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24.04.17
ED. 5604

A aposta da Accor

A atual estratégia da Accor de investir em cidades do interior do país não estaria relacionada apenas ao saturamento da hotelaria nas grandes capitais. Os franceses apostam suas fichas na aprovação do jogo e na abertura de cassinos Brasil afora.

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14.03.17
ED. 5577

O check out da GP

A GP Investimentos pretende deixar de vez a hotelaria. Após entregar a gestão de 26 hotéis para a Accor, procura um investidor que assuma as 20 unidades restantes da BHG, seu braço no setor.

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02.01.17
ED. 5529

Contramão

O cenário econômico traçado pela Accor para 2017 não é tão cinzento. Com a projeção de uma taxa de ocupação de 60%, o grupo hoteleiro francês planeja abrir 25 hotéis neste ano, cerca de 10% do total que a companhia tem no país.

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  A dupla Fersen Lambranho e Antonio Bonchristiano parece estar voltando à antiga forma. A GP Investimentos – que, nos últimos tempos, se notabilizou por negócios desastrosos, a exemplo de San Antonio, Lupatech e Imbra, e por seguidos prejuízos – está à frente de duas grandes operações de M&A. Além da oferta pública pelo controle da BR Properties, costura a associação entre a BHG, seu braço hoteleiro, e a Atlantica Hotels. O acordo daria origem ao segundo maior grupo do setor no Brasil e em condições reais de brigar pelo topo do ranking com a Accor. Juntas, BHG e Atlantica Hotels somariam 133 hotéis e 24 mil quartos, contra 170 unidades e cerca de 31 mil habitações da rede francesa no país. A operação contaria ainda com outros hóspedes de luxo. O novo grupo abrigaria em seu capital os fundos GTIS Partners, sócio da BHG, Tao Invest e Quantum, de George Soros – os dois últimos, acionistas da Atlantica Hotels. Procuradas, BHG e Atlantica Hotels negaram a negociação.  O grande desafio da GP neste momento é provar que seus alquimistas financeiros não perderam a mão. Nos últimos três anos, na contramão da sua história, a gestora de recursos transformou ouro em pedra. Entre 2013 e 2015, seu patrimônio em moeda forte caiu cerca de US$ 400 milhões devido à baixa contábil de ativos que prometiam grande retorno e se revelaram um fiasco. A empresa de planos dentários Imbra e o parque temático Hopi Hari, por exemplo, foram passados adiante por um valor simbólico. Entre janeiro e setembro do ano passado, a GP acumulou um prejuízo próximo dos R$ 100 milhões.  BHG e Atlantica Hotels, que administra bandeiras populares, como Quality e Confort, buscam maior escala para atravessar a baixa temporada do setor hoteleiro no Brasil. Em 2014 e 2015, a receita por apartamento cresceu apenas 1%, o índice mais baixo em uma década. Nos últimos quatro anos, a ocupação média no país recuou de 69% para 65%. Tanto a BHG quanto a Atlantica têm operado com taxas de rentabilidade cada vez menores.

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13.07.15
ED. 5161

Check out

O Caesar Park, um dos hotéis mais tradicionais do Rio de Janeiro, está a  venda. O motivo é a baixa rentabilidade que, há tempos, se hospedou na operação. A francesa Accor pretende reinvestir os recursos na abertura de um hotel no Centro do Rio, com outra bandeira do grupo.

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30.06.15
ED. 5152

Mudança de rota

Há uma revolução em curso na Accor. Depois de quase duas décadas no cargo, Roland Bonadona deixa amanhã o comando do grupo hoteleiro no Brasil. Junto com ele sai a estratégia de expansão das bandeiras de padrão econômico, como o Ibis. A prioridade agora é a rede Sofitel. Procurada, a Accor confirmou tanto a troca de comando quanto a mudança de estratégia.

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11.05.15
ED. 5117

Hotel à venda

A Accor – que venceu a disputa com a BHG, leia-se GP, pela compra do Rio Palace Hotel, na capital carioca – poderá financiar a aquisição com o próprio ativo. O grupo francês estuda se desfazer do controle do imóvel e ficar apenas com a operação hoteleira. Formalmente, a Accor nega a venda do prédio.

