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101  resultados para Sérgio Cabral

Assuntos sugeridos

Notícias encontradas

28.03.18
ED. 5835

Ex-secretário de Cabral mira em Pezão

A entrevista concedida no último fim de semana por Sergio Cortes, ex-secretário de Saúde de Sérgio Cabral, acendeu o sinal de alerta no Palácio Guanabara. Além do discurso com o nítido propósito de se distanciar de Cabral, o “arrependido” Cortes deixou claro que vai apontar sua metralhadora de memórias na direção do governador Luiz Fernando Pezão. Como Cabral já foi mais do que destrinchado pela Lava Jato, Pezão seria o seu “vale delação”. Por sinal, em seus depoimentos à Justiça, Cortes já deu alguns spoilers das próximas cenas, a exemplo da denúncia de que Pezão teria recebido propina de um fornecedor de contêineres para o governo do estado.

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16.03.18
ED. 5827

Justiça faz nova caçada ao “Rei Arthur”

O juiz Marcelo Bretas prepara um novo pedido à Justiça dos Estados Unidos para a extradição do empresário Arthur Soares, o “Rei Arthur”. As autoridades norte-americanas já negaram por quatro vezes a entrega do foragido da Lava Jato, que mantém residência em Key Biscaine, na Flórida. O pedido se baseia em recentes depoimentos do ex-secretário de Saúde do governo Cabral, Sergio Cortes. A Facility, empresa de Arthur, é acusada de ter recebido mais de R$ 1,7 bilhão/ano em contratos irregulares com o governo Cabral.

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13.03.18
ED. 5824

Inimigo íntimo

A filiação do deputado federal Celso Pansera tem causado divergências dentro do PT do Rio. A chegada de Pansera, ministro de Ciência e Tecnologia no breve segundo mandato de Dilma Rousseff, empurra para o partido as figuras de Eduardo Cunha e Jorge Picciani, aos quais ele sempre deveu lealdade. Isso em uma campanha eleitoral em que o PT terá de fazer todo o esforço para apagar do debate a aliança com o PMDB de Sergio Cabral, Cunha e Picciani.

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05.02.18
ED. 5801

Lava Jato recebe reforço no Rio

O temor de muitos de que Raquel Dodge pudesse puxar o freio da Lava Jato não tem se justificado, notadamente no que diz respeito ao braço da operação no Rio de Janeiro. A PGR deverá destacar mais um procurador para a força-tarefa do Rio. No início do ano, outro integrante do Ministério Público já havia sido deslocado para a cidade – hoje, a equipe conta com dez procuradores. O reforço da tropa se deve às recentes denúncias apresentadas contra Sérgio Cabral e à expectativa de novos acordos de delação.

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10.01.18
ED. 5783

O capitão e o delegado

O nome de José Mariano Beltrame, que carrega o goodwill da melhora da segurança pública no Rio durante o governo Cabral, tem sido bastante repetido na equipe do candidato Jair Bolsonaro.

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29.12.17
ED. 5776

“Furo certo” é o candidato do RR para 2018

No 12 de maio, quando ainda vigorava a projeção de R$ 139 bilhões, o Relatório Reservado informou que o déficit primário em 2017 ficaria acima dos R$ 154 bilhões do ano passado. Bingo! Deu R$ 159 bilhões na cabeça. Esta foi uma das mais reveladoras bolas de cristal do RR no ano. Ao longo de 2017, a newsletter deu, em primeira mão, 2.582 informações; citou 298 corporações dos mais diversos setores, mencionou 1.122 personagens centrais na cena brasileira, entre dirigentes empresariais, políticos e autoridades. Os oráculos do RR estão sempre em alerta!

Ao longo do ano, o RR antecipou várias das fórmulas que compuseram o receituário de Michel Temer e Henrique Meirelles, seja entre medidas efetivamente adotadas, seja entre propostas que não saíram do papel: da segunda perna da repatriação à securitização de imóveis e outros ativos da União, passando pelo uso de precatórios – leia-se depósitos judiciais não sacados pelos credores há mais de dois anos – para o equilíbrio fiscal. O RR foi também a primeira publicação a revelar, em 21 de fevereiro, a disposição do presidente Temer em extinguir a Reserva Nacional do Cobre (Renca). Temer assinou embaixo o furo do RR, só que a lápis: anunciou o fim da Renca, mas não suportou as manifestações contrárias e voltou atrás em sua decisão.

Por falar em sístoles e diástoles presidenciais, em 16 de janeiro o RR informou que Michel Temer empurraria para seu sucessor a reforma da Previdência dos militares. Aliás, em algumas ocasiões ao longo de 2017, as Forças Armadas, notadamente o Exército, foram empurradas, por “aproximações sucessivas”, para o centro das crepitações político-institucionais. A Corporação, no entanto, não arredou um só milímetro do seu ponto de equilíbrio muito em função da capacidade de liderança do Comandante Eduardo Villas Bôas, não obstante suas notórias limitações decorrentes de uma doença degenerativa – informação, aliás, divulgada com exclusividade pelo RR em 13 de março.

A Lava Jato parece ter entrado em processo de fade out. Ainda assim, em 2017, o RR perscrutou os passos de seus principais protagonistas. O reino de crimes de Sérgio Cabral foi virado e revirado pelo Ministério Público, pelo Judiciário e pelas fontes da publicação. Em 1 de fevereiro, a newsletter antecipou a investida da Lava Jato e de sua consorte Calicute sobre Regis Fichtner, secretário da Casa Civil durante do governo Cabral. No dia 20 do mesmo mês, o Relatório noticiou que o MPF exumava os benefícios fiscais concedidos em sua gestão. Em 23 de outubro informou que o ex-secretário de Saúde do Rio Sergio Cortes havia revelado aos procuradores um esquema para a compra de vacinas, medicamentos e próteses, o que viria a ser amplamente divulgado pela mídia na primeira semana de novembro.

No noticiário corporativo, a publicação antecipou, em 20 de fevereiro, uma das maiores operações de M&A do país em 2017 – e, convenhamos, não foram muitas: a venda da Votorantim Siderurgia para a ArcelorMittal. A negociação seria oficialmente anunciada três dias depois. Ainda em fevereiro, o RR informou que a área de refino também entraria no plano de desmobilização de ativos da Petrobras, decisão confirmada pelo presidente da estatal, Pedro Parente, em abril. A newsletter revelou também o cheiro do ralo da AmBev: na edição de 18 de janeiro, trouxe à tona o relatório, àquela altura inédito, do analista do HSBC Carlos Laboy, listando 15 graves problemas da cervejeira: do uso de caixas sujas com odor de cerveja podre no assoalho à falta de uma estratégia para as bebidas alcoólicas.

A fama de “pé sujo” custou muito em marketing e propaganda para a empresa de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles. Da economia real para a “virtualíssima”, o RR acertou em cheio, mais uma vez, na edição de 15 de setembro, quando informou que o BC e a CVM haviam criado grupos de  trabalho para acompanhar o crescimento do mercado de bitcoins no país. Ao apagar das luzes de 2017, só para não variar, mais um furo se consuma: a venda da Unidas à Locamerica, noticiada em junho. Por fim, um furo de reportagem, que vale mais pela admiração da newsletter em relação ao personagem: em 27 de janeiro, o RR informou sobre o lançamento da biografia do então presidente do Conselho do Bradesco, Lázaro Brandão.

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11.12.17
ED. 5763

Próximos capítulos

A delação de Celso Miranda, que atuava como uma espécie de CFO do esquema de propinas de Sérgio Cabral, promete levar de arrasto a Alerj. Miranda era um importante facilitador das relações entre Cabral e deputados da Casa.

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07.12.17
ED. 5761

O síndico sumiu

O PMDB do Rio está praticamente acéfalo desde a prisão de Jorge Picciani. Até o momento, Marco Antônio Cabral, filho de Sérgio Cabral e presidente interino da sigla no estado, não convocou qualquer reunião do diretório e mal aparece na sede do partido.

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04.12.17
ED. 5758

O “arco da velha” da gestão Cabral

A expectativa entre os procuradores da Operação Calicute é que a prisão de Henrique Alberto Ribeiro, ex-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio (DER-RJ), seja decisiva para desenterrar cobras, lagartos e outros répteis entocados na estatal. O alvo prioritário é o Arco Metropolitano do Rio, uma das maiores obras do DER-RJ no governo de Sérgio Cabral. Ribeiro era responsável pela negociação de contratos com as empreiteiras.

Segundo o RR apurou, há indícios de que recursos teriam sido desviados para financiar campanhas de aliados de Cabral. Procurado, o Ministério Público Federal não se pronunciou até o fechamento da edição. O projeto do Arco Metropolitano começou em R$ 1 bilhão. Ao ser inaugurado, em 2014, havia consumido mais de R$ 2 bilhões em meio a uma teia de aditivos contratuais.

Entre a construção do Arco e manutenção e reparos de rodovias vicinais, o empreendimento envolveu mais de três dezenas de empreiteiras, entre elas Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Delta e Carioca – todas devidamente devassadas pelas Lava Jato. Não custa lembrar que projeto também está na mira do Cade. Com base em acordo de leniência com a OAS, o Conselho investiga a formação de cartel nas obras de construção do Arco Metropolitano que envolveriam 23 empreiteiras.

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A delação de Lucio Funaro sobre os desvios de recursos na Prece, fundo de pensão da Cedae, deverá trazer à tona um personagem onipresente nos governos de Anthony Garotinho, Sérgio Cabral e Pezão.

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O espólio da Delta Engenharia, ao que parece, não resistiu à ausência de Fernando Cavendish e, sobretudo, de suas conhecidas práticas. A Allianza Infraestruturas do Brasil, que sucedeu a malfadada empreiteira após sua venda para a espanhola Essentium, enfrenta uma situação complicada. Segundo o RR apurou, a companhia vem padecendo com a falta de contratos de porte e as dívidas acumuladas.

O passivo estaria na casa dos R$ 400 milhões. A própria Essentium segurou as pontas por alguns meses, mas teria estancado os aportes na controlada. No escritório da companhia, o senso comum é que os espanhóis só não foram embora do país porque ainda têm a expectativa de desbloquear ao menos parte dos R$ 740 milhões em bens retidos por decisão judicial para cobrir passivos da Delta.

Para a Justiça, a Allianza e, portanto, a Essentium são sucessoras não só dos ativos e da carteira de contratos, mas também das dívidas da empreiteira. O RR fez várias tentativas de contato com a Allianza e a Essentium, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. E Fernando Cavendish? O velho amigo de Sergio Cabral não está nem aí. Disparou os débitos da Delta, deixou o rojão para a Essentium e hoje desfruta do que amealhou nos tempos em que era um dos donos dos canteiros de obras no Rio, sabe-se muito bem a que custo.

