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35  resultados para Brasil Kirin

Assuntos sugeridos

Notícias encontradas

12.01.18
ED. 5785

Sangue, suor e lágrimas

Desde maio, quando assumiu formalmente as operações da Brasil Kirin no Brasil, a Heineken já teria decepado cerca de 10% das despesas operacionais da empresa. E é só o começo da navalhada. Para o paladar dos holandeses, a japonesa Kirin deixou uma estrutura de custos excessivamente pesada.

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15.09.17
ED. 5705

Velha Schin

A Heineken vai ter de suar hectolitros para colocar a antiga Brasil Kirin nos eixos. As marcas compradas do grupo japonês, encabeçadas pela Schin, acumularam entre janeiro e agosto uma queda de vendas superior a 20%. Podia ser pior. No segundo trimestre, especificamente, a retração passou dos 35%.

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19.07.17
ED. 5664

Desconstrução

A Heineken está promovendo um bota-abaixo na operação da antiga Brasil Kirin. Além da fábrica de Gravataí (RS), o plano dos holandeses prevê o fechamento de mais de três unidades – a primeira delas deverá ser a de Horizonte (CE). A Heineken se livra de máquinas, concreto e também de gente. Já demitiu 18 executivos da Brasil Kirin.

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05.04.17
ED. 5593

AmBev segura preço com rédea curta

Nada como a concorrência. Segundo relatório recém-elaborado pelo Bradesco, ao longo de 2016 a AmBev reajustou seus preços em apenas 1%. O índice ficou abaixou do aumento promovido pela Heineken (2%) – ambos bem inferiores à inflação de 2016 (6,29%). Como se não bastasse este confronto direto, que ganhou mais levedura com a venda da Brasil Kirin para os holandeses, a empresa de Jorge Paulo Lemann está segurando seus preços na tentativa de recuperar o terreno perdido em 2016. No ano passado, a AmBev amargou uma redução das vendas de 6,6% e uma queda de market share de 67,5% para 66,3%. Parte do mercado que deixou pelo caminho foi absorvida pela própria Brasil Kirin, que aumentou o volume de cerveja comercializado em 1,3%. Vale lembrar que cada pontinho percentual perdido representa mais de R$ 800 milhões de receita anual que escorrem pelo ralo.

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22.03.17
ED. 5583

Ambev de porre

A Ambev, que detém 66% de market share no país, entrou com uma representação no Cade reclamando que a Heineken vai concentrar mercado após a compra da Brasil Kirin. Non sense puro. A Heineken vai ficar com um pouquinho mais de 19%. Se continuar disparatando, a Ambev vai acabar acusando a Cervejaria Piau, do Piauí, de alcançar 0,111111% de mercado.

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09.03.17
ED. 5574

Heineken sobe a temperatura do mercado cervejeiro

A aquisição da Brasil Kirin é o ponto de partida do grande projeto de expansão da Heineken no mercado brasileiro, que passa por expressivos investimentos em distribuição, expansão da rede de re-venda e consolidação de ativos. A companhia adotará uma estratégia de marketing mais agressiva, focada nos pontos de venda, com o intuito de disputar espaço consumidor a consumidor. Não é para menos: cada ponto a mais de market share no setor significa uma receita anual próxima dos R$ 800 milhões.

No entanto, para matar a sede dos holandeses no mercado brasileiro só mesmo com novas aquisições. Neste caso, todos os caminhos apontam na direção da Petrópolis. A companhia é vista como uma presa enfraquecida por uma conjunção de fatores. Habituada a disputar a vice-liderança do setor, a fabricante da Itaipava ficou em uma posição difícil. Com aproximadamente 13% de share, viu a Heineken abrir uma boa distância ao saltar de 9% para 17%. Outro ingrediente nessa levedura é a Lava Jato.

O avanço das investigações sobre Walter Faria e a Petrópolis fragiliza a companhia e pressiona o empresário a deixar o negócio. Ressalte-se que os problemas fiscais de Faria vão muito além da Lava Jato. Uma eventual aquisição da Petrópolis pela Heineken criaria uma circunstância até pouco tempo inimaginável, com o surgimento de um concorrente capaz de arranhar a condição de quase monopolista da Ambev.

Até porque a cervejeira de Jorge Paulo Lemann e cia. tem contribuído para esse cenário com seus próprios erros estratégicos. Há sete anos, segundo a Nielsen, a Ambev dominava 70% das vendas de cerveja no Brasil. De lá para cá, seu market share caiu para 66%. Há controvérsias. De acordo com os dados do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe), da Receita Federal, sua participação não passa de 58%. No caso de compra da Petrópolis, a Heineken passaria a ser uma “Meia Ambev”, com 30% do mercado.

