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95  resultados para light

Assuntos sugeridos

Notícias encontradas

14.09.17
ED. 5704

Meirelles é seu próprio marqueteiro

Henrique Meirelles e Gilberto Kassab deram uma aula ontem de como esquentar o noticiário. Por volta das 15h30, logo após o encontro entre Meirelles e parlamentares do PSD, Kassab anunciou à imprensa à pré-candidatura do ministro da Fazenda à Presidência da República. Chegou a dizer que o vice da chapa não sairia de São Paulo, mas “de outra região”. Em menos de meia hora, Meirelles postou em sua conta oficial no Twitter quatro mensagens em sequência negando a candidatura – ao mesmo tempo em que agradecia aos integrantes do PSD pelas palavras de apoio. O típico desmentido que só faz bem. O jogral garantiu a presença de Meirelles nos highlights do noticiário durante toda a tarde, sempre colado às palavras “candidato” e “presidência”. Em tempo: Meirelles e os líderes do DEM, à frente Rodrigo Maia e ACM Neto, articulam um encontro para a próxima semana. Promessa de mais dendê no caldeirão das especulações eleitorais.

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16.08.17
ED. 5684

Fio desencapado

A inadimplência corrói o valuation da Light. Segundo om RR apurou, a italiana Enel está recalculando a proposta que pretende encaminhar à Cemig, com base no salto das contas em atraso da distribuidora fluminense. No último trimestre, o nível de inadimplência chegou a 3,1%, o dobro do índice registrado em junho de 2016.

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23.06.17
ED. 5646

Cinturão elétrico

A italiana Enel abriu negociações com a Cemig para a compra da Light. Tem interesse em fechar a porteira e ficar também com a participação do FIP Redentor. Teria, assim, 52% da Light e meio caminho andado para consumar a fusão com a Ampla, sua controlada.

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25.04.17
ED. 5605

Vitória de Pirro

A Light ganhou, mas corre o risco de não levar. Segundo informações filtradas da própria Aneel, o aumento da tarifa anunciado pela distribuidora no mês passado poderá ser revisado caso a Justiça confirme a suspensão da cobrança da indenização paga às transmissoras de energia — o RBSE (Rede Básica do Sistema Existente). O reajuste médio de 10% foi concedido pela Aneel exatamente com base no RBSE.

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25.04.17
ED. 5605

Ponto final

As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Marfrig e Light.

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20.04.17
ED. 5603

Belo Monte em bloco

A chinesa Zhejiang Electric Power Construction (ZEPC) vai fazer um arrastão no capital de Belo Monte. Além de uma parcela das ações da Eletrobras, negocia também a compra das participações da Cemig e Light, que são uma só, e da Petros. A pescaria deverá dar à ZEPC mais de 30% da usina, transformando-a na segunda maior acionista, atrás apenas da própria Eletrobras.

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10.04.17
ED. 5596

Um tiro nos resultados da Light

Um exemplo de como a falta de segurança pública dói no bolso das grandes empresas: o revés das UPPs – Unidades de Polícia Pacificadora – está obrigando a Light a revisar as metas do seu programa de combate a ligações clandestinas. Projeções da própria companhia indicam que dificilmente ela conseguirá igualar a performance de 2016, quando recuperou 683 GWh, o equivalente a R$ 450 milhões de receita. Isso porque os técnicos da empresa têm enfrentado dificuldades para entrar em algumas áreas de risco da cidade. A Light informou ao RR “ter aumentado o seu efeito de fiscalização em 30% nos quatro primeiros meses de 2017, chegando a 700 profissionais”. A empresa não entrou em detalhes quanto às metas para este ano.

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05.04.17
ED. 5593

Planalto troca a reforma da Previdência “ideal” pela possível

O governo decidiu aceitar uma reforma da Previdência mais light. A mudança de rota, que vinha sendo defendida pelos ministros políticos do Planalto, ganhou a concordância de Henrique Meirelles e a bênção de Michel Temer. A concepção de que a reforma era um fato consumado pelo impeachment deu muitos passos atrás. Mesmo a publicização da tragédia econômica decorrente da fórmula atual da Previdência não resistiu à versão tupiniquim da célebre frase do marqueteiro norte-americano James Carville: “É a voz do bolso do povo, estúpido!”.

O argumento é que é preciso passar a reforma já nesse primeiro semestre, pois a partir daí o calendário estará contaminado pelas eleições de 2018. Há ainda o risco do texto da PEC ser tão mutilado a ponto de transformar o projeto em um Frankenstein indefensável. Ou pior ainda: sequer haver votação. O governo precisa de 308 votos. Chegou a considerar que tinha 246 praticamente certos. Ou seja: faltavam 62 deputados para “trabalhar”.

Ontem, esse número subiu para 78. Portanto, caíram votos considerados garantidos. Há preocupação com o excesso de emendas parlamentares apresentadas (147) e a probabilidade de diversas delas obterem as 171 assinaturas necessárias para a alteração do texto enviado ao Congresso. Na verdade, não é mais o texto, mas sim os “textos”, que o próprio governo enviou offline. A ideia é encaminhar em off outras propostas.

São essas “alternativas”, a exemplo da idade da aposentadoria das mulheres, o busílis da reforma light. Uma proposta esperada é a alteração da emenda mais perversa de todas, a que estabelece um teto abaixo do mínimo para o auxílio a idosos deficientes. E todos os cálculos atuariais que foram feitos visando reordenar as contas públicas? Continuam valendo – em parte. A fórmula de acomodação do retalhamento do texto original com o projeto de longo prazo é tão singela quanto óbvia: incluir na PEC a previsão de que alguns pontos serão rediscutidos em um prazo posterior com objetivo de que as metas sejam atingidas. O governo ainda ganha muito aprovando uma reforma meia-bomba. E acaba, de fato, se a Previdência não sofrer modificações.

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01.02.17
ED. 5551

“Gatos” salvam os números da Light

Enquanto o Rio de Janeiro persegue seus ratos, a Light corre atrás dos “gatos”. Com o perdão do infame trocadilho, é o que resta à presidente da companhia, Ana Marta Horta Veloso. Sem resultados mais lustrosos para apresentar, o grande feito de sua gestão tem sido o combate à “gatunagem” das ligações clandestinas.

Segundo o RR apurou, no ano passado a distribuidora fluminense conseguiu recuperar 683 GWh, contra 256 GWh em 2015. Na ponta do lápis, isso significará uma receita adicional da ordem de R$ 450 milhões para a Light – os números serão divulgados junto com o balanço da companhia, em 24 de março. Trata-se de um raro dado positivo em um ano de penumbra para a Light.

Entre janeiro e setembro de 2016, a receita líquida caiu 12,8% em relação a igual período em 2015. O lucro de R$ 109 milhões transformou-se em um prejuízo de R$ 119 milhões no mesmo intervalo de comparação. E o Ebitda despencou 22%. Estes indicadores aumentam a pressão sobre a presidente Ana Marta Horta Veloso, que convive com o fantasma da demissão desde a recente troca de comando na acionista controladora, a Cemig.

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12.01.17
ED. 5537

Um apagão na área de Inteligência

Desde a última segunda-feira, a Abin tem penado para manter parte de suas operações diante de um problema aparentemente prosaico: um apagão no Centro Empresarial Presidente Castelo Branco, onde ficam seus escritórios no Rio. No local está concentrada uma parcela expressiva das ações da Agência no Sudeste. Há quatro meses, a unidade abrigou toda a estrutura de Inteligência dos Jogos Olímpicos. A Light e a Engenheiro Fortes, responsável pela manutenção do edifício, jogam a responsabilidade pelo blecaute uma no colo da outra. Talvez seja o caso de a própria Abin fazer uma varredura para descobrir o culpado.

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27.12.16
ED. 5525

Trilhos cruzados

Há articulações, ainda embrionárias, para a fusão entre a Invepar, operadora do Metrô do Rio, e a Supervia, concessionária de trens urbanos da cidade. A operação se daria com o embarque de um investidor no capital da nova empresa. Não custa lembrar que, recentemente, a Brookfield tentou comprar a parte da OAS na Invepar. Procurada, a Supervia nega a operação.

A Invepar, por sua vez, não quis se pronunciar. A fusão é vista com bons olhos por Previ, Petros e Funcef, donas de 75% da Invepar. O trio aproveitaria a operação para reduzir sua participação em um negócio que tem exigido sucessivos aportes de capital. O acordo funcionaria ainda como uma solução para a delicada situação financeira da Supervia. A Light chegou a entrar com um pedido de falência da companhia por uma dívida de R$ 38 milhões.

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22.12.16
ED. 5522

Efeito cascata

A saída de Mauro Borges do comando da Cemig põe em risco a permanência de Ana Maria Horta na presidência da Light, controlada pela estatal mineira. Borges foi o artífice da indicação da executiva para o cargo, no fim do ano passado. Na ocasião, emplacou também o diretor de comunicação da Light, Ronald Cavalcante de Freitas, que foi seu assessor direto na presidência da Cemig.

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22.12.16
ED. 5522

Ponto final

Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: EBX, Energisa, Light e Daslu.

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 Além da Cemig e da Light, o InfraBrasil também deverá vender sua participação na Renova Energia. Administrado pela Angra Partners, o fundo de infraestrutura tem 9% do capital da empresa.

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22.08.16
ED. 5438

Dois em um

Cemig e Light – ou seja, Cemig e Cemig – negociam a venda conjunta de suas participações na Norte Energia, consórcio responsável pela usina de Belo Monte. Donas de 10% do negócio, ambas não suportam mais os seguidos aportes de capital que o projeto tem exigido. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Cemig e Light.

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05.08.16
ED. 5427

Renova Energia é mais uma lâmpada queimada na Cemig

 O colar de ativos da Cemig nas áreas de distribuição, transmissão e geração está se desmanchando na velocidade da luz. Além da Light e da Taesa , que já estão na prateleira, a companhia também colocou à venda sua participação na Renova Energia. A Cemig é a maior acionista individual, com 44% do capital ordinário. Segundo o RR apurou, o negócio já foi oferecido à canadense Brookfield e à chinesa Three Gorges . Ressalte-se que os asiáticos são apontados também como fortes candidatos à aquisição da parte da própria Light na Renova (20,8%). A operação é conduzida paralelamente e deve ser concluída antes mesmo de uma eventual venda do controle da distribuidora fluminense.  A Cemig quer não apenas fazer caixa com a venda da participação na Renova Energia, mas, sobretudo, se livrar das futuras obrigações financeiras com a empresa. Estima-se que apenas as 25 usinas eólicas na Bahia exijam dos sócios um desembolso da ordem de R$ 3,5 bilhões pelos próximos 12 meses. A Renova Energia se tornou uma máquina de moer dinheiro, notadamente dinheiro do Tesouro de Minas Gerais. No início deste ano, a Cemig foi a única acionista a subscrever a chamada de capital na Renova Energia de aproximadamente R$ 700 milhões, sendo obrigada a aumentar a fórceps a sua fatia no capital. Dois anos antes, os sócios já haviam aportado outros R$ 3,5 bilhões na empresa. No meio do caminho, mais precisamente em maio de 2015, a Renova ainda vendeu um pacote de usinas eólicas por cerca de R$ 1,6 bilhão. Não deu nem para a saída. Os recursos foram rapidamente tragados por projetos, àquela altura, ainda em fase de implantação. • As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Cemig, Brookfield e Three Gorges.