Está sempre na varanda de seu mega-apartamento no fim da Delfim Moreira, na Praia do Leblon, o metro quadrado mais caro do Brasil. Gosta de abrir garrafas de champanhe pelo método. O sujeito quebra a garrafa com uma espada sarracena na altura da rolha. Faz isso de modo que as pessoas na praia possam vê-lo se exibindo. Costuma também correr no calçadão acompanhado de personal trainer. É um dos homens mais felizes da cidade que ajudou a afundar.

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10.11.17
ED. 5743

Pacto rompido

O depoimento de Sérgio Cabral, revelando caixa 2 na campanha de Luiz Fernando Pezão, deixou o governador do Rio com a convicção de que um pacto de sangue acaba de ser rompido. A partir de agora, é cada um por si.

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08.11.17
ED. 5741

MP mapeia os caminhos entre Andrade Gutierrez e Regis Fichtner

A delação do marqueteiro Renato Pereira ainda vai render. Virão à tona as relações perigosas da Andrade Gutierrez com Regis Fichtner, secretário da Casa Civil do Rio de Janeiro durante o governo de Sérgio Cabral. A colaboração entre ambos ia além das prebendas para lá, caixa dois para cá.

De acordo com a delação de Pereira, sua prestação de serviços a Sergio Andrade era interestadual, com uma ponte para Minas Gerais. Do lado das Alterosas estavam Aécio Neves e Andrea Neves, fregueses contumazes da Andrade Gutierrez. Nessa trama, entram, por exemplo, as investigações sobre o suposto pagamento de propina à empreiteira na construção da Cidade Administrativa, uma das obras mais caras do governo de Aécio – aproximadamente R$ 2 bilhões.

Na procuradoria Sergio Andrade e Regis Fichtner são apontados como pertencentes à “turma do teflon”. Até agora pouca coisa grudou nos dois. Não é por falta de gordura na frigideira. A Andrade Gutierrez já fechou acordo de leniência. Fichtner, por sua vez, foi citado em depoimento de Luiz Carlos Bezerra, apontado como um dos operadores do esquema de Cabral.

Ele afirmou à Justiça ter levado pessoalmente ao ex-secretário dinheiro vivo fruto de propina. A imprensa já noticiou, inclusive, que o próprio Fichtner estaria negociando sua delação, o que, por ora, não se confirmou. Fichtner estava na Casa Civil quando a Andrade Gutierrez participou das obras do Maracanã.

No mesmo período, em 2010, a Cemig, da qual a empreiteira é sócia, aumentou sua participação na Light. Inicialmente, Sérgio Cabral era contrário à hipótese da estatal mineira amplificar seu poder na distribuidora fluminense. Fichtner foi convocado para aparar as arestas. A conta do acerto teria ido para a Andrade Gutierrez. A companhia agiu ainda em consórcio com duas empreiteiras carimbadas no governo Cabral: Carioca e Delta. Segundo o RR apurou, Renato Pereira disse que a articulação e montagem jurídica dos consórcios ficava, na surdina, a cargo de Fichtner. Procurados pelo RR, a Andrade Gutierrez, Regis Fichtner e o Ministério Público Federal não se pronunciaram.

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08.11.17
ED. 5741

Gritos do silêncio

Organizações civis estão convocando, nas redes sociais, uma manifestação em frente à residência de Sérgio Cabral no dia 17 de novembro, quando sua prisão completa um ano. Do jeito que andam o animus e a mobilização da população do Rio, periga o protesto não ser ouvido nem no prédio ao lado.

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24.10.17
ED. 5731

Funaro dispara contra aliado de Cabral

A delação de Lucio Funaro corroeu de vez a situação do empresário Georges Sadala, apontado como um dos elos do esquema de corrupção do governo de Sérgio Cabral. Segundo o RR apurou, em seus depoimentos o doleiro mapeou o repasse ilegal de recursos a Sadala, a partir de contratos que o empresário mantinha com o governo do Rio.

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23.10.17
ED. 5730

Plano de saúde

Em negociações com o Ministério Público Federal para fechar um acordo de delação, o ex-secretário de Saúde do governo Cabral, Sérgio Côrtes, promete escancarar as vísceras do PMDB no Rio de Janeiro. Côrtes tem revelado detalhes de um esquema para a compra de vacinas, medicamentos e próteses, com capilaridade em dezenas de municípios do Rio de Janeiro. A operação envolveria distribuidoras de artigos hospitalares no Brasil e no exterior e, não poderia faltar, doleiros – espécie onipresente no ecossistema da Lava Jato. Segundo investigações do MPF, parte dos recursos públicos desviados teria sido utilizada para financiar a reeleição de Sérgio Cabral ao governo do Rio, em 2010, e candidaturas do PMDB a prefeituras no estado do Rio em 2012. Além, claro, de deixar muita gente rica.

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17.10.17
ED. 5726

Eike 2016

As investigações sobre a compra de votos para a escolha do Rio como Cidade Olímpica rondam Eike Batista. À época, o Mister X era unha e carne do governador Sérgio Cabral e apoiador de primeira hora da candidatura da Rio 2016. Aliás, foi no jatinho de Eike que “Serginho” e Eduardo Paes viajaram para Copenhagen, onde se deu a reunião do Comitê Olímpico Internacional que elegeu o Rio como sede da Olimpíada.

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05.10.17
ED. 5719

“Turma do guardanapo” ronda Aécio Neves

Há uma nova flecha apontada contra Aécio Neves. Segundo informações filtradas do Ministério Público, a Operação Calicute se debruça sobre as relações do senador com Georges Sadala. Conhecido por integrar a “Turma do Guardanapo” – referência ao grupo de empresários amigos do peito de Sérgio Cabral –, Sadala também esticou
seus tentáculos Minas Gerais. Uma de suas companhias, a Gelpar, fez parte do consórcio Minas Cidadão – responsável por implementar as Unidades de Atendimento Integrado (UAIs). A licitação ocorreu em junho de 2010, dois meses após Aécio ter deixado o cargo de governador. Os procuradores investigam se essa data é o atestado de que nada de errado ocorreu ou uma conveniente “coincidência”. Consta que o contrato para a instalação das UAIs girou em torno de R$ 300 milhões. Segundo a fonte do RR, o MPF investiga a denúncia de que parte dos recursos teria sido desviada como caixa 2 para a campanha de aliados de Aécio. O RR fez várias tentativas de contatos com empresas de Sadala, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.

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A assessoria do senador Aécio Neves ressaltou que a licitação das UAIs “não ocorreu na administração do então governador”. Informou ainda que o “contrato teve aval do Banco Mundial e incluiu cláusula de verificação por auditoria externa, tendo ainda o edital da licitação sido submetido ao Ministério Público.” Registrou que os serviços prestados pelo consórcio Minas Cidadão “representaram uma economia de 30% sobre os custos da execução direta pelo estado”. Por fim, a assessoria de Aécio Neves afirmou que nenhuma das empresas do consórcio vencedor fez doação para o PSDB ou seus candidatos.

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28.09.17
ED. 5714

Controle remoto

A reunião do Conselho Deliberativo do Sebrae-RJ que decidiria a destituição de Cezar Vasquez do comando da entidade foi postergada de ontem para 10 de outubro. O adiamento virou motivo de chiste. Um personagem influente nos acontecimentos comentou com o RR que o assunto é pilotado do presídio de Benfica, moradia de Sérgio Cabral. Só depois é que chega aos desígnios do Conselho.

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27.09.17
ED. 5713

Sebrae-RJ é um teste da força a distância de Sérgio Cabral

Quantas vidas tem Cesar Vasquez, diretor-superintendente do Sebrae-RJ e cunhado do ex-governador Sérgio Cabral? Sua reconhecida capacidade de resiliência no cargo será colocada à prova mais uma vez no dia de hoje. Em reunião extraordinária marcada para às 9h30, o Conselho Deliberativo vai julgar o pedido de destituição de Vasquez. O executivo é acusado de ter cometido sucessivas irregularidades no comando do Sebrae-RJ, onde tem o condão de administrar um orçamento de R$ 225 milhões.

Na reunião, será votado também o afastamento do diretor de Produto e Atendimento, Armando Augusto Clemente, e do diretor de Desenvolvimento, Evandro Peçanha Alves. De acordo com os estatutos do Sebrae -RJ, é necessária a concordância de 11 dos 15 conselheiros para a destituição de membros da diretoria. O resultado é uma incógnita até mesmo para os versados nos assuntos da entidade. Vasquez tem uma enorme confiança no poder de fogo do seu protetor. Não é a primeira vez que o Conselho vota sua destituição. Na última vez, o ex-governador, mesmo encarcerado, mostrou sua força. Terá sido a última?

Conforme antecipou o RR na edição de 26 de abril deste ano, auditoria realizada pela Deloitte apontou uma série de irregularidades na gestão de Cezar Vasquez. Segundo o relatório produzido pela consultora, as movimentações suspeitas teriam somado cerca de R$ 10 milhões, a maior parcela referente à contratação de empresas terceirizadas e patrocínios a eventos. Em abril, o Conselho Deliberativo chegou a solicitar o cancelamento de um dos acordos suspeitos, com a empresa de TI ProBid.

Mesmo com alguns ferimentos, Vasquez bambeou e, mais uma vez, não caiu. A diretoria executiva rejeitou o pedido, alegando riscos jurídicos à entidade. Há denúncias ainda de que a ProBid teria contratado uma empresa com participação acionária de filhos do diretor do Sebrae-RJ Armando Clemente. Em carta enviada à presidente do Conselho Deliberativo, Carla Pinheiro, a entidade negou a acusação.

Procurado pelo RR, o Sebrae-RJ não quis se pronunciar. Outra acusação envolve o próprio filho de Cesar Vasquez, Francisco Cabral Vasquez. Segundo a fonte do RR, Francisco participou de dois eventos no exterior ligados ao Projeto de Empreendedorismo Musical Estrombo, criado pelo Sebrae-RJ. Em ambos os casos, teria viajado às custas da entidade na condição de pessoa física. O estatuto só permite o apoio a viagens de empreendedores vinculados a pessoas jurídicas. Será um projétil com calibre suficiente para atravessar o colete que mantém Vasquez no cargo há sete anos?

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27.09.17
ED. 5713

Os diamantes e as delações são eternas

A situação de Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo – condenados, respectivamente, a 45 anos e 18 anos de prisão – vai piorar mais alguns quilates. Segundo o RR apurou, a joalheria Antonio Bernardo está prestes a fechar um acordo de leniência com o Ministério Público Federal. O pacote inclui ampla documentação sobre as vendas fechadas para o casal Cabral, ao valor total de R$ 3,8 milhões. Consultada, a empresa informou que “sempre colaborou com a Justiça e atendeu a todas as obrigações a ela imputadas.”