A Ambev corre sério risco de ver essa diferença cair ainda mais caso não resolva problemas crônicos. Segundo relatório do analista Carlos Laboy, do HSBC Securities, divulgado no dia 2 de março, a “estratégia de marketing adotada pela companhia nos últimos anos fracassou no sentido de convencer os consumidores sobre o valor e a diferença das marcas”. Na sua avaliação, a “empresa se recusa a admitir as falhas mercadológicas, se limitando a classificar a situação como temporária”.

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07.03.17
ED. 5572

Uma cerveja que vale ouro

Há apenas quatro meses no cargo, a vice-presidente de marketing da Pepsico no Brasil, Daniela Cachich, tem sido intensamente cortejada por head hunters. De onde vêm os caçadores? No setor, há quem diga que a AmBev pagaria o que fosse para ter a executiva que até outubro do ano passado comandava toda a estratégia de vendas da Heineken no Brasil. Ainda mais agora que os holandeses compraram a Brasil Kirin.

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24.02.17
ED. 5568

Água mineral não é com a Heineken

A Heineken já bateu o martelo: vai vender a operação de água mineral da Brasil Kirin, um negócio que não representa nem 10% do faturamento da companhia e passa longe do core business dos cervejeiros holandeses.

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09.01.17
ED. 5534

Petrópolis busca seu prêmio de consolação

A Petrópolis vem mantendo conversações para a compra da cervejaria Cerpa, do Pará, controlada pela família Seibel. A empresa está avaliada em aproximadamente R$ 600 milhões. A investida da Petrópolis é uma reação, ainda que mais modesta, à iminente venda da Brasil Kirin para a Heineken – conforme antecipou o RR na edição de 24 de agosto do ano passado. Caso a operação se confirme, os holandeses vão assumir a vice-liderança do mercado cervejeiro nacional, tomando o lugar da empresa de Walter Faria.

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30.12.16
ED. 5528

RR escreve certo em um ano de linhas tortas

No dia 4 de julho, o Relatório Reservado foi a primeira publicação a cravar que haveria uma segunda rodada de repatriação de recursos. Na ocasião, quando as estimativas mais otimistas giravam em torno dos R$ 30 bilhões, o RR informou também que Henrique Meirelles trabalhava com uma projeção acima de R$ 50 bilhões para o total arrecadado com a tributação dos recursos trazidos de volta ao país. Dito e feito! Estas foram apenas algumas das inúmeras informações que o assinante do RR soube na frente ao longo de 2016.

Durante o ano, em 247 edições, a newsletter publicou 2.584 notas e matérias. Desse total, 81% das notícias veiculadas se consumaram ou, ao menos, foram alvo de especulação na mídia. As informações que não se confirmaram posteriormente podem ser atribuídas, em grande parte, ao espírito agressivo da publicação e à busca da informação exclusiva na sua gênese, por vezes no limiar entre o fato e a boa especulação. O Relatório Reservado é adepto da máxima de Samuel Beckett: “Tente de novo, erre de novo, erre melhor”. Este foi o ano em que a política obscureceu a economia, o que se refletiu no noticiário do Relatório Reservado. Em 2016, a newsletter acompanhou amiúde o processo de impeachment de Dilma Rousseff, a chegada ao Poder de Michel Temer e de seu governo sub judice, as delações da Lava Jato que fizeram Brasília tremer.

Ainda nas raias da macroeconomia, o RR antecipou uma série de medidas que viriam a ser anunciadas ou, ao menos, estudadas pelo governo, como desonerações fiscais, securitização da dívida ativa, suspensão temporária do pagamento das dívidas das unidades federativas com os bancos públicos federais no âmbito de uma “Lei de Recuperação Judicial” para os estados – esta última tema de reportagem na edição de 5 de dezembro. Na edição de 2 de março, ainda no governo Dilma Rousseff, o RR informou que o Congresso aprovaria o projeto de lei do senador José Serra desobrigando a Petrobras de participar de todas as concessões no pré-sal. A estatal, aliás, foi a companhia mais mencionada na publicação em 2016, com 145 citações.

O RR publicou, com exclusividade, algumas das primeiras medidas adotadas por Pedro Parente na empresa, inclusive com a criação de novos instrumentos de compliance. No dia 16 de junho, a newsletter antecipou que GP Investimentos, Advent e a suíça Vitol haviam apresentado propostas para comprar uma participação minoritária na BR Distribuidora. Menos de uma semana depois, o próprio Parente confirmaria o recebimento das ofertas. Ficou o dito pelo não dito. O modelo de venda da BR foi revisto, o processo, reaberto e, até agora, nem sinal de que a operação vá sair do papel. Em 2016, apesar da abulia generalizada do empresariado, o RR seguiu de perto Jorge Paulo Lemann, Abilio Diniz, Benjamin Steinbruch, Roberto Setubal, entre outros nomes que comandam, do lado privado, a economia nacional. Cobriu no detalhe do detalhe a área de infraestrutura, as concessões e “desconcessões” do setor, o desmonte da indústria da construção pesada e a desmobilização de ativos da Camargo Corrêa.