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13.04.15
ED. 5099

Hotéis em série

A Accor grudou na Ancar Ivanhoe. Os franceses querem estender o acordo com a administradora de shopping centers para a construção de novos hotéis ao lado dos centros comerciais pertencentes ao grupo. É exatamente a fórmula já adotada pela dupla no Nova América, na Zona Norte do Rio. Oficialmente, a Ancar Ivanhoe nega novos projetos.

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22.08.14
ED. 4941

Sócia minoritária da Accor

 Sócia minoritária da Accor, a Colony Capital vai colocar uns tijolos a mais nos planos da rede francesa no Brasil. A gestora de recursos norte-americana se juntará a  HotellInvest, braço imobiliário do grupo, para construir novos hotéis no país.

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07.08.14
ED. 4930

A insônia de Chieko Aoki e o véu sobre a Blue Tree

 Lady Chieko Aoki desconhece o remanso. O sono é só ameaça. Passa noites e noites como se estivesse carregando correntes. Ela recita com a voz cálida: “A vida é apenas uma sombra que passa, um pobre ator que se agita, se exibe por uma hora no palco e depois se cala.” A Lady de olhos amendoados contorce-se como se fosse de luxúria ao estrilar que a noite efêmera da hotelaria é apenas “um relato cheio de som e fúria, narrado por um idiota e que não significa nada”. O futuro da Blue Tree – afirma a dona do condão – não teme diante da pintura do demônio. As imagens fazem curvas na mente de Lady Aoki. O que é o sonho? O que é a realidade? É devaneio ou verdade que o Santander detém o mandato para a venda da Blue Tree? Será uma profecia soprada pelo vento a existência de dois contendores de adaga em punho disputando a compra do grupo? Lady Aoki não teme a fraqueza da vontade. Insone, absolutamente lívida, na fronteira da exaustão, enxerga-se sentada frente a frente, ora com executivos da francesa Accor, ora com representantes da BHG, braço hoteleiro da GP. Será delírio? A bela do oriente acha que somente os adormecidos e mortos são imagens. Não são os lacaios com os olhos cobertos de sangue e pintados de ouro que revelam a intenção da BHG de usar a marca Blue Tree em substituição a  bandeira Golden Tulip, sobre a qual a empresa é obrigada a pagar royalties a  norteamericana Starwood. “Não há farsa nessa convicção”, afirma rodopiante em volta de si própria. A crueza do mundo real fere. Mas não há dor maior do que a dos tumores lancinando o templo das ideias. Oh, espíritos, o Blue Tree é um bom negócio? Sim, mesmo que sirva tão somente para evitar a vitória na disputa entre os fariseus concorrentes. Só o tempo poderá dizer o que é magma e o que é onírico nas digressões de Lady Aoki. Mas não é o enevoado da dúvida que neblina o momento do Blue Tree. Até os deuses mais incorruptíveis ecoam que, nos últimos anos, a rede ficou marcada pelas sucessivas perdas de hotéis. Foram degolados como criancinhas em um sabá de bruxas os resorts de Cabo de Santo Agostinho (PE) e de Angra dos Reis (RJ), ambos pertencentes a  Funcef. Como se tivesse a bênção de miseráveis espíritos, foi arrancada do corpo a unidade da Alameda Santos, em São Paulo, engolfada pelo Ramada e seu oceano. Nos olhos de Lady nasceram teias e seu marejado é viscoso. Ela pragueja contra as divindades e o grupo norte-americano Radisson, que lhe extraiu um hotel em Porto Alegre e deixou-lhe uma cicatriz. Lady Aoki enxerga um mar se tingindo da cor sanguínea nas terras onde foram erguidos o Blue Tree Faria Lima, na capital paulista, e outro resort, agora em Búzios, na Região dos Lagos fluminense. A rainha da sedução aponta o indicador para impostores alardeando a insatisfação com os resultados da operação hoteleira. As labaredas de um lugar infecto cospem dejetos sobre a rede da Blue Tree na Região Amazônica. Restrita a um solitário hotel, ela sofreria de inanição. Em seus devaneios, Lady chicoteia os mercadores que teriam recusado sua oferta para um hotel cinco estrelas em Belém. Parece até que o tampo da eternidade irá desabrir sobre a Blue Tree. Empoleirado em seu ombro, o corvo grasna: “Deixem Lady Chieko Aoki em paz com sua insônia.”

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06.01.14
ED. 4810

Centrus

 O Centrus, o discretíssimo fundo de pensão do BC, deverá investir algumas fichas no setor hoteleiro. Estuda, inclusive, se associar a  Accor na construção de um resort no Nordeste. Procurados, Centrus e Accor negaram a operação.