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18.07.16
ED. 5413

Lusco-fusco

 A Light deverá vender até a sua centenária sede, na Avenida Mal. Floriano, no Centro do Rio, como forma de reduzir o enorme endividamento de R$ 6 bilhões. A proposta em estudo é se desfazer de parte do imóvel de 12 mil metros quadrados. Depois dos enxugamentos de custos, muitas salas estão vazias ou subutilizadas. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Light.

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24.06.16
ED. 5397

Pimentel recorre à venda da Light para acender a luz na Cemig

 O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, quer fazer da Cemig a sua agenda positiva. Busca uma solução a jato para os péssimos resultados financeiros da estatal mineira. Pimentel foi denunciado por prática de corrupção na Operação Acrônimo e seu afastamento do cargo está sendo analisado pelo Superior Tribunal de Justiça. Dificilmente a Cemig conseguirá se livrar da desmobilização de ativos como saída para reduzir o passivo. O endividamento tem uma relação dívida líquida/Ebitda de quatro vezes. Segundo projeções da própria empresa, deverá bater em cinco vezes até o fim do ano. O resultado é exatamente o dobro do limite estipulado nos estatutos da Cemig, que é de 2,5 vezes.  O prato principal do programa de venda de controladas da companhia deverá ser a Light, da qual a Cemig tem 26%. Somente com essa transação, a estatal projeta receber em torno de R$ 1,5 bilhão – valor baseado na cotação média dos últimos dois anos, mais um prêmio de controle da distribuidora de energia elétrica carioca. O valor é equivalente a 10% do total do endividamento da companhia mineira. A opção pela venda da Light ganhou força após a aquisição esse mês da gaúcha AES Sul pela CPFL por R$ 1,7 bilhão. O acordo no Rio Grande do Sul é visto no mercado como o ponto de partida de um intenso processo de consolidação no setor de energia elétrica. Esse cenário torna a venda da Light muito mais atraente para investidores, já que a empresa ocupa o quinto lugar no ranking de distribuição do país, com receita de R$ 11 bilhões e área de concessão no segundo maior mercado consumidor de energia do país. A CPFL é vista pela Cemig como uma candidata natural ao negócio em função de sua estratégia de se consolidar como líder no segmento – tem 15% de mercado, à frente da Eletropaulo e da Cemig. A Enel, dona da Ampla, já teria sido procurada pela estatal. A Light e a Ampla têm áreas de concessão contíguas no Rio de Janeiro. Com a transação, a Enel terá ganhos operacionais e ainda passará a ter 8% de participação na distribuição de energia, do mesmo tamanho da Cemig. As seguintes empresas não se pronunciaram: Cemig.

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24.05.16
ED. 5375

Novo diretor do ONS está sentado em uma cadeira elétrica

  A julgar pelo agressivo bote do governo Temer sobre o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), não haverá blindagem ou tempo de mandato capazes de proteger os diretores de agências reguladoras e congêneres de interferências políticas. Há apenas uma semana no cargo e com quatro anos de gestão pela frente, o novo diretor-geral do ONS, Luiz Eduardo Barata, já é um “cabra marcado para morrer”. Segundo o RR apurou, o ministro da Casa Civil, Geddel Vieira Lima, e o titular da Pasta de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, articulam com aliados e empresas do setor elétrico a derrubada de Barata e a consequente tomada do controle do ONS. O nome mais cotado para substitui-lo é o de Jerson Kelman, ligado ao PSDB. Atual presidente da Sabesp, Kelman já presidiu a Aneel e a Agência Nacional de Águas (ANA), esta última ainda na gestão FHC. Também comandou a Light, controlada pela Cemig, entre 2010 e 2012, portanto durante o governo do tucano Antonio Anastasia em Minas Gerais.  O governo e, em especial, a cúpula do setor elétrico não abrem mão de ter o comando do ONS, cargo estratégico pelo seu poder sobre a operação de todo o sistema interligado de energia do país. Aproveitam-se do fato de que Luiz Eduardo Barata é um personagem fragilizado. Sua permanência no cargo depende de uma capacidade de articulação política e do apoio das empresas privadas, fios que dificilmente ele conseguirá juntar neste momento. Ex-secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Barata carrega o que na atual circunstância é um passivo fatal: sua proximidade com Dilma Rousseff. A ligação vem desde os tempos em que Dilma comandava a Pasta, ainda no Lula I.  Em tempo: independentemente do nome, o diretor-geral do ONS terá a missão de desarmar uma bomba-relógio deixada pelo antecessor, Hermes Chipp. A Aneel apura indícios de irregularidades financeiras no Operador do Sistema. Em relatório preliminar da Superintendência de Fiscalização Econômica e Financeira (SFF), a agência fez uma série de ressalvas à última prestação de contas da entidade no ciclo 2013/2014. Consultada pelo RR, a Aneel informou que “aguarda manifestação do ONS para dar prosseguimento ao processo que continua em fase de análise.” Procurada pelo RR, a ONS não comentou o assunto.

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20.05.16
ED. 5373

Light espalha suas geradoras sobre o balcão

 A Light prepara um plano emergencial de desmobilização de ativos, notadamente na área de geração, para fazer frente a sua delicada situação financeira. Segundo o RR apurou, a proposta deverá ser submetida ao Conselho de Administração na reunião prevista para a próxima semana. A companhia pretende se desfazer da sua participação na Renova Energia, maior geradora de fontes renováveis do país, e na usina de Belo Monte . Também seriam colocadas à venda cinco usinas hidrelétricas no Rio e em São Paulo, com capacidade total de 855 MW. Segundo o RR apurou, a empresa espera arrecadar algo em torno de R$ 3 bilhões com a alienação dos ativos e, assim, ganhar fôlego para atravessar sua maior crise desde a privatização, há exatos 20 anos.  A Light está no meio da tempestade perfeita. A queda no consumo de energia, o avanço da inadimplência, o rombo fiscal de R$ 9 bilhões em Minas Gerais – o que inviabiliza qualquer novo aporte de capital da Cemig, seu controlador – e a escalada do passivo têm formado uma combinação explosiva para a distribuidora fluminense. Nos últimos 12 meses, a relação dívida líquida/Ebitda pulou de 3,7 para 4,3 vezes e a situação tende a se agravar. Segundo o RR apurou, as projeções da própria Light indicam que esse índice vai romper o patamar de cinco para um até o fim do ano. Um dos casos mais delicados – não exatamente pelo montante, mas pelo potencial impacto sobre a própria operação da companhia – é o passivo com Itaipu. Há cerca de dois meses, a Light abriu uma nova rodada de negociações na tentativa de repactuar o pagamento da dívida de US$ 80 milhões referente à compra de energia. No entanto, segundo fontes próximas à empresa, as conversações fracassaram e a geradora exige a imediata quitação dos valores atrasados. A dívida com Itaipu é um fio desencapado que se estende até a Aneel. A presidente da Light, Ana Horta Veloso, solicitou à agência reguladora uma revisão tarifária extraordinária, dois anos antes do previsto. A justificativa da companhia é que ela fez uma série de investimentos adicionais, sobretudo por conta dos Jogos Olímpicos no Rio. No entanto, a direção da Aneel já deixou claro que qualquer discussão está condicionada à quitação dos pagamentos atrasados à Itaipu.  Por falar em inadimplência, na outra ponta a Light sofre com o crescente atraso no pagamento das contas de luz. No primeiro trimestre deste ano, a companhia registrou em balanço cerca de R$ 50 milhões em provisões para recebíveis de liquidação duvidosa. Ou seja: em apenas três meses, a empresa provisionou mais de 60% do valor lançado ao longo de todo o ano de 2015 (R$ 80 milhões). Procurada pelo RR, a Light não comentou o assunto.

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26.04.16
ED. 5355

Primeiro-ministro

O ex-nº 1 da Light Paulo Roberto Pinto desembarcou em Furnas como o braço direito e esquerdo do presidente da estatal, Flavio Decat. Recém-nomeado como assessor direto de Decat, encampou, de uma só vez, as áreas financeira e operacional.

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25.02.16
ED. 5314

Desistências em série no leilão de transmissão

 O próximo leilão de linhas de transmissão já tem data marcada, 13 de abril. Agora só falta o principal: investidor. Alguns dos maiores grupos do setor, que tradicionalmente batem ponto nas licitações da Aneel, não deverão participar desta rodada. Segundo o RR apurou junto à alta fonte do Ministério de Minas e Energia, a colombiana ISA, dona da CTEEP, a Copel e a Cemig já sinalizaram que não entrarão no leilão, mesmo com as mudanças nas regras exigidas pelo TCU. A esta lista some-se também a Abengoa, que enfrenta graves problemas financeiros – o mais provável, inclusive, é que os espanhóis se desfaçam de alguns de seus negócios no país.  A tentativa do governo de estimular a entrada de novos investidores no setor de transmissão também tem sido um tiro n´água, vide o road show comandado pelo presidente da EPE, Maurício Tolmasquim em dezembro. De acordo com a mesma fonte, a EDF, ex-controladora da Light, e a inglesa National Grid foram procuradas e disseram não ter interesse em investir no setor. O governo tem menos de dois meses para preencher essas lacunas.

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18.02.16
ED. 5309

Corta, corta, corta

 A chegada de Ana Maria Horta Veloso à presidência da Light marca um novo ciclo de cortes. O pacote inclui redução de investimentos, dispensa de funcionários terceirizados e venda de ativos, a começar pelas seis usinas hidrelétricas da empresa. Procurada, a Light confirma que está revendo seus custos e, “havendo necessidade, poderá realizar cortes”.  A Foxconn já pensa em fazer uma nova temporada de cortes na fábrica de Indaiatuba (SP). Desta vez, seria algo em torno de cem demissões. Em janeiro, a companhia dispensou 480 trabalhadores.  O empresário Nelson Kaufman faz contorcionismos para melhorar os resultados da rede varejista Etna. Uma das medidas que deverão ser adotadas é a redução de algumas lojas, com estrutura de custos mais pesada: a unidade da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, poderá ser extirpada em quase 40% da sua área. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Etna e Foxconn.

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13.01.16
ED. 5286

“Cemigzação”

  A Cemig voltou a mandar no dia a dia da Light. Há pouco mais de um mês na presidência da distribuidora fluminense, Ana Marta Veloso não dá um passo sem consultar a estatal mineira. Essa ascensão incomoda profundamente o governo do Rio.

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05.01.16
ED. 5280

Head hunter

 O período sabático do ex-presidente da Light Paulo Roberto Pinto promete ser curto. O executivo está cotado para comandar a Enel no Brasil.