Em um ano pautado por estratégias defensivas, suspensão de investimentos e seguidos passos para trás, é sintomático que algumas operações de M&A antecipadas pelo Relatório Reservado e posteriormente tratadas pela mídia tenham, ao menos por ora, ficado no quase, casos da venda da participação da OAS na Invepar para a Brookfield e da negociação dos ativos da japonesa Kirin no Brasil. A etapa que se encerra, no entanto, não foi feita apenas de recuos. Pelo menos não no caso do próprio Relatório Reservado. 2016 foi o ano em que o RR intensificou sua presença nas redes sociais, reformulou seu site e lançou um novo layout em sua versão newsletter, agora com duas páginas e mais informações diárias. Que venha 2017!

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13.12.16
ED. 5515

Crescer para vender

A Brasil Kirin segue com a arrumação da casa para a negociação do controle. A ordem entre os nipônicos é ampliar as vendas de bebidas não alcoólicas, que têm apresentado resultados melhores do que cerveja. Segundo fonte muito próxima do grupo, a Brasil Kirin já teria feito uma oferta pela cearense Ducoco, segunda maior do setor de água de coco, com 15% de participação. Procurada, a cervejeira limitou- se a registrar que mantém uma parceria operacional com a Ducoco, mas não se pronunciou sobre a negociação. Já a Ducoco disse “desconhecer a operação”.

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 O ex-governador de Sergipe Albano Franco negocia a recompra da cervejaria Nobel, vendida em 2007 para a então Schincariol, hoje Brasil Kirin. A empresa, que tem uma fábrica em Pernambuco, está avaliada em aproximadamente R$ 200 milhões. • As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Grupo Albano Franco e Brasil Kirin

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24.08.16
ED. 5440

Brasil Kirin escorre do copo da Petrópolis

 Walter Faria, do Grupo Petrópolis, não perdeu tempo. Conclamou o bravo ragazzo Gino de Domenico para preparar uma oferta de compra da Brasil Kirin. A missão é tentar impedir o que já é visto no mercado como inevitável: a venda da fabricante nipônica para a Heineken. Domenico conhece muito bem a cervejeira de Itu (SP) – foi presidente de 2012 até 2015. A essa altura conta menos o legado deixado pelo executivo na Brasil Kirin, o pior da história da empresa nipoituense. A Kirin pegou a rebarba. Desde 1949, quando foi listada na Bolsa de Tóquio, não reporta um prejuízo anual. Em 2015, o grupo estreou suas contas no vermelho devido às perdas no Brasil. A função do executivo é revelar os números que muitas vezes se escondem no balanço. Consultada, a Petrópolis negou a contratação de Domenico, mas nada declarou sobre a oferta de compra. Conforme informações filtradas da própria empresa pelo RR, a proposta de aquisição deverá ser feita este mês.  O aparecimento da Heineken derrubou os planos de Faria. Ele negociava a compra das fábricas da Brasil Kirin de Horizonte, no Ceará, e de Alexânia, em Goiás. Apostava que dessa forma sugaria aos poucos os ativos e teria a faca e o queijo para levar o restante. Ele terá de mudar a estratégia, pois enfrentará uma multinacional com caixa para comprar tudo e ainda tirar da Petrópolis o segundo lugar no ranking. Heineken e Brasil Kirin terão juntas 18% de participação, contra 13% da Petrópolis.

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02.08.16
ED. 5424

Briga doméstica

 Não bastassem os intermináveis problemas financeiros e operacionais da Brasil Kirin, o grupo ainda encontra tempo para arrumar mais complicações. A diretoria da ex-Schin decidiu que vai assumir boa parte da distribuição de bebidas no país, no lugar dos distribuidores terceirizados. Já há uma legião de parceiros empunhando suas katanas.

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28.06.16
ED. 5399

Fundo do copo

 A Brasil Kirin decidiu enterrar aos poucos a marca de cerveja Devassa. De lambuja, deverá passar adiante a rede de cervejarias com o mesmo nome, presente em 14 estados do país. O primeiro passo já foi dado com o fim da versão popular da Devassa, chamada de Bem Loura.

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25.05.16
ED. 5376

Cerveja quente

 Após vender a fábrica de Cachoeiras do Macacu (RJ) para a AmBev, a Brasil Kirin está colocando mais dois ativos sobre o balcão: as unidades de Caxias (MA) e Igarassu (PE). No ano passado, não custa lembrar, a cervejeira fez uma baixa contábil de quase R$ 4 bilhões. É por essas e outras que muitos no mercado apostam que os japoneses estão arrumando a casa para deixar o Brasil. A seguinte empresa não comentou o assunto: Brasil Kirin.