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26.09.17
ED. 5712

Lava Jato busca o ponto de fissura da INB

A Lava Jato, que fez uma limpeza na Eletronuclear, vai direcionar suas baterias para as estranhas práticas de financiamento indireto de campanha, licitações sob medida e contratos com preços diferenciados da Indústria Nuclear Brasileira (INB). Segundo a fonte do RR, o Ministério Público está investigando essas relações perigosas. Não deve ser muito difícil, conforme revela o mapa da cadeia de comando da INB. O presidente do instituto, José Carlos Tupinambá, foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio por desvio de verbas em uma secretaria do Município de Duque de Caxias, indicado pelo atual prefeito da cidade, Washington Reis, por sua vez condenado pelo STF por improbidade administrativa e agora pelo TRE, estando em vias de ter seu mandato cassado. A INB seria um feudo de Jorge Picciani, Washington Reis e Sergio Cabral, condenado a 45 anos. O RR tentou contato com a estatal, por telefone e e-mail, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

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19.09.17
ED. 5707

Epidemia

Os sócios da Rede D ́OrCarlyle, GIC e o médico Jorge Moll – estão com a pressão a 18 por 12. De um lado, Antonio Palocci, que sabe de cor como foi aprovada a MP permitindo o capital estrangeiro em hospitais; do outro, a iminente delação de Sergio Cortes, ex-secretário de Saúde do governo Cabral e ex-diretor médico do grupo. A Rede D ́Or diz desconhecer “citações ao seu nome em depoimentos de Palocci e Cortes”.

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Jorge Picciani está se tornando tutor político dos “órfãos” da Lava Jato. Mentor de Marco Antonio Cabral, filho de Sérgio Cabral, terá também participação direta na campanha de Danielle Dytz da Cunha à Câmara dos Deputados. Herdeira do capital político de Eduardo Cunha – sim, ele existe -, já é possível antever a jovem Danielle em palanques do interior do Rio, nas inúmeras cidades dominadas pelo PMDB, falando da “injustiça” que fizeram com seu pai.

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03.08.17
ED. 5675

Um secretário cheio de saúde

Os tentáculos de Sergio Cortes, ex-secretário de Saúde de Sérgio Cabral, não cabiam dentro do governo do estado. Segundo fonte do MP, a Operação Calicute investiga sua suposta participação em contratos irregulares na área de saúde firmados por prefeituras do PMDB no interior do estado do Rio.

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14.07.17
ED. 5661

Arco da velha

O Ministério Público do Rio e o Cade têm alimentado um ao outro com saborosas informações sobre a construção do Arco Metropolitano do estado. Já são 29 empresas, entre construtoras e fornecedoras de serviço, na alça de mira. O Cade apura a formação de cartel nas obras, liderado por oito empreiteiras – como o próprio órgão antitruste confirmou ao RR. O mais quente, no entanto, está com o MP, que, só para não variar, investiga o pagamento de propinas a integrantes do governo de Sérgio Cabral. Em sua delação premiada, executivos da Odebrecht já deram a pista do caminho do dinheiro.

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13.07.17
ED. 5660

Radioatividade

O prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (PMDB),tomou conta da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), com a indicação de aliados para diversos cargos. A sesmaria lhe foi concedida pelo presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani. Nada mais justo. Reis tem um longo histórico de serviços prestados à atômica trinca Sergio Cabral, Eduardo Cunha e Picciani.

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Anthony Garotinho já está afiando as garras para as eleições ao governo do Rio em 2018. Voltou a ter um programa de rádio e está à procura de um horário na programação da TV aberta. Vai também intensificar a produção de vídeos para as redes sociais. Isso para não falar do seu blog, cuja maior especialidade é bater em Sergio Cabral e no PMDB.

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07.06.17
ED. 5635

Rio Negócios é uma etapa nada nobre no currículo de Olavo Monteiro de Carvalho

O marquês de Salamanca meteu-se em um embrulho muito além da sua vã filosofia. Para os neófitos, o título nobiliárquico pertence ao empresário Olavo Monteiro de Carvalho,  presidente do Grupo Monteiro Aranha, que, junto com o Pão de Açúcar, Corcovado, Maracanã e outros monumentos mais e menos votados, é um dos símbolos do Rio de Janeiro. Olavo é presidente do Conselho da Rio Negócios, uma agência sem fins lucrativos, criada como um satélite independente da gestão Eduardo Paes e voltada para a promoção de novos empreendimentos, meio ambiente e desenvolvimento urbano.

Uma boa ideia, que entre tantas outras, depende da qualidade do seu entorno. Paes e Sérgio Cabral não são o melhor exemplo de parceria para qualquer agência. A dependência de ambos acabou deixando a Rio Negócios a ver navios. E o marquês de Salamanca, pendurado com a brocha na mão. Olavo Monteiro de Carvalho, como presidente do Conselho, é, em última instância, o responsável pelo “pepinódromo” que se tornou a Rio Negócios.

A agência está dando um calote no mercado de R$ 1,7 milhão. Só à Associação Comercial do Rio deve R$ 500 mil em aluguéis atrasados. Fora dessa conta estão os passivos trabalhistas, com várias rescisões feitas sem o pagamento dos compromissos fiscais correspondentes. O número de negócios expressivos feitos pela Rio Negócios forma um conjunto vazio. Mas os dedos das duas mãos teriam de ser multiplicados para enumerar o número de viagens de Marcelo Haddad, seu superintendente-geral.

Muita gente boa entrou nesse barco, junto com Olavo, mas, como ele assumiu o timão, ficará com o ônus dos desajustes e ineficiências da gestão. Marcelo Crivella, que quer distância do antecessor, não renovou o contrato firmado por Eduardo Paes, uma das âncoras financeiras da agência. Por enquanto, a saída encontrada é para lá de provinciana: abrir uma Niterói Negócios, no município do outro lado da ponte. O marquês de Salamanca entrou nessa por amor ao Rio, emprestando nome e tradição. Vai parar encalhado na terra de Arariboia com o espeto das contas na mão. Não era para ser assim.

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02.06.17
ED. 5632

Na direção de Sérgio

Mais um petardo na direção de Sérgio Cabral: o ex-secretário de Obras do Rio, Hudson Braga, fechou seu acordo de delação com o Ministério Público.

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30.05.17
ED. 5629

Leniência 24 quilates

A joalheria Antonio Bernardo, envolvida no esquema de corrupção de Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo, estaria prestes a fechar um acordo de leniência com o Ministério Público Federal. Segundo informações apuradas junto ao MP, a multa passaria dos R$ 10 milhões.

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11.05.17
ED. 5616

Gestão da família

Não bastasse a pressão da Lava Jato, Adriana Ancelmo vem tendo ainda uma peleja com Marco Antonio Cabral, filho de Sérgio Cabral, pela, digamos assim, gestão das finanças da família.

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10.05.17
ED. 5615

Plantão médico

O fundo norte-americano Carlyle avalia a venda de sua participação de 8,3% na Rede D ́Or. Qualquer semelhança entre o timing da saída do negócio e a recente prisão do diretor médico da companhia e ex-secretário de Saúde do governo Cabral, Sergio Cortes, não seria mera coincidência.

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28.04.17
ED. 5608

Alguém em Bangu gosta do Sebrae/RJ

Quem disse que cunhado não é parente? Cezar Vasquez, diretor-superintendente do Sebrae/RJ e casado com a irmã de Sérgio Cabral, mostrou que tem sete vidas e o apreço do ex-governador. Na reunião extraordinária realizada ontem – ver RR edições de 25 e 26 de abril –, a proposta de destituição de Vasquez rachou o Conselho Deliberativo: foram sete votos a favor e sete contra. Como era necessária a aprovação de 11 dos 14 conselheiros, Vasquez se manteve no cargo, administrando um orçamento de R$ 255 milhões. Mas deve responder criminalmente pelas irregularidades apontadas na auditoria realizada pela Deloitte, conforme antecipou o RR. O grupo de oposição a Vasquez, formado basicamente pelos indicados das entidades privadas, pretende entrar com uma representação contra ele por fraude no Ministério Público do Rio.

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26.04.17
ED. 5606

Auditoria aponta irregularidades na gestão do Sebrae/RJ

O iminente afastamento do cargo de diretor-superintendente do Sebrae/RJ é o menor dos problemas de Cezar Vasquez. Na reunião extraordinária convocada para amanhã com o objetivo de votar a destituição de toda a gestão executiva – conforme antecipou o RR na edição de ontem –, o Conselho Deliberativo da entidade vai apresentar o relatório final de auditoria realizada pela Deloitte que aponta uma série de irregularidades durante a administração de Vasquez, cunhado de Sergio Cabral. O RR teve acesso exclusivo à farta documentação oficial, com conteúdo suficiente para preencher seguidas edições da publicação. Segundo fonte do próprio Sebrae/RJ, a devassa reuniu fortes indícios de operações irregulares que teriam movimentado mais de R$ 10 milhões.

A auditoria da Deloitte identificou a contratação de empresas ME (de médio porte) e EPP (de pequeno porte) acima do valor estabelecido na Lei Geral das MPE e EPPs; patrocínios suspeitos de até R$ 44 mil, o teto estipulado no estatuto social da entidade para o fechamento deste tipo de operação sem a obrigatoriedade de prestação de contas; prestação de contas de viagens de internacionais em desacordo com a INP 001/2001. Um dos casos mais graves apontados pela auditoria foi a subcontratação da empresa de TI ProBid. A Deloitte constatou diversas irregularidades na licitação.

De acordo com a auditoria, “as especificações constantes dos atestados de capacidade técnica emitidos pelo Sebrae/RJ são idênticas às especificações técnicas exigidas no Edital, o que indica um direcionamento do processo licitatório”. O contrato com a ProBid foi celebrado em 10 de novembro de 2016. No entanto, segundo a auditoria, no dia 31 de outubro, portanto 11 dias antes, um representante da empresa encaminhou e-mail a um funcionário do Sebrae/RJ “discorrendo sobre o acordo feito em reunião anterior”.

Consultado, Cesar Vasquez negou as irregularidades e disse desconhecer o conteúdo da auditoria feita pela Delloite. Procurada por meio de ligações telefônicas e e-mail, a ProBid não retornou até o fechamento desta edição. Segundo a fonte do RR, a expectativa no Sebrae/RJ é que Cezar Vasquez peça demissão na reunião de amanhã – o executivo garantiu ao RR que não tomará esta decisão. Caso isso não ocorra, o Conselho Deliberativo votará a sua demissão por justa causa. Os conselheiros pretendem ainda entrar com uma representação contra Vasquez no Ministério Público.

