Atenção!

As notícias abaixo são de edições passadas.

Para ter acesso ao nosso conteúdo exclusivo, assine o RR.

planos
04.09.17
ED. 5697

Próxima rodada de licitações

A BP e a malaia Petronas deverão entrar juntas na próxima rodada de licitações da ANP. A BP e a malaia Petronas deverão entrar juntas na próxima rodada de licitações da ANP.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.08.17
ED. 5688

Sinal de alerta na ANP

A mudança no comando da Ecopetrol foi recebida na ANP como uma notícia preocupante. O receio é que a troca na presidência da estatal colombiana – Juan Carlos Echeverry Garzón dará lugar a Felipe Bayón Pardo – tenha impacto sobre os planos de curtíssimo prazo da companhia no Brasil. A passagem de bastão se dará exatamente em setembro, às vésperas da 14ª Rodada de Licitações. Até pelas recentes gestões com executivos da empresa, a Ecopetrol sempre foi tratada na ANP como um dos candidatos mais fortes.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.08.17
ED. 5682

Ipiranga vs. Ministério Público

Na semana passada, a Ipiranga rejeitou a proposta de multa apresentada pelo Ministério Público do Rio como compensação de danos causados pela adição indevida de metanol em etanol em postos da empresa – a irregularidade foi flagrada pela ANP no fim de 2016. Ao recusar o acordo e o pagamento de aproximadamente R$ 300 milhões, a companhia apostou na tese de que é grande demais para ser cassada. Em suas alegações, afirmou que a suspensão do seu cadastro estadual, solicitado pelo MP-RJ, provocaria o desabastecimento de combustíveis no Rio. O Ministério Público, no entanto, não deve engolir a argumentação. A Ipiranga responde por aproximadamente 20% do fornecimento do estado, algo que, numa situação extrema, poderia ser suprido pelas oito distribuidoras que operam no Rio.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.08.17
ED. 5682

De mãos dadas

BP e Repsol Sinopec podem entrar de mãos dadas no próximo leilão da ANP, em setembro.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.08.17
ED. 5678

Family office

Mais do que petróleo, os Queiroz Galvão descobriram uma camada de dividendos no pré-sal. A Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) vende ativos, segura investimentos, hesita em relação à próxima rodada da ANP e, com isso, engorda o caixa e garante a remuneração de seus acionistas controladores. Estima-se que apenas a venda dos 10% no campo de Carcará para a Statoil, por US$ 379 milhões, aumentará os dividendos programados para este ano em mais de 60%.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

14.07.17
ED. 5661

Lobby inflamável

Executivos e lobistas de grupos sucroalcooleiros têm cercado a ANP por todos os lados. São insistentes contatos com a diretoria, seguidos telefonemas a funcionários e pedidos a políticos aliados, tudo na tentativa de prorrogar o prazo para a entrega de uma batelada de documentos (licenças ambientais, alvarás, liberação do Corpo de Bombeiros etc) necessários para a renovação das autorizações das usinas de etanol. A data limite é 31 de agosto. Parece uma questão prosaica, no entanto, a pouco mais de um mês do dead line, cerca de 200 usinas ainda não teriam conseguido enviar as informações. Entre elas, figuram grandes empresas, como São Martinho, Cofco e Biosev. A rigor, a partir de 1 de setembro a ANP pode suspender as operações de todas as usinas que não cumprirem a resolução. Procurada, a agência nega o lobby das empresas e afirma que não vai estender o prazo. A Biosev diz que está empregando os “melhores esforços para cumprir com o prazo”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

ecopetrol-rr-5655
06.07.17
ED. 5655

Brasil é a rota de escape da Ecopetrol na América Latina

No que depender da Ecopetrol, o próximo leilão da ANP será um sucesso de bilheteria. O grupo colombiano está prestes a deslanchar seu maior plano de investimentos no Brasil. Segundo o RR apurou, os valores devem chegar a US$ 1 bilhão. Tudo gira em torno da 14a Rodada de Licitações da ANP, prevista para setembro. De acordo com informações filtradas da própria Ecopetrol, os colombianos estão montando um amplo arco de parcerias para os leilões, que vai da Petrobras à Chevron, passando pela japonesa JX Nippon.