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 No momento em que a Brasil Kirin perde mercado e a Petrópolis cai no copo de Sergio Moro, a alemã Paulaner tenta ganhar espaço no mercado brasileiro. A estratégia da cervejeira passa pela abertura de quiosques em shoppings nas principais capitais do país.

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04.04.16
ED. 5340

Brasil Kirin

 Nos três primeiros meses do ano, o faturamento da Brasil Kirin despencou quase 20% em relação a igual período de 2015. No ano passado, a cervejeira já teve de engolir a seco uma baixa contábil de R$ 3,8 bilhões. É por essas e outras que muitos no mercado apostam que os dias dos japoneses no Brasil estão contados. Procurada pelo RR, a Brasil Kirin não comentou o assunto.

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16.03.16
ED. 5328

Walter Faria prepara o trono para a filha

  Na segunda maior cervejeira do país, a palavra “sucessão” ainda é pronunciada com extrema cautela, quase aos sussurros – mesmo porque são muitas as leveduras que podem interferir na fermentação deste processo. No entanto, salta aos olhos dos executivos da companhia a rápida ascensão de Giulia Faria, filha de Walter Faria, no comando do Grupo Petrópolis. Em um espaço de tempo razoavelmente curto, a empresária de 24 anos teria ampliado seu raio de ação na gestão dos negócios, ainda que, em alguns casos, dividindo espaço com outros diretores ou com o próprio pai. Antes restrita à área de marketing, onde deu seus primeiros passos na Petrópolis há pouco mais de dois anos – hoje, todas as campanhas publicitárias passam pelo seu crivo –, Giulia estaria à frente dos planos de expansão da empresa em novos segmentos, notadamente o de cerveja premium. Walter Faria também a teria encarregado de buscar novas marcas no exterior, sobretudo nos Estados Unidos. Se o objetivo do empresário é submeter a filha a uma espécie de vestibular de gestão, deu-lhe uma prova na qual executivos bem mais experientes já fracassaram. A Petrópolis praticamente inexiste no segmento de cervejas premium, no qual a empresa acumula alguns fracassos. O mais recente foi a tentativa de uma parceria com a SABMiller para engarrafar marcas da companhia no país. No meio do caminho, a cervejaria sul-africana foi comprada pela AmBev e as negociações viraram espuma.  Gradativamente, Walter Faria também teria dividido com a herdeira a responsabilidade de capitanear a expansão territorial da Petrópolis, com foco no mercado nordestino. Ao lado do pai, Giulia Faria vem participando das negociações com prefeitos na escolha do local que abrigará a terceira fábrica da empresa na região – o Ceará é o candidato mais forte. Em dois anos, a cervejaria instalou suas duas primeiras unidades industriais no Nordeste, uma em Alagoinhas (BA) e outra em Itapissuma (PE). Aquele é um pedaço do mapa estratégico para o grupo: no ano passado, a empresa teve um crescimento na região superior a sua performance no restante do país. Em pouco mais de um ano, pulou de 9% para 15% de share, tomando mercado principalmente da Brasil Kirin.  Procurada, a Petrópolis nega que exista qualquer processo de sucessão em curso. Afirma também que Giulia segue circunscrita ao marketing. Talvez o marketing tenha engolido outras áreas da empresa, o que explicaria a constante presença da executiva em reuniões das quais não costumava participar, com distribuidores, bancos e possíveis parceiros. A escalada de Giulia Faria na gestão da Petrópolis suscita diferentes interpretações mesmo entre privilegiados espectadores do processo. Há quem diga que tudo acontece dentro do tempo natural das coisas, de acordo com os planos e o ritmo traçados por Walter Faria. Neste caso, sequer passaria pela cabeça do empresário deixar a linha de frente da gestão, mesmo porque a Petrópolis tem suas sutilezas e particularidades – caso, por exemplo, das relações comerciais com os distribuidores, um caminho cheio de atalhos e trilhas que só o patriarca sabe percorrer. Para outros, no entanto, tudo se deu de forma rápida demais. É como se Walter Faria tivesse a firme preocupação de acelerar o ciclo de maturação da herdeira, antevendo um tempo, neste momento de ciladas mil para o empresariado brasileiro, em que ele próprio possa não estar pessoalmente à frente dos negócios.

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28.01.16
ED. 5297

Água sem gás

 A Brasil Kirin procura um comprador para a sua divisão de água mineral, reunida na marca Água Schin. Procurada pelo RR, a empresa negou a venda, mas o que se diz na empresa é que ela está com a garganta seca.

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07.12.15
ED. 5263

Copo duplo

 Empenhada em impulsionar sua presença no Nordeste, a CBBP, dona da cerveja Proibida, tem interesse na fábrica da Brasil Kirin em Alagoinhas (BA). A unidade funciona em marcha lenta e, recentemente, cerca de 200 funcionários foram demitidos. A seguinte empresa não retornou ou não comentou o assunto: CBBP

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22.05.15
ED. 5126

Brasil Kirin

Sempre que se debruçam sobre o seu mapa de negócios no país, os japoneses da Brasil Kirin apontam para a cidade de Caxias (MA) e se perguntam: “Será mesmo que ainda precisamos daquela fábrica?” A tal fábrica opera com quase 40% de ociosidade. Formalmente, a Brasil Kirin nega a desativação da fábrica.

