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Destaque

Pátria reavalia posição na Athena Saúde após aposta de US$ 1 bi na Banmédica

9/12/2025
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Vender ou não vender a Athena Saúde? Essa é a dúvida hamletiana do Pátria Investimentos. A interrogação é alimentada, sobretudo, pelo recente movimento feito pela gestora, que desembolsou US$ 1 bilhão na compra das operações da UnitedHealth, ex-controladora da Amil, no Chile e na Colômbia. Ao todo, são sete hospitais, 47 centros médicos e 1,7 milhão de clientes de plano de saúde reunidos sob o guarda-chuva da Banmedica. O elevado investimento reposiciona o portfólio de saúde do Pátria e empurra para o centro da mesa a discussão sobre o futuro da Athena. À luz da compra da Banmédica, há na balança razões para a gestora tanto renovar a aposta na empresa brasileira quanto se desfazer do seu controle. A Athena – holding que reúne três operadoras de planos de saúde, 12 hospitais e 57 centros médicos – cresceu por meio de aquisições, consolidou operações regionalmente fortes, mas não teve sucesso em sua tentativa de IPO, algo que na estratégia do Pátria era fundamental como porta de saída da companhia. Neste contexto, a venda da empresa liberaria capital para a integração e expansão da Banmédica. E eventualmente para a compra de outros ativos na América do Sul. A diversificação geográfica, por si só, é vista internamente no Pátria como um diferencial relevante num setor exposto à inflação médica, à judicialização e às incertezas regulatórias do mercado brasileiro.
Do outro lado, há argumentos igualmente plausíveis para manter a Athena na carteira. A plataforma ainda tem espaço para crescer via aquisições regionais e expansão verticalizada, o que pode elevar seu Ebitda e sustentar, no médio prazo, o valuation mais alto. Ao mesmo tempo, a integração da Banmédica exigirá tempo. Abrir mão da Athena agora pode significar a perda de potenciais sinergias futuras entre operações hospitalares e de saúde suplementar no Brasil e no exterior. E há uma razão que talvez seja a mais forte de todas: vender neste momento pode significar um desconto significativo. O valuation da Athena, já há algum tempo, é objeto de questionamentos por parte de investidores. Em 2023, por exemplo, a empresa chegou a estar marcada no fundo V do Pátria a US$ 1,8 bilhão, o que, na ocasião, representava um múltiplo estratosférico e incomum de 150 vezes o EV/Ebitda. Esse sarrafo desceu. Há informações no mercado de que há pouco mais de dois meses o Pátria tem sondado potenciais candidatos à compra da Athena, entre grupos da área hospitalar e private equities. O que se diz é que a sua pedida é de R$ 2,5 bilhões. Mas, ao que tudo indica, ainda existe uma significativa diferença entre o que o Pátria e o mercado acham que a Athena vale. Procurado pelo RR, o Pátria Investimentos não quis comentar o assunto.

#Pátria Investimentos

Empresa

Venda da Amil caminha para o seu desfecho sob o olhar atento da ANS

18/12/2023
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O epílogo da novela da venda da Amil está muito próximo – conforme o colunista Lauro Jardim informou na edição de ontem de O Globo. O RR apurou que a UnitedHealth pretende anunciar nesta semana o comprador da terceira maior operadora de planos de saúde do Brasil. Em jogo, uma carteira com mais de 5,4 milhões de clientes e uma rede com 19 hospitais e 52 unidades ambulatoriais, ativos avaliados em algo próximo a R$ 15 bilhões.

No início, eram sete candidatos à aquisição da Amil. Após um processo de depuração natural, há três concorrentes no páreo: a Bain Capital, a Dasa e o empresário José Seripieri Filho. Os três já tiveram negócios na área. A Bain Capital foi, por muitos anos, controladora da empresa de medicina de grupo NotreDame Intermédica, que, posteriormente, se fundiu à Hapvida em um dos maiores deals já realizados no setor.