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30.12.15
ED. 5278

Em 2016, vem aí a Operação “Furo Certo”

 Millôr Fernandes costumava dizer “Viva o Brasil, onde o ano inteiro é primeiro de abril”. Pois o ano de 2015 foi ainda mais desafiador para aqueles que se dedicam a separar a verdade da burla e o fato da ficção. O Relatório Reservado está convicto de que realizou esta decantação com êxito em suas 246 edições de 2015. Aliás, foi exatamente em abril, não no dia 1º, mas no dia 30, que o RR abordou pela primeira vez a regularização dos recursos de brasileiros no exterior. Àquela altura, o assunto sequer estava na ordem do dia. Ninguém apostava também na substituição de Joaquim Levy no seu período de apogeu. O RR cantou a bola que o novo ministro da Fazenda seria Nelson Barbosa. Dito e feito. O RR acompanhou de perto o esforço de Joaquim Levy para tocar o ajuste fiscal. Ao mesmo tempo, trouxe à tona uma série de ideias discutidas pela equipe econômica que sequer chegaram a ser colocadas em prática, como o ajuste patrimonial (privatizações, leilões de concessão em marcha forçada e securitização de ativos dispersos), o limite para o gasto público e a implantação de um regime de bandas fiscais, tema de matéria na edição de 5 de março e que viria a ser alvo de intenso debate nos meses seguintes. Há outras propostas que o RR antecipou e, por ora, deixa de bandeja para que se concretizem em 2016.Uma delas é a securitização da dívida ativa da União. Outras medidas são a ampliação da capacidade de solvência, com a liberação de cheques em branco do FMI, Bird, Banco dos Brics e CAF, e a utilização das reservas na suspensão da rolagem de swaps cambiais e abatimento da dívida pública bruta. O uso do lastro em moeda forte poderia também ser usado para o reequilíbrio da Petrobras por meio da criação de uma SPE no exterior capitalizada com recursos da União, o que permitiria a compra dos passivos de curto prazo da estatal, reduzindo seu custo financeiro.  Por falar em Petrobras, entre as 2.180 matérias e notas veiculadas pelo Relatório Reservado em 2015, nenhuma outra empresa foi mais citada do que a estatal – 185 menções. Em muitas das vezes, o RR trouxe notícias que não gostaria de dar. Foi o caso da edição de 16 de junho, quando antecipou o draconiano programa de cortes da estatal, com a previsão de redução de 70 mil a 100 mil postos de trabalho. Em contrapartida, os leitores do RR puderam acompanhar de perto o processo de higienização da companhia. Em 23 de setembro, informamos com exclusividade as novas medidas implantadas pela estatal para melhorar sua estrutura de compliance. Além disso, o RR antecipou, na edição de 20 de julho, a saída de José Andrade de Lima Neto da presidência da BR Distribuidora. Ainda que a política econômica tenha espremido o noticiário corporativo, o Relatório manteve seu compromisso de perscrutar os passos dos maiores grupos empresariais brasileiros. Apenas para refrescar a memória, alguns exemplos de notícias que chegaram primeiro no RR. Em 9 de março, a newsletter antecipou mudanças na gestão da Telefônica Brasil, com o afastamento do então diretor geral, Paulo Cesar Teixeira. Em 2 de junho, informamos que Abilio Diniz compraria mais 2% do Carrefour Brasil, o que se confirmou logo à frente. Em 16 de outubro, o RR cravou que o governo derrubaria a participação obrigatória da Infraero nas licitações aeroportuárias. Na edição de 24 de novembro, dissemos que a situação do então presidente da Light, Paulo Roberto Pinto era insustentável. Seis dias depois, o executivo deixou o comando da distribuidora. Em 11 de dezembro, o Relatório revelou a necessidade da Rumo ALL vender ativos para honrar compromissos financeiros, fato que ganharia os jornais uma semana depois. Nas edições de 26 de maio e 28 de outubro, a publicação tratou das perdas do Walmart no Brasil e do risco de fechamento de mais lojas. Ao longo do ano, o RR contou em detalhes a saga da saída do HSBC do Brasil, com sua venda para o Bradesco. No dia 15 de setembro, o RR antecipou a assembleia de credores da OAS que abriria caminho para a iminente venda de sua participação na Invepar à Brookfield. O Relatório também saiu na frente contando detalhes do derretimento da indústria siderúrgica nacional, notadamente da CSN e da Usiminas. Da mesma forma, a publicação desvendou os planos da Camargo Corrêa de liquidação de seus ativos. Falta fôlego aos autores do RR para elencar o total de acertos em 2015. Seria preciso muitas edições como esta. A Lava Jato, como não poderia deixar de ser, mereceu um RR dentro do RR. Nos últimos 12 meses, foram 159 notícias, esquadrinhando a operação pelo ângulo das empresas e dos personagens envolvidos. Em 2015, o RR citou mais de 450 nomes entre corporações, empresários, executivos e autoridades. Não faltou, no entanto, quem quisesse silenciar o Relatório Reservado, a começar pelo ex-maior banqueiro de investimentos do Brasil. André Esteves tentou constranger o RR das mais diversas maneiras. Chegou a entrar na Justiça com o claro propósito de evitar a divulgação de informações contrárias aos seus interesses, como a mal explicada compra de blocos da Petrobras na África e a não menos polêmica aquisição de postos da BR Distribuidora. O tempo mostrou de que lado estava a verdade. Que assim seja em 2016. O RR renova o compromisso de levar até o seu assinante informações exclusivas com base em seus três princípios basilares: independência, destemor e isenção. O RR voltará a circular na próxima segunda-feira, dia 4 de janeiro. A todos os assinantes, um Feliz 2016!

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09.12.15
ED. 5265

Cemig provoca mais um curto circuito na Light

 A conturbada saída de Paulo Roberto Pinto do comando da Light é apenas a ponta mais visível do fio desencapado que se estica entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais. A distribuidora fluminense está rachada ao meio pelas disputas de poder entre os governos dos dois estados. O mais novo round passa pela composição societária da empresa. À revelia do governo do Rio, Fernando Pimentel decidiu vender uma parcela da participação da Cemig na Light. Dona de 26% do capital, a estatal mineira pretende se desfazer de até 10% da companhia. A operação poderá envolver também uma parte das ações da Cemig alocadas na Parati, veículo de investimento criado com o único objetivo de diluir a presença da empresa mineira e, assim, evitar a estatização do controle da Light. Segundo o RR apurou, há três candidatos ao negócio: a Endesa , dona da Ampla, a canadense Brookfield e a Equatorial Energia – não por coincidência de onde saiu a executiva Ana Marta Horta Veloso, que ocupa interinamente a presidência da Light e deverá ser nomeada em definitivo para o cargo na reunião do Conselho de Administração marcada para a próxima sexta-feira. Consultada sobre a venda de ações, a Cemig disse que “não confirma a informação”.  O temor do governo do Rio é que o novo acionista da Light não assuma, na devida proporção, os aportes financeiros que hoje cabem à Cemig. O plano de investimentos da distribuidora fluminense para 2016 soma cerca de R$ 1,2 bilhão. Quase um terço deste valor sai da conta da estatal mineira. Há ainda uma questão em particular: se o governo do Rio já não simpatiza com a chegada de um novo sócio tem ainda menos motivos para simpatizar com o ingresso da Endesa no capital da Light. As autoridades do estado têm cobrado permanentemente da empresa a melhoria dos serviços prestados. No ano passado, a Ampla foi considerada pela Aneel a pior distribuidora de energia da Região Sudeste e a quinta pior do Brasil. Em tese, esta é uma corrida em que Luiz Fernando Pezão já sai alguns corpos atrás de Fernando Pimentel. O governo do Rio tem poder político sobre a Light, mas não societário, uma vez que vendeu integralmente suas ações. Para brecar a venda de um naco das ações da Cemig, Pezão precisa buscar o apoio de outros sócios da distribuidora, como, por exemplo, o BNDES, dono de 9% do capital.

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24.11.15
ED. 5254

Sem voz

 A sensação de esvaziamento do seu poder tem deixado o presidente da Light, Paulo Roberto Pinto, extremamente tenso. Em recente reunião de diretoria, por exemplo, chegou a discutir asperamente com o CFO da empresa, Claudio de Moraes. Aos colaboradores mais próximos, Paulo Roberto tem se queixado da falta de autonomia até mesmo para tomar decisões corriqueiras, como a indicação do novo diretor de comunicação – a Cemig, controladora da Light, já vetou três nomes apresentados pelo executivo. Não custa lembrar que Paulo Roberto só foi confirmado para mais um mandato à frente da empresa após um pedido direto do próprio governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, ao seu colega mineiro, Fernando Pimentel.

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26.10.15
ED. 5234

Figurino novo

A Cemig prepara uma reestruturação societária na Light. O dever de casa passa pela incorporação das ações da Luce e da RME. A Cemig nega a operação. Não poderia ser diferente: informar ao RR antes do mercado…

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14.09.15
ED. 5205

Venda da Renova Energia entra em curto-circuito

A venda da participação da Light na Renova Energia corre sério risco de ser eletrocutada nos tribunais. Um grupo de acionistas da Brasil PCH, subsidiária da empresa de energia renovável, se articula para entrar na Justiça com o objetivo de brecar a transferência das ações para a norte-americana SunEdison – um negócio da ordem de US$ 250 milhões. O alvo nº 1 do contencioso é a Cemig, controladora da Light e artífice da operação. Estes investidores, capitaneados pela BSB Energia, acusam a estatal mineira de ter rasgado o acordo de acionistas da Brasil PCH – dona de um colar de 13 pequenas centrais hidrelétricas no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás – ao fechar negociação com os norte-americanos. A alegação é que, antes de abrir conversações com a SunEdison ou qualquer outro pretendente, a Cemig teria obrigatoriamente de ter ofertado a participação da Light na Renova para os sócios das subsidiárias do grupo, incluindo seus parceiros na Brasil PCH. A explicação está no intrincado acordo de acionistas da companhia, que, num efeito cascata de baixo para cima, se estende a toda a estrutura societária da Renova Energia. A Renova é sócia majoritária da Chipley, que,  por sua vez, é controladora da Brasil PCH. O acordo de acionistas desta última prevê que os sócios da empresa têm direito de preferência em qualquer negociação que altere o controle da própria Renova e, por extensão, de suas subsidiárias. Para os demais  acionistas da Brasil PCH, a estatal mineira ignorou esta condição com o deliberado objetivo de promover um “leilão” em mercado e, desta maneira, amealhar um valor mais alto pela participação da Light. A Cemig enxerga os fatos de outra forma. Segundo a companhia, apenas o BNDES, acionista minoritário da Renova, tem direito de referência sobre a participação dos demais sócios.

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02.09.15
ED. 5198

No acender das luzes

Antes que o leitor estranhe, até a última sexta-feira, às 20 horas, era líquido e certo que Paulo Roberto Pinto deixaria a presidência da Light, conforme o RR informou na mesma data. A fonte, logo abaixo de Deus, é a mais autorizada. Mas os pleitos pela permanência feitos no fim de semana foram fortes o suficiente para quebrar a irredutibilidade do executivo, não tão irredutível assim.