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16.04.15
ED. 5102

Cerveja com coco

O “acordo de distribuição” entre a Brasil Kirin, dona da Schincariol, e a Ducoco é um namoro que já nasceu com casamento marcado. Segundo uma fonte sentada a  mesa de negociações, os japoneses teriam assegurado uma opção de compra da fabricante de água de coco cearense. Oficialmente, a Brasil Kirin nega a intenção de adquirir o capital da Ducoco.

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24.03.15
ED. 5086

Day after

A Kyowa Hakko, um dos maiores laboratórios farmacêuticos do Japão, pretende investir no Brasil. A empresa já tem alguma familiaridade com o país. Pertence a  Kirin Holdins, controladora da cervejaria Schincariol.

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27.01.15
ED. 5049

Cerveja no balcão

A Brasil Kirin tem planos de se desfazer da rede de cervejarias Devassa. As vendas da marca crescem a um ritmo abaixo das expectativas do grupo nipônico. Oficialmente, a Brasil Kirin nega a operação.

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21.01.15
ED. 5045

Início do fim?

A Cerpa negocia com a Brasil Kirin um acordo de compartilhamento de suas unidades industriais. Entre outras bebidas, o grupo japonês poderá produzir a cerveja Schincariol nas fábricas da companhia paraense. A Cerpa trata o negócio como uma mera parceria. No entanto, mesmo os executivos mais antigos da empresa enxergam o acordo como o primeiro gole para a posterior venda da cervejaria.

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21.08.14
ED. 4940

Brasil Kirin tem muita sede pelo mercado de água mineral

A Brasil Kirin, dona da Schincariol, vai mergulhar no mercado de água mineral. Ao contrário da família Schincariol, que criou uma marca própria e apostou no crescimento orgânico, os japoneses estão convictos de que o grande salto no setor só virá com uma agressiva estratégia de aquisições. O grupo trabalha com dois cenários: negociar separadamente a compra de fabricantes regionais – um nome cogitado é do paranaense Ouro Fino – ou partir para uma única e grande aquisição, capaz de sacudir o mercado. Segundo o RR apurou junto a fontes ligadas a  Brasil Kirin, entre repetidos tiros com uma arma de menor calibre ou o uso de munição pesada, os japoneses pendem para a segunda opção. Neste caso, uma possibilidade sobre a mesa seria uma aquisição, em pele de fusão, com o Grupo Edson Queiroz, dono das marcas Indaiá e Minalba. A operação reduziria consideravelmente o gás da concorrência. Juntas, Brasil Kirin e Edson Queiroz passariam a ter cerca de 20% das vendas de água mineral no país. Tratando-se de um setor tão pulverizado como esse, seria uma enxurrada de Market share. Para se ter uma ideia, a própria Ouro Fino, que passaria a ser o segundo maior player, tem apenas 3% do mercado nacional. Os japoneses podem até nutrir alguma pontinha de dúvida sobre a melhor estratégia para crescer no mercado brasileiro de água mineral. No entanto, de uma coisa eles estão certos: na atual toada, nunca conseguirão matar a sede de se tornar o líder do setor. Desde que comprou a Schincariol, em 2011, a Brasil Kirin permanece estagnada, com aproximadamente 2,5% de market share. Suas vendas têm aumentado, em média, 10% ao ano; o mercado como um todo cresce o dobro. Minalba e Indaiá trariam a participação que os japoneses tanto almejam. Por sua vez, a Brasil Kirin daria ao Grupo Edson Queiroz, cujas vendas estão concentradas no Nordeste, uma estrutura industrial e uma rede de logística que os cearenses jamais tiveram. Os japoneses controlam 13 fábricas em todo o país.

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08.08.14
ED. 4931

Bar da casa

Walter Faria quer se sentar no seu próprio botequim. A Cervejaria Petrópolis planeja montar uma rede de bares no modelo da Devassa, controlada pela Brasil Kirin.