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25.04.17
ED. 5605

Malfeitos de Cabral pairam sobre a diretoria do Sebrae/RJ

Tudo aquilo que se aproxima de Sérgio Cabral corre o risco de contágio imediato. O Conselho Deliberativo do Sebrae/RJ convocou para a próxima quinta-feira, dia 27, às 10h30, no Hotel Windsor Guanabara, reunião extraordinária para a “apreciação e deliberação da destituição ad nutum da diretoria executiva da entidade nos termos do inciso III do artigo 16 do estatuto social”. O referido inciso diz que compete ao Conselho Deliberativo “destituir ad nutum (resolução em juízo exclusivo da autoridade administrativa competente) com o voto concorde, no mínimo, de 11 conselheiros, em reunião especialmente convocada para este fim, o Diretor-Superintendente, qualquer dos demais Diretores ou qualquer dos membros do Conselho Fiscal, titular ou suplente”.

A convocação, encaminhada aos integrantes do Conselho Deliberativo no último dia 19, visa o afastamento de toda a gestão executiva do Sebrae/ RJ, leia-se os diretores Evandro Peçanha e Armando Augusto Clemente e o diretor superintendente da entidade, Cezar Vasquez. O nome de Vasquez está em evidência desde a prisão de Sérgio Cabral. O no 1 do Sebrae/RJ, no cargo desde 2010, é casado com a irmã do ex-governador, Claudia Cabral. Consta que o filho do casal, Bruno Cabral, é sócio da Acreditte Consignado, especializada na concessão de empréstimos com desconto em folha para servidores públicos, militares, aposentados e pensionistas.

Consultado pelo RR, Cezar Vasquez disse que o “Conselho Deliberativo tem a prerrogativa de reavaliar a diretoria de tempos em tempos” e que a reunião da próxima quinta-feira se refere “a toda a diretoria” e não apenas a ele. Cabe ressaltar que, a rigor, o mandato da atual gestão do Sebrae/RJ termina apenas em dezembro de 2018. Perguntado se vê algum viés político no episódio por conta da relação de parentesco com ex-governador Sérgio Cabral, Vasquez afirmou que “tende a acreditar que os conselheiros não se movem por essas questões.

O que importa é o desempenho”. No entanto, Vasquez se contradiz ao declarar também que “caso a diretoria seja destituída, não será por conta dos resultados, que são muito bons”. Desde que a Operação Calicute eclodiu, com a prisão de Sérgio Cabral, conselheiros do Sebrae/RJ pedem o afastamento de Cezar Vasquez. Os opositores de Vasquez fazem insinuações acerca do crescimento do seu patrimônio. Citam que, antes de assumir o cargo, ele morava em um imóvel alugado e hoje é proprietário de uma casa de três andares no bairro da Gávea, Zona Sul do Rio.

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24.04.17
ED. 5604

Avanço na Operação Calicute

A Operação Calicute vai andar de trem, barcas e metrô. Segundo fonte do MP, Luiz Carlos Velloso, subsecretário de Transportes no governo Cabral e preso em março, negocia sua delação.

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10.04.17
ED. 5596

MP encontra outro rastro deixado por Cabral

Segundo fonte do Ministério Público, os procuradores investigam o que pode ser uma nova conta de Sérgio Cabral no exterior, mais precisamente em Miami, no valor aproximado de US$ 200 milhões.

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06.04.17
ED. 5594

Escândalo Cabral

Desgastado com o escândalo Sérgio Cabral, o renomado Antonio Bernardo tem pensado com seus brilhantes se não seria hora de passar à frente a joalheria que leva seu nome.

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27.03.17
ED. 5586

Best friends

Há tanta afinidade entre Sergio Cortes, ex-secretário de Saúde de Sérgio Cabral, e a Rede D ́Or que, se pudesse, ele se tornaria sócio da empresa.

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21.03.17
ED. 5582

Sara Joias paga seus pecados

A Sara Joias, uma das preferidas de Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo, terá de acertar suas contas com o erário. O Ministério Público do Rio vai entrar com uma ação para que a joalheria devolva ao estado os recursos referentes aos incentivos fiscais recebidos indevidamente entre 2013 e 2016. Levantamento preliminar indica que os incentivos nesse período totalizaram aproximadamente R$ 21 milhões. Mas essa cifra ainda pode subir mais alguns quilates. Os procuradores estão debruçados sobre os autos de todos os processos administrativos contra a Sara Joias na Secretaria de Fazenda.

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14.03.17
ED. 5577

Legado

O deputado federal Marco Antonio Cabral está à frente de tudo que diz respeito ao pai, Sérgio Cabral. De tudo.

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A força tarefa da Operação Calicute, braço da Lava Jato no Rio de Janeiro, avança a passos largos sobre a área de transporte do governo de Sérgio Cabral.

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08.03.17
ED. 5573

Mapa da mina

A H. Stern entregou ao Ministério Público do Rio um relatório de todas as vendas feitas a Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo ao longo de quase uma década. O valor total passaria dos R$ 5 milhões. Trata-se de um passo decisivo para a joalheira fechar seu acordo de leniência.

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07.03.17
ED. 5572

MP do Rio investiga “contrabando” de benefícios fiscais

O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu mais uma frente de investigação contra o governo do estado. O MP tem indícios de que o governador Luiz Fernando Pezão estaria usando a Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude para “contrabandear” benefícios fiscais a empresas, descumprindo a legislação que ele próprio sancionou em dezembro – a Lei 7.495/16 proibiu a concessão de incentivos tributários no Rio pelos próximos dois anos. As investigações do MP levam de arrasto a Claro. Em fevereiro, a operadora recebeu cerca de R$ 8 milhões em benefícios direcionados ao patrocínio do torneio de tênis Rio Open 2017. O MP está escarafunchando todos os pedidos de incentivos semelhantes em tramitação na Secretaria de Esporte. Em tempo: não custa lembrar que Marco Antonio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, comandou o órgão até janeiro deste ano. Procurada, a Secretaria afirmou que “os incentivos fiscais concedidos a empresas parceiras do Estado se pautam pelo rigoroso respeito às leis e aos critérios técnicos previstos na Lei de Incentivo ao Esporte”. Já a Claro não quis se pronunciar.

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02.03.17
ED. 5569

Sobra para os tucanos?

O que se diz na coxia da Lava Jato é que o doleiro Adir Assad está negociando sua delação. Mais uma péssima notícia para Sérgio Cabral. Mas talvez não só para Cabral. Consta que Assad sempre teve uma relação próxima do PSDB paulista, com trânsito livre nas estradas do estado por meio do Dersa.

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24.02.17
ED. 5568

Os “Kennedy da Lava Jato”

José Padilha está reescrevendo episódios da série “Lava Jato” para incluir dois personagens fundamentais que passavam quase em branco no roteiro original: o ex-governador Sérgio Cabral e a ex-primeira dama Adriana Ancelmo. A produção da Netflix ainda não tem data de estreia, mas, até lá, é possível que Padilha tenha de adicionar outros nomes que ainda não vieram à tona na trama real.

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20.02.17
ED. 5564

Hora da verdade

O Ministério Público do Rio está fechando o cerco às empresas amigas de Sérgio Cabral. O MP criou uma força tarefa, com técnicos da Secretaria de Fazenda, para analisar todos os benefícios fiscais concedidos no governo Cabral. Em até dois meses, os procuradores esperam separar o joio do trigo e ter o mosaico das companhias que participaram do “toma lá, dá cá”.

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17.02.17
ED. 5563

Um celular na mão e uma propina na cabeça

A delação premiada de Fernando Cavendish oferece uma videoteca que merecia ser disponibilizada ao público. Os próprios procuradores estão impressionados com a recorrência com que o empreiteiro costumava gravar filmetes de seus encontros com Sérgio Cabral, a exemplo do já notório registro de um jantar entre casais em Paris. Nessas ocasiões, corruptor e subornado costumavam falar as maiores barbaridades quase em tom de galhofa.

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10.02.17
ED. 5558

Sujeito oculto

A Secretaria de Fazenda do Rio ainda não entregou ao Ministério Público a tão aguardada lista das empresas enquadradas em regimes fiscais diferenciados – uma barafunda onde se aninharam muitos dos amigos de Sérgio Cabral. O dead line era 10 de fevereiro.

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10.02.17
ED. 5558

Os Cabral

Os carcereiros estão surpresos com a mudança de comportamento do casal nº 1 de Bangu 8. Sérgio Cabral deu para ter crises de choro quase diárias. Já Adriana Ancelmo, que ficou em frangalhos nas primeiras semanas de cadeia, tem chamado a atenção pela sobriedade.

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09.02.17
ED. 5557

Essentium quer distância dos fantasmas da Delta

A espanhola Essentium procura um comprador para a Allianza Infraestruturas do Brasil. Para quem não associou o nome à pessoa, trata-se da casca criada para abrigar os ativos e os despojos da antiga Delta Engenharia, a célebre empreiteira de Fernando Cavendish, praticamente um irmão siamês de Sergio Cabral durante o seu governo. Segundo o RR apurou, um dos candidatos ao negócio seria a China Communications Construction Company (CCCC), gigante da construção pesada que recentemente comprou o controle da Concremat Engenharia.

Coincidência ou não, a inapetência da Essentium pela empreiteira cresce à medida que a Justiça avança sobre Sergio Cabral e seus múltiplos avatares na iniciativa privada. A troca de identidade da Delta não apagou seu passado. E, o que é pior, talvez o seu presente. De acordo com uma fonte do RR que conhece as entranhas da companhia, ainda haveria algo de Cavendish nos negócios da Allianza.

O RR fez várias tentativas de contato com a empresa por telefone e e-mail, mas não obteve retorno até o fechamento da edição. A Essentium fechou a compra da antiga Delta há menos de dois anos. Pagou cerca de R$ 450 milhões para ficar com o chamado acervo técnico, incluindo uma carteira de sete contratos – entre eles a construção de um centro de processamento de dados da Caixa Econômica em Brasília e a manutenção de uma rodovia em São Gonçalo (RJ). No entanto, a operação não deslanchou como os espanhóis esperavam, até porque eles tiveram a má sorte de pegar pela frente a grave crise financeira do Rio e a escassez de grandes obras no estado. Mas o que pesaria mesmo na decisão da Essentium é o “Risco Cavendish”.

A rigor, a Essentium nem precisava atravessar o Atlântico para se atolar em obscuros canteiros de obra. Já bastam os problemas que tem em sua terra. O grupo acumula dívidas com bancos, com trabalhadores e com a própria Seguridad Social, a previdência espanhola. Nos últimos meses, seus empregados têm feito seguidas manifestações contra a empresa. A crise do grupo chegou até o futebol. Acionista da Essentium, Susana Monje foi recentemente “convidada” pelo Barcelona a deixar o cargo de vice-presidente de finanças do clube catalão.

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07.02.17
ED. 5555

The Godfather

Jorge Picciani, presidente da Alerj, assumiu a “guarda política” do deputado estadual e ex-secretário de Esportes do Rio Marco Antonio Cabral, filho de Sergio Cabral. E espera que o ex-governador leve esse gesto em conta caso decida contar o que sabe.

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03.02.17
ED. 5553

UPPs: um grande negócio para Cabral?