O Brasil tornou-se peça-chave para a Ecopetrol. O aumento dos investimentos está diretamente relacionado a problemas que a empresa enfrenta em seu próprio território. Há uma redução no ritmo de descobertas de novos campos na Colômbia. A companhia busca ainda reservas de óleo leve para equilibrar seu portfólio de ativos, excessivamente concentrado na produção de petróleo pesado. Como se não bastassem questões de ordem operacional e estratégica, a Ecopetrol tem sido alvo de uma onda de protestos da população colombiana contra petroleiras e mineradoras.

Nas últimas semanas, suspendeu as atividades em 81 poços no campo de Rubiales, o maior do país e responsável por um quarto da produção total da companhia. As perdas somam aproximadamente 9,5 mil barris/dia. Some-se o fato de que, em consultas públicas, a população da Colômbia tem rechaçado a implantação de novos projetos de exploração de petróleo e gás em diversas regiões. Os colombianos já operam três blocos exploratórios no Brasil, localizados na Bacia Potiguar, na Foz do Amazonas e na Bacia do Ceará. O foco da Ecopetrol na 14a Rodada da ANP se concentra, sobretudo, em ativos em águas rasas na Bacia do Espírito Santo, onde há reservas comprovadas de óleo leve.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

22.06.17
ED. 5645

Dobradinha

Petrobras e Statoil estão perto de selar uma parceria para a 14a Rodada de Licitações da ANP, que ocorre em setembro.

________________

Por falar em Petrobras, a BR pretende vender a concessão da distribuição de gás natural no Espírito Santo. Promessa de mais combustível no contencioso com o governo capixaba, que já decretou a caducidade da concessão.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

19.05.17
ED. 5622

Uma cobiçada cadeira na ANP

A sucessão na diretoria da ANP será um teste do prestígio do setor sucroalcooleiro no governo. Os grandes usineiros do país, entre os quais Rubens Ometto, da Cosan, e Luis Roberto Pogetti, da Copersucar, trabalham pela indicação do diretor de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Miguel Ivan Lacerda de Oliveira. No início de junho, chega ao fi m o mandato do diretor da ANP José Gutman. O próprio Gutman pensa em ir ficando no cargo por inércia. Com o escândalo do grampo de Temer, ele pode ir sendo esquecido por lá.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

16.05.17
ED. 5619

Um perdão para Libra

Na Petrobras, é grande a expectativa de que a ANP anuncie ainda neste semestre o waiver parcial pelo não cumprimento das regras de nacionalização no megacampo de Libra, na Bacia de Santos. O perdão envolveria, principalmente, a construção do FPSO (unidade flutuante), ao custo estimado de US$ 1,5 bilhão). Estima-se que mais da metade do projeto tenha sido contratada no exterior. Procurada, a ANP confirmou que “analisa o pedido de waiver, mas não há prazo para a decisão”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

04.05.17
ED. 5611

ANP tenta transformar joio em trigo

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) define até o fim deste mês as áreas da 14ª Rodada de Licitações que serão beneficiadas pela redução dos royalties de 10% para 5%. Este rol deverá ser encabeçado por campos onshore nas bacias Recôncavo, Potiguar, Sergipe-Alagoas, Espírito Santo, Paraná e Parnaíba, menos atrativos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

anp-rr-5604
24.04.17
ED. 5604

Rodada Zero

Além da redução dos royalties para o patamar mínimo de 5%, as petroleiras que arremataram concessões na chamada Rodada Zero, em 1998, levaram outro pleito à ANP. Reivindicam a extensão das licenças, que expiram em 2025. Nesse grupo, há campos importantes, como Marlim e Roncador, ambos sob operação da Petrobras.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

21.03.17
ED. 5582

Pé na estrada

Na semana passada, o diretor geral da ANP, Décio Oddone, cumpriu intensa agenda de reuniões em Houston, com o objetivo de “vender” o leilão de óleo e gás previsto para o próximo semestre. O foco foram as empresas do “Novo Mundo” do petróleo: China, Índia e Austrália.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

statoil-rr-5576
13.03.17
ED. 5576

A sardinha e o tubarão

A portuguesa Galp está fazendo de tudo para entrar no leilão da ANP previsto para este ano colada com a norueguesa Statoil, repetindo a relação de comensalismo que já une as duas empresas no campo de Carcará.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

21.12.16
ED. 5521

Pesos e medidas

O Sindicom tem feito marcação cerrada sobre a ANP tentando sensibilizá-la a não multar a BR, a Raízen e a Ipiranga. Valendo-se da placa do sindicato, o trio fez uma campanha multimilionária na mídia para atacar fraudes provocadas por concorrentes de menor peso. Casa de ferreiro, espeto de pau. A ANP encontrou 16 milhões de litros de álcool com percentual maior do que o permitido de metanol em postos da BR, da Ipiranga e da Raízen no Rio de Janeiro.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