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21.05.14
ED. 4875

Nem Engov alivia a dor de cabeça da AmBev

A AmBev vive seu annus horribilis. Acostumada a colecionar resultados invejáveis e trabalhar com expectativas crescentemente favoráveis, a companhia já antecipa uma ressaca no seu porvir. Os motivos para essa sensação de náusea são variados: sucessivas quedas de market share, iminente perda de rentabilidade na esteira do inevitável aumento da tributação sobre o setor e o risco cada vez maior da inclusão de imagens impactantes nos rótulos de bebidas alcoólicas. Está escrito nas estrelas que as garrafas e latas de cerveja virão acompanhadas de ilustrações que remetem a desastres de carro, tetraplegia, cirrose, violência doméstica, entre outras situações que associam o consumo de bebida ao sofrimento humano. A AmBev lida com essa perspectiva de dias menos prósperos e virtuosos ainda embriagada pelos resultados positivos, além da promessa de muita espuma na Copa do Mundo. No primeiro trimestre do ano, a empresa reportou lucro de R$ 2,6 bilhões, um aumento de 9,5% sobre igual período em 2013. Parece um desempenho muito alvissareiro, mas não é, devido a  modesta base de comparação: entre janeiro e março do ano passado, os ganhos subiram apenas 1,3%. Por ser uma empresa-baleia, parece que a AmBev só faz crescer. Mais uma vez, as aparências enganam. As concorrentes no Brasil têm mordido pedacinhos da cervejeira ano após ano. No início dos anos 2000, a AmBev chegou a ter mais de 72% das vendas de cerveja em todo o país. Os adversários, contudo, foram se fortalecendo, particularmente a dupla Petrópolis/Kirin. De 2011 para cá, somente a fabricante da Itaipava comeu um ponto percentual de market share da líder do setor. Para se ter uma ideia do que representa essa canibalização, apenas entre 2011 e 2013, a fatia de mercado da AmBev recuou de 69,5% para 67,5%. Parece pouco. Nova ilusão. Cada ponto percentual perdido equivale a quase R$ 200 milhões a menos no copo. Esse horizonte bastante nublado tem piorado ainda mais o ambiente no “chão de fábrica”. O modelo de gestão e produtividade da AmBev, decantado nos MBAs da vida, é ótimo para o andar de cima, mas horrível para o pessoal da “senzala”, como os funcionários se referem a si próprios. As exigências para a geração de resultados criam um estado emocional danoso, responsável pela máxima de que quem está fora dá um dedo para entrar na AmBev, mas quem está dentro dá um braço para sair. a€ exceção, claro, dos maganos bem abonados, que só tomam a cerveja geladinha. Não é a  toa que a empresa não publica demonstrações de turnover e muito menos dos problemas de ordem médica entre seus trabalhadores. Na companhia, há quem diga, com humor sardônico, que trabalhar na Am- Bev é bom, mas faz mal a  saúde. A verdade é que a AmBev é um case de antidistributivismo que poderia muito bem ser citado por Thomas Piketty, autor de uma obra-prima sobre a concentração de renda pelos mais ricos. A divina trindade Lemann, Telles e Sicupira criou um marketing imbatível e se inebria com a fama de gestores excepcionais. Por trás de toda essa serpentina, existe muito desgaste, desgosto e até desespero por aqueles que carregam a empresa nas costas. No dia seguinte, podem nem sequer acordar empregados da companhia. Afinal, Lemann prega a seguinte visão social: “Gente é como coelho: se multiplica drasticamente. Só há uma saída: tem de cortar, cortar, cortar…”

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16.09.13
ED. 4735

Côco com saquê

A japonesa Kirin, dona da Schincariol, vai abrasileirar seu negócio. Pretende entrar na produção de água de coco. Para isso, deverá usar a fábrica da Schin na Bahia.

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03.05.13
ED. 4640

Despedida de Itu

Se o objetivo da Kirin é mesmo apagar de vez as digitais dos Schincariol, como tudo indica, talvez não exista medida mais forte e emblemática: os japoneses têm discutido a transferência da sede da Brasil Kirin, de Itu para São Paulo. Seria um golpe de katana na autoestima da cidade e, sobretudo, na saga dos Schincariol. Procurada, a Brasil Kirin declarou que “não comenta especulações de mercado”.