A Dasa pertence aos herdeiros de Edson de Godoy Bueno, fundador da Amil. Seripieri, por sua vez, criou a Qualicorp e a QS Saúde, cuja carteira foi vendida neste ano à healthtech Alice.

A presença de José Seripieri na disputa tem levado a ANS a acompanhar mais de perto as negociações. Na agência reguladora, historicamente um órgão menos politizado e de perfil mais técnico, há objeções à venda da Amil ao empresário. A resistência se deve, em parte, aos fatos controversos que marcam sua trajetória. Em 2020, o fundador da Qualicorp foi preso na operação Paralelo 23, da Polícia Federal, suspeito de participar de um suposto esquema de caixa 2 na campanha de José Serra ao Senado em 2014, que teria movimentado cerca de R$ 5 milhões.

Em novembro do mesmo ano (2020), Seripieri acabou fechando um acordo de delação premiada com a PGR. Outra questão que preocupa a ANS é o futuro da carteira de planos individuais da Amil, com aproximadamente 300 mil vidas. Trata-se de um negócio deficitário e menos atrativo. Para agência reguladora, é fundamental monitorar os planos do futuro dono da Amil para a operação e se antecipar a qualquer risco de interrupção dos serviços aos beneficiários.

Mais uma vez, as atenções se voltam na direção de Seripieri. Informações que circulam na ANS apontam que o empresário teria planos de vender a carteira de contratos individuais. Há especulações sobre o interesse da Golden Cross em ficar com a operação – Seripieri é próximo do comando da empresa. Esse possível vai-e-vem causa apreensão no órgão regulador.

No limite, esta é uma questão que pode cair no colo da própria ANS. Qualquer abalo na gestão ou problema de continuidade obrigaria a agência ou, em última instância, o próprio Estado a assumir esse contingente de 300 mil planos, mesmo que de forma provisória.

Posicionamento: A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) entrou em contato com o RR para esclarecer que “não recebeu nenhuma formalização a respeito de venda da operadora Amil e que, portanto, não se manifestou sobre eventual negociação.
A ANS ressalta ainda que seus critérios analisados para autorizar ou não operações de assunção ou transferência de carteiras são baseados no cumprimento da regulação setorial. Dessa forma, a ANS não é favorável ou desfavorável a nenhum dos players envolvidos em negociações realizadas no setor sem que sejam analisados os critérios técnicos.”

#Amil #ANS #Dasa #Qualicorp

Terapia intensiva

3/03/2021
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A UnitedHealth vai retomar a venda de planos individuais da Amil. Trata-se de uma tentativa dos norte-americanos
de reduzir a baixa rentabilidade da empresa, que quase chegou a ser vendida no ano passado. Consultada, a Amil confirmou a medida, que começará. em abril, em Jundiaí e região.

#Amil #UnitedHealth

Alta hospitalar

17/04/2019
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O Gávea Investimentos vai anunciar até o fim do mês a venda da sua participação de 29% no Grupo São Francisco, que reúne oito hospitais em São Paulo e Goiás. Segundo a fonte do RR, a UnitedHealth, dona da Amil, e a Intermédica apresentaram ofertas.

#Gávea Investimentos

Ponto final

17/04/2019
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Os seguintes citados não retornaram ou não comentaram o assunto: Gávea, UnitedHealth, Intermédica e Madero.

Amil abala a saúde econômica do Rio

18/01/2019
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Pelo sim, pelo não, recomenda-se que o governador do Rio, Wilson Witzel, comece a fazer suas gestões junto ao comando da Amil e da sua controladora, o grupo norte-americano UnitedHealth Group (UHG). O RR tem a informação firme de que a direção da empresa trabalha celeremente para transferi-la integralmente para São Paulo, deixando mais uma cratera lunar na área corporativa da cidade. Consultada, a UHG nega a remoção de novas áreas para a capital paulista e o encerramento definitivo das atividades da Amil no Rio. Diz, inclusive, que está concentrando todos os funcionários na cidade em um único edifício, o Vista Guanabara, na Zona Portuária. O fato é que o precedente diz o contrário. Segundo a fonte do RR, a maior entusiasta da mudança definitiva da sede é a CEO da Amil, Molly Joseph, que já despachou mais de 50% da companhia para a pauliceia.

