24.01.14
ED. 4824

Gol daria um bom reclame comercial para a Azul

 David Neeleman, que adora uma moda, bem poderia pegar uma carona na ideia da Air France de comprar – sabe-se lá para que – 1,5% do capital da Gol. Marqueteiro que só ele, Neeleman poderia adquirir, por exemplo, 0,0999 ação da companhia pelo valor de R$ 999 mil. Mas para que essa prova dos nove? Ora, para publicizar o cabalístico preço de R$ 999, alardeado pela Azul como o teto para suas tarifas durante a Copa do Mundo. Fica a sugestão. Quem sabe, assim, o público esquece que a promoção da companhia é fake, já que o valor propagandeado corresponde apenas a uma perna da viagem. A outra perna? Tomara que não seja a da rasteira no consumidor.  A Gol, por sua vez, pode prosseguir na operação de capitalização no modelo caça-níquel, constituindo uma espécie de cédula pignoratícia de empresas aéreas, onde grandes grupos do setor vão depositar um dinheirinho no cofrinho em troca de um pedacinho. Não se trata de caçoar a companhia, pois a maioria democrática também constrói fortunas. Com umas 500 empresas de aviação como sócias e picotando o capital, quem sabe a Gol consegue decolar.

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