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28.08.15
ED. 5195

Mudanças à vista na direção da Light

Já se ouve ao longe a trilha sonora que embalará a dança das cadeiras na Light. Na próxima segunda-feira, o Conselho de Administração da distribuidora vai se reunir para decidir quem fica e quem sai na diretoria. Conforme o RR antecipou na edição de 14 de agosto, Paulo Roberto Pinto está deixando a presidência da empresa – apesar das gestões feitas pelo governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, junto ao colega mineiro Fernando Pimentel para assegurar a permanência do executivo no cargo. Segundo o RR apurou, a mudança se dá por uma questão político-partidária e não por ressalvas ou senões à gestão de Paulo Roberto Pinto. A decisão passa ao largo até mesmo da Cemig, acionista controladora da Light. O novo presidente da empresa deverá ser indicado pelo PT do Rio. Outra saída prevista é a da diretora de Gente (RH), Andrea Junqueira e Souza. O sucessor de Paulo Roberto Pinto terá o desafio de manter a Light no azul. Mesmo com a inevitável perda de rentabilidade decorrente das mudanças na política tarifária e da retração da economia, a distribuidora teve ganhos de R$ 70 milhões no primeiro semestre – fato cada vez mais incomum no setor. * Procurada, a Light preferiu não se pronunciar.

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A Lava Jato tem um lado B, uma raspa do tacho das delações premiadas que provavelmente não merecerá as manchetes dos jornais. Os depoimentos à Justiça começam a trazer à tona o drama de empresas que pagaram o preço de não terem pagado o preço da corrupção na Petrobras. São muitos nomes – Produman, Multitek, Jaraguá, Brasil Ecodiesel… – e um mesmo destino: prestadores de serviço e parceiros comerciais da estatal que sofreram todo o tipo de sabotagem e foram, muitos deles, escorraçados do mapa por se recusarem a participar do “propinoduto” montado por Paulo Roberto Costa, Renato Duque et caterva. Os protagonistas desta face praticamente oculta do petrolão não estão em Curitiba, mas também enfrentam ou enfrentaram seu próprio cárcere, leia-se asfixia financeira, dificuldades de honrar compromissos, demissões, recuperação judicial e, em alguns casos, a extinção. Na Lava Jato, até o light side é dark! Os depoimentos dos delatores têm revelado como os fornecedores da Petrobras que não integravam a confraria do “petrolão” eram tratados com requintes de crueldade. Os maus-tratos vinham essencialmente da parte de Paulo Roberto Costa e Renato Duque. Havia ordens expressas para que os pagamentos destes prestadores de serviço fossem represados. No aparato de tortura, outro expediente comum era a recusa a firmar aditivos contratuais, mesmo quando ficavam absolutamente comprovados o aumento dos custos de determinado projeto. Entende-se porque, entre 2008 e 2013, sucessivos fornecedores da Petrobras começaram a entrar em coma financeiro. O prontuário médico é extenso e foi devidamente registrado no noticiário da época. A Multitek, que prestava 90 tipos de serviços de engenharia à Petrobras, teve R$ 250 milhões em pagamentos bloqueados. De uma hora para outra, viu-se forçada a romper 11 contratos com a estatal e demitir 1,7 mil operários. A Produman, que fazia serviços de manutenção na Reduc, foi obrigada a demitir 1,5 mil funcionários. A Conduto, responsável pelo fornecimento de tubos para a refinaria Abreu Lima, acumulou R$ 80 milhões em dívidas e entrou em recuperação judicial. O mesmo destino da Cemon e da Jaraguá, outros fornecedores esmigalhados pela Petrobras. Muitas destas empresas ainda sobrevivem ligadas a aparelhos; outras não resistiram. O RR não conseguiu contatar os dirigentes da Conduto e da Produman. Multitek, Cemon e Jaraguá não quiseram se pronunciar, assim como a Petrobras. A retaliação não se limitava a empresas de engenharia. Que o diga a Brasil Ecodiesel. A empresa tinha um contrato que lhe garantia o fornecimento regular de biodiesel para a Petrobras. Em determinado momento, no entanto, a estatal interrompeu a retirada do combustível e, consequentemente, os pagamentos, impondo um duro golpe à produtora de biodiesel. O RR conversou com um dirigente da antiga Brasil Ecodiesel que, em off, confirmou que a companhia chegou a ter 600 mil litros em estoques. A partir daí, a empresa foi minguando, minguando, minguando. Junto com ela, caiu por terra um projeto pioneiro de reforma agrária privada vinculada ao cultivo da mamona, que garantia moradia para 300 famílias de colonos em Canto do Buriti (PI). Quem poderia dar um belo depoimento sobre a saga da Brasil Ecodiesel é a própria presidente Dilma Rousseff. Quando era ministra de Minas e Energia, Dilma visitou a região e se debulhou em lágrimas ao conhecer o projeto.

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14.08.15
ED. 5185

Mudança na Light

Paulo Roberto Pinto está de saída da presidência da Light. A Cemig, controladora da empresa, deverá anunciar o nome do substituto nos próximos dias.

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31.07.15
ED. 5175

Renova Energia

Após fisgar a participação da Light (21%), a SunEdison negocia a compra dos 10% da Renova pertencentes à BNDESPar. Caso a operação seja sacramentada, se tornará o segundo maior acionista da empresa de energia renovável, atrás apenas da Cemig.

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28.05.15
ED. 5130

Segundo round,

A aquisição de um pacote de eólicas e PCHs da Renova Energia foi apenas o aperitivo. A norte-americana SunEdison deverá anunciar em junho a compra de uma participação de 26% na empresa. Dessa fatia, 16% virão da Light; o restante, sairá das mãos de um grupo de fundos de investimento. Procurada, a Renova não se pronunciou, alegando estar em período de silêncio.

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19.03.15
ED. 5083

A Nissan teria retomado os estudos

A Nissan teria retomado os estudos para a produção de carros elétricos no Brasil. Um dos potenciais parceiros seria a Light. Oficialmente, a distribuidora afirma que “no momento, não está desenvolvendo projetos” nesta área. Não custa lembrar que, no passado recente, a Light chegou a rascunhar uma parceria com a Kasinski para a fabricação de motocicletas movidas a energia elétrica.

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05.03.15
ED. 5073

Luz verde

Tudo seguirá como dantes na Light. Em encontro na semana passada, o presidente da Cemig, Mauro Borges, selou a permanência de Paulo Roberto Ribeiro Pinto no comando da distribuidora fluminense, controlada pela estatal mineira. O mandato do executivo, que vence em agosto deste ano, deverá ser renovado antecipadamente, para um novo período de três anos.

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18.11.14
ED. 5003

EDF e CNNC fazem uma parceria nuclear

Se, e quando, as quatro usinas atômicas previstas no Plano Nacional de Energia vão sair do papel ainda é uma grande incógnita. Não obstante o ponto de interrogação, não faltam grupos internacionais dispostos a participar do programa nuclear brasileiro. Além da Areva e da russa Rosatom, a também francesa EDF e a China National Nuclear Corporation (CNNC) articulam uma dobradinha para investimentos no país. A dupla vem mantendo conversações com a Eletronuclear em torno de uma agenda que vai da entrada no projeto de Angra 3 a  transferência de tecnologia para o enriquecimento de urânio. Ex-controladora da Light, a EDF tem familiaridade não apenas com o Brasil, mas também com o próprio programa nuclear nacional. No passado, a companhia francesa chegou a integrar um grupo técnico comandado pela Eletronuclear que produziu estudos de viabilidade para a construção de usinas atômicas. A CNNC, por sua vez, traz como maior credencial o fato de operar quatro das maiores geradoras nucleares da China, com capacidade instalada de 6,5 MW. A companhia deverá, inclusive, abrir um escritório de representação no Brasil em 2015.

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14.11.14
ED. 5001

Marineiros

O maior desafio de Marina Silva neste momento não é fundar o Rede, mas garantir a fidelidade dos seis parlamentares eleitos por outras siglas que já estavam apalavrados com o novo partido. Dois deles têm dado sinais de deserção. *** Por falar em Rede, Walter Feldman, que, ao longo da campanha, usou e abusou das redes sociais para bombardear o governo Dilma, voltou bem light do recesso pós-eleitoral. Nos últimos dias, após um longo silêncio digital, deu duas tuitadas: uma para apresentar a neta, Dora, e outra para dizer que tomava café da manhã com sua mãe.

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06.11.14
ED. 4995

Rei da mesa

Seja qual for a escolha do governador eleito Fenando Pimentel para o comando da Cemig, Paulo Roberto Pinto deverá seguir na presidência da Light – controlada pela estatal mineira. O executivo conta com o apoio explícito do governador Luiz Fernando Pezão.

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25.09.14
ED. 4965

EDF volta no tempo e bate na porta da Light

A EDF está com um pé numa casa que já foi sua. Ex-controlador da Light, o grupo francês enxerga na companhia o parceiro ideal para acelerar seus investimentos na área de geração. As conversas entre as duas empresas se desenrolam há cerca de dois meses. O ponto de partida seria uma associação na Termelétrica Norte Fluminense, que, pela sua localização, tem notórias sinergias com a operação da Light. Não custa lembrar que, a partir de abril deste ano, a EDF passou a deter 100% da usina após a compra dos 10% até então pertencentes a  Petrobras. Os franceses já sinalizaram a  Light a intenção de construir uma nova térmica a gás no Rio de Janeiro. As negociações entre EDF e Light não são simples. Muitas faíscas e fagulhas vão surgir até que os fios das duas empresas eventualmente se juntem. Na distribuidora fluminense, o nome do grupo francês ainda evoca más lembranças. Ao vender o controle da Light, em 2006, a EDF deixou para trás uma companhia endividada e altamente deficitária – páginas que a atual gestão da concessionária penou para virar. Portanto, para dobrar essa compreensível resistência, a companhia francesa vai ter de colocar sobre a mesa uma proposta altamente tentadora, leia-se a garantia de associação em outros negócios no Brasil. Aos poucos, eles estão surgindo. No início do mês, a EDF fechou a compra de 51% da Alupar no projeto de construção da hidrelétrica de Sinop, no Mato Grosso. O grupo já manifestou também o interesse de participar do leilão das usinas do Rio Tapajós, no ano que vem.

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17.09.14
ED. 4959

Mondelez mastiga sua próxima aquisição

A Mondelez, antiga Kraft Foods, é candidatíssima a  compra da paulista General Brands, fabricante de chicletes, gelatinas e sucos de fruta. Segundo o RR apurou, a operação pode chegar a  casa dos R$ 300 milhões. Mas nada de pressa. Para os norte-americanos, a companhia é uma goma que deve ser mascada vagarosamente até perder por completo o pouco açúcar que lhe resta. A Mondelez está convicta de que o tempo só tende a aumentar a agonia da General Brands, que entrou com pedido de recuperação judicial. A aposta é que o empresário Isael Pinto não terá como suportar a pressão dos bancos e dos fornecedores por muito mais tempo, o que o obrigará a se desfazer do negócio na bacia das almas. A General Brands soma um faturamento anual próximo dos R$ 400 milhões. Criada em 1997, a companhia conseguiu se firmar como uma intrusa em prateleiras dominadas por grupos internacionais. Que o diga a própria Mondelez. Dono das marcas Tang e Clight, o grupo norte-americano perdeu importantes pontos de market share para os sucos Camp, produzidos pela empresa paulista. A sorte da General Brands começou a mudar a partir de 2012, após a fusão com a Nutrimarcas, que valeu sua entrada nos mercados de achocolatados e água de coco. O passo maior do que a perna pode ter custado a própria caminhada.

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26.06.14
ED. 4900

A Light perdeu a paciência

A Light perdeu a paciência com a Kasinski. A distribuidora encerrou as conversações com vistas a  construção de uma fábrica de motos elétricas em Sapucaia (RJ). A Kasinski jamais apareceu com os recursos para o projeto.