A Justiça pode ter encontrado mais um ganha-pão de Sérgio Cabral no governo do Rio: a escolha das áreas que receberam Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs. O projeto de segurança pública fez a alegria das incorporadoras imobiliárias que compraram terrenos no lugar certo na hora certa. Em algumas regiões, bastava o anúncio da instalação de uma UPP para os preços dos imóveis subirem automaticamente mais de 20%.

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02.02.17
ED. 5552

Oriente Construção é mais uma obra do governo Cabral

A Lava Jato está revelando o inacreditável ecossistema criado em torno de Sérgio Cabral. Um dos personagens desse universo de relações incestuosas, o empreiteiro Cesar Farid Fiat, sócio da Oriente Construção Civil, carrega um currículo no qual se misturam denúncias de pagamento de propina, contratos públicos sob suspeita, e até acusações de grilagem de terras. A prisão, em novembro, de Alex Sardinha Veiga, representante da Oriente, tem ajudado a esquadrinhar as ligações entre o empreiteiro e o governo Cabral. Somente no ano de 2011 o estado contratou a construtora para quatro obras na Região dos Lagos, no valor total de R$ 11,4 milhões.

Consta que a Oriente atuou em parceria com a já notória Delta, de Fernando Cavendish. O governo Cabral era uma grande família. Também por volta de 2011, Geraldo André de Miranda Santos – acionista da Oriente e filho de Lina Maria Miranda Santos, esposa de Farid Fiat – se associou ao deputado estadual Paulo Melo, um dos políticos mais influentes do estado. Ambos criaram a PMGA Incorporação e Construção, dona de terrenos exatamente na Região dos Lagos. À época, a mulher de Paulo Melo, Francianne Motta, era prefeita de Saquarema, um dos municípios locais.

Como se não bastassem as denúncias contra a Oriente, ainda repousa sobre Cesar Farid Fiat a acusação de ocupação ilegal de terras localizadas no município de Silva Jardim. Coincidência ou não, trata-se de um dos latifúndios eleitorais de Paulo Melo no interior do estado. Farid Fiat é dono da Fazenda Santa Maria. Ou, pelo menos diz ser. Em 1996, o empreiteiro ingressou na Justiça com diversos processos requerendo o usucapião da área.

Quatro desses pedidos foram atendidos, abrangendo aproximadamente 50 alqueires. Hoje, no entanto, ele se apresenta como proprietário de todos os 300 alqueires da Santa Maria. Desde dezembro, por sinal, cerca de 180 famílias estão acampadas na fazenda. São lavradores que tentam reconhecer na Justiça a legitimidade da posse da área.

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01.02.17
ED. 5551

Prisão de Eike fecha o cerco ao “premiê” de Cabral

A prisão de Eike Batista e sua eventual delação prometem trazer para a ribalta um personagem chave no governo de Sérgio Cabral: o ex-secretário da Casa Civil Regis Fichtner. Segundo confidenciou ao RR um deep throat da “república de Curitiba”, os procuradores da Operação Calicute, o braço da Lava Jato no Rio, estariam puxando o fio da meada dos pagamentos feitos pelo Grupo EBX ao escritório de advocacia Andrade & Fichtner, do qual o ex secretário de Cabral é sócio. A firma presta serviços à LLX, em um contrato que remonta à construção do Porto do Açu. À época, em 2009, o governo Cabral desapropriou, com rara celeridade, cerca de 90 quilômetros quadrados para a instalação do complexo logístico-portuário.

Dezenas de proprietários de imóveis e terras entraram na Justiça contra a LLX e o estado. Do limão, fez-se uma limonada. Coube ao Andrade & Fichtner defender a empresa. Àquela altura, o escritório era comandado pela irmã de Regis Fichtner, Viviane Fichtner Pereira. O então secretário da Casa Civil estava afastado da banca havia três anos – ao deixar o governo, retornou para a empresa. Procurado, o Ministério Público Federal não se pronunciou até o fechamento desta edição, alegando que todos os procuradores que acompanham o caso estavam envolvidos com o depoimento de Eike à PF. Por sua vez, o Andrade & Fichtner confirmou que presta serviços à LLX desde abril de 2009. Disse desconhecer “a existência de qualquer investigação” no âmbito da Calicute. Por fim, afirmou que o sócio Regis Fichtner não tem qualquer relação de “parentesco, afinidade, amizade ou inimizade” com Eike Batista.

Regis Fichtner foi um dos personagens mais poderosos da gestão Cabral. Era praticamente o seu “primeiro-ministro”: cuidava da articulação política à contratação de fornecedores, passando pelas grandes obras e projetos do estado. Foi também tesoureiro na primeira campanha de Cabral ao governo do Rio,  em 2006. Em 2010, embora a função tenha sido oficialmente entregue a Wilson Carlos Carvalho – preso em novembro –, auxiliou na arrecadação de doações para a reeleição do governador.

Entre outras esquinas, Eike Batista e Regis Fichtner também se encontraram na concessão do Maracanã, em 2013. À época, Fichtner conduziu o processo de privatização do estádio, inclusive representando pessoalmente o governo em audiências públicas. A licitação foi vencida pelo consórcio Maracanã S/A, liderado pela Odebrecht. Não obstante sua diminuta participação societária por meio da IMX – apenas 5% –, Eike era a principal face, quase o garoto-propaganda do pool de investidores, que tinha ainda a norte-americana AEG.

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31.01.17
ED. 5550

Eike é o fator mais imponderável da Lava Jato

O risco Eike Batista não tem limite. Devido a componentes megalômanos notórios e a uma ética peculiar – “tudo é mercado, as pessoas têm direito a cobrar por tudo” – a delação do empresário pode se tornar uma bomba mais explosiva do que o testemunho de Marcelo Odebrecht. Eike vai de A a Z. A crônica de regalias obtidas junto ao empresário registra o nome dos peixões José Dirceu, José Sarney, Aécio Neves, Delcidio do Amaral e o notório Sérgio Cabral.

Ele teve relações próximas com Lula, que foi requisitado pelo empresário durante e após o seu mandato para contornar problemas em países da América do Sul. Mas Eike tornou-se ainda mais próximo de Dilma Rousseff, de quem foi publicamente um entusiasta. Dilma ajudou o empresário em diversas vezes, pedindo celeridade à burocracia e facilitando seus pedidos na esfera da administração pública. Eike teve o que quis da Petrobras (vendeu uma termelétrica, a “Termoluma”, por um preço três vezes maior do que o valor de mercado), do BNDES (o banco tornou-se sócio de seus projetos “no papel”), da Fazenda (a “delação não premiada” sobre Guido Mantega é uma amostra de como os pedidos eram feitos e atendidos) e do Gabinete Civil, de Gleisi Hoffmann.

Os Conselhos das empresas de Eike também eram constituídos de luminares com trânsito diferenciado, a exemplo da ex-ministra do STF Ellen Gracie e de Pedro Malan. Todos os conselheiros nas diversas empresas de Mr. Batista foram agraciados com a honraria de processos na CVM. Eike sempre considerou que o “vil metal” resolve tudo. E não por distorção de caráter ou amoralidade, mas por patologia mesmo.

Ele acredita que comprar o que for é um caminho natural para resolver qualquer coisa. Aliciou mais de 40 geólogos e engenheiros da Petrobras (todos detentores de informações estratégicas e confidenciais) simplesmente triplicando ou quadruplicando seus salários. Com a Vale, usou o mesmo expediente do “vem para MMX, você também”. Arrumou um inimigo, o então presidente da mineradora Vale Roger Agnelli, para o resto da vida. Agnelli bem que tentou, mas não conseguiu equiparar os salários alucinantes oferecidos pelo empresário, que se apoderou de dezenas de funcionários seus, igualmente detentores de segredos vitais da Vale.

Quem conhece Eike Batista – tais como Bradesco, Itaú, Ricardo K, BTG, Rodolfo Landim, José Luis Alqueres, entre tantos e tantos – pode avalizar que ele age como se sofresse da Doença de Huntington, enfermidade em que as pessoas se comportam de forma inadequada e dizem coisas sem pensar. Sua megalomania o levou a contenciosos com governos da Rússia, Venezuela, Bolívia e Grécia, neste último é persona non grata. Quando tinha seus R$ 25 bilhões, Eike distribuiu muito dinheiro pelos critérios mais e menos imagináveis. Se for levado à delação, imbuído das virtudes que sempre encontra em tudo que faz, vai falar cobras e lagartos. Será o momento mais imponderável da Lava Jato.

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30.01.17
ED. 5549

Cabral: do Glória para Bangu

Eike Batista e Sérgio Cabral quase viraram sócios. Formais. O RR tem certeza do que diz. No auge da popularidade do então governador do Rio, Eike ofereceu ao amigo do peito uma opção para participar minoritariamente do Hotel Glória. Tratava-se de um mimo.

Os secretários mais próximos de Cabral souberam da proposta, assim como a entourage de Eike. A operação se consumaria após sua saída do governo do estado. As conversas entre ambos não excluíam a manutenção da carreira política de “Serginho”, àquela altura um potencial candidato à presidência da República. Muito pelo contrário. A essência era juntar um dos mais bem avaliados governantes e o mais pop empresário do Brasil para criar um cinturão de empatia em torno do Glória.

Seria o início de um take over do estado do Rio. O Glória era um dos mais caros presentes de Eike Batista para o Rio: a reforma do hotel estava orçada em mais de R$ 100 milhões. Hoje é um sarcófago à beira da Baía de Guanabara. As obras estão paradas há mais de três anos. A batata quente está nas mãos do Mubadala, o fundo de Cingapura que herdou o hotel. Não por falta de tentativa de se livrar do problema. Em 2014, a suíça Acron comprou o empreendimento para devolvê-lo aos asiáticos poucos meses depois.

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A delação dos irmãos Renato e Marcelo Chebar, operadores financeiros de Sérgio Cabral, promete azedar de vez a situação do cervejeiro Walter Faria. A dupla conhece de cor e salteado os caminhos que ligavam Cabral ao dono da Petrópolis.

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30.01.17
ED. 5549

Crueldade digital

As mídias sociais não perdoam nem seus mitos. Luciano Huck (12 milhões de seguidores) está bombando no Twitter desde a última quinta-feira. Milhares de internautas já reproduziram, com os comentários sarcásticos de praxe, tweet postado pelo apresentador em 2009 rasgando elogios à dupla Sérgio Cabral e Eike Batista.

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25.01.17
ED. 5546

Os olhos de Pedro Parente em Brasília

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, contratou a consultoria Arko, do cientista político Murilo Aragão. Parente é um salto de profissionalismo em tudo que faz. Quando o presidente da estatal era Ademir Bendine, sua assessoria de comunicação, a FSB, acumulava esse serviço. Definitivamente, naquela circunstância, não era a empresa mais adequada para a tarefa, devido a sua proximidade nos casos Lava Jato, Delta, Sérgio Cabral.