31.10.16
ED. 5486

Carcará

 A Statoil sinalizou à ANP que vai participar da licitação de parte do campo de Carcará prevista para o ano que vem. Expectativa de bom ágio. Ninguém tem mais a ganhar com a concessão do que os noruegueses, que recentemente compraram da Petrobras a área restante de Carcará. Procurada, a Statoil diz que “está sempre avaliando oportunidades”. Para bom entendedor…

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

gas-natural-rr-17
17.08.16
ED. 5435

Gás no estoque

 A decisão da ANP de licitar áreas para estocagem de gás natural em campos maduros está juntando a GDF Suez com a Stogas. A dupla está acertando um acordo para investir na compra de reservatórios no país. O Brasil ainda não tem mercado de estocagem de gás natural, comum na Europa.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.07.16
ED. 5413

Troca de guarda

 Já é certo que haverá mudança na diretoria-geral da ANP, com o fim do mandato de Magda Chambriard, em novembro. O nome preferido de Michel Temer é o de Symone Christine de Santana Araújo, diretora do Departamento de Gás Natural do Ministério de Minas e Energia.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

poço-terra
12.07.16
ED. 5409

ANP desfila um novo figurino para os leilões de blocos onshore

 O Ministério de Minas e Energia (MME) avisa: sai a concessão como palavra de ordem dos poços exploratórios em terra (onshore) e entra o regime de autorização. A mudança mexe completamente na forma como os investidores terão acesso aos blocos. Em vez de a ANP contratar por licitação uma empresa para fazer o levantamento geológico das áreas e dimensionar a capacidade da reserva, os interessados vão, por sua conta e risco, identificar esses locais e pedir apenas autorização da agência. Nesse regime – um pleito antigo dos operadores –, uma série de etapas burocráticas de análise e aprovação da pesquisa exploratória é suprimida. A mensuração da reserva é feita pelo próprio grupo que produzirá o petróleo e o gás. Assim o tempo previsto para identificação do potencial e iní- cio da produção deverá cair, em média, à metade e ser feito em apenas um ano e meio. Essa é a estimativa no mercado internacional.  Conta ainda a favor da mexida a quantidade bem maior de empregos que a exploração em terra gera. Um bloco onshore contrata três vezes mais mão de obra para produzir um barril do que nas áreas offshore. O modelo já é adotado em outros países de grande importância no segmento, como os Estados Unidos. Consultado, o Ministério nega a mudança, mas, segundo fonte do RR, que está ajudando no projeto, um road show foi feito recentemente e identificou 150 empresas europeias e norte-americanas interessadas em atuar no negócio. O potencial de investimento é de US$ 2 bilhões até 2018.  Para sair do papel, a solução terá de passar pelo crivo do MME, da ANP e do Conselho Nacional de Política Energética. Faz parte de um pacote de alterações para aumentar a quantidade de poços exploratórios no país. Nos últimos cinco anos, houve uma redução de 70% no número de poços offshore com perfuração iniciada. A queda terá impacto expressivo sobre a velocidade da expansão da oferta de petróleo no país nos próximos anos. Garante agilidade em um segmento insignificante no país. Apenas 2% da produção diária de barris vem de blocos em terra e há menos de 20 empresas atuando.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

18.03.16
ED. 5330

Mudança

 Por questões de custo, o governo estuda transferir para Brasília a sede da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), hoje localizada no Rio de Janeiro. Caso a medida se confirme, entre as agências reguladoras, apenas a ANP e a Anac seguiriam fora da capital federal. Procurada, a ANS nega a transferência.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

29.01.16
ED. 5298

Ano sabático

 O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, é só desânimo. Prevê a retomada dos leilões de blocos de exploração de petróleo e gás da ANP somente no ano que vem.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

27.01.16
ED. 5296

Futuro da Transpetro

 A Petrobras concluiu o plano quinquenal de negócios da Transpetro em linha com o cenário de austeridade que vai pautar a empresa por muitos e muitos anos. Além da notória venda de 49% do capital da Transpetro, pretende condicionar futuros investimentos nos novos dutos que serão licitados pela ANP a participações minoritárias da subsidiária. Até o presente, a Transpetro reinou absoluta no capital das empresas. O diacho vai ser ela arrumar recursos para participar dos novos projetos.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