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06.01.14
ED. 4810

Troca de passes

 Um novo e importante personagem está entrando em cena na contenda entre a Blue Tree e os condôminos do Blue Tree Park Búzios, na Região dos Lagos (RJ) – ver RR nos 4.706 e 4.758. Trata-se da Accor. Os proprietários do imóvel estariam negociando a entrada do grupo francês no lugar da rede hoteleira de Chieko Aoki.

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27.11.13
ED. 4786

A Ancar, uma das maiores administradoras de shopping

 A Ancar, uma das maiores administradoras de shopping centers do país, está espraiando seus negócios no setor imobiliário. Após fechar um acordo com a Accor para a construção de dois hotéis no Shopping Nova América, no Rio de Janeiro, o grupo vai erguer duas torres comerciais e residenciais vinculadas ao Porto Velho Shopping, na capital de Rondônia, também de sua propriedade. A inauguração está prevista para 2015. Procurada, a Ancar confirmou a estratégia de “construção e expansão de shoppings interagindo- os ao segmento imobiliário/ hoteleiro”.

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16.08.13
ED. 4714

Hotelaria

 A francesa Accor aposta suas fichas em um novo modelo de negócio no Brasil: a abertura de hotéis construídos junto com shopping centers. Já estaria, inclusive, negociando uma parceria com a Ancar, uma das maiores administradoras de shoppings do país.

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26.06.13
ED. 4677

Blue Tree parece um bonsai nas mãos de Chieko Aoki

 Chieko Aoki parece ter adotado uma das máximas de Nelson Rodrigues: “Se os fatos estão contra Chieko, pior para os fatos”. A empresária tem espalhado por corredores, pérgulas e conciergeries do setor que sacramentou uma parceria com a gestora de recursos Astra Investimentos para a construção de dois hotéis com a bandeira Blue Tree. Chieko é tão assertiva, tão cheia de detalhes sobre estes e futuros empreendimentos que seus interlocutores saem convictos de que a empresária vive um momento de rara prosperidade. No entanto, a realidade parece disposta a desmenti-la. Segundo uma fonte que participa das negociações, a parceria entre Blue Tree e Astra caminha sobre uma corda bamba. Seriam cada vez menores as chances da dupla levar adiante o projeto de construção e aquisição de hotéis em grandes capitais.  De acordo com a fonte do RR, já haveria, inclusive, um candidato ao lugar da Blue Tree: a Accor. A principal motivação para o divórcio seria de ordem financeira. Há dúvidas até onde vai a disposição de Chieko Aoki para aportar recursos próprios na operação. A comparação com os franceses é até covardia. A Accor tem, reconhecidamente, um fôlego financeiro muito superior ao da Blue Tree, a começar pela possibilidade de obter crédito no mercado internacional. No entanto, o risco de ruptura na parceria da Blue Tree com a Astra não se deve apenas a  sua musculatura financeira. Chieko Aoki quer construir uma suíte presidencial dentro de um apartamento standard. A fonte do RR afirma que a empresária vem tentando embutir no acordo uma algema de ouro, que daria a  Blue Tree exclusividade na gestão de todos os hotéis construídos ou adquiridos pela Astra Investimentos. Procurada, a Blue Tree disse “desconhecer a informação”. A Astra, por sua vez, negou o fim da parceria e garantiu já ter firmado contratos de locação com a Blue Tree. Os dirigentes da gestora confirmaram o contato com a Accor, mas para “tratar de outro assunto”. A Astra afirmou ainda que “Chieko Aoki é uma pessoa muito querida”. Isso ninguém discute. Caso se confirme, o revés será duplamente doloroso, tanto para a autoestima de Chieko Aoki quanto para o caixa da Blue Tree, que costumam andar em sintonia. A parceria com a Astra Investimentos é tratada pela empresária como uma possibilidade ímpar para alavancar sua operação hoteleira. Desde o fim do acordo com a Funcef, a árvore azul deixou de ser frondosa. Hoje, está mais para um bonsai. E já se vão mais de sete anos que a empresa perdeu o contrato para administrar três hotéis pertencentes ao fundo de pensão. No entanto, não se percebe mais em Chieko a capacidade de outrora para alavancar recursos e fazer parceiros. Em 2006, a Blue Tree administrava 28 hotéis. Hoje, são 22.

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