

ANS monitora 60 planos de saúde

Mais um efeito nefasto da crise: neste momento, há 60 operadoras de medicina de grupo na UTI, leia-se empresas que vêm sendo monitoradas de perto pela Agência Nacional de Saúde (ANS) e enfrentam crescente risco de intervenção. Não é nada, não é nada, esse número representa mais de 5% do total de planos de saúde em operação no país (1.095) – no início dos anos 2000, eram mais de 2.300. Procurada, a ANS confirmou que há, neste momento, 60 planos enquadrados no Programa de Adequação Econômico-Financeira (PAEF). A Agência ressalta que o fato de uma operadora estar em “PAEF não necessariamente significa que ela esteja insolvente, apenas que está em risco de insolvência.” Consultada sobre a possibilidade de intervenção iminente em algumas destas empresas, a ANS disse que não se manifesta sobre o tema por “sigilo legal”. Na ANS, a expectativa ou, talvez mais do que isso, a torcida é que uma parte do problema seja resolvida pelo próprio mercado, com o processo de consolidação do setor. A incorporação das carteiras de empresas enfermas evitaria soluções mais drásticas.

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28.09.16
ED. 5464

BB envia para os funcionários a conta do déficit da Cassi

 A conta da crise financeira da Cassi, o plano de saúde do Banco do Brasil , vai cair no colo dos próprios funcionários e aposentados da instituição. O novo presidente do BB, Paulo Rogério Caffarelli, recebeu carta branca do governo para adotar um amargo remédio e, assim, afastar qualquer risco de insolvência da operadora de medicina de grupo. Por amargo remédio entenda-se a cobrança de uma taxa adicional de 1% sobre os salários ou benefícios dos 400 mil participantes do deficitário Plano de Associados para cobrir os buracos financeiros na carteira. Na ponta do lápis, significa que os funcionários e aposentados do BB pagarão um terço a mais em relação ao atual desembolso – a contribuição regular é de 3% sobre os proventos. Pela proposta, a cota extra vai vigorar entre janeiro de 2017 e dezembro de 2019. A medida representará uma receita adicional de quase R$ 20 milhões por mês, ou de aproximadamente R$ 720 milhões no acumulado dos 36 meses. Segundo o RR apurou, a proposta já foi encaminhada aos associados e a decisão deverá ser anunciada até o fim de outubro.  Como seria de se esperar, o plano de reestruturação foi mal recebido pelos beneficiários. Os associados da Cassi ainda tentam uma última cartada, pleiteando que o próprio Banco do Brasil participe do rateio da cota extra na mesma proporção das contribuições ordinárias, prevista no estatuto da Cassi: 40% para os funcionários e aposentados e 60% para a instituição. No entanto, segundo o RR apurou, são reduzidas as chances de que a diretoria do banco acolha a reivindicação. O BB não pretende comprometer seus próprios resultados para tirar o plano de saúde da UTI. Segundo estudos realizados pela área financeira, cada ponto percentual de aumento na contribuição do banco exigiria uma provisão adicional de quase R$ 1,5 bilhão em balanço.  Há cerca dois anos, o fantasma de uma intervenção por parte da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) paira sobre a Cassi. Sistematicamente, o braço de medicina de grupo do BB gasta mais do que arrecada, mesmo com critérios cada vez rigorosos para a aprovação de exames e outros procedimentos médicos. O déficit acumulado já estaria na casa dos R$ 400 milhões, ou seja, no mesmo patamar das reservas livres do plano de saú- de. Os problemas, ressalte-se, concentram-se no Plano de Associados. Há ainda outra carteira, o Cassi Família, com cerca de 450 mil beneficiários, que está com a situação financeira razoavelmente equilibrada. Menos mal. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Banco do Brasil.

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18.03.16
ED. 5330

Mudança

 Por questões de custo, o governo estuda transferir para Brasília a sede da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), hoje localizada no Rio de Janeiro. Caso a medida se confirme, entre as agências reguladoras, apenas a ANP e a Anac seguiriam fora da capital federal. Procurada, a ANS nega a transferência.