Questionado, Bendine dizia que a assessoria era sua, de caráter privado, e não da companhia. Consultada, a FSB confirma “que foi contratada pela Petrobras para prestar serviços de comunicação, monitoramento e análise de conjuntura no âmbito da chamada CPI da Petrobras. O serviço era prestado à empresa e não em caráter pessoal a qualquer executivo.” Parente é diferente.

Não se dissocia da estatal. E tem enorme cuidado com a folha corrida dos que lhe cercam. O executivo aproveitou ainda o convite à Arko para ajustar a operação da companhia em Brasília. Pelo menos uma parte das tarefas do escritório da Petrobras ficará na conta de Murilo Aragão.

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23.01.17
ED. 5544

Silêncio temporário

A defesa de Sérgio Cabral e de Adriana Ancelmo prepara um novo pedido de habeas corpus para os próximos dias. Se não sair, vai ser difícil a dupla manter o voto de silêncio.

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19.01.17
ED. 5542

Procter & Gamble entra na mira do MP do Rio

Mais uma grande empresa caiu na malha fina do Ministério Público do Rio. Os procuradores investigam a Procter & Gamble (P&G) e as circunstâncias que cercam os benefícios fiscais concedidos à companhia no governo de Sérgio Cabral. O primeiro levantamento aponta que a P&G contabilizou R$ 379.155.680,48 em isenções entre 2008 e 2013.

No entanto, há indícios de que esse valor pode ter chegado a quase R$ 1,3 bilhão. A maior parte dos incentivos oferecidos pelo governo Cabral à P&G foi em contrapartida à construção de uma fábrica de cremes dentais em Serópedica, inaugurada em 2015. O investimento girou em torno de R$ 280 milhões.

Ainda durante o governo Cabral, a P&G desembolsou R$ 80 milhões para modernizar unidades em Queimados e Itatiaia, também com benefícios que são alvo de investigação. Procurada, a empresa não se pronunciou até o fechamento desta edição. Ressalte-se que os benefícios concedidos à P&G têm impacto não apenas sobre as contas do estado, mas também dos municípios. Se o valor total das isenções chegar a R$ 1,3 bilhão, significa dizer que as prefeituras do Rio deixaram de receber cerca de R$ 317 milhões a título de repasse dos recursos do ICMS.

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17.01.17
ED. 5540

A viagem de Cabral

Entre as tantas idas e vindas de Sérgio Cabral à Europa, uma em especial prende a atenção do Ministério Público do Rio. Os procuradores investigam os detalhes de uma viagem a Paris em meados de 2012. O então governador embarcou no Galeão, mas teria sido forçado a deixar para trás sua valiosa bagagem de mão.

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12.01.17
ED. 5537

Metrô do Rio empurra a Lava Jato em direção ao Citi

O banco que nunca dorme tem motivos para ficar ainda mais insone. Os trilhos do Metrô do Rio estão conduzindo a Lava Jato na direção do Citibank. Os procuradores de Curitiba, que atuam em parceria com o Ministério Público do Rio de Janeiro, dedicam-se a destrinchar as relações entre Sérgio Cabral e a Opportrans. Trata-se do antigo consórcio que administrou o transporte metroviário na cidade até janeiro de 2009, quando a concessão foi vendida à Invepar.

O que mais intriga a força tarefa da Lava Jato é uma operação consumada em 2007, ano em que o Citi dava as cartas no comando da Opportrans – representado por uma tradicional banca de advocacia –, após romper a sociedade com o Opportunity, em 2005. Na ocasião, o então governador Sérgio Cabral estendeu a concessão do metrô por mais 20 anos, até 2038. Em contrapartida, o consórcio se comprometeu a investir cerca de R$ 1 bilhão na compra de novos vagões. O acordo percorreu um caminho tão sinuoso e desalumiado quanto os túneis do metrô do Rio. Por meio de um Instrumento Particular de Transação, a Opportrans quitou uma antiga dívida do próprio governo do Rio com a Camargo Corrêa, no valor aproximado de R$ 40 milhões. Em troca da gentileza, a empreiteira concordou em retirar as cinco ações judiciais que movia contra o estado.

Outro ponto chama a atenção dos procuradores: o acordo foi publicado no Diário Oficial do Rio de Janeiro ao apagar das luzes de 2007, precisamente no dia 31 de dezembro, uma data mais propícia para abafar do que dar visibilidade ao acerto. Naquele mesmo ano, coincidência das coincidências, o Metrô Rio havia contratado os serviços do escritório de advocacia de Adriana Ancelmo. Todas essas decisões tiveram a anuência do Citi, à época responsável pela administração do consórcio e na linha de frente das negociações com o governo do Rio.

Uma das tarefas da Lava Jato é cruzar os repasses da Opportrans/Citi à Camargo Corrêa com os pagamentos do Metrô ao escritório da então primeira-dama. Mais do que isso: juntar essas peças e confrontá-las com as próprias movimentações financeiras de Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo. Boa parte desse enredo, não custa lembrar, chegou a ser escarafunchada na Operação Castelo de Areia, que tinha como alvo a Camargo Corrêa. No entanto, todos esses fatos foram para o limbo com a anulação das investigações. Agora, o caso ganha um novo tom, com a entrada em cena dos procuradores da Lava Jato e do Ministério Público do Rio. A exemplo do Citi, eles também nunca pregam o olho.

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12.01.17
ED. 5537

O Dia D para os “amigos de Cabral”

O recesso do Judiciário foi providencial para a Secretaria Estadual de Fazenda do Rio. O órgão terá até 23 de janeiro para entregar ao Ministério Público a relação definitiva das empresas que receberam isenções fiscais no governo de Sérgio Cabral. O prazo inicial estava estipulado até 26 de dezembro, mas a Secretária não conseguiu remeter as informações a tempo pela dificuldade em mapear todos os incentivos concedidos – ver RR edição de 19 de dezembro.

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09.01.17
ED. 5534

Delação a caminho 1

Uma cruel contagem regressiva pesa sobre o casal Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo. Quem levantar o dedo primeiro e acertar uma delação premiada inevitavelmente reduzirá o interesse da Justiça pelas revelações do retardatário.

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30.12.16
ED. 5528

Saúde pública

As investigações do Ministério Público do Rio avançam sobre autoridades da área de saúde no governo de Sérgio Cabral. Janeiro não será um mês aconselhado para cardíacos.

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28.12.16
ED. 5526

Austríaca RHI entra no radar da Lava Jato

A Lava Jato está triscando na austríaca RHI, que acaba de se unir à Magnesita para criar a maior fabricante de refratários do mundo. O Ministério Público do Rio, que colabora com a força tarefa de Curitiba nas investigações relacionadas a Sérgio Cabral, apura as circunstâncias dos benefícios tributários concedidos pelo governo do Rio à RHI Refratários Brasil Ltda. Segundo investigações preliminares, a empresa teria recebido 11 isenções fiscais desde agosto, quando a situação nas contas públicas do estado já era calamitosa.

Ressalte-se que o grupo austríaco não tem qualquer site de produção no Rio. Seu próprio centro de decisões no país está sediado em Belo Horizonte. Procurado pelo RR, o governo do Rio disse que não poderia revelar a “quantidade de incentivos” concedidos à RHI “em razão do sigilo fiscal”. A Secretaria de Fazenda informou que a RHI Refratários Brasil “encontra-se enquadrada no Tratamento Tributário Especial (TTE), criado para empresas tipicamente importadoras que utilizam os portos fluminenses”. A RHI, por sua vez, confirmou que possui “Regime Especial de diferimento parcial de ICMS na importação de produtos pelo Estado do Rio.”

Esse Regime Especial, segundo a companhia, “foi diferido em 29 de Julho de 2016 com base na Resolução SEFAZ no 726 de 19 de fevereiro de 2014”. A empresa negou, no entanto, que tenha recebido isenções fiscais do governo fluminense. A RHI disse ainda não ter conhecimento de qualquer investigação sobre seus negócios no Brasil no âmbito da Lava Jato. O fio da meada que o Ministério Público está desenrolando leva a 2011, quando as relações entre a RHI e autoridades do Rio se intensificaram.

Nesse ano, durante o governo de Sérgio Cabral, a empresa anunciou um investimento de 85 milhões de euros na construção de uma fábrica em Queimados, na Baixada Fluminense. A companhia chegou a comprar o terreno, por sinal outro trecho nebuloso na biografia dos austríacos no país. Conforme o RR publicou na edição de 14 de setembro de 2011, a RHI pagou à época R$ 11,7 milhões pela propriedade que, cinco dias antes, segundo registros em cartórios locais, havia sido negociada por apenas R$ 2,5 milhões. O empreendimento foi continuamente adiado.

Em 2012, segundo informação confirmada pela própria companhia ao RR, a RHI suspendeu a instalação da fábrica. Os procuradores têm motivos para acreditar que nem em um século o projeto sairia do papel. A percepção é que a fábrica da RHI nunca passou de um holograma.

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28.12.16
ED. 5526

Réveillon em Bangu

Os advogados de Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo vão tentar até o último instante um habeas corpus para que o casal passe o réveillon em casa. Apenas por dever de ofício. É pouco provável que um juiz de plantão tome uma decisão contrária à dos titulares do TRF da 2a Região, que já negaram outros dois pedidos de soltura.

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21.12.16
ED. 5521

Turma do guardanapo

A expectativa dos advogados de Fernando Cavendish é que o acordo de delação premiada do empreiteiro seja homologado até fevereiro. Ou seja: o inferno de Sergio Cabral e seus pares está apenas começando.

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19.12.16
ED. 5519

Rio é uma amostra da barafunda da renúncia fiscal

O Rio de Janeiro serve como proxy da algaravia de benefícios fiscais que se espalhou indiscriminadamente por todas as unidades da federação e pelo próprio governo federal. O Secretário de Fazenda do estado, Gustavo Barbosa, ainda não atendeu à solicitação do Ministério Público, que reivindicou os dados das empresas enquadradas em regimes tributários diferenciados. Não há nenhuma desobediência ou má vontade de sua parte.

Barbosa e sua equipe simplesmente não conseguem consolidar os números, fechar a lista de favorecidos e calcular o montante da renúncia fiscal. Uma das dificuldades é que o sistema é autodeclaratório, ou seja, as próprias empresas comunicam à Fazenda os benefícios a que têm direito. Este procedimento aumenta consideravelmente a chance de erros na contabilização da Fazenda. Surreal. A discrepância entre os números de parte a parte é mais uma prova da barafunda que cerca programas de desoneração fiscal. O MP estima que, entre 2009 e 2015, a Fazenda do Rio abriu mão de algo em torno de R$ 46,5 bilhões.