28.12.15
ED. 5276

Petra Energia

 A Petra Energia, do empresário Roberto Vianna, estaria em gestões com a ANP para devolver todos os seus 18 blocos de exploração e produção na Bacia do São Francisco. Em junho deste ano, a companhia entregou 11 concessões na mesma região. A Petra nega as novas devoluções.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

06.11.15
ED. 5242

Segundo grupo

 Após o fracasso da 13ª rodada, a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, se articula junto ao governo para que a próxima licitação contemple apenas blocos em terra, que exigem bem menos capital. Seria uma forma de estimular a entrada de petroleiras de menor porte. Procurada, a ANP informou que a decisão sobre as futuras rodadas “cabe ao governo federal”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

21.08.15
ED. 5190

Fora do lugar

O governo discute a transferência da sede da ANP do Rio de Janeiro para Brasília. O principal defensor da mudança é o próprio ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. Sentido não faz nenhum. Além da Petrobras, praticamente todas as petroleiras que operam no país estão sediadas no Rio. Procurada, a ANP disse não ter “previsão sobre o assunto.”

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

06.08.15
ED. 5179

Anadarko prepara saída em bloco do Brasil

Às vésperas da nova rodada de licitações da ANP, o setor de óleo e gás no Brasil está prestes a sofrer uma baixa. A Anadarko procura um comprador para as suas participações em três blocos, todos localizados na Bacia de Campos. Segundo o RR apurou, a chinesa Sinopec demonstrou interesse no BM-C-29 e no BM-C- 30 – este último, na camada do pré-sal. A empresa norteamericana detém, respectivamente, 50% e 30% de cada um dos consórcios, além de ser a operadora nos dois campos. No caso do BM-C-32, a Anadarko teria aventado a venda da sua participação de 33% para os próprios sócios – a BP e a Maersk, donas, pela ordem, de 40% e de 27%. O negócio, no entanto, é pouco provável. Tanto a BP quanto a Maersk têm feito desinvestimentos em petróleo e gás no Brasil. Já há algum tempo a Anadarko é tratada por seus pares no setor como carta fora do baralho e forte candidata a deixar o Brasil. As operações exploratórias da Anadarko no país exigem elevados investimentos e carregam uma alta dose de risco. A maior aposta, o campo de Wahoo, no bloco BM-C-30, ainda é um tiro no escuro. Até o momento, os norte-americanos não conseguiram encontrar petróleo em escala comercial e há meses repetem o mantra de que “avaliam as melhores opções para o desenvolvimento do campo”, uma metáfora para “estamos quebrando a cabeça para estancar os prejuízos”. Além dos problemas específicos relacionados às suas operações na Bacia de Campos, a possível venda dos ativos da Anadarko no Brasil faria parte de um processo maior, que passa por um redesenho das prioridades geoeconômicas do grupo. No ano passado, os norte-americanos venderam campos de óleo e gás na China para a Brightoil Petroleum. No momento, estariam negociando também ativos na África, notadamente em Moçambique, e na Colômbia, onde mantêm investimentos conjuntos com a Ecopetrol.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

06.08.15
ED. 5179

Anadarko prepara saída em bloco do Brasil

Às vésperas da nova rodada de licitações da ANP, o setor de óleo e gás no Brasil está prestes a sofrer uma baixa. A Anadarko procura um comprador para as suas participações em três blocos, todos localizados na Bacia de Campos. Segundo o RR apurou, a chinesa Sinopec demonstrou interesse no BM-C-29 e no BM-C-30 – este último, na camada do pré-sal. Os norte-americanos detêm, respectivamente, 50% e 30% de cada um dos consórcios, além de ser a operadora nos dois campos. No caso do BM-C-32, a Anadarko teria aventado a venda da sua participação de 33% para os próprios sócios – a BP e a Maersk, donas, pela ordem, de 40% e de 27%. O negócio, no entanto, é pouco provável. Tanto a BP quanto a Maersk têm feito desinvestimentos em petróleo e gás no Brasil. Já há algum tempo a Anadarko é tratada por seus pares no setor como carta fora do baralho e forte candidata a deixar no Brasil. As operações explorató­rias da Anadarko no país exigem elevados investimentos e carregam uma alta dose de risco. A maior aposta, o campo de Wahoo, no bloco BM-C-30, ainda é um tiro no escuro. Até o momento, os norte-americanos não conseguiram encontrar petróleo em escala comercial e há meses repetem o mantra de que “avaliam as melhores opções para o desenvolvimento do campo”, uma metáfora para “estamos quebrando a cabeça para estancar os prejuízos”. Além dos problemas específicos relacionados às suas operações na Bacia de Campos, a possível venda dos ativos da Anadarko no Brasil faria parte de um processo maior, que passa por um redesenho das prioridades geoeconômicas do grupo. No ano passado, os norte-americanos venderam campos de óleo e gás na China para a Brightoil Petroleum. No momento, estariam negociando também ativos na África, notadamente em Moçambique, e na Colômbia, onde mantém investimentos conjuntos com a Ecopetrol. Procurada pelo RR, a Anadarko não quis se pronunciar.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

