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08.04.16
ED. 5344

Helibras decepa postos de trabalho

 Até o momento, a gestão de Richard Marelli, que assumiu a presidência da Helibras há apenas cinco meses, pode ser resumida a uma única palavra: downsizing. É o ônus de quem está no cargo certo na hora errada. Nos últimos dez dias, a fabricante de helicópteros teria demitido cerca de 90 funcionários nas áreas comercial e administrativa – a maioria em Itajubá (MG) e no escritório de São Paulo. Somando-se aos cortes realizados na própria fábrica mineira e na unidade de manutenção, a empresa já teria dispensado mais de 150 trabalhadores desde janeiro. O número equivale a cerca de 20% do efetivo da Helibras no fim de 2015. Consultada, a Helibras informou que, “diante da situação econômica vivida pelo país promoveu ajustes para redução de despesas em diferentes setores, que também incluíram a dispensa de funcionários”.  No caso da Helibras, jogar as demissões apenas na conta da crise seria um exercício de reducionismo. É claro que a conjuntura é um inimigo poderoso, a começar pelos cortes no orçamento do Ministério da Defesa. Segundo o RR apurou, desde dezembro, a Pasta tem encontrado dificuldades para honrar os pagamentos referentes à compra de helicópteros H225M. No entanto, parte expressiva dos cortes de pessoal deve ser debitada à matriz. Há pouco mais de um ano, os franceses restringiram o raio de ação da subsidiária brasileira, praticamente limitando-a a encomendas no Brasil ou no Mercosul. A própria Airbus Helicopters passou a encampar pedidos em outros mercados na América Latina. Resultado: a Helibras, que chegou a ter quase 900 funcionários em 2014, hoje já estaria com pouco mais de 600.

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22.02.16
ED. 5311

Lockheed Martin invade o espaço aéreo da Helibras

  Dois gigantes da área de defesa, notadamente da indústria aeronáutica, estão prestes a travar uma dura batalha nos céus brasileiros. A Lockheed Martin prepara uma ofensiva com o objetivo de furar o bloqueio e minar a primazia da Helibras, leia-se Airbus, na venda de helicópteros não apenas no Brasil, mas em todo o mercado latino-americano. A ponta de lança desta operação é a Sikorsky Aircraft, que teve seu controle comprado pelos norte-americanos no ano passado, numa operação de US$ 9 bilhões. A Lockheed Martin decidiu instalar uma fábrica de helicópteros e um centro de manutenção em Taubaté (SP) – a cidade de São José dos Campos também estava no páreo, mas foi superada no quesito “afagos fiscais”. Esta será a primeira base industrial da Sikorsky em toda a América Latina. Os norte-americanos já iniciaram o processo de alistamento da sua tropa no Brasil: fecharam um convênio com o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) para a formação de engenheiros especializados na produção de helicópteros.  O desembarque da Sikorsky no Brasil se dá em um momento bastante delicado para a Helibras, de longe, o principal alvo a ser batido no setor – a empresa é responsável por mais de 50% das vendas de helicópteros na América Latina. No ano passado, a Airbus Helicopters se viu obrigada a aportar cerca de R$ 170 milhões na fabricante brasileira para compensar a redução das encomendas, sobretudo das Forças Armadas. Estima-se que a queda dos pedidos no segmento militar tenha passado dos 40% no comparativo com 2014. A fraca performance – associada a uma certa fadiga no relacionamento com os europeus – custou a cabeça de Eduardo Marson, que deixou a presidência da Helibras em dezembro, depois de seis anos no cargo. Ressalte-se que as turbulências do mercado também deixaram suas marcas na fuselagem da Sikorsky. Recentemente, a Líder Aviação cancelou a opção de compra de seis helicópteros da companhia norte-americana, um contrato da ordem de US$ 180 milhões. A suspensão do pedido, no entanto, não alterou o plano de voo da Lockheed Martin para a sua controlada, assim como a crise no setor de óleo e gás, um grande demandador de aeronaves. O grupo entende que a instalação de uma base de produção na América Latina, mais precisamente no Brasil, é condição sine qua non para a Sikorsky disputar o mercado na região. Mira na venda de helicópteros civis e no fornecimento às forças armadas dos países vizinhos. Dessa forma, os norte-americanos esperam, finalmente, deglutir a espinha que está atravessada em suas gargantas desde a derrota na licitação para o fornecimento dos novos caças da Força Aérea Brasileira. Na ocasião, a Lockheed Martin não chegou sequer à fase final da disputa. Procurada pelo RR, a Lockheed Martins/Sikorsky não comentou o assunto.

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