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07.01.14
ED. 4811

Light 1

A Light declarou guerra aos “gatos”. Parte expressiva dos R$ 6 bilhões previstos no plano de investimentos da empresa será destinada ao combate a s ligações elétricas clandestinas, que equivalem ao consumo de energia do Espírito Santo durante um mês.

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07.01.14
ED. 4811

Light 2

Em tempo: a Cemig aumentou o plano de investimentos da Light em 20% após a proeza do presidente da distribuidora fluminense, Paulo Roberto Pinto. O executivo conseguiu convencer a Aneel a reajustar as tarifas de energia da empresa em 3,65%. A Cemig já dava como certa a redução dos valores.

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06.08.13
ED. 4706

Nova geração

A Light vai anunciar, em breve, um plano de investimentos de altíssima voltagem na área de geração. A maior parcela dos recursos será destinada a  construção de PCHs e termelétricas, mas haverá também uma fornada de projetos de biomassa. A medida faz parte da estratégia da Light de diversificar sua operação e reduzir gradativamente a excessiva dependência em relação ao segmento de distribuição.

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22.07.13
ED. 4695

Morte morrida

O presidente da Eletrobras, José da Costa Neto, está decidido a dar um fim na Lightpar. O atestado de óbito deve sair até dezembro. Nem vai ter muita viúva no sepultamento. A estatal hoje se resume a meia dúzia de gatos pingados. Há meses, nem diretor a empresa tem.

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12.06.13
ED. 4667

Light

O rating do presidente da Light, Paulo Roberto Ribeiro Pinto, junto a  controladora Cemig e ao governo mineiro subiu alguns megawatts. O motivo principal é a forte redução dos custos operacionais da empresa.

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04.02.13
ED. 4581

Luz verde

Aos poucos, o presidente da Light, Paulo Roberto Pinto, está consertando os fios desencapados deixados por seu antecessor, Jerson Kelman. O executivo conseguiu o aval dos acionistas, a começar, claro, pela Cemig, para ampliar os investimentos e promover mudanças na diretoria.

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16.01.13
ED. 4568

Red Bull

A Red Bull está de olho na Comary, fabricante de energéticos de Petrópolis (RJ) e responsável pela produção da linha Red Hot Light. Procuradas, as duas empresas negaram qualquer negociação.

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30.11.12
ED. 4539

A força e a luz

O ex-Light Jerson Kelman – que hoje passa o tempo como interventor da Enersul, do Grupo Rede – ouviu de Ideli Salvatti a promessa de que, em 2013, será chamado para uma secretaria do Ministério de Minas e Energia. Será que José Sarney, espécie de Mestre Yoda da Pasta, já foi avisado sobre o candidato a Jedi?

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22.08.12
ED. 4471

Padrinho forte

A indicação de Paulo Pinto para o comando da Light teve um forte sabor de derrota para Djalma Moraes, presidente da Cemig, controladora da distribuidora fluminense. A nomeação de Paulo Roberto, até então diretor financeiro da Light, ocorreu por decisão direta do governador Antonio Anastasia. Moraes defendia a contratação de um forasteiro e a posterior renovação de toda a diretoria da empresa.

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21.08.12
ED. 4470

Minas e Energia e Tesouro entram em curto

A decisão da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) de cobrar as outorgas das usinas hidrelétricas licitadas antes de 2004, quando os empreendimentos eram ofertados sem licença prévia, está gerando um problema de difícil solução para o Ministério de Minas e Energia. São 11 hidrelétricas que sequer começaram a ser construídas por falta de licença ambiental e, ainda assim, passaram a receber da STN cobranças mensais de, pelo menos, R$ 18,5 milhões pela concessão. O risco de êxodo dos investidores é crescente. Segunda alta fonte do Ministério de Minas e Energia, a Light estuda devolver concessões. A própria Cemig, sua controladora, também teria planos similares. Até mesmo grupos industriais que investem em energia em busca de autossuprimento ameaçam seguir o mesmo caminho. É o caso de Gerdau, Votorantim e Alcoa. Como costumava dizer Tom Jobim, o Brasil não é para principiantes. Este é mais um daqueles episódios que revelam a existência de dois países dentro de uma só nação. O Estado que fixou as regras do jogo e iniciou a cobrança das outorgas é o mesmo que quer mudar o regulamento com a bola rolando. Diante da falta de previsão para a emissão das licenças ambientais, o Ministério de Minas e Energia vem tentando articular com a Fazenda uma flexibilização no pagamento pelas concessões. Ou seja: o governo que cobra investimentos e se empenha para aumentar a arrecadação fiscal é o mesmo que se vê forçado a abrir mão de uma receita já prevista para não desestimular o próprio empresariado. Qualquer dia, de tanto correr atrás do rabo, o cachorro ainda acaba engolido por ele.

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16.08.12
ED. 4467

General Mills lança seu próprio “Fome Zero” no Brasil

A General Mills parece disposta a deixar para trás os tempos de inanição de sua operação brasileira, que jamais foi compatível com o porte e os resultados do grupo, um dos maiores fabricantes mundiais de alimentos. O principal executivo da companhia para a América Latina, Sean Walker, que se habituou a trabalhar com orçamentos dietéticos para o país, está debruçado sobre o maior plano de investimentos para o mercado brasileiro em mais de uma década. Os valores giram em torno dos US$ 150 milhões. A olho nu, pode até parecer um prato light para um grupo do porte da General Mills, com receita global de quase US$ 17 bilhões por ano. Mas a cifra é considerável se comparada ao histórico do grupo no Brasil nos últimos anos, sobretudo após a venda da Forno de Minas e o fim da produção das massas Frescarini. A empresa tornou-se praticamente uma casca sem recheio. Ficou restrita a  importação e produção de sorvetes Ha¤agen-Dazs. A mudança na dieta da General Mills no Brasil é consequência da compra global da francesa Yoplat e da aquisição local da fabricante de temperos e bebidas a  base de soja Yoki. Parte dos recursos será destinada justamente ao relançamento dos iogurtes com a marca Yoplat, que estão fora das prateleiras do país há 16 anos. Os norte-americanos também trabalham em um plano de expansão da Yoki, que deverá incluir a construção de mais uma fábrica, em São Paulo ou em Minas Gerais. Consultada pelo RR, a General Mills silenciou.

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16.08.12
ED. 4467

Curto-circuito

Jerson Kelman, ex-presidente da Light, e Djalma Moraes, nº 1 da Cemig, são dois fios que jamais poderão ser juntados novamente. É o que garante quem assistiu a  catarse de Kelman no dia em que ele foi comunicado de sua saída. O executivo falou poucas e boas de Moraes. A fonte do RR, inclusive, crava que sua estada no Conselho da Light é apenas pró-forma. Durará até a poeira baixar.

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07.08.12
ED. 4460

Gatunos

R$ 1 bilhão é o número emblemático do “custo gato” na Light. Este é o o valor total da perda de receita que a companhia deverá amargar em 2012 por conta de ligações clandestinas de energia. Boa parte destes bichanos elétricos está concentrada nas favelas do Rio não ocupadas por Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Procurada, a Light limitou-se a informar que “tem várias ações para combater o furto de energia”.

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18.07.12
ED. 4446

Lightpar

A outrora princesinha LightPar – sim, ela ainda existe – vai ganhar um réquiem. O ministro Edison Lobão pretende criar uma nova empresa para assumir a rede de fibra óptica que passa pelas linhas de transmissão de energia do grupo Eletrobras. A ideia, inclusive, é abrir o capital da companhia em Bolsa.

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13.07.12
ED. 4443

Light 1

O presidente da Light, Jerson Kelman, tornou-se uma mera peça de decoração. Djalma Moraes, nº 1 da Cemig, tem despachado toda semana em seu escritório na sede da distribuidora fluminense. É nesse dia que as decisões estratégicas são aprovadas.

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13.07.12
ED. 4443

Light 2

Por falar em Light, os investimentos da empresa em geração estão perdendo megawatts. Djalma Moraes já reviu os números por diversas vezes. Segundo informações filtradas junto a  própria empresa fluminense, a cada passada de vista, ele corta uma cifra. Procurada, a Cemig negou a redução dos investimentos.

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27.04.12
ED. 4390

Cavalo de pau

O empresário Claudio Rosa, um dos acionistas e presidente da Kasinski, tem cobrado da Light uma definição quanto a  expansão da fábrica de bicicletas elétricas. Qualquer dia desses leva um passa-fora da Cemig, controladora da distribuidora fluminense.

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11.04.12
ED. 4378

Rentrée da EDF

A EDF, que deixou a Light pela porta dos fundos, prepara o caminho de volta. Estuda retomar seus investimentos em distribuição de energia no Brasil. O projeto passaria pela compra de participações em concessionárias de médio porte em regiões com potencial de crescimento. Alguém aí pensou no Grupo Rede?

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11.04.12
ED. 4378

Alstom

A Alstom quer voltar aos seus anos dourados no Brasil. Para entrar na máquina do tempo, convidou o ex-Light José Luiz Alquéres para reassumir a presidência da subsidiária.

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04.04.12
ED. 4373

Meia luz

Na semana passada, o presidente da Light, Jerson Kelman, teve uma conversa olho no olho com o nº 1 do conselho de administração, Djalma Morais. Nada foi dito de maneira explícita. Ficou tudo nas entrelinhas. Até prova em contrário, Kelman saiu do encontro com a sensação de que permanece no cargo até o fim do ano. No momento, o candidato mais forte ao posto é o diretor Paulo Roberto Ribeiro Pinto.

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28.02.12
ED. 4358

Veículos elétricos

Depois de se unir a  chinesa CR Zongshen para a produção de motos elétricas, a Light negocia um acordo similar com a Ford para o desenvolvimento de um veículo movido a  mesma energia.

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13.12.11
ED. 4306

Luz apagada

Jerson Kelman bebeu uma garrafa de -semancol-. Comunicou ao governo mineiro que pretende deixar a presidência da Light no início de 2012. Antecipou- se, assim, a  sua iminente demissão- ver RR nº 4.254. Kelman deverá retornar para a BR Investimentos, de onde só saiu após licença concedida por Paulo Guedes. Paulinho disse a quem quisesse ouvir: -Ele vai e volta-. Não é que vai voltar.

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06.12.11
ED. 4301

LightPar

A LightPar está morta! Viva a LightPar. O ministro Edison Lobão defende a criação de uma nova empresa para administrar a rede de fibra óptica que cruza as linhas de transmissão de energia elétrica da Eletrobras. Ato contínuo, o governo deverá vender parte da companhia para investidores privados.