#Amil #Wilson Witzel

Espólio de Edson Bueno se equilibra entre o fato e a versão

13/07/2017
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O espólio de Edson Bueno, falecido em fevereiro, tornou-se objeto de cobiça de grandes investidores da área de saúde. Pesos-pesados do setor têm procurado os herdeiros do empresário interessados na compra dos seis hospitais do Grupo Ímpar, holding que reúne os negócios da família. Os dois principais pretendentes seriam a Rede D ´Or São Luiz e a norte-americana UnitedHealth, que, em 2012, adquiriu a própria Amil, fundada por Bueno.

Segundo o RR apurou, ambos já teriam entabulado conversações com Pedro Bueno, filho do empresário. Procurada pelo RR, a Rede D ´Or negou as negociações. A UnitedHealth e o Grupo Ímpar não quiseram comentar o assunto. O destino dos negócios de Edson Bueno, por sinal, está no meio de um tiroteio cruzado entre a realidade e a intriga. Há informações desencontradas, notadamente em relação aos próprios herdeiros. Circulam relatos de divergências entre Pedro Bueno e sua madrasta Dulce Pugliese, viúva do empresário e sócia do Grupo Ímpar.

Uma das versões aponta que Pedro teria iniciado conversações com outros grupos do setor sem autorização dos demais herdeiros. O RR consultou fontes próximas à família e apurou que não existem atritos entre Dulce e seu enteado. Os dois, inclusive, passaram juntos o último fim de semana. Na visão da matriarca, Pedro tem um papel importante na administração do Grupo Ímpar.

Segundo uma fonte, ambos estão alinhados e entendem que este não é o momento para a venda de ativos, muito menos nas cifras aventadas no mercado. Este, aliás, é outro ponto de colisão entre o fato e a versão. O RR recebeu a informação de que os seis hospitais do Grupo Ímpar estariam avaliados em torno de R$ 5 bilhões. Provavelmente trata-se de uma cifra soprada de fora para dentro da empresa.

O valor não bate com as apurações junto a fontes ligadas à família. Por esse valor, os herdeiros de Edson Bueno não vendem sequer o 9 de Julho sozinho. Trata-se do terceiro maior hospital de São Paulo, atrás apenas do Albert Einstein e do Sírio-Libanês. Estes dois últimos, ressalte-se, por serem entidades filantrópicas, seguem outro regime tributário.

#Amil #Rede D'Or #UnitedHealth

A XP fez escola…

20/06/2017
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A NotreDame Intermédica é uma espécie de XP Investimentos dos planos de saúde. Protocolou o pedido de IPO na CVM, mas, a exemplo da corretora, o que quer mesmo é vender um pedaço do capital para um investidor estratégico. Sua controladora, a norte-americana Bain Capital, mantém negociações com três grupos do setor. O candidato mais forte seria a UnitedHealth, dona da Amil.

#Bain Capital #Notre Dame Intermédica #XP Investimentos

In memoriam

21/02/2017
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A UnitedHealth, dona da Amil, partiu com saúde na direção da Hapvida, maior operadora de medicina de grupo do Nordeste. Consultada, a empresa nega estar em negociações com os norte-americanos.

#Amil #Hapvida #UnitedHealth

Ponto final

21/02/2017
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Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: UnitedHealth, Carrefour, Isolux e 99táxis.

Que outro remédio resta à Unimed?