08.07.15
ED. 5158

O retorno da ENI

Antiga controladora da Gas Brasiliano, a ENI prepara seu retorno ao Brasil. A companhia italiana teria planos de participar da 13ª Rodada de petróleo e gás da ANP, marcada para outubro. Há cerca de dois meses, executivos da empresa estiveram no país conversando com possíveis parceiros para a montagem de um consórcio. A princípio, a ENI estaria disposta a assumir a operação dos blocos arrematados.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

06.07.15
ED. 5156

Planos da Petra Energia se esfarelam em bloco

Se é para gastar o latim, a Petra Energia bem que poderia se chamar “Harena Energia”. Há mais areia do que rocha na petroleira do empresário pernambucano Roberto Viana. A companhia, que, no início de junho, devolveu 11 blocos exploratórios na Bacia de São Francisco, estuda entregar outros cinco a  ANP. Das 44 concessões que chegou a ter, a empresa ficaria, portanto, com 28. Esse número, ressalte-se, ainda pode encolher um pouco mais. Dois outros blocos da petroleira (SF-T-92 e SFT- 119), também localizados na Bacia do São Francisco, tiveram a licença suspensa pela ANP por problemas relacionados ao licenciamento ambiental. A Petra teria voltado também a postergar o pagamento de fornecedores. Segundo informações obtidas a uma das principais prestadoras de serviços da companhia, em alguns casos os atrasos já passariam dos 60 dias. Procurada pelo RR, a Petra negou novas devoluções de blocos para a ANP. A empresa informou ainda que, em razão da “atual conjuntura econômica”, tem “pactuado ajustes com os fornecedores que levam a  necessidade de negociação de novas bases contratuais”. A Petra garante que “está honrando e vai honrar, sem exceção, todas as suas obrigações.” No mercado, há dúvidas cada vez maiores em relação a  continuidade da operação da Petra, ao menos na atual configuração. O consenso é que a empresa terá de se desfazer de algumas concessões para financiar outras, ainda que isso gere um inevitável efeito colateral: a perda de escala e o consequente aumento dos custos de investimento. O problema (mais um) é que a maioria dos ativos da companhia não é de fácil negociação, especialmente os 12 blocos localizados na complexa Bacia do São Francisco. A geologia da região exige o uso da técnica de fraturamento hidráulico, modalidade de exploração ainda não regulamentada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente. Não custa lembrar que companhias graúdas, como Petrobras e Shell, já abandonaram campanhas exploratórias no São Francisco.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

17.06.15
ED. 5143

Leilão onshore

A ANP vê com bons olhos a proposta de realizar leilões específicos de áreas onshore. O senão é a Petrobras, que já sinalizou não ter interesse por blocos em terra. Aliás, neste momento, comprar qualquer ativo não é com ela.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

02.04.15
ED. 5093

Mais de três anos após o acidente no campo do Frade

Mais de três anos após o acidente no campo do Frade, a ANP não dá qualquer sinal de que vai analisar o pleito da Chevron para retomar os investimentos no local. Proibida de furar novos poços, a petroleira só consegue extrair cerca de 25 mil barris/dia, um terço da capacidade do bloco antes do vazamento. É como se a agência dissesse: “Go home, Ianques!”.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.

23.03.15
ED. 5085

Nova missão

A Saudi Aramco procura um executivo para comandar suas operações no Brasil. Os árabes querem um nome local, com bom trânsito junto a  Petrobras e a  ANP. Só falta ter entrada no Planalto.

Para poder comentar você precisa estar logado. Clique aqui para entrar.