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21.11.11
ED. 4290

Cemig e Light são fios a unir Aécio e Cabral

Cemig e Light tornaram-se os elos para uma elétrica coalizão político-societária. De um lado, Aécio Neves; do outro, Sergio Cabral. A distribuidora mineira está preparando o terreno para incorporar a empresa fluminense, sua controlada. Para todos os efeitos, o projeto de fusão leva a assinatura do atual governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia. No entanto, do lado das alterosas, o real protagonista deste enredo é seu antecessor, Aécio Neves, que, aos olhos do mercado, continua a deter o mando dentro e fora do campo na Cemig. O governo mineiro certamente tem um rosário de razões econômico-financeiras para promover a fusão entre as duas empresas – ganhos fiscais, aumento de escala, enxugamento administrativo, entre outras vantagens de praxe. No entanto, a incorporação da Light talvez tenha maior impacto no tabuleiro político do que em termos de gestão das duas distribuidoras, que, de certa forma, já obedece a um sistema nervoso central. A operação colocaria lado a lado Aécio e Cabral, não obstante os diferentes distintivos partidários, uma dobradinha eleitoral de respeito, seja para 2014 ou, quiçá, 2018 – afinal, ambos têm o tempo e a idade a seu favor. No fiel da balança, existe um notório desequilíbrio entre os dois. No que diz respeito aos desígnios da Cemig, Aécio tem tudo numa mão e mais um pouco na outra. Já Sergio Cabral leva quase nada nas duas. O governo do Rio nem sequer é mais acionista da Light. Ainda assim, não se pode desprezar o poder de barganha de Cabral. Não obstante a privilegiada posição da Cemig como acionista majoritária, difícil imaginar que o governo mineiro junte os fios das duas empresas de costas para os interesses do mandatário fluminense. É o tipo da operação cujo êxito, em todos os sentidos, está vinculado a uma bem azeitada composição política. Até porque é de se esperar que o governador do Rio terá, ainda que simbolicamente, algum tipo de ascendência sobre as operações da companhia no estado. Ou seja: é praticamente impossível dissociar a fusão entre Cemig e Light da fusão entre Aécio e Cabral. Em tempo: é importante enfatizar que toda esta operação conta com a simpatia de um personagem-chave. Acionista da Cemig, Sergio Andrade, que já é unha e carne de Aécio, passaria a ter no seu time não apenas um, mas dois fortes líderes políticos, bons de voto e potenciais candidatos a  Presidência da República. Independentemente desta costura política e do ponto futuro onde Aécio Neves e Sergio Cabral poderão se encontrar, no dia a dia da Cemig e da Light o processo de fusão já começou. Ao menos no que diz respeito a  gestão da distribuidora fluminense. Desde que foi vendida a  estatal mineira, como era de se esperar, a Light perdeu muito da sua autonomia administrativa. Ainda assim, o presidente da empresa, Jerson Kelman, conseguiu manter um certo raio de ação. Nos últimos meses, no entanto, Kelman se tornou um executivo engessado. Não consegue avançar mais um milímetro sem a anuência do presidente da Cemig, Djalma Moraes. O processo de fritura parece incontornável. Segundo uma fonte de mil megawatts da própria Cemig, o governo mineiro já traçou o destino de Jerson Kelman. A intenção é tirá-lo do cargo no início de 2012. Ele será substituído por um executivo de menor expressão, que atuará como uma espécie de gerente-geral da Light. Será uma gestão de transição já com vistas a  fusão.

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19.10.11
ED. 4269

-Bode- faz um leilão elétrico com as ações da Energisa

Desde os áureos tempos de estripulias nas Bolsas de Valores, Antônio José Carneiro sempre se notabilizou por movimentos enigmáticos e insondáveis. Seu talento para operações sinuosas está se repetindo agora na Energisa. Após fazer pressão sobre a família Botelho para aumentar sua participação na empresa, -Bode- deu uma guinada de 180 graus. Está promovendo um leilão para vender sua fatia – equivalente a 22% das ações ordinárias e 53% do capital total da companhia. O investidor já teria recusado três propostas por sua participação. Ainda assim, mantém conversações com todos os candidatos. A lista é formada por Cemig, Iberdrola e Equatorial Energia, leia-se Pactual Capital Partners (PCP). A tríplice negociação produziu um efeito colateral. A direção da Cemig está extremamente irritada com as artimanhas do investidor. Há cerca de três meses, ele teria praticamente selado a venda de sua participação para os mineiros. No meio do caminho, no entanto, abriu conversações com a Equatorial e a Iberdrola, dando início ao leilão. Na visão da Cemig, -Bode- blefa como todo bom jogador de pôquer. Os executivos da estatal mineira estão convictos de que nem os espanhóis nem a holding controlada pelo PCP sequer teriam chegado perto da proposta original apresentada ao investidor. -Bode- estaria apenas usando a Equatorial e a Iberdrola como meros instrumentos de pressão para forçar a Cemig a elevar sua oferta. Só que vento que venta lá venta cá. A Cemig também estaria disposta a jogar o jogo. Fincaria o pé aguardando a volta do -Bode-. Os acionistas controladores da Energisa assistem a s acrobacias de Antônio José Carneiro de braços atados. Nada podem fazer para interferir na negociação. Consequentemente, não têm qualquer poder para decidir quem será seu futuro sócio na companhia. Engessada, a família Botelho olha para o tabuleiro societário da Energisa com preocupação. A hipótese que mais aflige é justamente a chegada da Cemig. Dificilmente a estatal mineira vai se contentar com uma posição minoritária na empresa. Assim foi no caso da Light. O temor dos Botelho é que a companhia entre na Energisa como um aríete, empurrando- os contra a parede para assumir o controle da companhia. Agir de forma diferente é que não faz o menor sentido.

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18.10.11
ED. 4268

Benjamin aduba CSN com a antipatia alheia

Pergunta que atormenta dez entre dez empresários que conhecem bem o empresário Benjamin Steinbruch: como um personagem tão intragável e reconhecidamente de inamistosa convivência consegue alcançar tamanho sucesso empresarial? É claro que o enigma tem resposta. Como se ouve em vários corredores do grande capital -Bradesco, entre eles – Benjamin é hoje o maior empresário do Brasil, só rivalizando, talvez,com Marcelo Odebrecht, que,pela sua juventude, ainda é um Neymar da seleção do big business. O fato é que Benjamin está apostando fichas cada vez mais altas no processo de diversificação da CSN. Após consolidar sua posição nas áreas de mineração e de cimento, o grupo prepara sua entrada na produção de fertilizantes. Benjamin não vai começar o trabalho de aragem do zero. Pretende partir para aquisições. Dentro da CSN, o nome mais falado é o da Copebras, fabricante de matérias-primas para a indústria de fertilizantes controlada pela Anglo American.Com faturamento anual na casa de R$ 1,5 bilhão, a Copebras talvez tenha se tornado o ativo mais cobiçado do setor no Brasil após a venda das operações da Bunge para a Vale.Com fábricas em Catalão (GO)e em Cubatão (SP), tem capacidade anual de 1,35 milhão de toneladas. Há anos, a Anglo American caminha sobre a corda bamba, sempre hesitante entre vender ou não vender a empresa. Talvez ainda não tenha recebido a oferta certa na hora certa. Os ingleses estariam pedindo cerca de US$ 1,2bilhão. É bom lembrar que Benjamin tem um baú de ouro chamado Casa de Pedra. Um pedacinho da sua mina de ferro vale para a Anglo American uma penca de empresas de fertilizantes. Mas o mundo não é tão linear assim. Outras empresas, ainda que de menor porte, aparecem no radar da CSN, como Heringer e Nutriplant.Pouco a pouco, Benjamin Steinbruch está reestruturando o grupo sem recuar um milímetro na siderurgia, seu core business.Recursos não lhe faltam.A CSN tem dinheiro em caixa que se acumula desde a tentativa de compra da Corus, há quatro anos. Sua disponibilidade de recursos próprios beira os R$ 12bilhões, com potencial de alavancagem de dar calafrio. Esta condição tem permitido ao empresário avançar simultaneamente em fronts distintos. De um lado, ele estica o elástico e força a barra para uma potencial aquisição da Usiminas – convicto deque a CSN, empresa mais rentável do setor, é a melhor solução para o grupo mineiro; do outro, intensifica um processo de diversificação operacional no qual muitos não acreditavam, dada a sua incompatibilidade com ativos -diferentes- vide as frustradas experiências na Light e na Vale, onde se enrolou com problemas de alavancagem financeira e pela dificuldade de adotar uma governança compartilhada.Coincidência ou não, ainda que por vias transversas,Benjamin volta a esbarrar com a Vale por conta do processo de multiplicação dos seus negócios. Primeiro, os investimento sem mineração. Agora, a área de fertilizantes, setor no qual a Vale tem feito pesados a portes. Nos sonhos de Benjamin Steinbruch, existe uma quarta e inusitada área de iversificação: TV a cabo e negócios na internet. Tem conversado cada vez mais amiúde sobre o assunto com um ex-executivo da Oi e da Net. Difícil mesmo vai ser ele fazer o greenfield nessa área. Promessa de mais um novo capítulo de caneladas, cotoveladas e cascudos de Benjamin em quem quer que venha pela frente. É um craque, mas botocudo.

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11.10.11
ED. 4264

Light

José Luiz Alquéres, expresidente da Light, foi convidado pessoalmente por Dilma Rousseff para ser uma espécie de conselheiro do governo para grandes projetos na área de energia, notadamente a construção de usinas hidrelétricas

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11.10.11
ED. 4264

Readmissão

Está chegando ao fim o longo e sofrido ostracismo do ex-deputado federal e expresidente da Lightpar José Eudes. Fora do governo desde o primeiro mandato de Lula, deverá assumir uma diretoria da Eletronuclear.

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25.08.11
ED. 4232

Moto elétrica

Embalada pelo acordo com a Light, a CR Zongshen negocia com duas distribuidoras de energia de São Paulo parcerias para a produção e uso de motos elétricas em suas frotas.

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19.08.11
ED. 4228

Belo Monte

Sempre cabe mais um em Belo Monte. Após a Light, estão avançadas as negociações para que a Petrobras entre no capital do consórcio responsável pela construção da usina. A estatal pretende garantir fornecimento de energia para suas refinarias localizadas no Norte e no Nordeste.

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12.08.11
ED. 4223

EDF retorna ao Brasil com menos voltagem

Cinco anos após vender a Light e deixar o Brasil pela porta dos fundos, a EDF prepara seu retorno. Há cerca de um mês, o presidente do Conselho de Administração da companhia francesa, Henri Proglio, esteve no país, quando se reuniu com autoridades do setor elétrico, a começar pelo ministro Edison Lobão. Garantiu que voltará em dezembro para anunciar oficialmente a rentrée da EDF no mercado brasileiro. Segundo uma fonte de alta voltagem do Ministério de Minas e Energia, Proglio acenou com investimentos da ordem de US$ 400 milhões em dois anos. O executivo garantiu que, além de recursos do próprio caixa, a empresa conta com uma linha de crédito de bancos franceses. Ao contrário de sua primeira passagem pelo Brasil, desta vez a EDF quer distância da área de distribuição. Será um retorno mais modesto. Os recursos serão destinados exclusivamente a  geração de energia. Além da construção de hidrelétricas, os franceses estão dispostos a participar dos próximos leilões do setor. O primeiro deles deverá ser a licitação das usinas do Rio Tapajós, prevista para o primeiro semestre de 2012. Em busca de parceiros para a empreitada, a EDF já flerta com alguns grupos nacionais. Houve conversas com a Cemig.

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08.06.11
ED. 4177

Luz própria

José Luiz Alquéres, expresidente da Light, está montando uma boutique financeira, que vai combinar consultoria e gestão de fundos de investimento.