3/08/2016
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 A comissão eleita na semana passada pelos cooperativados da Unimed para assumir temporariamente a gestão já está debruçada sobre uma série de medidas para fazer frente à grave crise financeira da companhia. Além de uma chamada de capital da ordem de R$ 200 milhões, a cooperativa retomou o processo de venda do hospital da Barra da Tijuca. Segundo informações filtradas junto à própria Unimed-Rio, o ativo já teria sido oferecido à norte-americana UnitedHealth, controladora da concorrente Amil, e ao fundo Advent. Procurada, a Unimed-Rio disse que não há tratativas em curso, mas confirmou que “está aberta a estudar propostas envolvendo a venda do hospital”. Para bom entendedor…  O hospital da Barra quase foi vendido para a Rede D´Or há pouco mais de um ano. No entanto, na reta final das negociações, o próprio Celso Barros impôs uma série de condições. O ex-presidente da Unimed-Rio sempre foi contra a transferência do hospital, um dos xodós da sua gestão. Pois este bibelô custou caro demais à Unimed-Rio, contribuindo com parte expressiva da dívida da companhia, na casa de R$ 1,2 bilhão. A insistência de Barros em manter a unidade, ressalte-se, ainda vai cobrar uma cota extra do caixa da empresa. Há um ano, o hospital valia mais de R$ 600 milhões. Hoje, estima-se que seu valor gire na casa dos R$ 400 milhões.

#Advent #Amil #Rede D'Or #Unimed

Plantão médico

26/06/2015
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A UnitedHealth, dona da Amil, estaria em negociações para a compra da Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro – formalmente, o hospital nega a venda do controle.

#Amil

UnitedHealth

19/08/2014
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A UnitedHealth, controladora da Amil, segue os passos do ex-dono Edson Bueno. O grupo quer agora verticalizar a operação e montar sua rede de laboratórios no Brasil. Pode ser concorrente ou – por que não? – sócia do próprio Bueno, controlador da Dasa.

Golden Cross faz checkup Á  espera de um comprador

5/06/2014
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Quantas vidas tem a Golden Cross? A recente negociação da carteira de planos individuais para a Unimed-Rio reacendeu a discussão sobre o futuro da companhia. Há vários indícios de que o empresário Milton Afonso estaria preparando o terreno para a venda do controle. Além da saída do segmento de pessoa física, a Golden Cross estuda encerrar sua operação em Salvador – sua atuação permaneceria restrita a Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Ao mesmo tempo, a companhia vem promovendo pesados cortes de custo, notadamente na estrutura administrativa e na área de marketing, que, diga-se de passagem, já andava bem mirradinha – alguém aí se lembra de alguma grande ação publicitária de maior fôlego da Golden Cross nos últimos anos? A redução das despesas e, sobretudo, a venda ou o encerramento de operações pouco rentáveis são vistas no mercado como fortes evidências de que os Afonso estão arrumando a casa para a chegada de um novo proprietário. Não custa lembrar que, no fim da década de 1990, a Golden Cross chegou a ter um sócio internacional. No entanto, a parceria com a Cigna durou apenas dois anos e custou aos norte-americanos mais de US$ 400 milhões em prejuízos. No setor espocam nomes de possíveis candidatos a  compra da Golden Cross. Segundo fonte de um grande banco de investimentos ligado aos Afonso, a UnitedHealth vem mantendo contatos com a família. O objetivo dos norte-americanos é unir sob o mesmo guarda-chuva a Amil e a Golden Cross, o que lhes daria ainda mais musculatura para concorrer com a Unimed, notadamente no mercado do Rio de Janeiro. De acordo com a mesma fonte, outro pretendente é o BTG Pactual, que já tem um pé na área de saúde. A compra da Golden Cross abriria caminho para a verticalização da operação da rede D’Or de hospitais, da qual o banco de André Esteves é um dos principais acionistas.

Volta ao hospital

11/11/2013
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Caio Auriemo, fundador e ex-controlador da rede de laboratórios Dasa, prepara sua reentré na área médica. Deve investir na construção de hospitais em parceria com grupos do setor. Há conversas com a norteamericana UnitedHealth, dona do Amil.

Plantão médico

2/08/2013
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A norte-americana UnitedHealth vai investir cerca de US$ 500 milhões para expandir a rede de hospitais próprios da Amil. A meta é instalar oito unidades nos próximos três anos, a maior parte na Região Sudeste. Consultada, a Amil informou que “não comenta especulações.”

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