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29.02.16
ED. 5316

Plano de saúde

 Avançam as negociações entre as operadoras de medicina de grupo e o governo para a liberação dos preços dos planos individuais, pleito antigo das empresas do setor. Segundo informações filtradas junto à própria Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o colegiado deverá votar a medida em até 60 dias. Consultada, a agência nega.

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09.10.15
ED. 5224

Plano de saúde 1

O presidente da Unimed do Brasil, Eudes de Freitas Aquino, tem perdido o sono diante da falta de candidatos a assumir os despojos da Unimed Paulistana. É grande o risco de que a ANS determine que a Central Nacional Unimed incorpore a carteira da operadora. No pacote iriam os passivos da Unimed Paulistana: R$ 1,5 bilhão.

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28.08.15
ED. 5195

Unimed-Rio é um paciente prestes a ser removido

O presidente da  Unimed do Brasil , Eudes de Freitas Aquino, está à frente de um complexo transplante societário que poderá salvar a agonizante operação da companhia no Rio de Janeiro e, ao mesmo tempo, sepultar de uma vez por todas a gestão de seu grande desafeto  Celso Barros . O duplo bônus vale os riscos da delicada intervenção e do pós-cirúrgico. O procedimento passa pela incorporação da  Unimed-Rio   pela  Unimed-BH , que daria origem a uma única operadora com atuação nas duas capitais. Seria a união de dois extremos do Sistema Unimed: a maior e uma das mais rentáveis cooperativas do grupo encamparia uma empresa deficitária, altamente endividada, com graves problemas de gestão e submersa numa crise institucional de consequências ainda imprevisíveis. Essa é uma questão nevrálgica: até que ponto a Unimed-Rio, que carrega um passivo superior a R$ 1 bilhão e teve prejuízo de R$ 200 milhões em 2014, não contaminaria uma operação saudável como a Unimed-BH, que fechou o ano passado com lucro de R$ 150 milhões? Seria uma Escolha de Sofia se o grupo estivesse em condições de fazer uma escolha. Mesmo com todos os riscos, Eudes de Aquino e toda a diretoria da Unimed do Brasil – o sistema nervoso central de todas as operadoras regionais – estão convencidos de que não há outra opção. A situação da Unimed-Rio exige uma solução radical e imediata. Há dois meses a  ANS   mantém um representante dentro da empresa acompanhando todos os passos da gestão. Desde que a medida passou a ser adotada, as palavras “intervenção” e “liquidação” tornaram-se fantasmas que assombram a cooperativa. Os presidentes da Unimed do Brasil, Eudes de Freitas Aquino, da Unimed-Rio, Celso Corrêa de Barros, e da Unimed-BH, Samuel Flam, procuraram o RR para negar a fusão entre a Unimed-Rio e a Unimed-BH. A Unimed do Brasil informa que tal iniciativa não foi apresentada em assembleias das respectivas operadoras e não se mostra viável, considerando a autonomia administrativa, garantida pela Lei nº 5.764/1971, que rege as cooperativas do Sistema Unimed”. Em termos. Não custa lembrar que a central nacional incorporou unidades com a saúde financeira a perigo, como a  Unimed-São Luís . A própria Unimed-Rio, por sua vez, abduziu a de Caxias. Uma vez consumada, a fusão entre as duas cooperativas representaria o epitáfio de Celso Barros e consequentemente um reposicionamento no tabuleiro político do Sistema Unimed. Não por acaso, a operação é conduzida por dois ferrenhos adversários de Barros. Assim como Eudes de Aquino, o presidente da Unimed-BH e seu aliado, Samuel Flam, é um duro oponente do pediatra carioca que há 17 anos dirige a Unimed-Rio. A situação de Barros é cada vez mais frágil, sobretudo após o desembarque da ANS na empresa. Seus oposicionistas jamais estiveram numa situação tão propícia para apeá-lo do cargo. O executivo não tem mais o poder de outrora para brecar uma eventual fusão entre a Unimed-Rio e a Unimed-BH. Ao menos é o que parece.

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