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24.05.11
ED. 4166

Alforria

A Cemig deu sinal verde para a entrada da Light em negócios de geração de grande porte e na construção e operação de linhas de transmissão. Desde já, a empresa é candidata a participar do leilão das hidrelétricas do Tapajós.

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25.03.11
ED. 4126

Cadeira dupla

Djalma Moraes, presidente da Cemig, faz lobby a futuro. Tem se articulado para assumir também a presidência da Light dentro de um ano, quando Jerson Kelman deverá deixar o comando da empresa. Moraes já está treinando. Praticamente em todas as segundas-feiras, despacha da sede da Light, no Rio.

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23.02.11
ED. 4107

Cemig estica seus fios até a Escelsa

A Cemigaté parece André Esteves. É insaciável. O plano de ocupação geoelétrica da estatal mineira prevê um cinturão energético em toda a Região Sudeste. Dona da Light e candidata a  privatização da Cesp e a  compra do Grupo Rede, a companhia volta agora suas baterias na direção da Escelsa. A estatal mineira teria iniciado negociações com a EDP, dona de 100% da distribuidora capixaba. O próprio governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, está a  frente das conversações. Ele já teria obtido o apoio de Renato Casagrande, governador do Espírito Santo, ao desembarque da Cemig no estado. A Escelsa é uma lamparina nas mãos da EDP e pode se tornar um farol em poder da Cemig. A distribuidora capixaba é praticamente uma ilha nos negócios do grupo português no Brasil, que ficou com a empresa após uma longa disputa com os fundos de pensão, notadamente a Previ. Há baixíssima sinergia entre a companhia e o principal negócio da EDP no país, a distribuidora paulista Bandeirante. Já não se pode dizer o mesmo no caso da Cemig. Incorporada pela estatal mineira, a Escelsa faria parte de um grande eixo energético na Região Sudeste. A Cemig teria vantagens de ordem operacional e fiscal com a administração centralizada de todas as empresas, ainda que as distribuidoras permaneçam como empresas separadas, como é o caso da Light. Em termos de indicadores, a Cemig acrescentaria cerca de três milhões de pessoas a sua base de clientes e receita anual de R$ 1,5 bilhão.

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24.01.11
ED. 4085

Light em geração

A Light vai retomar seus planos de investimento em geração termelétrica, não apenas no Rio de Janeiro, mas também em outros estados. O investimento deverá chegar a R$ 800 milhões, boa parte em parceria com grupos europeus.

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17.01.11
ED. 4080

Cemig e Andrade Gutierrez enxergam Energisa pelo espelho

A Cemig e a Andrade Gutierrez querem transformar a iminente perda da Elektro em uma meia-derrota. A elétrica dupla prepara uma investida sobre a Energisa, holding controlada pela família Botelho. Em razão da diferença de porte entre as duas empresas, o projeto pode até soar como um prêmio de consolação diante da frustrada ofensiva sobre a Elektro. No entanto, a operação tem enorme sentido estratégico para a Cemig e a Andrade Gutierrez. Dentro da estatal mineira, há até quem se refira a  companhia utilizando um trocadilho infame: -Sinergisa-. Não há outra empresa capaz de capturar tamanha sinergia com os negócios da Energisa em geração e distribuição quanto a Cemig. Existe uma expressiva complementaridade dos ativos de ambas em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, leia-se a Light. A Energisa é dona da Energisa Minas Gerais, responsável pelo atendimento a 66 municípios e a mais de um milhão de consumidores, e da Energisa Nova Friburgo, que opera na Região Serrana fluminense. Entre usinas já em funcionamento ou em construção, controla ainda oito PCHs nos dois estados. Ou seja: guardadas as devidas proporções, é quase uma empresa-espelho da Cemig e da Light em algumas regiões de Minas e do Rio. Na estratégia idealizada pela Cemig e pela Andrade Gutierrez, a entrada no capital da Energisa se daria por uma porta lateral: a compra da participação de Antônio José Carneiro, o -Bode-. O investidor detém 22% das ordinárias e 53% do capital total. Tomando-se como base a atual cotação da Energisa em Bolsa, a fatia acionária de -Bode- vale aproximadamente R$ 1 bilhão. Uma vez dentro da empresa, e com uma participação expressiva, nada mais natural que Cemig e Andrade Gutierrez usem de todo o seu peso para assumir o controle. A própria vulnerabilidade dos Botelho joga a favor. Não obstante sua conhecida recusa a  venda do controle, a família não se encontra em uma situação das mais confortáveis. Pesam sobre seus ombros o endividamento da Energisa, hoje em torno de R$ 1,5 bilhão, e as limitações financeiras da empresa para se manter em um setor dominado por grupos cada vez mais fortes e com maior poder de alavancagem financeira. Diante deste cenário, os Botelho se encontram diante de uma encruzilhada: de um lado, manter o atual status quo societário e ser controlador de uma empresa com notórias dificuldades competitivas; do outro, a possibilidade de ser acionista minoritário de uma companhia controlada pela Cemig e pela Andrade Gutierrez, dois investidores de altíssima voltagem.

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21.10.10
ED. 4032

Cemig recorre aos préstimos da Abengoa para comprar a CTEEP

A Cemig desistiu de comprar sozinha o controle da CTEEP, do grupo colombiano ISA. A estatal mineira articula um acordo com a espanhola Abengoa para entrarem juntas no negócio, que deverá ser o maior do setor, pois envolverá a companhia top no ranking regional do país. Pela negociação em curso, a Abengoa vai entrar no capital da Taesa, usada pela Cemig para agrupar seus ativos de transmissão de energia elétrica. A empresa espanhola assumirá um terço do capital da Taesa, mesma quantidade de ações que tanto a Cemig quanto o FIP Coliseu passarão a ter no negócio. Não somente a composição do capital da Taesa, mas também o formato do acerto com a ISA seria diferente. A proposta alinhavada pela Cemig, com o consentimento da Abengoa, é comprar 51% das ações ordinárias da Cteep e deixar o restante com a ISA e a Eletrobras. A operação societária colocará a Cemig na vice-liderança do setor de transmissão de energia elétrica, atrás apenas da Eletrobras. Do lado da ISA, a permanência no capital da CTEEP e, por extensão, no maior mercado da América Latina atende a  sua estratégia de internacionalização. A empresa colombiana quer manter uma posição expressiva no exterior para reduzir a dependência em relação ao seu país. O Brasil já representa para a ISA mais de 35% do faturamento. Este percentual deverá passar dos 50% se a Cemig fizer valer a promessa de transformar a CTEEP no cavalo de batalha para arrematar ativos de transmissão no país inteiro. No topo da lista estão as linhas que serão leiloadas pela Aneel para interligar os grandes projetos hidrelétricos da Amazônia ao sistema nacional de transmissão de energia elétrica. A compra de 51% do capital da CTEEP deverá exigir um desembolso de aproximadamente R$ 2 bilhões e, se depender da Cemig, a transação será concluída até o fim deste ano. Para agilizar o processo, um grupo de diretores da estatal viajará a Bogotá e a Madri para acertar os detalhes da operação e estabelecer os percentuais finais de participação de cada um. Apesar de minoritária na Taesa, a estatal não abre mão de ter a gestão da CTEEP, seguindo o mesmo modelo adotado na Light. A Abengoa, apesar da expertise no segmento, será investidora e a responsável pela construção e instalação dos equipamentos nas novas linhas que serão arrematadas pela CTEEP.

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15.10.10
ED. 4028

NA

Ao fim da reestruturação societária em curso na Light, o BTG Pactual poderá ficar com uma participação direta na distribuidora. O banco é também gestor do FIP Redentor, parceiro da Cemig na compra das ações pertencentes ao ex-banqueiro Aldo Floris.

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14.10.10
ED. 4027

Comary vira energético da concorrência

A Comary despejou um barril de energéticos nos seus números e, de uma hora para outra, virou objeto de cobiça dos grandes do setor. Com fábrica em Teresópolis (RJ), a companhia produz a tradicional catuaba Selvagem e outros produtos que estão entre os líderes do setor. O desempenho chamou a atenção e a Cervejaria Petrópolis, que estava sozinha olhando os números da Comary, a cada dia que passa ganha mais e mais concorrentes na disputa. Entre eles, está a Red Bull e a Diageo, dona da Smirnoff Ice. A Petrópolis ainda está na dianteira por conta da proximidade logística, já que ambas têm fábrica na cidade serrana fluminense. Porém, Red Bull e Diageo apostam no seu poder de fogo para jogar para escanteio a companhia cervejeira. Enquanto os concorrentes se assanham para seu lado, a Comary segue seu plano de expansão, incluindo a ampliação da fábrica e o lançamento de produtos que mexem diretamente nos interesses da Red Bull e da Diageo. Um dos grandes exemplos é o Red Hot Light, um energético sem açúcar e preço cerca de 20% mais baixo. A política da empresa é observar o movimento sem dizer sim ou não. Prefere ver o circo pegar fogo e subir o passe em proporções estratosféricas. O faturamento, que bateu em R$ 126 milhões em 2008, deverá fechar este ano na faixa de R$ 250 milhões, com lucro superior a 20%.

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01.10.10
ED. 4019

Usineiros fazem buzinaço contra o carro elétrico

O carro elétrico made in Brazil nem sequer saiu da prancheta e já existe um pelotão de fuzilamento a  sua espera. A indústria sucroalcooleira montou uma agressiva operação de lobby em Brasília. O objetivo é frear o projeto do governo, que pretende financiar a produção deste tipo de veículo no país. a€ frente da tropa estão Rubens Ometto, da Cosan, e empresários associados a  Copersucar. O kit pressão envolve a mobilização da bancada ruralista no Congresso, o envio de dossiês a autoridades enumerando desvantagens tecnológicas do carro elétrico e um discurso convenientemente alarmista. Os usineiros alegam que a produção do veículo afetará a consolidação do etanol como combustível alternativo a  gasolina e ao diesel, trazendo a reboque o risco de suspensão de investimentos e de demissões em larga escala no setor. Batem também na tecla de que a medida enfraquecerá os grupos nacionais, abrindo espaço para uma participação ainda maior do capital estrangeiro no setor. A pressão dos usineiros cresce a  medida que avança o estudo encomendado pelo Ministério de Minas e Energia para o desenvolvimento de um carro movido a energia elétrica. Segundo informações de uma alta fonte do ministério, o esboço apresentado pela área técnica a Marcio Zimmermann prevê, a partir de 2015, a fabricação de 200 mil veículos por ano, com sucessivos aumentos de produção. A projeção é de que em até dez anos o carro elétrico poderia representar até 15% da frota nacional de automóveis novos. O projeto do governo se baseia na associação entre montadoras e distribuidoras de energia, com financiamento do BNDES. CPFL, Light e Eletropaulo partem na frente como candidatas a  empreitada. As três já estão fazendo testes com protótipos de veículos.

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02.09.10
ED. 3999

Reentré

José Luiz Alquéres, ex-presidente da Light, anda saudoso do mundo corporativo. Agora que cumpriu a quarentena que ele próprio se impôs ao sair da distribuidora de energia, é bem provável que aceite um dos três convites firmes sobre a mesa.