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04.02.13
ED. 4581

NWalter Faria junta os cacos das mais diferentes garrafas

Parece até que Walter Faria, dono da cobiçada Petrópolis, está se preparando para um porvir longe de garrafas e engradados. Seu percurso empresarial é cada vez mais inusitado e oblíquo, com negócios que passam a léguas do mercado cervejeiro e, aparentemente, não guardam qualquer conexão ou sinergia entre si. Depois de investir no setor elétrico, com a compra de uma participação na Electra Energy, Faria está perto de fincar raiz no agronegócio. Segundo informações obtidas junto a  Imcopa, o empresário é o principal candidato a salvar a lavoura da companhia paranaense, uma das maiores produtoras de soja do Brasil. Fontes próximas a Frederico Busato Junior, controlador da empresa, afirmam que ele vem mantendo negociações com Faria. As conversas envolveriam tanto a venda de uma participação quanto a transferência integral do controle. Consultada, a Imcopa negou a operação. Walter Faria, por meio da assessoria da Petrópolis, declarou “não ter informação sobre o assunto”. Não custa lembrar que a Petrópolis mantém uma parceria com a Imcopa para a venda de soja desde 2008. Na época, circularam no setor informações de que o acordo era apenas um biombo, por trás do qual Faria teria acertado um contrato para a aquisição da empresa paranaense. a€s vezes, o tal mercado erra o santo e o milagre; a s vezes, só não acerta o horário da missa. O fato é que, hoje, a Imcopa se tornou um campo minado. Com dívidas na casa dos R$ 800 milhões, a empresa entrou com pedido de recuperação judicial no início do ano. Há cerca de três anos, Busato apostou todas as suas fichas em um acordo extrajudicial com os credores, na expectativa de ganhar fôlego para recapitalizar a companhia. Desde então, no entanto, a situação se agravou. Ressalte-se que a Imcopa tem seus atrativos, a começar por dois complexos industriais no Paraná, com capacidade para esmagar mais de dois milhões de toneladas de soja por ano. Talvez uma coisa seja uma coisa e outra coisa não passe de outra coisa. No entanto, este processo de diversificação de negócios suscita a ideia de que Walter Faria está preparando o terreno para a venda da Petrópolis. Olhando-se para as atuais condições do mercado, o momento parece mais do que propício. A indústria cervejeira passa por um período de apreciação generalizada. Deve isso ao fenômeno AmBev, que puxou o valuation dos demais ativos do setor. Por sua vez, a Petrópolis nunca esteve tão valorizada e cobiçada. Passou a Kirin/Schincariol no ranking e tem feito sucessivos investimentos no aumento do parque fabril. É por essas e outras que a Heineken não sai da porta de Walter Faria.

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30.10.12
ED. 4518

Heineken e Petrópolis bebem do avesso da lógica

Em condições normais de temperatura do chope e de pressão da serpentina, tudo levaria a crer que as propaladas negociações entre a Heineken e a Petrópolis terminassem, inevitavelmente, na venda da empresa brasileira. Mas, como dizia Hitchcock, a s vezes é preciso jogar a lógica pela janela para que a imaginação prevaleça. Neste caso, as gestões entre as duas companhias podem ter um desfecho surpreendente e resultar no surgimento de um bicho inusitado, totalmente inesperado, um ornitorrinco cervejeiro. Em vez da venda da Petrópolis para a Heineken, ocorreria uma fusão entre a empresa de Walter Faria e a operação dos holandeses no Brasil. Nesta genética feita de cevada e espuma, contrariando todas as previsões a Heineken seria a parte recessiva, ou seja, o sócio minoritário. Pela sua posição no mercado brasileiro, leia-se volume de vendas, número de fábricas e até mesmo valor intangível de suas marcas, caberia a  Petrópolis ser o gene dominante. As próprias circunstâncias do mercado deveriam empurrar as duas empresas nesta direção. Hoje, é muito difícil comprar a Petrópolis. Walter Faria goza de uma situação confortável. Tem levado vantagem na disputa particular com Kirin/Schincariol pelo segundo lugar do ranking do setor. Ao mesmo tempo, conseguiu imprimir um ritmo de expansão, leia-se, principalmente, a sucessiva construção de fábricas, que só valoriza o seu ativo. Ou seja: Faria pode esperar pela proposta das propostas das propostas. Não tem pressa. Muito menos a pressa que os holandeses têm. Gigante mundial do setor, a Heineken ainda joga como time pequeno no Brasil. Tem pouco mais de 5% de market share – menos da metade da participação da cervejeira brasileira. Sua operação por estas bandas resume-se praticamente a  Kaiser, o que não é exatamente o melhor dos cartões de visita. Agora mesmo os holandeses estão envolvidos em mais uma tentativa de reanimação da combalida marca, com ações que vão de financiamento para a expansão dos distribuidores a maiores investimentos nos pontos de venda. Por estas razões, a estranha espécie eventualmente criada a partir do cruzamento da Petrópolis com a Heineken poderia, por mais incrível que pareça, acomodar os interesses de parte a parte. Walter Faria permaneceria com o controle do negócio, como sempre foi seu desejo, com o bônus de ter um sócio de altíssimo teor financeiro ao seu lado. O acordo também funcionaria como uma operação cleaner, uma limpeza na imagem institucional da Petrópolis. A associação com a Heineken daria um verniz corporativo que a cervejeira brasileira nunca teve. Além disso, Faria ainda poderia tirar onda com o discurso de mais uma vitória da empresa privada nacional. Já a Heineken, ao mandar a lógica a s favas e se deixar engolir pela Petrópolis, daria um grande salto no Brasil. Praticamente triplicaria sua participação de mercado, com mais de 17%. Nada que ameace a liderança inconteste da AmBev. Mas a nova empresa se consolidaria como a vice-líder do setor, deixando os japoneses de Itu no meio da estrada, sob um colarinho de poeira. Os holandeses manteriam um acordo para garantir a distribuição de suas marcas em situação ainda mais vantajosa. Ao mesmo tempo, a Heineken preservaria sua estratégia geoeconômica de fincar bandeira nos mercados-baleia. Mas são tão diferentes as culturas e tantas idiossincrasias, que é mais provável que sobre muita espuma e pouca cerveja nesse copo.