Pois bem, só que os dados lançados pelas próprias empresas no Documento de Utilização de Benefícios (DUB) da Secretaria de Fazenda somam, pasmem, um benefício de parcos R$ 138 milhões para o referido período. Ou seja: o equivalente a 0,29% da cifra apurada pelo Ministério Público. O objetivo do Ministério Público é confrontar os setores favorecidos por benefícios fiscais com a relação de empresas que contribuíram para as campanhas de Sergio Cabral ou que mantinham relações próximas com o ex-governador. O caso clássico é o das joalherias, que se esbaldaram em isenções tributárias 24 quilates à medida que enfeitavam mais e mais a ex-primeira dama Adriana Ancelmo.

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13.12.16
ED. 5515

O temor de Sérgio

Sérgio Cabral está aflito com o estado emocional de Adriana Ancelmo. Segundo fonte do RR, o temor de “Serginho” é que, para sair da prisão, ela venha a fazer revelações muito mais comprometedoras.

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12.12.16
ED. 5514

Cabral, Lula e Dilma são os culpados pela tragédia financeira do Rio de Janeiro

Sérgio Cabral é o maior culpado pela tragédia financeira do estado. Vox populi, vox Dei. Quem o condena não é o RR, mas uma sondagem feita por esta newsletter na santíssima trindade dos bairros do Rio – Copacabana, Centro e Méier. Para 62% dos 298 entrevistados, o título de exterminador do estado é de Cabral. O ex-governador recebeu o dobro da votação somada do segundo e do terceiro colocados. Mas novidade mesmo, com todo respeito a Cabral, é o reconhecimento que a população do Rio empresta a Lula e Dilma Rousseff. Os dois são os principais responsáveis pela desgraça financeira do estado na opinião, respectivamente, de 17% e 14% dos consultados.

É a constatação de que verba federal nem sempre traz popularidade. Foram citados ainda Luiz Fernando Pezão (5%) e o prefeito em fim de mandato Eduardo Paes (2%). Sergio Cabral está em todas. Para 56%, o ex-governador é também o maior vilão do Rio. Em segundo lugar, vem Anthony Garotinho, com 16%. Eduardo Cunha recebeu 11% das respostas, seguido do presidente da Alerj, Jorge Picciani (7%). A partir daí, a percepção de vilania começa a ficar mais fragmentada.

Mais uma vez, os entrevistados separaram o criador da criatura: Pezão foi lembrado apenas por 4% dos votantes. Mesmo sem qualquer ingerência direta na administração do estado, Jair Bolsonaro recebeu 3% das menções – talvez numa interpretação mais ampla do termo “vilão”. Eduardo Paes somou apenas 2%. Por fim, a curiosa lembrança de 1% dos entrevistados ao nome de Roberto Jefferson, que hoje  está mais para político aposentado.

Tomando como referência os três maiores vilões do Rio apontados na questão anterior (Sergio Cabral, Anthony Garotinho e Eduardo Cunha),o RR perguntou: “No intervalo de um a cem, quantos anos de prisão cada um destes políticos merece?” Não obstante a inevitável ausência de embasamento jurídico nas respostas, o resultado exprime a revolta e a raiva da população do Rio. É uma métrica da indignação. Na média dos votos, Cabral foi “condenado” a 82 anos de prisão. Já Eduardo Cunha merece 81 anos de cárcere, na opinião dos entrevistados. Garotinho pegou a “pena” mais branda: 78 anos.

Em relação aos agentes privados que, de uma maneira ou de outra, se beneficiaram com as malversações do governo, deu o óbvio. Para 44% dos consultados, quem mais ganhou com a roubalheira do Rio foram as empreiteiras. Em segundo lugar, quase que por osmose, a antiga diretoria da Petrobras, com 15%. Escritórios de advocacia receberam 12%. Para 11% dos entrevistados, quem mais se aproveitou das falcatruas foram as joalherias, como se sabe hoje um segmento que contava com o especial apreço da família Cabral.

Até então tudo razoavelmente dentro do script. O que surge como um ponto fora da curva é a citação à imprensa (12%). A princípio, a resposta pode causar estranheza. Mas as barbaridades estampadas nas páginas dos jornais e noticiadas na TV talvez expliquem, ainda que por um ângulo mórbido, o aumento da audiência. Outras duas áreas de negócio afins com a imprensa também foram citadas: agências de publicidade e agências de comunicação, cada grupo com 3%. Curioso.

Por fim, uma pergunta diretamente relacionada à crise financeira do estado e ao bolso do cidadão: “O estado do Rio deve suspender pagamento da dívida aos bancos até receber recursos do governo federal para resolver a crise?” Dos 298 entrevistados, 72% disseram que sim. Mais impactante, no entanto, é o universo de 28% que preferem ver o governo do Rio pagando aos bancos em vez de segurar os recursos para outras despesas, inclusive pessoal. Talvez seja um indicativo de que as consequências de uma moratória ainda estão vivas na memória de muita gente.

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09.12.16
ED. 5513

A citricultura dos Cabral

Os procuradores do Ministério Público Federal estão levantando os bens de funcionários e ex-funcionários das empresas e residências da família Cabral. Há fortes suspeitas de que o laranjal plantado por Sergio Cabral e sua esposa, Adriana Ancelmo, vá muito além do motorista do casal que, segundo as investigações, “comprou” mais de R$ 4 milhões em jóias.

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06.12.16
ED. 5510

O mapa da mina dos “amigos de Cabral”

O Ministério Público do Rio de Janeiro está montando o quebra-cabeças das empresas que mais receberam benefícios fiscais suspeitos durante o governo de Sérgio Cabral. Parte dos nomes deverá vir à tona ainda nesta semana.

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05.12.16
ED. 5509

Camuflagem

O “limitado” patrimônio dos Cabral tem chamado a atenção dos procuradores da Lava Jato. Dos diversos veículos à disposição de Sérgio Cabral e da família, apenas um está registrado em seu nome, um Hyundai Azera. Adriana Ancelmo, por sua vez, não é proprietária de qualquer automóvel. Já era assim em 2010, quando Cabral se reelegeu para o governo do Rio. Àquela altura, em sua declaração de bens constava apenas um Toyota Corolla, modelo 2006.

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28.11.16
ED. 5504

Petit Napoleon

A convalescença não tem impedido Anthony Garotinho de barbarizar em seu blog. Ele está cavoucando a história de um apartamento em Paris onde Sergio Cabral costumava passar felizes temporadas.

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25.11.16
ED. 5503

Primeira dama

A 1ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal deverá analisar na sessão da próxima quarta-feira o segundo pedido de prisão de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sergio Cabral. A primeira solicitação feita pelo Ministério Público Federal foi negada na semana passada.

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O governo do Rio vai fechar as ruas próximas à Assembleia Legislativa nos dias de votação do pacote de medidas encaminhado pelo Executivo. Os comerciantes da região já estão com a navalha na mão para cortar os pulsos.

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 As lideranças dos movimentos de policiais militares e bombeiros propalam que é crescente a adesão de oficiais das duas corporações aos protestos contra o governo do Rio.

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 A propósito: o deputado estadual e candidato derrotado à Prefeitura do Rio, Marcelo Freixo, pretende falar com os policiais e bombeiros, procurando alguma mediação do pleito dessas categorias. Freixo está vendo um cavalo encilhado passar a sua frente.

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 Ao citar em seu depoimento que Luiz Fernando Pezão era o responsável pela reforma do Maracanã e por outras obras no estado, Sergio Cabral está criando uma nova figura jurídica: o “vice domínio do fato”.

• Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Governo do Rio.

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21.11.16
ED. 5499

Os Cabral

O Ministério Público Federal investiga a denúncia de que o ex-governador Sergio Cabral usou laranjas para comprar um segundo apartamento no luxuoso prédio onde mora no Leblon, no Rio. Diante de tudo que já se sabe sobre Serginho, chega a ser até uma questão prosaica.

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 Em tempo: o governador Luiz Fernando Pezão e a cúpula do PMDB do Rio estão debruçados sobre o que fazer com Marco Antonio Cabral, filho de Sergio Cabral e secretário estadual de Esportes.

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18.11.16
ED. 5498

A dodecafonia do Rio em cinco notas

Periga faltar carcereiro no Rio. Os sete mil servidores da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) ameaçam paralisar suas atividades a partir da próxima semana caso o pagamento dos salários não seja regularizado. Há pelo menos três meses, os funcionários dos presídios do estado vêm trabalhando em menor número nos turnos de revezamento.

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 O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, pretende espremer ao máximo a Cedae. A ideia é lançar mão de uma política emergencial de distribuição de dividendos, com o repasse quase integral do lucro deste ano para o acionista controlador, o governo do Rio. No ano passado, por exemplo, do lucro de R$ 248,8 milhões, a Cedae transferiu ao estado, a título de dividendo, apenas R$ 60 milhões. Os demais R$ 168 milhões foram reinvestidos na empresa. Procurados, o governo do estado e a Cedae não quiseram se pronunciar sobre o assunto.

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 Ainda que convenientemente recluso – o que de nada lhe adiantou –, Sergio Cabral vinha participando ativamente das discussões políticas em torno da grave crise no Rio. Desde o fim de outubro, por sinal, o número de encontros com o governador Pezão caiu consideravelmente à medida que a agenda com o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Jorge Picciani, se intensificou. Os dois se falaram praticamente todos os dias. Agora, a comunicação ficará dificultada.

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 Enquanto o duro pacote de medidas administrativas espera pela votação na Alerj, o governador Pezão pretende anunciar nos próximos dias a extinção de autarquias e superintendências estaduais, entre elas a Suderj, que ficou sem função após a privatização do Maracanã.

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 O carioca reagiu com o habitual tom de chacota à decisão de Jorge Picciani de cercar todo o prédio da Alerj para evitar invasões de manifestantes: “Os deputados estão onde merecem: atrás das grades”.

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Além da estrela maior, o ex-governador Sergio Cabral, o empreiteiro Fernando Cavendish deve arrastar em sua delação uma série de prefeitos do interior do Rio que mantiveram polpudos contratos com a Delta Engenharia. O estrago no PMDB promete ser grande.

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 Sergio Cabral, o governador licenciado Luiz Fernando Pezão e os Picciani têm se esforçado para antever o potencial destrutivo da delação premiada do empreiteiro Fernando Cavendish, ex-Delta. O mais calmo dos três, como sempre, é “Serginho”.

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 Eduardo Paes combinou com o governador Pezão e Sérgio Cabral que deflagrará a campanha de Pedro Paulo à Prefeitura do Rio antes mesmo da Olimpíada.

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 Ao menos no Rio, Dilma Rousseff parece estar com o corpo fechado. Além da tropa de choque formada por Sergio Cabral, Pezão e Eduardo Paes, Dilma tem mantido frequente interlocução com Marcelo Crivella.

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15.09.15
ED. 5206

Serginho voltou

 Dilma Rousseff voltou a conversar bastante com Sergio Cabral. Agora, então, que a Lava Jato arquivou as denúncias contra o ex-governador, a interlocução só tende a crescer.