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04.08.10
ED. 3978

Cemig & Cemar

A Cemig, sempre a Cemig, retomou as conversações para a compra da Cemar. Com a venda, o Pactual Capital Partners (PCP) deverá dissolver a Equatorial Energia. Após a venda da participação na Light, a distribuidora maranhense é o único ativo da holding.

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05.07.10
ED. 3956

Cemig reacende a compra dos ativos da Enel

A Cemig não para. A estatal voltou a  carga sobre a Enel com o objetivo de comprar os ativos do grupo no Brasil, notadamente a distribuidora Ampla. A empresa segue uma estratégia diferente em relação a  primeira investida sobre os italianos, no início do ano ? quando o então governador Aécio Neves chegou a ir a  Europa para se encontrar com integrantes do board da Enel. Em vez da aquisição direta das subsidiárias do grupo no país, Cemig e Enel negociariam um acordo operacional envolvendo suas respectivas distribuidoras no Rio de Janeiro. Seria uma compra em capítulos. Light e Ampla criariam uma empresa voltada a  aquisição de equipamentos, contratação de serviços de manutenção de redes elétricas e contratos conjuntos na área administrativa. A Cemig já teria, inclusive, esboçado cálculos sobre os ganhos financeiros decorrentes da operação. Esta joint venture funcionaria como uma ponte para a posterior entrada da Cemig no capital da Ampla, criando, desta maneira, uma grande distribuidora de energia integrada no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. A negociação abriria caminho ainda para a aquisição, em um segundo momento, das demais empresas da Enel no país, notadamente a cearense Coelce. Na Cemig, a parceria operacional entre a Light e a Ampla é vista como uma possibilidade de ganhar tempo e vencer a resistência de alguns acionistas da Enel a  venda dos ativos no Brasil. A sinuosa estratégia de juntar agora e comprar depois funcionaria como um drible na barulhenta armada espanhola encravada no controle da Enel. O principal foco de oposição a  venda de ativos no Brasil vem de um grupo de minoritários ligados a  espanhola Endesa, comprada pelo grupo italiano em 2007. O próprio governo espanhol, que ainda tem certa ascendência sobre os antigos ativos da Endesa herdados pela Enel, também se opõe ao negócio. Segundo uma alta fonte do governo mineiro, Djalma Morais deverá ir a  Espanha ainda neste mês para conversar com acionistas da Endesa. Não por acaso, desde os primeiros contatos com os italianos, o governo mineiro deixou a porta escancarada para a permanência da Enel como acionista minoritária da Ampla e de suas outras empresas no Brasil, uma forma de obter o apoio dos acionistas espanhóis.

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29.06.10
ED. 3952

EDF interrompe seu apagão particular no Brasil

Depois de Carla Bruni, ninguém tem tanto cartaz com Nicolas Sarkozy quanto Lula. Quatro anos após vender o controle da Light e praticamente virar as costas para o Brasil, a EDF tornou-se a principal candidata a parceira da Eletronuclear na construção de usinas nucleares no país. Segundo uma alta fonte do Ministério de Minas e Energia, as duas estatais estão alinhavando um acordo para investimentos conjuntos, notadamente a instalação de duas geradoras atômicas no Nordeste. A associação teria espaço para um terceiro elemento, a também francesa Areva, que, há algum tempo, mantém entendimentos com a Indústrias Nucleares do Brasil (INB) ?para um acordo de transferência de tecnologia no en riquecimento de urânio. O interesse da EDF vai além da fronteira empresarial. Trata-se de uma questão de Estado, que deve ser creditada na conta do acordo diplomático e comercial entre os governos Lula e Nicolas Sarkozy, cujo epi- centro é a venda dos caças Rafale para a Força Aérea Brasileira. De acordo com a mesma fonte, o próprio CEO mundial da EDF, Henri Proglio, virá ao Brasil em breve para formalizar um memorando de entendimentos com o governo brasileiro ? a data ainda depende da agenda do presidente Lula. De quebra, Proglio também vai anunciar a retomada dos investimentos em geração hidrelétrica no Brasil. A EDF, que controla uma térmica no país, a Norte Fluminense, vai pingar cerca de US$ 200 milhões para a construção de PCHs. O aporte pode ser considerado uma primeira tranche já que o interesse manifesto é de uma recomposição maior dos investimentos no setor. Como contrapartida, o grupo francês terá os financiamentos de praxe do BNDES. As PCHs deverão ter como parceira a Eletrobras, que ficaria com uma participação minoritária. Mas a BR Distribuidora também é uma alternativa. A EDF pretende, nos próximos dois anos, triplicar sua capacidade instalada no Brasil, hoje em torno de 800 megawatts.

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10.06.10
ED. 3939

Copasa deságua no Rio de Janeiro

Parafraseando Jorge Benjor, os mineiros estão chegando, estão chegando os mineiros. Após a venda da Light para a Cemig, agora é a Copasa que prepara sua entrada no Rio de Janeiro. A estatal mineira negocia com as prefeituras de Santo Antônio de Pádua e Além-Paraíba para assumir a concessão de saneamento nas duas cidades. Há negociações também com as prefeituras de Itaperuna e Valença. O interesse da Copasa vai além destes municípios. A estatal mineira está preparando o terreno para a compra de concessionárias privadas no estado. O alvo principal é a Prolagos, que administra o sistema de saneamento em cidades da Região dos Lagos. A investida da Copasa na Prolagos junta a fome de comprar com a vontade de vender. O Grupo Bertin e a Equipav, controladores da concessionária por meio da Cibe Participações, têm sinalizado a disposição de sair do negócio para concentrar seus investimentos em energia. Além da estatal mineira, a aguas do Brasil ? leia-se Carioca Engenharia e Queiroz Galvão ? também está interessada na Prolagos.

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01.02.10
ED. 3884

Vinci Partners redesenha o figurino da Inbrands

A Inbrands, etiqueta criada pelo Pactual Capital Partners (PCP) para investir no ramo da moda, vive um período efervescente. Está negociando a compra de uma participação em duas das mais conhecidas grifes do país: a Osklen, de Oskar Metshavat, e a Animale. Neste último caso, as conversas se encontram em um estágio mais avançado. Em relação a  Osklen, a operação segue em ritmo mais lento, devido a discordâncias em relação ao percentual de participação. Paralelamente, a Inbrands tira as medidas para um novo figurino societário. Parte dos cotistas do PCP negocia a transferência de suas ações da Inbrands para a Vinci Partners, de Gilberto Sayão. O novo private equity deverá assumir até 60% da empresa. A venda das ações da Inbrands é mais um capítulo do processo de desinvestimento do PCP. O fundo já reduziu drasticamente seu patrimônio com a negociação das participações na Light e na PDG Realty. O próximo passo será a venda da Equatorial Energia. A Vinci Partners pretende mudar o perfil da Inbrands. Além da gestão de grifes ? o portfólio atual inclui Ellus, Isabela Capeto e Alexandre Hercovitch ?, a empresa vai entrar na administração de shopping centers. Há planos até de montar uma agência de modelos.

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23.02.10
ED. 3900

Bolsa de apostas

Um executivo mineiro, muito ligado ao governador Aécio Neves e com passagens por estatais de diversos calibres, é um dos fortes candidatos a assumir a presidência da Light.

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22.01.10
ED. 3878

Copel acompanha Cemig na invasão ao Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro corre o risco de virar terra estrangeira, ao menos no setor elétrico. Depois da venda da Light para a Cemig, agora é a paranaense Copel que pretende invadir o estado. A empresa é candidata a  compra da Ampla, distribuidora controlada pela Enel. Já teria, inclusive, apresentado uma primeira proposta aos italianos no fim de 2009. A negociação econômica, no entanto, é a parte mais simples do enredo. O que promete ser complexo é a costura política da operação. A eventual compra da Ampla pela Copel terá de passar obrigatoriamente por conversações com o governo do estado. Trata-se de um assunto extremamente delicado. Caso a negociação da Ampla se consume, as duas grandes empresas de energia do Rio de Janeiro passariam ao domínio de concessionárias de outros estados. Em última linha: o mando no setor elétrico do Rio ficaria nas mãos dos governos de Minas Gerais e do Paraná. Isso se os mineiros não fizerem barba, cabelo e bigode. Ressalte-se que a Cemig também tem interesse na compra da Ampla. No ano passado, o próprio governador Aécio Neves esteve na Itália conversando com o board da Enel. Na ocasião, manifestou a disposição de adquirir alguns dos ativos do grupo no país, incluindo a distribuidora fluminense. Além do enfraquecimento político do Rio, a investida da Cemig e da Copel trazem a reboque o risco de exportação do centro de decisão. Nada impediria, por exemplo, que a sede e, consequentemente, a diretoria da Light ou da própria Ampla fossem transferidas para seus novos estados controladores. Do ponto de vista operacional, pode até ser um movimento difícil, por se tratarem de duas concessionárias de serviços públicos, mas impossível não é. Ao mesmo tempo em que movimenta as peças no tabuleiro político, o governador Roberto Requião monta o modelo para a eventual entrada da Copel no Rio de Janeiro. A ideia é criar uma empresa de participações que seria também usada para a compra de concessões em outros estados. A Copel deverá ser acompanhada de private equities e investidores do setor elétrico. No plano de voo traçado pelo governo paranaense, a estatal assumiria 49% das ações. O restante do capital seria dividido entre os sócios privados. Este consórcio ficaria responsável pela compra dos 46,89% da Ampla em poder da Enel. O mais provável é que avance também sobre a participação da EDP, dona de 7,7% da distribuidora fluminense.

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07.01.10
ED. 3867

Ministério muda o mapa das distribuidoras

O Ministério de Minas e Energia vai aproveitar os entendimentos para renovação das concessões de distribuidoras de energia elétrica e colocar na mesa um outro assunto. Trata-se do redesenho das áreas de concessão das distribuidoras. Na cartografia do setor elétrico, a assimetria é total. Há concessões com meia dúzia de cidades e outras que englobam mais de cem municípios. O problema afeta, principalmente, o estado de São Paulo, onde há uma pulverização de empresas. A mudança serve, inclusive, para distribuidoras menores controladas por empresas que têm concessões de tamanho maior, como é o caso da CPFL. A empresa comprou da americana CMS a Companhia Paulista de Energia Elétrica (CPEE), a Companhia Sul Paulista de Energia Elétrica (CSPE), a Companhia Jaguari de Energia (CJE) e a Companhia Luz e Força de Mococa (CLFM), todas nanicas. Com o redesenho, terá ganhos fiscais e redução de custos operacionais e administrativos. Nos planos do Ministério de Minas e Energia, a mudança se dará nos novos contratos de concessão, que serão assinados a partir de 2015. O problema é conseguir o consentimento das empresas nos casos em que as concessões são administradas por grupos diferentes. No Rio de Janeiro, por exemplo, a concessão de Nova Friburgo pertence a  Energisa e as outras, bem maiores, a  Light e a  Ampla. O Ministério de Minas e Energia pretende se valer do poder de fogo que terá na discussão da renovação automática para conseguir convencer a gregos e troianos a aceitarem as alterações.

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05.01.10
ED. 3865

Monofásico

Djalma Bastos, presidente da Cemig, estava cotadíssimo para ser o principal executivo da Light. No entanto, Aécio Neves vetou o acúmulo de cargo. A preocupação maior é evitar resistências a  transação por parte governo do Rio de Janeiro.

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