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22.11.11
ED. 4291

Heineken mergulha no colarinho da Petrópolis

A espuma da venda da Schincariol para a Kirin nem sequer baixou e já há mais um negócio de alto teor alcoólico em fermentação no mercado cervejeiro. A Heineken partiu com toda a sede ao pote para a aquisição da Petrópolis, controlada pelo polêmico empresário Walter Faria. As conversações teriam sido deflagradas há cerca de um mês. A Heineken está disposta a comprar apenas metade do capital da Petrópolis, mantendo os outros 50% nas mãos de Faria. A rigor, ambos passariam a dividir o controle de uma holding ainda a ser criada – provisoriamente batizada pelos holandeses de -Cervejaria Brasil-. Todas as garrafas de Walter Faria, leia-se as marcas e as quatro fábricas da Petrópolis, seriam agrupadas neste novo engradado societário. Procurada pelo RR, a Heineken informou que -não comenta especulações de mercado-. Já a Petrópolis garantiu que -não tem qualquer intenção de negociar sua participação-. A fonte do RR, que acompanha a operação grudada a  mesa de negociações, crava um valor em torno de R$ 6,5 bilhões para a transferência de 50% da cervejeira da Região Serrana do Rio. A cifra já embute uma inflação no preço dos ativos do setor decorrente justamente da venda da Schincariol. Para efeito de comparação, trata-se de um valor próximo ao que a Kirin pagou por 100% da empresa. O eventual ágio na venda da Petrópolis tem duas fortes razões. Além de ser a segunda colocada do mercado, atrás apenas da AmBev, a empresa se tornou automaticamente a noiva mais cobiçada do setor após a venda da Schincariol. O modelo de negócio idealizado pela Heineken deve ser enxergado como uma maneira de contornar a resistência de Walter Faria a  venda integral da Petrópolis. O empresário tem a pretensão de se manter no negócio de braços dados com uma grande cervejeira internacional. No entanto, ao viver sob o mesmo teto com os holandeses, terá de se adequar a novos tempos. A Heineken inevitavelmente esquartejará a Petrópolis com o detalhismo de um anatomista. O bisturi certamente apontará para os sinuosos procedimentos da empresa – notadamente no que se refere a  sua engenharia fiscal, a s práticas trabalhistas e ao relacionamento com distribuidores. A compra da Petrópolis seria um passo fundamental para o crescimento da Heineken no Brasil. Somando-se a antiga operação da Femsa, comprada no início do ano, e a fabricante da Itaipava, os holandeses passariam a ter 19% de market share, mais do que o dobro da participação da Schin, em torno de 9%. No que depender do ímpeto da Heineken, esta diferença logo será ampliada. O grupo já sinalizou a Walter Faria o interesse em investir pesado para acelerar o plano de investimentos da Petrópolis, que prevê a construção de cinco fábricas.

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10.12.10
ED. 4066

Kirin e Suntory desaguam no Brasil

Kirin e Suntory, os dois maiores fabricantes de bebidas do Japão, vão estender para o Brasil o duelo que costumam travar em sua terra natal. Coincidência ou não, os dois grupos estudam simultaneamente seu desembarque no mercado brasileiro. Em comum, a estratégia de buscar países emergentes, com população elevada e taxas crescentes de consumo de bebida, como forma de compensar a saturação do mercado asiático. A Suntory se encontra em um estágio mais avançado. Executivos da empresa virão ao país em janeiro com a missão de preparar o terreno para a chegada da tropa. A porta de entrada deverá ser o mercado de água mineral, mais pulverizado e, por esta razão, com maiores possibilidades de aquisição. A Suntory pretende comprar fontes ou engarrafadoras de pequeno porte, de atuação regional, que serviriam como trampolim para a montagem de uma rede de distribuição. Seus passos no Brasil deverão ser acompanhados pela Pátria Investimentos. A relação vem de fora. No ano passado, o Blackstone Group, sócio do Pátria, vendeu a fabricante de refrigerantes Orangina para a Suntory. A Kirin, por sua vez, ainda está montando sua estratégia para entrar no Brasil. Deverá também usar o segmento de água mineral como uma espécie de investimento-degustação do mercado brasileiro, e depois, então, partir para a produção de outras bebidas de isotônicos a cerveja. Difícil imaginar que o grupo desembarque em um país com mais de 180 milhões de pessoas para ficar circunscrito a  venda de garrafinhas de água. O mesmo vale para a Suntory. O porte das duas empresas sugere uma operação mais vitaminada no Brasil. A Kirin fatura por ano mais de US$ 23 bilhões. Já a Suntory deverá fechar este ano com quase US$ 20 bilhões de receita.

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