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Foi Sergio Cabral quem convenceu Eduardo Cunha a ter uma conversa com Dilma Rousseff. Cunha ligou, então, para a presidente e disse que ela ficaria mais à vontade se, para todos os efeitos, o convite para a reunião partisse do próprio Planalto. Feito isso, poucas pessoas no Palácio tiveram conhecimento do encontro. Algumas horas depois a conversa estava no noticiário. Nesse caso, há dois vazadores em potencial: um é o próprio Cunha; o outro, o bigode mais indiscreto da República.

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17.11.14
ED. 5002

Joaquim Levy é o “Trabuco” possível para a Pasta da Fazenda

Talvez o verdadeiro “Luiz Carlos Trabuco” – leia-se um nome para o Ministério da Fazenda egresso do mercado, com o aval de Lula e capaz de mexer com as expectativas do empresariado – esteja, sim, no próprio Bradesco, mas alguns degraus abaixo da presidência do banco. Joaquim Levy, diretor-superintendente da Bradesco Asset Management (BRAM), surge como um candidato de algibeira a substituir Guido Mantega. Aos olhos do mercado, a indicação seria vista como uma guinada de 180 graus em relação a  chamada nova matriz econômica, uma política caracterizada por estímulos fiscais, crédito abundante a juros subsidiados e taxa de câmbio controlada. Seria praticamente um sinônimo de cumprimento da meta fiscal. Levy foi um dos mais ortodoxos secretários do Tesouro Nacional, cargo que ocupou no primeiro mandato de Lula. Durante os três anos de sua gestão, o superávit primário se manteve, na média, acima de 3,5% do PIB. Desde então, o mais perto deste patamar que o resultado fiscal chegou foi em 2008 (3,4%). A escolha de Joaquim Levy cumpriria um novo requisito vazado pelas hostes palacianas: o de que o novo ministro da Fazenda não consta da lista de quase duas dezenas de nomes cogitados e badalados nas últimas duas semanas. Levy é o que pode se chamar neste momento de outsider. Está longe dos refletores e distante das páginas de jornais. Além da gestão no Tesouro Nacional, Levy carrega ainda em seu currículo uma bem-sucedida passagem pela Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro no primeiro mandato de Sergio Cabral. Na ocasião, ele conduziu um forte ajuste das contas públicas, período marcado pelo expressivo aumento da arrecadação fiscal. A fonte do RR ressalta que, se Levy chegar a  Esplanada dos Ministérios, ele deve assumir o cargo munido de sal grosso e água benta e se dirigir, primeiro, ao gabinete de Arno Augustin. É lá que está concentrada toda a magia negra da contabilidade criativa.

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14.10.13
ED. 4755

Múltipla escolha

Wagner Victer, presidente da Cedae, já teria uma cadeira esperando por ele na iniciativa privada. Em janeiro de 2015, poderá desembarcar em um grande grupo internacional da área de energia com negócios no Rio de Janeiro. Isso, claro, se não permanecer no governo. Quem trabalhou com Anthony Garotinho e Sergio Cabral pode perfeitamente se entender com Lindbergh Faria. Ou matar as saudades do próprio Garotinho.

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25.04.13
ED. 4635

Letal wheapon

A Glock, produtora de uma pistola considerada a Ferrari do mercado de armas leves, vai abrir uma fábrica no Rio. O empreendimento tem o apoio do governador Sergio Cabral. Afinal são mais armas e de boa qualidade. Viva Rio! Viva Rede Globo!

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18.03.13
ED. 4608

Transnordestina

O orçamento para a construção da Transnordestina sofreu a enésima revisão: passou de R$ 7,2 bilhões para cerca de R$ 8 bilhões. Daí a dizer que Benjamin Steinbruch vai desembolsar esta quantia já são outros quinhentos. Se Dilma Rousseff cantasse a mesma toada do governador Sergio Cabral, cortava os incentivos do Barão Steinbruch.

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29.11.12
ED. 4538

Marca do pênalti

Na esteira da redução das tarifas de energia, a Eletrobras está passando a navalha em seu plano de marketing para 2013. Os cortes mais drásticos deverão atingir os patrocínios culturais e esportivos. Um exemplo: não há Lula, Sergio Cabral e Eduardo Paes que faça a estatal renovar o contrato com o Vasco, que vence em junho do ano que vem.

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16.10.12
ED. 4508

Refinaria de Manguinhos S/A

Dependendo de como for feita a desapropriação da Refinaria de Manguinhos S/A, anunciada no último domingo pelo governador Sergio Cabral, analistas de mercado avaliam que pode ser um excelente negócio para os acionistas controladores da companhia. Manguinhos registrou no último balanço um patrimônio líquido negativo de R$ 343 milhões e um prejuízo acumulado até junho de R$ 143 milhões.

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08.02.12
ED. 4347

O Rio unido pela bolsa de commodities

A bolsa de derivativos de commodities é um passarinho que está batendo na janela do governador Sergio Cabral e pedindo para entrar. Por enquanto, apenas uma fresta está aberta. Mas só se Cabral tiver planos de divórcio da carreira política e da gestão pública não transformará a oportunidade em bandeira do seu governo. Quem avisa amigo é. O governador Geraldo Alckmin já articula conversações com a BM&F Bovespa. Mas trazer a bolsa para o Rio tem um inestimável valor simbólico, maior até do que o propriamente econômico. Explica-se: a Bolsa de Valores do Rio acabou raptada para São Paulo, deixando o estado órfão do seu templo das finanças cariocas. Foi uma das perdas mais sentidas do Rio. Quem quer agora criar a bolsa de derivativos de commodities é a presidente Dilma Rousseff, com quem Cabral tem boa interlocução. O pleito deveria copiar o modelo americano, no qual a Bolsa de Nova York funciona no estado de mesmo nome e a de contrato futuro de commodities, em Chicago. No Rio, já estão a Vale, a EBX, a Petrobras, e viriam empresas de grão, celulose, algodão e alimentos. São Paulo que fique com a BM&F Bovespa! Cabral, por circunstância da fortuna, tem o pré-sal submerso em águas do estado, o fenômeno Eike Batista, que, no momento, viabiliza a implantação do maior projeto portuário do Brasil, o condomínio de logística multimodal que está sendo construído em Cabo Frio, o Porto Maravilha, o boom da indústria hoteleira, a Copa do Mundo e a Olimpíada. Só falta mesmo resgatar a Bolsa. Esperase virilidade do rapaz, no bom sentido, é claro.

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21.11.11
ED. 4290

Cemig e Light são fios a unir Aécio e Cabral

Cemig e Light tornaram-se os elos para uma elétrica coalizão político-societária. De um lado, Aécio Neves; do outro, Sergio Cabral. A distribuidora mineira está preparando o terreno para incorporar a empresa fluminense, sua controlada. Para todos os efeitos, o projeto de fusão leva a assinatura do atual governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia. No entanto, do lado das alterosas, o real protagonista deste enredo é seu antecessor, Aécio Neves, que, aos olhos do mercado, continua a deter o mando dentro e fora do campo na Cemig. O governo mineiro certamente tem um rosário de razões econômico-financeiras para promover a fusão entre as duas empresas – ganhos fiscais, aumento de escala, enxugamento administrativo, entre outras vantagens de praxe. No entanto, a incorporação da Light talvez tenha maior impacto no tabuleiro político do que em termos de gestão das duas distribuidoras, que, de certa forma, já obedece a um sistema nervoso central. A operação colocaria lado a lado Aécio e Cabral, não obstante os diferentes distintivos partidários, uma dobradinha eleitoral de respeito, seja para 2014 ou, quiçá, 2018 – afinal, ambos têm o tempo e a idade a seu favor. No fiel da balança, existe um notório desequilíbrio entre os dois. No que diz respeito aos desígnios da Cemig, Aécio tem tudo numa mão e mais um pouco na outra. Já Sergio Cabral leva quase nada nas duas. O governo do Rio nem sequer é mais acionista da Light. Ainda assim, não se pode desprezar o poder de barganha de Cabral. Não obstante a privilegiada posição da Cemig como acionista majoritária, difícil imaginar que o governo mineiro junte os fios das duas empresas de costas para os interesses do mandatário fluminense. É o tipo da operação cujo êxito, em todos os sentidos, está vinculado a uma bem azeitada composição política. Até porque é de se esperar que o governador do Rio terá, ainda que simbolicamente, algum tipo de ascendência sobre as operações da companhia no estado. Ou seja: é praticamente impossível dissociar a fusão entre Cemig e Light da fusão entre Aécio e Cabral. Em tempo: é importante enfatizar que toda esta operação conta com a simpatia de um personagem-chave. Acionista da Cemig, Sergio Andrade, que já é unha e carne de Aécio, passaria a ter no seu time não apenas um, mas dois fortes líderes políticos, bons de voto e potenciais candidatos a  Presidência da República. Independentemente desta costura política e do ponto futuro onde Aécio Neves e Sergio Cabral poderão se encontrar, no dia a dia da Cemig e da Light o processo de fusão já começou. Ao menos no que diz respeito a  gestão da distribuidora fluminense. Desde que foi vendida a  estatal mineira, como era de se esperar, a Light perdeu muito da sua autonomia administrativa. Ainda assim, o presidente da empresa, Jerson Kelman, conseguiu manter um certo raio de ação. Nos últimos meses, no entanto, Kelman se tornou um executivo engessado. Não consegue avançar mais um milímetro sem a anuência do presidente da Cemig, Djalma Moraes. O processo de fritura parece incontornável. Segundo uma fonte de mil megawatts da própria Cemig, o governo mineiro já traçou o destino de Jerson Kelman. A intenção é tirá-lo do cargo no início de 2012. Ele será substituído por um executivo de menor expressão, que atuará como uma espécie de gerente-geral da Light. Será uma gestão de transição já com vistas a  fusão.

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09.08.11
ED. 4220

Caça Á  raposa

Todos dizem -eu te amo- para a Foxconn. Além de São Paulo, os governos de Pernambuco e Rio Grande do Sul estão movendo mundos e, sobretudo, fundos para atrair a empresa. Tarso Genro já fez chegar ao grupo uma proposta oficial, com benefícios fiscais e contrapartidas em infraestrutura. O próximo da lista é Sérgio Cabral.

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28.06.11
ED. 4190

Lula

Lula está ouriçadíssimo para defender Sergio Cabral da campanha difamatória que vem sendo promovida pela imprensa. De repente, vem ao Rio só para isso.

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14.01.11
ED. 4079

A maçã

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, está acionando todas as suas conexões para marcar um encontro com o fundador da Apple, Steve Jobs. Mercadante sabe do interesse norte-americano em instalar uma fábrica do iPad no Rio de Janeiro e não quer ficar em segundo plano. Vai sair na frente antes que Sergio Cabral se apresente.

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